...

...
...

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Sábado de Aleluia e o Domingo da Ressurreição

Jesus havia sido sepultado na tarde de uma sexta-feira. Tudo foi feito na maior pressa, pois no sábado não se podia fazer nada. A lei proibia fazer qualquer coisa. Então nem deu tempo de embalsamar o corpo como era o costume daquela época.
Sábado foi um dia vazio, de silêncio... Imaginem como os discípulos estavam se sentindo! Jesus era a esperança e agora ele não estava mais com eles! Sentiam-se confusos e desiludidos... Tudo aquilo pelo que havia esperado se fora. Quando Jesus reapareceu ao terceiro dia, toda a esperança voltou rapidamente! (Lembramos como se sentiam os discípulos de Emaús, ao voltar para casa, depois da morte de Jesus).
E hoje, nós cristãos, como vivemos o Sábado Santo?
"Vive-se hoje a sensação de grande vazio, que não é tanto o vazio da ausência, mas o vazio da espera; uma espera que logo será premiada com a presença do Senhor ressuscitado, embora ainda velado, pois só o veremos quando nos encontrarmos face a face com ele."
"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73)."
Na noite deste sábado, nossa Igreja celebra a VIGÍLIA PASCAL, onde se comemora a vitória da vida sobre a morte! Jesus Ressuscitou! É a noite da libertação, da vida nova! Essa vigília se realiza em quatro partes: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística. É o fim das trevas, da escuridão e da morte. Acontece a bênção do fogo, onde se acende o Círio Pascal. Nele estão gravados uma cruz e as letras Alfa e Ômega, a primeira e a última letra do alfabeto grego, simbolizando que Cristo é o principio e o fim de todas as coisas. O Círio representa Cristo Ressuscitado, que é a luz, e é acesa durante todas as celebrações litúrgicas até a festa de Pentecostes, quando se encerra o tempo Pascal.
(Fizemos um momento de reflexão e vigília. Deixei-os à vontade no silêncio de seus coraçõezinhos).
Texto Lc 24, 1-12
"No domingo , de madrugada, as mulheres foram ao túmulo. Não encontraram o Corpo de Jesus e ficaram assustadas. Um jovem com roupas brilhantes disse: - Porque vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui: Ressuscitou."
"Cristo ressuscitou! Olhem para a cruz..." - falei para as crianças, mostrando a cruz com um paninho branco. Ele morreu... mas RESSUSCITOU! A ressurreição é a maior prova de que Cristo é realmente Deus. Cristo é o nosso Senhor! Jesus está vivo e em nosso meio! O importante na Páscoa é isso! Os ovos ficam em segundo plano! Podemos comer chocolate... É uma delícia, né? Mas sempre lembrando que a PÁSCOA é JESUS!
O Domingo de Páscoa é o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes. Costuma-se celebrar a missa bem cedo, quase ao amanhecer e despertar a comunidade com sinos.
Nós te louvamos, Senhor nosso Deus, pela vitória de Jesus, que é para nós também garantia de vitória. Nós te agradecemos porque a vida de Jesus não terminou no fracasso do túmulo, mas renasceu na glória da ressurreição. Nós te agradecemos, Senhor Deus, por saber que nossa vida não termina no fracasso, mas desabrocha numa vitória completa e total. Obrigada Senhor! Amém!

Roteiro deste encontro na página
https://mgathe.blogspot.com/2017/04/vivenciando-o-sabado-santo-e-pascoa-com.html
ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO 














Feliz Páscoa!!!
Mimos que preparei para os meus catequizandos:






Dentro de cada saquinho coloquei também essa linda oração!













Celebração de Entrega da Oração do Pai-Nosso - 2019


A ORAÇÃO QUE JESUS NOS ENSINOU - Mt 6,9-13: "Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Assim deveis rezar: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livra-nos do mal”."


ALGUNS MOMENTOS DA CELEBRAÇÃO








































domingo, 14 de abril de 2019

O que Jesus nos ensinou sobre a oração?

