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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O Ano Litúrgico


Objetivos:
  • Entender o que é Ano Litúrgico, quando começa e como é dividido .
  • Conhecer e compreender o significado das cores usadas em cada tempo litúrgico da Igreja.

1. Acolhida e oração inicial:
  • Receber a turma com alegria.
  • Silenciar a turma para rezar. Fazer o sinal da cruz.
  • Vamos fazer silêncio, fechar os olhos e rezar a Deus. Vamos pedir por nós mesmos em primeiro lugar, para que o nosso coração seja livre para o amor; para que nossas mãos sejam fortes para amparar; para que nossa mente seja lúcida para discernir os caminhos (silêncio). E vamos rezar também uns pelos outros. Vamos colocar a mão no ombro do nosso companheiro e rezar por ele, pedindo que Deus o fortaleça e anime para sempre.
  • Repetir a seguinte prece com o catequista: "Ó Deus de amor, nós te agradecemos pela vida de cada irmão que participa de nossa catequese. Nós te pedimos que cada um de nós tenha tua força e tua luz ao longo da jornada. Derrama sobre esse irmão o teu Espírito Santo, que nos capacita a seguir Jesus. Nós contamos com tua ajuda e tua força. Amém!
  • Cantar a música número 18 do CD do livro, ou outra à escolha.
(Do livro "Somos Igreja", do Padre Orione Silva e de Solange Maria do Carmo).


2. Motivação:

Estamos no mês de novembro... No dia 27 a Igreja comemora o dia de Nossa Senhora das Graças, padroeira de nossa Paróquia.

E no mês de dezembro festejamos um acontecimento muito, muito importante! Alguém sabe me dizer o que vamos comemorar e em que dia? Sim, o Natal... No dia 25 de dezembro! É uma data comemorada com muita alegria, pois é a festa do nascimento do Salvador. 

Na Igreja, o Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento.  No Ano Litúrgico, o Advento é um tempo de preparação para a segunda maior festa cristã: o Natal do Senhor. O Advento começa quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. A palavra “advento” tem origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”. 

O próximo Ano Litúrgico terá início no dia 3 de dezembro próximo. Agora vamos entender o que é o Ano Litúrgico e como ele é organizado.


3. Desenvolvendo o tema:



Obs: A  ideia da dinâmica e o relógio litúrgico eu copiei do Blog Catequizando com Amor.


  • Material necessário: Calendário, relógio e o calendário litúrgico.
  • Sentar com as crianças em círculo, fazendo uma grande roda de conversa.

Mostrei para as crianças o relógio e perguntei para que serve (para marcar o tempo). No relógio podemos olhar as horas e organizar o nosso tempo de forma a darmos conta de tudo durante o dia. Quantas horas tem um dia? (24 horas). Então, Deus nos deu 24 horas para podermos fazer várias coisas: estudar, brincar, dormir, passear e também não podemos esquecer de reservar tempo para o Senhor nestas 24 horas. Na Bíblia está escrito há tempo para tudo!

Os dias, as semanas, os meses e o ano são organizados onde? (Mostrei o calendário). O calendário nos mostra os dias, os meses, o ano. Temos 365 dias para sermos felizes. Durante todo ano acontece também muitos fatos importantes na nossa vida, muitas coisas alegres e algumas tristes. Temos 01 ano, com 12 meses e cada mês com 28, 30 e 31 dias para vivermos lembrando que Deus nos ama e que nascemos para sermos felizes, verdadeiros vencedores.

Mas eu quero apresentar para vocês um outro calendário que organiza também o tempo, o ano (mostrei o calendário litúrgico). Este é o calendário litúrgico e ele organiza o Ano litúrgico.

O Ano Litúrgico é o "Calendário Religioso". Contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O Ano Litúrgico começa e termina quatro semanas antes do Natal.

No decorrer de um ano a Igreja celebra todos os acontecimentos da vida de Cristo: Desde quando Maria ficou sabendo que seria a mãe do Salvador, nascimento, vida pública, paixão, morte, ressurreição e a sua subida para o céu.

