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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Jesus Anuncia Sua Missão

 


Estamos retornando hoje para uma nova etapa da nossa Catequese. Iniciamos o nosso encontro, rezando: "Jesus, mais uma vez nos reunimos aqui, para ficar bem pertinho do Senhor. Abençoe o nosso encontro. Abençoe cada um de nós. Nós sabemos que o Senhor é o Filho de Deus que veio para nos ajudar e ser nosso amigo. Por isso, queremos que o Senhor fique sempre conosco. Amém!"

Encerrada a oração, lembramos que estamos no Tempo da Quaresma. Perguntei-lhes se lembravam o que significa o tempo quaresmal. Depois de ouvir as crianças, disse-lhes: Depois do seu batismo, Jesus foi para o deserto. Ali ficou sozinho, rezando por quarenta dias. No deserto teve fome e sede. No deserto foi tentado por um anjo mau. Ele resistiu e mandou que o anjo mau fosse para bem longe. E na mesma hora, anjos bons se aproximaram para prestar serviços a Jesus.

Depois daqueles quarenta dias, Jesus saiu do deserto e voltou para o meio do povo.

Já vimos em encontro anterior que após ser batizado e apresentado ao povo, Jesus começou a sua missão. Jesus ensinava os mandamentos da Lei de Deus, explicava também os livros santos, contava lindas histórias que ensinavam fazer o bem sem olhar a quem. Assim ele ia dando ótimas lições.

O povo não sabia bem quem era Jesus, mas gostava de ouvir os seus ensinamentos.

Jesus veio ao mundo com uma importante missão, veio falar do Reino de Deus e mostrar como o mundo pode ser melhor, se as pessoas seguirem os ensinamentos de Deus. Mas para que o mundo seja melhor, as pessoas precisam colaborar, cada um fazendo a sua parte. Por isso, Jesus não quis agir sozinho, Ele chamou os seus discípulos (Marcos 3,13-19).

Hoje vamos ler no Evangelho segundo São Lucas, como foi a primeira pregação que Jesus fez para o povo. Ela aconteceu numa sinagoga, que era o lugar onde o povo se reunia para estudar as Sagradas Escrituras, que nós também chamamos de Bíblia Sagrada.

Leitura: Lucas 4,16-22

Lucas relata que, no início de seu ministério, Jesus voltou à casa de sua infância em Nazaré. Enquanto estava lá, Jesus entrou na sinagoga em dia de sábado, seguindo o seu costume, e levantou-se para ler a Palavra. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus escolheu e proclamou a passagem em que está escrito: "O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me escolheu e me enviou para trazer uma boa notícia aos pobres, para curar os que têm o coração ferido, para proclamar o perdão aos presos, e aos cegos a recuperação da vista, para devolver a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor." Isaías 61,1-2

Fechando o livro, Jesus sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga ficaram olhando para ele. Jesus, então, lhes disse: "Hoje se cumpriu essa palavra que vocês acabaram de ouvir".

Todos ficaram admirados com as suas palavras.

Partilha:

📖 Em que cidade Jesus fez esse discurso? Em que local e em que dia? (Lembrar o costume dos judeus de Ler as Sagradas Escrituras nas sinagogas em dia de sábado).
📖 O que era sinagoga? Para que servia?
📖 Deram a Jesus, para ler, um livro de qual profeta do Antigo Testamento?
📖 O que dizia o texto que Jesus leu?
📖 O que Jesus afirmou ao povo no fim de sua leitura?

Essa foi a primeira pregação de Jesus, onde ele manifesta aos seus discípulos a sua missão. Anuncia a eles que sua missão não será de glória, de grandes sucessos. "Quem quiser vir, esqueça -se de si mesmo e carregue sua cruz" (Cf Mt 16,24).

Jesus inicia sua missão convidando a todos a se converterem e acreditar no Reino de Deus. Sua missão não podia mais parar e para continuá-la convida algumas pessoas para ficar com Ele e trabalhar juntos continuando sua missão. Os que Ele chamou para formar uma comunidade eram doze. Conforme já vimos, os nomes deles eram Simão (a quem deu o nome de Pedro), Tiago, o filho de Zebedeu, e João, seu irmão, André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu e Judas Iscariotes que o traiu (Mc 3,16-19).

