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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Abraão, o Pai na Fé


Abraão e seus parentes viviam com dificuldades, principalmente porque não tinham terra com fartura para criar suas ovelhas. Muitos deles, mesmo não estando satisfeitos, acabavam aceitando as coisas como eram. Mas Abraão era um homem sonhador. Ele não se conformava e vivia pensando em buscar uma vida melhor. Abraão tinha muita fé e sabia que Deus quer o melhor para nós, então decidiu partir em busca daquilo que sonhava. Deus aprovou a fé e a coragem de Abraão e abençoou o seu sonho, prometendo que o acompanharia e ajudaria para que tudo desse certo.
Deus gostou da atitude de Abraão, porque ele não se acomodou... Tinha um sonho, queria uma vida melhor e foi à luta. Com a história de Abraão, aprendemos que nunca devemos nos acomodar, que devemos sempre ir atrás dos nossos sonhos, que não podemos deixar que ninguém nos desanime com palavras pessimistas. Portanto, sempre confiando na ajuda de Deus, precisamos acreditar e ir em busca do que é melhor para nós.
Lição de hoje: Nunca desistir de sonhar, ir em busca do melhor, tendo no coração a certeza de que Deus sempre abençoa os nossos sonhos!


ROTEIRO DO NOSSO ENCONTRO



Objetivos:

  • Conhecer a fidelidade de Deus que escolhe, chama e sustenta os que acreditam na Palavra de Deus;
  • Suscitar o desejo de imitar a fé, a obediência e a confiança de Abrão diante da vontade de Deus.


Ambiente: 
  • Forre a mesa com toalha branca; em seu centro, coloque um crucifixo e uma flor. De um lado, coloque uma Bíblia; de outro, uma vela e apenas o Novo Testamento. Faça dois círculos com material chamativo, como, por exemplo, papel crepom. Coloque um na Bíblia e o outro na vela e no Novo Testamento.
  • Enquanto prepara o ambiente, cantar a música nº 21 do CD do Livro Somos Povo de Deus, do Pe. Orione Silva, ou outra à escolha.


1. Acolhida e Oração Inicial
  • Receber a turma com entusiasmo. Cantar músicas animadas. Que tal a 5 ou 6 do CD do livro Somos Povos de Deus, do Padre Orione Silva.
  • Silenciar para conversar com Deus.
  •  Fazer o sinal-da-cruz. Repetir, de mãos erguidas: Senhor Deus, mais uma vez estamos aqui para aprender coisas boas para as nossas vidas. Tudo o que o Senhor nos ensina tem muito valor e ficará bem guardado em nossos corações. Venha nos iluminar, Senhor, e nos ensinar a amar as coisas de valor. Amém!


2. Motivação
  • Convidar a turma a se sentar.  Pedir que as crianças localizem na Bíblia o Salmo 1 - Os dois caminhos. Pedir que leiam, cada versículo na seguinte ordem: as meninas juntas começam com o primeiro versículo, a seguir os meninos,  e assim sucessivamente até o último versículo, que será lido por todos juntos.
  • Em seguida, com os catequizandos, reflita um pouco sobre a mensagem:
      - Quem são os injustos no mundo de hoje?
      - Quem são os justos?
      - O que acontece com os ímpios?
      - E com os justos?
      - Qual o caminho que queremos seguir?


3. Desenvolvendo o Tema

Já sabemos muitas coisas sobre Jesus - o Filho de Deus, que veio ao mundo para nos salvar... Mas, sabemos que muito antes de Jesus nascer, já existia um povo que tinha sede de Deus e sonhava com uma vida melhor. Nós vamos conhecer mais um pouco da história desse povo, que viveu antes de Cristo. Essa história começa com Abraão.

Acenda a vela e convide os catequizandos a observar a mesa. Em seguida, explique as alianças que Deus fez com a humanidade.

Muitas vezes e de muitos modos, Deus revelou seu amor às pessoas, nas maravilhas da natureza, cuidando de toda a humanidade e falando ao seu povo eleito, os judeus.

Durante muito tempo as pessoas foram transmitindo umas às outras como Deus se manifestava. Faziam isso de forma oral, isto é, através de conversas nas famílias e nos grupos. Depois de alguns séculos, homens guiados pelo Espírito Santo, começaram a escrever a Palavra de Deus, deixando registrada, de outra forma, a revelação que Deus fazia aos homens e a experiência que eles faziam d'Ele. No início, escreviam em folhas de uma planta chamada papiro, ou em rolos de pele de carneiro. Com o passar do tempo, esses rolos foram reunidos e formaram a Sagrada Escritura ou Bíblia Sagrada, coleção de livros que contém a Palavra de Deus, isto é, a carta de amor e sabedoria que Deus dirige aos homens de todas as épocas.


Já vimos que na Bíblia temos duas coleções de Livros Sagrados:

  • Antigo Testamento ou Antiga Aliança, feita antes do nascimento de Jesus. São quarenta e seis livros que contam como Deus preparou os homens para receberem seu Filho Jesus, nosso Salvador.
  • Novo Testamento ou Nova Aliança, feita com os homens através de Jesus. São vinte e sete livros que nos falam da vida e da boa-nova de Jesus Cristo, de sua morte e ressurreição e de como viveram os primeiros cristãos. Jesus  é o centro da Bíblia.

A Bíblia nos apresenta como o plano de Deus se desenvolveu através da História, que, por isso, se chamou História da Salvação.

A seguir, falar para os catequizandos:
  • Nosso Deus não é um Deus que fica tranquilo, trancado no céu, bem sossegado, sem ligar para a nossa vida e nossos problemas.
  • Deus nos criou para vivermos felizes e unidos a Ele. Nosso Deus vive entre nós.
  • Nem sempre o homem caminha com Deus; às vezes prefere agir sozinho.
  • A  Bíblia conta a história do encontro e dos desencontros do homem com Deus.
  • A Bíblia é o livro que conta a nossa história.
  • Deus escolheu pessoas para realizar os seus planos. Tudo isso foi uma longa caminhada, que durou muito tempo.
  • Deus queria viver a própria vida do homem, sentir o que ele sente, chorar, rir, brincar, comer, trabalhar... como homem e junto os homens.
A seguir, mostrar aos catequizandos uma aliança de casamento.

