...

...
...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Tráfico Humano



A Campanha da Fraternidade de 2014, preconizada pela CNBB, trata a temática da "Fraternidade e Tráfico Humano", evidenciando, entre outras modalidades perversas, a exploração sexual infanto-juvenil e adulta, sobretudo de mulheres enganadas em busca de melhores condições de vida; a extração de órgãos comercializados a preço de ouro e a exploração para o trabalho escravo.
Os roteiros do tráfico humano seguem esquemas paralelos aos do crime organizado, envolvendo transações bilionárias que chegam a faturar, anualmente, 32 bilhões de dólares. A vida mercantilizada expressa a realidade da sociedade de consumo que endeusa as coisas e usa as pessoas, reduzidas a insumos comerciais, úteis e descartáveis. A inversão de valores éticos leva a negação e ao desprezo à dignidade do ser humano. Os padrões de felicidade divulgados por grupos financistas e pela propaganda paga confundem os sentimentos e a índole das pessoas.

Pelo ponto de vista individualista, a busca da felicidade sugere que eu use alguém enquanto ele/ela me satisfaça. Depois eu a descarto como objeto inútil ou a elimino como queima de arquivo. Muitas pessoas e famílias não recebem adequada formação de caráter, baseado nos valores éticos e morais. Consequentemente, não se consegue transmitir esses valores as novas gerações. 

O que fazer para resgatar a dignidade perdida de milhares de pessoas que foram vítimas das formas mais perversas de escravidão? Se fosse considerada isoladamente, nenhuma instituição teria uma infraestrutura capaz de encaminhar soluções, enfrentando diversas situações envoltas em fatores complexos.

É indispensável unir esforços e integrar os meios disponíveis pelas instituições na corresponsabilidade que incumbe a todos: União, governos estaduais e municipais, polícias, conselhos de cidadania, voluntariado, clubes de serviço, Igrejas, movimentos sociais. Todos nós aprendamos a enfrentar os conflitos, tentando reverter situações da escravatura, através de políticas públicas assumidas em parceria. 


A raiz da violência é o egoísmo e ausência de amor a Deus e ao próximo. Perdidos os valores referenciais da fé e da prática da justiça, alguém chega a degradar o ser humano, legitimando expedientes que bradam aos céus por socorro divino. Disque 123 para pedir informações, para denunciar crimes e fazer parte do encaminhamento das soluções às vítimas!

Dom Aldo Pagotto
Arcebispo da Paraíba (PB)

Em mensagem de Natal à Cúria Romana, Papa Francisco enumera as 15 doenças que acometem a Igreja (e todos nós)

Cardeais ouvem o catálogo de doenças que assola a Cúria Romana, ou seja, eles próprios.

Quinze doenças, nomeadas e explicadas uma a uma, diante de uma plateia formada pela alta cúpula do Vaticano, a chamada Cúria Romana. O papa Francisco aproveitou sua mensagem de Natal para transmitir um duro recado aos cardeais, seus mais próximos colaboradores e também possíveis (ou eventuais) rivais de seu projeto de transformação do Igreja Católica.
“Seria bonito pensar na Cúria Romana como um pequeno modelo da Igreja, como um corpo que cuida seriamente e cotidianamente de estar mais vivo, mais saudável, mais harmonioso e mais unido com Cristo”, disse Francisco. “Mas uma cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza, que não trata de melhorar sempre, é um corpo doente.”
Em seguida, o papa convidou os presentes a um exame de consciência, como preparação para a confissão antes do Natal, e listou as 15 “doenças e tentações” que acometem não apenas a Cúria, mas que “são naturalmente um perigo para cada cristão, cada cúria, comunidade, congregação, paróquia ou movimento religioso”.

Veja o catálogo de doenças de Francisco:

1. A doença de se sentir imortal ou indispensável
Acomete os que se sentem ”superiores a todos” e não ”a serviço de todos” . O papa recomendou uma visita a um cemitério para vermos os nomes de tantas pessoas que “talvez acreditassem que eram imortais, imunes ou indispensáveis”.

2. A doença do excesso de trabalho
Acomete os que “submergem no trabalho descuidando da melhor parte: sentar-se aos pés de Jesus”. O papa lembrou que Jesus “convidou seus discípulos a ‘descansarem um pouco’ porque descuidar do repouso leva ao estresse e à agitação".

3. A doença da fossilização mental e espiritual
Acomete os que se escondem atrás de pilhas de papel e se tornam “máquinas de práticas” em vez de homens de Deus. Ao fazer isso, perdem a capacidade de “chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram.”