Nós também fomos chamados pelo nome para seguir os passos de Jesus. Ele espera nossa resposta livre, generosa e alegre. Queremos nos tornar amigos e discípulos de Jesus? Conhecemos as pessoas em nossa comunidade que estão dando sua resposta e se tornando discípulos de Jesus? Conversemos um pouco sobre elas

A seguir fizemos as atividades.

Antes do recesso, tivemos um encontro em que falamos sobre o chamado dos colaboradores de Jesus, e hoje achei oportuno voltar ao assunto, e para relembrar o tema cantamos uma musiquinha que fala o nome dos apóstolos.

Com a melodia do "Atirei o pau no gato", cantamos: SIMÃO, PEDRO, ANDRÉ, TIAGO GO GO; FELIPE PE PE; BARTOLOMEU MEU MEU; MATEUS, TOMÉ MÉ MÉ; TIAGO, JOÃO ÃO ÃO, JUDAS TADEU E O JUDAS TRAIDOR.

Depois entreguei a cada criança uma cartela, e figurinhas dos apóstolos para serem recortadas e coladas nos lugares indicados.




Encerrando, rezamos juntos: "Pai nosso que estais nos céus, durante esta época de arrependimento, tende misericórdia de nós. Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras, transformai o nosso egoísmo em generosidade. Abri nossos. corações, curai as nossas feridas do pecado, ajudai-nos a fazer o bem neste mundo. Que transformemos a escuridão e a dor em vida e alegria. Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!"







































































