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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Maria, Sacrário Vivo




Maria,  a mulher eucarística

O mês de maio é um dos meses mais bonitos do ano. Ele está longe do barulho do carnaval, está distante da agitação do fim do ano, tem a leveza e a ternura das noivas; está envolto nos mistério da palavra mãe pronunciada com delicadeza e doçura pelos filhos; rememora Maria, a mãe de Jesus; e tem um toque eucarístico que nos leva a adorarmos o divino redentor.
Maria é a mãe de Jesus. Geneticamente a carne de Jesus é toda proveniente de Maria uma vez que na concepção do Filho de Deus não houve a participação de José. Por isso na Eucaristia encontramos Maria.
Jesus instituiu a Eucaristia que é seu corpo e sangue dados para a vida do mundo. Esse corpo e sangue santos foram gerados em Maria por ação de Deus. Não há como entrar em comunhão com Jesus sem viver a ternura de Maria que o gerou, o acompanhou nos seus dias terrenos e esteve presente no início da Igreja sendo presença de Mãe que muito acreditou na obra de seu Filho.
A Eucaristia é o pão da unidade. Vivemos em um momento histórico em que há muitas divisões na humanidade, na sociedade, nas religiões, nas famílias, nos relacionamentos humanos e na vida pessoal de cada um. Maria sempre foi sinal de uma unidade profunda e corajosa. Unida ao mistério Divino ela disse sim se abrindo para que a vontade de Deus se cumprisse colaborando, desta forma, para a restauração da unidade que foi rompida pelos velhos pais da humanidade. Unida aos necessitados ela escalou montanhas para socorrer sua prima Isabel. Unida as famílias esteve em Caná da Galileia e pediu aos discípulos de Jesus para fazerem tudo o que Ele dissesse sabendo que o Vinho melhor seria encontrado. No calvário quando a Palavra estava se tornando muda ali estava ela certamente não com os sentimentos humanos de perda, ou desespero, mas de fé confiante na Redenção que seu Filho estava realizando. Ela tinha confiança de que haveria uma vitória triunfal. Unida aos apóstolos no Cenáculo foi sinal de esperança para os enlutados. Maria gloriosa é sinal de que tudo é efêmero e a vida se ilumina com os raios da presença de seu Filho Ressuscitado.
Maria enquanto acompanhava a vida de Jesus e dos apóstolos vivia uma Eucaristia antecipada. Ela se doava, rezava e muitas vezes como hóstia silenciosa, sem emitir nenhuma palavra deixava que pedaços de si fossem arrancados para nutrir o mundo.
Cada sofrimento vivido por seu Filho era um pedaço arrancado daquela materna hóstia antecipada que se fazia oblação ao Pai. Sabemos que para viver a Eucaristia é preciso muita fé, amor e contemplação. Essas realidades não faltaram na vida de Maria que viveu antecipadamente o mistério da Eucaristia e por isso a chamamos de mulher eucarística.
Por Dom Messias dos Reis Silveira – Bispo de Uruaçu (GO)
Fonte: Blog Sou Catequista

A Igreja que agrada a Deus




PAPA: QUE O ESPÍRITO DE GUERRA NÃO SE INSINUE ENTRE OS CRISTÃOS

As suas chagas são o preço que Jesus pagou para que a Igreja fosse unida para sempre a Ele e a Deus. Os cristãos de hoje são chamados a pedir a graça da unidade e a lutar para que entre eles não se insinue o “espírito de divisão, de guerra e de ciúmes”. Esta foi em síntese a reflexão do Papa Francisco na Missa celebrada esta manhã, na Capela da Casa Santa Marta.
“A grande oração de Jesus”: que a Igreja seja unida, que os cristãos “sejam uma só coisa”, como Jesus é com o Pai. E junto, “a grande tentação”: não ceder ao outro “pai”, o da “mentira” e da “divisão”. O Papa Francisco mergulha no ambiente do Cenáculo e na densidade das palavras que Cristo pronuncia e confia aos Apóstolos antes de entregar-se à Paixão.