4. A doença do excesso de planejamento
Segundo Francisco, planejar e se preparar para fazer as coisas é importante, mas “sem cair na tentação de impedir ou tentar dirigir a liberdade do Espírito Santo”.

5. A doença da má coordenação
Acomete os membros da Igreja que “perdem a comunhão uns com os outros” e se convertem em “uma orquestra que produz ruídos porque não vive o espírito de equipe”.

6. A doença de Alzheimer espiritual
Trata-se de uma “redução progressiva das faculdades espirituais” em consequência da “perda da memória” do encontro com o Senhor. O apóstolo ergue ao seu redor “muros e hábitos, quase sempre imaginários” e se torna dependente de suas paixões, caprichos e manias.

7. A doença da rivalidade e da vaidade
Quando a aparência se torna o primeiro objetivo da vida.

8. A doença da esquizofrenia existencial
Acomete os que “abandonam o serviço pastoral e se limitam às tarefas burocráticas, perdendo o contato com a realidade e as pessoas de verdade”.

9. A doença da fofoca
É a doença dos que, sem ter coragem de dizer as coisas abertamente, falam pelas costas das pessoas. Ao fazer isso, semeiam a discórdia, como Satanás.

10. A doença de divinizar os chefes
Acomete os que cortejam os superiores, são presos ao carreirismo e ao oportunismo e vivem a serviço daquilo que querem obter e não do que querem dar ao próximo.

11. A doença da indiferença com os outros
“Quando só pensamos em nós mesmos e perdemos a sinceridade e o calor das relações humanas. Quando, por inveja ou astúcia, sentimos alegria em ver o outro cair em vez de ajudá-lo a se levantar.”

12. A doença da cara de enterro
Acomete as pessoas que consideram que, para ser comprometido e consistente, “é necessário encher o rosto de melancolia e de dureza, assim como tratar os outros com rigidez e arrogância”. Segundo Francisco, o apóstolo deve transmitir alegria: “Que bem nos faz uma boa dose de humor saudável.”

13. A doença da acumulação
Quando o apóstolo, para encher um vazio existencial em seu coração, só pensa em acumular bens materiais.

15. A doença do prazer mundano e do exibicionismo
Quando o apóstolo transforma seu serviço em poder para obter mais proveitos mundanos e acumular ainda mais poder. São pessoas capazes de caluniar, difamar e desacreditar os demais para se exibirem e se mostrarem mais capazes do que os demais.

14. A doença dos círculos fechados
Quando fazer parte de uma panelinha se torna algo mais forte do que ser parte da Igreja como um todo e até mesmo ser um só com Cristo.

Conhece mais alguma para incluir no catálogo de Francisco?




Cardeais ouvem o catálogo de doenças que assola a Cúria Romana, ou seja, eles próprios.


Fonte:
http://www.brasilpost.com.br/2014/12/22/papa-doencas-igreja_n_6367502.html

domingo, 21 de dezembro de 2014

Desculpem o transtorno, estamos em construção!



Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.

Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.


Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício. 
Esses transtornos tantos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.
Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.
O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em construção!
Gabriel Chalita
Professor, escritor e apresentador da TV Canção Nova.


Que as nossas palavras reflitam o coração e a sabedoria de Deus!


Márcio Mendes, missionário da Canção Nova, nos ensina: "Peçamos a Deus que eduque nossos pensamentos para o bem e coloque uma guarda em nossa boca. Cultivemos dentro de nós apenas coisas boas. Não é fácil! É uma luta diária para purificarmos os pensamentos, os sentimentos e as palavras, pois o bem precisa brotar de dentro de nós." 

Eu não tenho dificuldade em querer bem a todos, principalmente em não desejar o mal, pois graças a Deus, não sou uma pessoa invejosa e gosto de ver as pessoas serem bem sucedidas. Não tenho problema algum em falar bem daqueles que admiro, nem de elogiar o trabalho de alguém. Agora, falar bem de todos já é mais complicado. Como posso falar bem de uma pessoa de quem penso mal? E como é difícil pensar bem de todos! 

Tenho procurado não criticar, o que nem sempre tenho conseguido, mas tenho me esforçado! Tenho usado o bom senso no falar, pois às vezes não dá para calar, até porque jamais aceitaria me tornar um ser omisso. Evito falar mal de quem me desagrada para os outros, porque quando isso acontece, eu fico péssima, por sentir que passei para o outro uma imagem muito negativa de mim. Quando me incomoda, o que faço é mostrar para essa pessoa que o que ela está fazendo não é despercebido por mim e que as suas atitudes não boas.

No programa "Sorrindo para Vida" da TV Canção Nova, o padre Sóstenes nos passou esta mensagem, que me tocou profundamente:

"Monsenhor Jonas Abib nos ensina esta frase de Dom Bosco: “É preciso pensar bem de todos, falar bem de todos e querer bem a todos”. E como viver isso? Como falar bem de alguém de que eu não penso bem? Como agir dessa maneira quando alguém me machuca? Se não aprendemos a pensar bem das pessoas será muito difícil conseguir não falar mal delas. O segredo para pensar bem, falar bem e querer bem é a Palavra de Deus, que vai nos ajudar a dar o primeiro passo para perdoar."

Continua ele: "O Senhor quer nos ensinar a pensar bem das pessoas. Todas as vezes em que passamos por momentos difíceis é preciso fazer esta pergunta utilizando esta palavra: “Será?” É uma pergunta aberta: “Será que quem me feriu dormiu bem?” “Será que ele estava preocupado ou com muitas dívidas?” E “Será que ele brigou com alguém antes de me encontrar?” Quando fazemos essas perguntas diante das pessoas e das situações que nos são difíceis, aos poucos vamos começando a pensar bem de todos."


Tenho utilizado mais algumas perguntas para procurar entender o procedimento, as atitudes que não me agradam em alguém: Por que essa pessoa age assim? Será que tem necessidade, por exemplo, de querer aparecer, de querer ser melhor do que os outros, porque em algum momento de sua história, foi humilhada? Será que é invejosa porque nunca foi valorizada ou foi muito criticada nos primeiros anos de sua vida? Não justifica, mas dá para entender e perdoar.
Sobre o perdão, nos fala Padre Sóstenes:
"É preciso querer perdoar, é preciso querer dar esse presente para Deus. Perdoar é atitude de quem quer ser livre, é atitude de quem ama. Quem disse que não podemos perdoar mesmo quando ainda nos dói? Perdoar, mesmo com dor, é muito mais perdão, é fazê-lo por amor a Deus. Dessa forma, tiramos a pedra de condenação de cima de nós e da outra pessoa."
Concluindo, ele nos ensina: "Outras perguntas necessárias são: “E se fosse eu?” E “O que Jesus faria no meu lugar?” Com certeza, fazendo esses questionamentos conseguiremos dar passos concretos para pensar bem de todos, falar bem de todos e querer bem de todos!"

Abaixo, transcrevo também um texto do missionário Márcio Mendes, sobre o pecado no mal uso das palavras. Muito interessante!
"Aquele que refreia sua língua se torna uma pessoa melhor e se transforma em uma pessoa agradável a Deus", afirma Márcio Mendes

A Palavra meditada hoje está em São Tiago 3,2-5:

"Todos nós tropeçamos em muitas coisas. Aquele que não peca no uso da língua é um homem perfeito, capaz de refrear também o corpo todo. Se pomos um freio na boca do cavalo para que nos obedeça, conseguimos controlar o seu corpo todo. Reparai também nos navios: por maiores que sejam, e impelidos por ventos impetuosos, são, entretanto, conduzidos por um pequeníssimo leme, na direção que o timoneiro deseja. Assim também a língua, embora seja um membro pequeno, se gloria de grandes coisas. Comparai o tamanho da chama com o da floresta que ela incendeia!"

Até os homens de Deus tropeçam, e louvado seja a Deus por esta Palavra meditada hoje, pois, mesmo falhos, o Senhor nunca nos abandona nem nos repudia por nossos pecados. A língua é tão pequena, porém, pode fazer um bem ou um mal gigantesco. Quando não aprendemos a controlar nossas palavras, causamos feridas em nós e nas pessoas com as quais convivemos.

Muitos sentimentos de rejeição que trazemos no coração foram causados por palavras que nos feriram. Aquele que não vigia sua língua machuca a si mesmo e aos outros. Algumas vezes percebemos a ferida que causamos nas pessoas, mas, em outras vezes, não nos damos conta do mal que provocamos com nossas palavras. Mesmo que não notemos os sofrimentos causados nas pessoas com o que lhe dissemos, isso não muda nossa atitude e não tira a dor que sentem.

As chagas causadas pelo pecado são incuráveis humanamente falando, somente Deus consegue curar um ferimento causado por nossas palavras e atitudes. O pecado que comentemos contra o outro causa-lhe uma ferida que não se fecha, a qual somente o Senhor pode tratar. Quantas pessoas vivem cabisbaixas e ressentidas por algo que seu pai ou mãe falaram ou por apelidos pejorativos que causaram grandes marcas no coração delas.

Aquele que refreia sua língua se torna uma pessoa melhor e se transforma em uma pessoa agradável a Deus. Ao ouvir alguém falando mal de outra pessoa não tenha o prazer de compartilhar o que ouviu aos demais. Não ouça até o fim quando as pessoas começarem a falar sobre os maus hábitos de alguém, pois isso só envenena nossa alma. Precisamos ouvir somente as virtudes e as qualidades de uma pessoa e as propagar. Não esconda o bem que o outro faz, isso sim precisa ser divulgado!

Falar mal de alguém é assemelhar-se ao fogo que incendeia uma floresta. O fogo começa pequeno, mas quando percebemos estamos no meio desse fogaréu e não temos como sair dele. Não fale sobre o mal que alguém praticou, mas somente o que ele possui de bom.

Tentemos nos esquivar de entrar em conversas tolas que não nos levam a lugar algum. Não temos o direito de criar antipatia entre as pessoas por ciúme e inveja delas. Que ninguém tire a paz do nosso coração por causa de fofocas e respostas atravessadas. Está em nossas mãos e palavras fazer o bem ou não.

Peçamos a Deus que nossa boca não seja motivo de queda e destruição e que de nossos lábios saiam apenas palavras de paz, alegria, reconciliação e bondade.


sábado, 20 de dezembro de 2014

No Caminho


Tão lindo isso! Também acontece comigo ... Também sou assim ...

" (...) No caminho conheci pessoas que competem, eu não quis competir… Que maltratam… eu não quis maltratar.  Pessoas que nos veem como ameaça em suas vidas… eu as vejo como presentes.
Acho que estou me tornando adulta, pois tenho percebido e vivido situações que só um coração adulto percebe.
No caminho continuo acreditando no amor e para mim as palavras quase sempre tem o significado que possuem: amizade é amizade… namoro é namoro… casamento é casamento…  os relacionamentos devem ser construídos numa verdade possível.
No caminho ainda percebo a grandeza da gratuidade… honestidade… ética… mas também da fragilidade nossa. E a minha fé tem sido experimentada, pois sei que todos nós somos muito mais do que aquilo que mostramos, que vivemos. No caminho tenho tanto a aprender... Aprender a viver… sorrir… sentir… e amar."



Fonte: Crônicas de Uma Mulher


O Senhor vê o coração


“O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” – 1Samuel 16,7 
Deus não se concentra em nossa aparência externa. É o que está no nosso interior que importa para Ele. A Escritura nos diz que a nossa beleza não deve vir do adorno externo, como penteados sofisticados e o uso de jóias de ouro ou roupas finas, que chamam a atenção para nós. Pelo contrário, a beleza deve vir de dentro e deve consistir de um espírito manso e tranqüilo. Esta beleza tem grande valor diante de Deus. (1 Pedro 3,3-4)  
Muitas vezes nós olhamos para o que podemos ver do lado de fora – beleza, talento, fama etc., mas Deus olha diretamente para o coração – os motivos, intenções e caráter.  
Infelizmente vivemos em um mundo superficial onde as pessoas julgam pela aparência. Nós gostaríamos de dizer que isso é algo que não fazemos e que olhamos além do que está no exterior, mas praticamente todos nós somos muitas vezes influenciados pela aparência.
Mesmo Samuel foi influenciado pela aparência física. Ao encontrar o primeiro filho de Jessé, Eliabe, ele assume imediatamente que certamente está perante o Senhor o seu ungido. Mas o Senhor disse a Samuel: “Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei.”  (1 Samuel 16,6)
Como podemos ver, da perspectiva de Deus, a aparência não é a melhor maneira de julgar uma pessoa. Há um velho ditado: ‘não julgue um livro por sua capa.’ Seu significado é simples, a aparência de uma pessoa, ou seus atributos físicos ou roupa, não são indicações do seu ser interior. Precisamos ter muito cuidado porque a aparência exterior pode ser muito enganadora. Há pessoas neste mundo que muitos consideram bonitas por fora, mas seu interior não corresponde a sua beleza exterior temporária. “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira, mas a (pessoa) que teme ao Senhor, essa será louvada.”  (Provérbios 31,30)  

Jesus disse aos mestres da lei e fariseus: “hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.”  (Mateus 23,27-28) 
A beleza é apenas superficial, e muitas vezes a pessoa vaidosa e arrogante parece ser a mais bela para aqueles que não tem discernimento de Deus, porque nosso Pai celestial aclara que o que realmente importa para Ele é o que está em nosso coração. 
Muitos admiram e tentar imitar as pessoas famosas, ou seguem o ensinamento de alguém sem antes orar a Deus pedindo-Lhe para orientação e respostas. Cuidado porque o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1Pedro 5,8) e ele usa lobos disfarçados como cordeiros para fazer seu trabalho. 
Por outro lado, há momentos em que não damos chance para uma pessoa e a julgamos pela nossa primeira impressão. Precisamos realizar que a primeira impressão raramente nos diz muito sobre uma pessoa, por isso, devemos dar um tempo para que ela possa revelar o que está em seu coração antes de fazer uma decisão. 
Um verdadeiro filho de Deus refletirá um espírito humilde, amor por Deus e por outros, bem como a alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5,22-23). Esta é verdadeiramente uma pessoa bonita perante os olhos de Deus. “Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!”  (Mateus 7,20) 
Senhor, somente Você conhece cada coração, peço por discernimento do Seu Espírito Santo para reconhecer as qualidades das pessoas que entram na minha vida e não olhar apenas para a aparência exterior, mas olhar para o seu coração.
Fonte: mvm português

Desnudar-se Diante de Deus





A oração constitui um dos elementos fundamentais da nossa vida espiritual. Santa Teresa de Ávila afirma: “Quem reza se salva; quem não reza se condena”. A maior graça que possuímos, a qual nos foi dada no batismo, é poder chamar Deus de “Pai”; podemos e devemos chamá-Lo assim, pois somos Seus filhos no Filho.
Se somos filhos – e o somos! – precisamos estar constantemente na casa do Pai, pois o lugar dos filhos é em casa junto do Pai. Jesus é este que sempre se encontra retirado em profunda oração a Deus.
E o que é a oração? Os discípulos querem aprender e perguntam ao Senhor Jesus como rezar. A oração é o colóquio de amor entre duas pessoas que se amam; é o diálogo mais profundo da vida e da alma com Deus, na certeza de que podemos derramar a nossa vida – com tudo que ela compõe – na presença do Deus-amor.
A essência da minha oração jamais será a fidelidade – sempre estou em oração. Jamais será a piedade – estar todo inteiro na oração. Tudo isso é consequência da oração. A essência da oração é a verdade, a minha verdade acerca de tudo aquilo que sou, vivo e estou sentindo. Na verdade, reza quem toma a atitude de rasgar as vestes na presença do Senhor. Os maiores homens e mulheres da Sagrada Escritura sempre tomaram a decisão de rasgar as vestes diante de Deus Todo-poderoso. O que significa rasgar as vestes? Significa desnudar-se diante de Deus Pai; significa arrancar as máscaras de hipocrisia diante do Senhor, igualzinho o publicano que sobe ao templo para rezar.
Diante do Senhor, o assunto que Ele quer tratar conosco não é sobre as nossas qualidades, os nossos dons, sobre o que temos de maravilhoso e santo. Tudo isso, no máximo, o Senhor quer que venhamos a agradecer e a colocar a serviço dos irmãos, pois tudo isso veio d’Ele; é graça, é dom. O assunto que o Senhor quer falar conosco é sobre tudo aquilo que está em nós que não veio d’Ele – nossos pecados, nossas misérias, nossas infidelidades, nossas feridas… Pois Ele quer transformar tudo isso – ao curar o nosso coração – em dom, em carisma, em vida para dar vida aos outros.
A oração de Nosso Senhor Jesus Cristo era constituída de um polo totalizante, ou seja, Ele rezava a vida toda e toda a vida. Tudo era oração para Cristo; tudo era matéria-prima de encontro com o Pai. O carro-chefe da nossa oração é a confiança. Jesus confia no Pai, ou seja, Ele quer nos ensinar que do Pai só pode vir o que há de melhor para a nossa salvação e realização. Devemos confiar, pois pode um pai dar coisas más para os filhos? Se o pode, nos convençamos de uma coisa: este é tudo, menos pai, pois do pai – se este é pai de verdade – só pode vir coisas maravilhosas.
Todavia, o “vaso”, que colherá todas estas maravilhas e que o Pai derrama sobre Seus filhos, chama-se confiança. Com confiança, peçamos e receberemos. Jesus, eu confio em Vós!

Formação Canção Nova



Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. (Salmo 139:23,24)