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sábado, 16 de abril de 2016

Jesus e os Ricos


Objetivos:

  • Entender a importância do desapego material.
  • Compreender a alegria da experiência da partilha.


Ambiente:

  • Crucifixo, Bíblia, vela, flores


Recursos:

  • Trazer para o encontro e colocar no centro da sala alguns objetos e/ou figuras que representem riqueza para as crianças (celulares, jóias, carros, computadores, geladeiras...).

  
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1. Acolhida e Oração Inicial


  • Acolher a turma com alegria. Cantar a música “Amar como Jesus amou”.
  • Acalmar a turma para fazer a oração.  Fazer o sinal-da-cruz.
  • Dar as mãos, formando um círculo, e repetir a prece com o catequista: Ó bom Jesus, o Senhor é nosso grande amigo. O Senhor é sempre bom para nós. Não queremos, Jesus, perder sua amizade por nada deste mundo. Queremos ser seus amigos para sempre. Abençoe, ó Jesus, cada um de nós, pois somos seus amigos. Amém!



  • Relembrar os últimos encontros. Vimos que depois de batizado, Jesus iniciou a sua missão. Jesus disse para o que veio na sua primeira pregação na sinagoga, quando lhe entregaram as Escrituras e ele leu uma passagem do Livro de Isaías. Vocês se lembram? O que Jesus disse naquele dia? (Ouvir).
  • Já falamos sobre Jesus e os Doentes, Jesus e os Endemoniados, Jesus e os Pecadores, Jesus e as Mulheres, Jesus e os Pobres... Hoje o tema do nosso encontro é Jesus e os Ricos.


2. Anúncio do tema do encontro


  • Conversar sobre os objetos e perguntar quanto eles valem para cada um.
  • Depois perguntar às crianças sobre o que é ser rico e como Jesus terá agido com os ricos.
  • Relembrar o encontro anterior e perguntar o que ficou no coração de cada um. A partir da conversa introduzir o tema desse encontro. Falar de como as riquezas querem tomar conta da vida da gente e como uma pessoa chega a matar para roubar.
  • Trazer para a conversa os objetos/ figuras  que estão no centro da sala e perguntar: O que tem mais valor, a amizade ou um celular? A alegria ou as jóias? A família ou  computador? E assim por diante.


3. História: 

a. Mt 19,16-29 


(Texto copiado do livro Seguindo Jesus, do Padre Orione Silva).

Nesta parábola que Jesus contou está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, justiça, fraternidade. Depois da morte este tempo não existirá mais.
Jesus se encontrou com muita gente. Geralmente, as pessoas com quem Jesus se encontrava mudavam de vida, convertiam-se. Mas, um dia, Jesus se encontrou com um jovem. Era um jovem rico. 

Vamos ver como vai ser esse encontro?

