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domingo, 1 de julho de 2018

O jovem rico e Jesus

Iniciamos o nosso encontro cantando a música "Amar como Jesus amou". Em seguida, após o sinal da cruz, de mão dadas, rezamos: "Ó bom Jesus, o Senhor é nosso grande amigo. O Senhor é sempre bom para nós. Não queremos, Jesus, perder sua amizade por nada deste mundo. Queremos ser seus amigos para sempre. Abençoe, ó Jesus, cada um de nós, pois somos seus amigos. Amém! Terminada a oração, mostrei às crianças algumas figuras (mansões, carros, jóias, aviões, helicópteros, barcos, perfumes caros, celulares...) e perguntei quanto aquelas coisas valiam para cada um. Perguntei também sobre o que é ser rico e como Jesus teria agia com os ricos. (Deixei que falassem).
Terminada a oração, mostrei às crianças algumas figuras (mansões, carros, joias, aviões, helicópteros, barcos, perfumes caros, celulares...) e perguntei quanto aquelas coisas valiam para cada um. Perguntei também sobre o que é ser rico e como Jesus teria agia com os ricos. (Deixei que falassem).
Depois de relembrar o encontro anterior, em que falamos sobre as bem-aventuranças, quis saber das crianças o que ficou no coração de cada um. A partir da conversa, introduzi o tema desse encontro. Falei de como as riquezas querem tomar conta da vida da gente e como uma pessoa chega a matar para roubar.
Falando ainda sobre as imagens que estavam no centro da sala, perguntei: O que tem mais valor, a amizade ou um celular? A alegria ou as jóias? A família ou o computador? E assim por diante.
Ouvidas as respostas, convidei as crianças para ouvir um texto bíblico em que conta a parábola do jovem rico (Mt 19, 16-29).
Jesus se encontrou com muita gente. Geralmente as pessoas com quem Jesus se encontrava mudavam de vida, convertiam-se. Mas, um dia, Jesus se encontrou com um jovem. Era um jovem rico.
Esse jovem era muito rico, mas não estava feliz. Sentia um vazio enorme. Um dia, esse jovem ouviu falar de Jesus. Disseram a ele que um tal de Jesus andava pela região, pregando a Palavra de Deus, fazendo milagres e convidando pessoas para segui-lo. Contaram que Jesus dizia e fazia muitas coisas bonitas e que era amigo de todos. Disseram também que muitas pessoas viviam seguindo Jesus e estavam muito felizes com isso.
Então, o jovem rico ficou curioso. Pensou: “Preciso conhecer esse tal de Jesus. Quem sabe eu também não posso segui-lo? Quem sabe ele não me ajuda a ser um jovem mais feliz? Quem sabe ele não tem coisas bonitas para me ensinar?” E decidiu procurar Jesus.
Dias depois, Jesus foi visitar o lugar onde morava aquele jovem. Sabendo da presença de Jesus naquela região, o jovem rico foi correndo ao seu encontro. Estava curioso com tudo o que se dizia sobre ele.
Chegou, então, perto de Jesus e disse: “Bom Mestre, o que eu preciso fazer para ter uma vida feliz? Jesus lhe disse: “Para ser feliz, o importante é você seguir os ensinamentos de Deus”.
O jovem respondeu: “Isso eu já faço, Senhor, desde pequeno. Eu procuro praticar todos os mandamentos de Deus. Não mato, não roubo, não desejo para mim as coisas dos outros. Mas eu queria fazer algo mais, porque ainda não me sinto realizado. Na verdade, eu vivo muito solitário, cuidando de minhas coisas, de minha riqueza”.
Jesus olhou bem para o semblante daquele jovem. Viu que parecia um jovem bem-intencionado. Então, Jesus lhe disse: “Há uma coisa que você pode fazer para ser mais feliz. Você é muito rico, tem muitos bens. Aqui tem tanta gente que passa necessidade. Você pode repartir um pouco do que tem com os mais necessitados. Pode vender algumas coisas, por exemplo, e ajudar os outros. Assim, você será mais feliz, vai se sentir menos solitário e ainda terá mais tempo para me seguir e conviver com muitas pessoas boas. Então, você será muito feliz”.
Ao ouvir isso, o jovem se assustou. Ficou triste e pensativo. Ele não queria abrir mão dos seus bens, não queria repartir nada com ninguém. Não estava preparado para ouvir aquela proposta de Jesus. Estava apegado às suas riquezas. Mas, ao mesmo tempo, Jesus olhou para ele com tanto carinho, com tanto amor, que algo mudou em seu coração. Virou-se e foi-se embora, sem saber o que fazer, sem saber que decisão tomar.
Como estava enganado aquele jovem rico! Ele achava que era bonzinho, mas não enxergava que, no fundo, estava sendo egoísta e faltando com a caridade. Vivia só para os seus bens e não pensava nos outros. Queria ser feliz só ajuntando coisas e bens materiais. A gente precisa mesmo ter algumas coisas, alguns bens materiais. Mas só isso não traz felicidade. E não adianta a gente ter muito enquanto tantos não têm nada. Por isso, o egoísmo nos afasta das pessoas e de Deus também. O encontro de Jesus com o jovem mexeu com aquele rapaz. E ainda serviu para o povo entender que o egoísmo pode atrapalhar muito a vida das pessoas. Pode deixar a pessoa infeliz, ainda que tenha muitos bens.
São ricos aqueles que sabem “onde está o teu tesouro” e vivem sua vida segundo os preceitos divinos buscando as “coisas do reino”.
É bom lembrar que Deus não condena a riqueza justa. Nem elogia a miséria que deixa a pessoa na penúria. Deus quer um mundo onde as pessoas tenham bens suficientes para viver com dignidade. Mas para isso, alguns muito ricos, que costumam viver para acumular bens, precisam aprender a partilhar. Foi o que o jovem rico teve dificuldade de entender. Quando não há divisão justa dos bens, o que sobra para um falta para o outro. Deus é a favor da justiça. Tanto a pobreza excessiva quanto a riqueza exagerada costumam ser sinal de injustiça.
Finalizando, convidei a turma para a oração, prometendo cultivar grande amizade com Jesus. Com a mão no coração, rezamos: Jesus, nós sabemos que o Senhor é bom e quer a nossa felicidade. O Senhor é nosso amigo e, em todos os momentos, nós podemos contar com a sua amizade. Ajude-nos, ó Jesus, a ser, cada dia mais, seus amigos do peito e não jogar fora a sua amizade, que é a maior riqueza desse mundo. Amém!
Obrigada Jesus!
“Jesus não manda excluir o dinheiro de nossa vida, porque seria impossível. Apenas pede que sejamos servidores de Deus e senhores do nosso próprio dinheiro.” (Frei Mário Sérgio Souza)



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