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sábado, 5 de dezembro de 2015

Advento: Tempo de Espera



Objetivos:

  • Destacar a diferença do tempo do ser humano e do tempo de Deus.
  • Transmitir a possibilidade de se buscar viver com empenho a vida plena que Jesus quer dar às pessoas.
  • Motivar para a vivência do Tempo do Advento, tempo de espera e de esperança.
  • Fomentar a esperança de uma vida melhor para si mesmo, para a sua família e comunidade, a partir da mudança do próprio comportamento.


Ambiente:

  • Imagem de Maria, Bíblia,  Coroa do Advento, flores;
  • Calendário Litúrgico, calendário civil e relógio; 
  • No Advento se usa a cor roxa, por isso na mesa, junto da toalha branca, colocaremos uma faixa roxa. 








1. Acolhida e Oração Inicial

  • Receber a turma com ânimo e descontração. Fazer momento de animação, com músicas apropriadas à escolha.
  • Antes da oração inicial, como motivação, pode-se explicar e montar a coroa do Advento, acendendo a primeira vela.
  • Fazer o sinal da cruz.
  • Incentivar a turma a fazer preces espontâneas, pedindo a luz de Deus para as pessoas que dela estejam precisando muito. Combinar a resposta. Sugerimos: “Venha, Jesus, nos iluminar”. O catequista pode começar, para dar o exemplo.
    - Venha, Jesus, iluminar as pessoas que estão doentes.
    - Venha, Jesus, iluminar as crianças que estão com problemas 
       em casa. Etc.
  • Invocação do Espírito Santo.



2. Motivação

  • Conversar com os catequizandos sobre o Ano Litúrgico e mostrar como ele é organizado (calendário litúrgico).


3. Desenvolvendo o tema

Como vimos, o Ano Litúrgico se encerra com a Solenidade de Cristo Rei do Universo, celebrada no 34º domingo do Tempo Comum. No domingo seguinte iniciamos um novo ano, na Igreja. É o Tempo do Advento. É um tempo de espera. É um tempo de alegria porque o “Senhor virá”.

Isaías anunciava: “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1-5). João Batista foi o último profeta, a sua missão foi preparar a vinda do Messias. Ele dizia: “Preparai o caminho do Senhor, aplainai as suas veredas” (Mt 3,3).

Maria caminha conosco durante o Tempo do Advento. Com Maria esperamos o nascimento de Jesus. Maria é sinal da mulher que não tem medo do sofrimento e das dificuldades. Ela nos ensina a enfrentar os problemas e a ir procurar as soluções. Ela não fica pensando em suas dificuldades, mas vai ajudar a sua prima que também espera um filho.

O Advento é tempo da esperança, aguardamos a chegada do Natal: Jesus vai nascer. As pessoas enfeitam as casas e as ruas. Algumas crianças e jovens, que estudam, já passaram de ano na escola; outros ainda precisam estudar mais um pouco para a recuperação. Ficamos ansiosos para saber qual será o nosso presente de Natal e nos esquecemos do principal, que é a vinda de Jesus.

As leituras das missas do Advento fazem um alerta: “Cuidado. Vigiai” (Mt 24,42). “Ele está perto” (Mt 3,2). “Preparai o caminho do Senhor” (Mt 3,3). Somos convidados a agir, não podemos ficar parados enquanto a opressão, o desamor, a desigualdade e outras injustiças existirem em nosso meio. Uns irão ter muitos presentes, uma mesa farta, cheia de boas comidas, bebidas e muitos doces; outro estarão passando fome, sem ter onde ficar, onde dormir, onde celebrar o Natal. Viver o Advento, hoje, é realizar gestos concretos de conversão que transformem a nossa família, a nossa comunidade e a nossa sociedade.


4. Leitura 

Lc 1,26-38 (o Senhor virá); Lc 1,35-38

Comentário: Estamos no tempo da espera. Deus prometeu um Salvador (Gn 3,15). Eis que está chegando. O tempo do Advento é um tempo de espera ansiosa. O tempo do advento é um tempo que nos é dado para que nos preparemos, cientes de que o anjo anuncia a Maria que o Salvador deverá nascer.