domingo, 1 de julho de 2018

O jovem rico e Jesus

Iniciamos o nosso encontro cantando a música "Amar como Jesus amou". Em seguida, após o sinal da cruz, de mão dadas, rezamos: "Ó bom Jesus, o Senhor é nosso grande amigo. O Senhor é sempre bom para nós. Não queremos, Jesus, perder sua amizade por nada deste mundo. Queremos ser seus amigos para sempre. Abençoe, ó Jesus, cada um de nós, pois somos seus amigos. Amém! Terminada a oração, mostrei às crianças algumas figuras (mansões, carros, jóias, aviões, helicópteros, barcos, perfumes caros, celulares...) e perguntei quanto aquelas coisas valiam para cada um. Perguntei também sobre o que é ser rico e como Jesus teria agia com os ricos. (Deixei que falassem).
Terminada a oração, mostrei às crianças algumas figuras (mansões, carros, joias, aviões, helicópteros, barcos, perfumes caros, celulares...) e perguntei quanto aquelas coisas valiam para cada um. Perguntei também sobre o que é ser rico e como Jesus teria agia com os ricos. (Deixei que falassem).
Depois de relembrar o encontro anterior, em que falamos sobre as bem-aventuranças, quis saber das crianças o que ficou no coração de cada um. A partir da conversa, introduzi o tema desse encontro. Falei de como as riquezas querem tomar conta da vida da gente e como uma pessoa chega a matar para roubar.
Falando ainda sobre as imagens que estavam no centro da sala, perguntei: O que tem mais valor, a amizade ou um celular? A alegria ou as jóias? A família ou o computador? E assim por diante.
Ouvidas as respostas, convidei as crianças para ouvir um texto bíblico em que conta a parábola do jovem rico (Mt 19, 16-29).
Jesus se encontrou com muita gente. Geralmente as pessoas com quem Jesus se encontrava mudavam de vida, convertiam-se. Mas, um dia, Jesus se encontrou com um jovem. Era um jovem rico.
Esse jovem era muito rico, mas não estava feliz. Sentia um vazio enorme. Um dia, esse jovem ouviu falar de Jesus. Disseram a ele que um tal de Jesus andava pela região, pregando a Palavra de Deus, fazendo milagres e convidando pessoas para segui-lo. Contaram que Jesus dizia e fazia muitas coisas bonitas e que era amigo de todos. Disseram também que muitas pessoas viviam seguindo Jesus e estavam muito felizes com isso.
Então, o jovem rico ficou curioso. Pensou: “Preciso conhecer esse tal de Jesus. Quem sabe eu também não posso segui-lo? Quem sabe ele não me ajuda a ser um jovem mais feliz? Quem sabe ele não tem coisas bonitas para me ensinar?” E decidiu procurar Jesus.
Dias depois, Jesus foi visitar o lugar onde morava aquele jovem. Sabendo da presença de Jesus naquela região, o jovem rico foi correndo ao seu encontro. Estava curioso com tudo o que se dizia sobre ele.
Chegou, então, perto de Jesus e disse: “Bom Mestre, o que eu preciso fazer para ter uma vida feliz? Jesus lhe disse: “Para ser feliz, o importante é você seguir os ensinamentos de Deus”.
O jovem respondeu: “Isso eu já faço, Senhor, desde pequeno. Eu procuro praticar todos os mandamentos de Deus. Não mato, não roubo, não desejo para mim as coisas dos outros. Mas eu queria fazer algo mais, porque ainda não me sinto realizado. Na verdade, eu vivo muito solitário, cuidando de minhas coisas, de minha riqueza”.
Jesus olhou bem para o semblante daquele jovem. Viu que parecia um jovem bem-intencionado. Então, Jesus lhe disse: “Há uma coisa que você pode fazer para ser mais feliz. Você é muito rico, tem muitos bens. Aqui tem tanta gente que passa necessidade. Você pode repartir um pouco do que tem com os mais necessitados. Pode vender algumas coisas, por exemplo, e ajudar os outros. Assim, você será mais feliz, vai se sentir menos solitário e ainda terá mais tempo para me seguir e conviver com muitas pessoas boas. Então, você será muito feliz”.
Ao ouvir isso, o jovem se assustou. Ficou triste e pensativo. Ele não queria abrir mão dos seus bens, não queria repartir nada com ninguém. Não estava preparado para ouvir aquela proposta de Jesus. Estava apegado às suas riquezas. Mas, ao mesmo tempo, Jesus olhou para ele com tanto carinho, com tanto amor, que algo mudou em seu coração. Virou-se e foi-se embora, sem saber o que fazer, sem saber que decisão tomar.
Como estava enganado aquele jovem rico! Ele achava que era bonzinho, mas não enxergava que, no fundo, estava sendo egoísta e faltando com a caridade. Vivia só para os seus bens e não pensava nos outros. Queria ser feliz só ajuntando coisas e bens materiais. A gente precisa mesmo ter algumas coisas, alguns bens materiais. Mas só isso não traz felicidade. E não adianta a gente ter muito enquanto tantos não têm nada. Por isso, o egoísmo nos afasta das pessoas e de Deus também. O encontro de Jesus com o jovem mexeu com aquele rapaz. E ainda serviu para o povo entender que o egoísmo pode atrapalhar muito a vida das pessoas. Pode deixar a pessoa infeliz, ainda que tenha muitos bens.
São ricos aqueles que sabem “onde está o teu tesouro” e vivem sua vida segundo os preceitos divinos buscando as “coisas do reino”.
É bom lembrar que Deus não condena a riqueza justa. Nem elogia a miséria que deixa a pessoa na penúria. Deus quer um mundo onde as pessoas tenham bens suficientes para viver com dignidade. Mas para isso, alguns muito ricos, que costumam viver para acumular bens, precisam aprender a partilhar. Foi o que o jovem rico teve dificuldade de entender. Quando não há divisão justa dos bens, o que sobra para um falta para o outro. Deus é a favor da justiça. Tanto a pobreza excessiva quanto a riqueza exagerada costumam ser sinal de injustiça.
Finalizando, convidei a turma para a oração, prometendo cultivar grande amizade com Jesus. Com a mão no coração, rezamos: Jesus, nós sabemos que o Senhor é bom e quer a nossa felicidade. O Senhor é nosso amigo e, em todos os momentos, nós podemos contar com a sua amizade. Ajude-nos, ó Jesus, a ser, cada dia mais, seus amigos do peito e não jogar fora a sua amizade, que é a maior riqueza desse mundo. Amém!
Obrigada Jesus!
“Jesus não manda excluir o dinheiro de nossa vida, porque seria impossível. Apenas pede que sejamos servidores de Deus e senhores do nosso próprio dinheiro.” (Frei Mário Sérgio Souza)



