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sábado, 24 de outubro de 2015

Jesus e Seus Discípulos


"Segui-me, eu farei de vós pescadores de homens." (Mc 1,17).


Com uma música bem animada, recebi as crianças com muito entusiasmo e alegria, para mais um encontro de catequese. 

Depois da acolhida, acalmei a turminha para a oração inicial. De mãos dadas, rezamos: "Jesus, mais uma vez, nos reunimos aqui para ficar bem pertinho do Senhor. Abençoe o nosso encontro. Abençoe cada um de nós. Nós sabemos que o Senhor é o Filho de Deus que veio para nos ajudar e ser nosso amigo. Por isso, queremos que o Senhor fique sempre conosco. Amém!"

Terminada a oração, disse-lhes: Na etapa anterior, antes da Celebração de Louvor Sobre a Água, vimos como aconteceu o Batismo de Jesus. Depois que Jesus foi batizado e apresentado ao povo, ele começou a sua missão. Hoje vamos ver no Evangelho de São Lucas 4, 16-22, como foi a primeira pregação que Jesus fez para o povo. Ela aconteceu numa sinagoga, que era o lugar onde o povo se reunia para estudar as Sagradas Escrituras, que nós também chamamos de Bíblia Sagrada. Essa foi a primeira pregação de Jesus, onde ele manifesta aos seus discípulos a sua missão. Anuncia a eles que sua missão não será de glória, de grandes sucessos. Convida a muitos a participar de sua missão: "Quem quiser vir comigo, esqueça-se de si mesmo e carregue sua cruz" (cf Mt 16,24). 

A seguir, perguntei a cada catequizando o que gostaria de ser quando for adulto. Pedi que dissessem o porquê dessa escolha. Todas ficaram bem animadas, falando de suas escolhas... 

Conversei com as crianças sobre os planos que, às vezes, sua família faz (programas de passeio, de trabalho, de mutirão, etc.). Disse-lhes que, assim como nós temos os nossos planos, os nossos projetos, os nossos programas de vida, Jesus também tinha o seu. O projeto de Jesus era o mesmo projeto de Deus-Pai. Como disse, o evangelista Lucas narra uma das primeiras pregações de Jesus. Nessa pregação, Jesus explica como é o Reino novo que ele deseja construir. Convidei-os a ouvir com atenção o bonito trecho da Bíblia para ver se esse Reino de Jesus é importante para o mundo de hoje. Após a leitura, partilhamos o que ouvimos.

Em seguida, iniciei uma dinâmica com eles. Disse-lhes para permanecer sentados em círculo e, para explicar como seria, me coloquei no centro da roda com uma bola que joguei para um deles e falei: "Fulano, eu lhe admiro porque você é ......" O que foi escolhido foi para o centro da roda e repetiu com um colega dizendo a mesma coisa. No final da dinâmica perguntei como se sentiram ao serem chamados e escolhidos pelo nome.



Depois de ouvi-los, continuei: Jesus também chamou pessoas para ficar com ele e enviá-los em missão. Essas pessoas formaram o grupo dos discípulos de Jesus. Dentre eles havia alguns que eram pescadores, outro era cobrador de impostos... Eles deixaram tudo o que faziam para seguir Jesus... Hoje, muitas pessoas se sentem chamadas para seguir Jesus e se colocam a serviço da Comunidade, formando diversos grupos. Nós conhecemos os grupos que estão presentes em nossa Comunidade? Nós também formamos um grupo? Qual a importância de fazer parte desse grupo?

Continuando, disse-lhes: Jesus veio ao mundo com uma importante missão. Veio falar do Reino de Deus e mostrar como o mundo pode ser melhor, se as pessoas seguirem os ensinamentos de Deus. Mas, para que o mundo seja melhor, as pessoas precisam colaborar, cada um fazendo a sua parte. Por isso, Jesus não quis agir sozinho. Ele chamou discípulos. Vamos ver como isso aconteceu. Vamos abrir a Bíblia no evangelho segundo Mateus 4, 17-25. Após a partilha, convidei-os a ver agora, também na Bíblia, o que fez Jesus antes de escolher os apóstolos (Lc 6,12-19).

Jesus passou uma noite inteira em oração. Depois escolheu doze pessoas, entre os discípulos, a quem chamou de apóstolos. E, com eles, Jesus foi ao encontro da multidão que os esperava. Assim Lucas narra a escolha dos doze apóstolos de Cristo. O texto diz que, dentre os seus discípulos, Jesus escolhe os doze apóstolos (expliquei qual a diferença entre discípulo e apóstolo).

Quando Jesus escolhe doze apóstolos, uma coisa fica clara: ele não quer formar apenas admiradores, simpatizantes. Ele dá uma missão a um grupo de pessoas, cheias de boa vontade e disposição para trabalhar. Desse grupo dos doze vai nascer a Igreja. Depois de escolhidos, eles passam a seguir Jesus de perto, aprendendo a amar e servir como Jesus fazia. 

Depois, entreguei a cada catequizando um cartãozinho com o nome de um apóstolo. Pedi que montassem um painel sobre os doze apóstolos, conforme eu ia chamando. Enquanto montavam o painel, eu ia conversando e explicando pontos importantes (os que eram irmãos; a mudança do nome de Simão para Pedro; nomes repetidos: Simão Pedro e Pedro, Tiago de Zebedeu e Tiago de Alfeu, Judas, conhecido como Judas Tadeu - hoje chamado de São Judas Tadeu -, e Judas Iscariores, aquele que traiu  entregou Jesus; Bartolomeu parece ser o mesmo Natanael - cf Jo 1,43-51; o apóstolo que era tido como grande pecador, porque era cobrador de impostos...). 



Montado o painel, falei da importância de termos amigos, porque podemos confiar neles e compartilhar muitas coisas. Assim como nós, Jesus teve amigos muito especiais: os doze apóstolos. Por onde passavam, eles espalhavam a mensagem do amor de Jesus... Todos nós somos chamados para ser amigos de Jesus. Quando somos amigos de Jesus, nossa vida é mais feliz. Por isso é que Ele nos faz esse convite. Se nós aceitarmos o convite de Jesus, seremos seus amigos e ficaremos sempre com ele. E ele também ficará em nosso coração.

No momento das atividades, entreguei a cada criança, um peixinho feito no papel cartolina, onde deveria escrever o seu nome.

A seguir, falei para os catequizandos: A Bíblia nos diz, "Segui-me, eu farei de vós pescadores de homens." (Mc 1,17). Os apóstolos foram chamados por Jesus e deixaram tudo para segui-Lo.

Perguntei: Você também quer ser amigo e seguidor de Jesus?

Em seguida, disse: 
  • Senhor, escolheste 12 apóstolos para te seguirem e continuarem tua missão na terra. A Pedro e André Tu disseste: "Vós sereis pescadores de homens."
Todos juntos, responderam: 
  • Queremos, Senhor, ser teus seguidores!
Falei então: 
  • Cada um se coloca à Tua disposição para colaborar com a construção do Teu Reino.

Cada criança, coloca o peixinho  na rede que está no quadro, após dizer o seu nome e a frase abaixo: 

  • Eis-me aqui, Senhor. Quero ser teu seguidor também!



Finalizando, rezamos juntos o Pai-Nosso.

Obrigada, Senhor, por mais este encontro! ♥


Fontes:

Bíblia Sagrada
Livro O Caminho - Diocese de Duque de Caxias










ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO












































































































































































































































quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Outubro - Mês Missionário

                        
Estava programado para o encontro do último sábado,  o tema IGREJA - O POVO DE DEUS. Como o assunto repete muito o que já vimos no encontro em que falamos sobre o tema IGREJA DE CRISTO E ASSEMBLEIA LITÚRGICA, fizemos uma recordação do que já aprendemos e aproveitei para refletirmos juntos sobre como devemos nos comportar na Igreja.

E também, como estamos no mês de outubro, mês dedicado às missões, não podia deixar de explicar para as crianças o que significa a Campanha Missionária, que deste ano tem como tema MISSÃO É SERVIR, e lema "Quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos" (Mc 10,44), que está baseado na narrativa do Evangelho, onde Cristo centraliza no serviço o perfil dos discípulos e missionários.

Outubro é o mês das missões e dos missionários. São eles, padres, religiosos(as) e leigos que deixam sua pátria, suas famílias, e vão viver o Evangelho em outros países, ou em nosso próprio país, em lugares onde muitas vezes nunca se ouviu falar de Deus. Essas pessoas tão especiais, que deixaram tudo por causa do Evangelho, saíram de uma comunidade e de uma família.

Uma Igreja que não tem missionários é uma Igreja pobre, sem idealismo, sem futuro!

Um dia Jesus chamou seus discípulos e os enviou a anunciar o Evangelho. Hoje, Ele chama a cada um de nós e nos envia a anunciá-lo, com nossas palavras e nossas ações. Nessa missão de evangelizar, nossos exemplos são mais importantes que nossas palavras.

"Ide, pois, e fazei que todos os povos se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-os a observar tudo quanto vos ordenei. Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos" (Mt 28,18-19).

Ide. Anunciai! É o chamado de Jesus . Mulheres e homens, jovens e adultos, nas cidades, nas vilas e no campos, têm respondido a este convite. É a Igreja missionária, anunciadora do Reino de Deus a todos os povos.

Outubro, mês missionário. "A catequese há de ser missionária". Há de irradiar vida, de estar atenta e aberta para todas as necessidades da Igreja, das comunidades, das regiões e dos países. Há missionários brasileiros em outros países. Porém, missionário não é só aquele que vai de um lugar para outro, mas aquele que testemunha Jesus Cristo, no lugar onde se encontra. O espírito missionário recria a catequese. A Igreja necessita de troca de experiências missionárias para descobrir mais a sua missão e responder às necessidades das comunidades.

Finalizando, ainda na sala, convidei as crianças a dar um abraço nos companheiros, desejando-lhes a paz e a força de Deus. Depois, rezamos juntos: "Deus nosso Pai, acompanhai-nos em toda a nossa vida, assistindo-nos sempre com a força do Espírito Santo, para que, assim animados, nos tornemos pedras vivas na construção da Igreja de Jesus. Isso vos pedimos em nome de Jesus, que vive conosco e caminha conosco, na unidade do Espírito Santo. Amém!"

Em seguida, fomos para a Igreja, onde fizemos mais um ensaio para a Coroação de Nossa Senhora.

Tudo foi maravilhoso! Obrigada, Senhor!




VAI E ANUNCIA AOS IRMÃOS

A  Igreja é missionária. Recebeu   de Jesus a missão de ir a todos os povos e anunciar o Evangelho e fazer discípulos. Esta é a marca da Igreja: EVANGELIZAR.

A catequese, como educação permanente e comunitária da fé, anuncia a palavra de Jesus. Forma comunidades. Faz discípulos. É missionária. A catequese não quer apenas aprofundar a fé, mas sobretudo fazer dos catequizandos missionários que atuem no mundo como cristãos... Isto não é compromisso de alguns, mas de todos.A Igreja torna-se sinal, a catequese torna-se viva e renovada, quando é missionária e forma missionários.

Fonte:
http://encontrosdecatequese.blogspot.com.br/2012/09/mes-missionario.html




           ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO


















































sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Castelo Interior - Sete Moradas (Santa Teresa D'Ávila)


“Podemos considerar a nossa alma como um castelo incrustado num só diamante ou num cristal muito polido no qual há muitas moradas, como as que existem no céu.”
 (Santa Tereza D’Ávila)

O famoso Catecismo holandês apresenta assim aos crentes de hoje esta obra teresiana: “Santa Teresa escreveu um livro em que a alma está representada por um Castelo com sete moradas. Morada após morada, chega-se à sétima onde habita Deus, quer dizer, Cristo. A sua presença percebe-se em todo o Castelo, mas ao chegar a alma ao centro, imersa na própria realidade, sente-se toda invadida pelo sereno sentimento de que Deus está nela. A alma vive dentro da realidade terrena, que se apresenta magnífica aos seus olhos, pois compreende que Deus é o coração inefável de toda a realidade”.

Na Positio para o Doutoramento da Santa, encontra-se, como peça principal, o Relatório do advogado da causa. Para defender a altura da eminente doutrina da santa doutoranda, oferece da seguinte maneira uma espécie de resumo d’As Moradas. Esta “é a principal obra teresiana e mesmo – segundo alguns – de toda a mística cristã […]. O livro divide-se em sete partes ou moradas, das quais cada uma tem vários capítulos, exceto as segundas moradas, que tem um único capítulo.


As Primeiras Moradas (2 capítulos) são as almas que têm desejos de perfeição, mas ainda estão metidas nas preocupações do mundo, das quais devem fugir e procurar a solidão.

As Segundas Moradas (1 capítulo) são as almas com grande determinação de viver em graça e que se entregam, portanto, à oração e a alguma mortificação, embora com muitas tentações por não deixarem de todo o mundo.

As Terceiras Moradas (2 capítulos) são para as almas que exercitam a virtude e a oração, mas pondo nisso um amor dissimulado a si mesmas. Precisam de humildade e obediência.

As Quartas Moradas (3 capítulos) são já o começo das coisas “sobrenaturais”: a oração de quietude e um início da união. Os frutos não são ainda estáveis: por isso, as almas devem fugir do mundo e das ocasiões.

As Quintas Moradas (4 capítulos) são já de plena vida mística, com a oração de união que é sobrenatural e dá-a Deus quando quer e como quer, embora a alma se possa preparar. Os sinais verdadeiros desta união é que seja total, que não falte a certeza da presença de Deus e que sucedam tribulações e dores em que provar o amor a Deus. Necessita-se grande fidelidade.

As Sextas Moradas (11 capítulos). Consegue-se uma grande purificação interior da alma, e, entre as graças que nela se dão, totalmente sobrenaturais, estão as locuções, êxtases, etc., grande zelo pela salvação das almas, que leva a deixar a sua solidão. É necessária a contemplação da humanidade de Cristo para chegar aos últimos graus da vida mística.

As Sétimas Moradas (4 capítulos) são o cume da vida espiritual, em que se recebe a graça do matrimônio espiritual e uma íntima comunicação com a Trindade, do que brota espontaneamente uma grande paz em que vive a alma, sendo ao mesmo temo ativa e contemplativa. Uma contemplação que não é subjetiva, mas que transcende o homem levando-o a esquecer-se de si e a entregar-se a Cristo e à Igreja”.

Esta espécie de resumo autorizado é como uma apresentação do Castelo no seu conjunto; e vem a ser, ao mesmo tempo, como um convite a ir verificando toda essa estrutura, não de maneira mental ou intelectual, mas vivencialmente, isto é, desde a práxis e experiência cristã, e tudo isso pela mão de Teresa de Jesus, a Doutora da Igreja Universal.


Publicado originalmente em teresadejesus.carmelitas.pt (Arquivo em PDF)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Ser Criança é Ser Feliz

"Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura,
pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser."
Louis Pasteur


Copiei o texto abaixo de uma página da internet. Achei muito lindo! Tão bom se todos pudessem lembrar de sua infância com alegria e saudade, como faz o autor da mensagem! 

Também lembro de momentos felizes de minha infância... brincava muito, gostava de ouvir histórias, tinha muitas fantasias, sonhava muito...  Mas sabemos que hoje essa não é a realidade de muitas crianças. Vemos muitos pequeninos sofrendo, e não sei se numa situação de miséria, de guerra, de violência, de desamor, uma criança consegue sonhar e ser feliz.

A seguir, o texto a que me referi. Como disse, é lindo!  Queria tanto que fosse assim para todas as crianças, e não apenas para algumas...  Todas as crianças merecem viver com alegria essa fase tão importante de suas vidas!

SER CRIANÇA É SER FELIZ

"Em algum momento das nossas vidas já soubemos ser crianças e poucos são aqueles que não recordam com carinho essa fase tão encantadora das nossas vidas. Os mais novos residem em um mundo especial onde a brincadeira é a sua maior responsabilidade e por isso deliciam-se em não terem de pensar em mais nada.

Ser criança é ter mil sonhos no coração e acreditar que todos eles são possíveis. É fazer do imaginário a sua realidade, brincar com bonecos como se eles tivessem vida e pular e correr como se fosse dotado dos poderes dos seus heróis preferidos.

Não há alegria igual e tão genuína como aquela que mora no olhar dos pequenos. Eles são felizes sem saberem, sem preocupações e seus únicos medos são o escuro e as feras dos desenhos animados. Pena que todos cresçamos e tudo isso desapareça com o tempo. Ser criança é ter certeza que viver vale muito a pena!"

(Não consta o autor)




Prece da Criança




Senhor,
estou muito assustado, 
estão nos fazendo medo,
fico até cansado de pensar
um jeito de proibir os adultos
de matar os passarinhos,
de acabar com os rios,
de poluir os mares.
Tudo que o Senhor fez é tão bonito,
até me irrito, quando vejo guerras
dominando alguns lugares.

Quero sonhar 
com uma escola feliz,
com professores sorrindo,
e uma nota que dê para passar...
É isto que sempre quis.
Ah!
Quero minha família unida,
segurança para brincar na praça,
a imensa graça, de dormir,
sabendo
que se há alguém na rua 
vai poder voltar.
Amém.


Publicado no  livro Amanhecer - 3ª. Ed Reproart-RJ 2004

Por Ivone Boechat

sábado, 10 de outubro de 2015

É preciso ser criança!



Jesus disse que para entrar no Reino de Deus é preciso ser como as crianças. “Deixai vir a mim as criancinhas”. Então vale a pena meditar o que a criança tem de tão especial, embora já carregue as marcas do pecado original que afeta toda natureza humana.

As crianças nos dão lições de vida.

Não discriminam ninguém, acolhe a cada um sem olhar a sua condição social, a sua beleza física, os seus defeitos e qualidades… apenas veem nas outras um igual.

As crianças aceitam qualquer roupa, qualquer casa, não cobram luxo e nem conforto; querem apenas brincar e viver.

As crianças vivem o presente sem a menor preocupação com o passado ou com o futuro; confiam no pai e na mãe e não se dão conta das ameaças da vida. Não se preocupam com nada, a não ser com viver a vida e dela desfrutar. Não correm atrás do dinheiro, não se preocupam em acumular bens e vivem na inocência da castidade.

As crianças são espontâneas e puras, dizem o que sentem e sentem o que dizem; choram copiosa e facilmente se estão tristes ou se estão contrariadas; não mascaram seus sentimentos.

A criança é simples, dócil, sincera, não tem malícia, tem o coração puro, não tem maldade, é honesta, não tem preconceitos, ama gratuitamente, não têm medo de expressar seus sentimentos, não se preocupa com sua autoimagem.

A criança é alegre, verdadeira, perdoa com facilidade e se reconcilia rapidamente, não guarda mágoa, não tem preocupações, faz amizade com facilidade, e se deixa conduzir por seus pais com docilidade e confiança, sabe silenciar e obedecer.

As crianças são mais sensíveis e mais abertas para aprender o novo, apresentam uma grande capacidade de aprendizagem, são espontâneas e falam o que tiverem de falar, são como folhas em branco onde você pode escrever o que quiser; se deixam moldar.

A criança ama a todos, confia em todos, sabe aproveitar cada momento do dia como se a vida fosse só uma festa, não se preocupa com o amanhã. Ela tem confiança e sabe ser pequena, e precisa de pouca coisa para ser feliz. Sabe pedir ajuda sempre que precisa; é humilde, não tem medo de dizer que não sabe.

Penso que ainda haja muito mais coisas bonitas a descobrir nas crianças; basta você parar diante de um grupo delas que esteja brincando, e saber observar suas grandezas. 

Temos de aprender as simples e belas lições que elas nos dão, sob pena de não passarmos na porta estreita da vida que leva ao céu.

Se na segunda-feira se pudesse correr livremente pelos prados e as flores desabrochassem numa explosão de cor…

Se na terça-feira se contemplasse o céu no seu mistério de um azul sem fim…

Se na quarta-feira se retirassem as máscaras e a verdade brotasse…

Se na quinta-feira a alegria entrasse nos corações…

Se na sexta-feira todos se dessem as mãos…

Se no sábado os pais contassem aos filhos histórias de encantar…

Se no domingo a beleza do silêncio se renovasse em cada ser…

Então eu seria uma criança feliz e a minha canção voaria por sobre as casas, dançaria entre os ramos das árvores, e à hora do crepúsculo repousaria sobre os mares do mundo, tornada canção de embalar, a encher de paz e de ternura os sonhos das crianças.

Prof. Felipe Aquino

Ser Criança...



É amar sem nada esperar em troca. Sem ter motivos. Sem precisar de explicações.
É confiar sem entender. Simplesmente acreditar e nada mais.
É estar sempre aberta a aprender, sem medo de errar; sem se importar com o que os outros irão pensar se não aprender logo na primeira tentativa.
É aceitar as quedas e não desistir até ficar de pé e dar os primeiros passos.
É saber chorar no momento da dor e logo em seguida sorrir, como se nada tivesse acontecido; como se nunca tivesse sofrido.
É viver e aproveitar cada dia como se fosse único, sem se preocupar com o que poderá acontecer no amanhã.
É não exigir das pessoas. A criança sempre se satisfaz com o pouco que lhe é dado.
É ter a coragem de correr para os braços dos pais quando sente que o medo lhe apavora.
É ser insistente. Não desistir no primeiro “não” que recebe.
É ser espontânea. É saber usar da verdade sem nunca ofender a ninguém, pois as palavras que saem de sua boca brotam do coração. E o que de mal poderia sair de um coração puro?
É ser solícita, disponível. Como uma criança se alegra quando pode fazer algo para ajudar um adulto!
É aceitar que tem limites e que muitas vezes precisa de cuidados. É abandonar-se nos braços dos pais, pois sabe que não pode contar com suas próprias forças.
É ser otimista e sempre encontrar motivos para ser feliz. É sempre encontrar um arco-íris ao final de uma tempestade.
É ser autêntica, verdadeira, transparente. Ela não almeja ser como outros, pois reconhece o valor de si mesma.
É ter o poder de transformar o ambiente, de tornar a vida melhor e mais agradável, com seu sorriso, sua alegria.
E acima de tudo, ser criança é mostrar para o mundo através de brilho de seus olhos que sempre existe a esperança, pois o homem é a mais valiosa das criaturas de Deus.
Peçamos a Deus esta graça: que tenhamos um CORAÇÃO de CRIANÇA!
“Disse-lhes Jesus: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham”. Mt 19,14

Prof. Felipe Aquino