Deixar que eles falem o que entendem sobre a aliança, o que ela significa (nós só relembramos o que é aliança, pois já aprendemos o seu significado no nosso encontro anterior, quando falamos sobre o Dilúvio).

Disse então que, assim como duas pessoas se casam, se comprometem a unir as suas vidas e caminhar juntas (o uso da aliança é sinal deste compromisso), Deus também fez uma Aliança com seu povo para caminhar com Ele. 

Vamos ver como aconteceu esta Aliança:

Após o pecado de Adão e Eva, Deus não abandonou a humanidade, mas prometeu um Salvador. Este Salvador nasceu de um povo especial, formado por Deus. A Bíblia nos conta que Deus fez uma aliança com um homem chamado Abraão. Este homem foi chamado por Deus a sair de sua terra para que seus filhos formassem um povo numeroso. Assim começa a história do povo de Israel: Abraão aceitou o convite, o chamado de Deus, e caminhou com a sua família até a Terra Prometida.

Nesta etapa nós vamos conhecer um pouco sobre a história desse povo. Como disse, essa história começa com Abraão. 

(Podemos ler ou contar a história com as nossas palavras).


4. História

Gn 12,1-5

Há muitos e muitos anos, numa terra distante daqui, vivia um homem sonhador que se chamava Abraão. Ele tinha uma esposa que se chamava Sara. Os dois estavam bem envelhecidos, mas não possuíam filhos.
Abraão e Sara viviam com seus parentes. Era um povo pobre, que ganhava a vida criando ovelhas. Eles viviam num país que até era bastante rico. Havia muitas pessoas bem de vida. Mas Abraão e seus parentes viviam com dificuldades, principalmente porque não tinham terra com fartura para criar suas ovelhas. E criar ovelhas gasta muita terra, para fazer pastagens.
Então, aquele povo não tinha lugar fixo. Vivia aqui e ali, à procura de terras melhores para abrigar o rebanho. Quando acabava a pastagem num lugar, eles levavam o rebanho para outro. E assim iam vivendo.
Muitos deles, mesmo não estando satisfeitos com aquela vida, acabavam aceitando as coisas do jeito que eram. E pensavam assim: "A vida está difícil, mas é assim mesmo. Pobre não tem vez, a gente tem de aceitar e se conformar."
Mas Abraão era um homem sonhador. Ele não se conformava e vivia pensando em buscar uma vida melhor. Abraão conversava com Sara e dizia que tinha uma grande vontade de melhorar de vida e encontrar uma terra melhor para criar o rebanho.
Naquele tempo, as pessoas não conheciam a Deus. Ninguém distinguia a voz de Deus e não sabia ver os sinais de sua presença no meio do mundo.  Sem conhecer Deus direito, as pessoas adoravam o sol, a lua, as estrelas - achando que essas coisas eram deuses e tinham poderes especiais.
Mas Abraão, mesmo vivendo no meio de um povo que adorava vários deuses, sentiu-se chamado por um deus diferente. Ele entendeu que havia um Deus único e poderoso, que queria se dar a conhecer ao povo. Abraão sentiu que esse Deus único ia guiá-lo em busca de uma vida melhor. E com a bênção de Deus, Abraão haveria de formar um grande povo - um povo que acreditasse no Deus verdadeiro e o amasse de verdade: o povo de Deus. Então, Abraão sentiu no seu coração que Deus o mandava buscar uma vida melhor, dizendo-lhe: "Sai da tua terra e vai para onde te mostrarei".
Abraão ficou sabendo que lá  pras bandas de Canaã havia uma terra muito fértil, perto de um grande rio, chamado Jordão: terra boa, com muita água, lugar ideal para quem vive de criar ovelhas. E Abrão começou a falar em se mudar para a terra de Canaã que, de ser tão boa, ficou conhecida como Terra Prometida.
As pessoas comentavam com Abraão: "Deixa disso. Mudar para longe é muito difícil. Você tem coragem de partir sozinho para um lugar tão distante?" Mas Abraão tinha fé e dizia: "Deus quer o melhor para nós. Se eu deixar este lugar e sair em busca de uma vida melhor, eu sei que Deus vai me abençoar. Vou encontrar essa Terra Prometida. Lá criarei meu rebanho e formarei um povo numeroso, com a bênção de Deus".
Deus, então, aprovou a fé e a coragem de Abraão e abençoou o seu sonho, prometendo que o acompanharia e ajudaria, para que tudo desse certo.
Abraão juntou suas coisas e partiu em viagem, juntamente com sua esposa e alguns parentes, inclusive um sobrinho, chamado Ló. Foram todos em busca de uma nova terra e uma vida melhor. E Deus foi guiando Abraão e sua comitiva naquela longa viagem.
Deus gostou da atitude Abraão, porque ele não se acomodou. Tinha um sonho, queria uma vida melhor e foi à luta. Abraão ficou conhecido como o pai da fé, porque foi o primeiro a acreditar no Deus único e ir atrás do seu sonho, confiando na ajuda de Deus.

Partilha:
  • Como se chamava o homem sonhador de nossa história? E sua esposa? E seu sobrinho?
  • Como era a vida de Abraão junto de seus parentes? Eram pobres ou ricos? Em que eles trabalhavam? Qual era a maior dificuldade deles?
  • O  que muitas pessoas daquele povo pensava pensavam diante das dificuldades?
  • Qual era a grande vontade, o grande sonho de Abraão?
  • Para onde Abraão resolveu se mudar?
  •   O que as pessoas acharam da ideia dele?
  • Abraão desanimou por isso? O que ele fez?
  • O sonho de Abraão de buscar uma vida melhor agradava a Deus?
  • O que a gente aprende com essa história?
  • Como Abraão dividiu as terras conquistadas com o seu sobrinho Ló? Ele ficou com o melhor para si?
  • Como Abraão agiu, quando um rei injusto atacou Ló e outros trabalhadores daquelas terras?
  • Por que o povo gostava de Abraão?
  • Qual era o sonho que Abraão ainda queria realizar?
  • Que nome Abraão e Sara deram ao seu filho?
  • O que significa o nome Isaac?
  • Quais as grandes conquistas de Abraão?
  • Será que valeu a pena ele ter saído de sua terra e lutado por uma vida melhor?

