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terça-feira, 4 de novembro de 2014

As Sete Palavras de Jesus na Cruz


"Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único".  O Pai  "deu" o Filho para nos salvar, e isso resultou na morte de Jesus,  e morte na cruz.

Por que a cruz?

Papa Francisco, numa de suas homilias, nos questionou: “Por quê? Por que foi necessária a Cruz?” E explica que foi devido a “gravidade do mal que nos mantinha escravos”.O Papa disse que a Cruz de Jesus exprime duas coisas: toda a força negativa do mal e toda a suave onipotência da misericórdia de Deus.
“A Cruz parece decretar o fracasso de Jesus, mas, na realidade, marca a sua vitória. No Calvário, aqueles que o injuriavam, diziam: ‘Se és Filho de Deus, desce da cruz’. Mas a verdade era o oposto: justamente porque era o Filho de Deus, Jesus estava ali, na cruz, fiel até o final ao desígnio do amor do Pai. E exatamente por isso Deus ‘exaltou’ Jesus, dando-lhe uma realeza universal”, afirmou.

O profeta Isaías mostra-nos que Jesus Cristo foi para a cruz “como um cordeiro que se conduz ao matadouro (Ele não abriu a boca)” (Is 53,7).
Mas o Senhor quis deixar-nos as suas últimas palavras, já pregado na Cruz. 
As últimas palavras de uma pessoa são sempre interessantes, especialmente quando se trata de alguém que marcou o seu tempo por tudo o que disse. Agostinho, que viveu no século IV, declarou: "A cruz onde Cristo foi crucificado e morto, foi a cadeira do Mestre na sua aula final". O próprio Jesus, ao ensinar a parábola da figueira, afirmou: "passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (Mt 24, 35).

Como será que estava o coração de Jesus durante suas últimas horas? Em quem e no que Ele pensou naqueles momentos?

As últimas palavras de uma pessoa, antes da morte, são aquelas que expressam as suas maiores preocupações e recomendações. A Igreja sempre guardou essas “Palavras” com profundo amor, respeito e devoção, procurando tirar delas todo o seu riquíssimo significado.

Foram sete as últimas palavras de Jesus. As primeiras proferidas durante as três primeiras horas de sua crucificação; as outras quatro, Ele as pronunciou numa rápida sucessão, nos momentos finais de sua agonia.

1 – “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34)
Com essas palavras Jesus selava todo o seu ensinamento sobre a necessidade de “perdoar até os inimigos” (Mt 5,44). Na Cruz o Senhor confirmava para todos nós que é possível, sim, viver “a maior exigência da fé cristã”: o perdão incondicional a todos. Na Cruz Ele selava o que tinha ensinado:
“Não resistais ao mau. Se alguém te feriu a face direita, oferece-lhe também a outra… Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons” (Mt 5,44-48). “Se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará” (Mt 6,14).
Certa vez Pedro perguntou-Lhe: “Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18, 21-22).

2 – “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43)
Com essas palavras de perdão e amor ao “bom”  ladrão, Jesus nos mostra de maneira inequívoca o oceano ilimitado de sua misericórdia. Bastou Dimas confiar no Coração Misericordioso do Senhor, para ter-lhe abertas, de imediato,  as portas do Céu.
Não é à toa que a Igreja ensina que o pior pecado é o da desesperança, o de não confiar no perdão de Deus, por achar que o próprio pecado possa ser maior do que a infinita misericórdia do Senhor. Uma grande tentação sempre será,  para todos nós, não confiar na misericórdia de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia: “como a misericórdia e a bondade do coração de Jesus são pouco conhecidas”! “Jesus, eu confio em Vós”.

3 – “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mt 27,46)
Estas palavras, que também estão no Salmo 21, mostram todo o aniquilamento do Senhor. É aquilo que São Paulo exprimiu muito bem aos filipenses: “aniquilou-se  a  si  mesmo,  assumindo a condição de escravo” (Fil 2,8). Jesus sofreu todo o aniquilamento possível de se imaginar: moral, psicológico, afetivo, físico, espiritual, enfim, como disse o profeta: “foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades…” (Is 53,5). Depois de tudo isto “ninguém tem mais o direito de duvidar do amor de Deus”. Será uma grande blasfêmia alguém dizer que Deus não lhe ama, depois que Jesus sofreu tanto para assumir em si o pecado de todos os homens e de cada homem. Paulo disse aos Gálatas: “Ele morreu por mim” (Gal 5,22).