terça-feira, 19 de junho de 2018

Jesus perdoa os pecados

Iniciamos o nosso encontro pedindo ao Pai de Amor um coração forte e bom como o coração de Jesus, um coração capaz de amar e perdoar, um coração capaz de fazer o bem sem olhar a quem.
Refletindo sobre a Palavra, vimos que Jesus convida todos à conversão e são os pecadores que mais o acolhem. Ele não concorda com o pecado, mas tem muita misericórdia com quem é pecador.
No relato sobre Zaqueu (Lc 19, 1-10) aparece muito bem como Jesus se relaciona com os pecadores. Ele não concorda com o pecado das pessoas, mas acolhe um coração arrependido que deseja mudar de vida. Zaqueu queria ver Jesus. Ao encontrar Jesus, quis mudar de vida, então decide dar a metade de seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais o que roubou. Jesus acolhe esta decisão e afirma que a salvação agora chegou na casa de Zaqueu, porque ele deu sinais de conversão.
O que aprendemos desta história? Que mudanças concretas precisamos fazer em nossa vida para experimentar a salvação que Jesus quer nos trazer?
Em seguida, lemos um texto do Evangelho segundo São João, em que Jesus perdoa uma pecadora. Vimos que a mulher havia pecado. Era pecadora. Os fariseus também certamente tinham os seus pecados. Afinal, todos somos pecadores. Todos cometemos, por fraqueza, erros que não deveríamos cometer. O que fazer diante de uma pessoa que errou? Será que adianta apedrejar, como a lei daquele tempo mandava? Jesus ensina um modo diferente de lidar com os pecados: o perdão.
Ao perdoar a mulher pecadora, Jesus não está apoiando seus erros, mas está dando a ela uma oportunidade de ir e não pecar mais, ou seja, de consertar a própria vida, de melhorar, de se aperfeiçoar, superando seus erros. É para isso que serve o perdão: para nos dar outra chance e nos ajudar a consertar nossos erros.
Encerrando, motivei as crianças para a oração: Zaqueu acolheu Jesus e sua vida mudou. Como ele, vamos pedir a Jesus um coração aberto para receber sua visita e para deixar que ele transforme nossa vida.
Convidei a turma para pedirmos o perdão de Deus. O perdão é um grande ensinamento de Cristo. Se amamos o próximo, devemos entender o sentido do perdão. Quem entendeu os outros ensinamentos de Cristo, não terá dificuldade de entender a importância do perdão. Em silêncio, cada um vai pensar em seus erros, falhas, fraquezas. Cada um pode pensar nas vezes que magoou e ofendeu os outros, e por eles foi magoado e ofendido, em casa, na escola, na catequese, em tantos lugares, com palavras agressivas, ofensas desnecessárias, atitudes que magoaram... Pensar em todas as vezes que teve chance de perdoar um companheiro e não o fez, em todas as vezes que teve chance de agir com tolerância e agiu com violência. E vamos pedir a Deus, que é sempre amoroso, para nos perdoar e renovar as nossas forças para que a gente possa sempre amar e perdoar também.
Em sinal de reconciliação, disse-lhes para dar um abraço nos colegas.
E assim foi o nosso encontro.
Estivemos reunidos e vamos permanecer unidos, em nome do Pai, do Filho do Espírito Santo. Amém!
Obrigada Jesus!
Roteiro completo desse encontro na página http://mgathe.blogspot.com/2016/02/jesus-e-os-pecadores.html


ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO











Mimos para os meus catequizandos... O bolo de milho e as cocadinhas foram feitas por mim! rs


segunda-feira, 28 de maio de 2018

O Cuidado de Jesus Com os Doentes


Hoje o nosso encontro foi em ambiente diferente, em outro prédio, fora da igreja, em razão de celebração de casamento no horário da Catequese. Ultimamente tem sido assim, os encontros estão sendo realizados nos locais mais inusitados: na praça, no pátio da igreja...  Quando é possível, o nosso encontro acontece no interior da igreja e a turma da outra catequista se acomoda no salão paroquial. Isso porque ainda não temos uma salinha de catequese. Mas, graças a Deus, nada tem impedido que os nossos encontros sejam sempre uma bênção!
"Já vi borboletas voarem faltando um pedaço da asa e rosas incríveis desabrocharem num copo com água. E é disso que me nutro para acreditar que a meteorologia nem sempre está certa e que dias cinzentos podem ser prefácios de noites com sol..." 
__ Marla de Queiroz


Iniciamos o nosso encontro rezando a quarta dezena do Terço (neste mês, estamos em oração pela paz no mundo). 



