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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Jesus e as Mulheres de Seu Tempo


Objetivos:

  • Enfatizar a valorização da mulher promovida por Jesus na cultura judaica.
  • Ressaltar a importância da cooperação de mulheres no ministério de Jesus.
  •  Refletir sobre o serviço feminino realizado na Igreja atual.

Ambiente:
  • Crucifixo, Bíblia, flores e vela. 

Recursos:

  • ½ folha de papel ofício e caneta para cada catequizando.
  • Objetos descartáveis: copos, pratos, garfos, colheres, luvas, máscara etc.


1. Acolhida e Oração Inicial
  • Preparar com zelo o ambiente. Receber a turma com carinho.
  • Cantar músicas animadas à escolha.
  • Acalmar a turma para colocar a mão no coração e invocar  a presença de Jesus, dizendo todos juntos: “Venha, Jesus, ficar em nosso coração. Venha ser  nossa rocha e nossa força. Nós o recebemos em nossa vida, como um amigo que vem os visitar. Nós precisamos do Senhor e o acolhemos com carinho. Amém!”
  • Cantar música suave. 


2. Relembrando o encontro anterior
  • Após ser batizado e apresentado ao povo, Jesus começou a sua missão.  Lemos no Evangelho de São Lucas, como foi a primeira pregação que Jesus fez para o povo.
  • Jesus chama seus discípulos para ir com ele levar a saúde aos doentes e a paz nas famílias
  • Vimos o cuidado de Jesus com os doentes. Há muitos textos  do evangelho que falam de Jesus e os doentes, pois esta era uma de suas ações mais importantes.

  • Desde o início de sua missão, Jesus se mostrou muito sensível à doença. Depois que ele saiu da Sinagoga,  que era a casa de oração de seu povo, ele foi para a casa de Simão Pedro e soube que a sogra dele estava com febre. Por causa da febre ela não podia se levantar, não podia acolher bem as pessoas, não podia cuidar da casa. Além disso, com febre a pessoa fica desanimada e abatida. Para os antigos  a febre não era explicada  e era uma coisa  que não vinha de Deus. Jesus sabendo da situação desta senhora, vai onde ela está, pega na mão dela e a ajuda a se levantar. Ela logo que é curada se coloca a serviço e acolhe as visitas com alegria. A partir daí outras pessoas sabem que Jesus curou e se colocaram na frente da casa pedindo que ele as tocasse para que ficassem curadas.
  • Como é o cuidado dos doentes hoje? Já visitaram algum doente? E quando ficamos doentes, gostamos de receber uma visita?

(Em seguida, perguntar às crianças se elas visitaram algum doente como combinamos).

Jesus acreditava em todos os enfermos, especialmente naqueles que ele libertava dos problemas da mente, que na época eram chamados “endemoniados”.

Vimos mais uma passagem bíblica, em que Jesus cura um menino com epilepsia. Vamos relembrar:

Jesus está descendo do Monte Tabor com Pedro, Tiago e João. Encontra os outros discípulos rodeados por uma grande multidão e trazendo um problema novo: um menino epilético que os discípulos não conseguem curar.

Este feito torna-se para Jesus uma oportunidade de ensinar aos discípulos e à multidão a importância da fé e da oração. O menino é curado e Jesus o toma pela mão para que fique de pé.

A cura deste menino é um sinal do poder de Jesus e da força da oração sobre o mal. Também nós hoje, somos rodeados por muitos males. Costumamos apresentá-los a Deus por meio da oração? Concordamos que tudo é possível para quem crê? Como são tratadas as pessoas doentes mentais em nossa comunidade? Conhecemos alguém assim? Como as acolhemos?