Gn 13; 14;1-16; 21,1-8

Abraão tinha saído em viagem, com sua esposa e alguns parentes, à procura de um lugar melhor para viver. A viagem era difícil e cansativa. Como não havia carros, eles andavam a pé mesmo. À noite, armavam uma barraca e descansavam. No dia seguinte, prosseguiam o caminho.
Depois de muitos dias, chegaram à região de Canaã. A terra era mesmo muito boa e fértil. Parecia um lugar bom de se viver e trabalhar. A primeira coisa que Abraão fez ao chegar foi agradecer a Deus. Ele construiu um altar e rezou, juntamente com sua família. Depois, era preciso encontrar um lugar para se fixar e criar o rebanho.
Naquela terra já moravam alguns povos. E era muito comum eles brigarem entre si por causa de terra. Cada um queria ficar com o melhor pedaço de chão. Abraão possuía muitas ovelhas. Ló também tinha um rebanho numeroso. Os dois não podiam, então, ficar morando no mesmo lugar. Cada um precisava escolher o seu terreno.
Abraão, vendo como era feio aquele costume dos pastores a agricultores de se desentenderem por causa de terra, disse ao seu sobrinho Ló: "Eu queria que não houvesse discórdia entre você e eu, pois somos parentes. Aqui há muita terra. Você pode escolher a sua, depois eu escolho a minha. Se você for para a direita, eu vou para a esquerda. Se você for para a esquerda, eu vou para a direita."
Ló ergueu a vista e, examinando cuidadosamente, gostou da terra que ficava às margens do rio Jordão. Era uma terra plena e com fartura de água.  Então, ele reuniu seu rebanho e foi ocupar aquela planície de terra boa.
Abraão, então, foi na outra direção, mais para o lado das montanhas de Canaã. E fixou-se ali com seu rebanho. A terra não era boa. Mas abraão estava feliz por poder repartir a terra sem brigas. Ele não quis o melhor para si, mas deixou seu sobrinho escolher.
Deus gostou muito daquele jeito de Abraão, pois ele soube repartir a terra com os outros, sem ficar querendo tudo de bom só para si. Deus abençoou Abraão e prometeu ajudá-lo a construir um grande povo.
O tempo ia passando. Ló viu crescer o seu rebanho às margens do rio Jordão. Abraão ia cuidando de sua vida nas montanhas de Canaã, do outro lado. Deus o abençoava, de modo que seus negócios prosperavam. Abraão agia em tudo com muita bondade de coração e muita fé em Deus.
Mas, um dia, houve uma grande revolta nas terras em que Ló trabalhava com sua família. Os proprietários das terras - que eram muitos - ficaram revoltados com um rei forte e poderoso que morava ali por perto e vivia explorando o povo. Esse rei fazia os proprietários de terra pagarem altas quantias de dinheiro para continuarem morando na região. Isso era um abuso. Aquele rei estava desrespeitando os direitos do povo, só porque era mais forte e mais rico.
Então, os donos da terra se uniram e foram reclamar com o rei. Mas o rei achou aquilo um desaforo e resolveu fazer uma guerra contra os donos da terra.
Aquele rei explorador reuniu seus soldados. Os soldados pegaram armas e foram atacar os donos da terra. E houve uma guerra feia. Como os soldados eram mais fortes e estavam, eles prenderam os donos da terra e os levam como prisioneiros para o palácio do rei. Até Ló foi preso.
Alguém, então, foi correndo contar a Abraão o que estava acontecendo. Ao saber da história, Abraão ficou chateado e pensou: "Que desaforo esse rei invadir nossa terra com essa violência e prender nossa gente! Isso não pode ficar desse jeito!".
Abraão era um homem justo. Por isso, não concordava de modo algum com as atitudes daquele rei injusto e explorador. Resolveu, então, fazer alguma coisa. Reuniu seus empregados e toda a gente que trabalhava com ele, e foram juntos atrás daquele rei. Eles se organizaram e partiram para a luta. E, quando encontraram o rei, houve briga mesmo. Mas conseguiram libertar os prisioneiros e trazê-los de volta para suas terras. E aquele rei explorador nunca mais mexeu com os donas da terra.
Abraão voltou feliz para suas terras. E todo o povo ficou satisfeito de ver que Abraão era um homem justo.
Abraão já tinha conquistado muitas coisas, depois de sair de sua terra. Tinha conquistado uma terra melhor, uma vida melhor. Seu rebanho tinha crescido. As pessoas o respeitavam como um homem de bem e de paz, um homem de fé em Deus. Só faltava uma coisa. Ele e Sara não tinham filhos. Que coisa! Estavam juntos havia tanto tempo! Já nem eram tão novos. Mas  o grande sonho deles era ter filhos, ao menos um, se possível fosse. Sara vivia pensando nisso.  Queria ser mãe. Abraão também pensava nisso e pedia a Deus que os ajudasse. Para que a alegria fosse completa, era preciso ter um filho.
Um dia, Abraão recebeu uma visita muito importante. Três homens passavam pela estrada, em pleno calor do dia. Abraão os convidou para chegar e serviu a eles um bom lanche. Eles comeram e descansaram. Depois perguntaram por Sara, esposa de Abraão.  Ela estava dentro de casa, arrumando as coisas. Os homens disseram a Abraão: "Você nos acolheu muito bem. Deus há de retribuir. Daqui a um ano, passaremos aqui e sua esposa já terá um filho". Sara ouviu lá de dentro e deu risada. Ela já havia quase perdido a esperança de ter filhos. Mas Abraão confiava em Deus e acreditou naquela promessa.
Não demorou muito e Sara ficou esperando um filho. Foi uma alegria geral. Quando a criança nasceu, Abraão deu-lhe o nome de Isaac, que significa "motivo de alegria". Quando o menino tinha oito dias de vida, Abraão o consagrou a Deus. Era um garoto muito saudável e querido. E todo o povo festejou o nascimento daquele menino tão esperado por Sara e Abraão. 
Aquela criança completou a alegria de Abraão e Sara. Sara era uma mãe muito cuidadosa. E Abraão era um pai excelente. Ele tratava seu filho com todo o carinho. Com isso, Abraão conquistou todas as coisas com que havia sonhado; terra boa, povo unido, fé no coração e um filho. Era tudo o que ele desejava. Por isso, ele ficou muito feliz e agradeceu a Deus.

