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domingo, 4 de agosto de 2013

Jesus é Julgado, Torturado e Crucificado



No nosso encontro de hoje, após a acolhida, com muita alegria, convidei as crianças a ouvirem com atenção a música QUE DEVEMOS FAZER, para lembrarmos a santidade e a coragem de Jesus. 

Terminada a música, num clima de silêncio, fizemos a nossa oração inicial. Com a mão no ombro do irmão da direita, motivei-os a rezar para que ele fosse fiel e pedi que repetissem comigo: Jesus, abençoe este meu irmão, para que ele seja sempre corajoso e forte, para que ele não desista de seguir seus ensinamentos, mesmo quando isso for difícil. Dê a ele sua luz e sua força, e ajude-o a superar suas dores e sofrimentos. Amém!

Em seguida, ouvimos a música EU CREIO SIM, cuja letra nos inspira a renovar a nossa fé em Jesus.

Antes de iniciar o tema de hoje, lembrei-lhes que, como já falado em encontros anteriores, Jesus era sempre acompanhado por muitas pessoas que acreditavam nele e seguiam seus ensinamentos. Mas outros não queriam escutá-lo, não o aceitavam, não acreditavam que Jesus era Filho de Deus e por isto queriam matá-lo. 

Um  dia, sabendo que se aproximava o momento de sua morte, Jesus reuniu os apóstolos para uma refeição. Era quinta-feira da Semana da Páscoa dos judeus. Esta festa recordava a libertação dos hebreus da escravidão do Egito. E o Senhor aproveitou esta festa para deixar aos apóstolos um novo significado a ser celebrado: a libertação da escravidão do pecado. É a Páscoa de Jesus.

Os apóstolos ficaram muito admirados, não entendiam ainda o que Jesus fazia. Só Jesus, o Filho de Deus, sabia o que estava fazendo: Ele estava se oferecendo a Deus Pai para morrer por nós, para tirar os nossos pecados e nos fazer amigos de Deus.

No dia seguinte, na cruz, Jesus se entregaria ao Pai totalmente. Agora, na Ceia, ele já entregou todo o seu amor, sua vida. Assim, Jesus começava o seu sacrifício, oferecendo-se ao Pai.

Após a Ceia, Jesus foi rezar no Monte das Oliveiras. Lá, foi entregue aos soldados por Judas Iscariotes, o traidor. Foi humilhado, maltratado, ferido, abandonado por seus amigos e condenado a morrer na cruz. Era Sexta-Feira da Semana da Páscoa dos Judeus. A Sexta-Feira Santa.


Conversando com os catequizandos:
  • Pedi que falassem sobre a Sexta-Feira Santa. 
  • Perguntei-lhes por que esse dia é tão importante. Deixei que falassem.
  • Lembramos os sofrimentos de Cristo e sua morte.
  • Procurei saber se participam,  com a família,  das cerimônias, acompanham a procissão, beijam Jesus morto.
  • Mostrei-lhes que hoje também há muitas pessoas que sofrem,   pessoas que são presas e assassinadas ....
  • Falei-lhes sobre os favelados, as crianças abandonadas, os desempregados, os trombadinhas, os assaltantes ....

Dei um tempo para que falassem e após ouvi-los, disse-lhes que:

Depois de ser preso, Jesus foi julgado e condenado à morte na cruz. Naquele tempo, havia esse terrível costume. Alguns crimes eram punidos com a morte na cruz. Jesus foi considerado criminoso e foi condenado à morte. 

Li para eles um texto com a narrativa da morte de Jesus na cruz (Lc 23, 43-46):

Os  homens que prenderam Jesus o levaram para ser julgado pelas autoridades daquele tempo. E Jesus foi julgado e condenado. Então, maltrataram Jesus, bateram nele, riram dele ... e colocaram em suas costas uma pesada cruz, que ele devia carregar até o lugar onde seria crucificado. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali crucificaram Jesus. Também crucificaram dois ladrões, um à direita de Jesus e outro à esquerda. E Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem". Eles tiraram as vestes de Jesus e sortearam para ver quem ia ficar com elas. A multidão conservava-se lá e observava. Os chefes dos sacerdotes zombavam de Jesus, dizendo: "Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus". Do mesmo modo, zombavam dele os soldados. Aproximaram-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: "Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo". Por cima de sua cabeça, estava pendurada esta inscrição: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus".
Um dos ladrões ali crucificado insultava Jesus, dizendo: "Se és o Cristo, salva a ti mesmo e a mim!" Mas o outro o repreendeu, dizendo: "Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós isto é justo: recebemos e merecemos por nossos crimes. Mas este não fez mal algum". E acrescentou: "Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado em teu reino". Jesus respondeu-lhe: "Em verdade te digo: hoje mesmo estarás comigo no paraíso".
Era quase meio-dia e, em toda a terra, houve trevas até as três horas da tarde. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu, então, um forte grito, dizendo: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito". E dizendo isso, morreu.

