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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Sacramento do Matrimônio, um mistério de amor



Hoje o tema do nosso encontro foi MATRIMÔNIO, um dos Sacramentos de Serviço e Comunhão, sendo que o Sacramento da Ordem já vimos em um dos nossos encontros anteriores. Encerramos assim, o nosso estudo sobre os Sacramentos.

Depois da oração, em que fizemos uma prece entregando a Deus a nossa vida e dizendo a Ele que o amamos e queremos viver na sua presença, fizemos uma recordação de tudo que já aprendemos sobre os Sacramentos.

Em seguida, perguntei aos catequizandos o que mais lhes chamava atenção no que viam na ambientação preparada para o nosso encontro de hoje? Por que?
Ouvi o que disseram e, a seguir, passei para o nosso tema, dizendo-lhes que, continuando a reflexão sobre os Sacramentos, hoje iríamos conversar sobre o Sacramento do Matrimônio, o Sacramento que forma a família - Igreja doméstica.
Então quis saber das crianças: Como vivem as famílias hoje? Como um rapaz e uma moça chegam a formar uma família?

Vivemos um tempo em que as famílias se formam das maneiras mais originais possíveis: às vezes depois de uma aventura entre adolescentes, outras vezes após crises de violência, outras ainda com irmãos de pais diferentes.

E a família de vocês, como nasceu? Seus pais já falaram alguma coisa sobre como se conheceram? E sobre como vocês foram acolhidos nesta família?
(Dei um tempo para conversa).

Depois disse-lhes: Hoje vamos conversar sobre um sacramento muito especial: o Matrimônio. Pelo Matrimônio, Deus se faz presente em nossa família, trazendo paz e união ao nosso lar. Mas o Matrimônio para garantir a presença de Deus, precisa ser vivido na fé.

A decisão de casar e formar uma família é um momento de grande importância na vida da pessoa de fé. Ela está dando um passo decisivo para construir aquele que será o grande tesouro de sua vida, pois a família é um tesouro de valor incalculável. Por isso, a Igreja convida seus fiéis não a se unir de qualquer jeito, mas a celebrar o casamento como um verdadeiro Sacramento, um mistério de amor.

Vamos ouvir agora um texto em que Jesus estava num casamento, junto com Maria, sua Mãe:

Passagem bíblica: João 2,1-11 - As Bodas de Caná

Em seguida, partilhamos a Palavra, observando que Jesus realiza o seu primeiro milagre numa festa de casamento para nos ensinar o valor da união entre um homem e uma mulher. Isso também nos lembra que na Bíblia alguns profetas comparam a relação entre Deus e seu povo como a relação entre o homem e a mulher no matrimônio.

A presença da Mãe de Jesus nesta festa de matrimônio nos convida a pensar que ela como Mãe de Jesus e da Igreja, deve estar sempre nas famílias, iluminando e orientando para a verdadeira alegria dos casais.
Pelo Sacramento do Matrimônio, os noivos se consagram um ao outro e se prometem fidelidade e cuidado. Eles se unem e passam a ser uma só carne, ou seja, a vida deles se funde no compromisso de amar um ao outro sem limites, até o fim. Isso não é nada fácil. Nessa jornada da fidelidade e cuidado, eles não estão sozinhos. Jesus está com eles, animando-os e ajudando-os a vencer as dificuldades. Essa unidade do casal e o amor de um pelo outro são entendidos pela Igreja como um sacramento.

"Não é bom que o homem esteja só... Por isso, um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à mulher e eles se tornam uma só carne." (Gn 2,18-24).

A Igreja entende que o Matrimônio é indissolúvel, ou seja, não seja desfeito. O casal deve se esforçar para formar uma família unida, superando tudo o que possa causar separações. Ao celebrar o Matrimônio, os noivos prometem se amar e se respeitar, cuidando um do outro por toda a vida.

Porém, a Igreja entende também que, por causa das fraquezas humanas, quando não superadas devidamente, a convivência conjugal pode ser impraticável e até mesmo prejudicial a uma das partes, marido ou mulher, ou até mesmo aos filhos. Por isso, em alguns casos, a Igreja reconhece que a separação é uma saída que, mesmo não desejada, pode aliviar situações extremas, como a violência conjugal ou outros casos graves. Podem surgir no casamento situações tão complexas que o casal não consegue se manter unido. A Igreja incentiva todos os casais a se esforçarem o máximo para superar as fraquezas que colocam em risco a unidade da família, mas admite, em casos graves, que cesse o convívio sob o mesmo teto.
É possível também que alguns casamentos sejam declarados nulos pela Igreja. (Falei um pouco sobre os casos em que os casamentos podem ser declarados nulos pela Igreja, sem aprofundar muito, pois preciso conhecer mais sobre esse assunto).

Encerrando, convidei as crianças a olhar para a imagem da Sagrada Família e rezar a Deus para que Ele coloque na família coisas boas que a fazem cada vez mais feliz ou, então, que Deus ajude a sua família a se libertar daquelas coisas que contribuem para a sua destruição.

Por fim, agradecemos ao Senhor por nos ter dado os sete Sacramentos, que são sinais eficazes do seu amor por nós e que nos acompanham a vida inteira. De mãos dadas, rezamos juntos: Senhor, queremos corresponder à Tua graça, que recebemos através dos Sacramentos, com uma vida plena de fé, esperança e amor. Amém!




































































Jesus venceu a morte!


Iniciamos o nosso encontro rezando juntos, de mãos erguidas, pedindo a Jesus que nos dê força e coragem para sermos fiéis, pois queremos seguir os seus passos, e alcançar a mesma vitória que o Senhor conquistou. Que as fidelidade de Jesus seja um incentivo para todos nós! Amém!

Depois da oração, lembramos que no domingo, participamos da celebração do Domingo de Ramos. Levamos folhas de palmeira e cantamos "Hosana ao Filho de Davi", recordando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

No nosso último encontro, vimos como tudo aconteceu, e falamos também sobre a Última Ceia, quando Jesus instituiu o Sacramento da Eucaristia, e lavou os pés dos apóstolos, nos ensinando com esse gesto que devemos ser humildes e estar sempre prontos para servir, nos deixando um mandamento novo: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." Foi também na Quinta-Feira Santa, que juntamente com a Eucaristia, foi instituído o Sacramento da Ordem, o sacerdócio.

Jesus sabia que ia morrer e quis celebrar sua última refeição com seus amigos.

Na Sexta-Feira Santa revivemos o sofrimento e a morte de Jesus.

Depois de ser preso, Jesus foi julgado e condenado à morte na cruz. Naquele tempo, havia esse terrível costume. Alguns crimes eram punidos com a morte na cruz. Jesus é condenado, humilhado, torturado, sofre as piores dores e por fim é pregado numa cruz e, mesmo antes de morrer, perdoou a todos. Tudo isso por amor a cada um de nós. Jesus aceitou morrer na cruz para que tenhamos vida eterna.

Neste dia não se celebra nenhuma missa, mas é distribuída a Eucaristia, que significa a certeza da presença de Cristo vivo e solidário em nosso sofrimento.
Em seguida lemos o texto que diz a respeito da crucificação de Jesus (Lucas 23,33-46), relatando com cuidado tudo o que aconteceu, sendo Jesus pregado na cruz e condenado pelas mesmas pessoas que o acolheram na sua entrada em Jerusalém.

Depois da leitura e partilhar o que lemos, peguei a cruz, e deixando a imaginação das crianças falar mais alto, pedi para passar de mão em mão, para que elas pudessem observar de perto o "sofrimento de amor" de Jesus por nós.

Ao final, disse-lhes: Jesus está morto. Seu corpo é retirado da cruz e colocado na sepultura, onde fica por três dias. Jesus morre na sexta-feira e ressuscita no domigo.
Então perguntei às crianças: E no sábado, o que aconteceu! Por que ninguém foi ao túmulo de Jesus?

Jesus havia sido sepultado na tarde de uma sexta-feira. Tudo no maior pressa, pois no sábado não se podia fazer nada. A Lei proibia fazer qualquer coisa. Então não deu nem tempo de embalsamar o corpo como era o costume daquela época. Sábado foi um dia vazio, de silêncio... Imaginem como os discípulos estavam se sentindo! Jesus era a esperança, e agora não estava mais com eles! Sentiam-se confusos e desiludidos...

E hoje, nós cristãos, como vivemos o Sábado Santo?

"Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição."

No noite deste sábado, a nossa Igreja celebra a Vigília Pascal, onde se comemora a vitória da vida sobre a morte! Jesus ressuscitou! (Falei sobre as quatro partes da Vigília, destacando o significado do Círio Pascal, o que representa).

Fizemos um momento de reflexão e rezamos a seguir a oração do Creio.

Leitura: Lucas 24,1-12

Depois da partilha da Palavra, disse-lhes, mostrando a cruz com um paninho branco: Jesus ressuscitou! Olhem para a cruz! Ele morreu... mas ressuscitou. A ressurreição é a maior prova de que Cristo é realmente Deus. Cristo é o nosso Senhor! Jesus está vivo e em nosso meio! O mais importante da Páscoa é isso! Os ovos ficam em segundo plano! Podemos comer chocolate... É uma delícia, né? Mas sempre lembrando que a PÁSCOA É JESUS!

O importante na Páscoa é a Ressurreição de Jesus, a Salvação que Ele nos trouxe. A Páscoa de Jesus é um ato de amor extremo por nós... é para nossa salvação que Jesus fez sua Páscoa.

Encerramos nosso encontro, louvando ao Senhor nosso Deus, pela vitória de Jesus, que é para nós também garantia de vitória.


Ah, e teve chocolate sim!!!


Vamos comemorar a Páscoa com alegria... o nosso coração está repleto de felicidade porque sabemos que Ele vive e está no meio de nós... e que muito mais doce que o chocolate é o amor de Jesus por cada um de nós!!!






ABAIXO MAIS ALGUMAS LEMBRANÇAS DO NOSSO ENCONTRO:


























































Entrada de Jesus em Jerusalém e a Última Ceia



Ao aproximar-se a Festa da Páscoa, Jesus foi a Jerusalém. Muita gente o acompanhou, com alegria. Mas havia gente, principalmente os fariseus, que não gostava de Jesus porque ele falava a verdade, mostrando os erros e a falsidade das pessoas. Por isso, os fariseus procuravam uma ocasião para matar Jesus. Vimos hoje como isso aconteceu.

Depois do seu batismo, Jesus foi para o deserto. Ali ficou sozinho, rezando, por quarenta dias. No deserto, teve fome e sede. No deserto foi tentado por um anjo mau. Ele resistiu e mandou que o anjo mau fosse para bem longe. E na mesma hora, muitos anjos bons se aproximaram para prestar serviços a Jesus.

Depois daqueles quarenta dias, Jesus saiu do deserto e voltou para o meio do povo.

Jesus era sempre acompanhado por muitas pessoas que acreditavam n'Ele e seguiam seus ensinamentos. Mas outros não queriam escutá-lo, não o aceitavam, não acreditavam que Jesus era o Filho de Deus e por isto queriam matá-lo.

a) Entrada de Jesus em Jerusalém (Domingo de Ramos)

Jesus entrou em Jerusalém, montado em um jumentinho, e era aplaudido pela multidão. Mas Jesus sabia que as autoridades queriam prendê-lo e matá-lo. Jesus não era bobo. Ele sabia que os novos ensinamentos de Deus tinha provocado a raiva de muita gente importante. Então, Jesus resolveu fazer uma última ceia com os seus discípulos, para se despedir deles e lhes dar os últimos conselhos, a fim de que, quando ele morresse, seus amigos continuassem a sua missão.
Leitura Lc 19,28-40

Terminada a leitura, partilhamos a Palavra. Depois de explicar esse momento lindo, da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, rezamos uma Ave-Maria e passamos para o outro tema...

b) Última Ceia (Quinta-feira Santa)

Na última ceia de Cristo com seus discípulos, duas coisas muito importantes aconteceram. Primeiro, Jesus lavou os pés de seus amigos, mostrando que veio para servir. Era o novo mandamento de Cristo: amai-vos uns aos outros como, como eu vos amei.

Leitura João 13,1-15 (Lava-pés)

Depois Jesus abençoou pão e vinho e repartiu com eles. Estava instituindo um sacramento sagrado que chamamos Eucaristia ou Comunhão.
Em todas as missas, o padre repete as palavras de Cristo na última ceia. Dessa forma, guardamos na memória tudo o que Jesus fez. Memória serve para lembrar, para atualizar, para recordar. Ao celebrar a Santa Eucaristia, atualizamos o gesto de Jesus e perpetuamos sua presença junto de nós. Isso nos incentiva a continuar nossa missão e nos amar uns aos outros como ele nos amou.

Vemos também que Jesus instituiu na última ceia, o Sacramento da Ordem, ou do Sacerdócio, quando Jesus pede “fazei isto” (Lucas 22,19).

Leitura Lucas 22,19-20

Depois da leitura do texto bíblico que fala a respeito da Instituição da Eucaristia, deveríamos encenar tudo o que o texto relata, mas como queria fazer com eles a Via Sacra da latinha, só tomamos o suco e repartimos o pão no final do encontro.



No momento da partilha do pão e do suco, expliquei o motivo deles estarem ali para fazerem a Primeira Comunhão, pois este Sacramento foi o próprio Jesus que determinou que fizéssemos.

Rezamos a oração do Pai-Nosso.

Na próxima semana, falaremos sobre o Tríduo Pascal.




































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O que é o Sacramento da Ordem?



Os Sacramentos da Ordem e do Matrimônio são chamados Sacramentos de Serviço e Comunhão, pois marcam o compromisso das pessoas na vivência da sua vocação na família e na igreja. Esses dois Sacramentos ajudam a criar comunhão entre as pessoas e são um convite a refletirmos sobre a nossa vocação.

Assim como a base da vocação comum de todos os seguidores de Jesus são o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia, os Sacramentos da Ordem e do Matrimônio se orientam na vocação específica e estão a serviço da salvação de outras pessoas. Mediante estes Sacramentos o cristão recebe uma consagração específica: os que recebem o Sacramento da Ordem são consagrados por ser, em nome de Cristo, pela palavra e pela graça de Deus, os pastores da Igreja. Por sua vez, os esposos cristãos, para cumprir dignamente os deveres de seu estado, são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial.

O nosso tema de hoje foi o Sacramento da Ordem. Antes de aprofundarmos no assunto, convidei as crianças para ouvir um texto bíblico que fala sobre isso.

Leitura: João 21,15-25

Esta Palavra de Deus pode ser lida como uma luz para todos os padres/ministros ordenados de nossa Igreja. O que aprendemos dela?

a) Que é Jesus ressuscitado que chama ao longo da história, pessoas para seguir seus caminhos, amá-lo e apascentar seu rebanho, seu povo.

b) Que o chamado de Jesus é insistente e não depende de sermos bons ou maus. Ele escolhe e ele capacita a quem ele chama para ter condições de responder.

c) Que a vocação principal do padre é amar Jesus e cuidar do seu povo. Não há vocação sem resposta sempre renovada ao chamado de Jesus para seguir seus passos.

e) A resposta deve ser como a de Simão Pedro: "Senhor, tu sabes que eu te amo!"

Após a reflexão sobre a Palavra, mostrei e expliquei o um cartaz que fala sobre os leigos, os religiosos e os ministros ordenados.

Ministro ordenado é o homem que recebeu o Sacramento da Ordem. O Sacramento da Ordem é para aqueles que exercem na Igreja um ministério especial, sendo diácono, padre ou bispo.

Diácono - Recebeu este Sacramento no primeiro grau - diaconato.

Existem dois tipos de diáconos. O diácono transitório é aquele que recebe o Sacramento da Ordem no grau de diaconato para depois receber o segundo grau e tornar-se presbítero, ou padre, conforme costumamos dizer. O diácono permanente, sendo casado, não pode ascender ao grau superior, ficando permanentemente como diácono.

Sacerdote - Recebe este Sacramento no primeiro e segundo graus - Diaconato e presbiterado.

Bispo - Recebe-o nos três graus: Diaconato, presbiterado e episcopado.
O Sacramento da Ordem nos faz pensar no chamado que Deus dirige às pessoas para que se coloquem ao seu serviço, no trabalho humilde prestado aos irmãos.

Em seguida, passamos a entender a presença do ministro ordenado (especialmente o padre - também chamado de presbítero) na vida da Igreja e o serviço que ele presta à sua comunidade.

No momento das atividades, fizemos uma gincana com questões sobre os Sacramentos, para o grupo dizer se são certas ou erradas e explicar o porquê.
Encerrando o encontro, convidei a turma para se comprometer com Jesus, pois ele chama cada um a ser seu discípulo.