Conclusão:

Deus se apresenta a Abraão como o Todo Poderoso. Abraão sabe por experiência que precisa de Deus. Deus pede que Abraão ande sempre ande sempre na Sua presença e que seja íntegro.

Abraão se prostra diante de Deus. Prostrar-se é sinal de humildade. A pessoa que tem consciência de seu nada se prostra diante de seu Criador, do Deus Todo-Poderoso. Abraão nada tem para dar a Deus, mas Deus faz uma aliança, um pacto com Abraão. Promete-lhe dar uma descendência mais numerosa que as areias da praia ou que as estrelas do céu. Como sinal desta aliança, deste contrato, Deus muda o nome de Abrão para Abraão e de Sarai, sua mulher, para Sara (Gn 17).

Deus dá a Abraão um sinal desta Aliança, Deus manda que no oitavo dia do nascimento de um filho homem ele seja “circuncidado”. A circuncisão passa a ser um sinal, feito na carne, da aliança, de Deus com o seu povo. Jesus também foi circuncidado no oitavo dia de seu nascimento (Gn 17,9-14; Lc 2,21).

A Aliança se estende para Isaac, que vai nascer e ser abençoado. Abraão ri da promessa por ser velho: ele tem 99 anos e Sara tem 90 (Gn 17,15-17). Isso significa que eles, humanamente falando, não tem mais possibilidade de ter filhos. Mas Deus é o Todo-Poderoso, Abraão acredita. Deus é fiel e cumprirá a promessa. Quando Deus escolhe uma pessoa e faz uma aliança com ela, a vida dessa pessoa se modifica assim que ela aceita e é fiel à aliança feita.

Muito tempo depois Deus pôs Abraão à prova e pediu que sacrificasse seu filho Isaac. Abraão foi obediente e enviou um anjo que lhe disse para não matá-lo. Deus disse que por causa  de sua obediência, Abraão seria abençoado e ele lhe daria uma descendência tão numerosa quanto às estrelas do céu e quanto à areia que está na praia. E assim nasceu o povo de Deus.

Com a história de Abraão podemos aprender que:

  • Abraão foi obediente a Deus saindo de sua terra para um lugar desconhecido. Obedecer a Deus é escutar o que Ele nos pede, e isto é um ato de fé.
  • Abraão amava a Deus e o respeitava, por isso não teve medo de lhe dar tudo o que tinha até mesmo o filho que lhe daria uma descendência. Não devemos ter medo de deixar algo da nossa vida para seguir a Deus.
  • Deus quer a vida e não a morte, por isso não permitiu o sacrifício de Isaac.
  • Por causa de seu sim a Deus, Abraão tornou-se nosso “pai na fé”.


 5. Atividades
  • Convidar a turma para montar um painel retratando a viagem de Abraão.
  • Fixar um cartaz com a estrada.
  • Distribuir  com as crianças as figuras que serão coloridas e depois coladas no painel: Abraão, Sara, Ló e mais algumas pessoas, ovelhas e outros animais... 
  • Terminando de colorir, colar tudo no painel.



5. Oração Final e Encerramento
  • Refletir e cantar uma música que fale do Povo de Deus.
  • Fazer uma celebração da Aliança. Apresentar um símbolo da Aliança, como: anel, papel com algum escrito ("palavra de honra, eu prometo, de verdade ...").
  • Colocar  esses símbolos em cima de uma Bíblia aberta, prometendo fidelidade a Deus.
  • Motivar: Deus prometeu a Abraão uma grande descendência. Ele foi o pai de um Povo - O povo de Israel. Depois de muitos séculos, deste povo nasceu Jesus de Nazaré. Isto nos revela que muitos séculos antes Deus já estava preparando os caminhos para vir morar em nosso meio! Vamos fazer as nossas preces agradecendo e pedindo a Deus para nos ajudar a nos manter fiéis a ele.

C - Senhor, Abraão ouviu a sua voz.

T Ajude-nos a ouvir o que o Senhor deseja para a nossa vida!

C - Senhor, Abraão recebeu uma promessa e acreditou.

T - Ajude-nos a acreditar nas suas promessas!

C - Abraão foi o pai de uma grande nação na qual nasceu Jesus

T Obrigado, Senhor, porque fazemos parte deste povo, pois somos irmãos e amigos de Jesus!

C - Senhor, muitas pessoas deixam a sua terra e vão  para lugares distantes.

T - Ajude essas pessoas em seu caminho e também aqueles que não têm onde morar!

C - As famílias precisam ser como a família de Abraão.

T Ajude nossos familiares a serem amigos e amigas de Jesus!

C - As caminhadas e as procissões têm o sentido de fazer-nos experimentar que somos povo da aliança a caminho da casa do Pai, por isso ele nos protege e está conosco sempre. Lembremo-nos de que, na celebração eucarística, acontecem três procissões: entrada dos ministros, apresentação dos dons do pão e do vinho e comunhão.

