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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Celebração da Entrega da Cruz



Nos nossos primeiros encontros de Catequese, disse aos meus catequizandos que a nossa caminhada seria como uma viagem de trem. Lembrei do meu tempo de criança, nos passeios que fazia à casa dos meus avós, em que íamos de trem. Eu sentava num banco, no cantinho, e ficava olhando pela janela, enquanto o trem corria em direção ao seu destino. Posso sentir ainda o vento em meu rosto... enquanto o deslizava sobre os trilhos. E eu via os campos, árvores, nuvens, casas, pessoas, currais, animais... e tudo ia passando rapidamente diante de meus olhos curiosos, atentos. 

Explicando a comparação que fiz, disse às crianças que estamos caminhando em direção à uma bela experiência, que eles estão se preparando para a Primeira Eucaristia... um dia muito importante para nós cristãos. E nessa viagem, veremos muitas coisas, faremos belas descobertas ... mas precisamos estar atentos para não perder nada nessa viagem rumo ao nosso objetivo.

Enquanto preparava o que dizer na celebração de ontem, pensei que podia comparar as paradas que o trem faz nas estações com as celebrações que teremos no decorrer de nossa caminhada, mas não como parada para embarque e desembarque, mas sim, como uma ocasião para celebrar junto com os familiares as etapas de nossa caminhada.

Mas no momento que deveria recordar as etapas anteriores de nossa caminhada, acabei não falando nada do que havia planejado, tal o nervosismo! rs É que tenho muito facilidade para escrever, mas muita timidez para falar em público. Sei que iniciei um discurso que durou até o coração disparar e as palavras saírem com dificuldade. Parei porque achei que todos haviam percebido que não estava à vontade. O menorzinho da minha turma me olhou rindo e disse: "Tia, você quase chorou!" rsrs Eu respondi: "Não chorei e não tive vontade de chorar não, mas fiquei bem nervosa!" rs

Apesar do "mico", fiquei muito feliz com o nosso encontro... Foram momentos abençoados! E consegui dizer às crianças e aos seus familiares, que vimos nos nossos primeiros encontros que a Catequese é um caminho para nos tornarmos amigos íntimos de Jesus. Que Jesus é o nosso grande amigo, o nosso melhor amigo. Que nas etapas anteriores, conhecemos um pouco sobre a vida de Jesus; vimos que Jesus é o Bom Pastor e que nós somos as suas ovelhas; que as ovelhas conhecem a voz do seu Pastor e que o Pastor dá a vida pelas suas ovelhas, como Ele mesmo nos disse. Disse e provou a grandiosidade do seu amor por nós.

Gostaria de ter falado muito mais, mas como disse, não tenho muita facilidade para expor oralmente o que penso. rs

Não seria possível chegar aqui sem as bênçãos do Senhor… Essa força misteriosa e sublime que nos move, que nos levanta quando o desânimo se faz presente, que nos acolhe quando o medo e a solidão nos fazem chorar, e nos impulsiona quando, erroneamente, deduzimos não poder mais… Tudo é prova da presença de Deus.
Hoje, ao olharmos para trás, percebemos o quanto fomos amparados por Ti. Reconhecemos nossa fragilidade e nossa pequenez. Sabemos que estás sempre ao nosso lado, sussurrando ao nosso coração aflito: “Vai! Continua! Eu estou contigo”. Seguros disto, nos propomos a buscar mais a cada dia, sem abrir mão do Teu colo de amor e cumplicidade… Continua, Pai, abençoando o nosso caminho, pois a única certeza que temos na vida é do quanto precisamos de Ti… Tudo o que o nosso coração anseia dizer-Te, neste grandioso momento, se resume em poucas, mas sinceras palavras: OBRIGADA, por mais essa etapa de nossa caminhada!!!




ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO:



"Caminhante na fé de Jesus Cristo, receba esta cruz, sinal do amor de Jesus que nos amou até o fim. Sinal de santificação, de pertença, de compromisso assumido com Jesus."












































































































































































































































































































 "No peito eu levo uma cruz
No meu coração o que disse Jesus!
No peito eu levo uma cruz
No meu coração o que disse Jesus!"




Celebração de Adesão a Jesus Cristo



No dia 06 de maio, nos reunimos na igreja para a Celebração de Adesão a Jesus Cristo. Essa foi a primeira celebração realizada com a nossa nova turminha de Catequese. 

No encontro que antecedeu a data marcada para a celebração, entreguei a cada criança um cartãozinho convidando os pais e/ou responsáveis para participar desse momento tão importante para todos nós.



Todas as crianças estavam presentes na Celebração, bem como seus familiares e alguns amigos que quiseram convidar. 

Foi uma noite abençoada!



Quando celebrar:

O rito deve ser celebrado quando as crianças não batizadas e as demais tenham acolhido o “anúncio do Deus vivo” e possuam “a fé inicial no Cristo Salvador (...) e haja um início de conversão, de fé e de senso eclesial ...”. A celebração marca a conclusão do tempo de evangelização e o começo do tempo de catequese.


Quem preside:

De preferência o padre  que pastoreia a comunidade; ou mesmo um diácono que acompanhe de forma estável a comunidade. Na impossibilidade de um ministro ordenado, poderia presidir um(a) ministro(a) da comunidade, ou até mesmo a coordenadora da catequese. Neste caso, há necessidade que se preparem para esse ministério específico.


Quem proclama as leituras:

Por causa de sua importância espiritual e para facilitar a participação efetiva das crianças nessas celebrações, e considerando a presença de familiares e amigos, poderíamos deixar as leituras e salmos por conta de adultos membros da comunidade (e não apenas visitantes).


Quem convidar:

Pais ou responsáveis e, seu houver, introdutores, familiares, adultos, amigos. Celebre-se este rito sobretudo diante de uma assembléia pequena, embora ativa, a fim de não perturbar as crianças com a afluência de povo.


Onde celebrar:

“Faça-se a celebração na igreja ou em local que possa proporcionar a eles, de acordo com sua idade e entendimento, uma experiência profunda de recepção. Realize-se a primeira parte ou o rito de introdução à entrada da igreja ou de outro lugar; a segunda parte ou a liturgia da Palavra, na própria igreja ou no local escolhido”.


Preparação das crianças:

Em um encontro catequético prévio, as crianças e adolescentes tomarão conhecimento do que vai acontecer na celebração, a saber: o diálogo sobre o tornar-se cristão e o caminho da catequese, a assinalação da fronte dos sentidos, o ingresso na igreja, a recepção do Livro da Palavra de Deus. De forma alguma deve ser feito “ensaio” das falas e dos gestos. Depois da celebração sim, no próprio dia e no encontro seguinte haverá uma conversa sobre o sentido dos ritos.


Conversa com os pais ou responsáveis:

Além da conversa que os catequistas devem ter tido com os pais ou responsáveis, na iniciação das crianças e adolescentes, seria bom que também o padre tivesse um encontro com cada família em particular, ao menos com aqueles cujas crianças e adolescentes desejam ser batizadas. Nessa conversa serão sondados os motivos de não terem sido batizados na infância e se a família os autoriza a prosseguirem com esse objetivo. Caso o padre não tenha condições de atender a todos, poderá delegar essa tarefa a um diácono ou ao próprio catequista.


Possíveis introdutores:

A conversa do padre com as famílias visa igualmente verificar se os responsáveis estão dispostos a acompanhar as crianças e adolescentes no caminho da fé; caso contrário, será pedido que suas crianças e adolescentes recebam da Igreja introdutores. Também aquelas famílias de crianças batizadas que os catequistas perceberem poucas condições de acompanhamento na fé deverão ter um encontro com o padre com as mesmas finalidades.


Fonte:

  • Livro O Caminho, da Diocese de Duque de Caxias





FOTOS DE ALGUNS MOMENTOS DO NOSSO ENCONTRO
  





























































































Deus abençoe a todos!