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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Palavra de Deus na Vida da Igreja


    Já na Pré-Catequese, apresentei a Bíblia Sagrada para os pequeninos. Poucos tinham a Bíblia, até porque nessa  fase não é cobrado isso deles. Porém, fui percebendo o interesse dos catequizandos  em manusear a Palavra de Deus. E o mais interessante, é que eles manifestavam a vontade de ter uma Bíblia igual à minha, não a de crianças.
    Então tive uma ideia. No aniversário das crianças, eu as presenteava com uma Bíblia.  Enquanto não chegava a vez de ganhar a sua, aquele que não tinha lia com o coleguinha. Hoje todos já possuem a Bíblia.
    Quando tomei essa iniciativa, fiquei em dúvida se já era o momento certo de iniciar com eles a descoberta do Livro Sagrado. Hoje, tenho certeza que podemos fazer isso, já na fase inicial, pois o resultado foi muito bom. Agora, já na Catequese, todos sabem procurar os livros, os capítulos e versículos.
    Em todos os nossos encontros tem o momento da leitura. É um problema sério! Todos querem ler! Então, eu faço assim: lê aquele que não leu na semana passada, aquele que não falta  à Catequese ou o que está faltando muito e assim por diante. O critério que uso depende muito daquilo que penso rapidamente (creio que é inspiração do Espírito Santo! rsrs). Mas, no final, dá tudo certo,  pois todos sabem que terão o seu momento de fazer a leitura.
   Sempre digo que uma das coisas que mais me deixam feliz na Catequese, é ver os meus catequizandos lendo a Bíblia, comentando os textos com a maior desenvoltura e, a cada dia, mais apaixonados pela Palavra de Deus.

    Já falei  sobre a Bíblia com os pequeninos, em diversas ocasiões. Sendo esse mês dedicado à Bíblia, separei algum material que usei em encontros passados,  para postar aqui no meu blog.





Objetivo:
  • Conhecer e entender o significado da Bíblia para nós, cristãos.


Ambiente:  Bíblia, flores, toalha e vela.

Recursos:   Potinhos em formato de coração (pode ser de Danoninho); terra; sementes.



1. Acolhida e Oração

      
  •  Acolher os pequeninos com muita alegria.
  • Iniciar o encontro, cantando com alegria a música Reunidos Aqui
                 Reunidos aqui, só pra louvar o Senhor (mãos para o alto)
                 Novamente aqui, em união (segurar as mãos dos colegas)
                            Algo bom vai acontecer (sinal positivo)
                     Algo bom Deus tem para nós (apontar para o céu)
                Reunidos aqui, vou abraçar os irmãos (abraçar os colegas)
  • Terminada a música, acalmar as crianças para oração.
  • Motivar: Hoje vamos falar sobre algo "muito precioso, muito poderoso, que ilumina o nosso caminho mais que a lua e as estrelas e é  mais doce que um favo de mel". Vamos conhecer um pouco mais sobre a Bíblia, sobre a Palavra de Deus, que nos revela todo o amor de Deus, que é nosso Pai e nos ama muito. 
  • Vamos iniciar, invocando o Espírito Santo, para que nos ilumine, que nos dê sabedoria para saber ouvir, entender e acolher no coração a Palavra do Senhor (entregar a cada um a oração Vinde Espírito Santo ...)
  • Terminada a oração, cantar uma música apropriada para o tema.
       

2. Introdução:


     Além da criação, Deus fala conosco na história e nos acontecimentos  de nossa vida. Deus fala conosco também por meio de sua Palavra deixada nos livros da Bíblia. Deus fala conosco continuamente. Ele quer nos acompanhar em nossa vida.

      Para começar a entender, vou contar uma historinha:


3. História: A Carta


     Seu Antônio enviou uma carta ao seu filho Zé, que foi viver em outra cidade, para trabalhar. Mas, quando o carteiro lhe entregou a carta, Zé estava assistindo ao jogo de futebol, na televisão. Deixou a carta sobre o armário e lá a esqueceu. Ele só se lembrou de seu pai meses depois, quando ao arrumar o armário, encontrou a carta.

    Assim mesmo acontece na nossa vida. Nós recebemos a carta de Deus, nosso Pai. Recebemos com alegria, mas os negócios da vida nos fazem guardá-la no armário. E a poeira toma conta e deixamos sem resposta a carta de Deus.

     Isso mesmo. A Bíblia é também uma carta. Uma Carta de Amor de Deus aos homens. Por isso dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus,  pois ela contém as principais mensagens que o Senhor quer nos ensinar.

    A palavra Bíblia vem do grego = (Bíblia-pl. de biblíon). Por isso não é um livro, mas uma coleção de livros (setenta e três), que nos revelam a mensagem de Deus.

      A Bíblia é formada de:
  • Antigo Testamento - Conta a criação do mundo e a História do povo de Deus, antes do nascimento de Cristo. Contém quarenta e seis livros.
  • Novo Testamento - Narra a vida de Jesus, dos Apóstolos e o início da Igreja. Contém vinte e sete livros.
    Como disse, a Bíblia é uma Carta, escrita por diversos autores, mas inspirada por Deus. Sendo assim, devemos lê-la sempre para saber o que Deus quer de nós.


4. Desenvolvendo o tema


     A Bíblia não é como qualquer outro livro que nós lemos e deixamos de lado. A Bíblia é a Palavra de Deus. Por meio dela, Deus fala às pessoas. Quando nós lemos e ouvimos a Bíblia, devemos tentar colocá-la em prática. Na Carta de Tiago, que faz parte da Bíblia, lemos assim: "Sejam praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes."

     A Bíblia fala da história do povo que foi escolhido por Deus. A Bíblia nos ajuda a viver conforme o desejo de Deus. Ela nos orienta, nos ensina e nos mostra o caminho de Deus. A Bíblia é o livro mais conhecido no mundo inteiro.