No Evangelho Jesus diz: "Pedi e recebereis, buscai e achareis..." (Lc 11,9). Jesus também pedia ao Pai... Agradecia... Conversava... Sabem o que é isto? Isto é oração.
Jesus rezava de manhã, de noite, nas alegrias, nas tristezas...
Nas suas orações, Jesus conversava com o Pai. Era assim que ele recebia as palavras que ensinava ao povo. A oração não é apenas falar tudo para Deus, abrindo seu coração para Ele; é também ouvir o que Deus tem para dizer. As palavras de Jesus não vinham dele, mas do Pai (João 8,28-29). E, para saber o que o Pai queria dizer, ele precisava escutar.
Jesus orava porque precisava ter comunhão com o Pai. Ele era parte da Trindade, três partes de Deus em perfeita união. E uma parte muito importante da união é a comunicação. A oração ajudava Jesus a se manter perfeitamente unido com o Pai.
A oração também ajudou Jesus a vencer sua aflição e a se fortalecer para cumprir o plano de Deus. Na sua última noite, depois de tomar a última ceia com seus discípulos, Jesus foi com eles para o jardim do Getsêmani para orar. Ele sabia que seu tempo estava muito próximo e precisava se preparar. A oração era uma parte essencial de sua preparação.
Como homem, ele estava sujeito a sentimentos, tristeza, aflição, preocupação. No jardim do Getsêmani, sabendo o que iria acontecer a seguir, esses sentimentos foram muito fortes e desafiaram sua capacidade para cumprir o plano de Deus. Nessa situação, a oração foi essencial para dar força e coragem a Jesus. Através da oração, Jesus se submeteu à vontade de Deus e recebeu a força que precisava. A oração era a chave para a vitória de Jesus.
Jesus é o nosso Mestre e nos ensina que devemos amar a Deus e conversar com Ele, seguindo o seu exemplo. Ele nos ensina a chamar a Deus de Pai.
Jesus sempre fazia oração, sabia rezar os salmos, falava com o Pai. Um dia seus discípulos pediram que os ensinasse a rezar e ele ensinou a oração que ficou conhecida como “Pai nosso”. Como foi Jesus quem ensinou esta oração, também é chamada de Oração do Senhor. Na Bíblia, encontramos essa oração em Lucas 11,1-4 e em Mateus 6,9-13.
A oração do Pai-nosso é a oração dos filhos de Deus. Somos nós – os filhos – conversando com Deus – nosso Pai – pedindo a Ele que olhe por nós e cuide e nós com amor, ajudando-nos a ser felizes. Devemos ter toda liberdade de conversar com Deus, dirigindo-nos a ele como um amigo de confiança. Isso nos ajudará a viver em profunda união com Ele. E essa união nos ajudará a viver em paz. Deus Pai abençoa a todos nós, seus filhos, e nos convida a viver sempre unidos a ele.
O cristão é uma pessoa que ora porque através da oração entra em diálogo com Deus. A oração é o diálogo entre Deus e o ser humano.
Nesse encontro falamos também sobre a Semana Santa. Lembramos o momento em que Jesus subiu o Monte das Oliveiras, e no Jardim do Getsêmani orou pedindo a Deus para o livrar do sofrimento que iria passar na cruz, se fosse possível. Ele também orou para que a vontade de Deus fosse feita, não a vontade dele. Com essa oração, Jesus mostrou sua submissão total ao Pai e ficou preparado para enfrentar seu desafio mais importante.











Como o tema de hoje falava sobre oração, preparei esse mimo para os meus catequizandos...