O preço da unidade
É consolador, observou Francisco, ouvir Jesus dizer ao Pai que não quer rezar somente pelos seus discípulos, mas também por aqueles que acreditarão n'Ele “mediante a sua palavra”. Uma frase ouvida tantas vezes, para a qual o Pontífice pediu uma atenção suplementar:
“Talvez nós não sejamos suficientemente atentos a essas palavras: Jesus rezou por mim! Isso é propriamente fonte de confiança: Ele reza por mim, rezou por mim... Eu imagino – mas é uma figura – como está Jesus diante do Pai, no Céu. É assim: reza por nós, reza por mim. E o que vê o Pai? As chagas, o preço. O preço que pagou por nós. Jesus rezou por mim com as suas chagas, com o seu coração ferido e continuará a fazê-lo.

As faces da divisão

Jesus reza “pela unidade do seu povo, pela Igreja”. Mas Jesus “sabe - afirma Francisco - que o espírito do mundo” é “um espírito de divisão, de guerra, de invejas, ciúmes, também nas famílias, nas famílias religiosas, também nas dioceses, também na Igreja toda: é a grande tentação”. E isso leva, disse, a fofocas, a etiquetar a rotular as pessoas. Todas atitudes, indica o Papa, que esta oração pede para banir:
“Devemos ser um, uma só coisa, como Jesus e o Pai são uma só coisa. Este é precisamente o desafio de todos nós cristãos: não dar lugar à divisão entre nós, não deixar que o espírito da divisão, o pai da mentira entre em nós. Procurar sempre a unidade. Cada um é como é, mas procura viver em unidade. Jesus perdoou você? Perdoa todos. Jesus reza para que nós sejamos um, uma só coisa. E a Igreja tem grande necessidade desta oração de unidade”.

Unidade é graça não “cola”
Não existe, brinca Francisco, uma igreja mantida unida pela “cola”, porque a unidade que pede Jesus “é uma graça de Deus” e “uma luta” sobre a terra. “Devemos dar espaço ao Espírito - conclui Francisco – para que nos transforme, como o Pai está no Filho, em uma só coisa”:
“E outro conselho que Jesus deu nestes dias de despedida é permanecer n’Ele: ‘Permanecei em mim’ '. Ele pede esta graça, que todos nós permaneçamos n'Ele. E aqui nos indica por que, e diz claramente: ‘Pai, eu quero que aqueles que me destes, também eles estejam comigo onde eu estou’. Isto é, que eles permaneçam lá, comigo. O permanecer em Jesus, neste mundo, termina no permanecer com Ele “para que contemplem a minha glória’”.


Fonte: Rádio Vaticano







quarta-feira, 20 de maio de 2015

Deixe que o Espírito Santo o(a) conduza!


“O nosso chamado hoje é para sermos homens e mulheres de oração, que se deixam conduzir pelo Espírito Santo”. (Monsenhor Jonas Abib)

Deus derrama hoje o seu Espírito Santo, com a mesma força que outrora derramou no início da Igreja. Faz isso para curar, converter, arrancar o nosso povo do pecado e dos vícios; arrancar os nossos jovens das drogas e da prostituição. Deus já providenciou o remédio: a efusão do Espírito Santo, os dons do Espírito Santo. O dom da parrésia (o anúncio com destemor)!

O nosso chamado hoje é para sermos homens e mulheres de oração, que se deixam conduzir pelo Espírito Santo, tornando-se uma brasa viva do amor de Deus. Faça da sua vida uma oração e a cada dia você poderá testemunhar as maravilhas que o Senhor opera em sua vida.


Não queiramos entender os mistérios de Deus com a nossa inteligência. É preciso compreender com o coração, abrindo-nos à ação do Espírito Santo.


Ao ficarmos impregnados do Espírito Santo, levamos às pessoas o poder, a autoridade, a cura, o consolo, a palavra, a sabedoria e a ciência que vem do Espírito Santo. É o Espírito Santo que age por meio de nós.


O trabalho apostólico de orar, levar cura, libertação, consolo às pessoas, para arrancá-las do pecado, dos vícios das garras do maligno, exige de nós doação. E muitas vezes isso nos torna áridos. O próprio contato com o mundo nos torna áridos.


Por isso devemos pedir diariamente a graça da efusão do Espírito Santo, pois precisamos continuamente ser batizados no Espírito Santo.


Quando nos sentimos áridos, temos de nos erguer lá do fundo de nós mesmos, buscar os sacramentos, a intercessão de Maria, participar de encontros, aprofundamentos, grupos de oração, fazer o estudo da Palavra  e clamar: Vem, Espírito Santo!



Monsenhor Jonas Abib - Comunidade Canção Nova






Eu tenho um nome



Objetivos:
  • Conhecer o(a) catequizando(a);
  •  Mostrar que Deus o(a) conhece e o(a) ama.

Ambiente:
  •   Altar com toalha branca
  •   Bíblia;
  •   Imagem de Nossa Senhora
  •   Flores 

Recursos:
  • Crachás em formato de coração, feitos em papel cartolina. No verso do crachá, escrever a seguinte frase: “Eu tenho um nome. Sou feliz. Deus me conhece. Deus me chama pelo nome.”
  • Cartõezinhos com mensagem de boas-vindas.
  • Trazer bombons, pirulitos, ou balas, para distribuir no final do encontro.

1. Acolhida e Oração Inicial 
  • Receber as crianças com entusiasmo. Colocar crachás, se necessário. Os crachás devem  ser usados até que todos se conheçam pelo nome.
  • Cantar a música nº 1 (versão 2), do CD do Livro do Padre Orione Silva, fazendo a seguinte brincadeira: Organizar a turma em uma roda.  Ir cantando  e batendo palmas. Na segunda estrofe, cada criança será chamada pelo nome e entrará para o meio da roda, formando-se assim, aos poucos, uma roda dentro da outra. A roda de fora vai diminuindo e de dentro vai crescendo. O último a entrar na deve ser o catequista. Ao terminar a brincadeira, explicar que todos unidos passam a formar a turma de Jesus, que deve seguir unida nos encontros da catequese.
  • Criar clima de silêncio para conversar com Deus.
  • Convidar a turma para erguer as mãos  e repetir: Estamos hoje reunidos, ó Senhor, começando os nossos encontros de catequese. Queremos aprender todas as coisas bonitas que o Senhor tem para nos ensinar. Pedimos que o Senhor nos abençoe, no começo desse encontro, para que o nosso coração esteja sempre pronto para acolher a sua palavra e nós possamos formar uma turma muito unida e animada. Amém.

2. Desenvolvendo o tema:
  • Terminada a oração, perguntar quem sabe o que significa o seu nome. Quem o escolheu? Por que o escolheu?
  • Falar do significado  de alguns nomes na Bíblia. Explicar porque o nosso nome é importante.
  • Todos temos um nome. Gostamos quando os outros sabem o nosso nome e não o esquecem.  Há alguém que conhece o nome de cada um de nós: Deus. Ele já conhecia o nosso nome antes de nascermos. A Bíblia mostra que todas as vezes que Deus quer se comunicar com alguém, o chama pelo nome.