T - O Senhor nosso Deus é o único Senhor,
portanto amarás o Senhor teu Deus
com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Senhor, abençoa nosso desejo de caminhar contigo.
Ajuda-nos a te procurar sempre.
Que o teu olhar esteja sempre voltado para nossa família,
assim como nós estaremos voltados para vós. Amém!

  • De mãos dadas, rezar a oração que Jesus nos ensinou.

Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro O Caminho - Diocese Duque de Caxias
  • Livro do Catequista - Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Livro Somos Filhos de Deus - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo (com trechos transcritos da obra).
  • Livro Iniciação à Eucaristia (Nucap)
  • Livro Que alegria encontrei Jesus! (Arquidiocese do Rio de Janeiro)




Música que cantamos juntos: 


O POVO DE DEUS
Padre Zezinho


O povo de Deus / no deserto andava,
Mas à sua frente / Alguém caminhava.
O povo de Deus / era rico de nada,
Só tinha a esperança / e o pó da estrada.

Também sou teu povo, Senhor
E estou nessa estrada
Somente a Tua graça / me basta e mais nada.

O povo de Deus / também vacilava;
Às vezes custava / a crer no amor.
O povo de Deus / chorando, rezava
Pedia perdão / e recomeçava.

Também sou teu povo, Senhor,
E estou nessa estrada
Perdoa se às vezes / não creio em mais nada.

O povo de Deus / também teve fome
E Tu lhe mandaste / o pão lá do céu.
O povo de Deus / cantado deu graças;
Louvou Teu amor / Teu amor que não passa.

Também sou teu povo Senhor,

E estou nessa estrada.
Tu és alimento / na longa jornada.

O povo de Deus / ao longe avistou

A terra querida / que o amor preparou.
O povo de Deus / corria e cantava
E nos seus louvores / Teu poder proclamava.

Também sou teu povo, Senhor
E estou nessa estrada,
Cada dia mais perto / da terra esperada. (3x)





ATIVIDADES


(frente)

(verso)



FOTOS DE ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO


(foto 1)


(foto 2)


(foto 3)



(foto 4)



(foto 5)



(foto 6)


(foto 7)



(foto 8)



(foto 9)



(foto 10)



(foto 11)



(foto 12)



(foto 13)



(foto 14)



















domingo, 23 de agosto de 2015

As Bem-Aventuranças


"Viveu como ensinou e sacrificou a própria vida pelo que disse. Falando o Aramaico, idioma com 3000 vocábulos, sem escrever uma única palavra, ofereceu à humanidade a filosofia mais profunda sobre o ser humano, sobre a vida, o amor e sobre Deus. O Sermão da Montanha é a síntese das mais belas diretrizes comportamentais."




Homilia Canção Nova
Mateus 5

O chamado “Sermão da Montanha”, discurso inaugural do ministério público de Jesus, se estende até ao capítulo 7 do Evangelho de S. Mateus. É o primeiro dos cinco discursos que o evangelista distribui estrategicamente no seu livro. Neste domingo simplesmente ficamos nas bem-aventuranças.
O Evangelho deste domingo nos traz o Sermão da Montanha. Falar dele em poucas palavras é uma missão bem difícil para mim, já que eu olho para ele e vejo uma grande lição em cada versículo.
Sempre que o Sermão da Montanha é mostrado nos filmes, Jesus está andando pelo meio da multidão e falando bem alto. Quando lemos no Evangelho, descobrimos que não foi bem assim, como nos filmes. Na verdade, Jesus olhou para a multidão, subiu o monte em silêncio, e sentou. Os discípulos se aproximaram e sentaram perto d’Ele. Foi então que Jesus abriu a boca e começou a ensinar-lhes. Então se os discípulos estavam perto, não havia por que falar alto! Foi uma “aula particular” para os discípulos, e que deve ter sido bem mais extensa do que as poucas linhas que ficaram registradas no livro de Mateus.
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” Quem são os “pobres de Espírito”? E por que é deles o Reino dos Céus? Se alguém lhe perguntasse “de quem é o Reino dos Céus?” você responderia “dos pobres de espírito”? Não? Nem eu. Por isso precisei pesquisar outras traduções e estudar sobre o assunto para entender o que está escondido nesse versículo… Pobre em espírito é aquele que tem o espírito vazio de si próprio, a ponto de reconhecer sua pequenez e pedir humildemente que Deus ocupe esse vazio do seu espírito. Não importa se a pessoa é rica ou pobre de dinheiro, pois não é impossível para o pobre ser arrogante, nem para o rico ser humilde. O Reino dos Céus é destas pessoas porque são estas que se permitem ser preenchidas, no seu vazio, pelo próprio Deus. São estas pessoas que espalham as sementes do Reino dos Céus em forma de Amor.
“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” Já começo aqui lembrando que só se aflige quem se importa, quem se preocupa. Com que/quem você se importa? Quem está aflito de verdade, chora. Como Jesus chorou no Getsêmani. Você já chorou de arrependimento pelos seus erros? Pelas dificuldades que você teve (ou está tendo) que enfrentar? Acredite: elas foram ou estão sendo necessárias. Se Deus as permitiu, existe uma razão. Você pode até não entender hoje, mas confie em Deus: depois de uma grande aflição, sempre vem uma grande recompensa.
“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.” O verdadeiro manso é aquele que, mesmo tendo a possibilidade e a escolha de aniquilar aqueles que se opõem a ele, escolhe a paciência. No entanto, o verdadeiro manso não é passivo e indiferente ao que é errado, mas defende a Verdade mesmo que isso lhe custe a vida. Nesse mundo cruel em que vivemos, o normal é que os mansos sejam “engolidos” pelos violentos. Mas na lógica de Jesus, quem vai “herdar a terra”, ou seja, quem vai permanecer no final de tudo, são os mansos. Por quê? Porque os violentos matam-se uns aos outros.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.” Aqui está implícito algo interessante: que neste mundo a justiça é falha. Mas todos nós já ouvimos a expressão: “a justiça divina tarda, mas não falha”. Alguém lhe caluniou? Alguém lhe trapaceou? Alguém lhe condenou e castigou injustamente? Não se preocupe: mais cedo ou mais tarde, essa pessoa terá de acertar as contas com Deus. E, sem sombra de dúvidas, irá colher o que plantou.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Saiba a diferença entre Ascensão e Assunção