Era uma vez um jovem rico, muito rico, riquíssimo. Era o jovem  mais rico dos jovens ricos de toda região. Só tinha coisas de valor, coisas caras e bonitas. Tinha muitas casas, muitos carros, muitas fazendas, muitas plantações. Tinha bois, ovelhas e cavalos. Tinha roupas finas, belas e caras. Tinha dinheiro que nem se podia contar de tanto que era.
Esse jovem não tinha tempo para nada, pois corria o dia inteiro para cuidar de tanta coisa. Era um jovem despreocupado, pois tinha muita riqueza. Mas não era muito feliz.  Ah! Isso não era mesmo. As pessoas morriam de inveja dele, pensando que era o jovem mais feliz do mundo. Mentira! No fundo, ele vivia triste e aborrecido, com um grande vazio no coração. Felicidade mesmo era : coisa que ele não possuía. Vivia solitário, em meio a tanta riqueza, pois riqueza não traz felicidade.
Um dia, esse jovem ouviu falar de Jesus. Disseram a ele que um tal de Jesus andava pela região, pregando a Palavra de Deus, fazendo milagres e convidando pessoas para segui-lo. Contaram que Jesus dizia e fazia muitas coisas bonitas e que era amigo de todos. Disseram também que muitas pessoas viviam seguindo Jesus e estavam muito felizes com isso.
Então, o jovem rico ficou curioso. Pensou: “Preciso conhecer esse tal de Jesus. Quem sabe eu também não posso segui-lo? Quem sabe ele não me ajuda a ser um jovem mais feliz? Quem sabe ele não tem coisas  bonitas para me ensinar?” E decidiu procurar Jesus.
Dias depois, Jesus foi visitar o lugar onde morava aquele jovem. Sabendo da presença de Jesus naquela região, o jovem rico foi correndo ao seu encontro. Estava curioso com tudo o que se dizia sobre ele.
Chegou, então, perto de Jesus e disse: “Bom Mestre, o que eu preciso fazer para ter uma vida feliz?
Jesus lhe disse: “Para ser feliz, o importante é você seguir os ensinamentos de Deus”.
O jovem respondeu: “Isso eu já faço, Senhor, desde pequeno. Eu procuro praticar todos os mandamentos de Deus. Não mato, não roubo, não desejo para mim as coisas dos outros. Mas eu queria fazer  algo mais, porque ainda não me sinto realizado. Na verdade, eu vivo muito solitário, cuidando de minhas coisas, de minha riqueza”.
Jesus olhou bem para o semblante daquele jovem. Viu que parecia um jovem bem-intencionado. Então, Jesus lhe disse: “Há uma coisa que você pode  fazer para ser mais feliz. Você é muito rico, tem muitos bens. Aqui tem tanta gente que passa necessidade. Você pode repartir um pouco do que tem com os mais necessitados. Pode vender algumas coisas, por exemplo, e ajudar os outros. Assim, você será mais feliz, vai se sentir menos solitário e ainda terá mais tempo para me seguir e conviver com muitas pessoas boas. Então, você  será muito feliz”.
Ao ouvir isso, o jovem se assustou. Ficou triste e pensativo. Ele não queria abrir mão dos seus bens, não queria repartir nada com ninguém. Não estava preparado para ouvir aquela proposta de Jesus. Estava apegado às suas riquezas. Mas, ao mesmo tempo, Jesus olhou para ele com tanto carinho, com tanto amor, que algo mudou em seu coração. Virou-se e foi-se embora, sem saber o que fazer, sem saber que decisão tomar.
Alguns dizem que o jovem rico voltou para sua casa e se esqueceu do disse Jesus. Continuou rico e solitário, cheio de bens, mas infeliz.
Outros dizem que aquela tristeza que ele sentiu no coração quando ouviu  as palavras de Jesus mexeu com ele. Além do mais, Jesus olhou para ele com um carinho como ninguém nunca tinha olhado, com uma ternura que ele nunca tinha experimentado. Pela primeira vez, ele não se sentiu só. Então, ficou triste por ter perdido tanto tempo longe de Jesus e das pessoas.
Não sabemos se o jovem foi embora para sua casa, se vendeu seus bens e repartiu com os pobres, pois compreendeu o que é o reino de Deus, ou se ele ficou apegado às suas coisas e não quis saber de seguir Jesus. Só sabemos que algo de diferente com aquele rapaz.
Então, depois que o jovem se foi, Jesus comentou com o povo: “Vejam só como é difícil uma pessoa muito apegada às suas riquezas entender o que é o reino de Deus! Ainda que uma pessoa cumpra os preceitos da lei, isso só não traz felicidade. É preciso fazer a experiência da partilha. Só assim a gente pode ser feliz.  Quem é egoísta e só pensa em si não entende o que é o reino de Deus e acaba vivendo  isolado, na solidão. Se alguém quer ser feliz, dê um jeito de aprender a lição não são felizes. Essas pessoas da partilha e da solidariedade”.
Esse encontro de Jesus com o jovem rico fez o povo entender que pessoas egoístas não são felizes. Essas pessoas dão mais valor aos seus bens materiais que às coisas de Deus. E se esquecem de praticar a caridade com os irmãos mais necessitados. Isso não agrada a Deus. Nem traz felicidade.


Partilha:

  • Como era a vida do jovem rico?
  • Por que as pessoas tinham inveja dele?
  • Por que o jovem foi procurar Jesus?
  • O que Jesus pediu que o jovem fizesse?
  • Qual foi a reação do jovem?
  • O que você acha que o jovem fez: aprendeu a partilhar e seguiu Jesus ou voltou para sua casa e se esqueceu do que Jesus lhe disse?
  • O que o povo entendeu com esse encontro de Jesus com o jovem rico?