3. História:
  • Narrar para os catequizandos o chamado de Samuel (1Sm1, 1-27; 2, 1-10; 3,1-21).
  • Propomos um resumo do texto bíblico para o melhor entendimento dos catequizandos.
  •  Sugere-se usar figuras ou fantoches para narrar a história.
    Era uma vez uma mulher chamada Ana, casada com Elcana. Ela não tinha filhos e estava triste porque seus vizinhos, às vezes, diziam que Deus não a tinha abençoado. Ana rezava e pedia a Deus a graça de ter filhos. Fez até uma promessa de consagrar a Deus seu primeiro filho. Deus atendeu o pedido de Ana e, meses depois nasceu um menino a quem chamou de Samuel. Quando o menino já estava mais crescido Ana foi ao templo cumprir sua promessa e disse ao sacerdote Heli: “Ouve, meu Senhor, Deus ouviu as minhas orações e hoje venho consagrar o meu primeiro filho ao serviço de Deus, para que sirva a Deus durante toda a sua vida.” E deixou o menino no templo.
    Samuel cresceu, servindo no templo, com o sacerdote Heli. Ele fazia alguns trabalhos e aprendia a história de seu povo e de seu Deus. Um dia, enquanto Samuel dormia, ele escutou um chamado: “Samuel, Samuel”. Ele pensou que era Heli que o chamava e correu logo a falar com ele: “O senhor me chamou, Heli? -  Não, meu filho, não o chamei, vai deitar-se de novo!
    ”Samuel voltou para sua cama e logo depois tornou a ouvir: “Samuel! Samuel!” Levantou-se depressa e foi ao quarto de Heli que lhe disse: “Não fui eu, filho. Pode dormir sossegado”.
    Samuel voltou a deitar-se e pela terceira vez ouviu o mesmo chamado. E de novo foi ao quarto de Heli. Ele lhe explicou que esse chamado poderia ser de Deus, e por isso deveria voltar a se deitar e, se ouvisse o chamado novamente, deveria responder para Deus: “Fale, Senhor, que o seu filho está escutando”.
    Pouco depois que Samuel voltou a deitar-se, veio o chamado. Então Samuel se pôs de joelhos sobre a cama e muito concentrado respondeu: “Fale Senhor, que o seu filho está escutando!” E Deus revelou a Samuel muitas coisas importantes para o seu povo e lhe pediu para ajudar o povo a ser bom e corrigir os seus erros.
    Samuel crescia e o Senhor Deus estava com ele e era seu amigo.

    Partilha:
    • Como se chamava a mulher da história? E como era o nome de seu esposo?
    •  Por que ela estava triste?
    • O que Ana, ao rezar, pedia a Deus?
    • Qual foi a promessa que Ana fez a Deus?
    •  Deus atendeu ao pedido de Ana?
    • Que nome foi dado ao filho de Ana?
    • Como era o nome do sacerdote?
    • O que fez Ana quando menino já estava meio crescido?
    • O que ela disse ao sacerdote Heli? E o que fez a seguir?
    • Samuel cresceu, servindo no templo, com o sacerdote Heli. O que exatamente ele fazia?
    • O que aconteceu, um dia, enquanto Samuel dormia?    O que Samuel pensou? O que ele fez? O que Heli lhe respondeu?
    • O que aconteceu quando Samuel voltou para sua cama? O que novamente ele fez? O que mais uma vez Heli lhe respondeu?
    •  Samuel voltou a deitar-se e pela terceira vez ouviu o mesmo chamado. O que ele fez? E dessa vez, o que Heli lhe explicou? 
    • Pouco depois, Samuel voltou a deitar-se, e de novo, ouviu o chamado. O que ele fez desta vez?
    • Depois da resposta de Samuel, o que aconteceu?
    Vimos que Deus conhece a todos pelo nome, como Samuel na Bíblia. Há outras passagens que nos mostram isso. Vejamos uma delas:


    4. Leitura: Is 43, 1-4

    “Não tenhas medo: Chamei-te pelo nome, és meu. Tu és precioso para mim e eu te amo.”

    Mensagem:

    Somos todos filhos de Deus. Ele conhece cada um de nós para estarmos aqui reunidos na Catequese.

    Pedir aos catequizandos que leiam juntos a frase que está no verso de seus crachás.

    5. Atividades:
    • No final da folha.

    6. Oração Final e Encerramento:

    Catequista:  
    Senhor Deus, Tu chamaste a cada um de nós para    estarmos reunidos na Catequese e, como Samuel, quero responder:

    Todos:       Eis-me aqui, Senhor!

    Criança 1:  Para te conhecer melhor.

    Todos:       Eis-me aqui, Senhor!

    Criança 2:  Para ouvir Tua Palavra. 

    Todos:       Eis-me aqui, Senhor!

    Criança 3:  Para cumprir Tua Palavra.

    Todos:       Eis-me aqui, Senhor!

    Catequista: Abençoe-nos, Senhor, hoje e sempre.


    • Encerrar cantando o refrão da música "Eis-me aqui, Senhor!"


    SIGNIFICADOS DE ALGUNS 

    NOMES DA BÍBLIA:


    ABRAÃO – Pai de uma multidão      
    ANA – Graça
    ELI – Deus
    EMANUEL – Deus conosco
    GABRIEL – Mensageiro de Deus
    ISABEL – Deus é perfeição
    JESUS – Salvador
    JUDITE – Judia
    MARIA – Senhora
    MIGUEL – Quem como Deus?
    MOISÉS – Salvo das águas
    PEDRO – Pedra
    PRISCILA – Princesa
    RAFAEL – Deus cura





    ATIVIDADES



    Colorir os desenhos abaixo:






















    Complete agora seus dados pessoais:


    Meu nome é ____________________________________________


    Tenho __________ anos de idade.

    O nome do meu pai é _____________________________________

    O nome da minha mãe é ___________________________________

    Meus irmãos têm nome: ___________________________________

    _______________________________________________________

    _______________________________________________________

    Coisas que gosto de fazer: 

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    Você quer saber por que tem esse nome? Vamos tentar descobrir?
    Entreviste alguém de sua casa para saber por que escolheram esse nome para você e se sabem o que ele significa.




    Anote aqui a sua entrevista:


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    terça-feira, 19 de maio de 2015

    Como falar da Santíssima Trindade com os pequeninos



    Lembro de um dia, quando iniciei como catequista (ainda na pré-catequese), descendo a escada com as crianças em direção à nossa salinha, ao encontrar com o padre de nossa Paróquia, olhei para ele e disse: - Hoje, padre, vou falar com os pequeninos sobre o Mistério da Santíssima Trindade. Estou insegura... Como falar de um assunto que nem mesmo eu consigo entender? Ele me olhou muito tranquilo, sorriu e nem precisou responder, pois eu sabia o que ele estava pensando. Ele tinha certeza que eu sabia o que dizer... rs Pedi socorro ao Espírito Santo e Ele veio em meu auxílio...  e foi maravilhoso o nosso encontro! Tudo deu muito certo! As crianças sempre me surpreendem pela facilidade que têm de entender as coisas de Deus...  Para elas tudo é muito simples! rs

    Não disse exatamente com as palavras abaixo, porque eram muito pequeninos para entender, mas nós, catequistas, precisamos estudar para passar para as crianças os ensinamentos. Tenho aqui no meu blog, em outra página, como foi o encontro.

    "Antes de tudo é preciso explicar que a palavra mistério não quer dizer algo que seja impossível de existir ou de acontecer; mistério é apenas algo que a nossa inteligência não compreende", conforme nos ensina o Professor Felipe Aquino. 

    Continua ele: "Se você, por exemplo, não é físico, a teoria da relatividade de Einstein é um mistério para você, mas não para os físicos. Se você não é biólogo, a complexidade da célula, dos cromossomos e dos gens pode ser um mistério, mas não é para aquele que estudou tudo isso. 

    Ora, Deus é um Mistério para todos nós, porque a Sua grandeza infinita não cabe na nossa inteligência limitada de criatura. Se entendesse Deus, este  não seria o verdadeiro Deus. O Criador não pode ser plenamente entendido pela criatura; isto é lógico, é normal e é correto. Depois de tentar de muitos modos desvendar o Mistério da Santíssima Trindade, Santo Agostinho abdicou: "Deus não é para ser compreendido, mas para ser adorado!"

    As três pessoas da Santíssima Trindade é um só Deus em Três Pessoas distintas. O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Possuem a mesma natureza divina, a mesma grandeza, bondade e santidade. Apesar disso, através da história, a Igreja tem observado que certas atividades são mais apropriadas a uma pessoa que a outra. 

    A Criação do mundo é mais apropriada ao Pai, a redenção ao Filho e a Santificação, ao Espírito Santo. Nenhuma das Três pessoas Trinitárias exerce mais ou menos poder sobre as outras. Cada uma delas tem toda a divindade, todo poder e toda a sabedoria. E justamente, nesta breve dissertação, constatamos a profundidade do mistério da Santíssima Trindade, ante a complexidade em assimilar a magnitude de Três pessoas distintas formando um só Deus. Trata-se, portanto, de um grande mistério, central da fé cristã. As Escrituras são claras a respeito da Santíssima Tindade, desde o antigo, até o novo Testamento. 

    A festa da Santíssima Trindade é um dos dias mais importantes do ano litúrgico. Nós, como cristãos a celebramos convictos pelos ensinamentos da Igreja, que possui a plenitude das verdades reveladas por Cristo. É dogma de fé estabelecido, a essência de um só Deus em Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. É um mistério de difícil interpretação, impossível, de ser assimilado pelas limitações humanas.

    Transcrevo abaixo, um texto do livro Mistério da Trindade, do Pafre Alfeu Piso, que encontrei na internet.


    "O Mistério: a fonte e o horizonte

    Para nós cristãos, falar de Deus é falar do mistério de Deus, que se apresenta como Mistério da Santíssima Trindade. O mistério de Deus Uno e Trino. E aí surge o termo mistério. Termo que pode inicialmente inibir a vontade de pensar e de falar, se não for bem entendido. Na linguagem de cada dia, usa-se o termo mistério, para dizer que uma coisa é complicada, de difícil acesso e de difícil compreensão. “Isso é um mistério – fulano é um mistério”. E daí, para se chegar à conclusão que é perda de tempo refletir sobre o mistério de Deus, é um passo.

    Quando falamos de Deus como mistério, estamos falando de uma realidade inacessível aos recursos humanos, inesgotável. Uma realidade a quem ninguém jamais viu: “Ninguém jamais viu a Deus” (Jo 1,18). Mas estamos falando também de uma realidade que se revelou, isto é, que se deu a conhecer e se autocomunicou no amor: “O Filho único que está no seio do Pai, foi quem o revelou” (Jo 1,18). Portanto, uma realidade infinita que, gratuitamente, por amor, veio até nós.


    O mistério é semelhante a uma fonte

    O mistério de Deus é semelhante a uma fonte de água. O mistério se derrama, se revela e se doa. Dele todos podem beber e se saciar, mas ninguém pode esgotar o mistério, pelo fato de todos se aproximarem da fonte, todos beberem e todos se saciarem, mas ninguém pode esgotar a fonte nem beber a fonte, mas beber da fonte e na fonte. Esta permanece a mesma.


    O mistério é semelhante ao horizonte

    O mistério de Deus é também semelhante ao horizonte. O horizonte é lá onde parece que o céu a terra se encontram. Você pode ir até onde o horizonte aparece para você. Pode ir até aquele ponto em que parece que se encontram o céu a terra. Mas quando você pisa naquele ponto de referência do horizonte, ele já está à sua frente, talvez ainda maior. E você se senta e contempla alegre, descansando para mais uma caminhada.

    É preciso beber da fonte e buscar o horizonte

    É preciso aproximar-se para beber, mesmo sabendo que não se pode esgotar a fonte. É preciso aceitar o desafio do horizonte, para se poder andar. Só se vai para frente, tendo o horizonte sempre à frente. Não se perdeu, por não esgotar a fonte, mas se saciou. Não se perdeu, por não tocar o horizonte, mas se andou. Deixou-se o topus, ou seja, o lugar fixo, e se foi para a utopia, ou seja, para o lugar a ser conquistado, sempre aberto, sempre maior.


    O mistério da Trindade fonte inesgotável

    O mistério da Trindade é a fonte inesgotável na qual todos podem-se saciar. É o horizonte aonde todos chegam, mas está sempre à frente. Mistério que se revela e se doa, mas permanece mistério, sempre maior do que tudo o que se pode imaginar e pensar. E isso, sobretudo, quando estamos falando, não simplesmente de Deus, mas do Deus da fé cristã, do Deus revelado em Jesus Cristo e por Jesus Cristo, ou seja, o Deus uno e trino."


    Esse texto eu copiei do blog Catequistas em Formação, postado pela Catequista Angela Rocha. Uma maneira bem legal pra falar com as crinças sobre a Santíssima Trindade.


    A SANTÍSSIMA TRINDADE E A ÁGUA EM SUAS DIFERENTES FORMAS


    É normal que a gente se questione sobre o grande mistério que é a Santíssima Trindade. São muitas as questões que nos surgem e para as quais não encontramos respostas. Imagine então como é explicar para as crianças algo que nem nós entendemos direito...

    Entretanto, existe algo que entendemos, não o mistério no seu todo, porque assim deixaria de ser mistério, mas entendemos a ligação das três Pessoas, que é o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo. 

    Agora como explicar isto aos nossos catequizandos?

    Primeiro vamos lembrar uma história sobre Santo Agostinho, que se debateu muito sobre este mistério, que é a seguinte:Certo dia Santo Agostinho estava caminhando pela praia. Nessa caminhada fazia a sua meditação e procurava entender o mistério da Santíssima Trindade.

    Foi quando se deparou com uma criança brincando na areia. Ao observá-la melhor, se dá conta que aquela criança tinha feito um buraco na areia. O mais intrigante de tudo é que a criança caminhava para a água, enchia as suas pequeninas mãozinhas e em seguida dirigia-se para o tal buraco e lá colocava a pouca água que conseguia segurar.Santo Agostinho aproxima-se e pergunta:

    - O que você está fazendo?

    - Estou colocando a água do mar neste buraco que fiz - responde a criança.

    - Mas isso é impossível! - diz Santo Agostinho.

    E a criança responde prontamente:

    - É mais fácil eu colocar a água do mar neste buraco do que você entender o mistério da Santíssima Trindade. 

    - E o pequeno anjo desapareceu...

    Ao lermos esta história ficamos com a ideia do mistério envolvente. É de fato um mistério muito grandioso, mas podemos simplificar... 

    Quando nós, cristãos, falamos sobre a Trindade estamos afirmando que o Deus que encontramos através da Revelação é um Deus único, mas ao mesmo tempo Trino. Ou podemos dizer de uma outra forma: há um só Deus em três pessoas que é o Pai, Filho e Espírito Santo. Há uma só natureza, mas existem três pessoas.

    A essas três Pessoas são identificadas ações próprias, mas é necessário lembrar que quando uma das três Pessoas age, Deus está agindo por inteiro. Assim chamamos o Deus Pai de Criador, o Deus Filho de Redentor e o Deus Espírito Santo de Santificador.

    Existe ainda uma comparação simples que se pode fazer, numa linguagem mais comum, que nos ajuda a entender melhor.

    Nessa explicação vamos comparar a Santíssima Trindade à água: 

    Quando a água está no estado liquido, no estado sólido (gelo) e no estado gasoso (vapor), ela está em estados diferentes? Sim. Mas ela deixou de ser água? Não.

    Assim também é a Trindade. Deus Pai está longe das nossas mãos, não podemos abraçá-Lo; Jesus é o Verbo do Pai que se encarnou, é sólido, humano como nós; e o Espírito Santo é a brisa suave, produto do amor do Pai e do Filho.

    Viram que coisa simples e bonita?

    E dá para usar água benta no encontro...
    E dá para usar picolés...
    E dá para ferver água... Ops! Essa parte, sei não... rsrs
    Fica pela criatividade de vocês.