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domingo, 7 de abril de 2024

Sobre a Semana Santa...

TRÍDUO PASCAL
Hoje, Sábado Santo, me reuni com a minha turminha para falarmos sobre a Semana Santa.

Iniciamos o nosso encontro rezando juntos, de mãos erguidas: “Venha nos dar, Jesus, força e coragem para sermos fieis. Seguindo os seus passos, queremos alcançar a mesma vitória que o Senhor conquistou. Que sua fidelidade seja um incentivo para todos nós. Amém.”

Em seguida, rezamos o Pai-Nosso.

Terminada a oração, passamos para o nosso tema de hoje.

No domingo passado a igreja celebrou o Domingo de Ramos, início da Semana Santa. Nesse dia, os cristãos católicos levam folhas de palmeira para a procissão e todos cantam “Hosana ao Filho de Davi”, lembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Jesus, com 30 anos, foi batizado por João Batista e depois foi para o deserto, onde foi tentado por um anjo mau. Certo dia, Jesus entrou na sinagoga e disse que era o Messias esperado. Começou a ensinar o povo, fez muitos milagres. Ensinou a amar, a perdoar, a repartir. Uma multidão o seguia. Convidou os apóstolos para segui-lo. Passou três anos ensinando a todos, até que chegou a hora de sua Paixão e Morte. Então ele foi para Jerusalém, onde tudo iria acontecer. Quando entrou na cidade, montado em um jumentinho, foi recebido como Rei, aclamado com cantos e com ramos e palmeiras. Muita gente o acompanhou com alegria e cantavam “Hosana ao Filho de Davi”. Os chefes e poderosos ficaram com medo de perder o poder e começaram a planejar um modo de prender Jesus. O povo recebe Jesus como um Rei poderoso, libertador, mas quando Ele é preso e condenado, este mesmo povo o abandona. Não sabiam que Jesus veio nos libertar do mal, do pecado e nos dar a vida eterna.

(Convidei a turma a rezarmos uma Ave-Maria).

Agora vamos passar para a Quinta-feira Santa, mas antes vamos relembrar o que é a Páscoa…

Vimos lá atrás, no Antigo Testamento, que na noite antes do povo sair do Egito, eles fizeram uma refeição para festejar o grande acontecimento: a libertação da escravidão. Cada família preparou um cabrito, pão, verduras amargas, e comeram. Essa passagem da escravidão para a libertação foi chamada de Páscoa.

Daí em diante, todos os anos o Povo de Deus comemora esse acontecimento com uma refeição igual a que eles fizeram na saída do Egito.

Jesus também participou da Festa da Páscoa dos judeus. Jesus queria que as festas tivessem a alegria e a liberdade dos filhos de Deus.
Jesus, um dia antes de sua morte na Cruz, pede aos apóstolos para preparar uma sala para celebrar com eles a Páscoa. Jesus sabia que ia morrer e quis celebrar sua última refeição com seus amigos. Esta Ceia foi uma celebração muito bonita e significou muito. Nessa noite, Jesus oferece a Deus seu corpo e sangue. Jesus abençoa o pão e o vinho e o entrega a seus amigos, dizendo: “Tomai e comei, isto é o meu Corpo; Tomai e bebei, isto é o meu Sangue. E sempre que fizerem isto, fazei-o em minha memória.”

Este foi o jeito que Jesus encontrou para ficar sempre junto de nós. Nessa noite aconteceu a primeira missa, hoje o sacerdote faz o mesmo gesto de Jesus. Nesta Ceia, Jesus lava os pés dos seus amigos. Com esse gesto, Jesus nos ensina que devemos ser sempre humildes e estar sempre prontos para servir. Ele nos deixou um mandamento novo: “Amai-vos uns aos outro s como eu vos amei”.

Lembrei que foi também na Quinta-Feira Santa que, juntamente com a Eucaristia, foi instituído o Sacramento da Ordem, o sacerdócio.

(Rezamos um Pai-Nosso e passamos para a Sexta-feira Santa).