Como estava enganado aquele jovem rico! Ele achava que era bonzinho, mas não enxergava que, no fundo, estava sendo egoísta e faltando com a caridade. Vivia só para os seus bens e não pensava nos outros. Queria ser feliz só ajuntando coisas e bens materiais. A gente precisa mesmo ter algumas coisas, alguns bens materiais. Mas só isso não traz felicidade. E não adianta a gente ter muito  enquanto tantos  não têm nada. Por isso, o egoísmo nos afasta das pessoas e de Deus também. O encontro de Jesus com o jovem mexeu com aquele rapaz. E ainda serviu para o povo entender que o egoísmo pode atrapalhar muito a vida das pessoas. Pode deixar a pessoa infeliz, ainda que tenha muitos bens.


Dicas importantes: (Do livro do Padre Orione Silva).

O texto da Bíblia no qual se baseia a história do jovem rico dá margem a interpretações bem radicais sobre a questão da riqueza. Jesus chega a dizer no texto bíblico: “Como é difícil um rico entrar no reino dos céus! É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu”. (Mt 19, 23-24)

Há mais de uma interpretação para essa frase. Uma delas entende a questão do seguinte modo: As cidades daquele tempo, geralmente eram cercadas por altas muralhas, por questão de segurança. Havia um portão principal, por onde transitavam as pessoas e as caravanas de vendedores e comerciantes com seus camelos carregados de mercadoria. Além do portão principal, havia as “agulhas”, que eram portas estreitas e baixas, destinadas à entrada de pessoas. Ao cair da tarde, o portão principal era fechado. As pessoas tinham de passar pelas portas estreitas ou agulhas. Quando uma caravana de camelos chegava atrasada à cidade e encontrava o portão já fechado, não tinha outra alternativa. Os camelos tinham de passar pelas agulhas. Isso dava um enorme trabalho, até porque, para um camelo conseguir passar pela agulha, era preciso retirar toda a sua carga. Daí a idéia de que os ricos, para entrar no reino de Deus, precisam abrir mão de sua carga, aprendendo a partilhar de sua riqueza.

Outra interpretação diz que o camelo seria uma espécie de corda de maior diâmetro, usada geralmente em embarcações. Essa corda, por ser mais grossa, teria dificuldade de passar pelo fundo de uma agulha.

De qualquer modo, a mensagem de Jesus está clara. Ele se refere a algo que é humanamente difícil ou até mesmo impossível. Mas para Deus tudo é possível, como conclui Mc 10, 26-27. Essas expressões meio exageradas presentes   na Bíblia são chamadas hipérboles. São figuras de linguagem comuns na Sagrada Escritura. Porém, mais importante que entender os detalhes  da expressão – se agulha é uma porta ou se camelo é uma corda – é compreender a mensagem: é preciso desapegar-se de de muita coisa para ter o reino presente em nosso coração. Em coração cheio demais não cabe o reino de Deus.

É bom lembrar que Deus não condena a riqueza justa. Nem elogia a miséria que deixa a pessoa na penúria. Deus quer um mundo onde as pessoas tenham bens suficientes para viver com dignidade. Mas para isso, alguns muito ricos, que costumam viver para acumular bens, precisam aprender a partilhar. Foi o que o jovem rico teve dificuldade de entender. Quando não há divisão justa dos bens, o que sobra para um falta para o outro. Deus é a favor da justiça. Tanto a pobreza excessiva quanto a riqueza exagerada costumam ser sinal de injustiça.


Conclusão:

Jesus foi muito claro também com os ricos. O evangelho deste nosso encontro nos ensina muita coisa sobre isso. Ele em primeiro lugar ama a todos. Quando o homem rico se aproxima dele e pede para ganhar a vida eterna, ele manda obedecer os mandamentos e quando ele diz que já obedece, diz o evangelho que Jesus “fitou-o” com amor. No entanto, para seguir Jesus é preciso fazer uma coisa muito importante: ir – vender tudo – dar aos pobres – voltar – seguir Jesus.
O homem diante desta proposta, fica triste porque é muito rico. Quando as riquezas tomam o lugar de Jesus, o resultado é a tristeza.
Jesus então diz como é difícil entrar no Reino de Deus porque é preciso deixar tudo, ter coragem de ser pobre como Jesus era pobre e seguir os passos dele.
Precisamos aprender e deixar tudo por Jesus. Ele é nossa única riqueza!

