...

...
...

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Campanha da Fraternidade 2014






As pessoas  foram feitas para a liberdade e não para a escravidão. E, quando o povo enfrenta dificuldades e injustiças, é preciso lutar para vencer essas dificuldades e reconquistar a liberdade e a paz. Deus abençoou a luta do seu povo para sair do Egito, onde ficou sendo escravo, submetido à injustiça e exploração. Deus abençoa todo povo que se une em busca da liberdade e de uma vida melhor.








MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
AOS FIÉIS BRASILEIROS
POR OCASIÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2014
Quarta-feira, 05 de março de 2014

Queridos brasileiros
Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março, falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recorda a vitória da Páscoa: «É para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem: «Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!». Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõem este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”.
Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! «A este nível, há necessidade de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria. Quem a usa e explora, mesmo indiretamente, torna-se cúmplice desta prepotência» (Discurso aos novos Embaixadores, 12 de dezembro de 2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social! Sim, há necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?
Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens materiais… E isso – pasmem! – a troco da minha dignidade de filho e filha de Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo que clama dentro de nós: «Abbá, Pai!» (cf. Gal 4,6). A dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado, quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75).
Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros, para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,21), despertando em cada coração sentimentos de ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.
Franciscus PP.

HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014













sábado, 15 de fevereiro de 2014

O Povo de Deus Escravo no Egito

Na semana passada, vimos a história de Abraão. Hoje deveria falar para os catequizandos sobre Moisés. Porém, resolvi deixar esse tema para o próximo encontro, por entender que antes,  as crianças precisavam saber como o povo escolhido foi parar no Egito, onde acabou ficando escravo. Então,  no encontro de hoje, recordamos a aliança que Deus fez com Abraão, e depois passamos a falar sobre Isaac, seus filhos Jacó e Esaú,  e  sobre os filhos de Jacó, que por raiva, ciúme e inveja, acabaram vendendo o seu irmão José para comerciantes do Egito, onde ele se tornou governador. 
Para o encontro de hoje, utilizei o maravilhoso livro "Somos Povo de Deus", do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo, do qual transcrevi os textos abaixo.
Foi longo, de muito conteúdo, mas muito proveitoso o nosso encontro de hoje! Sei que agora as crianças estão preparadas para entender a história de Moisés,  o libertador do povo escolhido, assunto da próxima semana.





Objetivos:


  • Recordar a aliança que Deus fez com Abraão;
  • Conhecer a história de Isaac e de seus filhos, Jacó e Esaú;
  • Falar da escravidão do povo de Israel no Egito;
  • Narrar o chamado de Moisés para libertar o povo.


Ambiente:

  • Forre a mesa com toalha branca; em seu centro, coloque um crucifixo e uma flor. Deu um lado, coloque uma Bíblia; de outro, uma vela e apenas o Novo Testamento. Faça dois círculos com material chamativo, como, por exemplo, papel crepom. Coloque um na Bíblia e o outro na vela e no Novo Testamento. Enquanto prepara o ambiente, cantar a música nº 21 do CD do Livro Somos Povo de Deus, do Pe. Orione Silva, ou outra à escolha.

1. Acolhida e Oração Inicial


  • Receber a turma com entusiasmo. Cantar músicas animadas.
  • Silenciar para conversar com Deus.
  • Fazer o sinal-da-cruz. Repetir de mãos erguidas: Senhor Deus, mais uma vez estamos aqui para aprender coisas boas para as nossas vidas. Tudo o que o Senhor nos ensina tem muito valor e ficará bem guardado em nossos corações. Venha nos iluminar, Senhor, e nos ensinar a amar as coisas de valor. Amém!
  • Se for oportuno, cantar música suave para encerrar.


2. Motivação:


No nosso último encontro, vimos como Abraão, acreditando em Deus e lutando por seus sonhos, realizou grandes conquistas: terra boa, povo unido, vida melhor e um filho, chamado Isaac. A história continua. Vamos ver hoje:
  • Como foi a família de Isaac e como eram os dois filhos que ele teve: Jacó e Esaú;
  • Como o povo de Israel acabou se tornando escravo no Egito; e
  • Como aconteceu o chamado de Moisés para libertar o povo da escravidão no Egito.

3. Desenvolvendo o tema


Esaú e Jacó, filhos de Isaac, e netos de Abraão, eram muito diferentes. Jacó era cuidadoso e preocupado com sua família. Esaú nem ligava. Esaú trocou por um prato de sopa a sua primogenitura. O primogênito - filho homem mais velho - tinha um papel muito especial na cultura do povo hebreu. Ele recebia do pai uma bênção especial, que representava a bênção do próprio Deus, e se tornava o herdeiro das promessas que Deus havia feito a Abraão. Assim, as promessas de Deus haveriam de se cumprir, por meio dos primogênitos, numa cadeia sucessiva. Quando Esaú afirma não ligar para a sua primogenitura, ele demonstra um descaso enorme pelas promessas de Deus.


Vamos conhecer essa história:



Texto: Gn 25,19-34

Isaac, filho de Abraão, cresceu e se casou com Rebeca. Tiveram dois filhos: Esaú e Jacó. Os dois filhos eram gêmeos, mas Esaú nasceu primeiro, por isso era considerado mais velho.
Naquele tempo, o filho mais velho tinha uma missão muito especial na família, ele devia, mais que os outros, cuidar da família, principalmente quando o pai ficasse velhinho ou já tivesse morrido. Devia defender a família dos perigos e administrar os negócios: o rebanho, a roça e outras coisas. Por causa disso, o filho mais velho recebia uma bênção especial de seu  pai.
Acontece, porém, que Esaú não se preocupava muito com a sua família. Ele vivia pelo mato, caçando e pescando. Era Jacó quem mais se preocupava e gostava de ajudar sua família, mesmo sendo o mais novo. Jacó ajudava em casa e se preocupava muito com seus pais.
Rebeca, mãe dos meninos, ficava preocupada. Seu filho mais velho - Esaú - não ligava muito para as coisas da família. Não era um rapaz muito dedicado. Gostava mais de vida mansa. O que fazer, quando Isaac ficasse velho e não aguentasse mais cuidar das coisas? Rebeca achava que Jacó, sendo o mais responsável, mesmo mais novo, era quem devia cuidar das coisas da família quando Isaac envelhecesse. Jacó também se preocupava com isso. Ele sabia que, se a família ficasse sob a responsabilidade de Esaú, todos sairiam prejudicados, porque Esaú não ligava para nada. A essa altura, Jacó já era um rapaz crescido e responsável, homem de fé e de confiança. Era parecido com o seu avô Abraão.
Um dia, Esaú chegou de suas caças, cansado e com fome. Viu Jacó preparando um delicioso prato de sopa. Então, disse a Jacó: "Estou com fome. Dá-me esse prato de sopa". Jacó pensou um pouco e respondeu: "Eu te dou esse prato de sopa, mas proponho um acordo". Esaú perguntou: "Acordo? Mas que acordo? Eu, estando com fome como estou, aceito qualquer proposta".
Então, Jacó disse: "Eu troco esse prato de sopa pelos seus direitos e obrigações de filho mais velho. Você toma a sopa, sacia sua fome e eu assumo os negócios da família". Esaú respondeu: "Negócio fechado! Eu não ligo mesmo para essas coisas de família. Prefiro a sopa".





Então, ficou combinado. Esaú tomou a sopa e Jacó ficou sendo o responsável  pela família, devendo receber a bênção de seu pai e assumir a missão de cuidar do bem-estar de todos da casa. Rebeca ficou feliz, vendo como Jacó se preocupava com o bem-estar da família, mesmo não sendo o filho mais velho. Agora, estava combinado: quando Isaac envelhecesse e não aguentasse mais cuidar das coisas da família, Jacó iria assumir essa missão. Quanto a Esaú - bem, este preferiu a comer a sopa quente a assumir o compromisso de cuidar de suas obrigações.
O tempo passou. Isaac ficou velho e doente. Não conseguia mais cuidar das coisas da família. Chegou, então, o dia de abençoar um dos filhos e dar a ele a missão de cuidar de tudo, no lugar do pai. Os filhos ficavam felizes em ser abençoados e receber  essa missão. Era motivo de muita honra.
Como havia sido combinado, Rebeca preparou Jacó para receber a bênção. Esaú não estava no momento. Mas não havia problema, porque ele havia trocado essa bênção do pai pelo prato de sopa. Assim, Isaac abençoou Jacó e pediu que tomasse conta de tudo, pois seu pai já estava velho. Jacó ficou todo feliz e assumiu com alegria essa missão, pois queria o bem de toda a sua família.
Mais tarde, Esaú chegou e, sabendo que Jacó tinha sido abençoado, protestou e ficou bravo, dizendo: "Mas eu é que sou filho mais velho. Eu é que devia ser abençoado". E foi procurar o pai, querendo receber também a missão de ser protetor da família.
Mas o pai lhe disse: "Já abençoei seu irmão Jacó e dei a ele a missão. Agora está feito, não tem mais jeito".
Então Esaú se lembrou de que, quando era mais moço, tinha trocado sua missão e sua bênção por um simples prato de sopa. E se arrependeu profundamente da troca que havia feito. Só que não adiantava mais. Era muito tarde para se arrepender das coisas que tinha feito sem pensar.