No dia 15 de agosto, a Igreja celebrou a Assunção de Nossa Senhora. Nesse dia, a Igreja em todo o mundo celebra a assunção de Maria ao céu. Mas, você sabe o que significa assunção?  A Igreja celebra a Ascensão de Jesus Cristo e a Assunção de Maria. Você sabe qual é a diferença entre assunção e ascensão?
Deu um nó, não é? Embora as palavras sejam parecidas, seus significados e suas festas são distintas.
Ascensão de Jesus Cristo celebra-se depois do Tempo Pascal, encerrando esse período de festa pela ressurreição de Cristo e marca o anúncio da chegada de Pentecostes. É uma festa móvel da Igreja. A Ascensão de Cristo significa que Jesus subiu ao céu – At 1, 1-11. O significado da festa também é o da palavra. Ascender significa subir por sua conta. Cristo vai ao céu pelo seu poder. Ninguém o leva.
Já a festa da Assunção de Nossa Senhora, marca um dia importante na vida do católico, pois celebramos um dos dogmas marianos mais importantes. Maria subiu ao céu e é santa. A Assunção de Maria significa que o magnificat, oração cantada por Maria se cumpriu – Lc 1.  Ser assunto significa que alguém o levou. Maria foi assunta ao céu. Jesus a leva. Aí está o sentido desta festa. Maria é levada ao céu pelo seu Filho e Mestre Jesus.
Então, a diferença entre assunção e ascensão é simples. Ascensão é subir ao céu por sua conta, como Cristo fez. Assunção é ser levada ao céu, como é o caso de Nossa Senhora.
Fonte: oanunciador.com

A Bíblia não fala da Assunção de Maria, dogma católico, definido como tal em 1950, que a igreja católica celebra no dia 15 de agosto. A teologia católica, diferente da protestante, não se baseia no princípio da 'sola scriptura', mas para ela conta também a Tradição, que é, em síntese, o resultado da discussão de longo período entre os personagens influentes da Igreja.
O dogma católico diz que Maria foi levada para o céu de corpo e alma, expressão da ressurreição da carne, que para todos nós acontecerá somente após a fim dos tempos, após o juízo universal.
É uma reflexão teológica presente na igreja há muito tempo, já a partir do Século IV. As igrejas ortodoxas dizem que Maria "dormiu", excluindo a sua morte. Há pouco tempo, também os anglicanos aceitaram a teologia da Assunção, embora não o consideram um dogma.
Há alguns apócrifos que falam especificamente do evento que desemboca nesse dogma: a Dormição da Santa Mãe de Deus, atribuída a São João, o Teólogo, ou o evangelista, obra do VI século; A Morte da Virgem Maria, atribuído a José de Arimatéia, mas mais recente do que o anterior.
O apócrifo a “Morte da Virgem Maria” conta que Nossa Senhora pediu ao filho para avisá-la da sua morte três dias antes. A promessa foi cumprida: o segundo ano após a Ascensão de Cristo, Maria estava orando quando o anjo do Senhor apareceu a ela. Ele estava segurando um ramo nas mãos e disse: Em três dias, será a sua assunção. Maria chamou José de Arimateia e outros discípulos do Senhor e anunciou a eles a sua morte:
"Chegando no domingo, na terceira hora, conforme o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos em uma nuvem, Cristo desceu com uma multidão de anjos e acolheu a alma de sua amada mãe. Houve um tal esplendor de luz e um perfume suave, enquanto os anjos cantavam o Cântico dos Cânticos, que o Senhor disse: ‘Como o lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as filhas’ - que todos aqueles que foram ali presentes cobriram seus rostos, como os apóstolos quando Cristo se transfigurou no Monte Tabor, na presença deles, e por toda uma hora e meia, ninguém foi capaz de se levantar. Então a luz foi embora e junto com ela foi assunta ao céu a alma da Bem-Aventurada Virgem Maria em um coro de salmos, hinos e cânticos. E enquanto a nuvem se elevava, toda a terra tremeu, e num instante todos os habitantes de Jerusalém viram claramente a morte da Santa Maria.”
Naquele momento, Satanás instigou os habitantes de Jerusalém que pegaram em armas e se dirigiram contra os apóstolos para matá-los e pegar o corpo da Virgem Maria, que queriam queimar. Mas lhes veio uma cegueira e não puderam fazer nada. Os apóstolos fugiram com o corpo da Virgem Maria, levando-o até ao vale de Josafá (próximo do Jardim das Oliveiras), onde eles  o colocaram num sepulcro: naquele momento, conta o apócrifo, uma luz do céu cobriu os apóstolos e o corpo santo de Maria foi arrebatado ao céu pelos anjos.

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Oração a Nossa Senhora da Assunção

Ó dulcíssima soberana, Rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco. Do alto desse trono em que reinas sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede a quanta tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até o fim de nossa vida! Pelos merecimentos de vossa bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu. Assim seja.
Nossa Senhora da Assunção rogai por nós!

domingo, 16 de agosto de 2015

O orgulho é a origem principal de todos os outros pecados.

Jesus, manso e humilde coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso.
O Professor Felipe Aquino nos ensina: "A soberba é o pior de todos os pecados. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”.

Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus, “manso e humilde de coração” (Mt 11,29), e também marcou a vida de Maria, “a serva do Senhor” (Lc 1, 38), José, e todos os santos da Igreja".

Nos diz ainda o sábio Professor: "A soberba é o oposto da humildade. Essa palavra vem de “humus”, aquilo que se acha na terra, pó. O humilde, é aquele que reconhece o seu “nada”, embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a sua glória, como dizia santo Ireneu, já no século II. São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, no século V, disse que: “Toda a vitória do Salvador  dominando o demônio e o mundo, foi iniciada na humildade e consumada na humildade!”