sábado, 30 de março de 2019

Passos necessários para uma boa confissão

No encontro de hoje fizemos uma reflexão sobre a celebração da semana passada (Rito Penitencial I) e, aproveitando a ocasião, preparei as crianças para a celebração penitencial que será presidida pelo padre na próxima semana, e orientei-as de como fazer uma boa confissão. Mas antes de tratar do assunto, encerramos o tema que estamos vendo desde as últimas semanas...
Desde os três últimos encontros estamos refletindo sobre a nossa profissão de fé. Hoje falamos sobre a parte do Creio que diz: "Creio na Santa Igreja Católica".
Nós, cristãos católicos, temos a nossa forma de ter fé e a professamos na oração do Creio, como vimos nos encontros anteriores. Nós cremos no Pai, no Filho e no Espírito Santo. E afirmamos também que cremos na Santa Igreja Católica. O que isso significa?
Nós não cremos sozinhos e é a Igreja o lugar onde expressamos nossa fé. Ao dizermos que cremos na Santa Igreja Católica, estamos afirmando que a Igreja é iluminada por Deus e ilumina os nossos caminhos. A Igreja está unida a Cristo que é Santo, por isso ele a santifica. Nós cremos no que a Igreja acredita porque ela é conduzida pela ação do Espírito Santo. Por isso precisamos conhecer o que a Igreja nos transmite. É a Igreja que nos transmite a fé.
A partir das ações de Jesus e da força do Espírito Santo que animou os discípulos nasce a Igreja. Pelo Batismo nos tornamos membros e formamos a Igreja. Somos o povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo.
Mas o que é ser templo do Espírito Santo?
Em 1 Cor 3,16-17, São Paulo nos ensina que somos templos vivos do Espírito Santo, ou seja, o próprio Deus mora em nós.
Deus pode morar num lugar sujo?
Dei um exemplo bem simples: Quando vamos receber uma visita importante, nós logo fazemos uma faxina caprichada na nossa casa para que fique tudo bem limpo e acolhedor. Depois tentamos mantê-la limpa, para que todos os visitantes possam se sentir confortáveis e satisfeitos. O mesmo deve acontecer quando vamos receber Jesus na Eucaristia, e também no nosso dia a dia. Devemos manter o nosso corpo, que é Templo do Espírito Santo, limpo de toda sujeira vinda do mal. Essa sujeira, como todos sabem, é o pecado.
Mas como posso cuidar do meu corpo, que é Templo do Espírito Santo?
É por meio do sacramento da confissão que fazemos uma verdadeira "faxina" em nosso interior. Já conhecemos esse sacramento tão importante! Já vimos que a confissão é um sacramento de cura (junto com o sacramento da unção dos enfermos), e é através dele que obtemos o perdão de nossos pecados, por maiores que sejam.
Mas para obter esse perdão, existem condições importantíssimas que sem elas nenhum pecado pode ser absolvido: o arrependimento, o exame de consciência e o propósito.
O arrependimento é quando estamos convincentes de nossas faltas, ou seja, temos toda certeza que erramos e não deveríamos fazer o que fizemos. O exame de consciência é quando estamos conscientes de nossos pecados. Devemos sempre, antes do sacramento, realizar, em ritmo de oração, um exame de tudo o que fizemos de errado, desde a última vez que comungamos. O propósito, é que estejamos decididos a tentar não cometer os mesmos pecados confessados e dos quais nos arrependemos. Essa condição é muito importante, pois não adianta nada nos arrependermos e cometermos os mesmos pecados. Devemos buscar a santidade que Jesus pediu a todos.
Existe uma dúvida que vive na cabeça de muitos fiéis: Por que devo me confessar com o sacerdote, se posso diretamente me confessar com Deus?
A resposta é bem simples, o próprio Jesus deu a Seus apóstolos o poder de perdoar os pecados: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos." (Jo 20,23). Os sacerdotes que perdoam os pecados, nos dias de hoje, são instrumentos de Deus para que seus pecados sejam absolvidos. É o próprio Deus naquele momento dizendo a você: "Meu filho, os seus pecados estão perdoados. Vá em paz!"
Para auxiliar, vimos juntos um modelo de exame de consciência. Depois aprendemos a rezar o Ato de Contrição.
Finalizando, rezamos juntos o Pai-Nosso




Creio no Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade

Desde os dois últimos encontros estamos refletindo sobre a nossa profissão de fé: o Creio. Já falamos sobre Deus Pai, primeira parte do Creio; sobre Jesus Cristo, filho de Deus Pai (segunda parte); e hoje chegamos à terceira parte, onde professamos a nossa fé na terceira pessoa da Santíssima Trindade: "Creio no Espírito Santo".
Nós cremos em um Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Os três juntos são um único Deus. É a Santíssima Trindade. Quando somos batizados, o batismo é realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
"Deus Pai é o Grande Amante. Tudo o que existe na imensidão do Universo é manifestação do seu amor criador. Deus Filho é o Amado por excelência, a quem o Deus Pai ama desde toda a eternidade. Por último, Deus Espírito Santo é o amor de Deus em pessoa. Ele se manifestou na criação e na vida de Jesus, e continua a se manifestar na vida da Igreja e na nossa própria vida."
Em alguns encontros falamos sobre a ação do Espírito Santo na vida de Jesus e da Igreja. Quis saber das crianças: Vocês se lembram de algumas dessas ações? O Espírito Santo aparece nessas ações como uma pessoa humana como Jesus? Qual é a sua aparência? Como ele é representado?
Deixei que falassem. Em seguida lembramos de várias passagens em que a Bíblia mostra a atuação e as manifestações do Espírito Santo de Deus, no Antigo e no Novo Testamento.
Vimos também no encontro de hoje quais são os símbolos do Espírito Santo. O Catecismo da Igreja nos ensina sobre os símbolos do Espírito Santo (cf par. 694ss). É preciso entender que são apenas símbolos que procuram nos fazer entender a pessoa e a obra do Espírito Santo.
Relembramos os dons do Espírito Santo e falamos sobre os frutos do Espírito Santo.
Vimos que o fruto do Espírito é uma seleção de virtudes produzidas pelo Espírito Santo na vida daqueles que foram feitos novas criaturas. Esse fruto resulta em uma conduta de vida íntegra e de acordo com a vontade de Deus. O fruto do Espírito Santo é descrito pelo apóstolo Paulo em Gálatas 5,22-23.
Encerrando, invocamos o Divino Espírito Santo para que Ele nos ajude a discernir a vontade de Deus, a saber: "o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito" (Rm 12,2).
Roteiro completo deste encontro na página
https://mgathe.blogspot.com/2016/11/creio-no-espirito-santo.html