Partilha:


  • Como se chamava a mulher de Isaac?
  • Quantos filhos tiveram Isaac e Rebeca? Qual o nome deles? Qual era o mais velho?
  • Qual a missão do filho mais velho, naquele tempo?
  • Dos filhos de Isaac, qual devia assumir essa missão de cuidar da família?
  • Mas quem cuidava de verdade  da família?
  • O que Esaú gostava de fazer?
  • O que Esaú disse a Jacó, quando chegou cansado e o viu preparando um prato de sopa?
  • O que Jacó propôs?
  • O que ficou combinado entre eles?
  • O que aconteceu quando, mais tarde, Esaú chegou em casa e ficou sabendo que Jacó tinha sido abençoado pelo pai?
  • O que você acha da troca feita por Esaú? Quem teve prejuízo?
  • Qual  dos dois filhos compreendeu melhor o valor das coisas?

Essa história nos ensina a compreender o valor das coisas. Existem coisas de muito valor e coisas de menor valor. A família e a amizade com Deus, por exemplo, têm um valor muito grande. E não devem ser trocadas por nada. Sopa é diferente: se a gente não tiver, come outra coisa. Quem compreende isso faz como Jacó e se torna cuidadoso com as coisas de sua casa e com tudo o que é importante na vida.

Gn 27,41-33,11

Depois de trocar a missão de cuidar da família por um prato de sopa e, com isso, perder a bênção do pai, Esaú ficou meio cismado com Jacó. Parece que ele se arrependeu da troca e queria voltar atrás. Mas não havia mais jeito.
Então os dois ficaram como que de mal e se separaram, cada qual indo trabalhar numa região diferente. Para evitar maiores confusões, Jacó foi para uma terra distante, a fim de trabalhar e ganhar a vida. Lá nessa terra, Jacó cresceu e amadurece, casou-se e teve muitos filhos. Também trabalhou e adquiriu um enorme rebanho de vacas e ovelhas. Jacó se tornou um homem rico e muito abençoado por Deus.
Jacó mesmo estando distante, nunca esquecia sua família e a terra onde tinha nascido. E sempre se lembrava de Esaú, querendo reconciliar-se com ele.
Um dia, Jacó resolveu voltar para a sua terra. Já estava rico, casado e cheio de filhos. Por isso, podia voltar. O desejo de Jacó era reconciliar-se com o seu irmão, pois não é certo um irmão ficar contra o outro, gerando desunião na família.
Ele voltou e fez as pazes com o irmão. Esaú tinha crescido e criado mais responsabilidade. Estava bem de vida e, no fundo, sentia saudade de seu irmão. Jacó também estava mais maduro e experiente. Os dois voltaram a se dar bem, pois dois irmãos não devem ficar de mal. Se a gente quiser uma vida melhor, como o povo de Deus vinha buscando desde o tempo de Abraão, é preciso se esforçar para construir a paz. Jacó e Esaú entenderam isso. E Deus os abençoou.

Gn 37

Depois de tudo o que aconteceu, Jacó - que era um amigo muito fiel de Deus - escolheu um lugar tranquilo para morar com sua família. O sonho dele era viver feliz e ter muitos filhos. E ele se considerava um homem abençoado, pois teve doze filhos. Que família enorme! Mas Jacó vivia feliz porque gostava dos seus filhos e tratava a todos com muito carinho.
O tempo foi passando, e os filhos foram crescendo. E, com o tempo, começaram a surgir encrencas entre os filhos de Jacó. Eles, depois de grandes, começaram a brigar uns com os outros. Discutiam, faziam coisas erradas, falavam mal uns dos outros. Tudo virou uma grande confusão. Só José continuou sendo um bom filho. José era diferente. Não gostava de discutir, não brigava, não fazia nada escondido do pai. Era um bom rapaz, jovem esperto, trabalhador e de bom coração.
Jacó gostava muito de José, pois ele era um rapaz muito dedicado, muito responsável e bondoso. É claro que ele gostava dos outros também. Mas os outros viviam arrumando confusão. Por isso, Jacó confiava mais em José que nos outros.
Mas  irmãos começaram a ficar com raiva de José. Que pena! Era uma família tão unida! E agora a raiva dos irmãos estragava tudo. Eles não queriam mais conversar com José, não queriam trabalhar junto com ele, não queriam ajudá-lo em nada. Ficaram com ciúmes de José, pensando que Jacó gostasse mais dele que dos outros. Mas isso não era bem verdade. Jacó gostava de todos. Eles é que estavam esquisitos e brigões.
O tempo foi passando e José ia ficando cada vez mais inteligente e bondoso. E os irmãos iam ficando com mais ciúmes, com mais inveja e com mais raiva dele. E Jacó ia ficando cada vez mais preocupado com os seus doze filhos.
Jacó tinha muitas ovelhas e seus filhos é que cuidavam delas. Eles iam juntos para o trabalho, cuidar do rebanho. Mas o pai ficava preocupado, com medo de eles brigarem lá no pasto. Certo dia, aconteceu o que Jacó previa: seus filhos se desentenderam de vez.
Os irmãos de José tinham ido para um lugar distante. conduzindo as ovelhas para um pasto novo. José havia ficado em casa com o seu pai. Acontece que os irmãos demoraram muito e Jacó ficou preocupado, com medo de acontecer qualquer coisa ruim com eles. Então, Jacó pediu a José que fosse ver onde os irmãos estavam e se estavam todos bem. José, sempre obediente, prontificou-se a ir ao encontro dos irmãos. E saiu sozinho à procura deles.
José andou em várias direções, passou por campos e florestas, saltou rios, subiu e desceu montanhas, até que, num lugar bem distante, perto do mato, ele avistou seus irmãos com o rebanho de ovelhas.
Assim que José surgiu lá longe na estrada, seus irmãos também o avistaram e pensaram assim: "Lá vem José, aquele convencido. Ele pensa que é melhor do que os outros. Vamos mostrar a ele o quanto ele vale". E os irmãos começaram a discutir sobre o que fariam com José. Uns queriam bater nele. Outros queriam matá-lo. Outros achavam que não deveriam matá-lo, mas jogá-lo dentro de uma cisterna. Essa opinião agradou a todos e assim foi combinado.
Quando José se aproximou, alegre e feliz por ter encontrado os seus irmãos, eles avançaram contra ele, pegaram-no à força e o jogaram dentro de uma cisterna seca. Era um imenso buraco feito no chão. José ficou lá dentro, sem saber por que os irmãos estavam fazendo aquilo com ele. E os irmãos ficaram sentados perto, cuidando do rebanho.
Nisso, apontou lá na estrada um caravana de comerciantes. Eles estavam indo para o Egito, para vender lá suas mercadorias, como era costume. Quando viram os comerciantes, os irmãos de José tiveram uma ideia muito estranha. Pensaram: "Vamos vender José para aqueles comerciantes. Assim, ficaremos livres dele sem precisar matá-lo". E assim fizeram. Os comerciantes se aproximaram. Eles tiraram José da cisterna e o venderam. E os comerciantes se aproximaram. Eles tiraram José da cisterna e o venderam. E os comerciantes levaram José para o Egito, como escravo. Só não levaram suas roupas, porque os irmãos haviam ficado com as roupas de José.
Mais tarde chegou a hora de voltar para casa. Os irmãos puseram-se a pensar: "Que vamos dizer ao nosso pai Jacó? Não podemos contar a verdade". Então, eles inventaram uma grande mentira para enganar Jacó. Mataram um cabrito e sujaram as roupas de José no sangue do cabrito. Chegando em casa, disseram a Jacó





Mais tarde chegou a hora de voltar para casa. Os irmãos puseram-se a pensar: "Que vamos dizer ao nosso pai Jacó? Não podemos contar a verdade". Então, eles inventaram uma grande mentira para enganar Jacó. Mataram um cabrito e sujaram as roupas de José no sangue do cabrito. Chegando em casa, disseram a Jacó: "Encontramos essa roupa suja de sangue. Será que não é a roupa de José?" E fizeram com quem não sabia de nada. Jacó olhou assustado para a roupa de seu filho querido toda suja de sangue. E disse: "Oh! É a roupa de José. Com certeza alguma fera o devorou". Então, Jacó encheu-se de tristeza, pensando que José havia sido morto por um bicho feroz. Daquele dia em diante, ninguém mais conseguiu consolar Jacó, tão grande foi a sua tristeza. E a tristeza foi tanta que ele jamais chegou a pensar  que tudo aquilo pudesse ser mentira. Tal é o desgosto que uma família desunida pode trazer.