Adão e Eva, sendo criaturas, quiseram “ser como deuses” (Gen 3,5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Jesus foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso Jesus afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. Façamos como santa Teresinha que procurava o último lugar…"

Santo Agostinho escreveu: "Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio." Santa Tereza dizia: “Grande verdade é que nada de bom procede de nós, a não ser a miséria de ser nada. Quem não entende isso, anda na mentira”.



12 PENSAMENTOS DE SANTO AGOSTINHO SOBRE A HUMILDADE


1 – “Quanto mais o homem se humilha, mais Deus se acerca, descendo até ele. Posto que o homem caiu por orgulho, (Deus) recorreu à humildade para o curar”.
2 – “A inveja é filha e escrava do orgulho. Por esses dois vícios, orgulho e inveja, o demônio é o que é”.
3 – “O princípio de nossa purificação é a humilde confissão de nossos pecados. É melhor um pecador humilde que um beato orgulhoso”.
4 – “Observa a árvore. A fim de crescer para cima, primeiro cresce para baixo. Primeiro finca sua raiz na humildade da terra para depois lançar seus galhos ao alto céu”.
5 – “A humildade deve ser proporcional à grandeza. Quanto mais alto alguém se encontra, tanto mais pode ser fatal sua queda”.
6 – “Tão má é a soberba que converteu o anjo em demônio”.
7 – “Que cada um aprenda humildemente de outra pessoa o que deve aprender. E o que ensina, a outros, que comunique a seus discípulos o que recebeu, sem orgulho nem inveja”.
8 – “O homem que aspira a dominar os que por natureza lhe são semelhantes, isto é, a outros homens, é dominado por orgulho intolerável”.
9 – “Se pões tua esperança em outro homem, és falsamente humilde. Se a pões em ti mesmo, és refinadamente soberbo. Os falsamente humildes não se levantam. Os refinadamente soberbos caem”.
10 – “Eis a grande ciência do cristão: conhecer que nada é e nada pode! O reconhecimento da própria ignorância é a primeira prova de inteligência”.
11 – “Sê humilde diante de Deus para que não permita sejas tentado além das tuas forças. Aceita tua imperfeição. É o primeiro passo para alcançares tua perfeição”.
12 – “A soberba exila o homem de si mesmo; a humildade o devolve à sua intimidade. Há os que à custa de alardear a própria inteligência, só conseguem pôr em evidência a própria estupidez”.

Por Professor Felipe Aquino






Dilúvio - Arca de Noé



Objetivo:
  • Entender o significado de uma aliança;
  • Compreender que, embora a pessoa humana tenha dito não, Deus a resgata e faz aliança com ela. 

Ambiente:
  • Crucifixo, Bíblia, vela.

Recursos:
  • Uma aliança;
  • Uma vasilha com água;
  • Fotos de jornais ou revistas que ilustram as maldades realizadas pelos seres humanos. Colocá-los em destaque na sala.
  • Cartaz com fotos ou desenho do arco-íris (sinal da aliança de Deus com a Terra - Gn 9,13);
  • Tiras de cartolina com as palavras aliança, união, ternura, carinho, compromisso, fidelidade, ajuda, vida, amor;
  • Escrever uma faixa com a frase: "Eu estabeleço a minha aliança com vocês e seus descendentes" (Gn 9,9).


1. Acolhida e Oração Inicial
  • Receber a turma, dando atenção a todos. Fazer momento de animação, cantando a música nº 15.
  • Convidar cada um a acolher o imão, desejando-lhe a paz.
  • Estando todos em círculo, fazer o sinal da cruz. Observar se todos sabem fazê-lo corretamente. Ajudar, se necessário.
  • Repetir juntos, de mãos erguidas, a seguinte prece: Senhor Deus, nós nos reunimos em seu nome, pois somos seus amigos e queremos viver em sua presença. Nós pedimos que o Senhor encha nosso coração de paz  de alegria, que ilumine nossa inteligência e oriente nossa vida, para que nunca nos afastemos do seu amor. Amém!

2. Motivação 
  • Apresentar uma aliança que será passada de mão em mão para ser contemplada. Em seguida, pedir aos catequizandos que descrevam a aliança (forma, cor, consistência, espessura).       
  • Depois perguntar: Seus pais usam alguma aliança? O que ela significa? (Deixar que falem).
  • A aliança representa um compromisso de amor e fidelidade entre duas pessoas que se amam. Assim como duas pessoas se casam, se comprometem a unir suas vidas e caminhar juntas (o uso da aliança é sinal deste compromisso), Deus também fez um acordo com seu povo para caminhar com Ele. Um acordo é um compromisso entre duas pessoas, no qual cada uma deve fazer a sua parte. Deus fez muitos acordos com o seu povo, qua chamamos de alianças. 
       Em seguida, perguntar:     
         
        - Quais  são  os  sinais  de  aliança  de  fidelidade  que   encontramos   na 
          comunidade?

        - Quais são as atitudes de fidelidade que nós praticamos na família?
  • A seguir, organizar o grupo em equipes de três catequizandos e distribuir as palavras previamente elaboradas. Após breve reflexão, voltar ao grande círculo e partilhar o seu pensamento. 

3. Desenvolvendo o tema:

Vimos no encontro passado que tudo o que Deus criou é bom. Perguntar se as fotos nos jornais que estão na sala representam coisas boas ou más. Foi Deus ou o ser humano que criou essas coisas más? Certamente foi o ser humano. Logo após o relato da história da criação, o livro de Gênesis nos conta que os seres humanos que foram criados desobedeceram a Deus e um de seus filhos matou o próprio irmão. Este texto nos ensina que o mal entrou no mundo através das escolhas que o ser humano faz. Podemos escolher o bem e o mal. Quando escolhemos o mal, escolhemos o pecado.

Encontramos também no livro de Gênesis uma história que traz um grande ensinamento para o povo que fazia o mal. Esta história nos mostra que Deus quer que o ser humano escolha o bem. Vamos ver o texto da história do dilúvio e da Arca de Noé.