3. Desenvolvendo o tema

Propor a dinâmica:

Procedimento:
  • Fale: Na cultura judaica, as mulheres eram discriminadas, viviam à margem da sociedade... A participação na vida pública era limitada, não tinham voz... Não mostravam o rosto, pois tinha que ser coberto... Não podiam estudar nem ensinar... Uma conversa com uma mulher em público era um ato vergonhoso. 
  • Apresente os objetos descartáveis e fale: As mulheres no tempo de Jesus eram consideradas objetos... como os objetos, elas podiam ser usadas e descartadas! Estes objetos são descartáveis... Imaginem como se sentiam as mulheres dentro de uma cultura que as desvalorizavam! (Neste momento, coloque os objetos no saco de lixo).
  • Fale: Mas, com Jesus, as mulheres passaram a ser valorizadas. Jesus rompeu com os padrões impostos às mulheres, quando ele conversou, ensinou, curou, libertou e elas cooperaram com seu ministério.
  • Introduzir o tema do encontro a partir da dinâmica.
  • Conversar sobre a realidade das mulheres hoje. Convidar a partilhar como é a situação das mães... se trabalham, se estão sempre em casa, como elas cuidam da casa e dos filhos.
  • Convidar os catequizandos a descobrir algumas mulheres que aparecem nos evangelhos. As seguintes perguntas podem ajudar:

a) Como é nome da mãe de Jesus? (Lucas 1,27)
b) Como era o nome da mãe de João Batista? (Lucas 1,37)
c) Qual é nome da mulher que encontrou primeiro Jesus ressuscitado? (João 20,1)
d) Como era o nome das duas amigas que receberam Jesus em sua casa? (Lucas 10,38-39)
e) Como se chamava a cidade onde Jesus ordenou a um jovem filho  de uma viúva a se levantar do caixão? (Lucas 7,11)
f) Jesus curou no sábado uma mulher encurvada. Há quantos anos ela estava assim? (Lucas13,11)
g) Diga o nome das três mulheres que seguiam Jesus e seus discípulos junto com muitas outras mulheres. (Lucas 8,2-3)

Comentar as atitudes de Jesus com as mulheres: acolhida, compaixão, atenção, escuta...

A realidade das mulheres do tempo de Jesus não era muito fácil. Elas eram discriminadas, precisavam ficar sempre em casa e só eram consideradas em função de seus maridos.

Jesus, com suas atitudes anuncia uma Boa Nova para todas as mulheres e nós podemos perceber isso em diversas cenas dos evangelhos.

Entre todas as mulheres, Maria é a primeira que revela a novidade da ação divina, pois é chamada “cheia de graça” no momento da Anunciação e parte logo após para ir servir a sua prima Isabel.

Depois, vamos encontrar Jesus em várias situações significativas envolvendo as mulheres: ele cura a sogra de Pedro tomando-a pela mão (Mc 1,31), percebe-se que é tocado por uma enferma e a chama de filha (Mc 5,30-34); cura a filha de um chefe da Sinagoga (Mc 5,41); vê a viúva que deposita sua única moeda no Templo (Mc 12,42-44), deixa que uma mulher lave seus pés com as lágrimas e enxugue com os cabelos (Lc 7,36-50); chama mulheres para o grupo de discípulos (Lc 8, 1-4) e vai se hospedar na casa de Marta e Maria suas amigas, dando a Maria a dignidade de discípula que se senta aos seus pés e escuta sua palavra (Lc 10,38-42).

O ponto mais alto da atitude de Jesus com as mulheres é sua aparição a elas quando ressuscita dos mortos. São elas as primeiras testemunhas de que ele venceu a morte e continua vivo e presente em nossa história (Mc 16, 1ss).

Entre os judeus do tempo de Jesus, as mulheres ficavam fora da vida pública. No culto do sábado, elas eram meras espectadoras. Como os gentios, as mulheres tinham um pátio exterior especialmente designado a elas no Templo, do qual não podiam sair. Em público, os homens não falavam com uma mulher, nem mesmo com a esposa. Não era permitido às mulheres estudar a Lei, nem sequer tocar as Escrituras, a fim de não as contaminar. Embora os rabinos não ensinassem as mulheres, Jesus agia assim com alegria. Em certa ocasião, Maria, irmã de Lázaro, assentou-se a Seus pés como aluna (Lc 10,38-42). Aos homens era permitido divorciar-se das mulheres pelas ofensas mais triviais, mas às mulheres não era permitido divorciar-se, nem mesmo pelas mais sérias ofensas. Jesus tinha palavras fortes sobre a prática do divórcio, que tratava as mulheres como se fossem objetos dos homens (Mt 19,3-8).

