...

...
...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Reunidos em Nome de Jesus



Foi muito legal o nosso encontro de hoje! Com uma música bem animada, os pequeninos foram acolhidos com muita alegria. A seguir, cada um recebeu um crachazinho, para que todos soubessem o nome dos coleguinhas, promovendo assim, o entrosamento e o conhecimento mútuo. Após a oração, conversamos sobre "quem somos". Depois refletimos sobre o nosso desejo e a importância de conhecer melhor Jesus, fazer amizade com Ele, entrar no seu caminho e aceitar a Sua proposta de vida. Entendemos que Ele é o melhor amigo que se pode ter  e que pela Catequese vamos conhecê-lo mais profundamente, aprender a falar com Ele pela oração, ouvir seus ensinamentos e saber tudo o que Ele fez. 
Contei-lhes a passagem em que Jesus chamou para perto todas as criancinhas que os discípulos queriam impedir que chegassem até Ele.
Expliquei-lhes que foi Jesus quem chamou cada um, por intermédio das pessoas que fizeram o convite para participar da catequese, pois Ele sempre dedicou um amor muito grande pelas crianças. 
Num coração grande, representando o coração de Jesus, que é cheio de amor e acolhe com carinho todas as crianças, os pequeninos, colaram desenhos que fizeram de si mesmos, após explicar-lhes que esse gesto significa que cada um deseja permanecer no coração de Jesus. 

No encontro de hoje, comecei a falar com as crianças sobre o tempo que estamos vivendo (Quaresma) e sobre a Campanha da Fraternidade.
Fizemos uma oração de agradecimento e pedimos a Jesus que acolha e abençoe cada um de nós para que estejamos sempre juntos dele e nos alegremos em ser seus amigos. A seguir, após observar a imagem de uma criança no colo de Jesus, fecharam os olhinhos e ficaram se imaginando sendo abraçadas por Ele.
Depois chamei cada um pelo nome e, com a mão sobre a cabeça de cada criança, abençoei-as dizendo: "Que o Pai do Céu te abençoe! Que Jesus te acompanhe. E que o Espírito Santo te guie até o nosso próximo encontro!"

Foi uma manhã maravilhosa! Obrigada, Senhor!

Abaixo, o roteiro do encontro:


Objetivos:
  • Estabelecer vínculos de amizade, confiança e bem-querer com os catequizandos, em clima de alegria e festa.
  • Descobrir que Jesus ama todas as crianças.
  • Compreender que Jesus deseja que todos  tenham  o  coração  puro  como o  coração das crianças.

Ambiente:  
  • Imagem da Padroeira, Bíblia, vela, flores.

Recursos:  
  • Crachás com os nomes dos catequizandos;
  • Um coração grande de cartolina e desenhos de um menino e uma menina.

(Crachás)
1. Acolhida
  • Acolher a turma com simpatia. Cantar música animada. Neste encontro vamos dar mais atenção ao conhecimento dos catequizando, promovendo o entrosamento e o conhecimento mútuo. O catequista com a lista dos nomes dos catequizandos e uma qualidade com a inicial de cada nome, recebe os catequizandos em clima festivo. Colocar o crachá nos catequizandos, abraçar e dar boas-vindas. Desliga-se a música e todos se colocam em círculo.
  • Silenciar a turma, criando clima de oração. Fazer o sinal-da-cruz.
  • Rezar o Pai-Nosso, a Ave Maria e o Santo Anjo.

2. Motivação

Quem somos?

  • Começando pelo catequista, cada um diz o próprio nome. Após o catequizando pronunciar o seu nome, o catequista acrescenta uma qualidade correspondente à inicial do nome. (Ex.: David – dedicado; Rafaela – risonha; Maria – meiga), seguindo a lista previamente preparada. Em seguida, ao som da música, todos andam pela sala em duplas; um diz ao outro o nome, dá um aperto de mão e lhe deseja boas-vindas. Cada vez que a música parar, trocar de par. Em seguida,  o catequista chama cada um pelo nome e os catequizandos voltam aos seus lugares.
  • Falar espontaneamente da alegria em recebê-los e conhecê-los. Deixar claro que o mais importante é conhecer melhor Jesus, fazer amizade com Ele, entrar no seu caminho e aceitar a sua proposta de vida. Ele é o melhor amigo que se pode ter! Pela Catequese vamos conhecê-lo mais profundamente, aprender a falar com Ele pela oração, ouvir seus ensinamentos e saber de tudo o que Ele fez. Foi Jesus quem chamou cada um, por intermédio  das pessoas que fizeram o convite para participar da Catequese. Jesus sempre dedicou um amor grande para com as crianças. Hoje, ele mostra um carinho especial pelos catequizandos presentes neste encontro.