Terminada a oração, passei ao anúncio do encontro... 

(Estava previsto falar sobre o tema "Jesus e os doentes", e na semana que vem sobre "Jesus e os endemoniados". Acabei falando dos dois temas no encontro de hoje).

Organizei as crianças em duplas e propus que convesassem sobre as perguntas: Você já ficou doente? Quem cuidou de você? O que você mais queria naquele momento em que estava doente? Por que? (Deixei que conversassem).

Introduzi o tema a partir da dinâmica feita, sublinhando a importância de prestar atenção em quem está doente e da alegria que é ser cuidado por alguém quando se está doente. Recordamos o encontro em que falamos sobre os apóstolos, destacando que Jesus chama os seus discípulos para ir com ele levar a saúde aos doentes e a paz nas famílias. 

Vimos que após ser batizado e apresentado ao povo, Jesus começou a sua missão.  Lemos no Evangelho de São Lucas, como foi a primeira pregação que Jesus fez para o povo. Ela aconteceu numa sinagoga, que era o lugar onde o povo se reunia para estudar as Sagradas Escrituras, que nós também chamamos de Bíblia Sagrada. Essa foi a primeira pregação de Jesus, onde ele manifesta aos seus discípulos a sua missão. Anuncia a eles que sua missão não será de glória, de grandes sucessos. Convida a muitos a participar de sua missão: “Quem quiser vir comigo, esqueça-se de si mesmo e carregue sua cruz” (cf Mt 16,24).

Jesus inicia sua missão convidando a todos a se converterem e acreditar no Reino de Deus. Sua missão não pode mais parar e para  continuá-la convida algumas pessoas para ficar com Ele e trabalhar juntos continuando sua missão. Os que Ele chamou para formar uma comunidade eram doze. Os nomes deles eram: Simão(a quem deu o nome de Pedro); Tiago, o filho de Zebedeu, e João, seu irmão; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu e Judas Iscariotes que o traiu (Mc 3, 16-19)

Jesus começou sua missão dizendo que veio cumprir o que o profeta Isaías havia anunciado. Jesus se apresenta como aquele que veio trazer vida nova para todas as pessoas sofridas.

Naquele tempo, havia reis maus, injustos e dominadores que oprimiam o povo, explorando e praticando todo tipo de injustiças. E não eram só os reis que agiam assim. Havia, em toda a sociedade, muitos preconceitos. Os pobres, os doentes - cegos, leprosos, aleijados - viviam abandonados. Não tinham vez.

Jesus chega propondo solidariedade e justiça e convocando o povo pra construir um novo Reino. Nesse Reino, o próprio Deus será o rei justo e bom, guiando a vida do povo. A partir daí, a vida começa a mudar: os oprimidos ficam livres, os doentes são olhados com carinho, os pobres são acolhidos e valorizados, os que estão sofrendo, com o coração ferido e magoado, são consolados. Assim é o Reino de Jesus.

O "ano da graça", que Jesus afirma que vai trazer, significa um tempo de união, paz e justiça para todos. Naquela época, de vez em quando, se celebrava o "ano da graça". Naquele ano, as dívidas eram perdoadas, as mágoas esquecidas, as pessoas se reconciliavam e se uniam superando obstáculos, diferenças e preconceitos. Era isso o que Jesus queria.

Neste encontro o tema é o cuidado de Jesus com os doentes. Há muitos textos  do evangelho que falam de Jesus e os doentes, pois esta era uma de suas ações mais importantes. Vamos ler agora um desses textos (Mc 1, 29-34):

Desde o início de sua missão, Jesus se mostrou muito sensível à doença. Depois que ele saiu da sinagoga que era a casa de oração de seu povo, ele foi para a casa de Simão Pedro e soube que a sogra dele estava com febre.
Por causa da febre ela não podia e levantar, não podia acolher bem as pessoas, não podia cuidar da casa. Além disso, com febre a pessoa fica desanimada e abatida. Para os antigos  a febre não era explicada  e era uma coisa  que não vinha de Deus.

