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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Colo de Mãe


É no colo da Mãe que se descobre o incomparável dom 
de ser amado, de se sentir aceito como se é.
 É no colo da Mãe que se aprende a conhecer o mundo,
 a beleza, a bondade, o respeito, o perdão. 
É no colo da Mãe que se entende o que é generosidade, doação, 
paciência, dedicação, desprendimento, compreensão. 
É no colo da Mãe que se forma o caráter, se lapida a
 personalidade, se desperta a consciência, se ilumina
 o discernimento, se modela o coração. 
É no colo da Mãe que se sente segurança,
 que se recupera a coragem, se fortalece a auto-estima
 e se descobre o potencial que cada um tem.
É no colo da Mãe que se acalmam as angústias, 
se esclarecem as dúvidas, se amenizam as dores, 
se afastam os medos, se enfrentam os desafios. 
É no colo da Mãe que se encontra amparo 
nos perigos e consolo nas tristezas.

(Desconheço autoria)




A Tradição de Coroar a Imagem de Nossa Senhora


São João, no Apocalipse, fala do povo fiel, da Igreja, comparando-a a Maria, e mostrando que ela é Rainha:
"1. Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. 5. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono." (Ap 12,1.5)

Na nossa Paróquia, coroamos a imagem de Nossa Senhora no último dia do mês de maio e no encerramento da festa da nossa Padroeira, dia 27 de novembro, dia em que comemoramos o dia de Nossa Senhora das Graças. Tenho postado aqui no meu blog, em várias páginas, o roteiro e o vídeo que enviamos para o Youtube, de todas as Coroações em que tenho participado nos últimos quatro anos. Todas ficaram muito lindas!

Abaixo, transcrevo texto da pesquisa que realizei na internet, sobre a origem da tradição de coroar a imagem de Nossa Senhora e o significado dos símbolos.


Os símbolos resistem à história que os gerou. Coroa, coroação remontam à Antiguidade. Vêm do Oriente. Os orientais amam as pompas, os ritos, as solenidades longas e festivas. O Ocidente romano opta pela sobriedade. Mas mesmo assim eixou-se seduzir frequentemente pelas belezas o Oriente.


Segundo o Mestre em História da Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, padre Cássio Barbosa de Castro, a tradição de coroar a imagem de Maria chegou ao Brasil através dos portugueses. “Na Europa, é no mês de maio que são colhidos os frutos da terra e as flores do campo são cheias de cores e de perfumes. E isto remete a Maria, que é considerada a flor mais bela no Carmelo”. Desde então, devotos realizam coroações da imagem de Nossa Senhora durante este mês. Padre Cássio explica que a tradição se solidificou no século XIV, em Paris. “A figura de Maria ganhou destaque em Paris. A Mãe de Deus era simbolizada como uma flor adornada de joias, então, surgiram as coroações. Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio à Maria fazendo a ela homenagens com flores”, explica.

Os símbolos:

coroa de Nossa Senhora mostra que ela é a rainha do céu e da terra, mãe de toda a humanidade;
véu representa a virgindade da mãe de Deus;
palma na mão representa a “a rainha dos mártires, de todos os que derramaram sangue por Jesus” e a pureza de Nossa Senhora;
terço representa a religiosidade do povo;
estrela representa a evangelização e o sinal de Jesus Cristo:
coração representa aquela que acolhe os filhos, a ternura e a disponibilidade de mãe.

São João, no Apocalipse, fala do povo fiel, da Igreja, comparando-a a Maria, e mostrando que ela é Rainha:
"1. Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.5. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono."(Ap 12,1.5)




Fonte:
http://amagiadeeducar.spaceblog.com.br/2446493/Coroacao-a-Maria-no-mes-de-Maio-Nossa-Senhora-cuida-de-mim/

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ave, Cheia de Graça!