Depois de ser preso, Jesus foi julgado e condenado à morte na cruz.
Naquele tempo, havia esse terrível costume. Alguns crimes eram punidos com a morte na cruz. Jesus foi considerado criminoso e foi condenado à morte. Jesus é traído por um de seus amigos, é entregue aos soldados que o levam para ser julgado. Jesus é condenado, humilhado, torturado, sofre as piores dores e por fim é pregado numa cruz e, mesmo antes de morrer, perdoou a todos. Tudo isso por amor a cada um de nós. Jesus aceitou morrer na cruz para que tenhamos vida eterna.

Na Sexta-feira Santa revivemos o sofrimento e a morte de Jesus. É um dia de oração e silêncio. Nós cristãos, fazemos procissão com Cristo Morto, a Via Sacra (Caminho Sagrado), nos confessamos, fazemos silêncio e jejum. É um dia especial. O sofrimento de Jesus é lembrado pelo povo como sofrimento de todos. São as cruzes que os oprimidos, os pobres, os abandonados e os marginalizados carregam.

Neste dia não se celebra nenhuma missa, mas é distribuída a Eucaristia, que significa a certeza da presença de Cristo vivo e solidário em nosso sofrimento.

(Ler o texto que diz respeito à crucificação de Jesus e relatar com cuidado tudo o que aconteceu, sendo Jesus pregado na cruz e condenado pelas mesmas pessoas que o acolheram na sua entrada em Jerusalém).

Leitura: Lucas 23,33-46)

Partilha:

💟 A que tipo de morte Jesus foi condenado?

💟Jesus foi crucificado sozinho? Ou havia maus alguém crucificado junto com ele? Quem eram?

💟 O que fizeram com as vestes de Jesus?

💟 O que estava escrito na cruz acima da cabeça de Jesus?

💟 Que Jesus falou ao Pai na hora de morrer?

(A seguir, pegar a cruz e deixar a imaginação deles falar mais alto. Peça para passar de mão em mão, para que eles possam observar de perto o “sofrimento de amor” de Jesus por nós.

Podemos colocar uma música que tenha a ver com o tema. Sugestão: Sangue e Água da Banda Iaweh).

No final, rezamos a oração do Santo Anjo.

Jesus está morto. Seu corpo é retirado da cruz e colocado na sepultura, onde fica por três dias. Jesus morre na sexta-feira e ressuscita no domingo.

Então perguntei às crianças: E no sábado, o que aconteceu? Por que ninguém foi até o túmulo de Jesus? (Deixei que falassem).

Jesus havia sido sepultado na tarde de uma sexta-feira. Tudo foi feito na maior pressa, pois no sábado não se podia fazer nada. A lei proibia fazer qualquer coisa. Então nem deu tempo de embalsamar o corpo como era o costume daquela época.

Sábado foi um dia vazio, de silêncio… Imaginem como os discípulos estavam se sentindo! Jesus era a esperança e agora ele não estava mais com eles! Sentiam-se confusos e desiludidos… Tudo aquilo pelo que havia esperado se fora. Quando Jesus reapareceu ao terceiro dia, toda a esperança voltou rapidamente! (Lembramos como se sentiam os discípulos de Emaús, ao voltar pra casa, depois da morte de Jesus).

E hoje, nós cristãos, como vivemos o Sábado Santo?

“Vive-se hoje a sensação de grande vazio, que não é tanto o vazio da ausência, mas o vazio da espera; uma espera que logo será premiada com a presença do Senhor Ressuscitado, embora ainda velado, pois só o veremos quando nos encontrarmos face a face com ele.”

“Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição.”

Na noite deste sábado, nossa Igreja celebra a Vigília Pascal, onde se comemora a vitória da vida sobre a morte. Jesus ressuscitou! É a noite da libertação, da vida nova!

(Reze a oração do Creio).

Leitura: Lucas 24, 1-12

“No domingo, de madrugada, as mulheres foram ao túmulo. Não encontraram o Corpo de Jesus e ficaram assustadas. Um jovem com roupas brilhantes disse: Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui: Ressuscitou.”