Partilha:


  • Quantos filhos Jacó teve?
  • O que os filhos de Jacó começaram a fazer depois de grandes?
  • Só um filho continuou sendo bom. Qual era o nome dele?
  • Por que Jacó gostava muito de José?
  • E dos outros, Jacó gostava?
  • E os irmãos de José gostavam dele? Que sentiam por José?
  • Um dia, os irmãos foram cuidar do rebanho e José ficou com o pai. Mas Jacó ficou preocupado. O que ele pediu a José?
  • O que os irmãos pensaram, quando avistaram José chegando?
  • O que eles queriam fazer com José?
  • Depois que jogaram José na cisterna, quem foi que apareceu na estrada?
  • Para onde eles estavam indo?
  • O que os irmãos de José decidiram fazer?
  • Depois que chegaram em casa, o que eles disseram a Jacó?
  • E era verdade?
  • O que Jacó pensou? O que sentiu?
  • O que vocês acham de toda essa história?

Conclusão:

Como é triste uma família em que os irmãos não combinam e ficam brigando, uns com raiva dos outros. A raiva estraga a felicidade da família. Nós precisamos viver unidos com os nossos irmãos. Precisamos viver em união.  Isso é que é ser irmãos de verdade. Um irmão sempre deve tratar o outro com muito carinho, com muita amizade e compreensão. Devemos ser amigos dos nossos irmãos, para que não aconteça com a gente o que aconteceu com a família de Jacó.


Gn 39,41

Naquele tempo, Jacó chorava de tristeza, pensando que seu filho havia sido devorado por uma fera. Sem saber o que se passava, José era levado com os comerciantes para o Egito. Ele ia triste e pensativo, preocupado com o seu pai e com os seus irmãos. Ele não conseguia compreender por que os irmãos fizeram aquilo com ele, vendendo-o para aquela gente estranha. Mas José confiava em Deus. Ele era um jovem inteligente e corajoso. Ele sabia que Deus não ia abandoná-lo e tudo haveria de terminar bem.
Depois de alguns dias de viagem chegaram ao Egito. Os comerciantes venderam suas mercadorias. E depois também venderam José para um homem muito rico e importante. José, então, começou a trabalhar como escravo na casa daquele homem.
Acontece, porém, que José era tão bom, tão responsável, tão educado, que o homem ficou encantado com ele e tornou-se seu amigo. Ele confiava totalmente em José, porque tudo o que José fazia era bem feito. Deus estava sempre com José, onde quer que ele fosse, e abençoava todos os trabalhos que José realizava. Aquele homem importante confiou tanto em José, que José passou a administrar todos os seus negócios: a casa, as fazendas, os rebanhos, tudo, tudo. E tudo ia muito bem.
Um dia, porém, a mulher daquele homem ficou interessada em José. Mas José não queria saber dela, pois ela era mulher de seu patrão e amigo. Então, aquela mulher ficou com raiva e inventou um monte de mentiras a respeito de José, fazendo uma porção de fofocas com o nome dele, acusando-o de ter feito coisas horríveis. Eram acusações falsas. José disse que era inocente, mas ninguém acreditou nele. E mandaram José para a prisão, por causa das mentiras daquela mulher maliciosa.





Chegando à prisão, José fez amizade com todas as pessoas, com os guardas, com todo mundo. Ele não estava triste, porque sabia que era inocente e, mesmo que todas as pessoas o abandonassem, Deus jamais o abandonaria. Na prisão, todos perceberam logo que José era boa pessoa e tinha um bom coração e que estava ali injustamente. E todos se tornaram amigos de José. Tudo o que José fazia dava certo. José era o homem mais inteligente de toda a redondeza. Mesmo estando preso, sua fama pela corria pela cidade inteira. As pessoas procuram José para esclarecer as coisas e resolver problemas complicados. E mesmo aquelas coisas mais complicadas que ninguém sabia resolver, José sabia e resolvia tudo.






Então, aconteceu um fato curioso. Havia no Egito um homem importante que governava o país. Era o faraó do Egito. Certa noite, o faraó teve um sonho complicado. E acordou intrigado, sem saber o sentido do seu sonho. Preocupado, o faraó mandou procurar os sábios do Egito para lhe explicarem o sonho. Mas nenhum sábio conseguiu entender o sonho do faraó, de tão complicado que era. Foi então que se lembraram de José. Ele tinha fama de saber interpretar sonhos, pois na prisão já havia feito isso com seus companheiros. Então, mandaram buscá-lo na prisão. 




José se prontificou e foi até o palácio do faraó. O faraó contou a José o seu sonho: "José, eu sonhei esta noite que estava à beira do rio e, de repente, saíram do rio sete vacas gordas e bonitas que se puseram a pastar a grama verdinha. Eu fiquei olhando para elas, mas, de repente, apareceram outras sete vacas, magras e feias. E, enquanto eu olhava, as vacas magras comeram as vacas gordas. E agora, o que significa? Não consigo entender!"
Então, José começou a explicar para o faraó aquele sonho esquisito - porque, quase sempre, os sonhos são mesmo esquisitos. José disse: "Olhe só, faraó. Seu sonho é fácil de explicar. As sete vacas gordas significam sete anos de muita fartura para o Egito. As sete vacas magras significam sete anos de miséria. Esse sonho significa que vai haver sete anos de muita fartura e, logo depois, virão sete anos de miséria. Por isso, o senhor precisa encontrar um homem bem esperto para ajudar a governar o país. Esse homem deverá guardar bastante comida para quando chegar o tempo da miséria. Senão, todo mundo vai morrer de fome".
Quando José terminou de falar, o faraó estava admirado com a sua inteligência. Ele dizia: "Nossa! Como você é inteligente! Você é, com certeza, o homem mais inteligente do nosso país. Você é a pessoa mais indicada para ajudar a governar o Egito". Então, o faraó tirou o anel de sua mão e o deu a José. Mandou vestir nele uma roupa de rei e pendurou em seu pescoço um colar de ouro. E disse para o povo:"Agora, é José quem vai governar o país. Vocês todos devem obedecer a ele".
E foi assim que José se tornou o governador do Egito. Ele ajudava o faraó em tudo e Deus o abençoava. José vivia feliz. Ele havia entrado no Egito, vendido como escravo pelos seus irmãos. Mas superou todas as dificuldades e tornou-se um homem famoso e importante, o mais importante de todo o Egito.


Partilha:


  • Para onde José foi levado?
  • O que aqueles comerciantes fizeram com José ao chegarem ao Egito?
  • O que o homem importante achava de José?
  • O que fez a mulher desse homem?
  • O que fizeram, então, com José?
  • O que aconteceu com José na prisão?
  • Por que José ficou famoso?
  • O que aconteceu com o faraó do Egito? Com que ele sonhou? Como se sentiu?
  • O que José foi fazer na casa do faraó?
  • José conseguiu explicar o sonho do faraó? Como foi que ele explicou?
  • O que o faraó achou de José? O que fez?
  • Qual foi a missão, o trabalho que o faraó deu a José?
  • O que vocês acharam da história de José até aqui?