Eis que ela surge, brota, desponta de onde não havia nada. Aqui em casa, sai do meio das pedras. E sempre no final do mês de novembro! É muito linda e se destaca no jardim entre outras flores.  Muitos podem entender que seja por acaso, eu não! Pra mim é a natureza dizendo: Ave, cheia de graça!

Essa flor é conhecida como Coroa Imperial, mas eu a nomeei Coroa de Nossa Senhora. Ela aparece dias antes da data em que comemoramos o dia de Nossa Senhora das Graças. 

No primeiro dia da novena, elas surgiram do meio das pedras (foto 1); dois dias depois, elas estavam como na foto 2. No dia 27 de novembro, elas sempre estão totalmente desabrochadas (não fotografei porque chovia muito!) 

(foto 1)

(foto 2)

O florescer dessa planta é muito significante pra mim, pois nesses dias o meu coração está ansioso (mas muito feliz!), porque estamos totalmente envolvidos com os preparativos da Coroação.

Esse é o quarto ano em que participo da Coroação de Nossa Senhora. Fica sempre tudo muito lindo! As crianças ficam muito felizes por representarem os anjos. Fazemos vários ensaios e elas levam muito a sério; fazem tudo certinho!

Quando vejo as flores surgirem, brinco, dizendo assim: Se eu não falar, as pedras clamarão... as flores gritarão! (rs)

Nós, católicos, temos um amor muito grande por Nossa Senhora, Mãe do nosso Salvador e nossa Mãe. Para o devoto, coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhece como Rainha. Rainha de um Reino que não é desse mundo, mas, sim, o Reino sonhado por Deus para seus filhos e filhas. Na história da vida humana de Jesus, Maria tem o papel fundamental. Seu "sim" sela a encarnação do Filho de Deus como homem e com sua aceitação ela demonstra que é possível uma pessoa fazer de sua vida uma constante escuta da vontade de Deus. 

Não se pode falar de Jesus, sem falar de sua Mãe, Maria de Nazaré; assim como, não se pode falar da verdadeira Igreja de Cristo, sem tomar em consideração o amor e a devoção com que, desde o começo, o povo de Deus invoca Nossa Senhora; assim, não podemos deixar falar do papel de Maria Santíssima em nossa vida de Cristãos.

Sabemos muito bem que a Virgem Santíssima é a Rainha do Céu e da Terra, mas ela é mais Mãe do que Rainha". (Santa Teresinha)

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!








quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Magnificat do Catequista

Canto a Deus com toda a minha vida,
 e quero partilhar com todos que estou cheio de alegria 
porque, Deus na Sua bondade chamou-me para ser catequista. 
Eu nada sabia e nem o merecia, 
e nunca o tinha imaginado!
 Porém, Ele aproximou -se, fixou o Seu olhar nos meus olhos,
 tocou o meu coração e chamou-me pelo nome: Catequista.
 Todos os que me rodeiam e me conhecem, 
vejam como estou feliz, 
porque Ele tomou a minha vida, e mudou-a, 
e não sabem quantas coisas boas fez em mim!
 É o Deus da Vida, é totalmente Bom, é Deus Amor! 
É enorme a sua bondade e atua em todo o mundo
 pelos séculos dos séculos.
 Aos soberbos e poderosos,
 que se consideram sábios e fortes, 
Ele não os tem em conta. 
Em troca, aos humildes, aos pobres, aos pequenos,
 aos marginalizados…
Ele estende as Suas mãos para os atender, 
o seu coração está com eles. 
É um Deus compassivo e cheio de misericórdia. 
não quer que ninguém passe fome, 
detesta a injustiça, aborrece-lhe a indiferença 
e a falta de compromisso. 
Ele quer mudar o mundo, para que haja Justiça,
 Paz e Vida para todos, desde sempre é a Sua Promessa,
 de Abraão até nós. 
É a Sua Vontade e nos chama a construí-la. 
Meu coração está cheio de alegria porque me chamou 
a ser Catequista.
 quero anunciar a Sua Palavra, ser Testemunha 
da Sua Presença e construtor do seu Reino. 
Deus bondoso, ajuda-me a ser-Te fiel na minha vocação
 de Catequista todos os dias da minha vida. Amém! 