Mas Jesus veio ensinar esses tolos que a mulher tem seu devido valor.


Foi Jesus que mudou a mentalidade desses fariseus.



4. História: Lucas 10, 38-42

Na história de hoje, Jesus vai visitar a casa de uns amigos. Vamos ver como ele vai ser recebido.

Certa vez, estando em viagem, Jesus resolveu parar na casa de uns amigos, para fazer-lhes uma visita. Jesus era muito amigo de três irmãos: Lázaro, Marta e Maria. Então resolveu dar uma paradinha na casa deles para um dedo de prosa. Quando ele chamou à porta, Marta veio correndo atender. Ficou imensamente feliz ao ver que era Jesus e disse toda empolgada: “Oh, que prazer recebê-lo em nossa casa! É uma alegria muito grande! Vamos entrando. A casa é sua. Fique à vontade. Sente-se!” Parece que nesse dia Lázaro não estava em casa, só as duas irmãs.

Ao convite de Marta, Jesus entrou e foi logo sentando. Marta conversou mais meia dúzia de palavras e pediu licença: “O Senhor não vá reparar, se eu entrar para cuidar da obrigação. É que eu tenho muita coisa para fazer lá dentro na cozinha. Vou preparar uma comidinha gostosa pra gente e dar um jeito nesta casa, que está uma bagunça”. E foi entrando, deixando Jesus sozinho na sala.

Nisso, chegou Maria, irmã de Marta. Cumprimentou Jesus com simpatia e sentou-se junto dele, iniciando um conversa atenciosa. Maria estava ansiosa para conversar com Jesus. Ela ouvia suas palavras com interesse e atenção. Ela adorava ouvir Jesus. Ele  tinha muitas coisas interessantes para lhe dizer. E mais: um bom papo com um amigo é sempre uma coisa muito boa. Maria valorizava a amizade, ainda mais a amizade de Jesus. E ficaram lá os dois conversando como bons amigos.

Enquanto isso, lá dentro, Marta cuidava da obrigação. Lavava roupas, limpava o chão, mexia nas panelas, numa correria sem fim. Marta era mulher aflita e não parava um minuto, ainda mais agora que estava com uma visita tão importante. A vida de Marta era uma correria contra o relógio. Não tinha tempo para nada. Então, percebendo que sua irmã, Maria, havia ficado na sala agradando Jesus, Marta se sentiu incomodada. Enxugou as mãos no avental, passou-as no rosto  e foi até a sala, pisando duro. Pensou: “Assim não dá! Eu aqui toda atarefada e Maria lá batendo papo com Jesus. E ele? Será que não desconfia que minha irmã tem tarefas a cumprir?” Sem perceber a grosseria que estava fazendo, disse a Jesus: “O Senhor não se importa que minha irmã me deixe sozinha a trabalhar, enquanto vocês ficam aí conversando? Peça a ela, Jesus, que venha me ajudar cá na cozinha. Estou cheia de coisas pra fazer!”

Jesus conteve o seu desapontamento e disse: “Marta, Marta! Você se preocupa com tantas coisas! Por isso não tem sossego. Fico feliz que Maria tenha tirado um pouco do seu tempo para me ouvir e conversar comigo. Ela escolheu a melhor parte e eu não vou pedir a ela que mude de idéia agora”.

Diante da resposta de Jesus, Marta ficou desconcertada e percebeu que um amigo vale mais que mil tarefas realizadas. Melhor ter tempo para os amigos. Então, fez como Maria. Parou com aquela correria e foi curtir a visita do amigo. Depois, todo mundo foi junto para a cozinha e logo tudo ficou pronto. Nunca mais Marta foi a mesma depois daquele encontro com Jesus.


