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segunda-feira, 18 de maio de 2015

E o semeador saiu a semear...


O semeador, a semente e o solo
Jesus contou freqüentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais.
Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4,13: “Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?” Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.
A história em si é simples: “Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e, estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um” (Lucas 8,5-8). A explicação de Jesus é também fácil de entender: “A semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido d bom e reto coração retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (Lucas 8,11-15). Alguém ensina as Escrituras a várias pessoas; a resposta dessas pessoas depende do estado do coração delas, isto é, de sua atitude. Consideremos o semeador, a semente e o solo.
O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.
Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal do professor não tem importância. “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento” (1 Coríntios 3,6-7). Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A propaganda das campanhas religiosas freqüentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua carreira; o evangelho de Cristo que ele supõe-se estar pregando é mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor.
A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera (Tiago 1,18), salva (Tiago 1,21), regenera (1 Pedro 1,23), liberta (João 8,32), produz fé (Romanos 10,17), santifica (João 17,17) e nos atrai a Deus (João 6,44-45). Como o evangelho se espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os homens que o divulgaram, porém muito nos foi dito sobre a mensagem que eles disseminaram.
A colheita do evangelho pode ser pequena (se o solo for pobre), mas Deus só nos deu permissão para plantar a palavra. Somente plantando a Palavra de Deus nos corações dos homens o Senhor receberá o fruto que ele espera. Ou, usando uma figura diferente: as Escrituras são a isca de Deus para atrair o peixe que ele quer salvar. Precisamos aprender a ficar satisfeitos com seu plano.
O fruto produzido depende da resposta à Palavra. É decisivamente importante ler, estudar e meditar sobre as Escrituras. A palavra tem que vir habitar em nós (Colossenses 3,16), para ser implantada em nosso coração (Tiago 1,21). Temos que permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela palavra de Deus.
Uma safra sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma castanha: a árvore que nascer será um castanheiro, e não um pássaro. Isto significa que não é necessário tentar traçar uma linhagem ininterrupta de fiéis cristãos, recuando até o primeiro século. Há força e autoridade próprias da palavra para produzir cristãos como aqueles do tempo dos apóstolos. A palavra de Deus contém força vivificante. O que é necessário é homens e mulheres que permitam que a palavra cresça e produza frutos em suas vidas; pessoas com coragem para quebrar as tradições e os padrões religiosos em volta deles, para simplesmente seguir o ensinamento da Palavra de Deus. Hoje em dia, a palavra de Deus tem sido freqüentemente misturada com tanta tradição, doutrina e opinião que é quase irreconhecível. Mas se pusermos de lado todas as inovações dos homens e permitirmos que a palavra trabalhe, podemos tornar-nos fiéis discípulos de Cristo justamente como aqueles que seguiram Jeus quase 2000 anos atrás. A continuidade depende da semente.
É perturbador notar que a mesma semente foi plantada em cada tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.
Alguns são solos de beira de estrada, duro, impermeável. Eles não têm uma mente aberta e receptiva para permitir que a palavra de Deus os transforme. O evangelho nunca transformará corações como estes porque eles não lhe permitem entrar.
As raízes das plantas, no solo pedregoso, nunca se aprofundam. Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes, mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se desenvolvendo. Como resultado, se vem uma pequena temporada seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio de fé em Cristo e de estudo da Palavra cada vez mais profundo. Quando se permite que ervas daninhas cresçam junto com a semente pura, nenhum fruto pode ser produzido. As ervas disputam a água, a luz solar e os nutrientes e, como resultado, sufocam a boa planta. Existe uma grande tentação a permitir que interesses mundanos dominem tanto nossa vida que não nos resta energia para devotar ao crescimento do evangelho em nossas vidas.
Então, há o bom solo que produz fruto. A conclusão desta parábola é deixada para cada um escrever. Que espécie de solo você é?
Fonte: Homilia - Canção Nova

