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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Perdão (Sacramento de Reconciliação)



Iniciando o nosso encontro, depois da oração, perguntei aos catequizandos se já experimentaram na vida receber o perdão de alguém e se também já viveram a experiência de perdoar alguém.

Será que o antigo povo de Deus experimentou a misericórdia de Deus? E de Jesus, lembramos alguma passagem em que Ele agiu com misericórdia de alguém?

Lembramos do povo de Deus que quando atravessava o deserto, por rebeldia e infidelidade, chegou até a adorar outros deuses. Vimos que o povo errava, se arrependia, pedia perdão, e Deus perdoava. Depois lembramos do pecado do rei Davi, do seu arrependimento e do seu pedido de perdão a Deus.

E no Novo Testamento, vemos Jesus usando de misericórdia em diversas ocasiões, e como exemplo, falei da mulher pecadora que fora apanhada em adultério, e que conforme a lei deveria ser apedrejada.

Jesus nos ensinou muitas coisas boas. Um grande ensinamento de Jesus é o perdão. Se amarmos o próximo, devemos entender o sentido do perdão.

Em seguida, convidei a turma para aprofundar a reflexão do perdão, brincando de "você decide". 


Ver https://mgathe.blogspot.com/2016/02/jesus-e-os-pecadores.html

Foi decidido por unanimidade que o menino que perturbava os outros deveria ser perdoado, agindo assim de forma mais semelhante às atitudes de Jesus e de acordo com os seus ensinamentos.

Depois da história e da reflexão, conversei com os catequizandos sobre o que se referiam as figuras que estavam sobre a mesa. Pedi também que contassem suas experiências que lembram cenas como a que estavam vendo. Depois, pedi que agrupassem as figuras em volta das pedras e das flores segundo o sentido dela.


Comentei com as crianças que Deus não gosta de desunião, brigas, desaforos, injustiças, ofensas... Para Ele, o que deve prevalecer é a paz, a concórdia, a união e principalmente o perdão... um sentimento que deve vir do fundo do coração.

Em seguida, fizemos a diâmica "Coração de Pedra"...

Expliquei que Deus nos criou no amor e para o amor. "Deus nos fez cheio" de sua graça, do seu amor, de sua bondade, porém quando nos afastamos do amor de Deus, o pecado vai entrando em nosso coração (aqui coloquei algumas pedras no copo com água) e vai ocupando o espaço do amor de Deus, assim o nosso coração fica duro, brigão, cheio de mágoas, violento, invejoso, brigão... Tudo isso acontece quando não sentimos o amor de Deus.




E será que depois disso, depois de ter um coração empedrado, Deus nos abandona? Será que Deus deixa de nos amar?
NÃO, NUNCA!!!

Como Deus não desiste da gente, nos enviou seu Filho Jesus com o poder de perdoar os nossos pecados e "limpar" o nosso coração do mal (com o pegador tirei as pedras).




Sabemos que Jesus não veio para nos acusar ou condenar, Ele veio para nos salvar e nos "limpar".

A seguir, conhecemos mais uma parábola de Jesus: a do filho pródigo. Durante a meditação, ouvimos a música "O pranto em minhas mãos".

Encerrando, pedi a cada catequizando que pegasse uma pedra e uma flor, e as conservasse consigo. Com uma música instrumental, convidei-os a refletir, em silêncio, se há alguém a quem ele deva perdoar ou pedir perdão. A seguir, que cada um depositasse junto à vela a pedra, se é pedido de perdão, e a flor se perdoou alguém. E depositar pedra e flor, se pediu perdão e perdoou alguém.




Agradecemos a Deus pelo amor que Jesus tem por cada um de nós e por ser nosso Salvador, e prometemos nos esforçar para que o nosso coração não seja duro, não seja invejoso, não seja brigão... Em silêncio, rezamos a Deus pedindo um coração sincero.
















terça-feira, 3 de maio de 2016

Jesus nos ensina a perdoar



Iniciamos o nosso encontro lembrando que estamos na Quaresma, que é um tempo de conversão e renovação pessoal, ou seja, é tempo de nos arrependermos dos nossos pecados e de mudar algo em que precisamos ser melhores para viver mais próximos de Cristo. A Quaresma, que teve início na Quarta-Feira de Cinzas, são quarenta dias que nos conduzirá ao Tríduo Pascal, memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, coração do mistério da nossa salvação.