Depois da partilha, mostrando a cruz com um paninho branco, disse-lhes:

Cristo ressuscitou! Olhem para a cruz! A ressurreição é a maior prova de que Cristo é realmente Deus. Cristo é o nosso Senhor! Jesus está vivo e em nosso meio! O importante da Páscoa é isso! Os ovos ficam em segundo plano. Podemos comer chocolate… é uma delícia, né? Mas sempre lembrando que a PÁSCOA É JESUS!

Rezamos juntos: Nós te louvamos, Senhor nosso Deus, pela vitória de Jesus, que é para nós também garantia de vitória. Nós te agradecemos porque a vida de Jesus não terminou no fracasso do túmulo, mas renasceu na glória da ressurreição. Nós te agradecemos, Senhor Deus, por saber que nossa vida não termina no fracasso, mas desabrocha numa vitória completa e total. Obrigada, Senhor! Amém!"

No final do encontro, fiz com eles um momento de reflexão e vigília. Convidei-os a ajoelhar-se e deixei-os à vontade no silêncio de seus coraçõezinhos.





























































Lembrancinhas...
 


















sábado, 23 de março de 2024

Como Jesus se relaciona com os pecadores?

 

Nosso encontro de hoje:

JESUS E OS PECADORES

Depois da acolhida com muito entusiasmo, convidei a turma para a oração. Fizemos o sinal da cruz.

Motivei: Quando nós abrimos nosso coração para acolher o amor de Deus que nos é manifestado em Jesus, o Filho de Deus, nossa vida vai ganhando outro rumo. Nós passamos a ser guiados por outros valores: trocamos o egoísmo pelo amor, o ódio pelo perdão, a raiva pela mansidão, a violência pela paz, a preguiça pelo serviço aos mais fracos. Vamos, pouco a pouco, deixando para trás o que é mau e escolhemos amar e servir as pessoas que nos rodeiam. Foi assim que Jesus viveu. Foi assim que ele nos ensinou a viver. Então, cheios de confiança, vamos pedir a Deus, nosso Pai, que nos dê um coração bondoso e forte como o coração de Jesus.

Convidei a turma a fechar os olhos, pôr a mão no coração e rezar: Pai de amor, queremos ter um coração forte e bom como o coração de Jesus, um coração capaz de amar e perdoar, um coração capaz de fazer o bem sem olhar a quem. Venha nos abençoar, Senhor! Amém.

Depois da oração, convidei-os a pegar a Bíblia e lemos alguns versículos que têm em comum a atitude de Jesus em relação aos pecadores.

No tema desse encontro, é importante ressaltar que Jesus convida a todos à conversão e são os pecadores que mais o acolhem. Ele não concorda com o pecado, mas tem muita misericórdia com quem é pecador.

Perguntei às crianças o que é pecado para elas e quem são as pessoas que elas consideram pecadoras. Como elas lidam com essas pessoas?

Em seguida, lemos o texto: Lucas 19,1-10.

No relato sobre Zaqueu aparece muito bem como Jesus se relaciona com os pecadores. Ele não concorda com o pecado das pessoas, mas acolhe um coração arrependido que deseja mudar de vida. 

No caminho, ao passar por Jericó, ele vê aquele homem baixinho, mas muito poderoso, porque era chefe dos cobradores de impostos. Ele mesmo se convida para ir ficar em sua casa e as pessoas não compreendem, mas Jesus que sabe o que está fazendo, ao chegar na casa de Zaqueu, vê o milagre da conversão nas palavras deste homem: ele decide dar a metade dos seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais o que roubou. Jesus acolhe esta decisão afirmando que a salvação que agora chegou na casa de Zaqueu, porque ele deu sinais de conversão.

O que aprendemos desta história? Que mudanças concretas precisamos fazer em nossa vida para experimentar a salvação que Jesus quer nos trazer?

Zaqueu acolheu Jesus e sua vida mudou. Como ele, vamos fazer nossa oração a Jesus pedindo-lhe um coração aberto para receber sua visita e para deixar que ele transforme nossa vida.