Motivei: Todos podem e devem ser discípulos de Jesus. Não só os padres, os bispos, os diáconos ou as freiras e outros consagrados foram chamados por Jesus para segui-lo. Jesus chama cada um, e devemos estar abertos para acolher o seu apelo. E para ser discípulo não é necessário tornar-se um padre. É necessário somente amar a sua Palavra e acreditar na sua proposta. Por isso, hoje, todos nós vamos renovar o nosso compromisso de discípulos de Jesus. (Fizemos juntos uma oração renovando nosso compromisso).

Encerramos com a oração do Pai-Nosso.


























domingo, 1 de maio de 2022

Sacramento da Unção, também conhecido como Unção dos Enfermos

 


Iniciamos o nosso encontro rezando em dois coros o Salmo 103/102. Terminada a oração, relembramos o nosso encontro passado, quando falamos sobre o Sacramento da Reconciliação, também chamado de Penitência ou Confissão.

Os Sacramentos da Confissão e da Unção são chamados Sacramentos de Cura, porque renovam a presença de Deus nos momentos em que passamos pelas fraquezas, seja do pecado, seja da doença ou da velhice. Esses momentos são também de grande importância em nossa vida. Não porque sejam bons momentos, mas porque fazem parte da vida e a gente precisa aprender a lidar com eles, contando com a força de Deus.

O nosso tema de hoje foi o segundo Sacramento da Cura: o da Unção, também conhecido como Unção dos Enfermos. Este Sacramento nos convida a refletir sobre a doença e o sofrimento em nossa vida Quando ficamos doentes sentimos muito nossa fraqueza e nossos limites, mas temos que encontrar o que é essencial: a presença de Deus em nossa vida.

Leitura: João 9, 1-41

No Evangelho que conhecemos hoje, encontramos Jesus que toca e unge com amor um homem cego de nascença. A partir da atitude de Jesus e do cego, vemos os efeitos da graça de Deus na vida de uma pessoa e compreendemos que nem sempre a doença é para a morte, ou é castigo, pode ser também para a glória de Deus.

A cura do cego é um exemplo do que acontece aos doentes quando são ungidos com fé no Sacramento da Unção dos Enfermos. Mesmo quando não são curados, renovam sua fé e na fé encontram a força para enfrentar os sofrimentos e as dificuldades.

Jesus se comove com os sofrimentos das pessoas e por eles dá a sua própria vida. Por sua paixão e morte na Cruz, ele deu um novo sentido ao sofrimento, que de agora em diante pode nos aproximar dele e nos unir à sua paixão redentora.
Se Jesus esteve tão perto das pessoas doentes, o que ele espera de nós é que também possamos estar perto de quem sofre. É por isso que a Igreja crê e confessa que existe entre os Sacramentos um destinado a confortar aqueles que estão provados pela dor.

Que a palavra de Jesus neste evangelho e a nova atitude de fé deste homem que era cego de nascença nos ajude a ver os enfermos com os olhos de Jesus e a servi-los com amor.

Os sacramentos são de grande importância. Mas é bom lembrar que visitar os doentes e idosos e apoiá-los é tarefa de toda pessoa de fé. Então, até as crianças podem visitar os doentes da comunidade e lhes agraciarem com sua amável companhia.
A Bíblia diz que onde houver um enfermo, a comunidade de fé precisa estar presente, o apoiando. (Tiago 5,13-15)

Esse texto nos mostra que, desde o começo da Igreja havia o costume de visitar os doentes e rezar por eles. Quem atravessa uma enfermidade precisa de um carinho todo especial. A Igreja expressa esse carinho aos doentes especialmente por meio do Sacramento da Unção dos Enfermos.

No momento das atividades, sorteei algumas frases com o grupo, para que cada um comentasse a frase, e fizemos depois um debate sobre os temas suscitados.

Encerrando, convidei a turma para rezar por todas as pessoas doentes e fragilizadas.

Finalizamos com o Pai-Nosso.


Encontros sobre o mesmo assunto (com roteiro):
https://mgathe.blogspot.com/2016/09/sacramento-da-uncao-dos-enfermos.html
https://mgathe.blogspot.com/2018/12/segundo-sacramento-da-cura-uncao-dos.html