Gn 42-47

José ficou famoso e começou a administrar todo o país do Egito. Ele era um homem de bom coração e fazia o bem a todos, de modo que todas as pessoas gostavam dele.
Vieram, então, os sete anos de fartura, conforme o faraó havia sonhado. Naqueles sete anos, as roças produziram como nunca e deram os seus melhores frutos. Nunca houve no Egito tanta fartura. Os rebanhos engordaram e cresceram rápido. Havia comida para todos e ainda sobrava. José, que era esperto e inteligente, ia aguardando tudo o que sobrava. Ele pensava consigo: "Vamos guardando tudo o que sobrar. Assim, quando as roças pararem de produzir, nós teremos comida guardada." José mandou construir muitos celeiros. Os celeiros eram galpões enormes onde o povo guardava toda a colheita que sobrava: o trigo, o milho, o arroz - tudo, enfim. Com tanta fartura, o povo vivia satisfeito. Era um povo feliz.
Mas veio depois o tempo da miséria. Não chovia mais naquelas bandas. As roças pararam de produzir e ninguém colhia mais nada. Os rebanhos emagreceram e começou a faltar comida no Egito e nas cidades vizinhas. Só havia comida nos celeiros de José, que estavam cheios até em cima. Então, todo o povo da região vinha ao Egito e procurava José para comprar comida. As pessoas saíam de longe, montadas em seus cavalos, e vinham ao Egito buscar comida.
Foi nesse tempo que começou a faltar comida também no lugar onde Jacó morava. Jacó era o pai de José. Ele já estava velho e os filhos todos crescidos. Jacó acreditava que José estivesse morto e nem pensavam mais que ele pudesse estar vivo. Os filhos de Jacó também pensavam que José estivesse morto. Mas não estava.
Como a comida tivesse acabado, Jacó pediu aos seus filhos que fossem ao Egito comprar comida. Ele ficou sabendo que lá no Egito tinha comida para vender. Então, os filhos de Jacó selaram seus cavalos e pegaram a estrada para o Egito. Nem imaginavam o que ia encontrar pela frente.
Chegando ao Egito, os filhos de Jacó perguntaram às pessoas: "Onde é que estão vendendo comida?" As pessoas informaram que era no palácio do governador, que tinha celeiros cheios cheios de comida para vender. E, assim, eles foram parar no palácio do governador, junto com uma multidão de pessoas que também tinham ido comprar comida! E o governador era José. Só que seus irmãos nem imaginavam isso.
Quando chegaram ao palácio, José os avistou e, assim que os viu, logo reconheceu que eram os seus irmãos. Mas os irmãos não reconheceram José. Eles nem pensavam que José estivesse vivo e que, ainda por cima, fosse governador do Egito. Então, eles disseram: "Nós somos filhos de Jacó e viemos de longe para comprar comida. Lá na nossa terra está uma miséria danada, está faltando comida para todo mundo. Foi por isso que viemos até aqui". Eles falavam isso, sem saber com quem estava falando.
Mas José sabia que eram seus irmãos e, com o coração cheio de emoção, ficou ouvindo o que eles falavam. José pensava: "Meu Deus, são os meus irmãos. Eles, que queriam me matar e acabaram me vendendo como escravo, agora estão aqui à minha porta para comprar comida!" E José  ficou tão emocionado que não conseguia nem falar. Ele não sentiu raiva dos seus irmãos, nem quis vingar. Ficou tão emocionado que até chorou.
Então, mandou que seus irmãos entrassem e lhes disse: "Eu sou o José!" Os irmãos ficaram pasmados e não conseguiram acreditar. Mas José disse novamente: "É verdade! Eu sou José, irmão de vocês. Sou aquele José que vocês venderam para os comerciantes. Mas não precisam ficar preocupados, não. Eu estou bem aqui. Não sou mais escravo, como vocês podem ver. Sou o governador do Egito". E perguntou: "Como está Jacó, nosso pai? Voltem lá e tragam nosso pai para cá, porque aqui existe comida com fartura para todos".
Os irmãos de José ficaram muito emocionados, sem saber o que falar. José abraçou e beijou um por um, tratando-os com carinho e atenção. Ficaram muito tempo conversando e matando a saudade. Foi assim que José perdoou os seus irmãos. E eles ficaram admirados, pois pensaram que José fosse se vingar deles, prendê-los ou então se recusasse a ajudá-los. Afinal, eles tinham sido tão maldosos com José no passado. E José perdoou. Não era hora de vingança. Era o momento de unir de novo aquela família que tinha sido dividida pelo erro dos irmãos, que agora estavam ali arrependidos.
Então, os irmãos de José voltaram para casa e contaram a notícia a Jacó. E foi preciso que insistissem muito para que Jacó acreditasse que era verdade. Jacó então ficou feliz. Foi o dia mais feliz da vida dele. Ele já havia perdido a esperança de encontrar José. Foi uma alegria saber que José estava vivo e era o governador do Egito. Então, Jacó juntou suas trouxas e foi junto com sua família para o Egito. José estava esperando por eles de braços abertos. Os dois se abraçaram e até choraram de alegria. José arrumou uma casa bonita para o seu pai morar e também para os seus irmãos. E viveram juntos bons momentos de alegria. Foi assim que a família de Jacó voltou a ser unida e feliz. Eles saíram de Canaã e foram todos morar no Egito, terra de muita fartura e sucesso.


Partilha:

  • Vocês se lembram daquele sonho do faraó? Como era mesmo o sonho?
  • O que veio primeiro: o tempo de miséria ou o tempo de fartura?
  • O que José fez com a comida e os mantimentos que sobraram?
  • E quando chegou o tempo da miséria, o que aconteceu?
  • Só havia comida para vender em um lugar. Onde era?
  • O que as pessoas faziam, quando a comida acabava em casa?
  • Então, faltou comida na terra onde Jacó morava. O que Jacó pediu aos filhos que fizessem?
  • Eles sabiam que José era o governador do Egito? O que eles pensavam?
  • Quando José viu seus irmãos, eles os reconheceu?E os irmãos reconheceram José?
  • O que os irmãos disseram a José?
  • Como José se sentiu? Ele sentiu raiva dos irmãos? 
  • Com os irmãos ficaram quando souberam que José era o governador do Egito?
  • Quando voltaram para casa, os irmãos contaram a Jacó que José estava vivo. Como Jacó se sentiu?
  • O que Jacó fez com toda a sua família?
  • O que vocês acharam mais bonito nessa história?


A história de José começou triste e terminou feliz. Começou triste porque os irmãos não gostavam de José e o venderam. Terminou feliz porque José venceu na vida e conseguiu perdoar os seus irmãos. Ele não xingou, não ficou com raiva, não se vingou. Ele perdoou. Os irmãos o haviam tratado mal. Mas José os tratou bem. José tratava a todos da melhor maneira possível. Com o perdão de José, a família voltou a ficar unida. E foram felizes para sempre. Na nossa vida também é assim.  Quando alguém nos ofende, nos magoa, a gente não precisa ficar triste e chateado. Deus está conosco. A gente perdoa os nossos irmãos e tudo volta a ser como antes. O perdão ajuda a unir as pessoas cada vez mais. Quem tem bom coração, como José, sabe perdoar sempre. Outra coisa importante é a gente nunca desprezar ninguém, porque amanhã a gente pode precisar daqueles que hoje a gente despreza. Os irmãos de José sentiram isso na pele. Ainda bem que José os perdoou e tratou com atenção.






Depois que Jacó e sua família se mudaram para o Egito, o povo hebreu cresceu muito. Por isto, foi escravizado, sendo obrigado a executar trabalhos pesados e sofrendo muito. O povo orava, pedindo a Deus que o libertasse da escravidão.
O faraó, que não era mais do tempo de José, começou a oprimir o povo hebreu e não queria que as mulheres israelitas tivessem filhos homens, com medo de que eles se tornassem mais fortes do que os egípcios. Deu ordem, então, para que os meninos fossem mortos pelas parteiras, ao nascerem.
Foi durante esta opressão que Moisés nasceu, e sua mãe o escondeu durante três meses. Não podendo mais ocultá-lo, colocou o menino num cesto à beira do rio. O cesto foi encontrado pela filha do faraó, que tomou o menino nos braços e o levou para o palácio, criando-o como seu próprio filho. Deu-lhe o nome de Moisés, que significa "salvo das águas".

Quando Moisés cresceu, abandonou o palácio do rei e foi viver com os israelitas. Ajudou-os no trabalho e protegeu-os contra os egípcios. O faraó soube disso e procurava Moisés para matá-lo. Ele, porém, fugiu para um país estrangeiro. Ali cuidava de cordeiros.
Uma vez, Moisés, com seu rebanho, entrou muito pelo deserto. Então lhe apareceu  o Senhor numa chama de fogo que saía de uma sarça. A sarça ardia mas não se consumia. Ao aproximar-se para ver o fenômeno, Deus o chamou: "Moisés, Moisés, não te aproximes, tira as sandálias, pois o lugar onde estás é terra santa". Moisés cobriu o rosto e não se atrevia a olhar para Deus.





