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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Semana Santa na Catequese




Objetivo:
  • Motivar a vivência da Semana Santa.

Ambiente:
  • Toalha branca, uma cruz, vela acesa,  Bíblia.

Recursos:
  • Jarra com água, uma bacia e uma toalhinha bem limpinha, de preferência na cor branca;
  • Ramos de palmeira;
  • Suco de uva, copinhos de café e um pão.



1. Acolhida e oração inicial
  • Acolher a turma com alegria. Fazer momento de animação. Cantar música de acordo com o tema.
  • Silenciar para a oração.
  • Colocar a mão no ombro do irmão da direita e rezar para que ele seja fiel. Repetir com o catequista: Jesus abençoe este meu irmão, para que ele seja sempre corajoso e forte, para que ele não desista de seguir seus ensinamentos, mesmo quando isso for difícil, Dê a ele sua luz e sua força, e ajude-o a superar suas dores e sofrimentos. Amém!
  • Peça que as crianças sentem cada uma em seus lugares e aguardem com muita atenção, pois será um encontro muito especial

2. Anúncio do tema

Quando Jesus era criança, vivia com sua família. Ao tornar-se adulto, iniciou sua missão fazendo muitas coisas boas. Ele ajudava muitas pessoas, ouvia seus problemas, curavaos doentes e fazia tuo isso em nome de Deus, a quem ele chamava de Pai. Algumas pessoas que eram líderes do povo tramaram a sua morte. Jesus foi julgado e condenado a morrer numa cruz. Jesus aceitou morrer porque amava muito a todos e quis dar a sua vida por todos. Deus, o Pai de Jesus, sofreu com a morte de seu Filho, sofreu com a injustiça que os seres humanos fizeram a Jesus. Depois ressuscitou Jesus e ele venceu a morte.

Na Semana Santa fazemos memória do caminho que Jesus percorreu até a sua morte e ressurreição.
  • Entregar às crianças a agenda da programação da semana, para que elas colem as figuras e anotem os dias e horários.

3. Introdução

O que é a Páscoa?

Na noite antes do povo sair do Egito, fizeram uma refeição para festejar o grande acontecimento: a libertação da escravidão. Cada família preparou um cabrito, pão, verduras amargas, e comeram. Esta passagem da escravidão para a libertação foi chamada de Páscoa.

Daí em diante, todos os anos o Povo de Deus comemora esse acontecimento com uma refeição igual a que eles fizeram na saída do Egito.

Jesus também participou da Festa da Páscoa dos judeus. Jesus queria que as festas tivessem a alegria e a liberdade de fihos de Deus.


4. Desenvolvendo o tema

Ao aproximar-se a Festa da Páscoa, Jesus foi a Jerusalém. Muita gente o acompanhou, com alegria. Mas havia gente, principalmente os fariseus, que não gostava de Jesus porque Ele falava a verdade, mostrando os erros e a falsidade das pessoas. Por isso, os fariseus procuravam uma ocasião para matar Jesus. Vamos ver como isso aconteceu.

Depois do seu batismo, Jesus foi para o deserto. Ali ficou sozinho, rezando, por quarenta dias. No deserto, teve fome e sede. No deserto foi tentado por um anjo mau. Ele resistiu e mandou que o anjo mau fosse para bem longe. E na mesma hora, muitos anjos bons se aproximaram para prestar serviços a Jesus.

Depois daqueles quarenta dias, Jesus saiu do deserto e voltou para o meio do povo. Jesus ensinava os mandamentos da Lei de Deus, explicava também os livros santos, contava lindas histórias que ensinavam a fazer o bem. Dizia que todos somos irmãos. Jesus fazia o bem sem olhar a quem. Assim ia dando ótimas lições. O povo não sabia bem quem era Jesus, mas gostava de ouvir os seus ensinamentos. Todos ficavam horas e horas perto daquele Mestre. Como era bom ficar perto de Jesus!

Jesus era sempre acompanhado por muitas pessoas que acreditavam n'Ele e seguiam seus ensinamentos. Mas outros não queriam escutá-lo, não o aceitavam, não acreditavam que Jesus era o Filho de Deus e por isto queriam matá-lo.
  • Leia os textos bíblicos que falam a respeito da entrada de Jesus em Jerusalém e também de sua continuidade até chegar a quinta-feira santa, onde Ele instituiu a Eucaristia. E explique brevemente com suas palavras e a inspiração do Espírito Santo.

a) ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM

Domingo de Ramos

Jesus e seus discípulos foram a Jerusalém para a festa da páscoa. Aproximaram-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: "Vão à aldeia que está logo à frente. Lá vocês encontrarão uma jumenta amarrada e, com ela, um jumentinho, Desamarrem-nos e tragam-nos a mim. Se alguém lhes disser qualquer coisa, respondam que o Senhor precisa deles, mas logo os devolverá". Assim se cumpriu a profecia que havia dito: "Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado num jumentinho".

Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-no com seus mantos e Jesus montou. Então, a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e os espalhava pela estrada. E toda aquela mutidão que ia em volta de Jesus clamava: "Hosana ao Filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!"

Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, perguntando: "Quem é este?" A multidão respondia:"É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia". As autoridades ficaram furiosas, mas não puderam fazer nada contra Jesus, pois ele estava cercado pela multidão que o seguia e gostava de seus ensinamentos.

- Palavra da Salvação!

- Glória a vós, Senhor!


Partilha:
  • Onde Jesus estava indo com os seus discípulos?
  • O que Jesus pediu aos discípulos, quando chegaram pertofez, então de Jerusalém?
  • O que o povo fez, então?
  • Como Jesus foi recebido em Jerusalém? Como o povo o acolheu? E como as autoridades o acolheram?
  • Vocês acham que os ensinamentos de Jesus agradaram a todas as pessoas? Ou será que alguém ficou contrariado com as coisas novas que Jesus fazia e ensinava?
Jesus entrou em Jerusalém aplaudido pela multidão. Mas Jesus sabia que as autoridades queriam prendê-lo e matá-lo. Jesus não era bobo. Ele sabia que os novos ensinamentos de Deus tinham provocado a raiva de muita gente importante. Então, Jesus resolveu fazer uma última ceia com os seus discípulos, para se despedir deles  e lhes dar os últimos conselhos, a fim de que, quando ele morresse, seus amigos continuassem sua missão.

  • Leia agora na Bíblia o texto de LC 19, 28-40
  • Escolha um catequizando para representar Jesus e peça que ele vá passando entre os amigos e esses por sua vez , vão jogando no chão os ramos e as vestes, para Jesus passar com o jumentinho, que pode ser uma vassourinha, pois as crianças gostam disso. Explique esse momento lindo, da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém...
Faça uma oração da Ave-Maria e passe para o outro tema...


b) ÚTIMA CEIA - QUINTA-FEIRA SANTA

Lava-pés

Jesus, um dia antes de sua morte na Cruz, pede aos apóstolos para preparar uma sala para celebrar com eles a Páscoa.
Jesus sabia que sua missão na terra estava chegando ao fim. Ele havia pregado a todos o amor. Havia feito muitos milagres. Mostrara que muitas coisas precisavam mudar, para que houvesse mais paz, amor e união no mundo. Ele queria que os discípulos continuassem a fazer o bem, como ele havia ensinado.

Por isso, Jesus reuniu os seus discípulos, pela última vez, e fizeram uma grande ceia: um jantar de despedida.

Durante a ceia, Jesus levantou-se da mesa, pegou uma toalha e enrolou-a na cintura. Pegou também uma bacia e um jarro de água. E,  abaixando-se, começou a lavar os pés dos discípulos e enxugá-los com uma toalha.

Naquele tempo, o povo tinha mesmo o costume de lavar os pés antes das refeições, porque havia muita poeira e o comum era andar descalço. Mas normalmente era um empregado da casa que vinha oferecer água para os convidados lavarem os seus pés. Por isso, os apóstolos se assustaram quando Jesus, dispensando o empregado, pegou ele mesmo a bacia e veio lavar os pés de cada um.

O apóstolo Pedro, achando aquilo estranho, disse a Jesus: "Olhe, não fica bem para o Senhor lavar os nossos pés. O Senhor é tão importante e esse serviço é do empregado. Os meus pés eu não quero que o Senhor lave".

Mas Jesus disse a Pedro: "Você pode até não compreender isso agora. Mas eu espero que mais tarde você entenda. Se eu não lavar os seus pés, você não pode ser mais meu discípulo". Então, Pedro deixou Jesus lavar seus pés.

Quando terminou de lavar os pés de todos, Jesus guardou a bacia e a toalha,  sentou-se à mesa e explicou aos apóstolos: "Quero que vocês entendam o que eu acabei de fazer. Vocês me chamam de Mestre e Senhor e dizem que sou importante. E é verdade, Portanto, se eu, que sou importante lavei os pés de vocês, vocêm também devem lavar os pés uns dos outros. Estou dando o exemplo para que vocês façam o mesmo, Se vocês fizerem isso, vocês serão felizes."

  • Ler agora Jo 13, 1-15
  • Convidar a turma para fazer uma encenação do lava pés, recordando o gesto de Jesus com seus apóstolos, como se costuma fazer também na Semana Santa.
  • Ver se as crianças se lembram de como se celebra a última ceia na quinta-feira santa.
  • Durante a encenação, cantar a música nº 4 do CD do Livro do Padre Orione, ou outra à escolha.

O lava-pés pode ser feito de duas formas:

1ª) Um catequista, com vestes típicas para representar Jesus, lava e enxuga os pés de todas as crianças.

2ª) Um catequista lava os pés da primeira criança e esta lava os pés da próxima e assim por diante, uns lavando os pés da outra, até percorrer toda a roda.

Sugerimos que o catequista escolha a forma mais prática para a sua turma, para evitar tumulto nessa hora.


Faça uma oração da Ave Maria e passe para outro tema...



Instituição da Eucaristia

Em seguida, estando todos à mesa, Jesus tomou o pão, abençoou e repartiu com os seus discípulos, dizendo: "Este é o cálice, que será entregue por vós!" Depois, no fim da ceia, Jesus tomou o cálice com vinho, abençoou e repartiu com os discípulos, dizendo: "Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para o perdão dos pecados". E acrescentou: "Eu quero que vocês façam isso em memória de mim."

Os discípulos cearam com Jesus. Comeram do pão abençoado e beberam do vinho. E entenderam que Jesus queria que eles continuassem a se reunir sempre, mesmo depois que Jesus não estivesse mais na terra, para guardar a memória de tudo quanto Jesus havia feito e ensinado.

Foi assim que surgiu o sacramento da Eucaristia, que celebramos na missa. O padre repete as palavras de Cristo na última ceia e reparte com o povo o pão consagrado - que é o próprio Jesus. Enquanto fazemos isso, Jesus está vivo e presente em nossa memória e em nosso coração.

Os discípulos ficaram emocionados com tudo o que aconteceu naquela última ceia, que recordamos até hoje em toda missa que se celebra.

Partilha:

  • O que Jesus fez para se despedir dos seus discípulos?
  • Por que Jesus, e não um empregado, lavou os pés dos discípulos naquela ceia? O que ele queria ensinar com isso aos discípulos?
  • O que Jesus fez no fim da ceia, com o pão e o vinho?
  • Qual sacramento nasceu desse gesto de Cristo?

Na última ceia de Cristo com seus discípulos, duas coisas muito importantes aconteceram. Primeiro, Jesus lavou os pés de seus amigos, mostrando que veio para servir a todos e pedindo que eles também vivessem para servir. Era o novo mandamento de  Cristo: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Depois, Jesus abençoou pão e vinho e repartiu com eles. Estava instituindo um sacramento, ou seja, um sinal sagrado, que chamamos hoje de Eucaristia ou Comunhão. Em todas as missas, o padre repete as palavras de Cristo na última ceia. Dessa forma, guardamos na memória tudo o que Jesus fez. Memória serve para lembrar, para atualizar, para recordar. Ao celebrar a Santa Eucaristia, atulizamos o gesto de Jesus e perpetuamos sua presença junto de nós. Isso nos incentiva a continuar nossa missão e nos amar uns aos outros, como ele mesmo nos amou.

Distribua os copinhos de suco de uva e peça para eles aguardarem.

  • Leia o texto bíblico que fala a respeito da Instituição da Eucaristia, só que desta vez você vai lendo bem devagar e encenando com os catequizando tudo o que o texto relatar.
  • Tomem o suco e depois repartam o pão, passando uns para os outros. Depois explique o motivo deles estarem ali para fazerem a Primeira Comunhão, pois este Sacramento foi o próprio Jesus que determinou que fizéssemos: O Corpo e no vinho.
  • Rezar a oração do Pai Nosso.

Esse encontro foi na véspera do Domingo de Ramos. Como o assunto da Semana Santa é muito extenso, deixei para falar com os catequizandos sobre a Morte e Ressurreição de Jesus no próximo encontro (Sábado Santo).


Fontes:

Bíblia Sagrada:
Livro Jesus, Nosso Salvador, do Padre Orione Silva
Livro O Caminho, da Diocese Duque de Caxias





ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO
































































































































Morte e Ressurreição de Jesus



Objetivos:
  • Motivar a vivência da Semana Santa.
  • Conhecer tudo que aconteceu no caminho que Jesus percorreu até sua morte e ressurreição, a partir de sua entrada em Jerusalém.
  • Refletir sobre as últimas palavras ditas por Jesus, na Cruz.
  • Suscitar no coração dos pequeninos o desejo de adorar ao Senhor, nosso Rei, que reina e governa a nossa vida.

Ambiente:

  • Crucifixo, Bíblia, mesa forrada com toalha branca, paninho branco para colocar na cruz, uma flor vermelha.

Recursos:

  • Dois cartazes feitos em cartolina, um com a frase "FOI POR VOCÊ! Ass. JESUS" e outro com a frase "JESUS, NÓS TE ADORAMOS!".
  • Uma cruz confeccionada em papel cartolina.
  • Tiras de papel com as sete frases ditas por Jesus, na Cruz.


1. Acolhida e Oração Inicial
  • Acolher as crianças com alegria. Ouvir a música Sangue da Misericórdia ou outra à escolha.
  • Terminada a música, iniciar a oração. Motivar as crianças para, com a mão no ombro do irmão da direita, rezar para que ele seja fiel. Pedir para que repitam: Jesus, abençoe este meu irmão, para que ele seja sempre corajoso e forte, para que ele não desista de seguir seus ensinamentos, mesmo quando isso for difícil. Dê a ele sua luz e sua força, e ajude-o a superar suas dores e sofrimentos. Amém!


2. Anúncio do tema

Como já vimos em encontros anteriores, Jesus era sempre acompanhado por muitas pessoas que acreditavam nele e seguiam seus ensinamentos. Mas outros não queriam escutá-lo, não o aceitavam, não acreditavam que Jesus era Filho de Deus e por isto queriam matá-lo.
Um  dia, sabendo que se aproximava o momento de sua morte, Jesus reuniu os apóstolos para uma refeição. Era quinta-feira da Semana da Páscoa dos judeus. Esta festa recordava a libertação dos hebreus da escravidão do Egito. E o Senhor aproveitou esta festa para deixar aos apóstolos um novo significado a ser celebrado: a libertação da escravidão do pecado. É a Páscoa de Jesus.
Os apóstolos ficaram muito admirados, não entendiam ainda o que Jesus fazia. Só Jesus, o Filho de Deus, sabia o que estava fazendo: Ele estava se oferecendo a Deus Pai para morrer por nós, para tirar os nossos pecados e nos fazer amigos de Deus.
No dia seguinte, na cruz, Jesus se entregaria ao Pai totalmente. Agora, na Ceia, ele já entregou todo o seu amor, sua vida. Assim, Jesus começava o seu sacrifício, oferecendo-se ao Pai, dando a sua vida por nós.
Após a Ceia, Jesus foi rezar no Monte das Oliveiras. Lá, foi entregue aos soldados por Judas Iscariotes, o traidor. Foi humilhado, maltratado, ferido, abandonado por seus amigos e condenado a morrer na cruz. Era Sexta-Feira da Semana da Páscoa dos Judeus. A Sexta-Feira Santa.


Conversando com os catequizandos:


  • Pedir que falem sobre o que sabem sobre a Sexta-Feira Santa.
  • Perguntar por que esse dia é tão importante. Deixar que falem.
  • Lembrar os sofrimentos de Cristo e sua morte.
  • Procurar saber se participam com a família, das cerimônias, acompanham a procissão, beijam Jesus morto.
  • Mostrar que hoje também vemos muitas injustiças: há muitas pessoas que sofrem, pessoas que são presas e assassinadas...
  • Falar sobre os favelados, as crianças abandonadas, os desempregados, os trombadinhas, os assaltantes...


3. Desenvolvendo o tema

Depois de ser preso, Jesus foi julgado e condenado à morte na cruz. Naquele tempo, havia esse terrível costume. Alguns crimes eram punidos com a morte na cruz. Jesus foi considerado criminoso e foi condenado à morte. 

Leia o texto que diz respeito à crucificação de Jesus e relate com cuidado tudo o que aconteceu, sendo Jesus pregado na cruz e condenado pelas mesmas pessoas que o acolheram na sua entrada em Jerusalém (relembre o Domingo de Ramos). Procure destacar a Paixão de Jesus por nós, seus filhos amados.


SEXTA-FEIRA SANTA

Texto com a narrativa da morte de Jesus na cruz (Lc 23, 43-46):
Os  homens que prenderam Jesus o levaram para ser julgado pelas autoridades daquele tempo.
E Jesus foi julgado e condenado. Então, maltrataram Jesus, bateram nele, riram dele ... e colocaram em suas costas uma pesada cruz, que ele devia carregar até o lugar onde seria crucificado. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali crucificaram Jesus. Também crucificaram dois ladrões, um à direita de Jesus e outro à esquerda. E Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem". Eles tiraram as vestes de Jesus e sortearam para ver quem ia ficar com elas. A multidão conservava-se lá e observava. Os chefes dos sacerdotes zombavam de Jesus, dizendo: "Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus". Do mesmo modo, zombavam dele os soldados. Aproximaram-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: "Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo". Por cima de sua cabeça, estava pendurada esta inscrição: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus".
Um dos ladrões ali crucificado insultava Jesus, dizendo: "Se és o Cristo, salva a ti mesmo e a mim!" Mas o outro o repreendeu, dizendo: "Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós isto é justo: recebemos e merecemos por nossos crimes. Mas este não fez mal algum". E acrescentou: "Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado em teu reino". Jesus respondeu-lhe: "Em verdade te digo: hoje mesmo estarás comigo no paraíso".
Era quase meio-dia e, em toda a terra, houve trevas até as três horas da tarde. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu, então, um forte grito, dizendo: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito". E dizendo isso, morreu.

- Palavra da Salvação!
- Glória a vós, Senhor!


Partilha:

  • A que tipo de morte Jesus foi condenado?
  • Jesus foi crucificado sozinho? Ou havia mais alguém crucificado junto com ele? Quem eram?
  • O que fizeram com as vestes de Jesus?
  • O que estava escrito na cruz acima da cabeça de Jesus?
  • O que Jesus falou ao Pai na hora de morrer?

Esta é a narração da morte de Jesus feita pelo evangelista Lucas. Também Mateus, Marcos e João escreveram sobre isso, cada um ressaltando aspectos importantes. Para nos ajudar a entender o sentido da morte de Jesus na cruz, os evangelistas atribuíram a Jesus sete frases importantes que seriam ditas por ele, quando estava na cruz. São, então, as sete últimas palavras de Jesus, antes de morrer. E, como as últimas palavras sempre são de grande importância, vale a pena conhecê-las e compreendê-las.

  • Preparar sete faixas com as frases ditas por Jesus e entregar uma frase para cada criança, pedindo que a localizem na Bíblia e leia para a turma.
  • Após refletir com a turma sobre as últimas palavras de Jesus, fixar as faixas no quadro, em volta do desenho da cruz, conforme abaixo:




As sete frases ditas por Jesus, na cruz:


Primeira:  Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lc 23,34). É Jesus perdoando àqueles que o crucificaram, de acordo com sua pregação, que havia enfatizado a necessidade de perdoar até aos inimigos. Jesus mostra-se fiel a seus princípios. Ele, que pregou insistentemente o perdão, é o primeiro a perdoar. Os que crucificam Jesus não sabem o que fazem porque, na verdade, toda pessoa que age com violência e injustiça está um pouco fora de si. Mas, mesmo que soubesse, Jesus lhes perdoaria.

Segunda:  Em verdade te digo: Hoje mesmo estarás comigo no paraíso (Lc 23,43). É o que Jesus disse ao ladrão arrependido, que estava crucificado ao seu lado: o chamado "bom ladrão". Jesus sempre foi compreensivo com os pecadores, sempre os acolheu e os convidou à conversão. E ali estava um pecador, convertido bem na hora da morte. Jesus está sofrendo, mas não pensa só em si. Ele acolhe aquele ladrão e lhe promete, já que se arrependeu, a vida eterna. Ao outro ladrão, Jesus não diz nada, porque este não está arrependido. Seu coração continua endurecido. Não quer ser acolhido.

Terceira: Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe (Jo 19,26). Maria, mãe de Jesus, está diante da cruz. Lá também está João, que é primo de Jesus e sobrinho de Maria. Certamente, José, esposo de Maria, já havia morrido. Havia um costume segundo o qual uma mulher não devia ficar sozinha. Se morresse o marido, o filho mais velho cuidaria dela. Na falta deste, o outro irmão mais velho. Maria já havia perdido José e agora perdia seu filho único. Então, para que sua mãe não ficasse abandonada, Jesus pede a João, seu primo, que cuide dela. Dirige-se à mãe e diz que, de agora em diante, João será seu filho, isto é, aquele que deve cuidar dela. Dirige-se a João e lhe confia Maria, para que não a deixe abandonada.

Quarta: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Mt 27,46; Mc 15,34). Jesus se sente só, como se estivesse abandonado na hora do sofrimento. O sofrimento faz a pessoa se sentir assim. E Jesus também experimentou essa solidão. Na certa, Deus não abandonou Jesus, porque Deus não abandona ninguém. Mas era Jesus mesmo que estava pregado na cruz e, por mais que Deus e as pessoas pudessem consolá-lo, não poderiam fazer aquilo que era parte da vida de Jesus. É como um doente que, mesmo estando cercado de amigos, reclama do abandono e da solidão. A frase citada por Jesus faz parte de um salmo que expressa a confiança em Deus. No fundo, significa que, mesmo sofrendo, Jesus continua confiando. Não se desespera.


Quinta: Tenho sede! (Jo 19,28). Jesus sentiu sede. Mas não lhe deram água. Estenderam-lha uma esponja embebida em vinagre. Assim, Jesus se associa a tantos que passam fome e sede, sem encontrar solução para os seus clamores. Jesus experimenta, agora sim, um tipo de abandono a que muitos estão submetidos. O abandono de não ter quem nos sacie e socorra em nossasn ecessidades mais dramáticas.

Sexta: Tudo está consumado! (Jo 19,30). Significa tudo está realizado, a missão está cumprida. Jesus morre com a certeza de que realizou bem sua missão. Ele sofre, mas foi verdadeiramente fiel até o fim.

Sétima: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23,46). É a entrega total, final e definitiva da vida a Deus. Jesus, que sempre viveu na mais estreita união com Deus, ao morrer, entrega a Deus seu espírito, sua vida. Jesus está mostrando, com isso que a morte consiste numa entrega total a Deus. Não é o fim da vida. É uma continuação junto a Deus.


A seguir, pegue a cruz e deixe a imaginação deles falar mais alto. Peça para passar de mão em mão, para que eles possam observar de perto o "sofrimento de amor " de Jesus por nós.
Ao final, reze a oração do Santo Anjo e passe para o assunto seguinte:


SÁBADO SANTO

Faça um momento de reflexão e vigília com eles. Aumente o som e deixe-os à vontade no silêncio de seus coraçõezinhos. Reze a oração do Creio.
Jesus havia sido sepultado na tarde de uma sexta-feira. Tudo foi feito na maior pressa, pois no sábado não se podia fazer nada. A lei proibia fazer qualquer coisa. Então, nem deu tempo de embalsamar o corpo como era o costume daquele tempo.


DOMINGO DE PÁSCOA

Texto: Lc 24, 1-12

No primeiro dia da semana, muito cedo, algumas mulheres dirigiram-se ao sepulcro, onde Jesus havia sido colocado. Levavam consigo perfumes que haviam preparado. Acharam a pedra removida, longe da abertura do sepulcro. Entraram, mas não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Não sabiam o que pensar, quando aparecram, em frente delas, dois personagens com vestes resplandecentes. Como estivessem com medo e voltassem o rosto para o chão, eles disseram: "Por que vocês procuram entre mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele disse, quando ainda estava na Galiléia: o Salvador deve ser entregue nas mãos dos pecadores, vai ser crucificado, mas ressuscitará no terceiro dia". Então, elas se lembraram das palavras de Jesus. Voltando do sepulcro, contaram tudo isso aos onze apóstolos e a todos os demais. Eram elas Maria Madalena, Joana e Maria - mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas relataram aos apóstolos a mesma coisa. Mas essas notícias pareciam ser fruto da imaginação das mulheres e, então, não lhes deram crédito. Contudo, Pedro correu ao sepulcro. Inclinando-se para olhar, só viu os panos de linho na terra, Depois, retirou-se para a sua casa, admirado com o que acontecera.

- Palavra da Salvação!
- Glória a vós, Senhor!


4. Oração Final e Encerramento

  • Convidar a turma para fazer breve adoração a Jesus na cruz, recordando com que firmeza e com que amor ele enfrentou a morte.
  • Estando todos de pé, uma criança entra devagarzinho com um crucifixo e outras duas com velas. O crucifixo é colocado sobre o altar e as velas colocadas uma de cada lado do crucifixo.
  • Durante a entrada do crucifixo, colocar no altar a frase JESUS, NÓS TE ADORAMOS!.
  • Estando o crucifixo exposto, motivar: A cruz tornou-se para nós um símbolo muito especial, depois que Jesus nela morreu. Ficou sendo o sinal da coragem e da firmeza que devemos ter para seguir Jesus. Tornou-se o símbolo da fidelidade extrema de Jesus. Ele foi capaz de ser fiel até à morte. Esta é a máxima fidelidade possível. Ele mostrou amor até a hora de maior sofrimento. O máximo sofrimento prova o máximo amor. O cristão, ao olhar a cruz, deve se lembrar disso: amor, fidelidade, coragem. Esta é a mensagem da cruz.
  • Convidar a turma a se ajoelhar, em sinal de adoração.
  • Fazer preces de adoração. Essas preces podem ser distribuídas em tirinhas de papel, para serem feitas pela turma. Podem também ser feitas pelo catequista e todos respondem: "Senhor, nós te adoramos!"

Obs: Podemos acrescentar outras preces espontâneas de adoração.


Preces:

Queremos te adorar, Jesus, por sua decisão de dar a vida por nós. Como é difícil dar a vida por alguém! Só mesmo o Senhor podia ser capaz de um gesto tão grande. Ninguém mais deu a vida por nós. Só o Senhor. Por isso, nós te adoramos!

Todos: Senhor, nós te adoramos!

Nós te adoramos, Jesus, porque o Senhor foi capaz de perdoar a todos aqueles que o ofendiam e zombavam do seu sofrimento. Quando estamos sofrendo, costumamos ficar irritados e zangados, impaciente e vingativos. Mas o Senhor ainda teve um gesto de amor por aqueles que o faziam sofrer. E lhes perdoou. Por isso, nós te adoramos.

Todos: Senhor, nós te adoramos!

Nós te adoramos, Jesus, porque o Senhor foi fiel à sua missão. Na hora do aperto, o Senhor permaneceu firme. Continuou seu caminho, fazendo o bem, porque deve ser feito sempre e em qualquer circunstância. sua fidelidade muito nos ajuda. Por isso, nós te adoramos.

Todos: Senhor, nós te adoramos!

  • No final, agradecer ao Senhor a sua presença e a oportunidade de estarmos reunidos.

Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro Anuncio Uma Grande Alegria (Arquidiocese do Rio de Ianeiro)
  • Livros Seguindo Jesus e Jesus, nosso Salvador, do Padre Orione Silva

ALGUNS MOMENTOS DO DO NOSSO ENCONTRO
























































































































NO FINAL, CHOCOLATE PARA TODOS...








No bilhetinho, uma mensagem:

"Mais doce que o chocolate é o amor
 de Jesus por nós!"
Feliz Páscoa! 
Beijos! Tia Gathe











DEPOIS FOMOS PARA O SALÃO PAROQUIAL, ONDE PERMANECEMOS EM ADORAÇÃO...



NOTA:

Muitas vezes utilizo material retirado da Internet ou de livros que possuo para elaboração dos roteiros dos encontros, bem como, costumo postar aqui no meu blog textos que acho interessantes. Sempre que possível, eu faço constar a fonte, o nome dos autores. Caso você seja proprietário de alguma imagem, texto ou material e quer retirá-lo ou divulgar seu nome, por favor, entre em contato por e-mail  (mgathe@ig.com.br). Terei o maior prazer em divulgar o seu material ou trabalho. Que Deus continue abençoando a nossa caminhada! E que o amor de Jesus Cristo esteja sempre conosco! Abraço fraterno!