O calendário civil nos mostra que temos 365 dias e no calendário litúrgico quantos dias temos? Temos os mesmos 365 dias, mas a diferença é que o ano civil começa em janeiro e o ano litúrgico começa no finalzinho de novembro ou início de dezembro, com a festa do advento (preparação do natal). (Momento de explorar o calendário, mostrando para os catequizandos a sequência dos tempos litúrgicos, quando começa e termina o ano litúrgico).

Mas que forma tem este calendário? (Circular, forma de círculo). Traçando vários círculos no ar, a gente percebe que o círculo sempre continua, sempre repete o mesmo movimento. No ano litúrgico, a cada ano celebramos o mesmos fatos da vida de Cristo, mas sempre de maneira diferente, pois a cada ano vamos aprendendo mais de Jesus e vamos ficando mais parecidos com Ele.

Quem está no centro deste calendário? É Jesus Cristo, pois cada acontecimento da vida de Cristo traz uma graça própria e nos ajuda a sermos como Ele é: bom, humilde, alegre, a perdoarmos a quem nos ofende etc.

Em seguida, distribuí para cada catequizando uma folha de atividades, onde vimos que conforme o tempo, os paramentos ou vestes da Igreja, como toalhas de mesa, do ambão, da mesa da Palavra e a estola do padre, têm uma cor própria, que simboliza o sentido de cada aspecto celebrado.
Conclusão:

Este calendário litúrgico vai acompanhar a Catequese durante todo o ano. A cada mudança de tempo e a cada festa importante na Igreja, vamos ver no calendário, para observar o símbolo do tempo, a cor, que fato da vida de Cristo é ressaltado no tempo litúrgico e a atitude que a devemos ter nesse tempo litúrgico.

O Ano Litúrgico tem o seu valor pedagógico e catequético. A nossa capacidade humana é limitada e não nos permite penetrar de uma só vez em toda riqueza da obra de Cristo; então, a sua repetição nos ajuda a penetrar no mistério de Deus feito homem.


4. Oração final e encerramento:
  • Encerramos o nosso encontro rezando: "Jesus, eu quero viver bem este ano de preparação para a minha Primeira Eucaristia. Que eu possa entender e vivenciar cada tempo do Ano Litúrgico com muito amor e respeito. Amém!"

ATIVIDADES

(1ª página copiada do Blog Catequizando Crianças)



(frente)
(verso)





ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO















































































quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Significado das Letras A, B e C dos Anos Litúrgicos e Como Calcular o Ano Litúrgico



O que é ano A, B e C? Como saber?

As leituras Bíblicas que ocorrem nas celebrações caracterizam-se com o chamado Ano Litúrgico criado para acompanharmos através das leituras dos textos bíblicos (evangelho e outros livros) a vida de Jesus em ordem cronológica do nascimento até a ascensão aos céus. Assim, ouvimos nas celebrações textos que falam do anúncio do Messias, da encarnação, de seu ministério público com milagres, do chamado ao discipulado, discursos, parábolas, até culminarmos com morte e ressurreição, nos preparando para a Parusia, ou seja, do Cristo Rei do Universo no final do ano litúrgico. A ideia desta distribuição de textos bíblicos ao longo de 3 anos tem como objetivo se ter uma visão e leitura de toda a Bíblia.

A cada ano tem uma seqüência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C.

O significado das letras dos anos litúrgicos A, B e C:

O rito romano, utilizado nas celebrações da Igreja católica possui um conjunto de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos perpassando os domingos e as solenidades. A cada ano, a liturgia das celebrações segue uma sequência de leituras próprias, divididas em anos A, B e C.
- No ano “A” a leitura principal do evangelho na celebração segue o Evangelho de São Mateus;

- No ano “B”, a leitura principal do evangelho segue o Evangelho de São Marcos;

- No ano “C”, a leitura principal do evangelho segue o Evangelho de São Lucas.
Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades. Para este evangelho não existe um ano litúrgico.

Como é calculado o ano litúrgico?

Somando os algarismos do ano. O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é do ciclo C.
2013 = 2+0+1+3= 6. 6 é múltiplo de 3, então o ano litúrgico foi ano C. O ano 2012 foi o ciclo B, e o ano de 2011 foi o ano litúrgico A e 2016 = 2+0+1+6 = 9 múltiplo de 3 - será novamente ano C.
(Encontrei essa definição, mas confesso que ainda não entendi muito bem! rs).

Vejamos outra explicação:
"Como calcular o ano litúrgico e descobrir em que ano estamos?
É fácil. Como regra geral podemos dizer que “todo múltiplo de três é C”.
Assim fica fácil calcular.
Vamos lá – por exemplo –
1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C
1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A
2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B
2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C
2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A"

Bom, acho que agora clareou um pouco. rs Quer dizer que múltiplo de 3 é ano C; múltiplo de 3 + 1 é ano A, e os que forem diferentes disso é ano B.

Atenção para isso:
O ano litúrgico inicia-se no primeiro domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e se encerra com a solenidade de Cristo Rei do Universo do ano seguinte. Portanto, o ano C já começou!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Organização do Ano Litúrgico





Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.

Da necessidade de se organizar as comemorações religiosas, foi estabelecido um calendário de datas a serem seguidas, que ficou sendo denominado de “Ano Litúrgico” ou “Calendário Litúrgico”.
O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.
Antes, porém, vale a pena lembrar que o Ano Litúrgico é composto de dias, e que esses dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pela Liturgia das Horas. Por esses dias serem santificados, eles passam a ser denominados dias litúrgicos. A celebração do Domingo e das Solenidades, porém, começa com as Vésperas (na parte da tarde) do dia anterior.
Dentre os Dias Litúrgicos da semana, no primeiro dia, ou seja, no Domingo (Dia do Senhor), a Igreja celebra o Mistério Pascal de Jesus, obedecendo à tradição dos Apóstolos. Por esse motivo, o Domingo deve ser tido como o principal dia de festa.
Cada rito litúrgico da Igreja Católica tem o seu Calendário Litúrgico próprio, com mais ou menos diferenças em relação ao Calendário Litúrgico do Rito romano, o mais conhecido. No entanto, para todos os ritos litúrgicos é idêntico o significado do Ano litúrgico, assim como a existência dos diversos tempos litúrgicos e das principais festas litúrgicas.
A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma seqüência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A lêem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.
Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo, os católicos, de três em três anos, se acompanharem a liturgia diária, terão lido quase toda a Bíblia.
O Ano Litúrgico da Igreja é assim dividido:
  1. Ciclo da Páscoa
  2. Ciclo do Natal
  3. Tempo comum
  4. Ciclo santoral
Este Ano litúrgico da Igreja tem leituras bíblicas apropriadas para as comemorações de cada santo em particular, perfazendo um total de 161 comemorações. Destas, apenas 10 têm leituras próprias. Aí também estão as 15 solenidades e 25 festas, com leituras obrigatórias, as 64 memórias obrigatórias e 94 memórias facultativas, com leituras opcionais. O Calendário apresenta também 44 leituras referentes à ressurreição de Jesus Cristo, além de diversas leituras para os Santos, Doutores da Igreja, Mártires, Virgens, Pastores e Nossa Senhora.

Tempo do Natal

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da aparição divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, mãe de Jesus e do Batismo de Jesus.

Tempo da Quaresma

O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, as imagens ficam veladas com tecidos roxos, com exceção da cruz, que só é velada na Semana Santa, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina no Lava Pés .

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.
Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”.
Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer ato litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.
Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

Tempo Pascal

A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinqüenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.

Tempo Comum

Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança, de acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. 


O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos de Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.


Tempo Comum (primeira parte)

Início: Primeiro dia logo após a Festa do Batismo do Senhor.

O Tempo Comum é interrompido pela Quaresma. Com isso, essa primeira parte vai até a Terça-feira de Carnaval, pois na Quarta-feira de Cinzas já começa o Tempo da Quaresma.
Cor: Verde

Espiritualidade do Tempo Comum: Escuta da Palavra de Deus.

Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus. 



Tempo Comum (segunda parte) 

O Tempo Comum, que havia sido interrompido pela Quaresma, reinicia na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes. No domingo seguinte, celebra-se a Solenidade da Santíssima Trindade. Nesse dia a cor é branca. 

Na quinta-feira, após o domingo da Santíssima Trindade, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo ("Corpus Christi").

O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado por celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos. 

O Tempo Comum também é chamado "Tempo Durante o Ano".

A duração do Tempo Comum, contando desde a primeira parte, é de 34 semanas. Na semana, mais especificamente na véspera do primeiro domingo do Tempo do Advento, termina aquele Ano litúrgico, devendo, portanto, iniciar o outro como o primeiro domingo do Tempo do Advento..


Festas de Guarda

Baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica estipula que todos os católicos são obrigados a irem à missa em todos os domingos e festas de guarda. Por isso, esta obrigação está também presente nos Cinco Mandamentos da Igreja Católica. A maior parte das festas de guarda calham sempre num domingo (ex: Domingo de Ramos, Pentecostes, domingo de Páscoa, Santíssima Trindade, etc.), que já é o dia semanal obrigatório de preceito ou guarda. Então, as festas de guarda que podem não ser no domingo são apenas dez:
  • 1 de Janeiro - Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus;
  • 6 de Janeiro - Epifania
  • 19 de Março - Solenidade de São José
  • Ascensão de Jesus (data variável - quinta-feira da sexta semana da Páscoa)
  • Corpus Christi (data variável - 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade)
  • 29 de Junho - Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.
  • 15 de Agosto - Assunção de Maria
  • 1 de Novembro - Dia de Todos-os-Santos
  • 8 de Dezembro - Imaculada Conceição de Maria
  • 25 de Dezembro - Natal
Porém, nem todos os países e dioceses festejam e guardam estes dez dias de preceito, porque, "com a prévia aprovação da Sé Apostólica, [...] a Conferência Episcopal pode suprimir algumas das festas de preceito ou transferi-los para um domingo".

Cores Litúrgicas

altar, o tabernáculo, o ambão, a estola e a casula usadas pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor, que varia ao longo do ano litúrgico. Na verdade, a cor usada num certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário litúrgico, fica estabelecida uma determinada cor (a excepção vai para as igrejas que celebram naquele determinado dia o seu santo padroeiro).
Desta forma, concluiu-se que as diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis:

Branco
- Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria, de São João Evangelista (apóstolo) e dos Santos, excepto dos mártires e dos apóstolos. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

Vermelho
- Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas do Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

Verde
- Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo
- Usado na Quaresma. No Advento também se usa, a par de uma variante, o violeta. É símbolo da penitência, da serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

Rosa
- O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

Preto
- Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.

Azul
- Privilégio concedido pela Santa Sé a Portugal e representa o Manto azul de Nossa Senhora, simbolizando a pureza e a beleza. Usado na Solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal (Dia 8 de Dezembro).

Cálculo do Atual Ano Litúrgico


O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C.
A cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C. A organização das leituras próprias para cada ano possibilita ao católico estudar toda a Bíblia, desde que participe de todas as missas diárias ou estude a Liturgia Diária nesse período de três anos. Para saber de que ciclo é um determinado ano, parte-se deste princípio: o ano que é múltiplo de 3 é do ciclo C.
Para saber se um número é múltiplo de 3, basta somar todos os algarismos, e se o resultado for múltiplo de 3, o número também o é.
Exemplo:
  • 1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C
  • 1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A
  • 2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B
  • 2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C
  • 2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A
....
  • 2008 é 2+0+0+8 = 10 (9+1) = Ano A
  • 2009 é 2+0+0+9 = 11 = Ano B
Atualmente estamos no ano A : 2014 é 2+0+1+4 = 7 (6+1) = Ano A.