No próximo encontro vamos falar mais sobre o chamado de Moisés e de como ele libertou o povo da escravidão do Egito.



4. Atividades


  • Preparar uma cesta cheia de papéis. Em cada papel, deverá haver o desenho de um objeto, cujo valor seja fácil de imaginar. O catequista pode fazer os desenhos ou colar gravuras. Deve haver na cesta bem mais papéis que o número de crianças da turma. Sugerimos o dobro.
  • Dobrar os papéis e colocá-los numa cesta ou em uma caixa. Convidar as crianças para se sentarem em roda.
  • O catequista passará a cesta ou caixa dentro da qual estão os papéis dobrados. Em cada papel há o desenho de um objeto que vai ser trocado depois. Cada criança pega um papel fechado, sem olhar o desenho. Só depois de pegarem é que vão abrir o papel e ver que desenho está em cada um.
  • Então o catequista pegará a cesta com os papéis que sobrarem e escolherá uma criança para começar a feira de trocas. O catequista chega perto da criança e diz: - "Fulano (dizer o nome da criança), o que você tem para trocar comigo?" A criança diz o que é, mostrando o desenho. Por exemplo: um carro. O catequista irá, então, pegando aleatoriamente os papéis de sua cesta, e propondo a troca, dizendo: "Quer trocar por este aqui?" Se a criança disser "não", o catequista pega outro: "Quer trocar por este aqui?" Quando a criança disser "sim", escolhendo um daqueles papéis sem saber o que está dentro, o catequista abrirá, mostrará o desenho e efetuará a troca. Os objetos trocados terão valores diferentes. Quem tiver prejuízo na troca sai da brincadeira. E o outro que teve lucro,  faz o mesmo com a criança seguinte, até terminar e ver quem vence. Só um vencerá. Os outros todos, ao fim da brincadeira, terão feito uma troca errada e levado prejuízo. Todas as crianças, bem como os catequistas, deverão trocar. Ninguém poderá ficar com o objeto que recebeu.


Conclusão:


A gente precisa ser esperto. Senão, acaba trocando coisas de valor por coisas que não valem quase nada. Na vida, é preciso buscar primeiro as coisas mais importantes que nunca podem ser esquecidas: nossa família, a amizade com Deus, nossa escola, nossos amigos. Quem se esquece desses valores por causa de outras coisas, passageiras, não compreendeu ainda o valor de cada coisa. Em nossa brincadeira, fizemos trocas sem saber direito o valor das coisas pelas quais estávamos trocando os nossos bens. Mas era só uma brincadeira. Na vida, ninguém faz trocas assim. É preciso conhecer antes as coisas pelas quais estamos trocando algo, para saber se vale a pena e para não levar prejuízo.



5. Oração Final e Encerramento


  • Convidar a turma para agradecer a Deus porque ele nos ensina a perdoar, a ser bondosos e simpáticos em nossa casa.
  • Colocar a mão no coração e repetir: Obrigado, meu Deus, porque o Senhor nos ensina a perdoar sempre. Obrigado, pois o Senhor quer que o nosso coração esteja sempre cheio de paz. Não queremos ficar com raiva de ninguém. Queremos viver em paz com todas as pessoas. Queremos ser bondosos e simpáticos com nossa família. Obrigado, Senhor, por tudo o que aprendemos neste encontro. Amém.





Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Transcrição de textos do livro Somos Povo de Deus, do Padre Orione Silva e Solange Maria do Carmo. 
  • Livro Que alegria, encontrei Jesus! (Arquidiocese do Rio de Janeiro)

O que é ser amigo?




Ontem, lindas mensagens postadas no face levaram-me a refletir sobre amizade verdadeira. Amizade é um dos bens mais preciosos; a palavra do Senhor nos diz que "quem encontrou um amigo encontrou um tesouro". Amizade é um bem que infelizmente tem se tornado cada vez mais difícil de ser encontrado. Muitos se chamam amigos, mas a palavra já perdeu muito de seu real significado. A palavra amigo é cheia de significado. Uma amizade verdadeira é estabelecida por um vínculo muito forte, o vínculo do amor fraternal.  Uma verdadeira amizade precisa estar firmada num amor firme e sincero. E o verdadeiro amor não busca interesses próprios. O que mais se espera de um amigo, é que ele lhe seja fiel.  Muito triste é quando se confia em alguém, o tem como amigo sincero, como irmão, e se vê traído por essa pessoa. Quem se deixa levar por interesses pessoais e troca um amigo por benefícios menores, na verdade nunca foi amigo. E pior do que um inimigo, é um falso amigo. Infelizmente isto não é algo incomum. O verdadeiro amigo põe os seus interesses pessoais em segundo plano, pois sabe que pessoas valem mais que coisas, mais que posição. O verdadeiro amigo não troca a amizade por bens menores, pois sabe que uma verdadeira amizade é muito mais importante do que poder e coisas materiais. 
Hoje, no encontro, resolvi conversar com as crianças sobre o que é ser amigo. Já falamos sobre isso em outras ocasiões, mas agora que estão maiores, quis saber como lidavam com suas amizades. Foi legal! Todos disseram ter amigos, mas reparei que todos disseram ter poucos amigos. Disse-lhes que não importa a quantidade, mas que sejam amigos verdadeiros. Ressaltei a importância e a necessidade do perdão. Por fim, falei que os verdadeiros amigos nos aproximam de Deus. O amigo tem a função de levar o outro para o céu; a amizade verdadeira deve ser sinal de Deus, de cura, de comunhão, alegria, crescimento ... Existem amigos que nos aproximam de Deus e existem amigos que nos afastam de Deus. Esse é o critério para distinguir o real do falso:  O amigo verdadeiro nos leva para perto de Deus e o falso nos leva para longe d'Ele. Portanto, afaste-se das amizades que te afastam de Deus, pois não são verdadeiras! A amizade, embora tão escassa hoje em dia, pode começar a ser diferente através de você. Deixe Deus usar sua vida; de igual modo não se feche para a solidão. Se você orar ao Pai pedindo amigos de verdade, é certo que ele concederá e te abençoará.

"Passe pelo coração de Deus as tuas amizades, veja se elas têm te aproximado d'Ele." (Pe. Roger Luis)







sábado, 8 de fevereiro de 2014

Abraão - O Amigo de Deus




Hoje tivemos o nosso primeiro encontro do ano. Estava com muita saudade da minha turminha, dos meus anjinhos!
Foi muita boa a catequese de hoje! Falamos de Abraão, homem obediente e cheio de fé, escolhido por Deus para ser o pai do povo eleito, de onde nasceu o Salvador Jesus.
Durante as férias, preparei com carinho este encontro. Pesquisei, estudei, fiz os cartazes. Mas, ontem, surgiu uma certa insegurança. Fiquei pensando se saberia expor tudo o que havia programado para falar com as crianças, de uma maneira que eles entendessem (quando isso acontece, sempre lembro das palavras do Senhor a Moisés: "Vai, que eu estarei com tua boca e te ensinarei o que deverás dizer" (Ex 4,12); e a Jeremias: "Eu ponho minhas palavras na tua boca" (Jr 1,9).
Iniciei o encontro com alegria (não antes de ir até ao Sacrário, pedir ao Senhor, sabedoria divina!). E, assim, com o auxílio do Espírito Santo, tudo se desenrolou maravilhosamente bem!  As crianças, muito interessadas, participaram ativamente, e, no final, tive a certeza de que entenderam tudo direitinho! E eu, mais uma vez, fazendo uma auto-avaliação, muito satisfeita com a evolução do meu aprendizado. Tenho notado que, ao passar o que estudei para as crianças, as coisas clareiam, e acabo entendendo mais e até descobrindo alguns pontos (detalhes) que não havia percebido. Como tenho aprendido ensinando! 
Como é bom falar das coisas de Deus para os pequeninos!  
Obrigada, meu Deus, pelo dia de hoje!






Objetivos:

  • Reconhecer Abraão como o pai do povo de Israel;
  • Apresentar o conceito de aliança como compromisso de amor entre Deus e Abraão e, através de Abraão, com todo o povo de Israel;
  • Suscitar o desejo de imitar a fé, a obediência e a confiança de Abrão diante da vontade de Deus.


Ambiente: 

  • Forre a mesa com toalha branca; em seu centro, coloque um crucifixo e uma flor. Deu um lado, coloque uma Bíblia; de outro, uma vela e apenas o Novo Testamento. Faça dois círculos com material chamativo, como, por exemplo, papel crepom. Coloque um na Bíblia e o outro na vela e no Novo Testamento. Enquanto prepara o ambiente, cantar a música nº 21 do CD do Livro Somos Povo de Deus, do Pe. Orione Silva, ou outra à escolha.