a) Perguntar:

- Você tem amigos de verdade?
- O que é ser amigo de verdade?
- Quem convidou você para participar da catequese?
- Qual é a relação dessas pessoas que convidaram você, com Jesus?
- Sendo pessoas amigas de Jesus, será que elas gostariam que também você fosse amigo d’Ele?

b) Comparar a Catequese como fazer um novo amigo. Começar com uma pergunta: "Como nasce uma amizade entre duas pessoas que não se conhecem?"

c) A Catequese é um caminho para nos tornarmos amigos íntimos de Jesus. Cada um teve uma motivação para estar aqui, mas o principal foi acolher o chamado de Jesus com a resposta que cada um deu.
  • E nós, amamos nossos colegas da comunidade, da escola, da nossa rua? Procuramos fazer o bem a elas quando precisam? Rezamos por todas as crianças?
d) Perguntar quem é batizado.

e) Cada um teve uma motivação para estar aqui, mas o principal foi acolher o chamado de Jesus e dar uma resposta a esse chamado.


3. História

"As girafinhas"

Na cidade das girafas moravam dois irmãos: Filó e Rafael. Filó gostava muito de cuidar das girafinhas menores, corria e brincava com elas. Já seu irmão Rafael, apesar de gostar das girafinhas, não tinha paciência, achava-as barulhentas e bagunceiras.
Certo dia, o rei Giraldo chegou à cidade. As girafinhas menores foram correndo ao seu encontro, mas no caminho encontraram Rafael que disse:
- Não perturbem o rei, girafinha. Ele não veio para brincar com vocês.

Mas, o rei Giraldo, ao ouvir isto, disse:

- Deixe as girafinhas chegarem mais perto. Eu gosto muito delas, pois são amorosas, sinceras e alegres. Todas as girafas adultas deveriam ser como as girafinhas.

Depois, o rei Giraldo abraçou todas as girafinhas.


Conversando com a história:

O que Filó gostava de fazer? O que Rafael achava das girafas menores? O que as girafinhas fizeram quando o rei Giraldo chegou? O que Rafael não queria que as girafinhas fizessem? O que o rei Giraldo achava das girafinhas?
As girafinhas são para as girafas, como as crianças são para os adultos. Algumas pessoas, apesar de gostarem das crianças, não têm muito paciência com elas.
Na história, o rei Giraldo gostava muito das girafinhas. Jesus também gosta muito das crianças.
Vamos escutar o que Jesus fala sobre as crianças?

4. Leitura: Mc 10,13-16

"Deixai vir a mim as crianças."

Certa vez, Jesus estava com seus discípulos conversando. Então, chegaram algumas pessoas trazendo crianças para que Jesus as abençoasse. Vendo aquela meninada, os discípulos ficaram chateados e começaram a repreender as pessoas que estavam trazendo as crianças.
Eles diziam: “Vejam se isto é hora de trazer criança para abençoar! Não vêem que ele está cansado e nós estamos ocupados, conversando assuntos importantes? Além do mais, criança faz muito barulho e mexe em tudo”.
Jesus ouviu aquela conversa e achou estranho que os discípulos pensassem assim. Então, ele se aproximou e disse: “Deixem as crianças virem a mim. Não as impeçam de se aproximar de mim. Fiquem sabendo que o reino de Deus pertence às crianças e àqueles que têm a simplicidade de uma criança. Só entra no reino de Deus quem tem um coração bom como é o coração das crianças”.
Depois, Jesus se aproximou das crianças, abraçou e abençoou cada uma.
As crianças ficaram muito felizes. Elas gostavam muito de Jesus, porque ele era bom.
Naquele dia, os discípulos compreenderam que as crianças são muito importantes e são amadas por Jesus. Muito amadas mesmo!


Partilha:
  •    Quem foi ao encontro de Jesus, na história que ouvimos?
  •    Como os discípulos de Jesus acolheram as crianças?
  •    Como Jesus as acolheu?
  •    O que Jesus disse aos discípulos?
  •    Como as crianças se sentiram naquele encontro?

Meditar: 

    - O que o texto diz para mim?
·        - Como posso corresponder ao amor de Jesus?
·        - O que o exemplo de Jesus me ensina?


Mensagem: 

Quando Jesus falava às pessoas, ensinando-as a viverem o amor, muitas delas traziam as crianças para serem abençoadas e conhecerem Jesus.


Por fazerem muito barulho e não serem valorizadas, os discípulos tentavam afastar as crianças, pois achavam que elas iriam atrapalhar Jesus. Ao saber disso, Jesus pediu aos apóstolos que as deixassem aproximar-se dele porque o coração delas era puro e jamais iria atrapalhá-lo. Com isso, Jesus quis dizer que ama muito as crianças e gostaria que todas as pessoas fossem como elas.

Jesus ama e acolhe com carinho todas as crianças. Ele quer que elas se aproximem dele para que ele possa abençoá-las e protegê-las. As crianças, desde pequenas, já precisam da proteção de Jesus. É bonito a gente ver todas essas crianças da história indo ao encontro de Jesus. Por outro lado, os discípulos queriam impedir esse encontro. A gente precisa tomar cuidado com as pessoas ou as circunstâncias que nos impedem de ir ao encontro de Jesus.


5. Atividades
  • Fixar diante da turma um coração em tamanho grande, de cor vermelha. Explicar que ele representa o coração de Jesus, que é cheio de amor e acolhe com carinho todas as crianças. Dizer que Jesus quer acolher e abençoar todas as crianças da turma, pois há lugar para todos em seu coração.
  • Distribuir papel e lápis para desenhar, pedindo que cada criança faça um desenho de si mesma, para ser colado no coração de Jesus. Se preferir, o catequista pode entregar bonequinhos recortados em papel, para as crianças colorirem.
  • Quando todos tiverem desenhado ou colorido, escrever o nome no desenho. Depois, fazer a colagem dos desenhos no coração, explicando que esse gesto significa que cada um  deseja permanecer no coração de Jesus.
  • Durante a colagem, cantar música apropriada. Sugerimos a nº 1, chamando cada criança pelo nome, enquanto ela cola seu desenho no coração.
  • Terminada a colagem, comentar o sentido do gesto realizado.


  Conclusão:

O encontro de Jesus com as crianças nos ensina muitas coisas importantes. A gente aprende que as crianças, desde cedo, já precisam das bênçãos de Deus. A gente percebe também o carinho de Jesus com as crianças. Os discípulos achavam que elas não precisavam procurar Jesus, que ele devia cuidar só de gente grande. Mas Jesus os corrigiu. Ele veio para cuidar de todos, ainda mais das crianças, por quem ele tem um carinho todo especial.


  • Resolver as atividades da folha.
  • Neste encontro, expliquei para as crianças o significado do Tempo da Quaresma e comecei a falar sobre a Campanha da Fraternidade de 2015.




























6. Oração Final e Encerramento

O catequista reza e todos repetem:

Obrigado, Jesus, porque estou na catequese.
Obrigado, Jesus, porque és meu amigo.
Obrigado, Jesus, porque Tu nos escolheste.
Obrigado, porque Tu me deste novos amigos.
Olhe para nós, Jesus, teus amigos e amigas
Que obedecemos ao teu chamado e queremos te conhecer melhor.
Como acolheste as crianças e as abençoaste,
Acolhe e abençoa agora cada um de nós aqui presente
Para que estejamos sempre juntos de Ti
E nos alegremos em ser teus amigos. Amém!

  • Apresentar o desenho de Jesus com as crianças. Dar tempo para que os catequizandos observem a gravura em silêncio, com uma música suave de fundo... Pedir para se imaginarem recebendo um abraço de Jesus.  
  • Para concluir este encontro, o catequista pronuncia o nome de cada catequizando, coloca a mão sobre a cabeça de cada um, abençoando-o e diz: (Nome), que o Pai do Céu te abençoe! Que Jesus te acompanhe. E que o Espírito Santo te guie até o nosso próximo encontro!

DICAS IMPORTANTES:
  • Que tal aproveitar o encontro para explicar às crianças por que se deve comemorar o dia do nosso batismo? Logo que nós nascemos, nossos pais nos levaram à Igreja, para que, pelo batismo, nós nos tornássemos amigos de Jesus – amigos do peito, do coração. Nossos pais fizeram como aquelas pessoas da história que levaram suas crianças a Jesus. Por isso, devemos guardar o dia do batismo e festejá-lo como o dia do nosso primeiro encontro com Jesus. A atitude  dos nossos pais, ao nos levarem para o batismo, mostra que eles queriam o melhor para nós, desde que viemos ao mundo. E o melhor era a bênção e a presença de Jesus em nossa vida, pois nada pode ser mais importante que se tornar amigo de Jesus. Lembramos, então, a importância de cada criança saber a data de seu batismo e de comemorar essa data, se possível, com toda a família (cf. RICA, 2-6).
  • Lembramos que, se houver crianças não batizadas, elas não devem ser excluídas por isso, mas preparadas para o batismo. É preciso tomar cuidado para que a valorização do batismo não acabe deixando constrangidas essas crianças que não foram consagradas a Deus desde cedo.
  • E você, catequista, sabe o dia de seu batismo? Comemora esta data como o dia em que você se incorporou a Cristo e à Igreja? A evangelização sempre começa com o testemunho. Nada melhor pra convencer as crianças sobre a importância do batismo do que você mesmo dar esse testemunho.


Fonte:
Bíblia Sagrada
Livro Nossa Vida com Jesus - Ed. Paulus
Livro Seguindo Jesus - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
Livro Nossa Vida com Jesus – Ed. Paulus



................................................................................................................



Catequizando(a): _____________________________


Catequista: __________________________________


 Data: _____/_____/______


REUNIDOS EM NOME DE JESUS


1. O nome da minha catequista é  __________________________________________

  
2. O nome daqueles que fazem parte do meu grupo de Catequese são:

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________


3. Complete com as palavras que se encontram no quadro abaixo:



      AMIGOS             CATEQUESE              JESUS             CAMINHO



Neste  encontro  ouvimos  que  a __________________________  é   um 

____________________  para  nos  tornarmos __________________  de 

________________.




Deixai vir a mim as crianças”.
(Mc 10,14)




     
4. O que estou vendo na gravura acima?

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________


5. Jesus ama as crianças? Por que?
______________________________________________________________________

______________________________________________________________________


6. Como será que as crianças que Jesus acolheu se sentiram?

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________


7. Vou perguntar quem é Jesus para meus pais ou responsáveis e vou escrever aqui:

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________


GUARDANDO
DE COR


“Jesus, fica comigo, pois eu
quero estar com você!”



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O choro está presente em nossas orações?


"Quando nossa alma se afastar da vida, não vamos ser acusados por não termos realizado milagres, ou por não termos sido teólogos, ou por não termos tido visões, mas seremos todos, certamente, chamados a dar conta diante de Deus porque não choramos incessantemente pelos nossos pecados. "( São João Clímaco)
(Retirado da página "É Razoável Crer?")



"O choro está presente em nossas orações?", questionou o Papa Francisco, que sugeriu aos fiéis que peçam a Deus o dom de chorar.

A Igreja Católica inicia nesta Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, o tempo litúrgico da Quaresma – período  de  40 dias em preparação para a  Páscoa,   a maior de todas as celebrações católicas.

Em Roma, o Papa Francisco abriu esse tempo com a Missa  das  Cinzas,  iniciada com uma procissão penitencial que partiu da Basílica  de  Santo  Anselmo  até  a Basílica de Santa Sabina, lugar onde ocorreu a Eucaristia.


Dom das lágrimas

“No início desta Quaresma, nos fará bem pedir o dom das lágrimas, e assim tornar nosso caminho de conversão sempre mais autêntico e sem hipocrisia”. 

Francisco fez esta reflexão fundamentado na mensagem da Liturgia desta Quarta-feira de Cinzas, onde o profeta Joel, concentrado na oração dos sacerdotes, observa que esta deve ser acompanhada pelas lágrimas.

Neste sentido, o Papa recomendou que se questione: “Eu choro? O Papa chora? Os cardeais choram? Os consagrados choram? Os sacerdotes choram? O choro está presente em nossas orações?”. “Essa é mensagem do Evangelho de hoje”, afirmou.

Segundo o Papa, os hipócritas – criticados por Jesus no Evangelho de hoje – não sabem chorar, esqueceram como se chora e não pedem o dom das lágrimas. Opondo-se a eles, Francisco disse como se deve viver as boas obras do jejum, esmola e oração.

“Jesus nos convida a realizar estas obras sem ostentação alguma e a confiar unicamente na recompensa do Pai ‘que vê no segredo’ (Mt 6,4.6.18)”, explicou.

Misericórdia incansável

Francisco destacou ainda que o Senhor nunca se cansa de ter misericórdia. “Convida-nos a voltar a Ele com um coração novo, purificado do mal, purificado pelas lágrimas, para tomar parte da sua alegria”.
“Com essa consciência, começamos confiantes e alegres o itinerário quaresmal. Maria Imaculada apoie o nosso combate espiritual contra o pecado, acompanhe-nos neste momento favorável, para que possamos alcançar e cantar juntos a exultação da vitória na Páscoa da Ressurreição”, disse o Papa Francisco.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Como Entender o Chamado de Deus e Como Viver Como Escolhido


"Porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos". (Mateus 24)

Você sabia que há um chamado de Deus para você? Sim, Deus chama a todos! O chamado é d'Ele, mas a escolha é nossa, nós é que decidimos se queremos segui-Lo ou não.

Quando o Senhor nos criou, Ele já tinha um plano, um projeto, uma vocação para nós. O Pai sonhou para cada homem um plano de amor e concebeu a nossa individualidade segundo este plano. Assim, a realização e felicidade do homem estão em descobrir e viver este plano de Deus a seu respeito.

O homem só se realiza e é feliz quando vive aquilo para o qual foi criado. Se vivemos ou fazemos muitas coisas e não nos realizamos, é porque estamos fora da nossa vocação, estamos fora do plano de Deus para nós.

Toda vocação autêntica é sempre iniciativa de Deus. É Deus quem livremente escolhe e chama o homem, não é o homem que escolhe ser chamado por Deus. Deus fala, se revela, e chama o homem revelando-lhe a si mesmo. O homem escuta e acolhe a revelação de Deus para responder ao chamado. 

Portanto, o primeiro passo para discernir o chamado de Deus é saber ouvi-Lo. Às vezes, temos tanta coisa para fazer que não temos tempo para ouvir a voz do Pai. Precisamos reservar um tempo para o Senhor.

Como dar a vida a Deus? Dedicando a Ele um tempo com qualidade. Muitas vezes, o Senhor nos chama por intermédio de pessoas da nossa paróquia ou de nossos amigos. Mas como estamos tão atarefados, não conseguimos entender e discernir a Sua Palavra. No entanto, o Senhor, que é sábio, nos lembra que a nós foram dados dois ouvidos e uma boca, ou seja, precisamos aprender a ouvir mais e a falar menos.

Quantas pessoas foram chamadas, capacitadas, mas não conseguiram corresponder à sua vocação, porque não souberam ouvir a vontade de Deus!



SEGUIR A JESUS, UMA EXPERIÊNCIA DE INTIMIDADE

Seguir a Jesus, ser discípulo missionário, é o centro do estudo da Teologia: conhecer a Jesus é conhecer a Deus. O seguimento de Jesus nos desperta para a compreensão de sua missão e para novidade de seu chamamento.

O Documento de Aparecida afirma:  Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele, porque é a fonte da vida (no. 131). Jesus interrompe o costume judaico ao escolher seus discípulos contrariando os costumes de que os  discípulos é que escolhiam o mestre. O próprio Jesus se compromete com seus escolhidos e faz com que eles se comprometam com o mestre. Jesus é quem vem ao encontro. É o advento divino acontecendo: somos encontrados e chamados pelo próprio Cristo. Ele, que nos ama, nos chama e nós que o queremos amar, respondendo convictos da missão de testemunhar e anunciar o Reino de Deus, respondemos: Estamos aqui, Senhor.

A resposta convicta, quando a poderemos oferecer? Somente uma experiência de profunda intimidade, presença e acolhida é  capaz de fazer brotar o compromisso no seguimento, no serviço e no anúncio.

O núcleo central do seguimento é o Cristo ressuscitado. A experiência do Cristo vivo, presente, que vem ao nosso encontro é a fonte de todo o discipulado. Tal encontro gera a disposição sincera, forte e vivificante que faz despertar no homem uma inquietude interior. É impossível ficar indiferente quando o próprio Cristo toca-nos o coração. Com o convite feito, convite este gravado no coração e aceito conscientemente, é hora de seguir, pôr a caminho, ousando viver os passos de nosso Mestre nos tempos de hoje.

“Segue-me” de Jesus, que tanto desconcertou e despertou a inquietude de seus discípulos no Novo Testamento é o mesmo “Segue-me” que continua a desafiar e a inquietar aqueles que se põem a viver segundo Cristo, e em Cristo.

O discípulo que faz de Cristo sua norma de vida é desafiado a colocar em suas experiências vitais a mensagem de Jesus. Isso pode acontecer de duas maneiras: – o seguimento de tipo formal, imitação; – o seguimento de tipo real, assumido vitalmente.

O seguimento de  tipo formal se restringe a imitar o Mestre. Reduz o Evangelho a preceitos e conselhos de comportamento, desligado da história. É um seguimento considerado não histórico, pois se caracteriza como um seguimento intimista, individual, pouco comprometido com as relações interpessoais e sociais; é uma cópia, um caminhar desatualizado, sem possibilidade de renovar, iluminar, tudo fica na mesma, é o tipo de seguimento que aos poucos vai ficando sem graça, pois onde não existe criatividade também não haverá vidas que queiram se relacionar.

Já o seguimento de tipo real abraça verdadeiramente a pessoa e o estilo de vida de Jesus, assumindo como seu o caminho histórico de Jesus. É ser criativo, saber renovar, oferecer luz e vida, ser fonte de esperança, ser sinal do Reino de Deus acontecendo no mundo, ser discípulo missionário com identidade própria. Não é ser cópia de Cristo, mas é atualizar Cristo em nosso tempo, em nossa história.

Para seguir Jesus não basta imitá-lo: é necessário comprometer-se a viver como Jesus viveu, inspirar no coração o impulso de amor por toda pessoa humana, criando unidade de pensamento, conforto para o espírito e integridade pessoal como Jesus fez.

Ser discípulo de Jesus é ser como Jesus

A docilidade deve ser a marca dos que seguem Jesus Cristo, característica inerente do discípulo, sempre conectada à misericórdia, à justiça e ao serviço.

O encontro íntimo e pessoal com Jesus leva o discípulo ao compromisso com a história. É chamado a dar testemunho da mensagem de Jesus, de seu estilo de vida e de sua prática libertadora para a superação dos obstáculos que inevitavelmente surgem na vida do seguidor de Jesus e do ser humano.

O Documento de Aparecida declara que o seguimento de Jesus Cristo deve partir do Cristo real (não fruto de nossas fantasias), a partir da contemplação de quem nos revelou em seu mistério a plenitude do cumprimento da vocação humana e de seu sentido: “Necessitamos fazer-nos discípulos dóceis para aprender com ELE, em seu seguimento, a dignidade e a plenitude da vida (no. 41). O seguidor de Jesus não foge do humano, pois ele realiza sua experiência de fé no mundo, a exemplo de Cristo: encarnado na história, para transformar o mundo e não para repetir ou imitar modelos.

O seguimento de Jesus, portanto, não pode ser reduzido à imitação de outras épocas. É o desafio grandioso de encarnar o sentido dos atos, palavras e gestos dele no contexto novo da vida e da situação atual: uma fidelidade criativa e criadora.

Todos somos chamados pelo próprio Cristo. Ser chamado exige uma resposta autêntica, resposta que nasce no coração e ganha forma na consciência de ser cristão. Mas é necessário saber que a resposta e o se pôr a caminho exigirá uma criatividade operante. Clarice Lispector belamente escreve: Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir”. Ter consciência do chamado é o primeiro passo, mas os outros passos no seguimento de Jesus devem ser repletos de talentos: para seguir Jesus não podemos ser conservadores. Precisamos sempre mudar para nos tornar, cada vez mais, atualizadores do amor de Deus revelado em seu Filho Jesus Cristo. Ser discípulo missionário de Cristo é ser um “artista” que, desenvolvendo os talentos que Deus lhe deu, faz o Reino de Deus ser sua obra prima neste mundo.

Seguir a Jesus é uma resposta livre do amor nascido da fé naquele que inaugura um novo modo de vida: plena, justa, fraterna e feliz.

  • Pe. Ederson Iarochevski

Dogma da Assunção de Maria


"Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas" (Ap 12,1).

Esta passagem do livro do Apocalipse é proclamada na Missa da Assunção de Nossa Senhora. Segundo o ensinamento oficial da Igreja, a humilde jovem de Nazaré, escolhida e preparada desde toda a eternidade por Deus e para ser mãe de seu Filho Jesus, foi elevada em corpo e alma à glória do céu. Se hoje está "vestida de sol", não se deve a um mérito seu ou ao resultado de seus esforços mas, sim, à escolha feita por aquele que "nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo" (Ef 1,3-4).


Como foi o fim de Maria?

Ignoramos como e quando se deu a morte de Maria, e mesmo se houve realmente morte. Os orientais preferem falar da dormição de Maria. Os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as epístolas não fazem referência a isso, já que procuram nos descrever os ato e as palavras de Jesus. E mesmo quando falam dele, fixam-se no que é necessário para a compreensão de sua missão e mistério. Não entram em pormenores que poderiam interessar à nossa curiosidade, mas que não são essenciais a fé. A fé nos ensina que Maria foi assunta ao céu em corpo e alma, isto é, foi glorificada de forma total e completa. Ela já é o que somos chamados a ser após a ressurreição da carne.


O que nos diz a Bíblia?

A Bíblia silencia sobre a Assunção de Maria. A Palavra de Deus, que poucos dados nos apresenta para uma biografia mariana, não entra em pormenores sobre o final de sua existência. Há, contudo, algumas passagens que, embora não sejam referências diretas, foram interpretadas pela grande Tradição da Igreja como referentes à sua glorificação: 

"Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3,15). O combate entre a serpente e a mulher não poderia ficar pela metade. Assim, a vida de Maria, toda voltada para Deus e para os outros, só poderia culminar na sua Assunção. Para o apóstolo Paulo, ser vitorioso significa vencer não só o pecado mas também a morte (cf. 1 Cor 15,54).

Levantai-vos, Senhor, para vir ao vosso repouso, vós e a arca de vossa majestade" (Sl 131(132),8). A arca era o lugar da presença divina e tornou-se imagem de Maria. A primeira arca levou as duas tábuas da Lei; era o símbolo da presença de Deus e, enquanto presença de Deus, era incorruptível. Maria, na qual repousou não um símbolo, mas o próprio Deus, foi glorificada sem conhecer a corrupção.

"Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" ( Lc 1,28). A Assunção é a expressão final dos favores divinos, dos quais Maria estava repleta.

Apocalipse 12: sobre a mulher vestida de luz, as trevas não têm mais poder. Maria participa da glória do Filho, assim como participou de sua vida, perseguição e morte.


O que o dogma da Assunção ensina ao homem de hoje?

A definição dogmática diz que Maria foi assunta ao céu. Sua Assunção mostra o valor do corpo humano, templo do Espírito Santo. Também ele é chamado à glorificação. Nosso corpo não nos é dado para ser instrumento do pecado, para a busca do prazer pelo prazer, mas para a glória de Deus.

O dogma da Assunção nos dá uma certeza: Maria já alcançou a realização final. Tornou-se, assim, um sinal para a Igreja que, olhando para ela, crê com renovada convicção nos cumprimentos das promessas de Deus. Também nós somos chamados a estar, um dia, com a Santíssima Trindade. Olhando para o que Deus já realizou em Maria, os cristãos animam-se a lutar contra o pecado e a construir um mundo justo e solidário, para participar, um dia, do Reino definitivo.

Uma mulher já participa da glória que está reservada à humanidade. Nasce, para nós, um desafio: lutar em favor das mulheres que, humilhadas, não têm podido deixar transparecer sua grande vocação. Em Maria, a dignidade da mulher é reconhecida pelo Criador. Quanto nosso mundo precisa caminhar e progredir para chegar a esse mesmo reconhecimento!

É preciso estarmos atentos a um risco: a verdade sobre a Assunção de Maria, sobre sua glorificação antecipada, pode fazer com que passemos a vê-la distante de nós, muito acima de nossa vida e de nossa realidade. Crer na Assunção é proclamar que aquela mulher que deu à luz num estábulo, entre animais, que teve seu coração traspassado, viveu no exílio, foi exaltada por Deus e, por isso mesmo, está muito mais próxima de nós. A Assunção mostra as preferências de Deus por aqueles que são pobres, pequenos e pouco considerados neste mundo.


Conclusão:

A Assunção de Maria lembra-nos o objetivo de nossa vida: esta, um dia, eternamente, com Deus. Uma irmã e mãe nossa - irmã na ordem da criação, mãe na ordem da graça -, já está com Deus. Renova-se em nosso coração a esperança de recebermos, também, idêntico prêmio.




Fonte Consultada: Com Maria a Mãe de Jesus/ Murilo S.R. Krieger - São Paulo: Paulinas, 2001.


Extraído do site: http://www.santissimavirgemaria.com.br/dogma_assuncao_maria.html






sábado, 7 de fevereiro de 2015

Caminhando ao Encontro de Jesus


Pensava que daríamos início à Catequese depois do Carnaval, quando nossa Coordenadora, no meio da semana, me ligou para informar que hoje seria o nosso primeiro encontro.

Eu pretendia chegar bem antes da hora marcada, para montar um cartaz de boas vindas, mas havia combinado com uma mãe de pegar um pequenino em casa e não quis passar muito cedo por lá, e acabei chegando quase no horário da Catequese. Próximo à igreja, dei carona para algumas crianças que estavam subindo a ladeira.

Ao chegar à sala, preparei o altar com toalha branca, bíblia, imagem de Nossa Senhora das Graças, flores e uma caixa de presente com uma gravura de Jesus dentro.



Oração: Pai Nosso, Ave Maria, Santo Anjo.

Feitas a acolhida e as apresentações, pedi ajuda aos pequeninos para colar as peças no quadro, e foi até bom, porque os pequeninos interagiram e ficaram se conhecendo melhor.

Ficou assim o painel:


Este ano eu preparei para cada criança uma pastinha, para que sejam organizados os seus trabalhinhos. 



Eu já tinha planejado o nosso primeiro encontro, mas como sei que muitas crianças só vão aparecer depois do Carnaval, até porque as inscrições continuam abertas, decidi deixar o tema que está no roteiro para outra ocasião e resolvi usar algumas ideias partilhadas pelo Catequista Jonathan Cruz, em seu blog, que achei excelentes e que deram muito certo. O objetivo é mostrar para as crianças que encontrar Jesus é a nossa maior alegria. 

Apresentei aos pequeninos a caixa que estava no altar e disse-lhes que dentro dela havia um presente para todos. As crianças, é claro, ficaram curiosas. Aí eu comecei a atiçar, fazendo com que elas ficassem com mais vontade ainda de saber que presente iam ganhar.

Ao som de uma musiquinha que fala de Jesus, as crianças, uma a uma, seguindo um caminho feito por pétalas de rosas, se dirigiram ao altar para buscar o seu presente. A orientação era de que não contassem uma para as outras o que viram e que voltassem em silêncio para os seus lugares.












Depois que todos receberam o presente, fiz algumas perguntas para que todos refletissem e expusessem suas opiniões (queria saber o que eles sabiam e o que Jesus representava para elas). As perguntas foram feitas oralmente e coletivamente.

1 - Qual presente encontrado?
2 - O que esse presente significa para você?
3 - Como esse presente faz parte de sua vida?
4 - Quando esse presente faz parte de sua vida?
5 - Onde podemos encontrar esse presente?
6 - Como podemos oferecer este presente?


Depois  de dialogar com a turma, chegou a hora de agitar e esticar um pouco o corpo: Brincamos de "MORTO E VIVO", só que trocando o jeito de falar; no lugar de "VIVO", eu dizia: "COM JESUS" (era pra ficar em pé; "SEM JESUS" (era pra abaixar). Os participantes que erravam iam saindo, até que sobrou um, o grande vencedor, que ganhou uma caixa de bombons para dividir com os coleguinhas no final do encontro.

Depois da animação, refletimos sobre a brincadeira.

Hora da atividade: Entreguei a cada criança uma folha com atividades, que depois de resolvidas, foram para a pastinha que lhes dei.





Antes da oração final, entreguei a cada catequizando o cartão de boas vindas.



Oração final: Agradecemos pelo momento e declaramos a Jesus o nosso desejo de conhecê-lo mais a cada dia.
"Ó, Jesus, a nossa turma é legal.
Nós queremos conhecer o Senhor aos pouquinhos. 
Estamos muito contentes!
Obrigado, Jesus!

Terminada a oração, dividiram entre eles a caixa de bombons. Antes de saírem, lembrei-lhes do Carnaval na Catequese, que será na próxima semana. 














Deus abençoe a todos!

Beijos!