Peçamos o perdão de Deus. O perdão é um grande ensinamento de Cristo. Se amamos o próximo, devemos entender o sentido do perdão. Quem entendeu os outros ensinamentos de Cristo, não terá dificuldade de entender a importância do perdão. Em silêncio, cada um vai pensar em todas as vezes que teve chance de agir com tolerância e agiu com violência. E vamos pedir perdão a Deus. Deus que é sempre bom e amoroso, vai nos perdoar e renovar as nossas forças para que a gente possa sempre amar e perdoar também.

Convidar a perdoar os companheiros. Em silêncio, cada um pode pensar nas vezes que magoou e ofendeu os outros, e por eles foi magoado e ofendido, em casa, na escola, na catequese, em tantos lugares, com palavras agressivas, ofensas desnecessárias, atitudes que magoaram…

Em sinal de reconciliação, dar um abraço nos colegas.

Estivemos reunidos e vamos permanecer unidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe.

Graças a Deus!
























domingo, 17 de março de 2024

As Mulheres do Tempo de Jesus

 


JESUS E AS MULHERES

Iniciando o nosso encontro, com a mão no coração invocamos a presença de Jesus, dizendo todos juntos: "Venha Jesus, ficar em nosso coração. Venha ser nossa rocha e nossa força. Nós o recebemos em nossa vida, como um amigo que vem nos visitar. Nós precisamos do Senhor e o acolhemos com carinho. Amém!"

Vimos nos encontros anteriores o cuidado que Jesus tinha com os doentes. Lemos um texto que narra que Jesus curou a sogra de Pedro que estava acamada e com febre. Lemos também uma outra passagem em que Jesus cura um menino com epilepsia. A cura deste menino é um sinal do poder de Jesus e da força da oração sobre o mal.
Hoje no nosso encontro falamos sobre a mulher em Israel no tempo de Jesus.

Iniciei mostrando várias figuras em que as mulheres aparecem na companhia de Jesus, falando rapidamente sobre cada situação.

Disse-lhes a seguir: Na cultura judaica, a mulher era discriminada, viviam à margem da sociedade, a participação na vida pública era limitada, não tinham voz, não mostravam o rosto, pois tinha que ser cobertos, não podiam estudar nem ensinar. Uma conversa com uma mulher em público era um ato vergonhoso.

Nesse momento, apresentei alguns objetos descartáveis e falei: As mulheres do tempo de Jesus eram consideradas objetos que poderiam ser usadas e descartadas. Estes objetos são descartáveis, imaginem como se sentiam as mulheres dentro de uma cultura que as desvalorizavam. (Neste momento coloquei os objetos na lixeira).

A mulher, entre os judeus, era não mais que um objeto pertencente ao marido, como seus servidores, suas edificações e demais posses legais. Ela devia ao esposo total lealdade, mas, por princípios, era considerada como naturalmente infiel, desvirtuada e falsa. Por esta razão, sua palavra diante de um juiz não tinha praticamente valor algum.

Aqui falei mais sobre como era a situação da mulher no matrimônio e na sociedade naquela época. (Ver abaixo)

Por esta breve visão, já dá para perceber o quanto Jesus, em sua época, revolucionou o tratamento oferecido pelos homens às mulheres. Com Jesus, as mulheres passaram a ser valorizadas. Jesus rompeu com os padrões impostos às mulheres, quando ele conversou, ensinou, curou, libertou e elas cooperaram com a sua missão.

Em seguida, conversamos sobre a realidade das mulheres hoje. Convidei as crianças a partilhar como é a situação das mães... se trabalham, se estão sempre em casa, como elas cuidam da casa e dos filhos.

Para concluir, falei: Na atualidade, ainda as mulheres são discriminadas e desvalorizadas, muitas vezes no se próprio lar, na igreja, no trabalho, na rua etc. Mas lembremo-nos de que mesmo diante dos entraves que as mulheres da época de Jesus sofriam, elas participaram da missão de Jesus, pois encontravam nele aceitação, o respeito, o amor, a valorização.

Terminada a partilha, lemos a passagem bíblica que está em Lucas 10, 38-42, em que Jesus vai visitar a casa de uns amigos.


Jesus está a caminho de Jerusalém. Para na casa de suas amigas Marta e Maria. Elas o acolhem com carinho e atenção. Marta fazendo de tudo para servir bem a Jesus: preparando a comida com cuidado, limpando a casa, servindo e procurando deixar tudo bem arrumado. Maria, por outro lado, quando Jesus chegou, não fez mais nada. Ficou sentada aos pés dele escutando o que ele estava ensinando. Marta fica com ciúmes e pede a Jesus para corrigir Marta. Então Jesus dá a lição às duas e a nós: Não se pode ficar preocupado com muitas coisas e nos descuidar do mais importante. Ele então indica o que é mais importante e é a "melhor parte": escutar sua palavra e seguir seus ensinamentos.

Na história que ouvimos, de Marta e Maria, olhando para as atitudes de Jesus que mostra como ele agia em relação às mulheres, vamos agradecer a ele por nossa mãe, nossas irmãs, nossa professora e por todas as mulheres que conhecemos, pedindo a ele que nos ensine a ter respeito e atenção para com todas elas.

Com a mão no coração, rezamos: "Ó Jesus, receba nossos corações! Queremos acolher o Senhor em nossa vida. Não queremos fazer pouco caso do Senhor, como Marta. Queremos acolhê-lo com alegria e atenção, como fez Maria. Sua presença é muito importante para nós. Seja bem-vindo, Jesus! Fique conosco em nossos corações. Amém!"


Dinâmica: As mulheres do tempo de Jesus




Apresentei alguns objetos descartáveis e falei: As mulheres do tempo de Jesus eram consideradas objetos que poderiam ser usadas e descartadas. Estes objetos são descartáveis, imaginem como se sentiam as mulheres dentro de uma cultura que as desvalorizavam. (Neste momento coloquei os objetos na lixeira).





A Mulher em Israel na Época de Jesus


Por Ana Lucia Santana

"A mulher, entre os judeus, era não mais que um objeto pertencente ao marido, como seus servidores, suas edificações e demais posses legais. Ela devia ao esposo total lealdade, mas, por princípios, era considerada como naturalmente infiel, desvirtuada e falsa. Por esta razão, sua palavra diante de um juiz não tinha praticamente valor algum.

Embora ela fosse obrigada a ser fiel ao matrimônio, o marido não tinha os mesmos valores matrimoniais. Além de tudo, ele podia rejeitá-la por qualquer motivo, mesmo que, legalmente, não pudesse negociá-la como qualquer outra propriedade. Dificilmente a esposa poderia, por iniciativa própria, se desligar do casamento.

Uma mulher envolta em laços conjugais não podia jamais ser contemplada por outro homem, ou por ele ser abordada, mesmo que fosse para uma simples saudação. No interior da sociedade judaica, ela ocupava uma posição bem inferior à do homem. Até na esfera espiritual, a mulher era considerada desigual, e para ela estava reservado um local à parte no templo, assim como era obrigada a caminhar, na rua, distante dos homens.

Legalmente ela era proibida de tudo e estava constantemente submetida a todas as punições civis e penais imagináveis, sujeita até mesmo à pena capital. Também nos momentos das refeições a mulher era isolada, pois ela não podia se alimentar ao lado dos homens. Assim, ela permanecia em pé, pronta para ajudar o marido a qualquer instante.

Normalmente as mulheres viviam reclusas em suas residências e as janelas quase sempre, eram construídas com grades para que elas não pudessem ter seus rostos vislumbrados pelos passantes nas ruas. Se um homem tentasse se dirigir a uma mulher, cometia um pecado muito sério.

Por esta breve visão já é possível perceber o quanto Jesus, em sua época, revolucionou o tratamento oferecido pelos homens às mulheres. Um dos episódios mais chocantes do Evangelho é justamente aquele no qual Ele se dirige à mulher samaritana. Este povo era aguerrido adversário dos hebreus, desde a cisão entre as tribos de Israel.

