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sábado, 7 de abril de 2018

Os Filhos de Jacó

Nosso encontro de hoje:
Recebi a turma com muito entusiasmo, lembrando com alegria que estamos vivendo o Tempo da Páscoa. Conversamos sobre tudo o que vivemos na semana passada.
Terminada a acolhida, silenciamos para a oração inicial. Juntos, rezamos: "Ó Deus de amor, nós temos um sonho como Abraão. Nós queremos que o mundo seja mais fraterno e todos vivam mais felizes. Por isso, prometemos nos esforçar e nunca desistir de lutar para que isso aconteça. Venha nos abençoar, Senhor, e nos dar sua força. Amém!"
Terminada a oração, recordamos que no encontro, antes da Semana Santa, vimos que Abrão teve um filho com Sara, de nome Isaac; que Isaac casou-se com Rebeca, e com ela teve dois filhos: Esaú e Jacó. Jacó casou-se com as irmãs Lia e Raquel, e teve doze filhos. Um deles era José.
Hoje vamos conhecer a história de José, e vamos ver como o povo de Deus saiu de sua terra e foi morar no Egito...
José era filho de Jacó com Raquel. Jacó gostava muito de José, pois ele era um rapaz muito dedicado, muito responsável e bondoso. É claro que ele gostava dos outros filhos também. Mas os outros viviam arrumando confusão. Por isso, Jacó confiava mais em José que nos nos outros. Seus irmãos tinham inveja de José e resolveram vendê-lo. José foi levado para o Egito. Lá ele foi parar na prisão do rei. Certo dia, o Faraó teve um sonho e José foi chamado para interpretá-lo. A partir daí José ganhou a confiança do Faraó. José passou a ser administrador do palácio. A família de José estava passando por muitas dificuldades em sua terra. Ao saber disso, José mandou chamar a todos para morar no Egito. A cada dia aumentava o número dos descendentes da família de José. Depois que José morreu e todos os seus irmãos, o povo chamado povo de Israel se tornou numeroso e poderoso. O novo faraó ficou com medo de que eles se tornassem mais numerosos e poderosos que os egípcios, por isso tomou várias medidas para comandá-los: forçou-os a fazer trabalhos duros como escravos, mandou matar todos os meninos que nascessem e depois mandou que os jogassem no rio. Nesse período nasceu Moisés.
Com Moisés iniciamos um novo capítulo de nossa história. Na próxima semana vamos conhecer a história de Moisés e vamos ver como o povo de Deus conseguiu se libertar da escravidão do Egito.
Em seguida, passei a conversar com as crianças sobre o seguinte: Depois de ver o sucesso de José no Egito, como a gente precisa ser para vencer na vida?
José fez sucesso no Egito. E a gente pensava que não fosse fazer, porque, depois de tudo o que aconteceu, ele poderia ter ficado chateado, magoado, triste, revoltado, desesperado, abatido, desanimado... É assim que muitos ficam, quando passam por dificuldades como José passou. Mas José ergueu a cabeça, acreditou em si mesmo e em Deus, lutou, esforçou-se e venceu. É assim que a gente deve fazer, se quiser ter sucesso na vida e vencer como José. Concluí, mostrando que todas essas qualidades fazem que a pessoa tenha um bom coração.
Entreguei a cada criança um coraçãozinho de papel, com a foto de cada uma, para que colasse no coração maior, que representa o coração de Deus. Expliquei que a gente entrega a Deus o nosso coração para que ele seja bom e a gente tenha a bênção de Deus, como José.
Terminada a colagem, convidei a turma para agradecer a Deus porque Ele nos ensina a perdoar, a ser bondosos e simpáticos em nossa casa.
Com a mão no coração, rezamos: "Obrigado, meu Deus, porque o Senhor nos ensina a perdoar sempre. Obrigado, pois o Senhor quer que o nosso coração esteja sempre cheio de paz. Não queremos ficar com raiva de ninguém. Queremos viver em paz com todas as pessoas. Queremos ser bondosos e simpáticos com nossa família. Obrigado, Senhor, por tudo o que aprendemos neste encontro. Amém!"
Nosso encontro foi uma bênção!
Louvado seja Deus!



ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO



domingo, 18 de março de 2018

Jacó, o Escolhido

Hoje conhecemos um pouco mais da História da Salvação. Como já vimos, essa história começa com Abraão.
Relembrando: No nosso encontro anterior, vimos que apesar da desobediência, Deus não abandonou a humanidade. Deus ama muito o seu povo; Ele quer que seu plano inicial (a criação do mundo perfeito) seja real, seja possível. Ele nos protege, nos chama novamente para si, pois quer nos salvar: libertar do mal e do pecado. Por isso prometeu um Salvador. Este Salvador nasceu de um povo especial, formado por Deus. Quem é esse Salvador? (Jesus).
A Bíblia nos conta que Deus fez uma Aliança com um homem chamado Abraão. Este homem foi chamado por Deus a sair de sua terra para que seus filhos formassem um povo numeroso. Assim começa a história do povo de Israel: Abraão aceitou o convite, o chamado de Deus, e caminhou com a sua família até a Terra Prometida.
Abraão era uma pessoa muito boa; ele só pensava em fazer o bem. Ele queria que todo o mundo vivesse feliz. Mas na região onde ele morava as pessoas eram más e tinham outros deuses. Só pensavam em si, nas suas coisas e nunca pensavam em fazer o bem para os outros. Deus gostava de Abraão por causa de sua bondade.
Um dia Deus disse a Abraão:
- Abraão, eu quero formar um povo onde todos sejam iguais a você.
- Senhor, eu sou velho, eu não tenho filhos. Respondeu Abraão.
Deus disse:
- Olhe para o céu e conte as estrelas. Olhe para a terra e conte os grãos de areia.
- Isso é impossível! Eu não consigo, respondeu Abraão.
Deus lhe prometeu:
- Você vai ter um filho e sua família vai ser muito grande.
Abraão gostava de Deus e acreditava em tudo o que Deus lhe falava, mesmo que fosse difícil viver o que Deus lhe pedia.
Nesse momento afixei no quadro o cartaz abaixo:
Passado algum tempo, sua esposa, também com muita idade, teve um filho. Deram-lhe o nome de Isaac. Isaac, filho de Abraão se casou com Rebeca. Tiveram dois filhos filhos: Esaú e Jacó. Os dois filhos eram gêmeos, mas Esaú nasceu primeiro, por isso era considerado mais velho.
Naquele tempo, o filho mais velho (o primogênito) tinha uma missão muito especial na família. Ele devia, mais que os outros, cuidar da família, principalmente quando o pai ficasse velhinho ou já tivesse morrido. Devia defender a família dos perigos e administrar os negócios: o rebanho, a roça e outras coisas. Por causa disso, o filho mais velho receberia uma bênção especial de seu pai.
Acontece, porém, que Esaú não se preocupava muito com a sua família. Ele vivia pelo mato, caçando e pescando. Era Jacó quem mais se preocupava e gostava de ajudar sua família, mesmo sendo o mais novo. Jacó ajudava em casa e se preocupava muito com os seus pais.
Um dia, Esaú chegou de suas caçadas, cansado e com fome, e num acordo com seu irmão, acabou trocando os seus direitos e obrigações de filho mais velho por um prato de sopa. Esaú tomou a sopa e Jacó ficou sendo o responsável pela família, devendo receber a bênção de seu pai e assumir a missão de cuidar do bem-estar de todos da casa.
Mais tarde, Esaú se arrependeu profundamente de ter trocado a sua missão e sua bênção por um simples prato de sopa. Só que não adiantava mais. Era muito tarde para se arrepender das coisas que tinha feito sem pensar.
Jacó casou-se com Lia e Raquel, e teve vários filhos, sendo que alguns deles com as escravas de suas esposas.
Na próximo sábado, o nosso encontro será sobre a Semana Santa... Depois da Semana Santa, continuaremos a falar sobre o assunto. Vamos conhecer um pouco sobre os filhos de Jacó, vamos saber como o povo de Deus acabou ficando escravo no Egito e como venceu a escravidão.
A seguir, convidei as crianças para brincar de "Feira de Trocas" (dinâmica abaixo).
Encerrando, agradecemos a Deus por sempre ter pensado na nossa felicidade e pedimos ao Senhor para nos ajudar a nos manter fiéis a ele.
Finalizamos com a oração do Pai-Nosso e o Santo Anjo.
Fontes:
Bíblia Sagrada
Livro "Somos Povo de Deus", do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
Dinâmica: "Feira de Trocas" (Do livro Somos Filhos de Deus, do Pe. Orione Silva e Solange Mª do Carmo).