1. Acolhida e Oração Inicial


  • Receber a turma carinhosamente, dando atenção a todas as crianças.
  • Disponha as cadeiras em semicírculo.
  • Enquanto prepara o ambiente, cantar a música nº 21 do CD do Livro Somos Povo de Deus, do Pe. Orione Silva, ou outra à escolha.
  • A seguir, dar as mãos, fazendo uma roda. Fazer silêncio.
  • O catequista motiva a oração, dizendo: Este ó nosso primeiro encontro neste ano. É uma alegria muito grande para nós começar nossa catequese assim unidos e permanecer unidos o ano todo. Vamos, então, rezar, pedindo a Deus que nos venha abençoar.
  • Repetir juntos: Ó Deus de amor, nós estamos reunidos para começar mais um ano de catequese. Durante este ano, nós vamos aprender muitas coisas boas para a nossa vida. Por isso, nós pedimos que o Senhor venha nos abençoar, para que tudo corra bem em nossa catequese. E nós prometemos também fazer um grande esforço para aprender tudo o que o Senhor deseja nos ensinar durante este ano. Amém!"


2. Motivação


  • Convidar a turma a se sentar.  Pedir que as crianças localizem na Bíblia o Salmo 1 - Os dois caminhos. Pedir que leiam, cada versículo, na seguinte ordem:

Meninas:

Feliz o homem que não vai ao conselho dos injustos
Não para no caminho dos pecadores,
Nem se assenta na roda dos zombadores.


Meninos:

Pelo contrário, seu prazer está na lei de Deus,
E medita sua lei, dia e noite.


Meninas:

Ele é como árvore plantada junto d'água corrente:
Dá fruto no tempo devido, e suas folhas nunca murcham.
Tudo o que ele faz é bem-sucedido.


Meninos:

Não são assim os injustos! Não são assim!
Pelo contrário, são como palhas que o vento arrebata ...


Meninas:

Por isso os injustos não ficarão de pé no julgamento,
Nem os pecadores na assembléia dos justos.


Todos:

Porque o Senhor Deus conhece o caminho dos justos,
Enquanto o caminho dos injustos perece.



Em seguida, com os catequizandos, reflita um pouco sobre a mensagem:

  • Quem são os injustos no mundo de hoje?
  • Quem são os justos?
  • O que acontece com os ímpios?
  • E com os justos?
  • Qual o caminho que queremos seguir?


3. Desenvolvendo o Tema



Já sabemos muitas coisas sobre Jesus - o Filho de Deus, que veio ao mundo para nos ensinar as coisas bonitas de Deus. Mas, sabemos que muito antes de Jesus nascer, já existia um povo que tinha sede de Deus e sonhava com uma vida melhor. Neste ano, nós vamos conhecer mais um pouco da história desse povo, que viveu antes de Cristo. Essa história começa com Abraão.

  • Acenda a vela e convide os catequizandos a observar a mesa. Em seguida, explique as alianças que Deus fez com a humanidade.

Muitas vezes e de muitos modos, Deus revelou seu amor às pessoas, nas maravilhas da natureza, cuidando de toda a humanidade e falando ao seu povo eleito, os judeus.

Durante muito tempo as pessoas foram transmitindo umas às outras como Deus se manifestava. Faziam isso de forma oral, isto é, através de conversas nas famílias e nos grupos. Depois de alguns séculos, homens guiados pelo Espírito Santo, começaram a escrever a Palavra de Deus, deixando registrada, de outra forma, a revelação que Deus fazia aos homens e a experiência que eles faziam d'Ele. No início, escreviam em folhas de uma planta chamada papiro, ou em rolos de pele de carneiro. Com o passar do tempo, esses rolos foram reunidos e formaram a Sagrada  Escritura ou Bíblia Sagrada, coleção de livros que contém a Palavra de Deus, isto é, a carta de amor e sabedoria que Deus dirige aos homens de todas as épocas.


Na Bíblia temos duas coleções de Livros Sagrados:

Antigo Testamento ou Antiga Aliança, feita antes do nascimento de Jesus. São quarenta e seis livros que contam como Deus preparou os homens para receberem seu Filho Jesus, nosso Salvador.

Novo Testamento ou Nova Aliança, feita com os homens através de Jesus. São vinte e sete livros que nos falam da vida e da boa-nova de Jesus Cristo, de sua morte e ressurreição e de como viveram os primeiros cristãos. Jesus  é o centro da Bíblia.

A Bíblia nos apresenta como o plano de Deus se desenvolveu através da História, que, por isso, se chamou História da Salvação.


Para conversar com os catequizandos:

  • Nosso Deus não é um Deus que fica tranquilo, trancado no céu, bem sossegado, sem ligar para a nossa vida e nossos problemas.
  • Deus nos criou para vivermos felizes e unidos a Ele. Nosso Deus vive entre nós.
  • Nem sempre o homem caminha com Deus; às vezes prefere agir sozinho.
  • A Bíblia conta a história do encontro e dos desencontros do homem com Deus.
  • A Bíblia é o livro que conta a nossa história.
  • Deus escolheu pessoas para realizar os seus planos. Tudo isso foi uma longa caminhada, que durou muito tempo.
  • Deus queria viver a própria vida do homem, sentir o que ele sente, chorar, rir, brincar, comer, trabalhar ... como homem e junto os homens.
  • A seguir, mostrar aos catequizandos uma "aliança" de casamento.
  • Deixar que eles falem o que entendem sobre a aliança, o que ela significa.
  • Explicar aos catequizandos que, assim como duas pessoas se casam, se comprometem a unir as suas vidas e caminhar juntas (o uso da aliança é sinal deste compromisso), Deus também fez uma Aliança com seu povo para caminhar com Ele.


    Vamos ver como aconteceu esta Aliança:


Após o pecado de Adão e Eva, Deus não abandonou a humanidade, mas prometeu um Salvador. Este Salvador nasceu de um povo especial, formado por Deus.

A Bíblia nos conta que Deus fez uma aliança com um homem chamado Abraão. Este homem foi chamado por Deus a sair de sua terra para que seus filhos formassem um povo numeroso. Assim começa a história do povo de Israel: Abraão aceitou o convite, o chamado de Deus, e caminhou com a sua família até a Terra Prometida.

Neste ano, nós vamos conhecer um pouco mais da história desse povo, que viveu antes de Cristo. Como disse, essa história começa com Abraão.


- Quem foi Abraão?

Abraão era caldeu, vivia na cidade de Ur, na Caldéia (hoje é a região do Iraque), quando foi chamado por Deus, por volta de 1850 a.C. Em Ur, prestava-se culto aos deuses do céu; as divindades eram identificadas com os astros. Cada cidade, e até cada família, tinha seu deus protetor. Abraão já tinha idade avançada, mas não tinha filho, pois sua mulher Sara era estéril.


- O que Deus pede a Abraão?

Deus pede a Abraão que creia n'Ele, Deus único e verdadeiro. Pede também que deixe sua terra, rompendo com a civilização das ricas cidades comerciais, a fim de se encaminhar em direção à Terra que lhe prometera.


- Qual a promessa que Deus fez a Abraão?

  • Uma descendência numerosa;
  • Uma nova terra onde viverá o povo de Deus.

- Que significado tem essa passagem (Gn 12,1-9) para nós, hoje?

  • Saber que Abraão é o nosso Pai na fé, Pai dos crentes;
  • O grande descendente de Abraão é Jesus, o Filho de Deus;
  • Hoje, o novo povo de Deus é a Igreja;
  • Como Abraão, devemos responder ao plano de Deus com fé, obediência e amor.

Vamos conhecer um pouco sobre a vida de Abraão hoje.



4. História

Gn 12,1-5

Há muitos e muitos anos, numa terra distante daqui, vivia um homem sonhador que se chamava Abraão. Ele tinha uma esposa que se chamava Sara. Os dois estavam bem envelhecidos, mas não possuíam filhos.



