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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré




Vamos ouvir agora a história de uma menina que desejava muito ver Nossa Senhora:

Catarina  Labouré nasceu na França. Seu pai, Pedro Labouré, e sua mãe, Luísa Madalena Gontard, eram fervorosos cristãos, moravam no campo, tinham amor ao trabalho e à simplicidade de vida. Deus concedeu-lhes uma numerosa família: sete rapazes e três moças.

Sua mãe tinha quarenta e seis anos quando morreu. A menina, então, com nove anos, subiu em uma cadeira e, chorando, abraçou a imagem da Santíssima Virgem, dizendo: "Agora, tu serás minha mamãe!" - e alimentava um desejo ardente de ver Nossa Senhora. Era esse o pedido constante em suas orações, e ela confiava que se realizaria.

Aos doze anos, era ela quem cuidava da casa. Mesmo suas ocupações diárias, por mais numerosas que fossem, não a impediam de achar tempo para fazer seus exercícios de piedade, oração, meditação e leituras piedosas. Fazia frequentes visitas à igreja para entreter-se com o Deus de seu coração e para pedir a Maria que lhe conservasse pura a vida e virginal a alma.

Catarina não se contenta só em rezar. Visita os doentes, socorre os pobres. Sente o chamado de Deus, mas não sabe como, nem onde. 

Aos dezoito anos, não sabe ainda ler nem escrever. Um dia, ao visitar a Casa das Filhas da Caridade, Catarina compreende o seu chamado.

Seu pai a princípio, não consentiu. Catarina passou por muitos sofrimentos, mas finalmente ele se submete  ao chamado da filha, que, a 21 de abril de 1830, entra  no noviciado das Filhas da Caridade.

Foi Santa Catarina Labouré, humilde freira da Congregação das Filhas da Caridade, que no dia 27 de novembro de 1830, na Rua De Lubac, no centro de Paris, na Capela da Medalha Milagrosa, teve uma visão da Virgem Santíssima.

Nossa Senhora apareceu-lhe mostrando nos dedos anéis incrustados de pedras preciosas, "lançando raios para todos os lados, cada qual mais belo que o outro".  Eram copiosas graças que ela trazia a seus filhos na Terra, simbolizadas dessa forma.





E assim relata a própria Santa Catarina sobre a aparição e a medalha que hoje conhecemos como "Medalha Milagrosa":

Tratava-se de uma "Senhora de mediana estatura, o seu rosto tão belo e formoso. Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés. As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas. A Santíssima Virgem disse: 'Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que me as pedem'. Formou-se então, em volta de Nossa Senhora, um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós'. Nisto voltou-se o quadro  e eu vi no reverso a letra mencimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria. O de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz da Senhora a dizer-me: "Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxerem por devoção hão de receber grandes graças".


Em 1832, uma violenta epidemia de cólera assolou a cidade de Paris. Foram, então, cunhados os primeiros exemplares da medalha, logo distribuídos aos doentes. À vista das graças extraordinárias e numerosas obtidas por meio dessa medalha, o povo passou a chamá-la de "Medalha Milagrosa". Em pouco tempo, essa devoção difundiu-se pelo mundo inteiro e foi enriquecida com a composição de uma novena (ver Novena a Nossa Senhora das Graças).

    






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