Convidar a turma para brincar de "feira de trocas". Perguntar:já viram uma feira de trocas? É um lugar onde as pessoas vão para trocar coisas de todo tipo. Nas trocas, a gente precisa tomar cuidado para não levar prejuízo. Se a gente trocar uma coisa de valor por outra que não vale nada, então a gente leva prejuízo. Ao contrário, se trocarmos uma coisa à toa por um objeto de valor, a gente sai lucrando. É preciso ser muito esperto para fazer uma troca sem levar prejuízo. Vocês são espertos? Esaú trocou a missão de cuidar da família por um prato de sopa. O que vale mais: a família ou a sopa? Esaú foi esperto? Quem foi mais esperto: Esaú ou Jacó? Vamos ver, então, se vocês são espertos.
O catequista terá preparado antes uma cesta cheia de papéis. Em cada papel, deverá haver o desenho de um objeto, cujo valor seja fácil de imaginar. O catequista poderá fazer o desenho ou colar gravuras. Deve haver na cesta bem mais papéis que o número de crianças da turma. Sugerimos o dobro. Então, se a turma tem vinte crianças, o catequista deverá preparar quarenta desenhos, dobrar os papéis e colocá-los em uma cesta ou caixa (eu levei gravuras e coloquei cada uma dentro de envelopes). Convidar as crianças para se sentarem em roda. O catequista passará a cesta ou caixa dentro da qual estão os papéis dobrados (ou os envelopes). Em cada papel há o desenho de um objeto que vai ser trocado depois. Cada criança pega um papel fechado (ou envelope), sem olhar o desenho. Só depois de pegarem é que vão abrir o papel e ver que desenho está em cada um.
Então o catequista pegará a cesta com os papéis que sobrarem e escolherá uma criança para começar a feira de trocas. O catequista chega perto da criança e diz: - Fulano (dizer o nome da criança), o que você tem para trocar comigo?
A criança diz o que é, mostrando o desenho. Por exemplo: um carro.
O catequista irá, então, pegando aleatoriamente os papéis de sua cesta, sem abri-los, e propondo a troca, dizendo: "Quer trocar por este aqui?". Se a criança disser "não", o catequista pega outro: "Quer trocar por este aqui?" Quando a criança disser "sim", escolhendo um daqueles papéis sem saber o que está dentro, o catequista abrirá o papel, mostrará o desenho e efetuará a troca. Os objetos trocados terão valores diferentes. Quem tiver prejuízo na troca sai da brincadeira. E o outro, que teve lucro, faz o mesmo com a criança seguinte, até terminar e ver quem vence. Só um vencerá. Os outros todos, ao fim da brincadeira, terão feito uma troca errada e levado prejuízo. Todas as crianças, bem como os catequistas, deverão trocar. Ninguém pode ficar com o objeto que recebeu.
Depois da brincadeira, conversamos:
"A gente precisa ser esperto. Senão, acaba trocando coisas de valor por coisas que não valem quase nada. Na vida, é preciso buscar primeiro as coisas mais importantes. Depois, a gente busca as outras coisas. Mas há outras coisas tão importantes que nunca podem ser esquecidas: nossa família, a amizade com Deus, nossa escola, nossos amigos. Quem se esquece desses valores por causa de outras coisas, passageiras, não compreendeu ainda o valor de cada coisa.
Hoje vimos quanta diferença existia entre Esaú e Jacó. Jacó era cuidadoso e preocupado com sua família. Esaú nem ligava. Por isso, trocou por um prato de sopa a missão de cuidar da família. No fundo, Esaú desprezou coisas importantes, como a família e a bênção de Deus, por causa de uma coisa de pouco valor, que é um prato de sopa. Essa história nos ensina a compreender o valor das coisas. Existem coisas de muito valor e coisas de menos valor. A família e a amizade com Deus, por exemplo, têm um valor muito grande. E não devem ser trocadas por nada. Sopa é diferente: se a gente não tiver, come outra coisa. Quem compreende isso faz como Jacó e torna cuidadoso com as coisas de sua casa e com tudo o que é importante na vida.
Em nossa brincadeira, fizemos trocas sem saber direito o valor das coisas pelas quais estávamos trocando os nossos bens. Mas era só uma brincadeira. Na vida, ninguém faz trocas assim. É preciso conhecer antes as coisas pelas quais estamos trocando algo, para saber se vale a pena e para não levar prejuízo."
ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO


sábado, 10 de março de 2018

Quem foi Abraão?