       Podemos fazer algumas comparações:
  • A Bíblia é como uma lâmpada: quem ouve e lê a Palavra de Deus, será ajudado na sua caminhada de vida. O livro de Apocalipse chama Jesus "lâmpada de Jerusalém celeste" (Ap 21,23). Se você aceita a Palavra de Deus, ficará sendo luz de unidade para os outros.
  • A Bíblia é como a água pura: a água é fonte da vida. Sem água a terra fica deserta e seca. Deus criou a água para dar a vida. O homem bom é como a árvore que cresce perto da fonte (Sl 63,2).
  • A Bíblia é como a chuva: quando a chuva cai sobre a terra, ela não volta sem deixar um sinal. Do mesmo modo a Palavra de Deus. Quando você deixa a Palavra de Deus entrar no seu coração, os seus sentimentos bons reflorescem. Você faz o bem rezando: "Ó Deus, minha alma tem sede de ti; minha carne te deseja com ardor, como a terra seca esgotada e sem água" (Sl 63,2).
  • A Bíblia é uma semente: Deus semeia a semente de sua Palavra no coração de cada um de nós. Deus não quer que a semente seja semeada e não cresça. Quando ouvimos a Palavra de Deus, ele quer que ela brote e aprofunde suas raízes. Vamos ver como Jesus nos explica isso?

     Vamos acolher, com alegria, a Palavra de Deus.

    O catequista entroniza a Bíblia, passando na frente de cada catequizando para que coloquem a mão sobre ela e façam o sinal da cruz, enquanto cantam o refrão:

                                                         Em vim para escutar
                                                     Tua Palavra, tua Palavra,
                                                        Tua Palavra de amor.

4.  Leitura: Lc 8,4-15


    (Terminada a leitura, colocar a semente na terra, no potinho em formato de coração e passar a mensagem da Palavra).

    A Palavra de Deus é como a semente que o semeador saiu para semear. Se o nosso coração for terra boa, a Palavra de Deus que é amor a ele, aos irmãos, a nós mesmos e ao mundo que ele criou.


6.  Atividades:


     Preparar uma folha para cada um, com as seguintes perguntas:

     1) O que é a Bíblia?
     2) Quantas partes tem a Bíblia?
     3) Quantos livros contém cada parte?


7.  Oração Final e Encerramento:

  • Todos juntos rezarão: "Meu Deus, a tua Palavra é luz no meu caminho. Derrama, Senhor, sobre mim a água do teu santo Espírito, para que o meu coração se torne solo fértil, para que a tua Palavra nele semeada, germine, crie raízes, cresça e produza muitos frutos. Obrigada, Senhor!
  • Em seguida, rezar uma Ave-Maria.






Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro Caminhando com Jesus - 2º ano, de Gabriel Benedito e Issaac Chalita (Ed. Santuário)









              





domingo, 1 de setembro de 2013

Missa: A Comunidade se Reúne para Celebrar a Vida


 Nesse encontro, em que falamos sobre a Eucaristia, contei para as crianças a história de São Tarcísio, padroeiro de todos os que comungam pela primeira vez. Eles lembraram logo que o Bispo de nossa Diocese se chama Tarcísio. Rs
E a propósito, o sacerdote da foto é o nosso Pároco, Padre Vanildo Francisco Cregi.






Objetivos:
  • Recordar que Jesus nos ama, se faz Sacramento e vem ao nosso encontro nos momentos mais importantes da vida.
  • Refletir sobre o valor e o sentido da Missa.


Ambiente:   
  • Bíblia, velas, flores



1. Acolhida e Oração Inicial


  • Receber a turma com muita animação.
  • Convidar cada um para acolher os companheiros com um forte abraço, desejando-lhes a paz de Deus, pois somos todos irmãos.
  • Criar clima de silêncio para conversar com Deus.
  • Fazer o sinal da cruz.
  • Todos permanecem em pé e em silêncio. O leitor 1, o leitor 2 e o leitor 3 fazem a parte de Jesus, ou seja, proclamam o Evangelho.

  • Leitor 1:  Dou-vos um mandamento novo:  que  vos  ameis  uns  aos  outros.   Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros (Jo 13,34).
  • Leitor 2:   Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes  amor uns pelos outros (Jo 13,35)
  • Leitor 3:  Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos (Jo 15,13).
  • Leitor 4:  A  Eucaristia  é  o  sacramento do amor  de  Jesus  levado  às  últimas  consequências. Comungar  esse  sacramento  requer compromisso  de viver o amor  que  constrói  as  pessoas e a comunidade.
  • Catequista: Ó Pai, ensina-nos a amar, assim como nos amou seu Filho Jesus, que foi capaz de nos dar a sua própria vida. Fazei que não sejamos apegados aos bens deste mundo, mas que saibamos partilhar nossa vida, nossos bens e nosso tempo para ajudar muitas pessoas. Por N.S.J.C.

2 . Motivação

  • Recordar com eles o significado de uma aliança de casamento (vimos no encontro cujo tema foi "Deus Caminha com a Gente").
  • Perguntar se lembram da aliança que Deus fez com o seu Povo no tempo de Moisés e quais foram as palavras da Aliança? E por que Deus fez essa Aliança?


Relembrar o encontro anterior: 

No tempo de Jesus, as famílias dos judeus se reuniam anualmente para celebrar a Páscoa, isto é, a libertação do povo de Deus da escravidão do Egito e preparavam a ceia segundo o modo que Deus ordenara a Moisés: pão ázimo (sem fermento), ervas amargas e cordeiro assado.

Antes da festa da Páscoa, Jesus convidou seus amigos para esta ceia, porque ele queria despedir-se de seus amigos e sabia que esta seria sua última refeição antes de morrer e ressuscitar. Era quinta-feira que antecedia o sábado da Páscoa. Durante a refeição, Jesus tomou o pão e o cálice com vinho, pronunciou a bênção sobre o pão e depois sobre o cálice  e  os entregou a seus discípulos, dizendo: "Isto é o meu corpo que é entregue por vós, fazei isto em memória de mim. Este cálice  é a Nova Aliança no meu sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim". Desse modo, Jesus realizou a nova aliança, a ceia Pascal definitiva.

Esta ceia nos faz passar da escravidão do pecado para a vida nova, pois Jesus se oferece ao Pai, dando-nos o seu corpo e o seu sangue como alimento de salvação na Eucaristia.

Na Páscoa cristã, o Cordeiro Pascal é Jesus que, no dia seguinte, foi sacrificado e morreu na cruz para nos salvar do pecado e do mal. A Ceia de Jesus com os seus discípulos antecipou o seu sacrifício na cruz.

Hoje não celebramos mais a Ceia pascal dos judeus. O que celebramos é a Missa, a Ceia Pascal de Jesus, continuada sob outra forma.