Vamos ler atentamente um outro texto bíblico (Parábola do homem rico e Lázaro):


b. Lc 16,19-31 

Um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele. Então gritou: "Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!"
- Mas Abraão respondeu: "Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo.



REFLEXÃO (Do blog Evangelizar é preciso Kantinhodafé)

Nesta parábola contada por Jesus, Ele quer nos mostrar a importância do desapego material. Jesus não condena a riqueza. O que ele contesta e condena é o mau uso dela. A falta de atitudes daqueles que detém o poder  e fogem de sua responsabilidade menosprezando sua atuação  em projetos de transformação na sociedade. A ausência de atitudes fica visível na distância que se formou entre o rico e o pobre.

Jesus mostra que todo aquele que mesmo tendo bens materiais e se abre à partilha, preocupa-se com o necessitado, pratica gestos de solidariedade torna-se humilde e agradável aos olhos de Deus. Aquele que acumula bens, negando-se à partilha e solidariedade transforma sua vida em atitudes soberbas que o levam a ignorar o seu próximo necessitado.


Jesus nos alerta para a falta de misericórdia: “Sede misericordiosos, como vosso Pai celeste” (Lc 6, 36-38).

A soberba pode estar no coração de todos,  independente de se ter ou não muitos bens materiais. A solidariedade também pode estar no coração de todos : ricos ou pobres.

Para Jesus, o conceito de rico e pobre é diferente do conceito formado pela sociedade. São também pobres os ricos pela ganância e soberba, pois preocupam-se apenas em acumular tesouros na terra, esquecendo-se do maior tesouro que é o Reino de Deus, ali “onde nem a traça e a ferrugem corroem”. O apego aos bens materiais os tornam pobres diante de Deus.

São ricos aqueles que sabem “onde está o teu tesouro” e vivem sua vida segundo os preceitos divinos buscando as “coisas do reino”


Trazendo para a vivência de nossos dias

  • Rico é aquele que prima pelo individualismo e capitalismo que domina a sociedade.
  • Podemos dizer que rico  é aquele que não se compromete com o evangelho e não se abre à escuta da Palavra de Deus. São os ricos materialistas, que detêm o poder, que oprimem o mais fraco. Pobres são aqueles que buscam a Deus e sentem-se oprimidos pelos detentores do poder. Seu tesouro não é deste mundo.

- Quantos Lázaros que morrem à porta do hospital?
- Quantos morrem nas sarjetas?
- Quantos são explorados no trabalho?
- Quantos não tem onde morar?

  • Estes Lázaros esperam a mão da solidariedade. Lázaros que reclamam e não são ouvidos
  • Lázaros que confiam na misericórdia de Deus.
  • Lázaros que muitas vezes tem atitudes transformadoras que mudam a realidade de tantos.


Concluindo
  • A riqueza não é pecado, desde que não seja fruto da roubalheira e corrupção, fruto da ambição desmedida. O pecado está no fechamento para o próximo.
  • O que Jesus nos pede é a vivência do evangelho. É ter atitudes de transformação. É superar o egoísmo e individualismo que nos afastam do próximo e consequentemente de Deus.
  • Confiemos na misericórdia de Deus. Tenhamos gestos concretos de transformação que promovam um mundo melhor.

Um olhar de Contemplação para a Palavra:


  •       Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?

Meu olhar de contemplação é um olhar de conversão que cancela tudo aquilo que em minha vida é acomodação, indiferença, omissão. Que Deus abençoe este meu propósito!



5. Oração Final e Encerramento

  • Convidar a turma para rezar, prometendo cultivar grande amizade com Jesus.
  • Colocar a mão no coração e repetir com o catequista: Jesus, nós sabemos que o Senhor é bom e quer a nossa felicidade. O Senhor é nosso amigo e, em todos os momentos, nós  podemos contar com a sua amizade. Ajude-nos, ó Jesus, a ser, cada dia mais, seus amigos do peito e não jogar fora a sua amizade, que é a maior riqueza desse mundo. Amém!
  • Motivar a turma para o próximo encontro.