"Sai da tua terra, da casa de teu pai, e vai para o lugar que te mostrarei. Farei de ti uma grande nação." (Gn 12, 1-2)
Na oração inicial, entregamos a Deus tudo o que somos e tudo o que temos, e pedimos ao Senhor que conduza a nossa vida sempre no caminho do bem. Ainda em oração, lemos o Salmo 1 (as crianças leram juntas cada versículo, alternando-se meninos e meninas, ou seja, os meninos liam um versículo e as meninas outro, assim sucessivamente até o último versículo).
Já entendemos o que é uma aliança com Deus. Vimos que Deus sempre quis fazer uma aliança com o seu povo. Vemos na Bíblia que Deus fez vários tipos de aliança e mostrou sua fidelidade em cumprir todas. E o seu povo, também sempre foi fiel à aliança que fez com Deus?
Quando criou o mundo, Deus fez uma aliança, estabelecendo as leis naturais que regem a criação. Ele também colocou o homem como governador de todos os seres vivos e abençoou a terra (Gn 1,27-28). Deus deu bênçãos especiais ao homem, mas também avisou sobre o castigo da desobediência.
No encontro passado, vimos que depois do dilúvio, que aconteceu por causa da desobediência da humanidade, Deus estabeleceu uma aliança com Noé, seus descendentes e todos os seres vivos. Ele prometeu nunca mais destruir a terra com um dilúvio (Gn 9,8-11).
Deus nos criou para vivermos felizes e unidos a Ele. Nosso Deus vive entre nós, mas nem sempre o homem caminha com Deus; às vezes prefere agir sozinho. A Bíblia nos conta a história do encontro e dos desencontros do homem com Deus.
Apesar da teimosia do homem, Deus nunca desistiu de nós. Após o pecado de Adão e Eva, Deus não abandonou a humanidade, mas prometeu um Salvador. Este Salvador nasceu de um povo especial, formado por Deus. Nessa etapa, vamos conhecer um pouco mais da história desse povo que viveu antes de Cristo. Essa história começa com Abraão.
A Bíblia nos conta que Deus fez uma aliança com Abraão. Abraão era um homem bom, íntegro, sonhador e fiel a Deus. Este homem foi chamado por Deus a sair de sua terra para que seus filhos formassem um povo numeroso. Assim começa a história do povo de Israel: Abraão aceitou o convite, o chamado de Deus, e caminhou com a sua família até a Terra Prometida.
Hoje conhecemos um pouco da história de Abraão, com quem Deus estabeleceu uma aliança eterna, prometendo lhe dar muitos descendentes. Deus também prometeu que os descendentes de Abraão seriam seu povo especial (Gn 17,7-9). Outra parte da aliança de Deus com Abraão foi a promessa que, através de sua descendência, todos os povos da terra seriam abençoados (Gn 12,2-3). Esta parte da aliança está sendo cumprida em Jesus.
Encerrando, fizemos uma celebração da Aliança: Colocamos símbolos em cima de uma Bíblia aberta, prometendo fidelidade a Deus.
Motivei: "Deus prometeu a Abraão uma grande descendência. Ele foi o pai de um povo - O Povo de Israel. Depois de muitos séculos, deste povo nasceu Jesus de Nazaré. Isto nos revela que muitos séculos antes Deus já estava preparando os caminhos para vir morar em nosso meio! Vamos fazer as nossas preces agradecendo e pedindo a Deus para nos ajudar a nos manter fiéis a Ele. (Fizemos várias preces).
Na próxima semana continuaremos falando sobre a história da salvação...
Roteiro na página https://mgathe.blogspot.com.br/2015/08/abraao-o-pai-da-fe.html
ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO