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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Em mensagem de Natal à Cúria Romana, Papa Francisco enumera as 15 doenças que acometem a Igreja (e todos nós)

Cardeais ouvem o catálogo de doenças que assola a Cúria Romana, ou seja, eles próprios.

Quinze doenças, nomeadas e explicadas uma a uma, diante de uma plateia formada pela alta cúpula do Vaticano, a chamada Cúria Romana. O papa Francisco aproveitou sua mensagem de Natal para transmitir um duro recado aos cardeais, seus mais próximos colaboradores e também possíveis (ou eventuais) rivais de seu projeto de transformação do Igreja Católica.
“Seria bonito pensar na Cúria Romana como um pequeno modelo da Igreja, como um corpo que cuida seriamente e cotidianamente de estar mais vivo, mais saudável, mais harmonioso e mais unido com Cristo”, disse Francisco. “Mas uma cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza, que não trata de melhorar sempre, é um corpo doente.”
Em seguida, o papa convidou os presentes a um exame de consciência, como preparação para a confissão antes do Natal, e listou as 15 “doenças e tentações” que acometem não apenas a Cúria, mas que “são naturalmente um perigo para cada cristão, cada cúria, comunidade, congregação, paróquia ou movimento religioso”.

Veja o catálogo de doenças de Francisco:

1. A doença de se sentir imortal ou indispensável
Acomete os que se sentem ”superiores a todos” e não ”a serviço de todos” . O papa recomendou uma visita a um cemitério para vermos os nomes de tantas pessoas que “talvez acreditassem que eram imortais, imunes ou indispensáveis”.

2. A doença do excesso de trabalho
Acomete os que “submergem no trabalho descuidando da melhor parte: sentar-se aos pés de Jesus”. O papa lembrou que Jesus “convidou seus discípulos a ‘descansarem um pouco’ porque descuidar do repouso leva ao estresse e à agitação".

3. A doença da fossilização mental e espiritual
Acomete os que se escondem atrás de pilhas de papel e se tornam “máquinas de práticas” em vez de homens de Deus. Ao fazer isso, perdem a capacidade de “chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram.”

4. A doença do excesso de planejamento
Segundo Francisco, planejar e se preparar para fazer as coisas é importante, mas “sem cair na tentação de impedir ou tentar dirigir a liberdade do Espírito Santo”.

5. A doença da má coordenação
Acomete os membros da Igreja que “perdem a comunhão uns com os outros” e se convertem em “uma orquestra que produz ruídos porque não vive o espírito de equipe”.

6. A doença de Alzheimer espiritual
Trata-se de uma “redução progressiva das faculdades espirituais” em consequência da “perda da memória” do encontro com o Senhor. O apóstolo ergue ao seu redor “muros e hábitos, quase sempre imaginários” e se torna dependente de suas paixões, caprichos e manias.

7. A doença da rivalidade e da vaidade
Quando a aparência se torna o primeiro objetivo da vida.

8. A doença da esquizofrenia existencial
Acomete os que “abandonam o serviço pastoral e se limitam às tarefas burocráticas, perdendo o contato com a realidade e as pessoas de verdade”.

9. A doença da fofoca
É a doença dos que, sem ter coragem de dizer as coisas abertamente, falam pelas costas das pessoas. Ao fazer isso, semeiam a discórdia, como Satanás.

10. A doença de divinizar os chefes
Acomete os que cortejam os superiores, são presos ao carreirismo e ao oportunismo e vivem a serviço daquilo que querem obter e não do que querem dar ao próximo.

11. A doença da indiferença com os outros
“Quando só pensamos em nós mesmos e perdemos a sinceridade e o calor das relações humanas. Quando, por inveja ou astúcia, sentimos alegria em ver o outro cair em vez de ajudá-lo a se levantar.”

12. A doença da cara de enterro
Acomete as pessoas que consideram que, para ser comprometido e consistente, “é necessário encher o rosto de melancolia e de dureza, assim como tratar os outros com rigidez e arrogância”. Segundo Francisco, o apóstolo deve transmitir alegria: “Que bem nos faz uma boa dose de humor saudável.”

13. A doença da acumulação
Quando o apóstolo, para encher um vazio existencial em seu coração, só pensa em acumular bens materiais.

15. A doença do prazer mundano e do exibicionismo
Quando o apóstolo transforma seu serviço em poder para obter mais proveitos mundanos e acumular ainda mais poder. São pessoas capazes de caluniar, difamar e desacreditar os demais para se exibirem e se mostrarem mais capazes do que os demais.

14. A doença dos círculos fechados
Quando fazer parte de uma panelinha se torna algo mais forte do que ser parte da Igreja como um todo e até mesmo ser um só com Cristo.

Conhece mais alguma para incluir no catálogo de Francisco?




Cardeais ouvem o catálogo de doenças que assola a Cúria Romana, ou seja, eles próprios.


Fonte:
http://www.brasilpost.com.br/2014/12/22/papa-doencas-igreja_n_6367502.html

domingo, 21 de dezembro de 2014

Desculpem o transtorno, estamos em construção!



Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.

Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.


Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício. 
Esses transtornos tantos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.
Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.
O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em construção!
Gabriel Chalita
Professor, escritor e apresentador da TV Canção Nova.


Que as nossas palavras reflitam o coração e a sabedoria de Deus!


Márcio Mendes, missionário da Canção Nova, nos ensina: "Peçamos a Deus que eduque nossos pensamentos para o bem e coloque uma guarda em nossa boca. Cultivemos dentro de nós apenas coisas boas. Não é fácil! É uma luta diária para purificarmos os pensamentos, os sentimentos e as palavras, pois o bem precisa brotar de dentro de nós." 

Eu não tenho dificuldade em querer bem a todos, principalmente em não desejar o mal, pois graças a Deus, não sou uma pessoa invejosa e gosto de ver as pessoas serem bem sucedidas. Não tenho problema algum em falar bem daqueles que admiro, nem de elogiar o trabalho de alguém. Agora, falar bem de todos já é mais complicado. Como posso falar bem de uma pessoa de quem penso mal? E como é difícil pensar bem de todos! 

Tenho procurado não criticar, o que nem sempre tenho conseguido, mas tenho me esforçado! Tenho usado o bom senso no falar, pois às vezes não dá para calar, até porque jamais aceitaria me tornar um ser omisso. Evito falar mal de quem me desagrada para os outros, porque quando isso acontece, eu fico péssima, por sentir que passei para o outro uma imagem muito negativa de mim. Quando me incomoda, o que faço é mostrar para essa pessoa que o que ela está fazendo não é despercebido por mim e que as suas atitudes não boas.

No programa "Sorrindo para Vida" da TV Canção Nova, o padre Sóstenes nos passou esta mensagem, que me tocou profundamente:

"Monsenhor Jonas Abib nos ensina esta frase de Dom Bosco: “É preciso pensar bem de todos, falar bem de todos e querer bem a todos”. E como viver isso? Como falar bem de alguém de que eu não penso bem? Como agir dessa maneira quando alguém me machuca? Se não aprendemos a pensar bem das pessoas será muito difícil conseguir não falar mal delas. O segredo para pensar bem, falar bem e querer bem é a Palavra de Deus, que vai nos ajudar a dar o primeiro passo para perdoar."

Continua ele: "O Senhor quer nos ensinar a pensar bem das pessoas. Todas as vezes em que passamos por momentos difíceis é preciso fazer esta pergunta utilizando esta palavra: “Será?” É uma pergunta aberta: “Será que quem me feriu dormiu bem?” “Será que ele estava preocupado ou com muitas dívidas?” E “Será que ele brigou com alguém antes de me encontrar?” Quando fazemos essas perguntas diante das pessoas e das situações que nos são difíceis, aos poucos vamos começando a pensar bem de todos."


Tenho utilizado mais algumas perguntas para procurar entender o procedimento, as atitudes que não me agradam em alguém: Por que essa pessoa age assim? Será que tem necessidade, por exemplo, de querer aparecer, de querer ser melhor do que os outros, porque em algum momento de sua história, foi humilhada? Será que é invejosa porque nunca foi valorizada ou foi muito criticada nos primeiros anos de sua vida? Não justifica, mas dá para entender e perdoar.
Sobre o perdão, nos fala Padre Sóstenes:
"É preciso querer perdoar, é preciso querer dar esse presente para Deus. Perdoar é atitude de quem quer ser livre, é atitude de quem ama. Quem disse que não podemos perdoar mesmo quando ainda nos dói? Perdoar, mesmo com dor, é muito mais perdão, é fazê-lo por amor a Deus. Dessa forma, tiramos a pedra de condenação de cima de nós e da outra pessoa."
Concluindo, ele nos ensina: "Outras perguntas necessárias são: “E se fosse eu?” E “O que Jesus faria no meu lugar?” Com certeza, fazendo esses questionamentos conseguiremos dar passos concretos para pensar bem de todos, falar bem de todos e querer bem de todos!"

Abaixo, transcrevo também um texto do missionário Márcio Mendes, sobre o pecado no mal uso das palavras. Muito interessante!
"Aquele que refreia sua língua se torna uma pessoa melhor e se transforma em uma pessoa agradável a Deus", afirma Márcio Mendes

A Palavra meditada hoje está em São Tiago 3,2-5:

"Todos nós tropeçamos em muitas coisas. Aquele que não peca no uso da língua é um homem perfeito, capaz de refrear também o corpo todo. Se pomos um freio na boca do cavalo para que nos obedeça, conseguimos controlar o seu corpo todo. Reparai também nos navios: por maiores que sejam, e impelidos por ventos impetuosos, são, entretanto, conduzidos por um pequeníssimo leme, na direção que o timoneiro deseja. Assim também a língua, embora seja um membro pequeno, se gloria de grandes coisas. Comparai o tamanho da chama com o da floresta que ela incendeia!"

Até os homens de Deus tropeçam, e louvado seja a Deus por esta Palavra meditada hoje, pois, mesmo falhos, o Senhor nunca nos abandona nem nos repudia por nossos pecados. A língua é tão pequena, porém, pode fazer um bem ou um mal gigantesco. Quando não aprendemos a controlar nossas palavras, causamos feridas em nós e nas pessoas com as quais convivemos.

Muitos sentimentos de rejeição que trazemos no coração foram causados por palavras que nos feriram. Aquele que não vigia sua língua machuca a si mesmo e aos outros. Algumas vezes percebemos a ferida que causamos nas pessoas, mas, em outras vezes, não nos damos conta do mal que provocamos com nossas palavras. Mesmo que não notemos os sofrimentos causados nas pessoas com o que lhe dissemos, isso não muda nossa atitude e não tira a dor que sentem.

As chagas causadas pelo pecado são incuráveis humanamente falando, somente Deus consegue curar um ferimento causado por nossas palavras e atitudes. O pecado que comentemos contra o outro causa-lhe uma ferida que não se fecha, a qual somente o Senhor pode tratar. Quantas pessoas vivem cabisbaixas e ressentidas por algo que seu pai ou mãe falaram ou por apelidos pejorativos que causaram grandes marcas no coração delas.

Aquele que refreia sua língua se torna uma pessoa melhor e se transforma em uma pessoa agradável a Deus. Ao ouvir alguém falando mal de outra pessoa não tenha o prazer de compartilhar o que ouviu aos demais. Não ouça até o fim quando as pessoas começarem a falar sobre os maus hábitos de alguém, pois isso só envenena nossa alma. Precisamos ouvir somente as virtudes e as qualidades de uma pessoa e as propagar. Não esconda o bem que o outro faz, isso sim precisa ser divulgado!

Falar mal de alguém é assemelhar-se ao fogo que incendeia uma floresta. O fogo começa pequeno, mas quando percebemos estamos no meio desse fogaréu e não temos como sair dele. Não fale sobre o mal que alguém praticou, mas somente o que ele possui de bom.

Tentemos nos esquivar de entrar em conversas tolas que não nos levam a lugar algum. Não temos o direito de criar antipatia entre as pessoas por ciúme e inveja delas. Que ninguém tire a paz do nosso coração por causa de fofocas e respostas atravessadas. Está em nossas mãos e palavras fazer o bem ou não.

Peçamos a Deus que nossa boca não seja motivo de queda e destruição e que de nossos lábios saiam apenas palavras de paz, alegria, reconciliação e bondade.


sábado, 20 de dezembro de 2014

No Caminho


Tão lindo isso! Também acontece comigo ... Também sou assim ...

" (...) No caminho conheci pessoas que competem, eu não quis competir… Que maltratam… eu não quis maltratar.  Pessoas que nos veem como ameaça em suas vidas… eu as vejo como presentes.
Acho que estou me tornando adulta, pois tenho percebido e vivido situações que só um coração adulto percebe.
No caminho continuo acreditando no amor e para mim as palavras quase sempre tem o significado que possuem: amizade é amizade… namoro é namoro… casamento é casamento…  os relacionamentos devem ser construídos numa verdade possível.
No caminho ainda percebo a grandeza da gratuidade… honestidade… ética… mas também da fragilidade nossa. E a minha fé tem sido experimentada, pois sei que todos nós somos muito mais do que aquilo que mostramos, que vivemos. No caminho tenho tanto a aprender... Aprender a viver… sorrir… sentir… e amar."



Fonte: Crônicas de Uma Mulher


O Senhor vê o coração


“O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” – 1Samuel 16,7 
Deus não se concentra em nossa aparência externa. É o que está no nosso interior que importa para Ele. A Escritura nos diz que a nossa beleza não deve vir do adorno externo, como penteados sofisticados e o uso de jóias de ouro ou roupas finas, que chamam a atenção para nós. Pelo contrário, a beleza deve vir de dentro e deve consistir de um espírito manso e tranqüilo. Esta beleza tem grande valor diante de Deus. (1 Pedro 3,3-4)  
Muitas vezes nós olhamos para o que podemos ver do lado de fora – beleza, talento, fama etc., mas Deus olha diretamente para o coração – os motivos, intenções e caráter.  
Infelizmente vivemos em um mundo superficial onde as pessoas julgam pela aparência. Nós gostaríamos de dizer que isso é algo que não fazemos e que olhamos além do que está no exterior, mas praticamente todos nós somos muitas vezes influenciados pela aparência.
Mesmo Samuel foi influenciado pela aparência física. Ao encontrar o primeiro filho de Jessé, Eliabe, ele assume imediatamente que certamente está perante o Senhor o seu ungido. Mas o Senhor disse a Samuel: “Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei.”  (1 Samuel 16,6)
Como podemos ver, da perspectiva de Deus, a aparência não é a melhor maneira de julgar uma pessoa. Há um velho ditado: ‘não julgue um livro por sua capa.’ Seu significado é simples, a aparência de uma pessoa, ou seus atributos físicos ou roupa, não são indicações do seu ser interior. Precisamos ter muito cuidado porque a aparência exterior pode ser muito enganadora. Há pessoas neste mundo que muitos consideram bonitas por fora, mas seu interior não corresponde a sua beleza exterior temporária. “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira, mas a (pessoa) que teme ao Senhor, essa será louvada.”  (Provérbios 31,30)  

Jesus disse aos mestres da lei e fariseus: “hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.”  (Mateus 23,27-28) 
A beleza é apenas superficial, e muitas vezes a pessoa vaidosa e arrogante parece ser a mais bela para aqueles que não tem discernimento de Deus, porque nosso Pai celestial aclara que o que realmente importa para Ele é o que está em nosso coração. 
Muitos admiram e tentar imitar as pessoas famosas, ou seguem o ensinamento de alguém sem antes orar a Deus pedindo-Lhe para orientação e respostas. Cuidado porque o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1Pedro 5,8) e ele usa lobos disfarçados como cordeiros para fazer seu trabalho. 
Por outro lado, há momentos em que não damos chance para uma pessoa e a julgamos pela nossa primeira impressão. Precisamos realizar que a primeira impressão raramente nos diz muito sobre uma pessoa, por isso, devemos dar um tempo para que ela possa revelar o que está em seu coração antes de fazer uma decisão. 
Um verdadeiro filho de Deus refletirá um espírito humilde, amor por Deus e por outros, bem como a alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5,22-23). Esta é verdadeiramente uma pessoa bonita perante os olhos de Deus. “Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!”  (Mateus 7,20) 
Senhor, somente Você conhece cada coração, peço por discernimento do Seu Espírito Santo para reconhecer as qualidades das pessoas que entram na minha vida e não olhar apenas para a aparência exterior, mas olhar para o seu coração.
Fonte: mvm português

Desnudar-se Diante de Deus





A oração constitui um dos elementos fundamentais da nossa vida espiritual. Santa Teresa de Ávila afirma: “Quem reza se salva; quem não reza se condena”. A maior graça que possuímos, a qual nos foi dada no batismo, é poder chamar Deus de “Pai”; podemos e devemos chamá-Lo assim, pois somos Seus filhos no Filho.
Se somos filhos – e o somos! – precisamos estar constantemente na casa do Pai, pois o lugar dos filhos é em casa junto do Pai. Jesus é este que sempre se encontra retirado em profunda oração a Deus.
E o que é a oração? Os discípulos querem aprender e perguntam ao Senhor Jesus como rezar. A oração é o colóquio de amor entre duas pessoas que se amam; é o diálogo mais profundo da vida e da alma com Deus, na certeza de que podemos derramar a nossa vida – com tudo que ela compõe – na presença do Deus-amor.
A essência da minha oração jamais será a fidelidade – sempre estou em oração. Jamais será a piedade – estar todo inteiro na oração. Tudo isso é consequência da oração. A essência da oração é a verdade, a minha verdade acerca de tudo aquilo que sou, vivo e estou sentindo. Na verdade, reza quem toma a atitude de rasgar as vestes na presença do Senhor. Os maiores homens e mulheres da Sagrada Escritura sempre tomaram a decisão de rasgar as vestes diante de Deus Todo-poderoso. O que significa rasgar as vestes? Significa desnudar-se diante de Deus Pai; significa arrancar as máscaras de hipocrisia diante do Senhor, igualzinho o publicano que sobe ao templo para rezar.
Diante do Senhor, o assunto que Ele quer tratar conosco não é sobre as nossas qualidades, os nossos dons, sobre o que temos de maravilhoso e santo. Tudo isso, no máximo, o Senhor quer que venhamos a agradecer e a colocar a serviço dos irmãos, pois tudo isso veio d’Ele; é graça, é dom. O assunto que o Senhor quer falar conosco é sobre tudo aquilo que está em nós que não veio d’Ele – nossos pecados, nossas misérias, nossas infidelidades, nossas feridas… Pois Ele quer transformar tudo isso – ao curar o nosso coração – em dom, em carisma, em vida para dar vida aos outros.
A oração de Nosso Senhor Jesus Cristo era constituída de um polo totalizante, ou seja, Ele rezava a vida toda e toda a vida. Tudo era oração para Cristo; tudo era matéria-prima de encontro com o Pai. O carro-chefe da nossa oração é a confiança. Jesus confia no Pai, ou seja, Ele quer nos ensinar que do Pai só pode vir o que há de melhor para a nossa salvação e realização. Devemos confiar, pois pode um pai dar coisas más para os filhos? Se o pode, nos convençamos de uma coisa: este é tudo, menos pai, pois do pai – se este é pai de verdade – só pode vir coisas maravilhosas.
Todavia, o “vaso”, que colherá todas estas maravilhas e que o Pai derrama sobre Seus filhos, chama-se confiança. Com confiança, peçamos e receberemos. Jesus, eu confio em Vós!

Formação Canção Nova



Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. (Salmo 139:23,24)


Novena a São José


Oração preparatória para todos os dias: 
Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena.
Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas.

Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz, e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade.
Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José, e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para atrever-me a comparecer diante de Vossa presença?
Conheço a deficiência de meus méritos e a multidão de meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido em minhas orações; mas, o que não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode. Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não fiado em minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José. Amém.
Primeiro dia

Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e, principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido, de ter sido santificado no ventre de vossa mãe e confirmado em graça. Que alegria para vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava de Pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por esse tão assinalado privilégio! Eu vos felicito com todo o meu coração, pela inocência incomparável que tivestes desde antes de nascer e pela graça a amizade particular com que o mesmo Deus vos distinguiu.
Por esse privilégio e pela grande alegria que ele vos causou, suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus, um grande ódio ao pecado, grande amor às virtudes e à minha salvação eterna. E como creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica à minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis por vossa poderosíssima intercessão; todavia, se minha oração não for bem dirigida, endireitai-a e rogai ao boníssimo Deus por mim. Amém.
Segundo dia

Que felicidade a vossa, meu glorioso Protetor, serdes escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria.
Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes, naquele dia feliz, quando associastes vossa sorte à da Mãe de Jesus Cristo. Que admiração vos teriam os Santos Anjos, por serdes o sustentáculo da mãe do Verbo encarnado, e por esse mesmo motivo também protetor do Filho de Deus!
Uno meus louvores aos que, nesse dia, vos dariam os Anjos do Céu e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou a vosso serviço. Que transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira Aquela que trouxe o Filho de Deus em Seu seio sagrado!
Que felicidade terdes, para vosso consolo nas penas, a Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que é o espelho sem mancha, da majestade divina e a imagem da bondade de Deus!
Por este favor e felicidade tão grandes peço-vos, poderosíssimo José, a amizade e a graça de Deus, e a proteção e amparo constantes de Maria Santíssima.
Interponde, ao mesmo tempo, vosso valimento com Jesus e com vossa santíssima esposa, para alcançar as graças particulares que, com esta novena, pretendo conseguir. Amém.
Terceiro dia

Que pena tão amarga devíeis ter sentido em vosso coração, José gloriosíssimo, quando em vossa humildade julgastes dever separar-vos de vossa esposa Maria! Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia a vosso amor com amor puro e sincero.
Confraternizo-me convosco, por aqueles momentos de sofrimento e por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade, ficastes ao lado da Mãe do Unigênito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e amou sempre no amor de Deus. Em Seu infinito poder, Deus fez nela maravilhas de Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso onde o Filho de Deus tem seu receio, e vós José, fostes o Anjo da guarda dese jardim, o depositário desse eterno tesouro.
São José, aceitai sinceras felicitações pela parte ativa que Deus vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de Sua Santíssima Mãe às vossas ordens.
Por essa grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo conseguir, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma. Amém.
Quarto dia

Esposo castíssimo da Mãe do Unigênito Filho de Deus, uno-me a vós na tristeza que experimentastes em Belém, quando lá chegando, depois de penosa viagem, vistes vossa venerada esposa Maria e o Salvador do mundo, que ela levava em suas entranhas, desconhecidos e repelidos de todas as casas e pousadas.
Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão inimigos e contrários! Dai-me a Jesus, que tanta alegria vos causou em Seu nascimento. As vozes dos Anjos dizendo “Paz na Terra aos homens de boa vontade” são principalmente dirigidas a vós. Aceitai meus louvores pelo muito amor que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para Seu pai nutrício e para seu poderoso defensor e amparo.
Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós estais, perto de Jesus, contemplar Sua santidade divina e esplendor. Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que foram adora-lo no presépio; pedi-Lhe, também, as graças que desejo conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.
Quinto dia

Que grande dor sofrestes, nosso querido São José, quando vistes derramar-se o preciosíssimo sangue de Cristo na circuncisão! Por que teria, esse infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos nossos pecados, esse padecer.
São José, daí-me a conhecer o preço do sangue de Jesus, para que nunca deixe perder a menor gota; e que esse sangue, caindo abundantemente sobre minha alma, lave-me e purifique inteiramente. Permiti, São José, que, para eu conseguir graça tão importante, aproxime-me mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do Divino Mestre e receber as bênçãos e graças que dele emanam e que, por bondade divina, passam por vossas sagradas mãos.
Vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens!
São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome de Jesus, sabendo que esse nome, a própria felicidade, é a chave que nos abre a porta do Céu!
Adorador de Cristo, consiga que ele seja para mim Jesus, isto é, meu salvador nesta vida e na eterna.
Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém.
Sexto dia

Ó meu boníssimo São José, protetor e amparo dos desvalidos! Por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição.
Confraternizo-me convosco, pacientíssimo José, pela ferida que em vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar Seu delicadíssimo e amorosíssimo coração.
Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar vossa esposa com vossa presença humana na paixão de Cristo!
Eu, sim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar a Maria, porque culpado, por meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados.
Ajudai, José poderosíssimo, minha pobreza espiritual e poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.
Sétimo dia

São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem ao Egito, para admirar vossos sacrifícios e imitar vossas virtudes. Tudo fizestes para defender a Jesus de tantos perigos, e sobretudo da morte.
Que dor tão grande foi para vosso coração amante ver sofrer a Jesus e a Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três peregrinos santíssimos!
Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres mundanos, e dai-me a fome e sede de todas as virtudes, principalmente a humildade, a paciência, a mortificação, que a minha lama deseja ardentemente possuir.
Entristeçam-me as coisas que vós entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria.
Experimente minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma alegria que experimentou vosso delicado coração, quando afinal, depois dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como vos alegrastes com aqueda dos ídolos do Egito, alegra-se meu coração com a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas de modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, à Santíssima Mãe e a vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior glória de Deus. Amém.
Oitavo dia

Confraternizo-me convosco, terníssimo José, por causa das privações a que vistes sujeita vossa amada família, na terra de peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo, para a Mãe do Filho de Deus.
Uno minhas lágrimas às que derramastes, em vosso coração,pela dureza do exílio, e por tudo que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no Egito. Vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que necessária!
Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou vosso coração, quando Jesus, pela primeira vez, vos deu o doce nome de pai,e ela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem de sua obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina Providência se dignar enviar-me, para purificar-me de meus pecados, ou para aumentar meus méritos.
Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena, se não for em prejuízo de minha salvação. Amém.
Nono dia

Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai; que dor e tormento indizível seria para vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus com o qual estavam todas as afeições de vossa vida! Que grande aflição sentistes por não ter encontrado o menino Jesus entre parentes e conhecidos e por ninguém ter dado notícias dele.
Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver, se Ele era a vossa alegria de viver? Vós perdestes a Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O muitas vezes por culpa própria, por causa de minha malícia e de meus pecados.
Fazei-me conhecer a Jesus e procura-Lo com perseverança, ensina-me a obedecê-Lo, ensina-me a adorá-Lo, custe o que custar. Consiga-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo pecado e que se por infelicidade eu venha a perdê-Lo, nunca tenha sossego até que o encontre novamente, pela divina graça.
Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes achando a Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, aos doutores da lei e causando-lhes encanto e admiração com Suas perguntas e respostas.
Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e sua santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre em meu coração, com sua divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar de Sua visão e amizade no céu para sempre.
Alcançai-me também, as graças que vos tenho pedido, todos os dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo que vos pedi, irei receber do amor de Deus, por vosso intermédio.
De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador d poder que o Misericordiosíssimo Deus vos concede. Amém.
Pede-se agora a graça que necessita conseguir
Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nossos, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai… em honra das alegrias e dores do glorioso Patriarca.
Oração final para todos os dias:
Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protetor São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa proteção, implorando vosso socorro e não fosse por vós consolado.
Com grande confiança, venho, à vossa presença, recomendar-me fervorosamente a vós. Não desprezeis a minha súplica, ó pai adotivo do redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.
ANT. – José, filho de Davi, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas puríssimas entranhas é por obra do Espírito Santo.
V. Rogai por nós, José santíssimo.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, vos dignastes escolher o bem-aventurado esposo de vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no Céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.