Partilha:

- O que você achou da atitude de Marta?
- E da atitude de Maria?
- Qual das duas foi mais atenciosa com Jesus?
- Qual das duas foi mais inteligente?
- Por que Maria preferiu ficar agradando Jesus?
- Por que Marta fez pouco caso de Jesus?
- O que você faz quando recebe a visita de um amigo?
- E se esse amigo fosse Jesus? Se Jesus fosse visitar sua casa, você iria agir como Marta ou como Maria? Por quê?

  • O que a Palavra fala para nós?
Jesus está a caminho de Jerusalém. Para na casa de suas amigas Marta e Maria. Elas o  acolhem com carinho e atenção. Marta fazendo de tudo para servir bem a Jesus: preparando a comida com cuidado, limpando a casa, servindo e procurando deixar tudo bem arrumado. Maria, por outro lado,  quando chegou Jesus, não fez mais nada. Ficou sentada aos pés dele escutando o que ele estava ensinando. Marta fica com ciúmes e pede a Jesus a Jesus para corrigir Marta. Então Jesus dá a lição às duas e a nós: Não se pode ficar preocupado com muitas coisas e nos descuidar do mais importante. Ele então indica o que é mais importante e é a “melhor parte”: escutar sua palavra e seguir seus ensinamentos.


5. Atividades
  • Agora, entregue a metade da folha de papel ofício para cada catequizando.
  • Solicite para que façam o desenho de uma de suas mãos, contornando-a com a caneta.
  • Fale que a mão representa “trabalho, serviço, ação, atividade”.
  • Peça para que elas escrevam dentro da mão: Aquilo que as mulheres realizaram no ministério de Jesus. Depois, peçam para que os alunos escrevam o que as mulheres estão realizando na obra do Senhor, na atualidade.
  • Depois, faça uma comparação entre 03 situações, isto é, as atividades femininas realizadas antes de Jesus, com Jesus e depois de Jesus.
  • Para concluir, fale: Na atualidade, ainda as mulheres são discriminadas e desvalorizadas, muitas vezes no seu próprio lar, na igreja, no trabalho, na rua etc. Mas, lembremo-nos de que mesmo diante dos entraves que as mulheres da época de Jesus sofriam, elas participaram do ministério de Jesus, pois encontravam nele aceitação, o respeito, o amor, a valorização.

5. Encerramento e Oração Final
  •     Na história que ouvimos, de Marta e Maria, olhando para a atitude de Jesus que mostra como ele agia em relação às mulheres, vamos agradecer a Ele por nossa mãe, nossas irmãs, nossa professora e por todas as mulheres que conhecemos, pedindo a ele que nos ensine a ter respeito e atenção para com todas elas. 
  •     Com a mão no coração, vamos rezar: “Ó Jesus,  receba nossos corações! Queremos acolher o Senhor em nossa vida. Não queremos fazer pouco caso do Senhor, como Marta. Queremos acolhê-lo com alegria e atenção, como fez Maria. Sua presença é muito importante para nós. Seja bem vindo, Jesus. Fique conosco em nossos corações. Amém!”


Fontes:
  • Livro "O Caminho" (Diocese de Duque de Caxias)
  • Livro "Seguindo Jesus", do Padre Orione Silva 

"Sede Misericordiosos Como Vosso Pai é Misericordioso."



NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO DO ANO...

Muitos dias programando este encontro. Ideias fervilhando na cabeça! Tanta coisa pra falar com os pequeninos... Ano Santo da Misericórdia, Quaresma, Campanha da Fraternidade e o tema que dá seguimento ao roteiro da Catequese!

Acolhi os pequeninos com o tema do Ano da Misericórdia: Decorei a porta de entrada com muitas flores, enfeitei a sala com corações e preparei lembrancinhas com detalhes de pequenos corações (saquinho com chocolate, pirulito, balas, doces e jujubas). Entreguei a cada criança o saquinho de doces com o nome de um colega escrito no coração de papel. Pedi que não contassem e guardassem a lembrancinha para ser entregue no final do encontro.