Fizemos também uma breve reflexão sobre o tema e o lema da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano (no momento adequado, resolvemos atividades para entender significado do cartaz da Campanha).

A seguir, lembramos o que falamos sobre o Ano da Misericórdia, assunto que iniciamos no encontro da semana passada, relembrando as obras de misericórdia (corporais e espirituais), cuja prática torna-nos mais parecidos com Jesus. Ressaltando as palavras de Jesus: "Sede misericordiosos como o Pai é misericordioso", falei do amor misericordioso de Jesus, que nos revela o rosto de Deus que perdoa os pecados e age gratuitamente como fonte de vida.

Pedi aos catequizandos que ficassem de pé e nos colocamos em clima de oração. Fizemos o sinal da cruz.

Motivei: Quando nós abrimos nosso coração para acolher o amor de Deus que nos é manifestado em Jesus, o Filho de Deus, nossa vida vai ganhando outro rumo. Nós passamos a ser guiados por outros valores: trocamos o egoísmo pelo amor, o ódio pelo perdão, a raiva pela mansidão, a violência pela paz, a preguiça pelo serviço aos mais fracos. Vamos, pouco a pouco, deixando para trás o que é mau e escolhemos amar e servir as pessoas que nos rodeiam. Foi assim que Jesus viveu. Foi assim que Ele nos ensinou a viver. Então, cheios de confiança, vamos pedir a Deus, nosso Pai, que nos dê um coração bondoso e forte como o de Jesus. Com os olhinhos fechados, a mãozinha no coração, vamos rezar: "Pai de amor, queremos ter um coração forte e bom como o coração de Jesus, um coração capaz de amar e perdoar, um coração capaz de fazer o bem sem olhar a quem. Venha nos abençoar, Senhor. Amém!"

Depois da oração, iniciei o nosso tema de hoje com uma dinâmica. Após a dinâmica, em que os catequizandos, divididos em grupos, refletem sobre um versículo da Bíblia que lhes indiquei (cada um tinha um pedaço da frase do versículo escrito num papelzinho que lhes entreguei). Com essas frases incompletas, eles formaram grupos de três. Juntos completaram as frases e conversaram sobre o que leram.

Após identificarmos o que é comum em todos os textos, disse-lhes que Jesus convida a todos à conversão e são os pecadores que mais o acolhem. Jesus não concorda com o pecado, mas tem muita misericórdia com quem é pecador. 

Em seguida, perguntei aos catequizandos o que é pecado para elas e quem são as pessoas que elas consideram pecadoras. E como elas lidam com essas pessoas?

Dei um tempo para as crianças falarem. Convidei-as para a leitura da passagem bíblica que fala de Zaqueu. No relato sobre Zaqueu aparece muito bem como Jesus se relaciona com os pecadores. Ele não concorda com o pecado das pessoas, mas acolhe um coração arrependido que deseja mudar de vida.

Depois vimos como Jesus agiu com a mulher pecadora, que foi apanhada em adultério e levada até ele pelos fariseus. A mulher havia pecado. Era pecadora. Os fariseus também certamente tinham os seus pecados. Afinal, todos somos pecadores. Todos cometemos, por fraqueza, erros que não devíamos cometer.

O que fazer diante de uma pessoa que errou? Será que adianta apedrejar, como a lei daquele tempo mandava? Jesus ensina um modo diferente de lidar com os pecados: o perdão.

Ao perdoar a mulher pecadora, Jesus não está apoiando seus erros. Mas está dando a ela uma oportunidade de ir e não pecar mais, ou seja, de consertar a própria vida, de melhorar, de se aperfeiçoar, superando seus erros.

E para isso que serve o perdão: para nos dar outra chance e nos ajudar a consertar os nossos erros. 

No momento das atividades, convidei a turma para aprofundar a reflexão sobre o perdão, brincando de "você decide". De frente para os catequizandos, que estavam sentados em semicírculo, iniciei a história mostrando alguns quadros em álbum seriado. As crianças decidem o final da história: se o menino perdoa ou não perdoa o outro menino que furou por maldade a bola de futebol dele. As crianças decidiram que  ele deveria perdoar (essa dinâmica eu tirei do livro do Padre Orione Silva - Tenho a coleção inteira!!! É maravilhosa!!!).

Terminada a história, acalmei as crianças para a oração final.