Assim, ao se revelar como o Messias para alguém desta comunidade, especialmente uma mulher, Ele deixou tanto samaritanos como judeus perplexos. Além disso, Jesus mantinha entre seus discípulos e seguidores, diversas mulheres, entre elas, Maria Madalena, vista com preconceito pelos judeus, que a consideravam uma traidora de seus princípios, como uma prostituta.

Não bastando isso, Ele curava indistintamente homens e mulheres, e procurava integrar socialmente aquelas que tinham sido excluídas. Ele mesmo até perdoou a mulher adúltera, a qual os judeus costumavam apedrejar até a morte. E foi justamente uma mulher que testemunhou sua Ressurreição, embora até os discípulos mais fiéis de Jesus encarassem suas palavras inicialmente, com descolado ceticismo.

Na época, mesmo a mulher não sendo infiel ao esposo, se este fosse dominado pelo espírito do ciúme, como está escrito na lei mosaica sob o título "A Oferta do Ciúme", ele poderia levá-la diante do sacerdote, mesmo sem nenhum testemunho ou flagrante, e realizaria então esta oferta ritual. Desta forma, ela ficaria para sempre marcada e amaldiçoada diante da sociedade judaica."

Fontes: José Carlos Leal, Maria Madalena. A Testemunha da Paixão, Léon Denis Gráfica e Editora, Rio de Janeiro, 2009.





















































domingo, 10 de março de 2024

Jesus Cura um Menino com Epilepsia

 


Tema: JESUS E OS ENDEMONIADOS

Hoje conversamos tanto sobre os milagres e curas de Jesus, que acabei esquecendo de tirar foto da turma. 😄

Nos encontros anteriores vimos como foi a primeira pregação de Jesus, onde ele manifestou a sua missão. Ela aconteceu numa sinagoga, que era o lugar onde o povo se reunia para estudar as Sagradas Escrituras, que nós também chamamos de Bíblia Sagrada.

Vimos também que Jesus convidou seus discípulos para ir com ele levar a saúde aos doentes e a paz às suas famílias.

Desde o início de sua missão, Jesus se mostrou muito sensível à doença. No encontro passado lemos o texto bíblico que narra que depois que saiu da sinagoga, Jesus foi para a casa de Simão Pedro e soube que a sogra dele estava com febre. Jesus cura essa senhora, e ela logo se levanta e se coloca a serviço, e acolhe as visitas com alegria.

A partir daí outras pessoas ficaram sabendo que Jesus curou e se colocaram na frente da casa pedindo a ele que as tocasse para que ficassem curadas.

Hoje vamos conhecer uma passagem bíblica, em que Jesus cura um menino com epilepsia (Mc 9,14-29).

Jesus está descendo do Monte Tabor com Pedro, Tiago e João. Encontra os outros discípulos rodeados por uma grande multidão e trazendo um problema novo: um menino epilético que os discípulos não conseguem curar.

Este feito torna-se para Jesus uma oportunidade de ensinar aos discípulos e à multidão a importância da fé e da oração. O menino é curado e Jesus o toma pela mão para que fique de pé.

A cura deste menino é um sinal do poder de Jesus e da força da oração sobre o mal. Também nós hoje, somos rodeados por muitos males. Costumamos apresentá-los a Deus por meio da oração? Concordamos que tudo é possível para quem crê? Como são tratadas as pessoas doentes mentais em nossa comunidade? Conhecemos alguém assim? Como as acolhemos?

Encerrando, disse-lhes: A oração de quem tem fé é uma oração que tem um grande poder sobre o mal. Em nosso encontro de hoje, vamos rezar por todos os doentes. Podemos lembrar os nomes dos doentes que conhecemos, em voz alta (dar tempo). Rezemos também por todas as pessoas que sofrem por causa das doenças mentais, por causa da bebida, das drogas e que pedem o dom da cura.

Jesus fala também do jejum para expulsar certos males. Nesta semana vamos renunciar a uma coisa que gostamos muito e unir nossa oração a este jejum, pedindo a Deus que dê saúde a alguém que conhecemos.

Finalizamos rezando juntos uma oração pelos doentes, pelas famílias e pelas pessoas que cuidam dos enfermos.