Abraão e Sara viviam com seus parentes. Era um povo pobre, que ganhava a vida criando ovelhas. Eles viviam num país que até era bastante rico. Havia muitas pessoas bem de vida. Mas Abraão e seus parentes viviam com dificuldades, principalmente porque não tinham terra com fartura para criar suas ovelhas. E criar ovelhas gasta muita terra, para fazer pastagens.
Então, aquele povo não tinha lugar fixo. Vivia aqui e ali, à procura de terras melhores para abrigar o rebanho. Quando acabava a pastagem num lugar, eles levavam o rebanho para outro. E assim iam vivendo.
Muitos deles, mesmo não estando satisfeitos com aquela vida, acabavam aceitando as coisas do jeito que eram. E pensavam assim: "A vida está difícil, mas é assim mesmo. Pobre não tem vez, a gente tem de aceitar e se conformar."
Mas Abraão era um homem sonhador. Ele não se conformava e vivia pensando em buscar uma vida melhor. Abraão conversava com Sara e dizia que tinha uma grande vontade de melhorar de vida e encontrar uma terra melhor para criar o rebanho.
Naquele tempo, as pessoas não conheciam a Deus. Ninguém distinguia a voz de Deus e não sabia ver os sinais de sua presença no meio do mundo.  Sem conhecer Deus direito, as pessoas adoravam o sol, a lua, as estrelas - achando que essas coisas eram deuses e tinham poderes especiais.
Mas Abraão, mesmo vivendo no meio de um povo que adorava vários deuses, sentiu-se chamado por um deus diferente. Ele entendeu que havia um Deus único e poderoso, que queria se dar a conhecer ao povo. Abraão sentiu que esse Deus único ia guiá-lo em busca de uma vida melhor. E com a bênção de Deus, Abraão haveria de formar um grande povo - um povo que acreditasse no Deus verdadeiro e o amasse de verdade: o povo de Deus. Então, Abraão sentiu no seu coração que Deus o mandava buscar uma vida melhor, dizendo-lhe: "Sai da tua terra e vai para onde te mostrarei".
Abraão ficou sabendo que lá  pras bandas de Canaã havia uma terra muito fértil, perto de um grande rio, chamado Jordão: terra boa, com muita água, lugar ideal para quem vive de criar ovelhas. E Abrão começou a falar em se mudar para a terra de Canaã que, de ser tão boa, ficou conhecida como Terra Prometida.
As pessoas comentavam com Abraão: "Deixa disso. Mudar para longe é muito difícil. Você tem coragem de partir sozinho para um lugar tão distante?" Mas Abraão tinha fé e dizia: "Deus quer o melhor para nós. Se eu deixar este lugar e sair em busca de uma vida melhor, eu sei que Deus vai me abençoar. Vou encontrar essa Terra Prometida. Lá criarei meu rebanho e formarei um povo numeroso, com a bênção de Deus".
Deus, então, aprovou a fé e a coragem de Abraão e abençoou o seu sonho, prometendo que o acompanharia e ajudaria, para que tudo desse certo.
Abraão juntou suas coisas e partiu em viagem, juntamente com sua esposa e alguns parentes, inclusive um sobrinho, chamado Ló. Foram todos em busca de uma nova terra e uma vida melhor. E Deus foi guiando Abraão e sua comitiva naquela longa viagem.
Deus gostou da atitude Abraão, porque ele não se acomodou. Tinha um sonho, queria uma vida melhor e foi à luta. Abraão ficou conhecido como o pai da fé, porque foi o primeiro a acreditar no Deus único e ir atrás do seu sonho, confiando na ajuda de Deus.



Partilha:

  • Como se chamava o homem sonhador de nossa história? E sua esposa? E seu sobrinho?
  • Como era a vida de Abraão junto de seus parentes? Eram pobres ou ricos? Em que eles trabalhavam? Qual era a maior dificuldade deles?
  • O que muitas pessoas daquele povo pensava pensavam diante das dificuldades?
  • Qual era a grande vontade, o grande sonho de Abraão?
  • Para onde Abraão resolveu se mudar?
  • O que as pessoas acharam da ideia dele?
  • Abraão desanimou por isso? O que ele fez?
  • O sonho de Abraão de buscar uma vida melhor agradava a Deus?
  • O que a gente aprende com essa história?


Gn 13; 14;1-16; 21,1-8


Abraão tinha saído em viagem, com sua esposa e alguns parentes, à procura de um lugar melhor para viver. A viagem era difícil e cansativa. Como não havia carros, eles andavam a pé mesmo. à noite, armavam uma barraca e descansavam. No dia seguinte, prosseguiam o caminho.
Depois de muitos dias, chegaram à região de Canaã. A terra era mesmo muito boa e fértil. Parecia um lugar bom de se viver e trabalhar. A primeira coisa que Abraão fez ao chegar foi agradecer a Deus. Ele construiu um altar e rezou, juntamente com sua família. Depois, era preciso encontrar um lugar para se fixar e criar o rebanho.
Naquela terra já moravam alguns povos. E era muito comum eles brigarem entre si por causa de terra. Cada um queria ficar com o melhor pedaço de chão. Abraão possuía muitas ovelhas. Ló também tinha um rebanho numeroso. Os dois não podiam, então, ficar morando no mesmo lugar. Cada um precisava escolher o seu terreno.
Abraão, vendo como era feio aquele costume dos pastores a agricultores de se desentenderem por causa de terra, disse ao seu sobrinho Ló: "Eu queria que não houvesse discórdia entre você e eu, pois somos parentes. Aqui há muita terra. Você pode escolher a sua, depois eu escolho a minha. Se você for para a direita, eu vou para a esquerda. Se você for para a esquerda, eu vou para a direita."




Ló ergueu a vista e, examinando cuidadosamente, gostou da terra que ficava às margens do rio Jordão. Era uma terra plena e com fartura de água.  Então, ele reuniu seu rebanho e foi ocupar aquela planície de terra boa.
Abraão, então, foi na outra direção, mais para o lado das montanhas de Canaã. E fixou-se ali com seu rebanho. A terra não era boa. Mas abraão estava feliz por poder repartir a terra sem brigas. Ele não quis o melhor para si, mas deixou seu sobrinho escolher.
Deus gostou muito daquele jeito de Abraão, pois ele soube repartir a terra com os outros, sem ficar querendo tudo de bom só para si. Deus abençoou Abraão e prometeu ajudá-lo a construir um grande povo.
O tempo ia passando. Ló viu crescer o seu rebanho às margens do rio Jordão. Abraão ia cuidando de sua vida nas montanhas de Canaã, do outro lado. Deus o abençoava, de modo que seus negócios prosperavam. Abraão agia em tudo com muita bondade de coração e muita fé em Deus.
Mas, um dia, houve uma grande revolta nas terras em que Ló trabalhava com sua família. Os proprietários das terras - que eram muitos - ficaram revoltados com um rei forte e poderoso que morava ali por perto e vivia explorando o povo. Esse rei fazia os proprietários de terra pagarem altas quantias de dinheiro para continuarem morando na região. Isso era um abuso. Aquele rei estava desrespeitando os direitos do povo, só porque era mais forte e mais rico.
Então, os donos da terra se uniram e foram reclamar com o rei. Mas o rei achou aquilo um desaforo e resolveu fazer uma guerra contra os donos da terra.
Aquele rei explorador reuniu seus soldados. Os soldados pegaram armas e foram atacar os donos da terra. E houve uma guerra feia. Como os soldados eram mais fortes e estavam, eles prenderam os donos da terra e os levam como prisioneiros para o palácio do rei. Até Ló foi preso.
Alguém, então, foi correndo contar a Abraão o que estava acontecendo. Ao saber da história, Abraão ficou chateado e pensou: "Que desaforo esse rei invadir nossa terra com essa violência e prender nossa gente! Isso não pode ficar desse jeito!".
Abraão era um homem justo. Por isso, não concordava de modo algum com as atitudes daquele rei injusto e explorador. Resolveu, então, fazer alguma coisa. Reuniu seus empregados e toda a gente que trabalhava com ele, e foram juntos atrás daquele rei. Eles se organizaram e partiram para a luta. E, quando encontraram o rei, houve briga mesmo. Mas conseguiram libertar os prisioneiros e trazê-los de volta para suas terras. E aquele rei explorador nunca mais mexeu com os donas da terra.
Abraão voltou feliz para suas terras. E todo o povo ficou satisfeito de ver que Abraão era um homem justo.
Abraão já tinha conquistado muitas coisas, depois de sair de sua terra. Tinha conquistado uma terra melhor, uma vida melhor. Seu rebanho tinha crescido. As pessoas o respeitavam como um homem de bem e de paz, um homem de fé em Deus. Só faltava uma coisa. Ele e Sara não tinham filhos. Que coisa! Estavam juntos havia tanto tempo! Já nem eram tão novos. Mas  o grande sonho deles era ter filhos, ao menos um, se possível fosse. Sara vivia pensando nisso.  Queria ser mãe. Abraão também pensava nisso e pedia a Deus que os ajudasse. Para que a alegria fosse completa, era preciso ter um filho.
Um dia, Abraão recebeu uma visita muito importante. Três homens passavam pela estrada, em pleno calor do dia. Abraão os convidou para chegar e serviu a eles um bom lanche. Eles comeram e descansaram. Depois perguntaram por Sara, esposa de Abraão.  Ela estava dentro de casa, arrumando as coisas. Os homens disseram a Abraão: "Você nos acolheu muito bem. Deus há de retribuir. Daqui a um ano, passaremos aqui e sua esposa já terá um filho". Sara ouviu lá de dentro e deu risada. Ela já havia quase perdido a esperança de ter filhos. Mas Abraão confiava em Deus e acreditou naquela promessa.