Motivação: Vimos no primeiro texto que Zaqueu acolheu Jesus e sua vida mudou. Como ele, vamos também fazer nossa oração a Jesus pedindo-lhe um coração aberto para receber sua visita e para deixar que ele transforme nossa vida. Vamos pedir o perdão de Deus. O perdão é um grande ensinamento de Cristo. Se amamos o próximo, devemos entender o sentido do perdão. Quem entendeu os outros ensinamentos de Cristo, não tera dificuldade de entender a importância de perdoar. Em silêncio. cada um vai pensar em todas as vezes que teve a chance de perdoar um companheiro e não o fez, em todas as vezes que teve chance de agir com tolerância e agiu com violência... E vamos pedir perdão a Deus. Deus que é sempre bom e amoroso, vai nos perdoar e renovar as nossas forças para que a gente possa sempre amar e perdoar também.

Encerrando, convidei a turma a perdoar os companheiros. Em silêncio, cada um pode pensar nas vezes que magoou e ofendeu os outros, e por eles foi magoado e ofendido, em casa, na escola, na catequese, em tantos lugares, com palavras agressivas, ofensas desnecessárias, atitudes que magoaram...

No final, todos se abraçaram, em sinal de reconciliação.

Nos despedimos alegremente e pedi que não faltassem ao próximo encontro.

Foi muito bom! Obrigada, Senhor! 



Fonte: 

Livro, Jesus nosso salvador, do Padre Orione Silva.




Nesse encontro, cantamos as músicas "Depende de nós", do Balão Mágico e "Amar como Jesus Amou", do CD do Padre Marcelo.












































































































Emoticon heart

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Jesus e os Pecadores



Objetivos:
  • Falar do amor misericordioso de Jesus, que nos revela o rosto de Deus que perdoa os pecados e age gratuitamente como fonte de vida;
  • Entender a importância do perdão;
  • Insistir na graça do amor que vence o pecado e a morte e na necessidade de conversão que abre o coração para a misericórdia de Deus, como condição para uma boa preparação para o Sacramento da Reconciliação.

Ambiente: 
  • Crucifixo, Bíblia, vela, flores

Recursos:
  • Cartazes para contar a história da dinâmica "Você decide".
  • CD do livro Jesus, nosso salvador, do Padre Orione Silva.


1. Acolhida e Oração Inicial


  • Acolher a turma com entusiasmo. Fazer momento  de animação. Cantar a música "Amar como Jesus amou".
  • Colocar a turma em clima de oração e fazer o sinal da cruz.
  • Motivar: Quando nós abrimos nosso coração para acolher o amor de Deus que nos é manifestado em Jesus, o Filho de Deus, nossa vida vai ganhando outro rumo. Nós passamos a ser guiados por outros valores: trocamos o egoísmo pelo amor, o ódio pelo perdão, a raiva pela mansidão, a violência pela paz, a preguiça pelo serviço aos mais fracos. Vamos, pouco a pouco, deixando para trás o que é mau e escolhemos amar e servir as pessoas que nos rodeiam. Foi assim que Jesus viveu. Foi assim que ele nos ensinou a viver. Então, cheios de confiança, vamos pedir a Deus, nosso Pai, que nos dê um coração bondoso e forte como o coração de Jesus.
  • Convidar a turma a fechar os olhos, pôr a mão no coração e rezar: Pai de amor, queremos ter um coração forte e bom como o coração de Jesus, um coração capaz de amar e perdoar, um coração capaz de fazer o bem sem olhar a quem. Venha nos abençoar, Senhor. Amém.


2. Anúncio do tema do encontro

  • Preparar com antecedência papeizinhos com alguns versículos do evangelho (cada versículo será dividido em três partes e cada parte escrita num papelzinho). Distribuir os papéis e dar um tempo para que os grupos se formem. Convidá-los a ler o versículo completo e, em seguida, perguntar o que mais lhe chamou a atenção.
  • Introduzir o tema a partir da conversa da dinâmica. Conversar sobre o que é comum em todos os textos.
  • No tema deste encontro é importante ressaltar que Jesus convida a todos à conversão e são os pecadores que mais o acolhem. Ele não concorda com o pecado, mas tem muita misericórdia com quem é  pecador.
  • Perguntar às crianças o que é pecado para elas e quem são as pessoas que elas consideram pecadoras. Como elas lidam com essas pessoas?