Motivei-os a fazer uma oração espontânea de agradecimento a Jesus, pela nossa família, pela nossa escola, pela catequese... Depois, com a mão no coração, rezamos juntos: "Venha, Jesus, ficar em nosso coração. Venha ser nossa rocha e nossa força. Nós o recebemos em nossa vida, como um amigo que vem nos visitar. Nós precisamos do Senhor e o acolhemos com carinho. Amém!"

Não podia deixar de falar para as crianças sobre o Jubileu do Ano Santo da Misericórdia! Este grande acontecimento da Igreja Católica, que iniciou em 08 de dezembro de 2015 e se concluirá no dia 20 de novembro de 2016, com a Solenidade de Cristo Rei do Universo.

Este é o ano feito para o coração. Ano da Misericórdia, que vem de "cordis" (coração) e de "miserere" (miséria), que juntas tem o significado de "compaixão", ou seja, levar ao nosso coração a miséria humana para que possamos ajudar a saná-las.

Como disse, no dia 08 de dezembro começou o Ano Jubilar da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, que recomendou que durante esse tempo realizássemos as obras de misericórdia. 

Mas o que são e quais são as obras de misericórdia?

As obras de misericórdia são as ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem nomeadamente em dar de comer a quem tem forme, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus.

Em seguida, mostrei às crianças no Calendário Litúrgico o Tempo que estamos vivendo, ou seja, a Quaresma. Apresentei-lhes a proposta da Campanha da Fraternidade desse ano, motivando-os a refletir sobre o tema. 

O tema da Campanha da Fraternidade é "Casa comum, nossa Responsabilidade" e o lema "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca", do livro de Amós 5,24. O profeta Amós afirma em seu texto que a situação social do povo é importante para Deus, e que o culto se torna vazio e mentiroso se as pessoas vão aos templos, oferecem sacrifícios para Deus, mas permitem que a injustiça degrade a vida dos pobres, filhos amados e filhas amadas de Deus.

O profeta deixa bem claro que a fidelidade a Deus tem tudo a ver com o cuidado que temos que ter, uns com os outros e com os dons da natureza. O texto destaca questões como o caos social, o rompimento das relações afetivas e da relação com Deus. Como lema da Campanha, a proposta é que as pessoas repensem suas vidas e mudem suas atitudes em prol do bem comum.

Preocupada em não atropelar os assuntos, falei em pouco sobre cada tema e no final vi que se interligavam. 

Foi um início, pois pretendo continuar a reflexão com os pequeninos, nos próximos encontros, sobre a Campanha da Fraternidade, bem como sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Seguindo o roteiro da Catequese, passei a falar aos pequeninos sobre o tema que dá continuidade ao programa.


JESUS E AS MULHERES DE SEU TEMPO

Refletindo sobre o efeito das obras de misericórdia em quem as pratica, vimos que as prática dessas ações caridosas nos vão tornando mais parecidos com Jesus, nosso modelo, que nos ensinou como deve ser a nossa atitude para com os outros.

Vamos aproveitar este ano todo voltado para a misericórdia de Deus para começarmos a atender ao pedido de Jesus: "Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso." (Lc 6,36) e praticarmos as Obras de Misericórdia que a Igreja nos ensina.

Vimos em encontros anteriores como Jesus é misericordioso... 

Ele tinha muito cuidado com os doentes. Há muito textos do Evangelho que falam de Jesus e os doentes, pois esta era uma de suas ações mais importantes. Desde o início, Jesus se mostrou muito sensível à doença. Lembramos que Ele curou a sogra de Pedro que estava acamada com febre, curou o menino com epilepsia... e muitas outras pessoas que se aproximavam pedindo que ele as tocasse para que ficassem curadas.

Jesus acreditava em todos os enfermos, especialmente naqueles que ele libertava dos problemas da mente, que na época eram chamados "endemoniados".

Jesus inaugura uma experiência do Reino que recupera as pessoas, restituindo-lhe sua integridade e sua dignidade.