  


Pistas para conversar com os catequizandos:

  • Ver se já participaram de alguma Missa. O que sentiram, o que viram e o que entenderam.
  • Conversar sobre a participação da Missa, aos domingos: se os pais, toda a família, os amigos participam. Perguntar o porquê sim e o porquê não.


2.  Desenvolvendo o tema


  • A Eucaristia é o sinal de comunhão entre os irmãos. É na Missa que celebramos o que de mais precioso temos: a vida, com suas alegrias, tristezas, esperanças, tudo isso junto com nossos irmãos. Deus vem ao nosso encontro e vamos até ele, por Cristo, na pessoa do sacerdote. Unimo-nos, num só coração, numa só fé, num só ideal: prestar culto a Deus.
  • Missa: Sacrifício de Cristo. Lembramos a sua vida, os seus ensinamentos; participamos desse sacrifício, recebendo o próprio Cristo.
  • Na Missa nós falamos com Jesus com preces, cantos e gestos e Jesus nos fala por meio de sua Palavra.
  • Nós damos a Jesus o que somos e temos, no ofertório e Jesus nos dá seu Corpo e Sangue, pão e vinho na consagração.
  • Jesus age em nós para fazermos o bem.
  • Na Missa nós nos reconciliamos com Deus, no rito penitencial.
  • Sentimo-nos mais unidos, mais irmãos, no abraço da paz.
  • Escutamos os ensinamentos de Deus, pela sua Palavra  e na homilia.
  • Louvamos, falamos com Deus, cantamos, pedimos.
  • Recebemos a presença de Jesus ressuscitado.
  • Preparamo-nos para, com Jesus, construir um mundo justo e fraterno.


Vamos ouvir agora a história do Santo Padroeiro de todos os que comungam pela primeira vez.


3. História: São Tarcisio e o Segredo dos Cristãos


No ano de 258, o Imperador Valeriano perseguiu os cristãos porque estes acreditavam em Jesus, o Filho de Deus, nosso Salvador. Assim, muitos cristãos foram presos, torturados e mortos. Morreram mártires.

Sabendo disso, o Papa Sisto convocou a comunidade cristã para a oração nas catacumbas de Roma (cemitérios subterrâneos) e lhes comunicou a notícia da prisão de vários cristãos e que muitos sofreriam o martírio por causa da fé. Mas que, mesmo nesta situação, era comum ouvir das grades da prisão os cânticos e a oração dos cristãos.

Um adolescente cristão, chamado Tarcísio, estava nesta reunião e ficou com o coração angustiado ao saber desta notícia, principalmente, porque seus pais estavam entre os prisioneiros.

Chegando a casa, soube que seu pai havia fugido da prisão e que sua mãe havia sido martirizada pela sua fé em Cristo.

No dia seguinte, como de costume, Tarcísio e sua governanta foram às catacumbas. O Papa Sisto falava aos cristãos e perguntou quem poderia levar o Pão da Vida, a Eucaristia, aos encarcerados.

Ao ouvir isto, Tarcísio se ofereceu e explicou que, por ser muito novo, ninguém desconfiaria que ele levava Jesus-Hóstia para os  cristãos prisioneiros.

O Papa aceitou seu oferecimento mas, para surpresa de Tarcísio, seus colegas da rua o esperavam para brincar. Quando ele apareceu, carregando algo sobre o peito com todo cuidado e respeito, todos quiseram saber o que estava acontecendo, já que eles não sabiam que Tarcísio era cristão.

Tarcísio, percebendo a malícia de alguns colegas, segurou com mais carinho e força a Eucaristia e pediu a Jesus força para suportar este momento difícil.

Os colegas avançaram em sua direção, para tirar dele as Hóstias consagradas. Tarcísio desviou-se do grupo e correu muito. Seus colegas tentaram agarrá-lo e, como não conseguiram, decidiram, então, atirar-lhe pedras. Só um menino chamado Fábio, não participou dessa maldade.

Uma das pedras atingiu a cabeça de Tarcísio, que caiu, mas não soltou do peito as Hóstias consagradas.  Mesmo assim, os meninos continuaram a apedrejá-lo, deixando Tarcísio gravemente ferido.

Vendo o tumulto, um guarda romano se aproximou do grupo. Os meninos fugiram, menos Fábio, que ficara ao lado de Tarcísio. O guarda perguntou o que ele levava junto ao peito. Tarcísio, com muita dificuldade, pediu que o levassem ao Papa Sisto, pois somente a ele entregaria o tesouro que trazia consigo.

O soldado romano carregou-o no colo, e Fábio o acompanhou. Durante o caminho, Fábio falou a Tarcísio que também queria ser cristão.  Tarcísio, mesmo sofrendo, ficou feliz com esta decisão.

Diante do Papa Sisto, Tarcísio conseguiu abrir seus braços, entregando-lhe Jesus-Hóstia. O Papa então lhe disse, emocionado: "Tarcísio ... Jesus foi salvo por teu amor e pelo teu sacrifício." Tarcísio, então, morreu nos braços do Papa Sisto.

Por causa deste gesto de amor a Jesus, São Tarcísio tornou-se o padroeiro de todos os que comungam pela primeira vez.

Para recebermos Jesus na comunhão, precisamos amá-lo muito e ter fé de que a Eucaristia é o Corpo e Sangue de Jesus, alimento que nos salva e dá a coragem de testemunhar nosso cristianismo, nossa fé católica.


  • Conversar com as crianças sobre a história que ouviram. Deixar que falem.

4. Leitura: Lc 22,1-20


     Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia.


Comentar o texto:

Jesus, um dia antes de sua morte na Cruz, pede aos apóstolos para preparar uma sala para celebrar com eles a Páscoa. Jesus celebra, nessa refeição, a Nova Páscoa.

Jesus quis ficar sempre conosco. Por isso, nesta refeição de Páscoa, ele se torna Alimento - a Eucaristia - que nos dá forças para caminharmos sempre unidos.

Os apóstolos, nesta Ceia com Jesus, comeram também o alimento. Estavam unidos. Jesus quer que a vida das pessoas seja uma vida de união, de comunhão.

A Missa é a renovação da Ceia de quinta-feira Santa e a renovação do Sacrifício de Jesus na Cruz. Na Última Ceia, Cristo falou de seu corpo e de seu Sangue que seriam entregues por todos nós. No Altar se renova o Sacrifício de Cristo.

A Missa é, pois, uma refeição de irmãos que se reúnem para se alimentar da vida de Cristo, com tudo o que essa vida significa. A mesa, o alimento, a toalha, falam de uma refeição. Somos pessoas que precisam de alimento  para continuar a caminhada.

O verdadeiro alimento é Cristo: A Eucaristia. E para que possamos participar melhor da Celebração da Eucaristia (Santa Missa), vamos refletir um pouco, parte por parte desta Liturgia:





  • Explicar parte por parte da Missa, para que os catequizandos tomem gosto de participar, aos domingos, da Celebração.

  • Perguntar: Quando alguém muito querido vem à nossa casa, como a recebemos? Então vamos ver como nos preparamos para participar da Missa.

Hoje é domingo, dia do Senhor. Vamos encontrar nossos amigos, parentes, etc.

Ao entrar no local da celebração, vamos ficar em silêncio para preparar em oração o grande acontecimento da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Canto de Entrada: Ao iniciar, cantamos alegres por estarmos reunidos com os irmãos na casa do nosso Deus e Pai. O sacerdote recebe a todos cumprimentando em nome das três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Ato Penitencial: Quando amamos alguém  de verdade, é necessário ir ao seu encontro, sem mágoa. Por isso, pedimos perdão de nossas faltas. O ato penitencial nos convida  a dar uma parada e ver onde pecamos e no que precisamos mudar de vida.

Hino de Louvor: Depois de pedir perdão, junto e diante de toda a Comunidade, estamos em condições de glorificar a Deus. Cantamos ou rezamos, com alegria o Glória.

Rito da Palavra: Até agora Deus nos ouviu. É nossa vez de ouvi-lo nas três leituras tiradas da Bíblia, intercaladas pelo Salmo de Meditação e a Aclamação do Evangelho. A Palavra de Deus transforma a nossa vida. E as leituras vão nos mostrar que Deus está presente no seu povo.

  • Fomos acolhidos, recebemos o perdão, ouvimos a Palavra de Deus, e o celebrante explica as leituras na homilia. Vamos sintetizar tudo isso, rezando o Creio em Deus Pai, que contém as verdades fundamentais da nossa fé.


Oração dos Fiéis: Toda a comunidade faz os pedidos, conforme as suas necessidades. Rezamos também pelos governantes, pelos que sofrem, pelo mundo inteiro.

Ofertório: É a hora de colocar sobre o altar toda nossa vida para ser consagrada. Por isso, não pode ser oferta só de dinheiro, de mantimentos para os pobres, mas da vida, para recebermos forças na luta do dia-a-dia. O sacerdote oferece a Deus tudo o que é colocado no altar.

Oração Eucarística: Nesta oração é transformado o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo. Tudo o que vimos e ouvimos é transformado na Eucaristia. Recordamos o momento em que Cristo deu a sua vida por nós. Ele está presente sobre o altar; não o vemos, mas isto sabemos pela fé. A oração por Cristo e em Cristo, resume este ato da fé. Ao pronunciarmos o Amém, queremos dizer que aceitamos tudo, com amor e gratidão.

Pai-Nosso: É a oração que Jesus nos ensinou e é a mais completa das orações. Essa oração nos torna irmãos, porque Deus é o nosso Pai.

Oração pela Igreja: A Igreja, Santa pela graça de Deus e pecadora porque realizada por pecadores e em favor de pecadores, pede pela unidade de seus filhos para testemunho de Jesus Cristo, na fé, no culto e na caridade (cf  Jo 17).

Saudação da Paz: Desejamos a paz do Cristo a todas as pessoas: aos amigos e aos inimigos. Só Cristo pode, realmente, nos dar a paz e ajudar-nos a viver como irmãos.

Cordeiro de Deus: Pedimos três vezes que tenha piedade de nós, para frisar bem que só Deus tira os pecados do mundo e o quanto precisamos de perdão. Não somos dignos de sermos perdoados, mas Jesus quer nos perdoar e ficar conosco.

Comunhão: A mesa está posta e o alimento preparado. Somos convidados a participar da Comunhão com toda a humanidade que sofre e também se alegra, porque Cristo é ponto de unidade dos que n'Ele crêem. E esta união deve acompanhar-nos até nossas famílias, vizinhos e colegas de escola e trabalho, como sinal da vida e unidade.

Despedida: Ao despedir-nos, devemos estar cheios da graça de Deus. O sacerdote diz: "Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe", e nos abençoa em nome da Santíssima Trindade. 

Vemos,  assim,  que a Missa, além de ser Bíblica, contém todo o Mistério da nossa fé e salvação.


5. Oração Final e Encerramento


Catequista:  Deus, nosso Pai, queremos te agradecer pelo grande presente  que  Jesus nos deixou:   a  Eucaristia.

Todos:         Na Santa Missa participamos do banquete pascal de Jesus!

                   (Canto à escolha do grupo)

Catequista:   Peçamos a Jesus que participemos com fé, amor e alegria da missa. (pausa)

Criança 1:     Na Liturgia da Palavra somos alimentados pela Palavra de Deus.

Todos:         Queremos ouvir a Tua Palavra, Senhor!

Criança 2:     Na Liturgia Eucarística oferecemos a Deus Pai nossas vidas e nossas ofertas. 
                   O pão e o vinho, no momento da Consagração,  se  tornarão  o  Corpo  e  o
                   Sangue de Jesus.

Todos:         Querido Jesus,  queremos  nos  preparar bem para   o dia   da    Primeira
                   Comunhão, grande encontro que teremos contigo na Eucaristia.

Criança 3:     Quem recebe o Corpo  e  o  Sangue  de  Jesus  com  fé,   sente a sua vida 
                   transformada, vive em união com Deus e os irmãos.

Todos:         Querido Jesus, queremos ser sinais da Tua presença no mundo. Amém!

                   (Canto final à escolha do grupo)












Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista - Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)
  • Livro Que Alegria, encontrei Jesus! - Arquidiocese do Rio de Janeiro






















          





                 


A vida de Deus em nosso meio: o Espírito Santo



       Esse tema eu desenvolvi em dois encontros, porque estava no programa falar para as crianças sobre o Espírito Santo. Mas, para o pequeninos entenderem bem sobre o Espírito Santo, eu precisava explicar melhor o sentido da ascensão de Jesus, lembrar a sua promessa,  fazer conhecer sobre a missão que ele nos confiou,  para, afinal, levá-los a compreender a importância do Espírito Santo em nossa vida de discípulos de Jesus.
      O assunto ficou muito longo para um só encontro, então resolvi repetir o tema, para que pudesse  falar com calma sobre os símbolos usados por São Lucas para nos fazer entender como o Espírito age com poder em nossa vida,  como essas imagens e figuras nos comunicam a mensagem de Deus.




       
Objetivos:
  • Entender o sentido da ascensão de Cristo.
  • Compreender melhor o Espírito Santo e sua importância em nossa vida.


Ambiente:   


  • Bíblia
  • Flores


Recurso:      

  • Dinâmica do spray.


  
                 

1. Acolhida e Oração Inicial

  • Preparar ambiente aconchegante. Receber a turma com alegria.
  • Motivar a turma para o encontro de hoje, que será uma ocasião para estudar e compreender melhor o Espírito Santo e sua importância em nossa vida. Recapitular as etapas anteriores em que vimos o chamado que Jesus nos faz para sermos discípulos e compreendermos o que é ser discípulo de Jesus e como é a missão de discípulo de Jesus. Hoje nós vamos refletir sobre o Espírito Santo, que é a força de Deus para quem assume sua missão e quer desempenhá-la com eficiência.
  • Fazer um momento de animação, cantando músicas apropriadas.
  • Concentrar a turma para rezar.
  • Vamos iniciar nossa oração, lembrando a importância de estarmos unidos. A alegria de Deus é ver o seu povo unido na fé e na missão, dando um testemunho de amizade e entrosamento.
  • Cantar a música  Seja Bem-Vindo ou outra à escolha
  • Fazer preces espontâneas, pedindo a Jesus que afaste da turma tudo o que possa provocar desânimo e desunião. A resposta  poderá ser: "Fazei de nós, Senhor, um povo unido".
  • Desejar paz aos colegas, dando-lhes um abraço ou um aperto de mão. 
  • Cantar a música Mais uma Vez, ou outra à escolha.
          
   Iniciar, dizendo: "Jesus ressuscitou! Ele está no meio de nós!" Este anúncio diz que precisamos continuar dizendo a todos que Jesus ainda nos ama e quer somente o nosso bem. Se ouvirmos e colocarmos em prática tudo o que ele nos ensinou, nós teremos uma vida nova.

      Perguntar: Quando festejamos a ressurreição de Jesus? (Deixar que respondam).

      Sim, Páscoa, é o nome da festa em que comemoramos esta data tão especial.

    Terminar  a mensagem com a dinâmica do spray:  Pedir aos catequizandos que olhem para o centro da sala e perguntar se estão vendo alguma coisa no ar. Após a resposta negativa, pedir para fecharem os olhos. Borrifar um pouco de spray (daqueles para perfumar ambiente, ou outro). Depois que o spray estiver invisível, pedir para abrirem os olhos e perguntar se estão vendo algo. A resposta também será negativa. Mas, perguntar se sentem o cheiro que está no ar, ao que responderão que sim. O catequista encerra: o cheiro pode ser sentido, mas não pode ser visto. Não podemos ver o gás, mas podemos sentir seu cheiro. Assim é com Jesus. Nós não podemos vê-lo com os olhos, mas podemos sentir  o seu cheiro. Nós não podemos vê-lo com os olhos, mas podemos sentir sua presença, em nossa vida, em nosso coração.

       Encaminhar os catequizandos para que, de olhos fechados, tentem sentir Jesus em seu coração.



 Relembrando o encontro anterior:


Num dos nossos encontros, fizemos a Via-Sacra, que quer dizer caminho sagrado. É uma recordação dos passos sofridos de Jesus em seu caminho de dor, que o levou à  vitória da ressurreição. É costume dos cristãos refletir sobre o sofrimento e a vitória de Jesus, porque isso nos dá forças para enfrentar as dificuldades da vida e nos faz lembrar que  também seremos vencedores. A Via-Sacra se compõe de quinze estações. Cada estação é um momento importante da Paixão de jesus. É como se fosse um passo em sua caminhada rumo à vitória da ressurreição. Na décima-quinta estação, Jesus ressuscita dos mortos, Quando todos pensavam que Jesus tinha fracassado juntamente com seus sonhos e seu Reino, eis que Jesus ressuscita. Venceu a morte e saiu glorioso do sepulcro. As mulheres que foram ao túmulo, na madrugada daquele domingo, encontraram-no vazio. No lugar do fracasso, a vitória final.

Já falamos sobre algumas aparições de Jesus: No Evangelho segundo Mateus, capítulo 28, versículos 9-10, ele narra a aparição de Jesus às mulheres que foram ao túmulo na manhã de domingo, quando o Senhor lhes disse que não tivessem medo e que fossem contar aos discípulos que havia ressuscitado  e que eles deveriam ir para a Galiléia. Vimos que Tomé, um dos apóstolos, não estava presente quando Jesus apareceu, que ele duvidou da Ressurreição de Jesus. Mas, em outra aparição, em que ele estava presente, ele viu as chagas nas mãos de Jesus e então acreditou.

Vimos também, em outro momento, o encontro de Jesus ressuscitado com dois dos seus discípulos. Os discípulos já estavam desanimados. Eles ainda não haviam acreditado na ressurreição de Jesus. Então, Jesus foi ao encontro deles, conversou com eles e se deu a conhecer para que eles tivessem a certeza de que ele estava vivo. Isso animou os discípulos. E eles foram se unir aos outros seguidores de Jesus. 

Os discípulos ficaram animados ao experimentar a presença do Cristo vivo, ressuscitado. Eles haviam seguido Jesus. Ouviram suas pregações. Presenciaram seu gestos de bondade. A notícia da ressurreição era um sinal de vitória. Depois do sofrimento da cruz, uma notícia boa para alegrar e devolver o ânimo àqueles que acreditaram e seguiram Jesus. Essa mesma alegria deve encher nossos corações hoje, pois a vitória de Cristo é sinal e incentivo para a nossa vitória. Na vida, enfrentamos várias lutas. O modo de vencê-las, Jesus mostra com a sua vida. Juntamente com Cristo, todos somos vencedores, pois ele caminha conosco e nos garante força e motivação em nossas lutas.


2.  Desenvolvendo o tema:



Vamos ouvir, agora, um texto dos Atos dos Apóstolos que narra a ascensão de Jesus. Ascensão significa subida. Lucas conta que Jesus Ressuscitado se despediu dos seus discípulos, voltando definitivamente para junto do Pai e deixando com seus seguidores a tarefa de continuar a construção do Reino que ele começou. Vamos ver a reação dos discípulos a tudo isso.


Texto: At 1,1-11

      Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia.


Partilha:

  • O autor do livro dos Atos dos Apóstolos é Lucas. O primeiro livro de Lucas, de que ele fala aqui, é o seu Evangelho. Segundo Lucas, de que ele tratou em seu primeiro livro?
  • Segundo Lucas, por quantos dias Jesus apareceu aos apóstolos depois de sua ressurreição?
  • Que ordem Jesus deu aos apóstolos, ao tomar a refeição com eles?
  • De que promessa Jesus está falando?
  • Os discípulos receberiam o Espírito Santo para quê?
  • Depois da ascensão, apareceram dois homens de branco. O que eles disseram aos apóstolos?


Aprofundamento:


 - Explicar melhor o seguinte:

Para entendermos a importância do Espírito Santo em nossa vida de discípulos de Jesus, precisamos entender o sentido da ascensão de Cristo.

Ascensão é uma palavra que a gente usa para indicar a ida de Jesus para o céu. Mas como é esse negócio de ir para o céu?

Depois da morte de Jesus, os discípulos ficaram bem confusos, sem saber o que fazer da vida. Então, para explicar à comunidade que Jesus estava vivo, mesmo não podendo ser visto, Lucas, o autor do Livro dos Atos dos Apóstolos, escreveu esse relato da ascensão.

Ao dizer que Jesus subiu ao céu, Lucas quer dizer que os discípulos não podem vê-lo, mas podem sentir sua força e sua presença. Jesus havia morrido, mas não havia abandonado seus amigos. Era hora de reagir e esquecer a tristeza. Então,   Lucas fala que foi preciso um tempo  -  quarenta dias  -  para  os  seguidores de Jesus compreenderem que não estavam sozinhos.


Mas por que quarenta dias? Quarenta dias na Bíblia quer dizer um tempo suficiente para a pessoa amadurecer e repensar a vida. Tempo suficiente para o luto e para criar força para recomeçar. Tempo para se recuperar de uma doença e começar de novo a trabalhar. Tempo para esquecer a tristeza e abrir de novo o coração para a alegria. Então, depois de quarenta dias, continuar triste e sem fazer nada era tolice. Era preciso esquecer a tristeza e reagir.


Jesus havia morrido, mas estava vivo junto eles, mesmo que eles não pudessem vê-lo. Então, era preciso continuar a obra de Jesus: o Reino de Deus. Era preciso continuar o que ele havia começado, afinal os discípulos são continuadores da obra do mestre. Não adiantava ficarem parados.

Para isso, era preciso que eles ficassem unidos em Jerusalém, onde Jesus tinha morrido. Lá onde eles tiveram  tristeza tão grande, mas também teriam uma alegria imensa. Eles superariam a desilusão e ficaram cheios da força de Deus, o Espírito Santo, para continuar a obra de Jesus.

Mas os discípulos não tinham entendido ainda que missão era essa. Eles acharam que Jesus ia restaurar o Reino de Israel,  ou seja, que a partir de então o mundo  deles  seria  uma maravilha,  com   a   implantação definitiva do Reino de Deus. Jesus vai explicar que a coisa não é assim tão fácil. Eles ainda vão suar muito  a camisa para ver o Reino acontecer.  Tem muita água para rolar debaixo da ponte.  Tem muita  peleja,  muito esforço, muita luta para vencer as coisas ruins e fazer esse mundo parecido  com  o  Reino  de  Deus.   Para ajudá-los a construir esse mundo bom, Jesus promete uma força especial: o Espírito Santo.

A partir do relato da ascensão, uma coisa fica muito clara: Jesus havia concluído sua missão no mundo. Agora era a vez de os discípulos assumirem sua tarefa. Jesus veio e fez o que devia fazer: nasceu entre nós, ensinou o caminho da salvação, pregou a Palavra de Deus, foi fiel até o fim, morrendo na cruz, ressuscitou vitorioso e voltou para junto de Deus. Com sua ascensão, era como se Jesus tivesse aos seus discípulos: "Eu cumpri minha missão. Agora cumpram a missão de vocês."

Até aquele momento, os discípulos ficaram admirando Jesus agir. Agora era hora de colocar a mão na massa. Não adiantava mais ficar ali parados, olhando para o céu. Jesus não estaria mais presente, de modo humano, como antes. Mas sua presença viva continuava no coração de todos os seus amigos. É uma presença estranha, pois ela se dá na ausência. Então, eles entenderam: era hora de agir.

Iniciava-se a tempo da Igreja, isto é, aquele tempo em que os seguidores de Jesus, espalhados pelo mundo inteiro, se encarregariam de anunciar o nome e o Reino de Jesus. Esse tempo começou com os primeiros discípulos e continua conosco, que somos hoje os seguidores de Jesus. Cada discípulo é chamado a dar a sua contribuição para a construção do Reino de Jesus, já iniciado, mas não totalmente realizado. É isso o que Jesus quis dizer, quando afirmou: "Vocês serão minhas testemunhas ... até os confins do mundo".  E, para o sucesso dessa missão, Jesus relembrou a antiga promessa do Pai, que em breve se cumpriria: o Espírito Santo viria em socorro dos discípulos, para lhes dar força e capacitá-los para a missão.

Jesus cumpriu sua missão e nos confiou uma tarefa importante. Ele não ficaria humanamente presente entre nós para sempre. Depois de ressuscitado, ele voltou para junto do Pai. Mas sua ascensão não foi para se ausentar. Ele se tornou presente, de modo espiritual, por meio do Espírito Santo. Podemos lembrar sua promessa "Eis que estarei sempre com vocês todos os dias, até o fim dos tempos" (cf Mt 29,20). Só que sua presença é diferente. Não está mais entre nós como estava com o grupo dos doze apóstolos, caminhando, ceando com eles, Mas essa presença espiritual não é menos importante, de modo algum. Em tudo o que fazemos, em todos os momentos, temos uma certeza: Jesus está na glória de Deus e, ao mesmo tempo, está sempre conosco, presente espiritualmente em nossos corações.


                         
           
   
 
Agora, vamos ouvir um trecho do Evangelho de João, que mostra Jesus se despedindo dos seus discípulos e prometendo-lhes uma ajuda muito especial. É a ajuda de que eles precisavam para ter sucesso em sua missão.

Texto: Jo 14,12-18

           Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia.


Partilha:

  • Segundo João, quem crê em Jesus fará o quê?
  • Quem ama Jesus faz o quê?
  • O que o Pai dará a quem amar Jesus?
  • Quem é esse defensor que Jesus prometeu?


No texto acima, vimos Jesus prometendo aos discípulos o Espírito Santo.Agora, vamos ver como essa promessa se cumpriu:



Texto: At 2,1-13

         Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia.




Partilha:

  • O que aconteceu no dia de Pentecostes? Como Lucas narra?
  • O que mais chamou a sua atenção nessa narrativa?


Aprofundamento:

Depois de falar da despedida de Jesus e da missão que ele deu aos seus discípulos de continuar a construção do seu Reino, Lucas, que escreveu os Atos dos Apóstolos, vai falar para os seguidores de Jesus que eles não estão sozinhos nessa difícil missão. Então, ele escreve uma narrativa interessante sobre o dia de Pentecostes, para mostrar que Jesu cumpriu a promessa de enviar o Espírito Santo. Pentecostes era uma festa que os judeus realizavam em Jerusalém, cinquenta dias após a festa da Páscoa, para comemorar o dia em que Moisés recebeu de Deus a Lei e fez com ele uma aliança.

Era dia de Pentecostes. Os seguidores de Jesus já estavam conscientes de que a missão de Jesus continuava através deles. Mas eles ainda estavam com medo e não tinham forças para agir conforme Jesus tinha mandado. Estavam reunidos, trancados em casa só rezando para Deus ajudá-los. Então o Espírito Santo se manifestou. Eles se sentiram renovados e fortalecidos e começaram sua pregação, diante de todo o povo reunido para a festa. E começaram com sucesso, sendo compreendidos por pessoas de nações e costumes tão diferenciados.

A partir de então, a festa de Pentecostes, para os cristãos, ficou sendo a comemoração da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e o início efetivo da missão da Igreja. É quase como se fosse o aniversário da Igreja.

Para falar do Espírito Santo, Lucas usou muitos símbolos: vento, fogo, línguas, barulho etc. Ele quer mostrar a força do Espírito Santo se manifestando na vida dos discípulos. Para isso, faz comparações preciosas. É o que vamos ver na atividade a seguir.


3. Atividade

  • Convidar a turma para entender melhor os símbolos da manifestação do Espírito Santo.
  • O catequista deverá fazer uma explicação desses símbolos, usando para isso um painel que será montado enquanto se faz a explicação.
  • Para a montagem do painel, observar os seguintes passos:


1º  passo:
  • Fixar o cartaz com os dizeres: Como o Espírito Santo age em nós.
- Explicar: O texto que acabamos de ler nos mostra a ação do Espírito Santo na vida dos discípulos. Para nos fazer entender como ele age com poder, lucas usa vários símbolos. São imagens e figuras que nos comunicam a mensagem de Deus. O autor desse texto não fez uma reportagem do dia de Pentecostes. Não quis contar, como faz um repórter, os detalhes do acontecimento. O que Lucas pretendeu foi, sem dúvida, nos ajudar a compreender como o Espírito Santo age em nossa vida. Vamos, pois, ver o sentido de cada símbolo que apareceu no texto.


2° passo:
  • Colar no centro do cartaz, a faixa: União/Predisposição
- Explicar: A primeira coisa que o texto nos diz é que os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar, quando chegou o dia de Pentecostes. E não estavam reunidos à toa. Essa união dos discípulos significa que eles estavam predispostos a receber o Espírito Santo para cumprir a missão que Jesus lhes havia dado. O Espírito Santo não se manifesta a um povo desunido, disperso e indisposto. Primeiro, Deus quer saber se estamos preparados para assumir nossa missão, se estamos dispostos a formar um povo de irmãos, conforme é a vontade de Deus. Depois, ele nos dá o Espírito Santo, que vai nos capacitar para essa missão. Se Deus manifestasse o Espírito em um povo desunido e indisposto, seria como dar a uma criança um presente de valor que ela não sabe usar. A criança pegaria o presente e, não sabendo o que fazer com ele, acabaria jogando-o fora ou deixando-o abandonado em um canto. É por isso que Deus nos pede um sinal de que vamos valorizar o Espírito que recebemos. Esse sinal é a nossa união, que manifesta nossa disposição de realizar as obras de Jesus.


3º passo:
  • Colar, conforme o modelo, a faixa: Barulho
- Explicar: O texto diz que, quando o Espírito Santo se manifestou, houve um grande barulho. Parecia uma verdadeira tempestade, que se fez ouvir por toda a parte. Que significa isso? Será que houve mesmo uma tempestade, com raios e trovões? Qual o sentido desse barulho todo?


- Colar a faixa: Poder

- Explicar: No texto, esse barulho significa o poder de Deus em ação. Para mostrar como é grande o poder de Deus, a Bíblia compara a uma força que mexe até com a natureza, como fazem as grandes tempestades. Isso significa que, a partir daquele momento, o poder de Deus passava a agir de modo admirável na vida dos discípulos. Com efeito. Eles andavam meio fracos e desanimados. Mas a força do Espírito haveria de despertar neles uma coragem nova. E foi isso o que aconteceu. Os discípulos saíram pregando  a Palavra de Deus. Mas, quando eles agiam, não era só com a força deles mesmos, mas com a força e o poder do próprio Deus. Esse é o sentido do barulho.


4º  passo:

- Colar a faixa: Vento

- Explicar: A Bíblia diz que, além do barulho, ouviu-se um vento forte que soprava com força em toda a região. Que significa esse vento?

- Colar a faixa: Vida

- Explicar: O vento na Bíblia é sinal de vida. É o sopro de Deus que nos dá a vida. Para viver, precisamos do ar que respiramos. O Espírito Santo vai ser para nós tão importante como esse ar sem o qual ninguém ´pode viver. Esse é o sentido do vento. O Espírito Santo chegou para trazer vida nova para os discípulos de Jesus. Veio, em meio ao vento, como quem quisesse soprar para longe as coisa velhas e nos dar vida nova. Os discípulos puderam começa, a partir de então, uma vida nova, como nunca tinham experimentado antes.


5º  passo:

- Colar a faixa: Fogo

- Explicar: O texto fala que apareceram chamas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um dos discípulos. Que significa esse fogo? Será que houve como que um incêndio? Terá esse fogo queimado a cabeça dos discípulos? Nada disso.

- Colar a faixa: Fervor

- Explicar: O fogo significa a capacidade do Espírito Santo de aquecer nossos corações. O fogo tem essa propriedade de aquecer, de acabar com o frio. O Espírito Santo se manifesta para acabar com a frieza dos nossos corações, acendendo neles  o fogo do amor. Algumas pessoas costumam viver com extrema frieza. Tratamos com os outros com frieza. Trabalhamos com frieza. Estudamos com frieza. Vivemos sem entusiasmo, sem garra, sem disposição. O discípulo de Jesus não pode ser assim. Precisa se encher de amor pelo que faz, precisa ter fervor, que é aquele entusiasmo que o Espírito nos dá. Ter fervor é deixar o nosso coração "ferver" mesmo de amor pelas coisas de Deus. É esse o sentido do fogo que o Espírito nos traz.

6º passo:

- Colar a faixa: Línguas

- Explicar: Outro símbolo da manifestação do Espírito que o texto nos mostrou foram as línguas. Os discípulos, cheios do Espírito Santo, começaram a pregar a Palavra de Deus. E todas as pessoas que os ouviam compreendiam perfeitamente o que queriam dizer, mesmo pessoas de outras nações e de línguas estrangeiras. O que significa isso? Será que, de repente, todo mundo começou a falar novos idiomas? Não parece ser isto.

- Colar a faixa: Compreensão

- Explicar: O que terá acontecido, na verdade, foi uma facilidade imensa de compreensão entre as pessoas. O Espírito Santo trouxe aos discípulos uma linguagem nova. Não era um novo idioma que todos pudessem compreender. Era a linguagem do amor. Essa linguagem é compreensível a todas as pessoas, mesmo aos estrangeiros que falam idiomas diferentes. De fato, há dois tipos de linguagem. Há aquela que usamos quando de nossa boca saem palavras que ofendem, que magoam, que machucam as pessoas e causam desunião, rivalidades, desgostos, separações. Essa linguagem é difícil de compreender. Ninguém a entende. E há aquela linguagem que usamos quando  de nossa boca saem palavras que unem, palavras que comunicam amor, atenção, amizade, respeito e produzem a união entre as pessoas, gerando compreensão. Essa é a linguagem nova que o Espírito nos ensina. Os discípulos, com essa nova linguagem do amor, conseguiram se fazer entender por todos, até por pessoas estrangeiras, porque a linguagem do amor é universal. Falar em outras línguas é, pois, a capacidade que o Espírito nos dá de usar nossa fala não para desunir ou ofender as pessoas, não para comunicar ódio ou revolta ou indignação, mas para unir as pessoas, comunicando amor, paz e todo tipo de sentimento positivo. Esse é o sentido das línguas.

  • Terminada a montagem do painel, fazer um breve resumo de tudo o que foi dito, dando uma visão do conjunto de toda a ação do Espírito Santo nos discípulos e em nós. Frisar que o Espírito age quando estamos unidos e predispostos, trazendo-nos o poder de Deus, conduzindo-nos a uma vida nova, aquecendo nosso coração com o fogo que nos afervora e nos ensinando a nova linguagem do amor, que proporciona uma compreensão geral entre as pessoas.





Conclusão:


    O texto fala que os discípulos ficaram tão empolgados com a presença doo Espírito Santo que muitos pensaram que eles estivessem  "embriagados de vinho doce". Mas não! Eles se embriagaram do Espírito Santo. As pessoas costumam se embriagar de álcool, ou de ódio, ou de violência. Quando estão assim, deixam-se conduzir por essas coisas e sentimentos negativos. Os discípulos, no entanto, estavam cheios do Espírito de Deus e por ele se deixaram conduzir. Essa é a santa embriaguez daqueles que se abrem à ação do Espírito Santo. Essa embriaguez todos nós podemos ter. O grande convite de Deus é que deixemos o Espírito Santo agir em nós, como agiu na vida dos discípulos, a ponto de nos sentirmos como que "embriagados" de uma força tão especial.


4. Oração Final e encerramento:

  • Convidar a turma para rezar, motivando as pessoas a pedirem a manifestação do Espírito Santo em suas vidas.
  • Cantar a música  Manda Teu Espírito.
  • Depois da música, fazer um momento de oração como segue: Vamos rezar, pedindo a Deus que manifeste em nós o seu poder, como manifestou na vida dos discípulos. Que o poder de Deus venha ser a força que nos guia nas horas difíceis, a força que nos anima e nos dá coragem para caminhar. Cada um pode em silêncio pedir que o Espírito Santo traga o poder de Deus para agir em sua vida. 
  • Cantar a primeira parte da música da Salete Ferreira:  Deus, nosso Pai, Te adoramos, Derrama sobre nós, o amor que vem do céu, o amor que vem do céu, o amor que vem do céu.
  • Vamos rezar também, pedindo que o Espírito Santo nos dê uma vida nova. Feche os seus olhos, pense um pouco em sua vida e veja quanta coisa velha precisa ser renovada. O Espírito Santo quer renovar sua vida, soprando para longe tudo o que é velho e desnecessário e trazendo vida nova. Em silêncio, peça a ele que renove sua vida.
  • Cantar a segunda parte da música: Senhor Jesus Cristo, nós Te adoramos, Derrama sobre nós, a paz que vem do céu, a paz que vem do céu, a paz que vem do céu.
  • Enfim, vamos pedir que o Espírito Santo nos ensine a compreensão, a linguagem nova do amor, para que entre nós exista união e entendimento, conforme é a vontade de Deus. Coloque a mão no ombro de quem está ao seu lado e juntos vamos rezar, pedindo ao Espírito a união e a compreensão. Que nossas palavras, nossos gestos e nossas atitudes apenas comuniquem amor e paz aos nossos irmãos.
  • Cantar a terceira parte da música, encerrando a oração: Espírito Santo, nós Te adoramos, Derrama sobre nós, a Unção que vem do céu, a Unção que vem do céu, a Unção que vem do céu.
  • Motivar para o próximo encontro.

                                                                              Paz e bem!
     



       
  Fontes:


  • Bíblia Sagrada
  • livro Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)
  • Livros Jesus, nosso salvador e O Espírito Santo nos sustenta, de Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo (Ed. Paulus)