Fonte:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro Seguindo Jesus
  • Blog Evangelizar é Preciso KantinhodaFé

NOTA:

Muitas vezes utilizo material retirado da Internet ou de livros que possuo para elaboração dos roteiros dos encontros, bem como, costumo postar aqui no meu blog textos que acho interessantes. Sempre que possível, eu faço constar a fonte, o nome dos autores. Caso você seja proprietário de alguma imagem, texto ou material e quer retirá-lo ou divulgar seu nome, por favor, entre em contato por e-mail  (mgathe@ig.com.br). Terei o maior prazer em divulgar o seu material ou trabalho. Que Deus continue abençoando a nossa caminhada! E que o amor de Jesus Cristo esteja sempre conosco! Abraço fraterno!






ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO





















domingo, 20 de março de 2016

Jesus e os Pobres




Objetivos:

  • Conhecer as bem-aventuranças, o novo jeito de viver que Jesus nos ensinou. 
  • Compreender que quando fazemos algo aos mais pobres e necessitados, fazemos ao próprio Jesus.

Ambiente:
  • Preparar recorte de revistas com pessoas pobres, abandonadas, crianças sem escola, doentes  e também com pessoas felizes, sorrindo e bonitas. 
  • Organizar o ambiente com a bíblia no centro das figuras, algumas flores e velas. 

1. Acolhida e Oração

  • Acolher a todos com simpatia. Cantar músicas animadas, à escolha (cantamos a música "Depende de Nós", da Turma do Balão Mágico, que nos leva a refletir sobre a proposta da Campanha da Fraternidade deste ano e também sobre as Obras de Misericórdia).
  • Silenciar, criar clima de oração e fazer o sinal da cruz.
  • Pedir à turma que fique de olhos fechados e reze, em silêncio, invocando a presença de Jesus em sua vida. O catequista poderá fazer breve motivação: Em silêncio peça a Jesus que fique sempre juntinho de você, iluminando sua vida, renovando todo o seu ser, dando-lhe forças para amar. Ele, que amou a todos, venha agora colocar muito amor  em seu coração. Ele, que cuidou de tanta gente sofrida, lhe dê forças para cuidar de quem precisa. Peça, com fé, essa ajuda de Jesus. (Momento de silêncio).
  • Rezar o Pai-Nosso.
  • Convidar as crianças a escolher uma figura e comentar sobre ela com o com o colega ao lado. Dar um tempo para o cochicho e concluir com a entrega de um cartão a cada catequizando  com a frase: “Felizes os pobres porque deles é o Reino dos Céus.”

2. Introdução
  • Convidar as crianças a escolher uma figura e comentar sobre ela com o com o colega ao lado. Dar um tempo para que conversem entre eles.
  • Introduzir o tema do encontro a partir da frase que cada um recebeu.
  • Perguntar às crianças o que é ser pobre? Como os pobres são tratados? E Jesus, como tratava os pobres?
  • No final da conversa, destacar como Jesus é diferente de nossa sociedade que despreza e humilha os pobres. A Boa Notícia que ele veio trazer é que o Reino de Deus é dos pobres e por isso eles são felizes.


3. Desenvolvendo o tema

Motivação:

A vida de Jesus – seu amor, sua tolerância e carinho com todos – nos ensina um novo jeito de viver. É o jeito do Reino de Jesus. Hoje vamos ouvir um texto que resume o jeito novo de viver que Jesus nos ensinou.

Mt 5, 1-12

Vendo aquela multidão, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos se aproximaram dele. Então, Jesus começou a dizer:
Bem-aventurados os que têm coração de pobre, porque deles é o Reino do Céu! Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados  os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem , quando vos perseguirem e, mentindo, disserem o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vierem antes de vós.

(Deixar a partilha para depois do aprofundamento).


Comentar cada bem-aventurança (Fonte: Livro Jesus, nosso salvador, do Padre Orione Silva).


1. OS QUE TÊM CORAÇÃO DE POBRE:  São pessoas despojadas, que sabem conviver com todas as coisas do mundo sem se apegar a nada que não seja realmente importante e sem deixar que uma coisa de menor valor ocupe o lugar de Deus em seu coração. Se for preciso, sabe renunciar a muitas coisas para se manter unido a Deus. Sabe, enfim, conviver com tudo, mas não depende de nada disso para ser feliz.