(Desconheço a autoria)

Montando a Árvore de Natal e o Presépio com as Crianças da Catequese

    

Nessa ocasião, sempre monto um pequeno Presépio,  na salinha de Catequese, com a participação das crianças. Elas ficam muito animadas e fazem muitas perguntas. 
            

Esse nós montamos no ano passado, quando relembramos o nascimento de Jesus e falamos sobre cada elemento que o compõe. Nesse dia, expliquei para os pequeninos qual é o verdadeiro sentido do Natal e motivei-os a colocar no Presépio o presente que Jesus, o aniversariante, mais deseja ganhar de nós, que é o nosso coração. 
Esse encontro está postado na página http://mgathe.blogspot.com.br/2013/12/nasceu-o-salvador.html

                                     

Brincando com as crianças, na Pré-Catequese, em 2011! Como é bom recordar! Os pequeninos desenharam suas mãozinhas e pezinhos em papel cartolina, para enfeitar a árvore. Nas mãozinhas, eles fizeram os seus pedidos a Jesus. Nos pezinhos, eles escreveram tudo o que pretendiam fazer, durante o ano seguinte, para alegrar o coração de Jesus. No início do ano, no momento certo, ao desmontar tudo, separei  os desenhos dos pezinhos e mãozinhas e guardei-os num envelope, para ser aberto em dezembro, quando cada um ia poder verificar se os seus pedidos forem atendidos e se eles cumpriram os seus propósitos. 

A árvore foi feita em TNT. As mãozinhas e os pezinhos foram desenhados em cartolina e depois recortados pelas crianças. Elas usaram os seu próprios pezinhos e mãozinhas como moldes. Depois escreveram seus pedidos e propósitos e assinaram os seus nomes.


Montamos também um pequeno presépio, representado por personagens infantis.













   

Um Feliz Natal para todos! Beijos!






                                

sábado, 29 de novembro de 2014

Quem é grande aos olhos de Deus?


Tenho pensado muito sobre essa necessidade das pessoas se sentirem maiores ou melhores do que as outras. Isso acontece em todos os lugares e, infelizmente, sabemos que isso ocorre até entre os membros da Igreja, onde muitos se acham mais importantes pelos cargos que exercem, outros porque são amigos do padre, e alguns porque contribuem com dízimos maiores.

Isso pode acontecer com qualquer um de nós. É necessário estar em constante vigilância para não cairmos na tentação de achar que o nosso trabalho é mais importante do que o do nosso irmão, de pretender ser maior ou melhor do que o outro. Isso é orgulho. O orgulho é pecado, e o pecado nos tira da graça de Deus. Não somos maiores nem menores do que ninguém. Todos somos importantes para Deus, para a Igreja. cada um com a sua aptidão. Deus nos fez diferentes para que precisássemos uns dos outros. Como no quebra-cabeça, todos somos peças necessárias para que o quadro fique completo. 

Nessa quinta-feira, estava preparando os últimos detalhes para a Coroação de Nossa Senhora e ouvindo o programa "Sorrindo pra Vida", da TV Canção Nova, e a mensagem trazida pelo missionário Márcio Mendes "tocou fundo em meu coração". Levou-me a refletir sobre as minhas atitudes e sentimentos.

A palavra meditada naquela manhã está em São Marcos 9,33-37: "Chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: "Que discutíeis pelo caminho?" Eles, no entanto, ficaram calados, porque no caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os Doze e lhes disse: "Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos, aquele que serve a todos!" Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: "Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, a mim acolhe. E quem me acolhe, acolhe, não a mim, mas Àquele que me enviou."

Ele inicia comentando o título do capítulo: Quem é o maior? Diz que, já na infância, quando ainda no colo de nossos pais, queremos saber se somos mais amados que os nossos irmãos, se somos melhores ... E que, se a gente não tomar cuidado, vamos passar a vida perguntando quem é o maior, quem manda, tanto em casa, como no trabalho, ou em qualquer outro lugar que frequentamos, criando um clima de disputa, gerando discórdias, divisões e tristezas entre as pessoas que devíamos amar. 

Ao ser perguntado por Jesus sobre o que discutiam pelo caminho, os discípulos ficaram calados. Talvez tenham ficado envergonhados por saber que aquilo que sentiam não era do agrado de Deus. Não tiveram coragem de colocar diante de Deus o que discutiram por saber que a conversa que tiveram era condenável.

“Grande aos olhos de Deus não é aquele que faz grandes coisas, mas aquele que faz tudo com amor”, afirma Márcio. Ser uma pessoa melhor é muito mais importante do que cargo importante. É isso que Jesus está dizendo para os seus discípulos.

Não devemos nos comparar com ninguém - nos ensina ele. Se tivermos que fazer comparação que seja com nós mesmos, de como estamos hoje em relação ao que fomos ontem. Não posso usar outra pessoa como uma medida, pois isso me causaria frustração. Cada um com sua aptidão. Deu como exemplo o peixe e o macaco. Como posso comparar os dois? O peixe é bom na água, ele não sobe em árvores, assim como o macaco não é bom na água e sim, subindo em árvores. Não devo me comparar com ninguém, eu preciso me comparar comigo mesmo. Eu preciso me medir todos os dias na missão que Deus me confiou. 

O que mais chamou a minha atenção e que respondeu a dúvida que estava no meu coração, foi quando ele falou sobre o critério que devemos usar para saber se o que estamos fazendo é bom, se estamos com Deus ou não. Diz ele: Se o que estamos fazendo aumenta a quantidade de amor no mundo, se o que estamos fazendo aumenta o amor entre as pessoas, o que estamos fazendo é bom. E o que fazemos de bom traz Deus para as nossas vidas. Porém, se o que estamos fazendo separa as pessoas, está causando antipatia, divisão, discórdia, tirando a paz, então temos que parar o que estamos fazendo, pois isso não presta, não é bom, é diabólico! Se não traz paz, se está causando divisão, não é de Deus, é do diabo!


Somos peças de um quebra-cabeça. Todos somos necessários
 para que o quadro fique completo.

Eu vou postar abaixo o texto na íntegra, principalmente porque não posso perder de vista tão precioso ensinamento. 


Mensagem do missionário Márcio Mendes, no programa "Sorrindo pra Vida", da TV Canção Nova, desta quinta-feira, dia 27 de novembro de 2014.


A bondade nasce do amor


"Como há pessoas que querem ser maiores ou melhores que as outras! Implantamos, muitas vezes, dentro da nossa casa, um grau de comparação, criando em nossos lares e relacionamentos divisões e disputas.

Não façamos comparações. Cada um de nós possui aptidão particular por alguma atividade. Quando nos comparamos aos outros, começamos a nos frustrar. Quer ser grande? Comecemos pelas coisas pequenas e nos tornaremos extraordinários.

O Senhor não nos chamou apenas para a grandeza, mas para a perfeição. Se quisermos ser o maior, estejamos a serviço de todos. Grande aos olhos de Deus não é aquele que faz grandes coisas, mas aquele que faz tudo com amor. A pessoa que ama vai ao encontro da necessidade dos outros.

Quando alguém perde o sentido da vida, é sinal de que ela não tem movido sua vida pelo amor e por amor. Coloquemos o sentido da nossa vida naquilo que não é passageiro. Vida sem amor é vida sem rumo. Não amemos qualquer coisa, mas coloquemos nosso amor no que vale a pena. Amemos Deus em primeiro lugar e conseguiremos amar as pessoas.

A idolatria é um amor exagerado pelas coisas. Quantos de nós temos cultuado bens materiais! Prestar culto a Deus é nos prostrarmos diante da Sua presença, ir ao encontro de alguém necessitado, amar as pessoas que estão ao nosso lado.

Se ensinarmos aos nossos filhos que na vida só temos valor pelo que possuímos, eles crescerão e enfrentarão a vida correndo atrás daquilo que é supérfluo. Eduquemos para que nossos filhos aprendam o que é o amor.

Amar dá trabalho, porque amar é cuidar do outro, mas são gratificantes os frutos que colhemos pelo amor. O amor é o critério para servir. O pecado nos tira da graça de Deus; em contrapartida, o bem que fazemos nos aproxima do Senhor. A presença do Pai do Céu é muito mais forte que o pecado.

É inútil tentar tirar o pecado de dentro de nós, porque nos envolvemos com ele. Façamos o contrário: coloquemos Deus em nosso coração, e assim o pecado não terá espaço em nós. Acolhendo Jesus, acolhemos o céu dentro de nós.

O que temos feito traz Deus para perto de nós ou nos afasta d'Ele? Ser uma pessoa melhor pela bondade é diferente de buscar posição social ou status. Usemos nosso tempo e experiência para nos tornarmos pessoas cheias de qualidades. O tempo precisa nos amadurecer.

Para ser maior, não desejemos ser maiores que os outros, mas sim maiores do que fomos ontem. Sejamos melhores em nossa vida de oração, como homens e mulheres de Deus.

A bondade independe de motivos. Ser bondoso nos torna mais belos. Podemos fazer o bem a todas as pessoas, mas sem recompensas, simplesmente porque Deus habita em nosso coração."

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

Preparando-se para o Natal


A palavra “advento” tem origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”. No Ano Litúrgico, o Advento é um tempo de preparação para a segunda maior festa cristã: o Natal do Senhor.

Neste tempo, celebramos duas verdades de nossa fé: a primeira vinda (o nascimento de Jesus em Belém) e a segunda vinda de Jesus (a Parusia). Assim, a Igreja comemora a vinda do Filho de Deus entre os homens (aspecto histórico) e vive alegre expectativa da segunda vinda d’Ele, em poder e glória, em dia e hora desconhecidos (aspecto escatológico). 

Como se estrutura o Tempo do Advento
O tempo do Advento não tem um número fixo de dias e depende sempre da solenidade do Natal. Ele começa na tarde (1ª véspera) do primeiro domingo após a Solenidade de Cristo Rei e se desenvolve até o momento anterior à tarde (1ª véspera) do Natal. 

Este ano, o tempo do Advento começa no domingo, dia 30 de novembro, e se prolonga até a tarde de quarta feira, dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. 

O tempo do Advento possui quatro semanas e, por isso, quatro domingos celebrativos. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.

No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta alo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.

O terceiro domingo do Advento é chamado de domingo da alegria (gaudete, em latim) por causa da antífona de entrada da missa (Alegrai-vos sempre no Senhor), mostrando a alegria da proximidade da celebração do Natal. 

Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messias. Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça. As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.


A cor dos paramentos do altar e as vestes do sacerdote é o roxo, igual à da Quaresma, que simboliza austeridade e penitência.

São quatro os temas que se apresentam durante o Advento:

I  Domingo

A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a prédica são um convite com as palavras do Evangelho: “Velem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, como o colégio, o trabalho, os vizinhos, etc. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.


II Domingo


A conversão, nota predominante da predica de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como seguinte passo, a Igreja nos convida a acudir ao Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo.

Durante esta semana poderíamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis, para quando chegar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.


III Domingo

O testemunho, que Maria, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. Na sexta-feira anterior a esse Domingo é a Festa da Virgem de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser a Mãe de Jesus e que além disso está disposta a ajudar e a servir a todos os que necessitam. O evangelho nos relata a visita da Virgem à sua prima Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha a visitar-me?

Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Propomos que fomentar a devoção à Maria, rezando o Terço em família. Acendemos como sinal de esperança gozosa a terceira vela, de cor rosa, da Coroa do Advento.


IV Domingo

O anúncio do nascimento de Jesus feito a José e a Maria. As leituras bíblicas e a prédica, dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho dela e nos convidam a “aprender de Maria e aceitar a Cristo que é a Luz do Mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com nossos irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa deverão viver-se neste ambiente, com o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações, as famílias e as comunidades. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor roxa.


As figuras Bíblicas principais do Advento
Dois personagens bíblicos ganham destaque na celebração do Advento: Maria e João Batista. Ela porque foi escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, e ele porque foi vocacionado a ser o precursor do Messias. Ela se torna modelo do coração que sabe acolher a Palavra e gerar Jesus. Ele se torna modelo de uma vida que sabe esperar nas promessas de Deus e agir anunciando e preparando a chegada da salvação. Em ambos se manifesta a realização da esperança messiânica judaica e o anúncio da plenitude dos tempos.
“Atentos e vigilantes”
A espiritualidade do Advento é marcada por algumas atitudes básicas: a preparação para receber o Cristo; a oração e a vivência da esperança cristã. A preparação para receber o Senhor se dá na vivência da conversão e da ascese. Precisamos ter um olhar atento sobre nós e a realidade que nos cerca e nos empenharmos para correspondermos com a ação do Espírito de Deus que quer restaurar todas as coisas. O nosso relacionamento com o nosso corpo e os nossos afetos, com nossos familiares e pessoas íntimas, nossa participação na vida eclesial e social devem estar no foco de nossa atenção. A preparação para celebrar o Natal demanda uma confissão sacramental bem feita e um propósito firme de renovação interior.
“Orai a todo momento”
Este tempo é marcado por uma vivência mais profunda da vida de oração. A leitura orante deste período nos coloca em contato com as profecias de salvação do Antigo Testamento, com a expectativa que os cristãos da Igreja primitiva tinham da Parusia e com os eventos principais que antecederam o nascimento de Jesus. A recordação dos eventos que antecederam a primeira vinda de Cristo se torna a base da preparação da Igreja para o novo Advento do Senhor. A Santa Missa e a Liturgia das Horas são os principais momentos celebrativos. Os exercícios de piedade, como a oração e a meditação dos mistérios gozosos do Rosário, a oração do Angelus Domini e a Novena de Natal podem ser um caminho feliz para a vivência da oração comunitária neste tempo.
“Para ficardes em pé diante do Filho do Homem”
Cada um de nós, apesar do pecado e do mal que nos cerca, deve desejar sempre mais a felicidade, aceitando que, em última análise, ela é o Reino dos Céus, a vivência em comunhão plena e eterna com Deus. Para isto é necessário vivermos dirigindo nossa vida para esta meta, colocando nossas forças no socorro da graça do Espírito Santo. Deus já nos criou desejando a felicidade. Contudo, por causa do pecado, vamos procurando nas criaturas aquela completude que só pode ser vivida na comunhão com o Criador. O Advento nos propõe entendermos todas as coisas na sua relação com Deus e usarmos elas como meios de estarmos com Ele, colocando nossa esperança nas realidades que não passam.

Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vela, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana preanuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor. Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.
A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a prédica são um convite com as palavras do Evangelho: “Velem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, como o colégio, o trabalho, os vizinhos, etc. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.


Para aprofundar...
Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 1168 até 1171; no Compêndio do Catecismo, perguntas de 241 e 242; no Youcat, perguntas de 184 até 186; e, Sacrosanctum Concilium, parágrafos 102 e 105.


Fontes:
Arquidiocese do Rio de Janeiro (por Pe. Vitor Gino Finelon)
Acidigital