Não demorou muito e Sara ficou esperando um filho. Foi uma alegria geral. Quando a criança nasceu, Abraão deu-lhe o nome de Isaac, que significa "motivo de alegria". Quando o menino tinha oito dias de vida, Abraão o consagrou a Deus. Era um garoto muito saudável e querido. E todo o povo festejou o nascimento daquele menino tão esperado por Sara e Abraão. 
Aquela criança completou a alegria de Abraão e Sara. Sara era uma mãe muito cuidadosa. E Abraão era um pai excelente. Ele tratava seu filho com todo o carinho. Com isso, Abraão conquistou todas as coisas com que havia sonhado; terra boa, povo unido, fé no coração e um filho. Era tudo o que ele desejava. Por isso, ele ficou muito feliz e agradeceu a Deus.





Partilha:

  • Como Abraão dividiu as terras conquistadas com o seu sobrinho Ló? Ele ficou com o melhor para si?
  • Como Abraão agiu, quando um rei injusto atacou Ló e outros trabalhadores daquelas terras?
  • Por que o povo gostava de Abraão?
  • Qual era o sonho que Abraão ainda queria realizar?
  • Que nome Abraão e Sara deram ao seu filho?
  • O que significa o nome Isaac?
  • Quais as grandes conquistas de Abraão?
  • Será que valeu a pena ele ter saído de sua terra e lutado por uma vida melhor?

  

Conclusão:


Abraão tinha um sonho. Queria ter uma vida melhor. Queria se mudar com sua família para uma terra boa, para um lugar bom de se viver. Ele então se esforçou, foi à luta e partiu em viagem. E Deus abençoou a iniciativa de Abraão. É muito importante a gente ter bons sonhos, querer coisas melhores. Deus sempre abençoa nossos esforços, se agente quer melhorar na vida e luta para isso. Assim começa a história do povo de Deus - uma história de muitos sonhos, muitas lutas e muitas conquistas. Tudo isso aconteceu muitos e muitos anos antes de Jesus nascer.
Abrão morava num país onde muitos adoravam deuses falsos, mas ele era bom e conheceu e adorou o único Deus verdadeiro. Deus prometeu que lhe daria um filho, mesmo em sua velhice. Desse filho surgiria o povo eleito de Deus, no qual nasceria o Salvador do mundo, Jesus. Prometeu também que este povo teria uma terra boa para se viver.
Obediente e cheio de fé, Abraão põe-se a caminho da terra prometida, levando sua mulher Sara, seu sobrinho Ló, seus empregados e seus animais.
Deus fez com Abrão uma aliança, um compromisso de amor. A Bíblia nos diz: "Faço Aliança contigo e com tua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que Eu seja  o Teu Deus e o Deus de tua prosperidade." (Gn 17,57).
Deus celebra a Aliança, pois quer estar com seu povo, caminhar com ele e ser o seu Deus. O povo de Deus começou a se formar por volta de 1850 a.C, há quase 4 mil anos. Com a família de Abraão e Sara, inicia-se uma grande nação, um grande povo: o povo de Deus.
Abrão acreditou em Deus e Deus o abençoou. Por ter acreditado nele, Abrão teve seu nome mudado para Abraão, que significa Pai de muitos povos. Com a família de Abraão e Sara, inicia-se uma grande nação, um grande povo: o povo de Deus.




Naquela época, eram constantes as migrações dos caldeus, rumo ao norte da Mesopotâmia. Essa situação foi vivida por muitas outras famílias. Abraão, homem justo e cheio de fé, foi escolhido por Deus para selar uma aliança. Com Sara, teve um filho, Isaac, que se casou com Rebeca, com quem teve dois filhos: Esaú e Jacó.
Jacó, chamado depois Israel, teve duas esposas e também se relacionou com duas escravas. Fazia parte da cultura daquela época ter mais de uma mulher para gerar muitos filhos filhos e garantir a descendência.



  JACÓ e LIA               JACÓ e ZELFA                      JACÓ  e                       JACÓ e BALA
   (6 filhos)                (escrava de Lia)                    RAQUEL                        (escrava de
                                      2 filhos                          (2 filhos)                           Raquel)
                                                                                                                  2 filhos
______________________________________________________________________________

   Rubem                           Gad                               José                                Dan
   Simeão                           Aser                               Benjamim                       Neftali
   Levi
   Judá
   Issacar
   Zabulon
_______________________________________________________________________________



Seus doze filhos deram nome às doze tribos de Israel. Surge um povo novo, o povo de Israel. Seus líderes foram chamados de patriarcas (Abraão, Isaac, Jacó) e de matriarcas (Sara, Raquel, Lia). Recebemos deles a fé no Deus vivo. Não é um Deus de gesso ou madeira, mas sim, aquele que caminha junto com seu povo, porque o ama e quer o seu bem.
Abraão, Isaac e Jacó são os patriarcas, isto é, os primeiros pais do povo de Israel.
Abraão foi chamado por Deus para ser o Pai do Povo Escolhido, de onde nasceu o Salvador Jesus. Deus fez uma aliança de amor com Abraão e, por ele, com todos os seus descendentes.



5. Oração Final e Encerramento


  • Refletir e cantar uma música que fale do Povo de Deus.
  • Fazer uma celebração da Aliança. Apresentar um símbolo da Aliança, como: anel, papel com algum escrito ("palavra de honra, eu prometo, de verdade ...").
  • Colocar  esses símbolos em cima de uma Bíblia aberta, prometendo fidelidade a Deus.
  • Motivar: Deus prometeu a Abraão uma grande descendência. Ele foi o pai de um Povo - O povo de Israel. Depois de muitos séculos, deste povo nasceu Jesus de Nazaré. Isto nos revela que muitos séculos antes Deus já estava preparando os caminhos para vir morar em nosso meio! Vamos fazer as nossas preces agradecendo e pedindo a Deus para nos ajudar a nos manter fiéis a ele.

C - Senhor, Abraão ouviu a sua voz.

T - Ajude-nos a ouvir o que o Senhor deseja para a nossa vida!


C - Senhor, Abraão recebeu uma promessa e acreditou.

T - Ajude-nos a acreditar nas suas promessas!


C - Abraão foi o pai de uma grande nação na qual nasceu Jesus

T - Obrigado, Senhor, porque fazemos parte deste povo, pois somos irmãos e amigos de Jesus!


C - Senhor, muitas pessoas deixam a sua terra e vão  para lugares distantes.

T - Ajude essas pessoas em seu caminho e também aqueles que não têm onde morar!


C -As famílias precisam ser como a família de Abraão.

T - Ajude nossos familiares a serem amigos e amigas de Jesus!


C - As caminhadas e as procissões têm o sentido de fazer-nos experimentar que somos povo da aliança a caminho da casa do Pai, por isso ele nos protege e está conosco sempre. Lembremo-nos de que, na celebração eucarística, acontecem três procissões: entrada dos ministros, apresentação dos dons do pão e do vinho e comunhão.

T - O Senhor nosso Deus é o único Senhor,
portanto amarás o Senhor teu Deus
com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Senhor, abençoa nosso desejo de caminhar contigo.
Ajuda-nos a te procurar sempre.
Que o teu olhar esteja sempre voltado para nossa família,
assim como nós estaremos voltados para vós. Amém!

  • De mãos dadas, rezar a oração que Jesus nos ensinou.












 Fontes:


  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista - Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Livro Somos Filhos de Deus - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo( com trechos transcritos da obra).
  • Livro Iniciação à Eucaristia (Nucap)
  • Livro Que alegria encontrei Jesus! (Arquidiocese do Rio de Janeiro)