Por atitudes, Jesus estabelece novas características à comunidade: igualdade e participação de homens e mulheres juntos, pois o amor de Deus é para ambos. Jesus se posicionou contrário a opressão e a marginalização da mulher bem como dos outros excluídos (cegos, mudos, leprosos, pecadoras públicas, coxos, paralíticos).

Ele não apenas convive, mas acolhe e promove os desprezados pela religião e pelo governo. Jesus oferece um lugar na convivência humana, acolhe como irmã e irmão aos que eram rotulados e relegados.

Na cultura judaica, as mulheres eram discriminadas, viviam à margem da sociedade, a participação da vida pública era limitada, não tinham voz, não mostravam o rosto, pois tinha que ser cobertos, não podiam ensinar nem estudar. Uma conversa com uma mulher em público era um ato vergonhoso. As mulheres do tempo de Jesus eram consideradas objetos que poderiam ser usadas e descartadas.

No culto de sábado, elas eram meras espectadoras. Como os gentios, as mulheres tinham um pátio exterior especialmente designado a elas no Templo, do qual não podiam sair. Em público, os homens não falavam com uma mulher, nem mesmo com a esposa. Não era permitido às mulheres estudar a Lei, nem sequer tocar as Escrituras, a fim de não as contaminar. Embora os rabinos não ensinassem as mulheres, Jesus agia assim com alegria. Em certa ocasião, Maria, irmã de Lázaro assentou-se a Seus pés como aluna (Lc 10, 38-42). 

Aos homens era permitido divorciar-se das mulheres pelas ofensas mais triviais, mas às mulheres não era permitido divorciar-se, nem mesmo pelas mais sérias ofensas. Jesus tinha palavras fortes sobre a prática do divórcio, que tratava as mulheres como se fossem objetos dos homens (Mt 19,3-8).

Como podemos ver, a realidade das mulheres do tempo de Jesus não era muito fácil. Elas eram discriminadas, precisavam ficar sempre em casa e só eram consideradas em função de seus maridos. Jesus, com suas atitudes, anuncia uma Boa Nova para todas as mulheres e nós podemos perceber isso em diversas cenas dos evangelhos.

Com Jesus, as mulheres passaram a ser valorizadas. Jesus rompeu com os padrões, quando ele conversou, ensinou, curou, libertou e elas cooperaram com seu ministério.

Na atualidade, ainda as mulheres são discriminadas e desvalorizadas, muitas vezes no seu próprio lar, na igreja, no trabalho, na rua etc. Mas, lembremo-nos de que mesmo diante dos entraves que as mulheres da época de Jesus sofriam, elas participaram do ministério de Jesus, pois encontravam nele aceitação, o respeito, o amor, a valorização.

Encerrando: Na história que ouvimos, de Marta e Maria, olhando para a atitude de Jesus que mostra como Ele agia em relação às mulheres, vamos agradecer a Ele por nossa mãe, nossas irmãs, nossa professora e por todas as mulheres que conhecemos, pedindo a Ele que nos ensine a ter respeito e atenção para com todas elas.

Com a mão no coração, rezemos: "Ó Jesus, receba nossos corações! Queremos acolher o Senhor em nossa vida. Não queremos fazer pouco caso do Senhor, como Marta. Queremos acolhê-lo com alegria e atenção, como fez Maria. Sua presença é muito importante para nós. Seja bem vindo, Jesus! Fique conosco em nossos corações. Amém!"

Terminada a oração, cada um entregou o saquinho de doce para aquele que constava o nome no coração e deu um abraço no colega.






ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO:































































































segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Três Regras Fundamentais Para os Leitores da Missa


O QUE TODO CATÓLICO DEVE SABER

A Palavra de Deus na celebração litúrgica deve ser proclamada com simplicidade e autenticidade. O leitor, em resumo, deve ser ele mesmo e proclamar a Palavra sem artifícios inúteis. De fato, uma regra importante para a própria dignidade da liturgia é a da verdade do sinal, que afeta tudo: os ministros, os símbolos, os gestos, os ornamentos e o ambiente".
Também é preciso solicitar a formação do leitor, que se estende a 3 aspectos fundamentais:

1. A formação bíblico-litúrgica
O leitor deve ter pelo menos um conhecimento mínimo da Bíblia: estrutura, composição, número e nome dos livros do Antigo e Novo Testamentos, seus principais gêneros literários (histórico, poético, profético, sapiencial etc.). Quem vai ler na missa precisa saber o que vai fazer e que tipo de texto vai proclamar.
Além disso, precisa ter uma preparação litúrgica suficiente, distinguindo os ritos e suas partes, e sabendo o significado do próprio papel ministerial no contexto da Liturgia da Palavra. Ao leitor corresponde não só a proclamação das leituras bíblicas, mas também a das intenções da oração dos fiéis e outras partes que lhe são designadas nos diversos ritos litúrgicos.

2. A preparação técnica
O leitor deve saber como chegar ao ambão e posicionar-se nele, como usar o microfone e o lecionário, como pronunciar os diversos nomes e termos bíblicos, de que maneira proclamar os textos, evitando uma leitura apagada ou enfática demais.
Precisa ter clara consciência de que exerce um ministério público diante da assembleia litúrgica: sua proclamação, portanto, deve ser ouvida por todos. o "Verbum Domini" com o qual termina cada leitura não é uma constatação ("Esta é a Palavra do Senhor"), mas uma aclamação repleta de assombro, que deve despertar a resposta agradecida de toda a assembleia, o "Deo gratias": "Graças a Deus".

3. A formação espiritual
A Igreja não contrata atores externos para anunciar a Palavra de Deus, mas confia este ministério aos seus fiéis, porque todo serviço à Igreja deve proceder da fé e alimentá-la. O leitor, portanto, precisa procurar cuidar da vida interior da Graça e dispor-se com espírito de oração e olhar de fé.
Esta dimensão edifica o povo cristão, que vê no leitor uma testemunha da Palavra que proclama. Esta, ainda que seja eficaz em si mesma, adquire também, da santidade de quem a transmite, um esplendor singular e um ministério atrativo.
Do cuidado da própria vida interior do leitor, além do bom senso, dependem também a propriedade dos seus gestos, do seu olhar, do seu vestir e do penteado. É evidente que o ministério do leitor implica uma vida pública conforme os mandamentos de Deus e as leis da Igreja.

Ler na missa é uma honra, não um direito
Esta tripla preparação deveria constituir uma iniciação prévia à assunção dos leitores, mas depois deveria continuar sendo permanente, para que os costumes não se percam. Isso vale para os ministros de qualquer grau e ordem.
É muito útil para o próprio leitor e para a comunidade que todo leitor tenha a coragem de verificar se ele tem todas estas qualidades e, caso elas diminuam, saber renunciar a esta função com honradez.
Realizar este ministério é certamente uma honra, e na Igreja isso sempre se considerou assim. Não é um direito, mas um serviço em prol da assembleia litúrgica, que não pode ser exercido sem as devidas habilitações, pela honra de Deus, pelo respeito ao seu povo e pela própria eficácia da liturgia.

Enrico Finotti, liturgista

Fonte: Aleteia

Como Viver Bem o Ano da Misericórdia


O jubileu do Ano da Misericórdia é um convite a olhar para o próximo sem julgar e condenar, com amor e perdão sem medida
O Papa Francisco convocou a Igreja do mundo todo para um Ano Jubilar Extraordinário dedicado à Misericórdia. A expectativa era para a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em 8 de dezembro, porém o “Papa das Surpresas” antecipou a abertura da Porta Santa para o dia 29 de novembro, em Bangui, capital da República Centro Africana. “Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia”, disse o Santo Padre ao anunciar a celebração. A proposta é viver a misericórdia no exemplo do Pai, que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cf. Lc 6,37-38).

Remédio da Misericórdia
A abertura do Ano Jubilar coincide com os cinquenta anos do encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II, encorajando a Igreja a prosseguir a obra iniciada. De fato, Papa João XXIII declarou que “em nossos dias, a Esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia que o da severidade…”. Em um sinal do desejo da Igreja de avançar no caminho iniciado em 1965, Francisco reafirma que a missão de todo cristão é agir sempre na linha da misericórdia.

Bula da misericórdia
Francisco publicou uma Bula intitulada Misericordiae Vultus, que significa “O Rosto da Misericórdia”. Com esse documento, oficializa o Ano Santo. Bula indica um tipo de documento do Papa. Deriva do antigo selo que fechava as cartas pontifícias, em formato de bola (bulla), podendo ser de prata ou chumbo. Hoje, bula é um folheto explicativo que acompanha os medicamentos. Dessa maneira, pode-se aplicar o mesmo sentido à bula de Francisco por apresentar à Igreja e ao mundo o grande remédio da misericórdia para curar as feridas humanas.

Vivendo de maneira concreta
Uma maneira concreta para viver o Ano Santo é a prática das obras de misericórdia corporais e espirituais. O Papa Francisco expressou seu vivo desejo de que os cristãos reflitam essas práticas e despertem da indiferença diante da pobreza, já que “os pobres são os privilegiados da misericórdia divina”.

Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais
O convite é, portanto, de uma redescoberta. São obras de misericórdia corporais: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos e enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais são: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas e rezar a Deus pelos vivos e defuntos.


Perdão a quem cometeu aborto
Entre as graças disponibilizadas para o Ano da Misericórdia, destaque para o perdão concedido a quem cometeu aborto. “Decidi conceder a todos os sacerdotes a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado”, escreveu Francisco.
O Papa não ameniza a gravidade do aborto e diz na carta que “o drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta. “O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo, quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai”, acrescenta.

Fonte: Formação Canção Nova




ORAÇÃO DO ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

Senhor Jesus Cristo,
Vós que nos ensinastes a sermos misericordiosos como o Pai celeste,
e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. 
Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.
O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro;
a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura;
fez Pedro chorar depois da traição e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.
Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus!
Vós sois o rosto visível do Pai invisível,
do Deus que manifesta Sua onipotência, sobretudo com o perdão e a misericórdia.
Fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, Senhor, ressuscitado e na glória.
Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza,
para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro:
fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.
Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a Sua unção,
para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor
e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem e proclamar aos cativos e oprimidos a libertação; aos cegos restaurar a vista.
Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia,
a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

Amém!

Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Como Brilhar Com a Luz de Cristo

    Ao celebrar  a Missa da Epifania, o Papa explicou a postura necessária para se livrar da pretensão de brilhar por si mesmos.



Cidade do Vaticano (RV) – No dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro, reiterando na homilia que a “Igreja não pode iludir-se de brilhar com luz própria”, “mas com a de Cristo”. A exemplo dos Reis Magos, somos chamados “a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos, para reconhecermos a luz esplendorosa que ilumina a nossa existência”.
Cristo é a luz verdadeira, que ilumina – disse o Papa - e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos”. Por isso – explicou -  “os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae»”, isto é, “é como a lua”, que não brilha com luz própria. E como cristãos, “temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para corresponder coerentemente à vocação que recebemos”:

“Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. Este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam conhecer o rosto do Pai”.

Francisco explica que os Magos, de que nos fala o Evangelho de Mateus, “são um testemunho vivo de como estão presentes por todo lado as sementes da verdade, pois são dom do Criador que, a todos, chama a reconhecê-Lo como Pai bom e fiel”:

“Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si".
Coração inquieto
O Papa observa, que como os Magos, ainda hoje, “há muitas pessoas que vivem com o “coração inquieto”, continuando a questionar-se sem encontrar respostas certas; existe a inquietude do Espírito Santo que se move nos corações. Também elas andam à procura da estrela que indica a estrada para Belém”:

“Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões - tinham o coração inquieto - e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz - é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas -; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém”.


Pequena luz
A experiência dos Magos é uma lição para nós hoje, afirma o Papa. ”Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina”:

“Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do breviário poeticamente nos diz que os Magos "lumen requirunt lumine", aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos pela senda da paz”. (JE)