- Mal-aventurança: OS QUE SÃO APEGADOS


2. OS AFLITOS: São pessoas que se sensibilizam quando olham em volta de si e não se conformam com o que enxergam. Sentem imensa aflição e se entristecem com a situação difícil dos outros. Por isso, choram. Choram de aflição. Choram porque querem fazer algo para melhorar o mundo, mas não sabem o que fazer.  Choram porque se sentem fracos diante dos desafios do mundo. Choram porque não se conformam com as injustiças da vida. Chorar aqui significa não cruzar os braços diante do mundo, não calar, não se esconder. Os que choram também são os que lutam por um mundo melhor, porque os insensíveis e acomodados nunca lutam. Podem ver o mundo desmoronar aos seus pés e nem se importam.

- Mal-aventurança: OS INSENSÍVEIS E ACOMODADOS


3. OS MANSOS: São aqueles que, mesmo chorando diante dos conflitos, mantêm a calma, a mansidão e a tranquilidade, pois sabem que a revolta não é o jeito de Deus. Os mansos conservam uma bondade que ninguém nem nada pode lhes roubar. Eles nunca agem com violência.

- Mal-aventurança: OS VIOLENTOS


4. OS QUE TÊM SEDE DE JUSTIÇA: Ter sede de justiça, nesse caso, é ter sede de Deus. Justiça, nessa bem-aventurança, significa a pessoa se ajustar a Deus para viver de acordo com ele, justamente como ele ensina. É o mesmo que buscar a santidade, o aperfeiçoamento espiritual, viver unido a Deus.

- Mal-aventurança: OS QUE FOGEM DE DEUS


5. OS MISERICORDIOSOS: São os que conservam atitude de misericórdia para com todos. Misericórdia é compreender a miséria do outro, suas fraquezas, seu jeito. E perdoar-lhe por isso. É ter um coração livre de rancor, sempre disposto a acolher, sem se deixar ofender nem magoar por ninguém.

- Mal-aventurança: OS QUE GUARDAM RANCOR


6. OS PUROS DE CORAÇÃO: São aqueles que permanecem retos, íntegros e não se  deixam corromper pelos erros do mundo. Os puros são pessoas firmes que sabem o que querem. Não praticam o mal. Não se deixam desviar do caminho do bem. Não seguem as influências maldosas e prejudiciais dos outros.

- Mal-aventurança: OS QUE SE DEIXAM CORROMPER


7. OS PACÍFICOS: São os que constroem a paz, os que lutam pela paz e com as armas da paz. Nunca usam a violência para nada. Os pacíficos destroem a violência com um gesto de paz, pois acreditam que um abraço de amizade tem mais força que um tanque de guerra.

- Mal-aventurança: OS QUE DESTROEM A PAZ


8. OS PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA: 
Aqui estamos falando da justiça social, ou seja, da justiça que precisa haver no mundo, entre as pessoas e instituições. Os perseguidos por causa da justiça são aqueles que têm coragem de discordar das injustiças, de denunciar os erros que acontecem na sociedade, de criticar os abusos sociais, econômicos, políticos, familiares, já que a injustiça pode acontecer em qualquer parte. Porque falam a verdade sem medo, são perseguidos. Mas são felizes, porque não são covardes.

- Mal-aventurança: OS QUE  TÊM MEDO DE ENFRENTAR A VERDADE


9. OS PERSEGUIDOS POR CAUSA DE JESUS: São aqueles que se tornaram discípulos de Jesus e não o abandonam nem que tenham de perder a vida nessa causa. Podem ser caluniados, criticados, perseguidos, maltratados, assim como aconteceu com os profetas. Mas com Jesus, porque o amam mais que a si próprios.

- Mal-aventurança: OS QUE ABANDONAM JESUS


Partilha:
  • O que vocês entenderam com essa pregação de Jesus?
  • Será que a gente pode dizer mesmo  que esse é um jeito novo e diferente de viver?
  • Será que o nosso mundo poderia ser melhor se a gente vivesse com mais carinho as bem-aventuranças?
  • Vamos lembrar quais são as nove bem aventuranças, ou seja, os nove ensinamentos de Jesus para quem quer ser mais feliz (Deixar que abram a Bíblia).
  • Qual desses ensinamentos você acha mais urgente no mundo de hoje e na sua vida?