3. Leitura

Texto: Lc 19, 1-10

Compreendendo o texto:

No relato sobre Zaqueu aparece muito muito bem como Jesus se relaciona com os pecadores. Ele não concorda com o pecado das pessoas, mas acolhe um coração arrependido que deseja mudar de vida. No caminho, ao passar por Jericó, ele vê aquele homem baixinho, mas muito poderoso, porque era chefe dos cobradores de impostos. Ele mesmo se convida para ir ficar em sua casa e as pessoas não compreendem, mas Jesus que sabe o que está fazendo, ao chegar na casa de Zaqueu, vê o milagre da conversão nas palavras deste homem: ele decide dar a metade  de seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais o que roubou. Jesus acolhe esta decisão afirmando que a salvação que agora chegou na casa de Zaqueu, porque ele deu sinais de conversão. O que aprendemos desta história? Que mudanças concretas precisamos fazer em nossa vida para experimentar a salvação que Jesus quer nos trazer?


Resposta à Palavra:

  • O que é a Palavra me leva a dizer a Jesus, a Deus?
Zaqueu acolheu Jesus e sua vida mudou. Como ele, vamos também fazer nossa oração a Jesus pedindo-lhe um coração aberto para receber sua visita e para deixar que ele transforme nossa vida.

O perdão é um grande ensinamento de Cristo. Se amamos o próximo, devemos entender o sentido do perdão. Quem entendeu os outros ensinamentos de Cristo, não terá dificuldade de entender a importância do perdão. Ouçamos um texto em que Jesus perdoa uma mulher pecadora.


Texto: Jo, 8, 1-11

Dirigiu-se Jesus ao Monte das Oliveiras. Ao romper da manhã, voltou ao templo e todo o povo veio a ele. Jesus se assentou e começou a ensinar.

Os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: “Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. A lei manda que essas mulheres sejam apedrejadas. O que o Senhor diz sobre isso?" Eles perguntaram isso a Jesus, para colocá-lo à prova e ver se ele tinha coragem de ir contra a lei, para depois o acusarem.

Jesus parou, inclinou-se para a frente e pôs-se a escrever com o dedo na areia. Como eles insistissem, Jesus ergueu-se e disse: “Quem de vocês estiver sem pecado seja o primeiro a lhe atirar uma pedra”.  E inclinando-se novamente, continuou a escrever no chão.

A estas palavras, sentindo-se acusados pela própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos. E Jesus ficou sozinho com a mulher diante de si. Erguendo-se e vendo apenas a mulher, perguntou: “Mulher, onde estão os que te acusam? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor!” Então, Jesus lhe disse: “Nem eu te condeno. Vá e não torne a pecar”.


Partilha:

  • Quem os fariseus trouxeram até Jesus?
  • O que a lei daquele tempo manava fazer com a mulher em caso de adultério?
  • O que Jesus disse aos que acusavam a mulher de pecado?
  • Como Jesus agiu com a mulher pecadora?


Aprofundamento:
  • A mulher havia pecado. Era pecadora. Os fariseus também certamente tinham os seus pecados. Afinal, todos somos pecadores. Todos cometemos, por fraqueza, erros que não devíamos cometer.
  • O que fazer diante de uma pessoa que errou? Será que adianta apedrejar, como a lei daquele tempo mandava? Jesus ensina um modo diferente de lidar com os pecados: o perdão.
  • Ao perdoar a mulher pecadora, Jesus não está apoiando seus erros. Mas está dando a ela uma oportunidade de ir e não pecar mais, ou seja, de consertar a própria vida, de melhorar, de se aperfeiçoar, superando seus erros.
  • É para isso que serve o perdão: para nos dar outra chance e nos ajudar a consertar os nossos erros.
  • Um dos gestos preferidos por Jesus é o perdão. Já sabemos que Jesus não veio ao mundo para condenar, mas para salvar. Jesus mostra isso nesse diálogo com a mulher pecadora. Os escribas e fariseus querem, em nome da lei, condenar, apedrejar, matar. Esse é um gesto destruidor. Jesus não condena a mulher pelo seu passado. Apenas pede  que ela vá e tenha um futuro melhor. Com isso, Jesus transformou a vida daquela mulher. Libertou-a de um passado difícil e sofrido,  e abriu para ela novas chances futuras. Essa é a força do perdão. Quando erramos, temos uma sensação de estar fracassados. Só o perdão nos devolve a esperança de poder, no futuro, consertar nossos erros.  O perdão é um sinal de que as pessoas nunca são um caso perdido. Sempre há nova esperança. Sempre existe um futuro, uma nova chance.