4. Leitura: Gn 6,5-9, 17; 7,1; 7, 17; 8; 9,12-17

Partilha:
  • Quem está falando no texto?
  • Sobre o que Deus está conversando com Noé?
  • O que o texto diz a respeito da aliança?
A aliança, como vimos, representa um compromisso de amor e fidelidade entre duas pessoas que se amam. Assim como duas pessoas se casam, se comprometem a unir suas vidas e caminhar juntas (o uso da aliança é sinal deste compromisso), Deus também fez um acordo com seu povo para caminhar com Ele. Um acordo é um compromisso entre duas pessoas, no qual cada uma deve fazer a sua parte. Deus fez muitos acordos com o seu povo, que chamamos de alianças.

Quando pensamos em aliança, temos em mente que Deus nos criou à sua imagem e semelhança, mas o pecado nos distanciou dos planos de Deus. A nossa relação com Deus sempre foi marcada pela infidelidade humana e pela fidelidade divina. Mas Deus nunca desistiu de seu povo. Ele sempre quis fazer aliança com a pessoa humana. O amor de Deus pela pessoa humana é a sua aliança fiel. A aliança é sempre sinal de comprometimento, de compromisso e de vida. Toda vez que Deus restabelece a aliança, Ele recria a vida. Em Jesus, Deus estabeleceu uma aliança eterna com o seu povo que não pode mais ser rompida. O relato da história de Noé indica um recomeço da criação; é o símbolo da vida nova que vai se realizar para sempre em Jesus.

A história do dilúvio nos mostra como a maldade dos seres humanos desagrada a Deus, por isso veio a decisão de acabar com tudo o que criou. Mas no mundo há pessoas que escolhem fazer o mal e outras que escolhem fazer o bem. No texto que vimos, Noé era um homem bom, por isso Deus o preserva, juntamente com sua família. O dilúvio não matou a Noé e sua família, pelo contrário, a partir das águas do dilúvio eles começaram uma vida nova. Deus selou então uma aliança com eles e o arco-íiris tornou-se o símbolo desta aliança.

Perguntar aos catequizandos:
  • Se há alguma atitude no mundo que eles gostariam que fosse destruída, pois acham que ela não está agradando a Deus;
  • Se há alguma atitude deles mesmos que gostariam que fosse destruída ou modificada;
  • Se nós somo capazes de achar graça diante de Deus (a importância de se praticar  o bem em casa, na escola, na comunide...);
  • Somos capazes de sermos obediente como Noé foi?
  • Somos capazes de fazer a diferença no mundo? E queremos ser essa diferença?

Oito ensinamentos que podemos colher da passagem de Noé e o dilúvio
A mensagem do relato do dilúvio (Gen 6-9) quer mostrar o seguinte:
1- Deus é santo e puro;
2- Deus é justo; não pode deixar o mal imperar;
3- Deus é clemente; convida à conversão antes de corrigir;
4- O dilúvio marca o fim de um período da história religiosa da humanidade e marca o início de uma nova era; é como se fosse o início de um novo mundo, onde Deus faz aliança com Noé, o “pai” da nova humanidade;
5- Noé é uma imagem de Cristo. Noé salvou a humanidade pelo lenho da arca, Cristo vai salvá-la pelo lenho da cruz, do dilúvio do pecado.
6- A arca de Noé é uma figura da Igreja; assim como ninguém sobreviveu fora da arca, ninguém se salva fora da Igreja. Todos os que se salvam, mesmo que não pertençam à Igreja, se salvam por meio de Cristo e da Igreja, ainda que não saibam disso;
7- As águas do dilúvio são figura do Batismo, que pela água dá vida aos fiéis e apaga os pecados;
8- o dilúvio, como nova criação, prefigura “os novos céus e a nova terra” (2Pe 3,5-7.10) que haverão no fim da história.

(Prof. Felipe Aquino)

5. Atividades
  • No final da folha.

6. Encerramento e Oração Final
  • Iniciar a oração cantando a música nº 14 do livro Deus é Amor, do Pe. Orione Silva.
  • Estando todos em círculo, convidar os catequizandos a uma atitude de silêncio, respirando pausada e profundamente. Motivá-los a se colocarem nas mãos de Deus sempre fiel  e que deseja estabelecer sua aliança conosco por meio de Jesus.
  • Agora, de mãos dadas, repetir juntos: Meu bom Deus, obrigada por sua fidelidade e seu amor. Quero sentir seu carinho e sua proteção em toda a minha vida. Quero me alegrar com a sua presença e festejar sua bondade. Quero permanecer firme junto do Senhor, pois acredito que o Senhor me ama e me dá o seu amor. Por isso, meu Deus, não quero me separar do Senhor, para que seu amor ilumine sempre a minha vida. Amém. 
  • Desejar uma boa semana e motivar para o próximo encontro.

Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro Nossa Vida com Jesus - Diocese de Joinville
  • Livro Deus é Amor, do Padre Orione Silva
  • Livro O Caminho - Diocese de Duque de Caxias



ATIVIDADES


(Frente)


(Verso)





ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO


Sem perceber, preparei duas  vezes a palavra "ternura". Mas, como nada é por acaso, deixei que ficasse, e depois fiquei meditando, de maneira especial,  sobre o seu significado: Ternura é qualidade do que é terno; meiguice; disposição para os sentimentos suaves; afeto brando e carinho. 

"Ternura é um gesto de carinho, um afago, seja em um 
suave toque, num cândido olhar, na sutileza de um entender... 
É um sorriso infantil, a doçura do bem querer, de saber amar. 
É um beijo singelo, mas cheio de calor. 
Um suspiro de prazer ao ouvir: Eu te amo!" 
Tudo de bom! 





"A tua ternura, Senhor, vem me abraçar

E a tua bondade infinita me perdoar

Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração

Eu quero sentir o calor de tuas mãos."   ♪  





































































Paz e bem!