Em seguida, explicar qual é a felicidade que Jesus quer para os pobres, lembrando como ele tratava os menos favorecidos.  Jesus mostrou com sua vida como Deus o mandou para os pobres: acolhia os leprosos, estava atento aos enfermos, curava os endemoniados, estava sempre rodeado pela multidão que era muito pobre. Jesus nos diz no evangelho de Mateus (25,31-46): “Tudo o que fizeres ao menor de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” 

Podemos pedir a uma criança que leia o texto e depois partilhar o que foi lido.


Depois da partilha, perguntar:
  • O que essa Palavra me leva a dizer a Jesus, a Deus?

(Aproveitar a ocasião para falar mais um pouco sobre o Ano da Misericórdia, destacando as obras de misericórdia).

Obras de misericórdia

Há catorze obras de misericórdia: sete corporais e sete espirituais.

Obras de misericórdia corporais:

1. Dar de comer a quem tem fome
2. Dar de beber a quem tem sede
3. Dar pousada aos peregrinos
4. Vestir os nus
5. Visitar os enfermos
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos


Obras de misericórdia espirituais:

1. Ensinar os ignorantes
2. Dar bom conselho
3. Corrigir os que erram
4. Perdoar as injúrias
5. Consolar os tristes
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7. Rezar a Deus por vivos e defuntos.


Comentar:

Jesus disse que em sua segunda vinda será como um juiz e sua maneira de julgar será a partir do amor. Se estivermos desprendidos de nosso egoísmo, dando de comer, de beber, vestindo os pobres; se temos visitados os doentes e encarcerados, se temos ajudados os necessitados, se temos respeitado a vida dos indefesos, seremos benditos e gozaremos do Reino preparado desde a criação do mundo.

Caso contrário, aqueles que são egoístas e que não tem partilhado com os pobres, mendigos, necessitados e mais insignificantes, aqueles que maltratam, que fazem mal à vida dos outros, para eles será preparado o castigo eterno.

Se quisermos ser felizes precisamos aprender de Jesus seu amor pelos mais pobres, pois foram eles que Deus escolheu para serem ricos em fé e herdeiros do Reino que Ele promteu aos que o amam.


4. Atividades

Do livro 


5. Oração Final e Encerramento
  • Motivar: Há dois modos bem diferentes de viver a vida: um é o modo que Jesus nos ensinou  e outro é o modo acomodado de ver as coisas, próprio  de quem é egoísta e só pensa em si. Quem vive como Jesus viveu torna-se uma luz para este mundo, que vive nas trevas do egoísmo e da indiferença com o outro. Mas não foi assim que Jesus nos ensinou. Jesus nos ensinou a fazer o bem e a iluminar o mundo com a nossa bondade.
  • Pedir a Deus força para viver as bem-aventuranças. Cada um pode fazer uma prece, conforme o modelo: “Jesus, ajude-nos a ter um coração de pobre” ou “Jesus, ajude-nos a ter um coração manso”. Depois de cada oração, repetir o refrão: “Venha nos ajudar, Senhor!”
  • Encerrando, dar as mãos e rezar: Senhor, nós queremos viver bem esse ano da Misericórdia, fazendo o que o Senhor nos pediu, que sejamos misericordiosos como o Pai é misericordioso. Senhor, queremos amar como o Senhor nos ensinou. Queremos amar a todos e a todos oferecer nosso carinho e nossa compreensão. Com nosso amor, o mundo ficará mais iluminado, a vida terá mais sabor, e nós seremos mais felizes. Venha nos ensinar a amar, Jesus. Amém!
  • Motivar a turma para o próximo encontro. 

Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro "Jesus, nosso salvador" - Padre Orione Silva
  • Livro "O Caminho" - Diocese de Duque  de Caxias
NOTA:

Muitas vezes utilizo material retirado da Internet ou de livros que possuo para elaboração dos roteiros dos encontros, bem como, costumo postar aqui no meu blog textos que acho interessantes. Sempre que possível, eu faço constar a fonte, o nome dos autores. Caso você seja proprietário de alguma imagem, texto ou material e quer retirá-lo ou divulgar seu nome, por favor, entre em contato por e-mail  (mgathe@ig.com.br). Terei o maior prazer em divulgar o seu material ou trabalho. Que Deus continue abençoando a nossa caminhada! E que o amor de Jesus Cristo esteja sempre conosco! Abraço fraterno!




ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO