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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O Significado das Doze Estrelas da Coroa de Nossa Senhora



No dia 27 de novembro, comemoramos a Festa da nossa Padroeira, Nossa Senhora das Graças. É uma linda festa! Nesse dia, como de costume, encerramos a Novena com a procissão e a celebração da Santa Missa, com momento de ação de graças em que coroamos a imagem de Nossa Senhora.

Já iniciamos os ensaios com as crianças e confesso que fico um pouco tensa nesse período, chego a sentir um pouco de medo de não dar conta do compromisso assumido. Mas estou aprendendo que com Maria à frente não temos com que nos preocupar, com a sua intercessão e "fazendo tudo o Ele nos disser", nada dá errado, pelo contrário, sai tudo melhor do que planejamos.

Para cada Coroação me vem uma inspiração, que com certeza é obra do Espírito Santo. É impressionante, surge uma ideia que sugere um tema e depois tudo vai se encaminhando naquela direção, colaborando para que fique tudo muito lindo. No ano passado, sem que o padre soubesse com precisão o que estávamos preparando, até as cores da decoração do altar combinaram com as roupas das meninas da coreografia, com as flores das tiaras e das cestinhas que os anjos levavam com as pétalas. O tema falava de Maria aos pés da cruz; e até uma enorme cruz foi colocada à frente do altar, onde as adolescentes fizeram a coreografia com a música Maria, Mãe da Vida.

Nesse ano, acho que Maria vai ganhar uma coroa nova, e por isso fiquei pensando no significado das doze estrelas da Coroa de Nossa Senhora. Encontrei um texto muito interessante do Professor Felipe Aquino que nos explica o que elas significam. 

"Nós temos uma mãe na terra e uma Mãe na eternidade. No Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Maria de São Luís Grignion de Montfort, no final, ele diz que nós precisamos nos consagrar a Santíssima Virgem de maneira absoluta, de modo que tudo seja feito por Maria, em Maria e com Maria para tudo ser feito para Jesus, em Jesus e com Jesus. O fim não é Maria; o fim é Jesus. Ela não é um obstáculo, ao contrário, ela nos empurra para Cristo, no centro da oração da Ave-maria está Jesus. 

O Papa diz que a Ave-Maria gira em torno da palavra de Jesus, todo o rosário não é mariano, é Cristocêntrico. São Luís Grignion de Montfort propõe que rezemos todos os dias a consagração à Virgem Maria. 

Maria é a imagem da Igreja: pura, santa e imaculada. São Luís explica que colocaram doze estrelas na cabeça da Santíssima Virgem porque este representa um número completo, pois não falta nada nela por ser cheia de graça. Quando você tem um copo cheio de água, não falta mais água ali, ou seja, Maria tem a plenitude da graça que Deus deu a ela.

São Luís propõe que nós rezemos 12 Ave-Marias contemplando os mistérios, fazendo a coroa de glória a Nossa Senhora, que são as doze estrelas. A primeira é o mistério da maternidade divina. Deus desde toda a eternidade a predestinou para ser a Mãe do Salvador, mas Ele não a obrigou, Ele enviou o anjo para perguntar a Ela e o anjo a saudou: “Ave cheia de graça, o Senhor é contigo”. Deus olhando para ela diz: você é cheia de graça; ela foi a única criatura que achou graça diante do Senhor. Ela foi a única que o demônio não tocou, até os muçulmanos acreditam nessa verdade. Ela foi a única digna de conceber o Filho de Deus encarnado.

Quem é que pode anular essa graça de Deus? Se Deus a saúda, quem de nós poderá deixar de fazê-lo? Só quem for desobediente a Deus. Essa é primeira estrelinha, ela foi escolhida para ser Mãe de Deus. A segunda é a Imaculada Conceição, pois foi concebida sem o pecado original, o demônio não pode tocar nela, Maria era cheia de graça, nela não havia nada, a não ser graça. A Santíssima Virgem não poderia ter o pecado original, isso seria uma desonra a Deus. “Imaculada” que dizer “sem mácula”, “sem pecado”. 

A terceira estrela é Maria sempre Virgem: antes, durante e depois do parto, não há explicação da ciência, mas se a luz consegue atravessar o véu sem rasgá-lo, muito mais o Pai do Céu pode realizar o milagre de Maria. “Para Aquele que é extraordinário todos os fatos são excepcionais” (Santo Agostinho). 

A quarta estrela é Maria, Filha predileta do Pai: o Pai escolheu entre todas as mulheres a Maria, ela foi escolhida pela sua humildade, como diz no “Magnificat”; o que lançou a humanidade na morte foi a soberba de Adão e Eva. Santo Irineu dizia: “Eva com seu pecado introduziu a morte no mundo, Maria com sua obediência introduziu a vida”.

A quinta estrelinha é Esposa do Espírito Santo: ela concebeu por obra do Espírito Santo, ela é a Esposa mística do Espírito Santo, Maria tem um relacionamento perfeito com a Santíssima Trindade, do Pai ela é filha, do Filho ela é Mãe e do Espírito ela é esposa. 

O que essa Mulher não consegue tirar de Deus? Só o que ela não quiser, o que não convém. 

A sexta estrela: Maria é a mais humilde a quem Jesus se submeteu, o nome “Maria” vem de “mar”, o mar é esplendoroso, pois aceitou ficar abaixo alguns centímetros de todos os rios, Maria também é assim: por isso, Deus a escolheu olhando para a humildade de Sua serva.


A sétima é que recebeu o poder de esmagar a cabeça do inimigo de Deus; ela aparece em toda a Bíblia, de Gênesis até Apocalipse. Alguns teólogos dizem que Deus fez com que ela permanecesse virgem porque Eva também o era [virgem] quando pecou.

Nunca deixe de usar uma medalhinha de Nossa Senhora, pois ela o protege, nem deixe de ter a imagem de Nossa Senhora em sua casa. Certa vez, eu fui salvo da morte porque tinha um adesivo com a imagem dela no vidro do carro: aconteceu um acidente e tiveram que cortar as portas para eu poder sair do carro; este teve perda total, mas eu saí dele sem um arranhão. E quando eu olhei no para-brisa, vi que o adesivo de Nossa Senhora, olhando para mim, estava intacto. O seguro me deu outro carro novinho, pois foi perda total, mas comigo não aconteceu nada. 

A oitava estrela é a “Medianeira de todas as graças”. Os santos doutores da Igreja dizem que todas as graças passam pelas mãos de Maria, mesmo as que você pede aos santos, é ela quem as distribui. Como meu pai, que comprava um saco de bala e minha mãe as distribuía. Deus Pai é que dá a graça, mas é Nossa Senhora que a distribui. Qual foi a maior graça do mundo? Jesus! E essa graça veio por meio de Maria; se a grande Graça veio por meio dela, então todas as outras também virão! 

“Tudo por Jesus, nada sem Maria!” a Canção Nova é essa gigante porque ela é mariana, nada se faz aqui sem a Santíssima Virgem Maria; em todos os departamentos encontramos uma imagem dela.

A nona estrela é “Maria aos pés da cruz”. Jesus, com lábios cheios de sangue, disse a última coisa: “Filho, eis a tua mãe. Mãe, eis aí o teu filho”, João naquele momento representa todos os filhos da Igreja. Nosso Senhor Jesus Cristo já tinha dado tudo: Seu sofrimento, Seu Sangue e a única coisa que tinha Lhe sobrado ali na cruz era Sua Mãe, que Ele deu a João, representando nós todos. João a levou para sua casa; eu não sei se você a recebeu como sua Mãe. Se não, receba-a hoje, leve-a para sua casa, Maria, Mãe da Igreja, Maria, Mãe de cada um de nós.

A décima estrela é “Maria, assunta ao céu”. Aquele corpo, que gerou o Filho de Deus, não poderia ser destruído. Papa Pio XII proclamou que ela foi assunta de corpo e alma. Os santos não estão no céu com o corpo, somente quando Jesus voltar, na parusia, é que eles se unirão ao seu corpo e irão para o céu. Assim, a glorificação acontecerá somente no último dia, mas a Virgem Santíssima já é glorificada no céu com o corpo e alma.

A décima primeira estrela é: “Maria, coroada no céu como Rainha”. Maria foi coroada como Rainha pela Santíssima Trindade, ela é a Rainha dos santos, dos anjos, do céu, da terra, dos doutores. Isso não é fantasia, é verdade de fé, isso significa que abaixo de Deus, abaixo da Santíssima Trindade, o maior poder é dado a ela por Deus, não pela natureza, mas pelo próprio Deus.

A última estrela é que “Maria é aquela que recebeu de Deus todas as graças, honras e méritos”, que não são apenas 12, são todas as outras. O Todo-Poderoso não precisa de nada nem de ninguém, mas Ele quis precisar de Maria, assim como Ele quer precisar de nós querendo que sejamos evangelizadores; Ele não precisava, mas Ele quis precisar de nós.

Terminando a pregação, eu quero enfatizar as Bodas de Caná: Jesus, os apóstolos e Maria foram a esse casamento; o vinho, que era costume naquela época ser servido nessas ocasiões, faltou. Ninguém iria morrer se essa bebida acabasse, não ia acontecer nenhum outro mal a não ser a tristeza, mas mesmo assim ela intercedeu para o Filho, e embora não fosse a hora d’Ele, Ele a atendeu porque a Mãe pediu. Peça você também para que Jesus possa manifestar a Sua glória na sua vida."


Autor: Prof. Felipe Aquino

Fonte: Site Canção Nova






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