sábado, 17 de janeiro de 2015

Parábola do Joio e do Trigo


“Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino de Deus. O joio são os que pertencem ao maligno” (Mateus 13, 37-38).
A parábola do joio e do trigo nos ajuda a compreender melhor o mundo em que nós vivemos, porque, de fato, olhamos para o mundo em que nós vivemos e vemos que há o bom trigo de Deus. Graças a Deus por isso! Quantas pessoas boas, quanta gente com o coração generoso, quanta gente convertida a Deus, servindo a Deus de coração sincero; quantas famílias renovadas, curadas e libertas!
O Reino de Deus está acontecendo, os santos não estão somente no passado; os santos de Deus vivem no meio de nós, hoje, graças a Deus! Quando escuto essa palavra e olho a boa semente do trigo, eu olho para tantas mães virtuosas, mulheres maravilhosas, muitas vezes, podadas pelos sofrimentos da vida, que exemplo e que santidade! Da mesma forma, eu olho para tantos homens bons de coração, incapazes de fazer o mal.
Nós precisamos exaltar e reconhecer tantas virtudes que existem no meio de nós; quantos jovens lutando para viver a santidade e colocar em prática a Palavra de Deus. Quanta gente levando a bondade para o coração dos homens; é o trigo de Deus no meio de nós.
Mas nós não podemos ser ingênuos e não percebermos que também existe o joio no meio de nós, existe muita maldade, existem muitas pessoas que semeiam a discórdia; existem muitas pessoas que semeiam o mal e corrompem os outros para fazer o mal. Existem muitas pessoas que se tornam, infelizmente, um sinal do mal no meio de nós e nem é preciso enumerar as tantas obras e inúmeras maldades que cometem. E não pense que isso é lá fora, no mundo, até dentro da própria Igreja e onde estamos isso acontece.
E alguém pode perguntar: “Por que Deus não faz nada? Por que Deus não pega todo o joio, queima-o, separa-o e o joga fora?“. Porque no Reino de Deus o joio pode se transformar em trigo, o joio pode se converter e pode mudar de vida. E a função de quem é trigo, de quem tem o trigo de Deus no seu coração, é querer contagiar os joios deste mundo.
Infelizmente, muitas vezes, acontece o contrário: os que são do bem se deixam levar pelo mal; vacilam, são fracos. Mas hoje a Palavra de Deus, semeada em nosso coração, quer fortalecer o bem que há em nós e nos dar a esperança e, ao mesmo tempo, a convicção de que nós precisamos transformar cada vez mais o joio, que há no mundo, no trigo bom, na boa semente do Reino de Deus!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Jesus fala do Reino de Deus por meio de Parábolas






Objetivo:

  • Refletir  sobre as Parábolas: a metodologia catequética de Jesus.

Ambiente: 

  • Imagem do Bom Pastor
  • Bíblia
  • Vela

Recursos:

  • Uma caixa com vários objetos que simbolizam as parábolas.
  • Canetas coloridas e folhas para desenho para cada catequizando.
  • Envelopes contendo o nome da parábola a ser estudada e as citações bíblicas.


1. Acolhida e Oração Inicial:

  • Receber  a turma conforme o costume. Fazer momento de animação, cantando músicas apropriadas.
  • Colocar no centro da sala a caixa com os objetos que simbolizam as parábolas.
  • Iniciar relembrando o nosso último encontro:

Aos pouquinhos estamos conhecendo Jesus. A vida de Jesus - seu amor, sua tolerância e carinho com todos - nos ensina um novo jeito de viver. É o jeito do Reino de Jesus. Vimos no encontro anterior um discurso muito bonito de Jesus. Quem lembra como é conhecido esse discurso de Jesus? O que quer dizer Bem-Aventurança?  Nesse discurso, conhecido como Sermão da Montanha ou Discurso das Bem-Aventuranças, Jesus nos ensina algumas coisas importantes para a nossa felicidade. Bem-Aventurança quer dizer felicidade. A felicidade está na bondade, na simplicidade, na capacidade de perdoar, na busca da paz, na luta contra o  sofrimento. Nessas coisas, o povo encontra o caminho para ser feliz. Ser feliz não é só ter dinheiro, conforto e muitos bens materiais. Muita gente tem tudo isso e não é feliz. Jesus ensina o verdadeiro jeito de ser feliz. 