                                           - Palavra da Salvação!

                                           - Glória a vós, Senhor!



Partilha:



  • A que tipo de morte Jesus foi condenado?
  • Jesus foi crucificado sozinho? Ou havia mais alguém crucificado junto com ele? Quem eram?
  • O que fizeram com as vestes de Jesus
  • O que estava escrito na cruz acima da cabeça de Jesus?
  • O que Jesus falou ao Pai na hora de morrer?

Conversando com os catequizandos:

Esta é a narração da morte de Jesus feita pelo evangelista Lucas. Também Mateus, Marcos e João escreveram sobre isso, cada um ressaltando aspectos importantes. Para nos ajudar a entender o sentido da morte de Jesus na cruz, os evangelistas atribuíram a Jesus sete frases importantes que seriam ditas por ele, quando estava na cruz. São, então, as sete últimas palavras de Jesus, antes de morrer. E, como as últimas palavras sempre são de grande importância, vale a pena conhecê-las e compreendê-las.

Fiz o desenho de uma cruz no papel cartolina, recortei e colei no centro do quadro que temos em nossa salinha.


Preparei sete faixas com as frases ditas por Jesus e entreguei uma frase para cada criança, pedindo que a localizassem na Bíblia e lesse para a turma.


Após refletir com a turma sobre as últimas palavras de Jesus, fixamos as faixas no quadro, em volta do desenho da cruz, conforme abaixo:




 

  As sete frases ditas por Jesus, na cruz:


Primeira:  Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lc 23,34) É Jesus perdoando àqueles que o crucificaram, de acordo com sua pregação, que havia enfatizado a necessidade de perdoar até aos inimigos. Jesus mostra-se fiel a seus princípios. Ele, que pregou insistentemente o perdão, é o primeiro a perdoar. Os que crucificam Jesus não sabem o que fazem porque, na verdade, toda pessoa que age com violência e injustiça está um pouco fora de si. Mas, mesmo que soubesse,  Jesus lhes perdoaria.


Segunda:  Em verdade te digo: Hoje mesmo estarás comigo no paraíso (Lc 23,43). É o que Jesus disse ao ladrão arrependido, que estava crucificado ao seu lado: o chamado "bom ladrão". Jesus sempre foi compreensivo com os pecadores, sempre os acolheu e os convidou à conversão. E ali estava um pecador, convertido bem na hora da morte. Jesus está sofrendo, mas não pensa só em si. Ele acolhe aquele ladrão e lhe promete, já que se arrependeu, a vida eterna. Ao outro ladrão, Jesus não diz nada, porque este não está arrependido. Seu coração continua endurecido. Não quer ser acolhido.


Terceira: Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe (Jo 19,26). Maria, mãe de Jesus, está diante da cruz. Lá também está João, que é primo de Jesus e sobrinho de Maria. Certamente, José, esposo de Maria, já havia morrido. Havia um costume segundo o qual uma mulher não devia ficar sozinha. Se morresse o marido, o filho mais velho cuidaria dela. Na falta deste, o outro irmão mais velho. Maria já havia perdido José e agora perdia seu filho único. Então, para que sua mãe não ficasse abandonada, Jesus pede a João, seu primo, que cuide dela. Dirige-se à mãe e diz que, de agora em diante, João será seu filho, isto é, aquele que deve cuidar dela. Dirige-se a João e lhe confia Maria, para que não a deixe abandonada.


Quarta: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Mt 27,46; Mc 15,34). Jesus se sente só, como se estivesse abandonado na hora do sofrimento, O sofrimento faz a pessoa se sentir assim. e Jesus também experimentou essa solidão. Na certa, Deus não abandonou Jesus, porque Deus não abandona ninguém. Mas era Jesus mesmo que estava pregado na cruz e, por mais que Deus e as pessoas pudessem consolá-lo, não poderiam fazer aquilo que era parte da vida de Jesus. É como um doente que, mesmo estando cercado de amigos, reclama do abandono e da solidão. A frase citada por Jesus faz parte de um salmo que expressa a confiança em Deus. No fundo, significa que, mesmo sofrendo, Jesus continua confiando. Não se desespera.