4. Atividade

- Convidar a turma para aprofundar a reflexão sobre o perdão, brincando de “você decide”. Eu contei a história de um menino que não se "enturmava" e ficava perturbando os meninos que se reuniam para jogar bola. Um dia, esse menino furou a bola das outras crianças e aí formou uma grande confusão. Nesse momento, a história é interrompida para que as crianças decidam o seu final. 1º final - O dono da bola perdoa o menino, que se arrepende, compra uma nova bola para o time e se torna amigo dos demais; 2º final - Eles ficam bravos e querem bater no menino. Não perdoam o que ele fez e o chamam de chato. A mãe dele, que era quem não permitia que o filho brincasse com os outros garotos, fica revoltada e vai tirar satisfação com os meninos. Agora ela acha que estava cheia de razão em não deixar o filho brincar com eles. O time fica sem a bola e eles não podem mais jogar. (Do livro Jesus nosso Salvador, do Padre Orione Silva - Ed. Paulus)

A minha turminha escolheu o primeiro final. Eles entenderam que deveriam dar o perdão. Depois contei para as crianças o segundo final.





- Comparar os dois finais, dialogando com a turma:


Conclusão:

Perdão é isso. É tentar compreender o outro. É agir sem violência, de um modo diferente. Jesus agiu de um modo diferente ao perdoar a mulher que havia errado. O menino também agiu diferente ao perdoar o erro do outro. Todos queriam bater no garoto. Mas o menino, dono da bola, teve outra ideia. Isso é perdoar. Quem não perdoa perde muita coisa: perde a chance de compreender e ajudar o outro, perde mais um possível amigo, perde a alegria, perde a confiança das pessoas. Quem perdoa ganha muito: o menino que perdoou ganhou  outra bola, a amizade do outro menino, a compreensão de sua mãe e a alegria de fazer o outro feliz. Quem perdoa fica feliz e faz o outro feliz. É por isso que Jesus ensina o perdão. Quando alguém nos ofende, provoca ou magoa, vamos tentar agir como Jesus e como o menino da história. A pessoa que nos ofende é como o menino que furou a bola. Não está ofendendo por maldade. É uma pessoa que pode estar sofrendo e precisando de ajuda. Será uma alegria enorme poder ajudar.



5. Oração Final e Encerramento

  • Vimos no primeiro texto que Zaqueu acolheu Jesus e sua vida mudou. Como ele, vamos também fazer nossa oração a Jesus pedindo-lhe um coração aberto para receber sua visita e para deixar que ele transforme nossa vida.
  • Convidar a turma a pedir o perdão de Deus. O perdão é um grande ensinamento de Cristo. Se amamos o próximo, devemos entender o sentido do perdão. Quem entendeu os outros ensinamentos de Cristo, não terá dificuldade de entender a importância do perdão. Em silêncio, cada um vai pensar em seus erros, falhas, fraquezas. Vai pensar em todas as vezes que teve chance de perdoar um companheiro e não o fez, em todas as vezes que teve chance de agir com tolerância e agiu com violência... E vamos pedir perdão a Deus. Deus que é sempre bom e amoroso, vai nos perdoar e renovar as nossas forças para que a gente possa sempre amar e perdoar também.
  • Convidar a perdoar os companheiros. Em silêncio, cada um pode pensar nas vezes que magoou e ofendeu os outros, e por eles foi magoado e ofendido, em casa, na escola, na catequese, em tantos lugares, com palavras agressivas, ofensas desnecessárias, atitudes que magoaram...
  • Em sinal de reconciliação, dar um abraço nos colegas.
  • Encerrar e despedir-se da turma, cantando à vontade.


Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro "O Caminho", da Diocese Duque de Caxias
  • Livro "Jesus, nosso salvador, do Padre Orione Silva

domingo, 21 de dezembro de 2014

Desculpem o transtorno, estamos em construção!



Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.

Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.


Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício. 
Esses transtornos tantos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.
Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.
O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em construção!
Gabriel Chalita
Professor, escritor e apresentador da TV Canção Nova.