Podemos, agora, dizer que conhecemos o jeito de Jesus. Essa parte do Sermão da Montanha resume para nós o que é o Reino de Jesus. É algo que acontece quando se vive as bem-aventuranças. As bem-aventuranças podem ser um desafio. Mas ninguém duvida que vivê-las é infinitamente mais inteligente que se acomodar nas mal-aventuranças. Ainda que a gente não consiga pôr em prática todas essas atitudes de uma só vez, é melhor estar nesse caminho do que se acomodar para sempre. Jesus está aí revelando a nós o segredo de seu Reino. É um jeito novo de viver. E é só para pessoas que querem ser especiais. O mundo está cansado de pessoas vazias e iguais. As pessoas se tornam vulgares porque imitam o vazio da vida dos outros.

Portanto, existem dois modos bem distintos de viver a vida: um é o modo que Jesus nos ensinou e outro é o modo acomodado de ver as coisas, próprio de quem é egoísta e só pensa em si. Quem vive como Jesus viveu torna-se uma luz para este mundo, que vive nas trevas do egoísmo e da indiferença com o outro. Mas não foi assim que Jesus nos ensinou a fazer o bem e a iluminar o mundo com a nossa bondade.

  • Oração: Convidar os catequizandos a ficarem de pé e em círculo.

Catequista: Coloquemo-nos em atitude de oração (continua de forma bem tranquila). Sintamos a nossa respiração, inclinemos a cabeça para baixo, demo-nos as mãos e fechemos os olhos (alguns instantes de silêncio).

Leitor 1:  O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo. Um homem o acha e torna a esconder e, na sua alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo (Mt 13,44).

Leitor 2:  Senhor, é grande a nossa alegria, porque encontramos em vós o nosso verdadeiro tesouro. Queremos amar-vos acima de qualquer outra coisa. Vós sois a pessoa mais importantes de nossas vidas.

Leitor 1:  O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que anda em busca de pérolas finas. Ao achar uma pérola de grande valor, vai, vende tudo o que possui e compra-a (Mt 13,45).

Leitor 2: Senhor, ainda não sois o bem maior de nossas vidas. Estamos presos a muitas coisas que nos impedem de amar-vos de verdade. Temos o coração apegado aos bens deste mundo. Preferimos outros divertimentos, que tantas vezes nos separam do vosso amor.

Catequista: Ó Deus, Pai de misericórdia, voltai o vosso olhar sobre nós, que queremos conhecer vosso Filho Jesus e descobrir o que ele nos ensinou. Ajudai-nos a ter um coração grande, capaz de amar, verdadeiramente, o nosso irmão e colaborar, sempre, com aqueles que precisam de nossa ajuda, que o Espírito Santo nos ilumine e nos fortaleça nesta decisão. Amém.



2. Motivação:


Vamos conhecer hoje algumas belas parábolas de Jesus. Parábolas são histórias que Jesus contava para ensinar ao povo coisas importantes. Em vez de falar de modo difícil, Jesus preferia contar histórias, pois, desta forma, o povo entendia com mais facilidade. De cada história, o povo aprendia algo importante para a vida. Assim, vamos fazer também nós. Vamos ouvir a parábola do semeador. É a história de alguém que sai pelos campos semeando coisas boas. Joga semente para todo lado. Vamos ver o que vai acontecer com as sementes. Esse semeador representa Jesus, que passou pelo mundo semeando o bem em todos os corações. Mas cada um acolheu os ensinamentos de Cristo de um modo.



3. História: (Mt 13, 1-23)


Certo dia, Jesus se sentou à beira de um lago e a multidão se amontoou ao redor dele. Todo mundo queria ouvir as coisas bonitas que ele costumava dizer. Então, Jesus contou para eles a seguinte história:

Era uma vez um semeador. Um dia, ele saiu semeando muitas sementes. Foi andando pelas estradas, pelos campos, por todo lado. E, por onde ele passava, jogava suas sementes.