Jesus sabendo da situação desta senhora, vai onde ela está, pega na mão dela e a ajuda a se levantar. Ela logo que é curada se coloca a serviço e acolhe as visitas com alegria.

A partir daí outras pessoas sabem que Jesus curou e se colocaram na frente da casa pedindo que ele as tocasse para que ficassem curadas.

Perguntei: Como é o cuidado dos doentes hoje? Já visitaram algum doente? E quando ficamos doentes, gostamos de receber uma visita?

Jesus acreditava em todos os enfermos, especialmente naqueles que ele libertava dos problemas da mente, que na época eram chamados “endemoniados”. 

Expliquei como no tempo de Jesus as pessoas que tinham problemas de nervos como epilepsia, doenças mentais, ou outras, eram chamadas “endemoniadas”. Observei   como Jesus falava com autoridade ao se dirigir a estas pessoas e como a oração era importante nesta ação de Jesus. Transformadas pelo encontro com Jesus, elas se tornam testemunhas e sua graça.

Lemos mais uma passagem bíblica, em que Jesus cura um menino com epilepsia (Mc 9,14-29):

Jesus está descendo do Monte Tabor com Pedro, Tiago e João. Encontra os outros discípulos rodeados por uma grande multidão e trazendo um problema novo: um menino epilético que os discípulos não conseguem curar. 
Este feito torna-se para Jesus uma oportunidade de ensinar aos discípulos e à multidão a importância da fé e da oração. O menino é curado e Jesus o toma pela mão para que fique de pé.

A cura deste menino é um sinal do poder de Jesus e da força da oração sobre o mal. Também nós hoje, somos rodeados por muitos males. Costumamos apresentá-los a Deus por meio da oração? Concordamos que tudo é possível para quem crê? Como são tratadas as pessoas doentes mentais em nossa comunidade? Conhecemos alguém assim? Como as acolhemos?

Em seguida, convidei a turma para fazer uma dramatização do Evangelho retratando nossa vida hoje e a necessidade de um novo Reino (do livro Jesus, nosso Salvador, do Padre Orione Silva e Solange Maria do Carmo). E não é que ficou bem legal a encenação? rsrs E olha que foi praticamente de improviso! rs E o mais importante mesmo é que eles entenderam direitinho a mensagem! (Vou postar abaixo o roteiro da dramatização).  

Como nesse momento as crianças já estavam bem agitadas (rindo muito! rs), deixei para conversar  sobre o que nos foi mostrado na dramatização no próximo encontro. 

Encerrando, disse-lhes: A oração de quem tem fé  é uma oração que tem um grande poder sobre o mal. Vamos agora rezar por todos os doentes. Podemos lembrar os nomes dos doentes que conhecemos em voz alta (dei tempo). 

Rezemos também por todas as pessoas que sofrem por causa das doenças mentais, por causa da bebida, das drogas e que pedem o dom da cura. 

Jesus fala também da força do jejum para expulsar certos males. Nesta semana vamos renunciar a uma coisa que gostamos muito e unir nossa oração a este jejum, pedindo a Deus que dê saúde a alguém que conhecemos.
  
Oremos:  “Senhor Jesus, tu tomaste pela mão a sogra de Simão Pedro e tantos doentes, toca hoje também os que estão sofrendo. Estende a tua mão carinhosa aos que estão doentes, sofrendo por causa das dores e incertezas. Alivia as dores que eles estão sentindo e dá-lhes a paz e a calma. Que nunca lhes falte a esperança da cura e o cuidado dos irmãos. Tu que expulsaste o mal da vida das pessoas, cura nossas famílias dos males que a destroem hoje: as brigas, as bebidas, a violência, o medo, o desemprego, a fome, e dá-nos a tua paz. Tu que és nossa vida e saúde, cuida de nós com o teu amor. Amém!”

Procedi a seguir à bênção dos catecúmenos e catequizandos, com a oração e a imposição das mãos.

Finalizando: 
Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe!
Todos: Graças a Deus!
Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro "O Caminho", da Diocese de Duque de Caxias
  • Livro "Jesus, nosso salvador, do Padre Orione Silva e Solange Maria do Carmo

ROTEIRO DA ENCENAÇÃO

- Convidar a turma para fazer  uma  dramatização  do  Evangelho, retratando  nossa  vida  hoje e a necessidade de um novo Reino.

- Escolher sete pessoas para representar os papéis:


  • Jesus: vestido com túnica ou manto, trazendo uma Bíblia na mão e uma sacola, onde deverá haver uma camisa e um pão.
  • Pobre: com camisa velha e rasgada e panela vazia na mão.
  • Triste: pessoa vestida de luto, com semblante triste. A roupa poderá ser uma capa preta. Por baixo, deverá haver uma roupa alegre.
  • Cego: pessoa com os olhos vendados.
  • Preso: pessoa com as mãos amarradas por correntes.
  • Doente: pessoa com a perna enfaixada, manchas vermelhas pelo corpo, com curativos no rosto etc.
  • Fraco: pessoa representando um alcoólatra - tonto, com uma garrafa de bebida e um cigarro apagado.

- O catequista sairá com as sete pessoas para prepará-las para a encenação. Enquanto isso,  as demais crianças ficarão ensaiando a música nº 9 do CD do Livro Jesus, nosso salvador, do Pe. Orione Silva.

- Ensaiada a música, começar a encenação.

  • As pessoas que irão representar ficarão em ordem, sem ser vistas, à porta do local do encontro. A turma começará a cantar. Durante o refrão, entrará Jesus, com a Bíblia e a sacola e se colocará diante da turma.
  • Na primeira estrofe, entra o pobre, com a camisa rasgada e a panela vazia. Estende a mão para Jesus. Jesus lhe mostra um trechinho da Bíblia. Ele fica feliz. Jesus abre a sacola e lhe dá a camisa nova, ajudando-o a vestir-se. Em seguida, dá-lhe o pão. Ele põe o pão na panela e fica num canto feliz.
  • Na segunda estrofe, entra o triste, todo de luto e chorando. Jesus lhe  mostra um trecho da Bíblia. Ele sorri. Jesus ajuda-o a tirar a roupa de luto (deverá, é claro, estar com outra roupa por baixo). O luto poderá ser representado por uma capa preta, fácil de tirar. O triste fica alegre e vai colocar-se ao lado do pobre. Jesus permanece lá.
  • Na terceira estrofe, entra o cego, com os olhos vendados. Jesus tenta mostrar-lhe a Palavra, mas ele não vê. Jesus fala no seu ouvido. Ele sorri. Jesus tira a venda dos seus olhos e ele,feliz, se junta aos demais.
  • Na quarta estrofe,entra o preso. Jesus mostra a Bíblia e solta as correntes. Ele fica feliz e comemora. E vai juntar-se aos outros.
  • Na quinta estrofe, entra o doente, com a perna enfaixada, à mostra, o rosto cheio de curativos. Jesus mostra a Bíblia, tira as faixas e os curativos. Ele fica feliz e se junta aos demais.
  • Na sexta estrofe, entra o fraco, tonto, sujo, com garrafa de bebida na mão e um rolinho de papel imitando cigarro. Jesus mostra a Palavra. Ele compreende e, sorrindo, entrega a Jesus o cigarro e a bebida e vai se colocar junto aos demais. E Jesus fica no meio deles, mostrando-lhes a Bíblia aberta.
  • Terminada a encenação, todos aplaudem.

Conclusão:

Essa dramatização nos mostra algumas dificuldades que envolvem as pessoas ainda hoje. Por causa dessas coisas, muitas pessoas se sentem abandonadas, perdidas e feridas em sua dignidade. Por isso, o Reino de Jesus continua sendo uma necessidade. Quando a gente acolhe Jesus e o deixa orientar nossa vida, ele nos conscientiza de nossas fraquezas e nos dá uma força especial que nos liberta de tudo quanto nos oprime. Muitas pessoas vivem presas a situações das quais só Jesus pode, de fato, libertar. E Jesus liberta de dois modos: 1º) Fortalecendo o coração daquele que está sofrendo e devolvendo a dignidade, a esperança, a alegria de viver e o desejo de se renovar; 2º) Unindo as pessoas para que umas ajudem as outras, superando divisões e preconceitos. Assim, o Reino de Deus acontece porque Deus, quando se faz presente em nosso coração, nos devolve a esperança, o gosto pela vida, e nos faz unidos e solidários a todos os irmãos, sem levar em conta suas fraquezas. 
ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO