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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Saiba a diferença entre Ascensão e Assunção


No dia 15 de agosto, a Igreja celebrou a Assunção de Nossa Senhora. Nesse dia, a Igreja em todo o mundo celebra a assunção de Maria ao céu. Mas, você sabe o que significa assunção?  A Igreja celebra a Ascensão de Jesus Cristo e a Assunção de Maria. Você sabe qual é a diferença entre assunção e ascensão?
Deu um nó, não é? Embora as palavras sejam parecidas, seus significados e suas festas são distintas.
Ascensão de Jesus Cristo celebra-se depois do Tempo Pascal, encerrando esse período de festa pela ressurreição de Cristo e marca o anúncio da chegada de Pentecostes. É uma festa móvel da Igreja. A Ascensão de Cristo significa que Jesus subiu ao céu – At 1, 1-11. O significado da festa também é o da palavra. Ascender significa subir por sua conta. Cristo vai ao céu pelo seu poder. Ninguém o leva.
Já a festa da Assunção de Nossa Senhora, marca um dia importante na vida do católico, pois celebramos um dos dogmas marianos mais importantes. Maria subiu ao céu e é santa. A Assunção de Maria significa que o magnificat, oração cantada por Maria se cumpriu – Lc 1.  Ser assunto significa que alguém o levou. Maria foi assunta ao céu. Jesus a leva. Aí está o sentido desta festa. Maria é levada ao céu pelo seu Filho e Mestre Jesus.
Então, a diferença entre assunção e ascensão é simples. Ascensão é subir ao céu por sua conta, como Cristo fez. Assunção é ser levada ao céu, como é o caso de Nossa Senhora.
Fonte: oanunciador.com

A Bíblia não fala da Assunção de Maria, dogma católico, definido como tal em 1950, que a igreja católica celebra no dia 15 de agosto. A teologia católica, diferente da protestante, não se baseia no princípio da 'sola scriptura', mas para ela conta também a Tradição, que é, em síntese, o resultado da discussão de longo período entre os personagens influentes da Igreja.
O dogma católico diz que Maria foi levada para o céu de corpo e alma, expressão da ressurreição da carne, que para todos nós acontecerá somente após a fim dos tempos, após o juízo universal.
É uma reflexão teológica presente na igreja há muito tempo, já a partir do Século IV. As igrejas ortodoxas dizem que Maria "dormiu", excluindo a sua morte. Há pouco tempo, também os anglicanos aceitaram a teologia da Assunção, embora não o consideram um dogma.
Há alguns apócrifos que falam especificamente do evento que desemboca nesse dogma: a Dormição da Santa Mãe de Deus, atribuída a São João, o Teólogo, ou o evangelista, obra do VI século; A Morte da Virgem Maria, atribuído a José de Arimatéia, mas mais recente do que o anterior.
O apócrifo a “Morte da Virgem Maria” conta que Nossa Senhora pediu ao filho para avisá-la da sua morte três dias antes. A promessa foi cumprida: o segundo ano após a Ascensão de Cristo, Maria estava orando quando o anjo do Senhor apareceu a ela. Ele estava segurando um ramo nas mãos e disse: Em três dias, será a sua assunção. Maria chamou José de Arimateia e outros discípulos do Senhor e anunciou a eles a sua morte:
"Chegando no domingo, na terceira hora, conforme o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos em uma nuvem, Cristo desceu com uma multidão de anjos e acolheu a alma de sua amada mãe. Houve um tal esplendor de luz e um perfume suave, enquanto os anjos cantavam o Cântico dos Cânticos, que o Senhor disse: ‘Como o lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as filhas’ - que todos aqueles que foram ali presentes cobriram seus rostos, como os apóstolos quando Cristo se transfigurou no Monte Tabor, na presença deles, e por toda uma hora e meia, ninguém foi capaz de se levantar. Então a luz foi embora e junto com ela foi assunta ao céu a alma da Bem-Aventurada Virgem Maria em um coro de salmos, hinos e cânticos. E enquanto a nuvem se elevava, toda a terra tremeu, e num instante todos os habitantes de Jerusalém viram claramente a morte da Santa Maria.”
Naquele momento, Satanás instigou os habitantes de Jerusalém que pegaram em armas e se dirigiram contra os apóstolos para matá-los e pegar o corpo da Virgem Maria, que queriam queimar. Mas lhes veio uma cegueira e não puderam fazer nada. Os apóstolos fugiram com o corpo da Virgem Maria, levando-o até ao vale de Josafá (próximo do Jardim das Oliveiras), onde eles  o colocaram num sepulcro: naquele momento, conta o apócrifo, uma luz do céu cobriu os apóstolos e o corpo santo de Maria foi arrebatado ao céu pelos anjos.

http://www.abiblia.org



Oração a Nossa Senhora da Assunção

Ó dulcíssima soberana, Rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco. Do alto desse trono em que reinas sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede a quanta tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até o fim de nossa vida! Pelos merecimentos de vossa bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu. Assim seja.
Nossa Senhora da Assunção rogai por nós!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Dogma da Assunção de Maria


"Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas" (Ap 12,1).

Esta passagem do livro do Apocalipse é proclamada na Missa da Assunção de Nossa Senhora. Segundo o ensinamento oficial da Igreja, a humilde jovem de Nazaré, escolhida e preparada desde toda a eternidade por Deus e para ser mãe de seu Filho Jesus, foi elevada em corpo e alma à glória do céu. Se hoje está "vestida de sol", não se deve a um mérito seu ou ao resultado de seus esforços mas, sim, à escolha feita por aquele que "nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo" (Ef 1,3-4).


Como foi o fim de Maria?

Ignoramos como e quando se deu a morte de Maria, e mesmo se houve realmente morte. Os orientais preferem falar da dormição de Maria. Os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as epístolas não fazem referência a isso, já que procuram nos descrever os ato e as palavras de Jesus. E mesmo quando falam dele, fixam-se no que é necessário para a compreensão de sua missão e mistério. Não entram em pormenores que poderiam interessar à nossa curiosidade, mas que não são essenciais a fé. A fé nos ensina que Maria foi assunta ao céu em corpo e alma, isto é, foi glorificada de forma total e completa. Ela já é o que somos chamados a ser após a ressurreição da carne.


O que nos diz a Bíblia?

A Bíblia silencia sobre a Assunção de Maria. A Palavra de Deus, que poucos dados nos apresenta para uma biografia mariana, não entra em pormenores sobre o final de sua existência. Há, contudo, algumas passagens que, embora não sejam referências diretas, foram interpretadas pela grande Tradição da Igreja como referentes à sua glorificação: 

"Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3,15). O combate entre a serpente e a mulher não poderia ficar pela metade. Assim, a vida de Maria, toda voltada para Deus e para os outros, só poderia culminar na sua Assunção. Para o apóstolo Paulo, ser vitorioso significa vencer não só o pecado mas também a morte (cf. 1 Cor 15,54).

Levantai-vos, Senhor, para vir ao vosso repouso, vós e a arca de vossa majestade" (Sl 131(132),8). A arca era o lugar da presença divina e tornou-se imagem de Maria. A primeira arca levou as duas tábuas da Lei; era o símbolo da presença de Deus e, enquanto presença de Deus, era incorruptível. Maria, na qual repousou não um símbolo, mas o próprio Deus, foi glorificada sem conhecer a corrupção.

"Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" ( Lc 1,28). A Assunção é a expressão final dos favores divinos, dos quais Maria estava repleta.

Apocalipse 12: sobre a mulher vestida de luz, as trevas não têm mais poder. Maria participa da glória do Filho, assim como participou de sua vida, perseguição e morte.


O que o dogma da Assunção ensina ao homem de hoje?

A definição dogmática diz que Maria foi assunta ao céu. Sua Assunção mostra o valor do corpo humano, templo do Espírito Santo. Também ele é chamado à glorificação. Nosso corpo não nos é dado para ser instrumento do pecado, para a busca do prazer pelo prazer, mas para a glória de Deus.

O dogma da Assunção nos dá uma certeza: Maria já alcançou a realização final. Tornou-se, assim, um sinal para a Igreja que, olhando para ela, crê com renovada convicção nos cumprimentos das promessas de Deus. Também nós somos chamados a estar, um dia, com a Santíssima Trindade. Olhando para o que Deus já realizou em Maria, os cristãos animam-se a lutar contra o pecado e a construir um mundo justo e solidário, para participar, um dia, do Reino definitivo.

Uma mulher já participa da glória que está reservada à humanidade. Nasce, para nós, um desafio: lutar em favor das mulheres que, humilhadas, não têm podido deixar transparecer sua grande vocação. Em Maria, a dignidade da mulher é reconhecida pelo Criador. Quanto nosso mundo precisa caminhar e progredir para chegar a esse mesmo reconhecimento!

É preciso estarmos atentos a um risco: a verdade sobre a Assunção de Maria, sobre sua glorificação antecipada, pode fazer com que passemos a vê-la distante de nós, muito acima de nossa vida e de nossa realidade. Crer na Assunção é proclamar que aquela mulher que deu à luz num estábulo, entre animais, que teve seu coração traspassado, viveu no exílio, foi exaltada por Deus e, por isso mesmo, está muito mais próxima de nós. A Assunção mostra as preferências de Deus por aqueles que são pobres, pequenos e pouco considerados neste mundo.


Conclusão:

A Assunção de Maria lembra-nos o objetivo de nossa vida: esta, um dia, eternamente, com Deus. Uma irmã e mãe nossa - irmã na ordem da criação, mãe na ordem da graça -, já está com Deus. Renova-se em nosso coração a esperança de recebermos, também, idêntico prêmio.




Fonte Consultada: Com Maria a Mãe de Jesus/ Murilo S.R. Krieger - São Paulo: Paulinas, 2001.


Extraído do site: http://www.santissimavirgemaria.com.br/dogma_assuncao_maria.html






sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Assunção de Nossa Senhora, a Mãe de Deus


Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.
É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova - Santo do Dia