Gesto concreto:

O Tempo do Advento nos apresenta Isaías, João Batista e Maria. Somos convidados  a olhar para suas vidas e perceber que eles nos mostram o caminho para chegar até Jesus. Isaías, João Batista e Maria, mais que falar, tomaram uma atitude de acolhimento, de perdão, de desprendimento, de oração.

Pode-se questionar: O que podemos fazer para levar a esperança de uma vida mais feliz, onde todos possam levar uma vida digna, como filhos e filhas de Deus? Pense bem e escolha um gesto concreto que você realmente possa fazer, antes do Natal. Este vai ser o seu compromisso com Jesus, neste ano que está terminando.

Combinei com as crianças para fazermos um "chá de bebê para Jesus" e doarmos tudo o que arrecadarmos para uma gestante carente.

Copiei essa sugestão no blog da Editora Vozes:


Chá de Bebê para Jesus


Objetivo:
Estimular as pessoas a compreenderem e viverem os valores cristãos neste tempo do Advento, esperando a chegada de Jesus.

Preparação:
Na primeira semana do Advento, o catequista prepara com os catequizandos a coroa do Advento, se possível usando material reciclado. No centro dessa coroa coloca-se uma imagem de Nossa Senhora da Conceição (que representa Maria grávida) ou, melhor ainda, uma imagem estilizada na qual a gravidez de Maria fique bem evidente, pois ela representa o tempo de espera que vivemos durante o Advento.
O catequista deve preparar também convites para o “Chá de Bebê” que será feito para o Menino Jesus. No convite deve constar uma peça de enxoval de bebê, que será presenteada e também um trecho do evangelho, que deve ser lido e refletido pelo catequizando, juntamente com sua família, e a partir do qual o catequizando escreverá um compromisso que ele faz, para oferecer como presente a Jesus.
Esse compromisso deverá ser escrito em um pedaço de cartolina que foi desenhado e recortado, e que será colocado na árvore de Natal da comunidade, lembrando que esse compromisso é um presente para Jesus ou também podem ser colocados em um cesto diante do presépio da comunidade. O desenho da cartolina deve ser o desenho da peça de enxoval que está no convite que o catequizando recebeu.
Se a comunidade for muito pobre, o presente pode ser simbólico, isto é apenas desenhado e recortado, tendo nele escrito o compromisso.
Mas se a comunidade tiver condições, pode haver também o presente real, isto é cada família compra a peça do enxoval para entregar a Maria (se os catequizandos tiverem condições financeiras para dar o presente real). Nesse caso, depois da celebração do Chá de Bebê, todos as peças de enxoval recebidas serão doadas a uma (ou mais) mãe grávida pobre, para auxiliar com o enxoval do bebê.

A lista deve ter:
Mamadeira, chupeta, chuquinha, fralda, casaquinho, sapatinho, calça (mijãozinho), pagãozinho, camisetinha, macacãozinho, travesseirinho, fronha, lençolzinho, mantinha, cobertorzinho, etc. Devem ser tantas peças quantos forem os catequizandos.
Os textos do Evangelho que devem ser lidos pela família, serão escolhidos  entre as leituras do tempo do Advento. Pode ser apenas algumas frases, ou então o evangelho de cada dia do Advento. Cada um deve recebe um trecho diferente.

No dia do chá de bebê:
O catequista deve escolher uma data próxima ao último domingo do Advento, ou mesmo no 4º domingo do Advento.
Preparar o lugar com a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, no centro da Coroa do Advento, que representa Maria grávida (ou a imagem de Maria grávida que foi feita pelo grupo ou pelo catequista). Fazer o encontro na Igreja, onde devem estar a árvore e/ou o presépio.
O catequista deve colocar um cesto em frente a Coroa onde está a imagem de Maria, onde serão colocados os presentes (compromissos). E se houver o presente real, também colocar outra cesta onde serão depositados esses presentes.

Celebração do Chá de Bebê:
Após a acolhida e oração inicial, todos se sentarão em semi-círculo, tendo a Coroa do Advento com imagem de Nossa Senhora na frente. O catequista dará início ao chá de bebê sorteando o nome do catequizando que vai iniciar a entrega dos presentes. Esse catequizando vai contar com suas palavras o que dizia o Evangelho que ele leu com sua família, e vai perguntar aos outros qual foi a ação que escreveu para presentear Jesus.
Se alguém acertar, ele entrega seu presente e quem acertou será o próximo a falar; se ninguém acertar, ele mostra seu presente, lê o seu compromisso e escolhe quem será o próximo a falar.

Refletindo:
Depois que todos apresentaram seus presentes, o catequista questiona sobre o que fizeram e como isso vai tornar o Natal mais feliz, como vai alegrar a Jesus.

Compromisso:
No final do encontro, a cesta de compromissos será colocada aos pés do presépio da comunidade, ou eles serão pendurados na árvore de Natal, representando o compromisso de cada um. Se houve o presente real, a mãe que vai recebê-los pode ser convida a vir ao encontro na próxima semana, para que os catequizandos entreguem a ela os presentes.



Este cesto vou colocar no presépio. Preparei duas listas: uma vou deixar dentro do cesto e a outra vou levar para a novena para falar com os familiares dos catequizandos sobre o gesto concreto que combinamos.


5. Atividades

  • Folha abaixo.

6. Encerramento e Oração Final
  • Convidar a turma para encerrar o encontro, rezando.
  • De mãos dadas, repetir: Ó bom Jesus, nós te acolhemos com alegria, em nossa vida, com o mesmo carinho com que Maria te acolheu. Queremos que o Senhor fique sempre em nosso coração. Amém!
  • Rezar a Ave-Maria.
  • Encerrar motivando a todos para os nossos encontros de preparação para o Natal, que serão realizados nas casas das famílias dos catequizandos.
  • Despedir desejando a paz, dando um abraço em cada criança. 



                                             
ATIVIDADES



(Frente)

(Verso)

Obs: As atividades foram copiadas da internet (desconheço a autoria).




ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO











































domingo, 22 de novembro de 2015

O Que é a Solenidade de Cristo Rei?


Papa Pio XI institui a festa de Cristo Rei em 1925 e pediu para que celebrasse no último domingo de Outubro.  Com a reforma litúrgica, essa festa passou a ser comemorada no último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo mistério, de modo que todos entendam que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.
 "Ele é o Senhor, Sua verdade vai sempre reinar
Terra e céus
Glorificam Seu Santo Nome
  Ele é exaltado, o Rei é exaltado nos céus... " ♫ 

                                      
                                           
Mas, o que vem a ser esta Festa?
Em uma época em que o mundo vivia o pós-guerra de 1917, perante as diversas consequências advindas dos vários acontecimentos que levavam o mundo e o povo a afastar-se de Deus, chega a 2ª Guerra Mundial.
O papa Pio XI, vivendo o drama da humanidade, instituiu esta festa para levar o mundo a Cristo, Princípio e Fim de todas as coisas: Jesus Cristo, Senhor da vida e da história, é quem renova e restaura todas as realidades do universo: “‘Eu sou o Alfa e o Ômega’, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso” (Ap 1,8).
Para os que creem, Jesus Cristo é o único que salva e conduz ao Reino dos Céus: “Dar testemunho do reino de Deus significa fazer sobressair sempre a prioridade de Deus e da sua vontade face aos interesses do mundo e dos seus poderes. Jesus fala de rei, de reino, referindo-se não a dominar mas à verdade.” (Bento XVI)
Face a esta verdade podemos nos perguntar: Quem é Jesus em minha vida? Quem reina dentro de mim e direciona meus dias e projetos? Quem tem o controle das minhas decisões? Tenho o pensamento de Cristo?
Luzia Santiago - Canção Nova



sábado, 21 de novembro de 2015

Nossa Senhora das Graças, Padroeira da Nossa Paróquia



Hoje contei para as crianças a história de Nossa Senhora das Graças, Padroeira de nossa Paróquia.

Maria apareceu, em diferentes épocas e em diferentes partes do mundo, para anunciar a mensagem de Deus. Para se certificar de que essas aparições realmente aconteceram, a Igreja Católica leva muito tempo estudando e investigando. Até agora, ela confirmou algumas aparições de Maria; vem daí os títulos de Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Graças...

Perguntei às crianças se conheciam os nomes de alguns santos padroeiros de Paróquias e Comunidades. Demos como exemplo a Paróquia Santo Antonio e lembramos de algumas Comunidades de nossa Paróquia, como São José, São Pedro, São João Batista, etc.

A Padroeira de nossa Paróquia é Nossa Senhora das Graças. Celebramos a festa de Nossa Senhora das Graças no dia 27 de novembro, pois nesse dia do ano de 1830, ela apareceu à Santa Catarina Labouré. A santa se encontrava em oração na capela do convento, em Paris, quando a Virgem Maria Santíssima lhe apareceu.

Foi nesse dia, na rua De Lubac, no centro de Paris, na Capela da Medalha Milagrosa, que Santa Catarina de Labouré, humilde freira da Congregação das Filhas da Caridade, teve uma visão da Virgem Santíssima. Nossa Senhora apareceu-lhe mostrando nos dedos anéis incrustrados de pedras preciosas, lançando raios para todos os lados, cada qual mais belo que o outro. "Eram copiosas graças que ela trazia a seus filhos na Terra, simbolizadas dessa forma."

Convidei-os a conhecer um pouco sobre a vida de Santa Catarina Labouré e saber como aconteceu a aparição:

Catarina Labouré nasceu na França. Seu pai, Pedro Labouré, e sua mãe, Luísa Madalena Gontard, eram fervorosos cristãos. Moravam no campo, tinham amor ao trabalho e à simplicidade de vida. Deus concedeu-lhes uma numerosa família: sete rapazes e três moças.

Sua mãe tinha quarenta e seis anos quando morreu. A menina, então, com nove anos, subiu em uma cadeira e, chorando, abraçou a imagem da Santíssima Virgem dizendo: "Agora, tu serás minha mamãe" - e alimentava um desejo ardente de ver Nossa Senhora. Era esse o pedido constante em suas orações, e ela confiava que se realizaria.

Aos doze anos, era ela quem cuidava da casa. Mesmo suas ocupações diárias, por mais numerosas que fossem não a impediam de achar tempo para fazer seus exercícios de piedade, oração, meditação e leituras piedosas. Fazia frequentes visitas à igreja para entreter-se com o Deus de seu coração e para pedir a Maria que lhe conservasse pura a vida e virginal a alma.

Catarina não se contentou só em rezar. Visita os doentes, socorre os pobres. Sente o chamado de Deus, mas não sabe como nem onde.

Aos dezoito anos, não sabe ainda ler nem escrever. Um dia, ao visitar a Casa das Filhas da Caridade, Catarina compreende o seu chamado. Seu pai a princípio, não consentiu. Catarina passou por muitos sofrimentos, mas finalmente ele se submete ao chamado da filha, que, a 21 de abril de 1830, entra no noviciado das Filhas da Caridade.

Foi Santa Catarina Labouré, humilde freira da Congregação das Filhas da Caridade, que no dia 27 de novembro de 1830, na Rua De Lubac, no centro de Paris, na Capela da Medalha Milagrosa, teve uma visão da Virgem Santíssima.

E assim relata a própria Santa Catarina sobre a aparição e a medalha que hoje conhecemos como "Medalha Milagrosa":

Tratava-se de uma "Senhora de mediana estatura, o seu rosto tão belo e formoso. Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés. As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas. A Santíssima Virgem disse: 'Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que me as pedem'. Formou-se então, em volta de Nossa Senhora, um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós'. Nisto voltou-se o quadro e eu vi no reverso a letra mencimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo, os Sagrados Corações de Jesus e Maria. O de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo ouvi distintamente a voz da Senhora a dizer-me: "Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxerem por devoção hão de receber grandes graças"."

Em 1832, uma violenta epidemia de cólera assolou a cidade de Paris. Foram, então, cunhados os primeiros exemplares da medalha, logo distribuídos aos doentes. À vista das graças extraordinárias e numerosas obtidas por meio dessa medalha, o povo passou a chamá-la de "Medalha Milagrosa". Em pouco tempo, essa devoção difundiu-se pelo mundo inteiro e foi enriquecida com a composição de uma novena.

Nossa Senhora foi a única criatura que nunca ofendeu a Deus. Por isso, o Anjo a chamou de "cheia de Graça"; assim, ela encanta o coração de Deus e Este lhe atende todas as súplicas como nas Bodas de Caná. Se nossos pecados dificultam nossa comunhão com Deus e nos impedem de obter suas graças, isso não ocorre com Nossa Senhora. Então, como boa Mãe, ela se põe como nossa magnífica intercessora. O que não pode diante de Jesus, aquela que é sua Mãe?

Maria é a rainha das graças. São Luis de Monfort disse que "Deus reuniu todas as águas e deu o nome de mar; reuniu todas as graças e deu o nome de Maria".

Que tudo, então, seja feito por Jesus, mas nada sem Maria!

Depois fomos para a igreja para ensaiar um pouco para a Coroação.

Foi uma manhã abençoada! Obrigada, Senhor! 


























quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Coroa do Advento



Ela é tão simples quanto bonita: um círculo feito de ramos verdes, geralmente de ciprestes ou cedros. Nele coloca-se uma fita vermelha longa que, ao mesmo tempo enfeita e mantém presos à haste circular os ramos. Quatro velas de cores variadas completam uma bela guirlanda que, nos países cristãos, orna e marca há séculos a época do advento.

Com esse tempo de preparação, quer a Igreja ensinar-nos que a vida neste vale de lágrimas é um imenso advento e, se vivermos bem, isto é, de acordo com a Lei de Deus, Jesus Cristo será nossa recompensa e nos reservará no Céu um belo lugar, como está escrito: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Cor 2, 9). (JSG)

A esta guirlanda dá-se o nome de Coroa do Advento.

Um antigo costume piedoso
Nos domingos de Advento, existe o piedoso costume de as famílias e as comunidades católicas se reunirem em torno de uma coroa para rezar.
A “liturgia da coroa”, como é conhecida esta oração, realiza-se de um modo muito simples. Todos os participantes da oração colocam-se em torno daquela guirlanda enfeitada e a cerimônia tem início, Em cada uma das quatro semanas do advento acende-se uma nova vela, até que todas sejam acesas.
O acender das velas é sempre acompanhado com um canto. Logo em seguida, lê-se uma passagem das Sagradas Escrituras que seja própria para o tempo do Advento e é feita uma pequena meditação. Depois disso é que são realizadas algumas orações e são feitos alguns louvores para encerrar a cerimônia. Geralmente a guirlanda da coroa, bem como as velas são bentas por um sacerdote.

Origem
A Coroa de Advento tem sua origem na Europa. No inverno, seus ainda bárbaros habitantes acendiam algumas velas que representavam a luz do Sol. Assim, eles afirmavam a esperança que tinham de que a luz e o calor do astro-rei voltaria a brilhar sobre eles e aquecê-los. Com o desejo de evangelizar aquelas almas, os primeiros missionários católicos que lá chegaram quiseram, a partir dos costumes dos da terra, ensinar-lhes a Fé e conduzi-los para Jesus Cristo. Foi assim que, criaram a “coroa do advento”, carregada de símbolos, ensinamentos e lições de vida.

A forma circular
O círculo não tem princípio, nem fim. É interpretado como sinal do amor de Deus que é eterno: sem princípio e sem fim. O círculo simboliza também o amor do homem a Deus e ao próximo que nunca deve chegar ao fim, se acabar. O círculo ainda traz a ideia de um “elo de união” que liga Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

Ramos verdes
Verde é a cor que representa a esperança, a vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida terrena. Os ramos verdes lembram as bênçãos que sobre os homens foram derramadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua primeira vinda entre nós e que, agora, com uma esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na segunda e definitiva volta dEle.

Quatro velas
O advento tem quatro semanas, cada vela colocada na coroa simboliza uma dessas quatro semanas. No início a Coroa está sem luz, sem brilho, sem vida: ela lembra a experiência de escuridão do pecado.
À medida em que vamos nos aproximando do natal, a cada semana do Advento, uma nova vela vai sendo acesa, representando cada uma delas uma aproximação mais iminente da chegada até nós daquele que é a luz desse mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é quem dissipa toda escuridão, é quem traz aos nossos corações a reconciliação tão esperada entre nós e Deus e, por amor a Ele, a “paz na Terra entre os homens de boa vontade”.

Prof. Felipe Aquino

sábado, 7 de novembro de 2015

Jesus e os Doentes



Objetivos:

  • Falar do cuidado de Jesus com os doentes;
  • Sublinhar a importância de prestar atenção em quem está doente e a alegria que é ser cuidado por alguém quando se está doente;
  • Recordar o encontro anterior, destacando que Jesus chama seus discípulos para ir com ele levar a saúde aos doentes e a paz nas famílias.


Ambiente:

  • Crucifixo, Bíblia, flores e vela. 




1. Acolhida e Oração Inicial

  • Receber a turma com ânimo e descontração. Fazer momento de animação, com músicas apropriadas à escolha. 
  • Criar clima de oração.
  • Motivar: Estamos reunidos em nome de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Deus nos ama e nos mandou Jesus, seu Filho, para nos ensinar o caminho do amor. Sem amor, ninguém é feliz; o mundo fica triste e sem graça. Então, vamos pedir a Deus que nos ensine a amar todas as pessoas. Cada um pense  nas pessoas que sofrem e precisam do nosso amor. Vamos rezar por elas. Depois de cada prece diremos: “Jesus, ensine a gente a amar!” 
  • O catequista começa para motivar a  turma:
       - A nossa família
       - Os nossos companheiros
       - Os idosos
       - As crianças abandonadas
       - Os presos etc.
  •  Cantar a música nº 4  do CD do Livro do Padre Orione.


2. Motivação

Vimos que após ser batizado e apresentado ao povo, Jesus começou a sua missão.  Lemos no Evangelho de São Lucas, como foi a primeira pregação que Jesus fez para o povo. Ela aconteceu numa sinagoga, que era o lugar onde o povo se reunia para estudar as Sagradas Escrituras, que nós também chamamos de Bíblia Sagrada. Essa foi a primeira pregação de Jesus, onde ele manifesta aos seus discípulos a sua missão. Anuncia a eles que sua missão não será de glória, de grandes sucessos. Convida a muitos a participar de sua missão: “Quem quiser vir comigo, esqueça-se de si mesmo e carregue sua cruz” (cf Mt 16,24).

Jesus inicia sua missão convidando a todos a se converterem e acreditar no Reino de Deus. Sua missão não pode mais parar, e para  continuá-la, convida algumas pessoas para ficar com Ele e trabalhar juntos continuando sua missão. Os que Ele chamou para formar uma comunidade eram doze. Os nomes deles eram: Simão(a quem deu o nome de Pedro); Tiago, o filho de Zebedeu, e João, seu irmão; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Cananeu e Judas Iscariotes que o traiu (Mc 3, 16-19).


3. Anúncio do Encontro

  • Organizar o grupo em duplas e propor que conversem sobre as perguntas: Você já ficou doente? Quem cuidou de você? O que você mais queria naquele momento que estava doente? Porque? (deixar 5 minutos para a conversa em duplas).
  • Introduzir o tema a partir da dinâmica feita, sublinhando a importância de prestar atenção em que está doente e a alegria que é ser cuidado por alguém quando se está doente.
  • Recordar o encontro anterior destacando que Jesus chama seus discípulos para ir com ele levar a saúde aos doentes e a paz nas famílias.
  • Neste encontro o tema é o cuidado de Jesus com os doentes. Há muitos textos  do evangelho que falam de Jesus e os doentes, pois esta era uma de suas ações mais importantes. Vamos ler agora um desses textos:


4. Leitura da Passagem Bíblica

Mc 1, 29-34

Desde o início de sua missão, Jesus se mostrou muito sensível à doença. Depois que ele saiu da Sinagoga que era a casa de oração de seu povo, ele foi para a casa de Simão Pedro e soube que a sogra dele estava com febre.
Por causa da febre ela não podia e levantar, não podia acolher bem as pessoas, não podia cuidar da casa. Além disso, com febre a pessoa fica desanimada e abatida. Para os antigos  a febre não era explicada  e era uma coisa  que não vinha de Deus.
Jesus sabendo da situação desta senhora, vai onde ela está, pega na mão dela e a ajuda a se levantar. Ela logo que é curada se coloca a serviço e acolhe as visitas com alegria.
A partir daí outras pessoas sabem que Jesus curou e se colocaram na frente da casa pedindo que ele as tocasse para que ficassem curadas.
  • Como é o cuidado dos doentes hoje? Já visitaram algum doente? E quando ficamos doentes, gostamos de receber uma visita?
  • Jesus acreditava em todos os enfermos, especialmente naqueles que ele libertava dos problemas da mente, que na época eram chamados “endemoniados”.
  • Explicar como no tempo de Jesus as pessoas que tinham problemas de nervos como epilepsia, doenças mentais, ou outras, eram chamadas “endemoniadas”.
  • Observar como Jesus falava com autoridade ao se dirigir a estas pessoas e como a oração era importante nesta ação de Jesus.
  • Transformadas pelo encontro com Jesus, elas se tornam testemunhas de sua graça.

Vamos ler mais uma passagem bíblica, em que Jesus cura um menino com epilepsia:

Mc 9,14-29

Jesus está descendo do Monte Tabor com Pedro, Tiago e João. Encontra os outros discípulos rodeados por uma grande multidão e trazendo um problema novo: um menino epilético que os discípulos não conseguem curar.

Este feito torna-se para Jesus uma oportunidade de ensinar aos discípulos e à multidão a importância da fé e da oração. O menino é curado e Jesus o toma pela mão para que fique de pé.

A cura deste menino é um sinal do poder de Jesus e da força da oração sobre o mal. Também nós hoje, somos rodeados por muitos males. Costumamos apresentá-los a Deus por meio da oração? Concordamos que tudo é possível para quem crê? Como são tratadas as pessoas doentes mentais em nossa comunidade? Conhecemos alguém assim? Como as acolhemos?


5. Atividades
  • Do livro "o Caminho".

6. Encerramento e Oração Final

  • A oração de quem tem fé é uma oração que tem um grande poder sobre o mal. Em nosso encontro de hoje, vamos rezar por todos os doentes. Podemos lembrar os nomes dos doentes que conhecemos em voz alta (dar tempo). Rezemos também por todas as pessoas que sofrem por causa das doenças mentais, por causa da bebida, das drogas e que pedem o dom da cura.
  • Jesus fala também da força do jejum para expulsar certos males. Nesta semana vamos renunciar a uma coisa que gostamos muito e unir nossa oração a este jejum, pedindo a Deus que dê saúde a alguém que conhecemos.
  • Rezemos: (o catequista pode propor preces espontâneas ou concluir com a oração seguinte): “Senhor Jesus, tu tomaste pela mão a sogra de Simão Pedro e tantos doentes, toca hoje também os que estão sofrendo. Estende a tua mão carinhosa aos que estão doentes, sofrendo por causa das dores e incertezas. Alivia as dores que eles estão sentindo e dá-lhes a paz e a calma. Que nunca lhes falte a esperança da cura e o cuidado dos irmãos. Tu que expulsaste o mal da vida das pessoas, cura nossas famílias dos males que a destroem hoje: as brigas, as bebidas, a violência, o medo, o desemprego, a fome, e dá-nos a tua paz. Tu que és nossa vida e saúde, cuida de nós com o teu amor. Amém!”


  Fontes:
  • Livro "O Caminho", da Diocese de Duque de Caxias
  • Livro "Jesus,  nosso salvador, do Padre Orione Silva