Uma parte das sementes caiu na beira da estrada. Os passarinhos vieram voando e viram as sementes caídas ali, por cima da terra. Eles estavam famintos e, mais do que depressa, comeram as sementes. As sementes nem chegaram a nascer.

Outra parte das sementes caiu num terreno cheio de pedras. Havia mais pedra do que terra naquele campo. As sementes começaram a nascer, mas não criaram raízes, porque havia muita pedra. Então, veio o sol e queimou as plantinhas e elas não puderam crescer, pois o chão só tinha pedra. Foi assim que elas murcharam.

Outras sementes foram cair num lugar onde havia muito mato, muitos espinhos. As sementes nasceram e começaram a crescer. Mas o mato cresceu muito mais e sufocou as plantas. Elas não conseguiram crescer o bastante e logo, logo morreram.

 Por fim, algumas sementes caíram numa terra muito boa. Era uma terra bem preparada para fazer o plantio, sem pedras, sem matos, macia e bem fofinha, bem estercada e bem molhada. As sementes brotaram logo e foram crescendo, crescendo, crescendo até produzir muitos frutos.

Ouvindo o que Jesus dizia, os seus amigos lhe perguntaram o que ele queria com aquela história. Jesus lhes disse:

Esta semente que o semeador saiu a semear representa a minha palavra que é semeada no coração de vocês. Eu sou esse semeador. Planto minha palavra no coração de todos. Mas nem todos os corações deixam a palavra produzir frutos. Isso vai depender do coração de cada um.

Existe gente que não acolhe direito a minha palavra. Faz pouco caso dela e não recebe em seu coração. A palavra fica como as sementes que caíram na beira da estrada: nem chegaram a entrar na terra. Por isso, os pássaros as comeram. E não sobrou nada. quando a pessoa não acolhe direito  minha palavra, qualquer coisa desvia a sua atenção e a afasta de meus ensinamentos. É como o menino que estava começando a se interessar por minha palavra, tinha começado a frequentar a catequese, as os colegas o convidaram para fazer outras coisas e ele se afastou de mim.

Existe gente que tem o coração duro como pedra, como a terra dura em que as sementes caíram. Numa terra dura, a semente não cria raízes. Quando vem o sol, seca a plantinha. Também minha palavra não cria raízes num coração duro. Não se desenvolve. Quando ela começa a crescer, vem uma dificuldade e acaba com tudo. É como o menino que começou todo animado na catequese, ouvindo e praticando minha palavra, mas, depois, veio uma dificuldade qualquer e ele desanimou.

Existe gente que acolhe minha palavra com alegria. Mas não tem tempo para praticar meus ensinamentos. Está tão preocupado e envolvido com outras coisas, que essas coisas sufocam a minha palavra, como os espinhos sufocaram a plantinha que estava nascendo. É como a pessoa que começou animada na catequese, mas depois começou a fazer tanta coisa, a ter tantos compromissos, que esses outros compromissos tomaram todo o tempo. E a pessoa deixou de lado a minha palavra.

Por fim, existem aqueles que têm um coração bom. Esses acolhem a minha palavra e a praticam com alegria, de modo que ela produz muitos frutos em seu coração e em sua vida. Acontece, então, igualzinho aconteceu com as sementes que caíram em terra boa. Quando minha palavra encontra uma pessoa de bom coração, animada e disposta, então ela produz muitos frutos. E os frutos que ela produz são a alegria, a paz, o amor, a união, a bondade e muitos outros, dependendo do esforço de cada pessoa.


Partilha:
  • O que aconteceu com as sementes que caíram na beira da estrada?
  • O que aconteceu com as sementes que caíram no terreno cheio de pedras?
  • O que aconteceu com as sementes que caíram no meio dos espinhos?
  • O que aconteceu com as sementes que caíram em terra boa?
  • O que Jesus quer nos ensinar com isso?
  • Quando somos terra boa e fértil?
  • Quando somos espinhos e pedras?

4. Desenvolvendo o tema:


Acabamos de ouvir uma das mais belas parábolas de Jesus.

Essa história mostra um semeador diferente. Geralmente, quando alguém vai semear alguma coisa, primeiro escolhe uma terra boa, prepara um bom canteiro, aduba e, só depois, lança a semente. Na história, o semeador lança semente em todo tipo de terreno. É que esse semeador da história representa Jesus semeando sua palavra em todos os corações. E Jesus não semeia só nos corações mais bem preparados. Ele faz questão de lançar sementes no coração de todo mundo. Se a semente vai produzir fruto ou não, depende de como cada um vai cuidar da Palavra de Deus em sua vida. Jesus semeia, mas é a gente que cuida. Essa é a grande mensagem da parábola. Quem cuida bem colhe muitos frutos bons. Quem cuida mal deixa a fé morrer em seu coração. Por isso, é importante cada um de nós acolher, do melhor modo, a Palavra de Deus, que é lançada em nosso coração como a semente na terra.


Conclusão:

Jesus queria explicar realidades muito profundas, como o Reino de Deus, utilizava as parábolas, que são pequenas histórias que levam o ouvinte a refletir e decidir sobre o que é contado. É uma interatividade. Jesus usa muito a participação do público na sua pregação.

As parábola são proferidas para todos, mas somente quem tem fé, isto é, quem confia, consegue compreender sua mensagem. Jesus escolheu esse modo de transmitir os ensinamentos para que os tesouros do Reino sejam dados somente aos que abrem o coração para Deus entrar em sua vida.

É nosso papel descobrir o que está subentendido nas parábolas. Entretanto, Jesus revela o sentido delas somente aos que têm fé. É importante compararmos as situações de nossa vida com a maneira que Cristo nos ensina a viver, assim como fazermos uma analogia dos elementos utilizados nas parábolas com o que Jesus quis dizer. Por exemplo: semente de mostarda refere-se ao Reino; joio, as más ações; trigo, as boas ações.


5. Atividades:


Entregar um envelope para cada criança, que deve abri-lo e ler a parábola indicada. Em seguida, reconta-a com suas palavras e faz uma interpretação de sua mensagem.

Sugestões de parábolas:

       O semeador: Mt 13, 5-8
       O joio: Mt 13, 24-30
       O grão de mostarda: Mt 13, 31-32
       O fermento: Mt 13,33
       O tesouro escondido: Mt 13,44
       A pérola: Mt 13, 45-46
       A vela e o candelabro: Lc  11,33ss
       A rede: Mt 13, 47-50
       A semente: Mc 4, 26-29
       A dracma perdida: Lc 15, 8-10
       As dez moedas: Lc 19, 12-27
       A ovelha perdida: Lc 15, 4-7



  • Cada criança é convidada a pegar da caixa os objetos que simbolizam a parábola. Os outros vão ilustrá-la, lançando mão das canetas e cartolinas. Posteriormente, cada um contará a parábola para a turma, com suas próprias palavras e com apoio do cartaz que ilustra a história. O catequista ajuda a aprofundar o sentido da parábola.



O tesouro escondido.


6. Oração final e encerramento:


Leitor 1:  Disse Jesus: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida pelas suas ovelhas (Jo 10,11).

Leitor 2:  Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem. Eu dou a minha vida pela minhas ovelhas (Jo 10,14.15b).

Leitor 3:  Proclama Lc 15,4-7 (A ovelha perdida).

(Alguns instantes de silêncio).

Todos: O Senhor é o meu pastor, nada me falta, em verdes pastagens me faz repousar. Para as águas tranquilas me conduz e restaura minhas forças. Ele me guia por caminhos seguros. Ainda que eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei, pois estás junto a mim. Teu bastão e teu cajado me deixam tranquilo (Sl 23, 1-4).

Catequista: O Senhor esteja convosco.

Todos: Ele está no meio de nós.

Catequista: Abençoe-vos o Deus todo Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo.

Todos: Amém.

  •  Motivar a turma para o próximo encontro.



Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá
 a vida pelas suas ovelhas.  (
Jo 10,11)


Fontes:

Bíblia Sagrada
Livro do Catequista: Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)
Livro Iniciação à Eucaristia (Nucap)
Livro Seguindo Jesus (Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Deus Nos Perdoa: Parábola do Pai Bondoso





Objetivo:

  • Entender que Deus, que é Pai, ama e recebe com carinho todo aquele que se afastou dele e volta arrependido.

Ambiente:

  • Bíblia
  • Vela

Recurso: 



  • Uma caixa para colocar as tirinhas de papel para a atividade.





1. Acolhida e Oração Inicial:


  • Preparar bem o ambiente. Acolher a turma com simpatia. Cantar a música "Meu Coração é Terra Boa" (CD do Livro Seguindo Jesus, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo), para recordar o encontro anterior.
  • Fazer silêncio, criando clima de oração. Fazer o sinal da cruz.
  • No encontro anterior, nós entendemos o que são parábolas e vimos algumas parábolas de Jesus. Conhecemos a Parábola do Semeador, uma das mais belas parábolas de Jesus. Vimos que, se acolhermos os os ensinamentos de Jesus com amor e carinho, muitos frutos bons irão crescer em nossas vidas.
  • Vamos repetir juntos: Ó bom Jesus, queremos acolher sua palavra com muito amor, para que ela produza bons frutos em nosso coração. queremos manter nosso coração sempre puro, alegre e animado, para que sua palavra encontre em nós um bom terreno e produza os melhores frutos. Amém!

2. Motivar:


  • Vocês  conhecem alguém que saiu de casa porque não queria mais morar com seus pais? Qual seria o motivo?
  • Será que, em nossa comunidade, em nossa catequese, alguém se afastou? E nós já procuramos saber por que?
  • Jesus também nos contou uma história de um rapaz que saiu de casa. Essa parábola é conhecida como Parábola do Pai Bondoso ou Parábola do Filho Pródigo. Pródigo quer dizer, gastador, esbanjador. É uma história que Jesus contou para mostrar que Deus é um pai que nos ama muito.


3. História:  Lc 15, 11-32


     Era uma vez um homem que tinha dois filhos. Viviam felizes trabalhando numa fazenda. Um dia, o filho mais novo resolveu sair de casa. Procurou o pai e lhe disse: "Estou pensando em sair de casa. A vida aqui na fazenda não me agrada. Quero ajuntar minhas coisas e ir para um cidade grande, onde eu possa me divertir bastante e ter uma vida fácil e mais confortável".
     O pai ficou triste com a ideia do filho. Mas, como o filho insistisse muito, deixou-o partir. O filho ajuntou suas coisas, fez sua trouxa e viajou para a cidade.
    Chegando lá, fez muitos amigos e começou a se divertir como sempre havia sonhado. A vida na cidade estava ótima: havia muito conforto, muito movimento, muita diversão. Tudo era maravilhoso. Sem pensar muito no futuro, aquele jovem foi gastando todo o dinheiro que o pai lhe dera. Esbanjou tudo com os amigos e com muita diversão.
     Com o passar do tempo, veio uma terrível crise e o filho se viu numa enorme dificuldade, numa grande confusão. Seu dinheiro foi se acabando. Os amigos foram se afastando. E ele começou a passar necessidade. Sozinho, naquela enorme cidade, não tinha ninguém para socorrê-lo.
     Começou, então, a procurar emprego. Mas não achava. Depois de muito procurar, um senhor ofereceu-lhe um serviço do qual ele não gostava: tratar de porcos. Era um serviço de roça. Ele detestava mexer com porco. Mas, não tendo outra solução, aceitou o emprego. E passou um bom tempo cuidando de porcos, num enorme chiqueiro, todo lambuzado.





     Foi então que começou a pensar na vida: "Vejam só!" - pensava ele - "eu saí de casa querendo uma vida fácil e aqui estou sozinho, sem dinheiro, sem amigos, sem o carinho da família e, ainda por cima, cuidando de porcos! Que coisa boba que eu fiz. Como estou arrependido!"
     Aquele jovem ficou mesmo arrependido e com muita vergonha do que havia feito. E resolveu voltar para casa. Juntou o pouco que ainda lhe restava e tomou o caminho de casa. No caminho, vinha pensando: "E agora? Com que cara vou voltar para casa? Como será que papai vai me receber? Será que vai ficar bravo? Será que vai me castigar? E se ele não me quiser mais como filho? Será que me aceita ao menos como um empregado?"

    (Interromper a história e perguntar as crianças como elas acham que o pai vai receber o filho e por quê).

     Então, todo sem jeito, o filho foi se aproximando de casa. O coração batia forte e depressa. Estava com medo e desconfiado.
     O que o filho não imaginava é que, todos os dias, seu pai se lembrava dele e ficava na varanda da casa olhando para a entrada na esperança de que seu filho voltasse. Então, quando ainda estava longe, o pai avistou o filho. E, porque era um pai amoroso, seu coração encheu-se de alegria: "É meu filho!" - gritou feliz - "É ele que está voltando!"




      Saiu, então, correndo e foi se encontrar com o filho. O filho viu seu pai vir correndo e seu coração bateu ainda mais depressa. Mas o pai vinha sorrindo e tinha os braços abertos para acolher o filho de volta. Feliz, o pai abraçou o seu caçula e lhe beijou no rosto, contente por vê-lo de volta. E, sem querer ouvir as explicações do filho, foi logo dizendo: "Que alegria! Esse meu filho estava perdido e agora está de volta. Eu achei que você tivesse morrido, mas, graças a Deus, você está vivo!"
      E os dois, abraçados, voltaram para casa.
    Naquele dia, houve festa n fazenda. O pai vestiu no seu filho as melhores roupas e mandou fazer um banquete para festejar sua volta. O filho ficou impressionado com todo o amor e compreensão que o pai lhe mostrara. E pensou consigo: "Nunca mais vou me afastar de quem me ama de verdade!"




      Enquanto isso, o filho mais velho vinha chegando da roça, cansado do trabalho, e ouviu barulho de festa.      Perguntou a um empregado da fazenda: "Que festa é esta? O que está acontecendo?" O empregado lhe explicou: "É seu irmão mais novo que voltou para casa. Seu pai ficou tão feliz com a volta dele que mandou fazer  uma grande festa! Até matou um novilho gordo para festejar ...".
     O filho mais velho, porém, em vez de ficar feliz com a volta do irmão, ficou contrariado e com ciúmes. E foi dizendo ao pai: "É assim, papai? Esse meu irmão sai de casa, bota todo o dinheiro com farras, depois volta sem nada e é recebido com festa? E eu, que estou trabalhando duro o tempo todo, nunca recebi uma festa dessas ... Isso não é justo!"
     Mais o pai explicou ao filho mais velho: "Filho, o seu irmão estava perdido e foi reencontrado. Eu achava que ele estava até morto e ele apareceu de novo. Não é um bom motivo para a gente comemorar? Quanto a você, todos sabem que você é um ótimo filho, honesto, trabalhador, tem muito juízo. Tudo o que é meu é seu também. Podemos fazer muitas festas ainda para você. Mas, agora, vamos receber com carinho esse seu irmão que fez, sim, coisas erradas. Mas voltou são e salvo e isso é motivo de alegria. Vamos dar a ele mais uma chance".
     Então o filho mais velho compreendeu o amor daquele pai e resolveu aceitar seu irmão de volta. Pensou consigo: "Graças a Deus que eu não saí de casa para fazer besteira! Melhor assim!" E foram festejar a noite toda.


Partilha:
  • O que  vocês acharam da história?
  • O que acharam do jeito com que o pai acolheu o filho pródigo?
  • O que acharam da atitude do filho de voltar para casa?
  • O que acharam da atitude do irmão mais velho?
  • O que Jesus quis ensinar com essa parábola?


Conclusão:

     O pai bondoso da história representa Deus. O filho que saiu de casa representa a gente quando se afasta de Deus. Jesus contou essa história para nos incentivar a confiar sempre em Deus. O filho jovem foi precipitado ao sair de casa e gastar todos os seus bens com farras. Ficou tão iludido que acabou fazendo muitas coisas erradas. Mas ele teve coragem e voltou a procurar sua casa, porque confiou na bondade do pai. Jesus quer que a gente sempre confie na bondade de Deus. E, mesmo que a gente acabe fazendo alguma coisa errada pela vida afora, Deus está sempre disposto a nos acolher, perdoar e nos dar outra chance, porque Deus é um pai cheio de amor. O filho mais velho representa, nesta história, as pessoas que têm dificuldade de entender esse grande amor de Deus por todos. Há quem ache que Deus devia tratar algumas pessoas com mais amor e outras com menos carinho. Mas Deus é pai de todos e quer tratar a todos com o mesmo amor. Essa é a grande lição da parábola do filho pródigo.


4. Atividade:


     Colocar as perguntas abaixo em tiras de papel dobradas, numa caixinha. Colocar a turma em círculo, ir passando a caixinha, enquanto se canta uma música, à escolha. A um sinal combinado, parar a caixinha. Quem estiver com ela, retira uma pergunta. Se preciso, ajudar a ler a pergunta. A criança responde. Se não souber, outra da turma responde. Aproveitar para ir ressaltando, por meio das perguntas, o conteúdo principal da história.

  • Quantos filhos tinha o pai de nossa história?
  • Onde moravam o pai com seus filhos: numa fazenda ou numa cidade grande?
  • Qual dos dois filhos quis sair de casa: o mais velho ou o mais novo?
  • Por que o filho quis sair de casa?
  • Onde o filho mais novo queria morar?
  • O que o filho esperava encontrar na cidade grande?
  • Como o pai se sentiu ao saber que seu filho queria sair de casa?
  • No começo, como era a vida do filho mais novo na cidade?
  • O que aconteceu ao filho quando veio a crise na cidade?
  • Qual foi o emprego que o filho arrumou na cidade?
  • Por que o filho resolveu voltar para sua casa?
  • Por que, ao voltar para casa, o filho está com medo?
  • O que o pai sentiu quando avistou o filho voltando para casa?
  • Como o pai recebeu seu filho em casa?
  • Por que fizeram uma festa, quando o filho pródigo voltou para casa?
  • Como foi a reação do irmão mais velho, quando ouviu o barulho da festa?
  • O que o pai explicou ao irmão mais velho, quando este ficou contrariado com a festa que o pai fazia para comemorar a volta do filho pródigo?
  • O que significa mesmo a palavra pródigo?

Conclusão:

     O pai acolhe com amor o seu filho que está voltando para casa. O pai cheio de amor representa Deus, que nos acolhe e nos convida a viver sempre junto dele. Não foi bom para aquele filho afastar-se de sua casa. Também não é bom para nós nos afastar de Deus. Sempre que alguém se aproxima de Deus, isso é motivo de alegria. O irmão mais velho teve dificuldade de entender isso. Mas o pai contornou a situação. Afinal, a gente deve querer o amor de Deus não só para nós, mas para todas as pessoas.


5. Oração Final e Encerramento:


  •  Cantar a música "A gente tem um lugar" (CD do livro Seguindo Jesus, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo),  para  no lembrar que o amor de Deus nos une e faz de nós todos irmãos, como se formássemos uma família. Nessa família, todos são amados por Deus. Devemos ficar felizes de saber que Deus nos ama e aos nossos colegas também.
  • De mãos dadas, repetir: Obrigado, é Deus, nosso Pai, porque o Senhor ama todos nós. O Senhor nos trata com carinho e perdoa os nossos erros. O Senhor nos acolhe e fica feliz quando estamos em sua presença. Obrigado, Senhor, por em amar e por amar todos os meu colegas e todas as pessoas do mundo. Amém.
  • Motivar para o próximo encontro. Cantar, à escolha.




Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro Seguindo Jesus, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
  • Livro do catequista: Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)