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segunda-feira, 15 de maio de 2023

Jesus é a nossa esperança!

(Encenação com a turma anterior no encontro "Jesus aparece aos discípulos no caminho de Emaús") 


Hoje o nosso encontro foi tão tão legal, que quando lembrei de tirar foto do grupo, quase todos já tinham ido embora. 😍

Depois da acolhida, convidei as crianças para a oração. Fizemos o sinal da Cruz e, em seguida, motivei: Jesus ressuscitou e está vivo junto de nós. Vamos convidá-lo a vir reinar em nossa vida, conduzindo-nos também à vitória sobre todo o mal.

Em seguida, convidei cada criança para falar o que Jesus ressuscitado traz para nós. Assim: Jesus ressuscitado me traz a paz. Ou: Jesus ressuscitado me traz  força para vencer as dificuldades. Ou ainda: Jesus ressuscitado traz alegria para as nossas famílias etc.

Depois de ouvir o que cada criança falou, cantamos: "Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã..."

A seguir, rezamos juntos: Obrigada Jesus, por sua presença que nos fortalece e nos dá vitória sobre todo mal. Nós confiamos no Senhor e colocamos nossa vida em suas mãos. Amém!

Terminada a oração, perguntei aos catequizandos: O que significa a palavra esperança? Quais os motivos que eles têm para ter esperança e os que os fazem perder a esperança? Em nossos dias, é importante ter esperança? Por que? O que pode tirar nossa esperança hoje? E o que pode nos trazer esperança? Depois de ouvir as crianças, passamos para a leitura da passagem bíblica: Isaías 52,7-12

A esperança sempre esteve presente no povo de Jesus, desde o Antigo Testamento, quando viveu o profeta Isaías. O texto que lemos foi escrito mais ou menos 500 anos antes de Cristo e já anunciava a Boa Nova que Jesus iria trazer com sua vida e com suas palavras. O profeta Isaías fala a um povo que estava desanimado, abatido e triste, mas ele fala de esperança porque Deus consolou seu povo e mostrou sua força. Mesmo em momentos de dificuldade e sofrimento o povo nunca perdia a esperança, pois sua força estava em Deus, seu sustento.

Deus nunca abandonou o seu povo. Durante muito tempo Deus preparou o seu povo para a vinda do Messias.

Maria recebe o chamado de Deus através do Anjo Gabriel para ser mãe de Jesus e logo depois vai depressa ao encontro de sua prima Isabel que era idosa e também estava grávida. O encontro entre estas duas mães já antecipava a realização da esperança que celebramos sempre por ocasião do Natal.

Jesus nasce, cresce e se torna adulto. Depois de batizado por João Batista inicia a sua missão.

Como vimos na Semana Santa, Jesus realmente morreu na cruz. Mas a história dele não termina com a morte. Ele ressuscitou. Vimos que as primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus foram as mulheres.

Em seguida, narrei a passagem bíblica: Lucas 24,13-35, onde vimos a reação que os discípulos tiveram quando perceberam que Jesus estava vivo. O texto que vimos mostra a aparição de Jesus aos discípulos de Emaús.

Depois da partilha do que lemos, convidei a turma para entender a mudança que ocorreu na vida dos discípulos, depois que perceberam e acreditaram que Jesus estava mesmo vivo. Comparamos como estavam os dois discípulos antes e depois de reconhecer Jesus ressuscitado. Para isso, reparti com a turma vários emojis, para que eles identificassem com as carinhas o que se passava no coração dos discípulos antes da ressurreição e depois da ressurreição.

Separados os emojis, vimos como eram os discípulos antes de compreender que Jesus estava vivo e o que mudou na vida deles, quando experimentaram a presença do Cristo vivo.

Concluindo: A nossa grande esperança está no fato de Jesus de Nazaré ter voltado dos mortos, vencendo a morte, garantindo-nos ser o Messias e tornando-se o primeiro a passar pelo que todos nós passaremos um dia. Nossa futura ressurreição só será possível porque a dele foi.

Encerrando, louvamos a Deus por ter ressuscitado a Jesus Cristo e por ter dado ao seu Filho a vitória contra o pecado, a condenação e à morte eterna; e pedimos a Deus que nos ajude a viver com essa viva lembrança de esperança que a sua própria ressurreição nos traz.

Convidei a turma a rezar pelas pessoas que estão vivendo momentos difíceis e que precisam acreditar na vitória.

De mãos dadas, rezamos o Pai Nosso.

















































domingo, 22 de maio de 2022

Jesus aparece aos discípulos no caminho de Emaús



Iniciamos o nosso encontro rezando: Jesus, sei que o Senhor está aqui e isso é motivo de alegria para nós. O Senhor é a razão de nossa paz. Nosso coração está em paz, está feliz, porque o Senhor está conosco. Amém!

Jesus já tinha ressuscitado, mas alguns discípulos ainda não sabiam disso. Outros tinham ouvido a notícia, mas não tinham acreditado. Então, Jesus apareceu aos discípulos, para que eles tivessem a certeza de que ele estava vivo. Dois discípulos estavam voltando para casa, tristes e desanimados, quando algo extraordinário aconteceu. Vejamos o que foi:

Leitura: Lucas 24,13-35

(Partilha)

Jesus estava pertinho dos discípulos e eles não percebiam. Estavam tristes e infelizes, porque pensavam que Jesus ainda estava morto. Mas Jesus estava bem vivo e perto deles, acompanhando-os na caminhada. Quando perceberam que era Jesus, encheram-se de alegria e contentamento. Na vida da gente, isso acontece também. Jesus no acompanha, como acompanhou aqueles dois discípulos. Ele está sempre junto de nós. Tem gente que não percebe isso e, por isso, vive na tristeza. Mas quem percebe que Jesus está presente vive alegre e satisfeito, mesmo com todos os problemas da vida.

Depois da partilha da Palavra, convidei a turma para encenar a passagem bíblica.

🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡

ENCENAÇÃO: OS DISCÍPULOS DE EMAÚS 

1. Meu irmão, e agora? O que será de nós, pois Jesus foi crucificado e morto.

2. Irmão, tenhamos fé, pois ele sempre nos disse que estaria conosco até o último dia.

1. Irmão Jesus sempre nos disse, que em Jerusalém ele seria preso, seria humilhado e entregue a morte.

2. Irmão é triste saber que Jesus se doou por todos, sempre fez tudo para nos libertar de todas as prisões que um homem pode ter em sua vida.

1. Concordo com você, ele pra nos salvar deu sua própria vida e, não merecia esse fim.

JESUS: Amigos, pra onde vamos?

2. Estamos indo para Emaús.

JESUS: Posso seguir com vocês?

1. Sim, claro que pode.

JESUS: Não me leve a mal, mas do que vocês estavam falando?

1. És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu por esses dias?

JESUS: O que foi que aconteceu?

2. Você nunca ouviu falar de Jesus de Nazaré? Era um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e do povo.

1. E nosso Sumo sacerdote e o nosso magistrado o entregaram para ser condenado a morte e crucificado.


2. E nós esperávamos que fosse ele quem haveria de restaurar Israel e agora, além de tudo isso, é hoje o terceiro dia que essas coisas se sucederam.

1. E é verdade que algumas mulheres dentre nós nos alertaram. Elas foram ao Sepulcro, antes do nascer do sol. E não tendo encontrado seu corpo voltaram dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguraram que ele está vivo.

2. Alguns dos nossos foram ao Sepulcro e viram que estava vazio, assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não

viram.

JESUS: ó Gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo que anunciaram os profetas. Por ventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória? Irmãos,  observem as escrituras de Moisés e profetas, elas sempre nos abriram o coração.

1. Hey! Aonde você vai?

JESUS: Eu irei mais adiante.

2. Não, fique conosco, já é tarde e já se declina o dia.

1. Venha, vamos juntos partir o pão.

JESUS: Tomai e Comei...

1 e 2 : JESUS!

1. Abrasava-nos o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava a escritura.

1. O senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. 

1 e 2: Irmãos ele esteve conosco e nós o reconhecemos quando ele partiu o pão.

💖💖💖💖💖


Conclusão: Jesus está presente junto de nós. Sempre presente. Essa certeza deve alegrar nossa vida, assim como alegrou a vida daqueles dois discípulos. Quando sabemos que Jesus vive conosco, podemos viver contentes. Jesus quer nos acompanhar na vida, como acompanhou os dois discípulos em sua caminhada. Que alegria a nossa!

Encerramos nosso encontro, comemorando mais uma vez a Páscoa e o aniversário da nossa catequizanda Caroline.

Finalizando, rezamos uma doce oração:

Obrigado Jesus!
Pelo sangue que o Senhor derramou por nós;
Por limpar o nosso coração do pecado;
Pelo céu azul, que nos faz olhar para o alto,
pelo sol que brilha todas as manhãs,
pelo entardecer que traz a noite
e até pelos pequenos momentos de tristeza.
Celebramos a Páscoa, na certeza da esperança
da vinda do Senhor.
Amém!


































































domingo, 30 de abril de 2017

A Aparição de Jesus aos Discípulos de Emaús



Programei este encontro para fazer neste sábado com os catequizandos da minha turminha que, na próxima semana, vão receber a primeira Comunhão. Infelizmente, não foi realizado, em razão do feriado prolongado, quando muitas crianças da Catequese aproveitam para viajar com os pais. Paciência né!? Nem tudo acontece conforme planejamos! Tinha pensado em um encontro bem legal, e confesso que fiquei bem triste por não conseguir realizá-lo, mas, depois de parar para refletir, vi que a Palavra de Deus serviu mesmo foi para mim. 

Quantas vezes, em nossa caminhada, nos sentimos desanimados diante de certos acontecimentos e pensamos até em desistir, como queriam fazer aqueles discípulos!? Nós, Catequistas, sabemos que não é fácil a nossa missão, mas precisamos ser perseverantes, vencer os desafios. Diante das dificuldades, não podemos abandonar o barco, pois Cristo está vivo e conta conosco para os trabalhos de evangelização. E o que nos dá força para dar prosseguimento à missão é lembrar das palavras de Jesus: "Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos". Estas palavras do nosso Mestre nos dá a certeza de que não estamos sozinhos, de que Ele caminha ao nosso lado.

Não percamos o ânimo! Ele está conosco!

Obrigada Jesus! 

Tinha pensado em fazer o encontro conforme abaixo. 

* Fonte: Livro Conhecendo Jesus, Padre Orione Silva.

Fiz algumas adaptações, porque nas atividades pensei em fazer uma encenação com as crianças.


Recursos:

- Bíblia;
- Se possível, uma cruz grande;
- Cartazes com indicação de Jerusalém e outra indicando 
  Emaús;
- Pedras  para  destacar  o  caminho  de  Emaús  (usar a 
  criatividade para preparar o trajeto);
- Roupas para caracterização de Jesus e dos discípulos;
- Uma mesa e três cadeiras;
- Pão para colocar na mesa.
1. Acolhida e Oração Inicial
  • Receber as crianças com alegria.
  • Repetir com o catequista: Jesus, sei que o Senhor está aqui e isso é motivo de alegria para nós. O Senhor é a razão de nossa paz. Nosso coação está em paz, está feliz, porque o Senhor está conosco. Amém!
  • Desejar a paz uns aos outros, colocando a mão no ombro do colega e rezando: Jesus, venha ficar presente coração desse irmão. Venha encher sua vida de paz e alegria para que ele sinta sua vida de paz e alegria, para que ele sinta sua presença viva. Amém!

2. Motivação:

Jesus já tinha ressuscitado, mas alguns discípulos ainda não sabiam disso. Outros tinham ouvido a notícia, mas não tinham acreditado. Então, Jesus apareceu aos discípulos, para que eles tivessem a certeza de que Jesus estava vivo. Dois discípulos estavam voltando para casa, tristes e desanimados, quando algo extraordinário aconteceu. Vejamos o que foi.

3. Leitura: Lc 24, 13-35

Muita gente já sabia que Jesus estava vivo. Mas havia dois discípulos que não sabiam do ocorrido. Ainda não tinham visto Jesus e não haviam acreditado nas primeiras notícias da ressurreição. Esses dois discípulos, quando caía a tarde de domingo, resolveram voltar para a casa deles, que ficava na cidade de Emaús.
Saíram, pois, de Jerusalém e começaram a percorrer os doze quilômetros da estrada que os levaria a Emaús, onde moravam. No caminho, iam comentando os fatos tristes da morte de Jesus. Uma tristeza profunda enchia seus  corações e os impedia de acreditar que Jesus estivesse mesmo vivo.
Enquanto caminhavam, Jesus se aproximou deles, sem que eles o reconhecessem. Jesus fez de conta que estava também indo para Emaús, pela mesma estrada e, passando por eles, puxou conversa: “Nossa! Como vocês estão tristes! O que foi que aconteceu?”
Eles não reconheceram Jesus e começaram a conversar com ele, pensando que fosse um estranho. Disseram: “Você deve ser o único viajante destas bandas que não sabe o que aconteceu com Jesus. Ele era um homem bom e só fazia o bem. Mas algumas pessoas poderosas o condenaram à morte. Nós éramos seus discípulos e vivíamos com ele. Mas agora estamos voltando para casa, pois ele está morto e sepultado. Tem gente por aí dizendo que ele estaria vivo. Mas nós o vimos morrer na cruz. Ele está é bem morto e, por isso, estamos tristes demais, sem saber o que fazer da vida.”
Diante do que falavam, e vendo a tristeza deles, aquele estranho, que na verdade era Jesus, pôs-se a conversar com eles, explicando como era necessário que Jesus morresse e ressuscitasse depois, já que a morte não poderia acabar com ele. Ele é que deveria acabar com a morte. Jesus conversou muito com eles e lhes falou coisas interessantes que os animaram. Mas não disse que era Jesus.
Sem que percebessem a viagem ia chegando ao final. A conversa com aquele estranho viajante os distraíra e quase não viram o tempo passar.
Quando se aproximaram de casa, Jesus fez de conta que ia continuar a viagem sozinho. Mas os dois discípulos insistiram com ele para que entrasse e passasse com eles aquela noite. Disseram: “Vamos entrar, descansar, fazer um lanche. Já está quase de noite e não é mai hora de caminhar. Fique com a gente esta noite. Amanhã, você continua a viagem”.
Jesus aceitou o convite e entrou. Eles, bem depressa, arranjaram um bom lanche, pois estavam todos com fome.
Então, sentaram-se à mesa. Jesus pegou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o a cada um, conforme havia feito na última ceia com os discípulos. E, vendo aquilo, os dois discípulos perceberam que aquele estranho era Jesus, porque se lembraram de como ele partiu o pão na última ceia.
Enquanto se recompunham da surpresa, Jesus desapareceu. Eles exclamaram, olhando um para o outro. “Olhe só! É Jesus! Viu só o seu jeito de partir o pão!? Mas cadê ele? Onde ele está?”
Cheios de surpresa e alegria, aqueles dois  discípulos se levantaram e voltaram para Jerusalém. Queriam contar aos companheiros tudo  o que havia acontecido, para que eles se alegrassem também com a ressurreição de Jesus.


Partilha:

- Para onde iam os dois discípulos da história?
- Por que eles estavam tristes?
- Quem se aproximou e começou a caminhar com eles?
- Eles reconheceram Jesus durante a caminhada?
- Como foi que reconheceram Jesus?
- E o que fizeram então?


Conclusão:

Jesus estava pertinho dos discípulos e eles não percebiam. Estavam tristes e infelizes, porque pensavam que Jesus ainda estava morto. Mas Jesus estava bem vivo e perto deles, acompanhando-os na caminhada. Quando perceberam que era Jesus, encheram-se de alegria e contentamento. Na vida da gente, isso acontece também. Jesus no acompanha, como acompanhou aqueles dois discípulos. Ele está sempre junto de nós. Tem gente que não percebe isso e, por isso, vive na tristeza. Mas quem percebe que Jesus está presente vive alegre e satisfeito, mesmo com todos os problemas da vida.


3. Atividade

- Convidar a turma para encenar a passagem bíblica.

  (Aqui eu não usei a sugestão do livro). 


Conclusão:

Jesus está presente junto de nós. Sempre presente. Essa certeza deve alegrar nossa vida, como alegrou a vida daqueles dois discípulos. Quando sabemos que Jesus vive conosco, podemos viver contentes. Jesus quer nos acompanhar na vida, como acompanhou os dois discípulos em sua caminhada. Que alegria a nossa!


4. Oração Final e Encerramento
  • Cantar música suave. Que tal a número 2 (CD do livro do Padre Orione)?
  • De mãos dadas, rezar com o catequista: Jesus, nós sabemos que o Senhor está sempre conosco, a nos acompanhar, a nos animar, a nos alegrar. Nós queremos agradecer por essa sua presença. Muito obrigado, Jesus, porque o Senhor está vivo e nunca nos abandona. Amém!
  • Receber as crianças com alegria.
  • Repetir com o catequista: Jesus, sei que o Senhor está aqui e isso é motivo de alegria para nós. O Senhor é a razão de nossa paz. Nosso coação está em paz, está feliz, porque o Senhor está conosco. Amém!
  • Despedir-se alegremente da turma.

Tão linda essa reflexão: Não quero perdê-la de vista, por isso registro-a aqui:

À CAMINHO DE EMAÚS


Os discípulos caminhavam desanimados. Deixaram Jerusalém frustrados e voltavam para Emaús. Como eles, todos nós somos caminhantes. A vida é uma longa estrada por onde seguimos, caímos, levantamos, retrocedemos, avançamos... E precisamos de forças no caminho.
Precisamos de forças e de orientação para caminhar com mais ânimo e com direção, bem diferente daqueles dois discípulos que além da tristeza estavam indo no sentido contrário (iam para Emaús, fugiam de Jerusalém!). Daí entrou em cena um peregrino desinformado, que não sabia o que aconteceu por aquelas bandas. Ele se aproximou, caminhou junto, escutou... Era preciso escutar aquela partilha: “Estávamos cheios de esperança, mas Jesus morreu, e agora é o fim!” Somos também peregrinos que podemos contar nossa história, nossas conquistas, nossas frustrações. O desabafo é uma atitude de libertação, desde que se tenha um bom escutador. Alguém que faça perguntas relevantes, que questione de um modo qualificado: “Será que não era necessária a cruz?”
Um segundo passo deu o peregrino desinformado: Ele revelou as escrituras. Recordou a Palavra, fez com que o caminho tivesse sentido, reanimou-os, abrasou os corações. Cada vez que ouvimos o Senhor falar, nossa vida pode ser a mesma, mas ganha novo sentido. A estrada é a mesma (um caminho que liga Jerusalém a Emaús), mas o sentido agora é novo: os discípulos retornam ao lugar das promessas. Devemos sempre escutar o que o Senhor tem a nos falar e recobrar o sentido da estrada.
O peregrino queria seguir. “Já é tarde, fica conosco”, responderam os dois caminhantes. O peregrino ficou e partiu o pão. Não faltava mais nada, pois só o Mestre faria isto: “Ele ressuscitou!” Nós reconhecemos a presença do Senhor no partir do pão. Em cada missa, nossos olhos se abrem e reconhecemos que Ele está vivo, que somos a comunidade dos filhos de Deus que se reúnem para celebrar o Cristo vivo. Percebemos que as dores da vida são parte do caminho e que a cruz é necessária; avaliamos o sentido do nosso caminhar e podemos mudar de direção.
Depois de partir o pão, o Senhor desapareceu. Animados, os dois discípulos partiram para anunciar aos irmãos – “o Senhor Ressuscitou e agora o vimos!” Na verdade o Senhor nunca some, Ele continua presente, visível no pão, na comunidade, em nossos corações. Hoje ainda Cleofas e outro discípulo continuam anunciando que Ele está vivo, ouve nossas dores, dá novo sentido à vida, parte o pão e nos envia. Somos seus discípulos missionários que desejam ver este mundo mais perto do Reino sonhado pelo Pai antes da fundação do mundo. Hoje Ele nos escuta: o que queremos contar a Ele? Hoje sua Palavra é proclamada: o que ela nos diz? Hoje o seu pão é partido: e temos o reconhecido e partilhado com quem precisa do mesmo alimento? Hoje Ele faz de conta que desapareceu, porém continua caminhando ao nosso lado: “Eis que estarei convosco até o fim dos tempos”.

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba
Por Catequistas em Formação



sexta-feira, 29 de abril de 2016

Jesus, Nossa Esperança!



Objetivos:
  • Apresentar a esperança como uma força de Deus que unida à fé e ao amor podem mudar o mundo.
  • Sublinhar esta verdade: Jesus é a razão de nossa esperança.
  • Destacar neste encontro a Boa Nova de Jesus como fonte de esperança para todos, mas sobretudo para os mais pobres.
  • Procurar mostrar os lugares e as experiências na comunidade que fazer crescer a esperança dos pobres.
  • Partilhar com as crianças as razões de sua esperança, pois seu testemunho fala muito mais forte para estes pequeninos.

Ambiente: 
  • Cruz, Bíblia, velas, flores

Recursos: 
  • Carinhas feitas em papel cartão ou cartolina.


1. Acolhida e Oração Inicial
  • Receber as crianças com alegria. Fazer momento de animação com música adequada para o tema.
  • Sossegar a turma para rezar. Fazer o sinal da cruz.
  • Motivar: Jesus ressuscitou e está vivo junto de nós. Vamos convidá-lo a vir reinar em nossa vida, conduzindo-nos também à vitória sobre todo o mal.
  • Cantar a música nº 10.
  • Convidar cada criança para falar o que Jesus ressuscitado traz para nós. Assim: Jesus ressuscitado me traz a paz. Ou: Jesus ressuscitado traz força para vencer as dificuldades. Ou ainda: Jesus ressuscitado traz alegria para nossas famílias etc.
  • Depois que cada criança tiver falado, cantar de novo.
  • Rezar com o catequista: Obrigado Jesus, por sua presença que nos fortalece e nos dá vitória sobre todo mal. Nós confiamos no Senhor e colocamos nossa vida em suas mãos. Amém!”

Perguntar aos catequizandos:
  • O que significa a palavra esperança?
  • Quais os motivos que eles têm para ter esperança no futuro e o que os fazem perder a esperança?
  • Em nossos dias é importante ter esperança? Por que?
  • O que pode tirar nossa esperança hoje? E o que pode nos trazer esperança?

2. Desenvolvendo o tema

   Pedir para que uma criança leia a passagem bíblica: Isaías 52,7-12.


   Compreendendo o texto:

  • O que o texto fala para mim, para nós:
A esperança sempre esteve presente no povo de Jesus, desde o Antigo Testamento, quando viveu o profeta Isaías. O texto que acabamos de ler foi escrito mais ou menos 500 anos antes de Cristo e já anunciava a Boa Nova que Jesus iria trazer com sua vida e com suas palavras. O profeta Isaías fala a um povo que está desanimado, abatido e triste, mas ele fala de esperança porque Deus consolou seu povo e mostrou sua força.

Mesmo em momentos de dificuldades e sofrimento o povo nunca perdia a esperança, pois sua força estava  em Deus, seu sustento.
Deus nunca abandonou o seu povo. Vimos que Deus preparou durante muito tempo o seu povo para a vinda do Salvador. O povo esperava a vinda do Messias.

Maria recebe o chamado de Deus através do Anjo Gabriel para ser mãe de Jesus e logo depois vai depressa ao encontro de sua prima Isabel que era idosa e também estava grávida. O encontro entre estas duas mães já antecipava a realização da esperança que celebramos sempre por ocasião do Natal.

Deus não abandona seu povo. Ele é um Deus fiel e cada criança que nasce proclama esta fidelidade de Deus.

Jesus nasce, cresce e se torna adulto. Depois de batizado por João Batista inicia a sua missão (recordar o primeiro discurso de Jesus na sinagoga).  

Vamos ler a passagem bíblica Mateus 11, 1-6.

Compreendendo o texto:

Jesus está ensinando e pregando a Boa Nova do Reino de Deus e é procurado por dois discípulos de João Batista que desejam saber se Ele é o Messias anunciado por Isaías ou se deveriam esperar  por outro. Jesus responde mostrando às pessoas que estão ao seu redor e dizendo “Ide dizer a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados.” A resposta de Jesus  mostra como Ele fala e faz! A Palavra dele transforma a realidade das pessoas e devolve a elas a esperança e a alegria.
Também hoje ele continua falando e agindo. Há coisas bonitas que são Boa Nova para os pobres hoje: a solidariedade e o cuidado com os mais pequeninos, a pastoral da criança, a participação dos jovens etc.

Perguntar:
  • Onde estamos vendo em nossos dias o que Jesus mostrou com o sinal da presença de Deus?
  • Como seguidores de Jesus, que gesto concreto podemos realizar para anunciar e proclamar a esperança que vem de Jesus?

Vimos que Jesus realmente morreu na cruz. Mas a história dele não termina com a morte. Ele ressuscitou.

Vimos que as primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus foram as mulheres. De madrugada, elas vão ao sepulcro para ungir o corpo de Jesus e encontram o primeiro sinal: o túmulo vazio (cf. Mc 16, 1). Depois, segue-se o encontro com um Mensageiro de Deus que anuncia: Jesus de Nazaré, o Crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf. vv. 5-6). As mulheres são impelidas pelo amor e sabem acolher este anúncio com fé: acreditam e imediatamente transmitem-no; não o conservam para si mesmas, mas transmitem-no.

Vamos ver hoje a reação que os discípulos tiveram, quando perceberam que Jesus estava vivo. O texto que vamos ouvir mostra a aparição de Jesus aos discípulos de Emaús:


Texto: Lc 24,13-35

Dois discípulos caminhavam para um lugarejo, chamado Emaús, distante de Jerusalém cerca de 12 quilômetros. Iam falando um com o outro sobre tudo o que se tinha passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o próprio Jesus aproximou-se deles e começou a caminhar com eles. Mas os olhos deles estavam como que tapados e não o reconheceram. Jesus, então, lhes perguntou:"De que vocês estão falando pelo caminho e por que estão tristes?" Um deles, chamado Cleófas, respondeu-lhe: "Será que você é o único viajante em Jerusalém que não sabe o que aconteceu nestes dias?" Jesus lhes perguntou: "Que foi?" Disseram: "É a respeito de Jesus de Nazaré. Era um profeta poderoso em atos e palavras, diante de Deus e de todo o povo. Os nossos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado á morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse o restaurador do povo de Israel, mas hoje já é o terceiro dia que estas coisas aconteceram.  É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol. Como não acharam o corpo, voltaram dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que ele está vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam as coisas como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram."
Jesus lhes disse: "Ô gente sem inteligência! Como vocês são lentos de coração para crer em tudo o que o profetas anunciaram. Porventura, não era necessário que Cristo sofresse estas coisas e, assim, entrasse em sua glória?" E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se havia dito em todas as Escrituras. 
Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, Jesus fez de conta que ia para mais longe. Mas eles insistiram para que parasse, dizendo: "Fique conosco, já é tarde e o dia está no fim". Jesus, entrou com eles. Aconteceu que, estando sentados à mesa, ele tomou o pão, partiu-o e serviu a eles. Então, seus olhos se abriram e reconheceram Jesus, mas ele logo desapareceu. Diziam, então, um para o outro: "Não é que nosso coração estava ardendo, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?"
Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os onze apóstolos juntamente com outras pessoas. Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão."  Eles contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.                 
                                                               
- Palavra da Salvação!                                                                   
- Glória a vós Senhor!

Partilha:
  • Como era o nome o lugar para onde caminhavam dois discípulos de Jesus?
  • Sobre o que eles iam conversando?
  • Quem se aproximou e passou a caminhar com eles? Eles o reconheceram?
  • O que Jesus disse a eles durante a caminhada?
  • Como foi que reconheceram Jesus?
  • E o que fizeram, então?

Aprofundamento:

O texto mostra um encontro de Jesus ressuscitado com dois de seus discípulos. Os discípulos já estavam desanimados. Eles ainda não haviam acreditado na ressurreição de Jesus. Jesus foi ao encontro deles, conversou com eles e se deu a conhecer para que eles tivessem a certeza de que ele estava vivo. Isso animou os discípulos. E eles foram se unir aos outros seguidores de Jesus.

A morte de Jesus representava o fracasso de sua pregação e de seu reino e, portanto, o fracasso de seus discípulos. Por isso, diante da morte, os discípulos se sentiram fracassados, desmotivados, desanimados. Estavam voltando para sua aldeia, como se pretendessem recomeçar a vida de outra forma. Seguir Jesus parecia ter sido uma mera ilusão que terminou no sepulcro.

A sensação de fracasso e desilusão era tanta que eles não conseguiram compreender o que estava acontecendo. Acharam que o sepulcro vazio era alarme falso das mulheres, não compreenderam as Escrituras, nem reconheciam Jesus caminhando com eles.

Mas, quando reconheceram Jesus, ficaram novamente animados. Se Jesus estava vivo, então era preciso voltar a Jerusalém e encontrar os outros discípulos para continuar os trabalhos do Reino de Jesus. Ao chegar a Jerusalém, já encontraram os discípulos reunidos. Jesus já havia aparecido para os outros. Eles já haviam recobrado o ânimo.

São muito importantes essas experiências de aparições de Jesus, após a ressurreição. Só o sepulcro vazio não era suficiente para despertar a fé dos discípulos. Era preciso que os discípulos de Jesus fizessem a experiência da ressurreição. Eles precisavam perceber que ele estava vivo e vitorioso. Só assim eles recobraram o ânimo e a fé. Se Jesus não tivesse ressuscitado, toda a sua obra estaria terminada com sua morte. Mas, estando vivo, Jesus reúne de novo os seus discípulos e pede a eles que saiam pelo mundo, pregando seu reino vitorioso.


3. Atividades
  • Convidei a turma para entender melhor a mudança que ocorreu na vida dos discípulos, depois que perceberam e acreditaram que Jesus estava mesmo vivo. Comparamos como estavam os dois discípulos antes e depois de reconhecer Jesus ressuscitado. 
  • Para isso,  procedi do seguinte modo: Reparti com a turma os quadros com as atitudes dos discípulos. Em cada quadro, há um rosto e uma palavra que expressam o que se passava no coração dos discípulos. Dei dois quadros para cada criança.
  • Coloquei no quadro que temos na parede da sala duas faixas com as frases: OS DISCÍPULOS ANTES DA RESSURREIÇÃO e OS DISCÍPULOS DEPOIS DA RESSURREIÇÃO.
  • Cada criança fixava no painel os quadros que recebeu, de acordo com a atitude que o quadro representa.
  • Depois de fixar os quadros, comparamos os painéis. Vimos como eram os discípulos antes de compreender que Jesus estava vivo e o que mudou na vida deles quando experimentaram a presença do Cristo vivo.




Conclusão:

Os discípulos ficaram animados ao experimentar a presença do Cristo vivo, ressuscitado. Eles haviam seguido Jesus. Ouviram suas pregações. Presenciaram seus gestos de bondade. A notícia da ressurreição era sinal de vitória. Depois do sofrimento da cruz, uma notícia boa para alegrar e devolver o ânimo àqueles que acreditaram e seguiram Jesus. Essa mesma alegria deve encher nossos corações hoje, pois a vitória de Cristo é sinal e incentivo para a nossa vitória. Na vida, enfrentamos várias lutas. O modo de vencê-las, Jesus mostra com a sua vida. Juntamente com Cristo, todos somos vencedores, pois ele caminha conosco e nos garante força e motivação em nossas lutas.

A alegria de saber que Jesus está vivo, a esperança que enche o coração, não podem ser contidas. Isto deveria verificar-se também na nossa vida. Sintamos a alegria de ser cristãos! Acreditemos num Ressuscitado que venceu o mal e a morte! Tenhamos a coragem de «sair» para levar esta alegria e está luz a todos os lugares da nossa vida! A Ressurreição de Cristo é a nossa maior certeza; é o tesouro mais precioso! Como não compartilhar com os outros este tesouro, esta certeza? Não é somente para nós, devemos transmiti-la, comunicá-la aos outros, compartilhá-la com o próximo. Consiste precisamente nisto o nosso testemunho.

Digo-vos: levai em frente esta certeza: o Senhor está vivo e caminha ao nosso lado na vida. Esta é a vossa missão! Levai em frente esta esperança. Permanecei alicerçados nesta esperança, nesta âncora que está no céu; segurai com força a corda, permanecei ancorados e levai em frente a esperança. Vós, testemunhas de Jesus, deveis levar em frente o testemunho de que Jesus está vivo, e isto dar-nos-á esperança, dará esperança a este mundo um pouco envelhecido devido às guerras, ao mal e ao pecado.

A RESSURREIÇÃO

Nossa maior esperança

“Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição.”

Nossa grande esperança está no fato de Jesus de Nazaré ter voltado dos mortos, vencendo a morte, garantindo-nos ser o Messias e tornando-se o primeiro a passar pelo que todos nós passaremos um dia. Nossa futura ressurreição só será possível por que a dele foi.

Assim como nosso Senhor Jesus Cristo descansou no poder do Pai antes de sua morte e ressurreição, nosso descanso só será possível graças a tudo que Jesus conquistou com sua ressurreição. Ressuscitando, Cristo recebeu tudo o que ele mesmo deu a nós. Só venceremos porque ele venceu. Só temos esperança graças à ressurreição de nosso Senhor. Tudo aquilo que Cristo esperava do Pai antes de sua morte (Jo 17) foi lhe dado na ressurreição. Com ele. Todos recebemos a mesma vitória e bênção advindas dela. É por isso que se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé (1Co 15.14).



4. Oração Final e Encerramento
     
  • Ouvimos  a música O MUNDO VIVIA NAS TREVAS.
  • Terminada a música, convidei as crianças para oração: a) Louve a Deus por ter ressuscitado a Jesus Cristo e por ter dado ao seu Filho a vitória contra o pecado, a condenação e a morte eterna; b) Peça a Deus que lhe ajude a viver com essa viva lembrança da esperança que a sua própria ressurreição lhe traz;
  • Vamos rezar pelas pessoas que estão vivendo momentos difíceis e precisam acreditar na vitória. É preciso tomar cuidado: nesses momentos, a gente não pode deixar o desânimo tomar conta. Resposta à cada frase da oração: "Venha renovar, Senhor, o seu povo."
  • Venha,  Senhor,  renovar os  que  estão acomodados diante das  dificuldades da vida.
  • Renove, Senhor, aqueles que se sentem desanimados, sem forças para lutar.
  • Renove, Jesus, a vida daqueles que nem sempre têm conseguido praticar sua fé.
  • De mãos dadas, rezamos a oração que Jesus nos ensinou.
  • Ao final: 
          C:  Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe!
          T: Graças a Deus!

Fontes:

  •   Bíblia Sagrada
  • Livro Jesus, Nosso Salvador  (Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo)
  • Livro O Caminho, Diocese de Duque de Caxias
DEPOIS FOMOS PARA O SALÃO PAROQUIAL, E JUNTOS COMEMORAMOS A PÁSCOA. 
AH, E O MEU NIVER TAMBÉM!