Quinta: Tenho sede! (Jo 19,28). Jesus sentiu sede. Mas não lhe deram água. Estenderam-lha uma esponja embebida em vinagre. Assim, Jesus se associa a tantos que passam fome e sede, sem encontrar solução para os seus clamores. Jesus experimenta, agora sim, um tipo de abandono a que muitos estão submetidos. O abandono de não ter quem nos sacie e socorra em nossas necessidades mais dramáticas.


Sexta: Tudo está consumado! (Jo 19,30). Significa tudo está realizado, a missão está cumprida. Jesus morre com a certeza de que realizou bem sua missão. Ele sofre, mas foi verdadeiramente fiel até o fim.


Sétima: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23,46). É a entrega total, final e definitiva da vida a Deus. Jesus, que sempre viveu na mais estreita união com Deus, ao morrer, entrega a Deus seu espírito, sua vida. Jesus está mostrando, com isso que a morte consiste numa entrega total a Deus. Não é o fim da vida. É uma continuação junto a Deus.


Encerrando, convidei a turma para fazer breve adoração a Jesus na cruz, recordando com que firmeza e com que amor ele enfrentou a morte.


Estando todos de pé, uma criança entra devagarzinho com um crucifixo e outras duas com velas. O crucifixo é colocado sobre o altar e as velas foram colocadas uma de cada lado do crucifixo.


Durante a entrada do crucifixo, coloquei no altar a frase JESUS, NÓS TE ADORAMOS.


Estando o crucifixo exposto, disse-lhes: A cruz tornou-se para nós um símbolo muito especial, depois que Jesus nela morreu. Ficou sendo o sinal da coragem e da firmeza que devemos ter para seguir Jesus. Tornou-se o símbolo da fidelidade extrema de Jesus. Ele foi capaz de ser fiel até à morte. Esta é a máxima fidelidade possível. Ele mostrou amor até a hora de maior sofrimento. O máximo sofrimento prova o máximo amor. O cristão, ao olhar a cruz, deve se lembrar disso: amor, fidelidade, coragem. Esta é a mensagem da cruz.





                         Convidei a turma a se ajoelhar, em sinal de adoração.





Fizemos preces de adoração. Essas preces foram distribuídas em tirinhas de papel, para serem feitas pela turma.


     Foram essas as preces:
  • Jesus, nós te adoramos por sua coragem .  O Senhor foi corajoso e firme até o fim. O Senhor não teve medo de enfrentar a perseguição, o sofrimento e a morte, por causa de nós. Por isso nós te adoramos.
  • Queremos te adorar, Jesus, por sua decisão de dar a vida por nós. Como é difícil dar a vida por alguém! Só mesmo o Senhor podia ser capaz de um gesto tão grande. Ninguém mais deu a vida por nós. Só o Senhor. Por isso, nós te adoramos!
  • Nós te adoramos, Jesus, porque o Senhor foi capaz de perdoar a todos aqueles que o ofendiam e zombavam do seu sofrimento. Quando estamos sofrendo, costumamos ficar irritados e zangados, impaciente e vingativos. Mas o Senhor ainda teve um gesto de amor por aqueles que o faziam sofrer. E lhes perdoou. Por isso, nós te adoramos.
  • Nós te adoramos, Jesus, porque o Senhor foi fiel à sua missão. Na hora do aperto, o Senhor permaneceu firme. Continuou seu caminho, fazendo o bem, porque deve ser feito sempre e em qualquer circunstância. sua fidelidade muito nos ajuda. Por isso, nós te adoramos.
  
 Obs: Podemos acrescentar outras preces espontâneas de adoração.

  • Sugeri às crianças que, num instante de silêncio, cada um conversasse com Jesus, pedindo a ele força para ser tão forte como ele foi.

No final, agradecemos ao Senhor a sua presença e a oportunidade de estarmos reunidos.

 Assim foi o nosso encontro deste sábado. Como sempre, maravilhoso!

 Por hoje é só!  Beijos para todos! 


                                                            Paz e bem!




Fontes:


  • Bíblia Sagrada
  • Livro Anuncio Uma Grande Alegria (Arquidiocese do Rio de Janeiro)
  • Livros Seguindo Jesus e Jesus, Nosso Salvador (Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo)
  • Obs: Os CDs são partes integrantes dos Livros Seguindo Jesus e Jesus, Nosso Salvador.






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