4 – “Mulher, eis aí o teu filho”…“Filho, eis aí tua Mãe” (Jo19,26)
Tendo entregado-se  todo pela nossa salvação, já prestes a morrer, Jesus ainda nos quis deixar o que Ele tinha de mais precioso nesta vida, a sua querida Mãe. E como Jesus confiava nela! A tal ponto de querê-la para nossa Mãe também. Todos aqueles que se esquecem de Maria, ou, pior ainda, a rejeitam, esquecem e rejeitam também a Jesus, pois negam receber de Suas mãos, na hora suprema da  Morte, o seu maior Presente para nós.

5 – “Tenho sede!” (Jo 19,28)
Dizem os Padres da Igreja que esta “sede” do Senhor mais do que sede de água, é sede de almas a serem salvas, com o seu próprio Sacrifício que se consumava naquela hora. E esta “sede” de Jesus continua hoje, mais forte do que nunca. Muitos ainda, pelos quais ele derramou o seu sangue preciosíssimo, continuam  vivendo uma vida de pecado, afastados do amor de Deus e da Igreja.  Quantos e quantos batizados, talvez a  maioria,  nem sequer vai à Missa aos domingos, não sabe o que é uma Confissão há anos, não comunga,  não reza, enfim, vive como se Deus não existisse…

6 – “Tudo está consumado” (Jo 19,30)
Nos diz São João: “sabendo Jesus que tudo estava consumado…”, isto é, Jesus tinha plena consciência que tinha cumprido “toda” a sua missão salvífica, conforme o desígnio santo de Deus. Enquanto tudo não estava cumprido, Ele não “entregou” o seu espírito ao Pai. Assim, fica  bem claro que a nossa salvação depende agora de nós, porque a parte de Deus já foi perfeitamente cumprida até às últimas conseqüências.

7 – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46)
Confiando plenamente no  Pai, que Ele fizera também nosso Pai ao assumir a nossa humanidade, Jesus volta  para Aquele que  tanto amava. É o seu destino, o coração do Pai; e é o nosso destino também. Ao voltar para o Pai,  Jesus indica o nosso fim; o seio do Pai, o Céu.
“Vós sois cidadãos do Céu” (Fil 3,20), grita o Apóstolo; por isso, como diz a Liturgia, é preciso “caminhar entre as coisas que passam, abraçando somente as que não passam”.

Fonte: Blog Canção Nova - Prof. Felipe Aquino 
O número sete tem todo um significado especial, tanto na literatura bíblica como na universal. Cícero já dizia: "Em tudo quanto existe o número sete prevalece." Por exemplo: sete são os dias da semana, sete são as maravilhas do mundo antigo, sete são as cores do arco-íris, sete são as notas musicais, sete são as colinas de Roma e sete foram as palavras de Cristo na cruz. Na Bíblia encontramos mais de oitocentas referências ao número sete, por exemplo: sete Igrejas do Apocalipse, sete selos, sete trombetas, etc.

O número sete indica plenitude, perfeição. E nas sete Palavras de Jesus encontramos uma mensagem perfeita, plena. Mensagem de um salvador, que na hora da morte tinha um coração cheio de amor, amor que transbordou em palavras de esperança. Suas feridas não foram tratadas para que as nossas fossem. Suas aflições foram imensas para que as nossas fossem levadas embora.

 Ao morrer, da forma como morreu, Jesus nos aproximou mais dEle, e cada vez que chegamos perto da cruz, O amamos ainda mais.

Gl 6, 12.14 – “Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” 



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Quando montar e quando desmontar a Árvore de Natal e o Presépio?

A Árvore de Natal é símbolo de esperança. Com sua  forma elevada, seu verde e as luzes em seus ramos, ela é símbolo de vida que nos leva a meditar o grande mistério da Noite Santa do Natal do Menino Jesus. Cristo, o Filho de Deus, trouxe ao mundo escuro, frio e sem redenção no qual nasceu, uma nova esperança e um novo esplendor (Fonte: Cleófas).
"Após as I Vésperas do I Domingo do Advento é a hora de montar a árvore de Natal, colocar a guirlanda na porta, armar o presépio, e mudar o capacho da frente de casa por um tapete com decoração natalina." (Rafael Vitola Brodbeck).
A árvore não deve ser montada toda de uma vez: o ideal é acrescentar enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do Advento, que é, para nós católicos, tempo de preparação. 
“Durante o Natal, no Hemisfério Norte, todas as árvores perdem as folhas, com exceção do pinheiro. Por isso, a árvore se tornou símbolo da vida, celebrada no Natal com o nascimento do menino Jesus.” 
A preparação da árvore deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal. "Até 16 de dezembro, tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas Missas do advento. É só a partir do dia 17 de dezembro que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa. Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore." 
A montagem do presépio, também tradicional em tempos de Natal, deve seguir a mesma linha da preparação da árvore de natal. “Aos poucos, pode-se começar a montar a gruta, colocar os animais e os pastores, mas a Virgem Maria, São José e o menino Jesus devem fazer parte do presépio apenas mais próximo da noite do Natal.” 
O presépio, enquanto “encenação”, foi uma invenção de São Francisco de Assis para lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas pela Virgem Maria e São José no nascimento de Jesus. A orientação para quem pretende seguir a tradição católica é não sofisticar os presépios com luzes e enfeites. 
“Costumamos dizer sempre também que é muito importante envolver as crianças na montagem dos presépios, e o ideal seria que eles fossem feitos nas próprias casas, pelas crianças, para que eles percebam o real sentido do natal.” 


Hora de desmontar 



Tradicionalmente, o dia de desmontar a árvore de Natal, o presépio e toda a decoração natalina é 6 de janeiro, o Dia de Reis.  "É nesse dia que três magos, pessoas sábias, encontram o menino Jesus e ele é então revelado a todas as nações."



Advento

Um dos grandes símbolos do Natal para a Igreja é a coroa do Advento. Formada com ramos verdes e em formato de círculo, a coroa simboliza a unidade e a perfeição, sem começo e sem fim. “A coroa representa o nascimento do rei. Em cada um dos quatro Domingos do Advento uma vela é acesa. Com a proximidade do nascimento de Jesus, a luz se torna mais intensa, e é o Natal enquanto festa da luz que celebramos.”


Fonte: Pe. Carlos Gustavo Haas (Com adaptações).
Por: Por Cleiton Robsonn
Salvem a Liturgia


domingo, 2 de novembro de 2014

Aqueles que esperam no Senhor renovam suas forças como águias.

Aqueles que confiam no Senhor renovarão suas forças, receberão asas 
como águias, voarão e correrão sem cansar. (Isaías 40, 31)
"Sei, que os que confiam no Senhor revigoram suas forças, suas forças se renovam. Posso até cair ou vacilar, mas consigo levantar pois recebo d'Ele asas. E como águia me preparo pra voar." (Celina Borges)
Linda essa canção! Quantas vezes nos sentimos assim, abatidos sem forças para voar? E nesses momentos, quando nos sentimos fracos, cansados, desanimados é que podemos ver o poder de Deus agindo em nós. Enquanto estivermos nos sentindo "fortes", autossuficientes, fazendo tudo à nossa maneira, Deus não poderá agir, pois Ele não invade a nossa vida. Mas, no momento em que nos sentirmos sem vigor, se nos rendermos e pedirmos a Deus para que Ele nos fortaleça, então o seu poder se manifestará nos dando forças para prosseguir.  "Porque quando estou fraco então sou forte" (2Cor 2,10).

"Posso até cair ou vacilar, mas consigo levantar,  pois recebo d'Ele asas, e como águia me preparo para voar..."  Na nossa fraqueza precisamos, a exemplo das águias, buscar uma renovação, reconhecer que somos pequenos e que precisamos de ajuda para continuar o nosso voo. 

Vamos ver o que acontece com a águia quando ela se auto-avalia e sai em busca de uma renovação.
“A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta. O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão. Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um voo firme e pleno. Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas. Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, “renascida”, sai para o famoso voo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.”
Algo muito interessante que descobri também, é que quando a águia sente que o vento está muito forte, ela dobra os joelhos e não tenta lutar contra o vento, ela deixa o vento lhe levar, pois assim ela voa melhor. Isso não quer dizer que devemos cruzar os braços "deixando a vida nos levar", mas sim, buscar a Deus, deixar que o Senhor nos guie e, em alguns momentos, deixar que Ele nos carregue no colo. Tomando como lição a águia, diante de uma tempestade, de uma tribulação, nos coloquemos de joelhos e abaixemos a cabeça; estar de joelhos é a maior demonstração de humildade. Ser humilde é reconhecer que somos pequenos e que precisamos de ajuda.

O texto abaixo é do nosso querido irmão Márcio Mendes, da Comunidade Canção Nova, que falou hoje ao meu coração tudo aquilo que precisava ouvir.


É no Senhor que renovamos as nossas forças.



Quero começar a reflexão de hoje fazendo uma comparação. Segundo a Palavra de hoje, aqueles que esperam no Senhor renovam suas forças como águias, porque, quando este pássaro vai chegando aos 40 anos, precisa trocar suas penas, suas garras e seu bico, pois, se ele não se renovar, morre.

Então, a águia procura lugares altos para se refugiar de todos, assim como Jesus quando subia para rezar no monte. Lá, ela começa a bater o bico contra a pedra, até este se desprender. Depois, quando nasce um novo bico, a águia começa a bicar a própria unha até arranhá-la, a fim de que nasçam outras unhas. Também esse pássaro começa a arrancar uma a uma de suas penas, para que outras novas nasçam. Assim, ela ganha mais dezenas de anos de vida, tudo porque se renovou.

A Palavra de Deus está querendo nos dizer que aqueles que confiam no Senhor, mesmo que sintam que o seu tempo acabou, pois estão sem forças e desgastados, que não vão atingir seus objetivos, ao se colocarem na presença do Pai e buscar refúgio em luares altos, eles se renovarão.

É em Deus que nós encontramos a nossa renovação. Sem Ele envelhecemos e morremos mais cedo. Então, vejamos o que diz a Palavra: “Jacó, por que você anda falando, e você, Israel, por que anda dizendo: ‘O Senhor desconhece o meu caminho e o meu Deus ignora a minha causa’?” No lugar de Jacó e de Israel, você pode colocar seu nome, pois "Jacó" significa "aquele que crê", e Israel é todo aquele a quem o Altíssimo dirigiu Suas promessas.

Quando você confia em Deus, a sua fé o torna filho do Senhor. Então, você começa a entender que o Pai já o está abençoando e curando o seu coração. É esse mesmo Senhor que lhe pergunta: “Por que você reclama que Deus não vê seus direitos nem seu sofrimento? Acaso não ouviu falar? O Senhor é o Deus eterno, foi Ele quem criou os confins do mundo?”

Deus não corre e não faz nada às pressas ou fora do tempo. Ele também não se cansa e não é estúpido para colocar, neste mundo, uma ordem e, depois, desistir. O Senhor é aquele que dá ânimo ao cansado e recupera as forças do enfraquecido.

Se você está fraco ou desanimado, só há uma maneira de se fortalecer, independente de idade, saúde ou capacidade: recorrendo a Deus e unindo-se a Ele, porque até os jovens podem se cansar, e mesmo os guerreiros mais valentes podem tropeçar, mas aquele que está unido ao Senhor não vacilará.

A nossa esperança precisa ser posta em Deus, pois ela descansa e renova nossas forças. A esperança posta nas pessoas cansa, pois sabemos que, a qualquer momento, podemos nos frustrar. É confiando no Senhor que renovamos nossas forças, que recebemos asas para voar sobre os problemas que nos cercam. É confiando n’Ele que podemos correr sem cansar.

Quando confiamos em Deus, ninguém pode nos deter. É claro que seguiremos em qualquer direção, mas caminharemos para o bem e aprenderemos a vencer a voz da tentação.

Os que esperam no Senhor são aqueles que aprenderam a ouvir a voz do coração, onde fala o Espírito Santo, e ali e se tornaram fortes. Mas não basta ouvi-Lo, é preciso colocar em prática, dar fé àquilo que Deus revelou ao seu coração e revestir-se com essa inspiração.

Meu irmão amado, confie no que Deus coloca no seu coração, não contrarie as inspirações d’Ele, porque um coração inspirado pelo Senhor vê o que mais importa e é um conselheiro infalível.

Vamos pedir a Deus essa força que nos descansa; peçamos a companhia d’Ele para vencermos, dia após dia, as tentações que nos rodeiam.

Uma pessoa atenta, que tem fé, é forte, corajosa e cheia de amor, é um verdadeiro milagre de Deus e é também presença d’Ele por onde vai. Por isso, bendito seja o Senhor que nos dá essa Palavra, dizendo que nós podemos renovar n’Ele as nossas forças.

Se até agora a tentação estava no seu coração, questionando onde está seu Deus e seus direitos; agora, o Espírito Santo está lhe pedindo calma, porque quem está com você é o Senhor que criou o universo. Ele não corre, faz tudo a Seu tempo, e também não cansa, mas dá ânimo para sua vida. Bendito seja o nome de Deus por essa Palavra que nos enche o coração! Com Deus podemos muito mais, é n’Ele que colocamos nossa esperança.

"Nós confiamos em Vós, Senhor, de todo o coração. Bendito seja Teu nome, agora e para sempre."






sábado, 1 de novembro de 2014

Solenidade de Todos os Santos


Hoje, 01 de novembro, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.
“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.
Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).
Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).
Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).
Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Fonte: Santo do Dia - Canção Nova

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

As Sete Verdades do Bambu



"Seja como o bambu ... que enverga mas não quebra." (Padre Léo)

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou: "Vovô, corre aqui! Explica-me como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva … e este bambu tão fraco continua de pé?"

"Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” (e não de "eus"). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

SEJA COMO O BAMBU... Ele enverga mais não quebra..."

(Padre Léo)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sobre Homossexualidade



(Procurando entender ...)

O texto a seguir é de autoria do Tiba, membro da Comunidade Canção Nova. Achei muito interessante o seu conteúdo, o que motivou-me a refletir sobre o assunto. 

"UM JOVEM COM TENDÊNCIA HOMOSSEXUAL ME DISSE ...

"Tive uma conversa com um jovem certa vez que me disse: “Eu tenho tendência homossexual”. Perguntei pra ele há quanto tempo, e ele me disse: “Desde que eu me entendo por gente.” E não era um jovem do “mundão”; ele participava da “carismática” e servia na paróquia. No meio do papo ele me disse uma coisa interessante: “Tenho tendência homossexual, tenho consciência disso, sinto atração por rapazes, porém eu fiz a escolha de não viver a homossexualidade; vivo a castidade e sou feliz, não sou frustrado, quero fazer a vontade de Deus na minha vida.” Foi uma conversa muito boa, ele me revelou as suas lutas, suas dificuldades e me pediu oração. Também pude partilhar com ele, que a luta que ele tinha, era semelhante a luta de muitos homens, que mesmo não tendo tendência homossexual, vivem lutando pra serem fiéis às suas esposas, lutando pra viver a castidade em seus respectivos estados de vida, porque também eram lutas dos afetos e da sexualidade. Quando ele foi embora, eu fiquei pensando: Esse jovem realmente se encontrou com Deus e encontrará com Ele na glória eterna, porque lá viveremos todos como os anjos do céu, como disse Jesus em Mc 12, 25. Esse rapaz almeja viver na terra a prefiguração do que todos iremos viver no céu. Te encontro lá meu jovem!"
O que percebo é que o tema é evitado pelas pessoas que estão próximas a mim, pois não ouço ninguém falar sobre isso em nenhum encontro nas igrejas. Parece que todos temem encarar uma realidade que não dá para ser escondida, que precisa ser esclarecida à luz da verdade. Existe, como se fosse um acordo, de ninguém tocar no assunto. Fico pensando no que dizer, se algum dia alguma criança me fizer uma pergunta relacionada ao tema em questão.

Sei que é complicado, reconheço que é preciso muito tato, muita prudência no trato desse assunto, pois qualquer comentário pode ser interpretado como preconceito e ser taxado como entendimento homofóbico. Mas a questão não pode ser evitada; nós, educadores e evangelizadores, precisamos saber como lidar com tal situação.
Autor do texto abaixo: Vanildo Paiva
Tema-de-atualidade-catequese

"A homossexualidade tem ocupado cada vez mais os debates na sociedade atual, especialmente nas áreas das ciências humanas, como no campo científico e médico, psicológico, ético e teológico, político e sociológico, familiar e pastoral, etc. Também no campo catequético trata-se de um aspecto que chama a atenção e demanda respostas às vezes bem práticas dos catequistas. Quantas vezes o catequista se pergunta ou é questionado com perguntas semelhantes a estas: “Fulano é gay. Ele pode ser catequista?”, ou “aquele(a) catequizando(a) tem jeito de ser homossexual. Ele (a) pode ser crismado(a)”?, ou ainda, “estou percebendo que meu catequizando parece estar ‘começando’ a ser gay; será que indicar um psicólogo ou mandá-lo ao padre vai ‘consertá-lo’?”

Tratar dessas questões não é muito simples, pois envolvem inúmeras e complexas reflexões. Isso não dispensa a Igreja e nossos catequistas de pensarem a questão da homossexualidade sem preconceitos e com a seriedade que o fenômeno merece. Na ausência de uma “teologia da cidadania homossexual” (TRASFERETTI; ZACHARIAS), o que se faz urgente, cabe-nos abrir caminhos para a compreensão e encarar a homossexualidade, situando-a num contexto maior de onde ela nunca deve ser retirada: da sexualidade como um todo. 

A Igreja ainda fala pouco sobre o assunto e os pronunciamentos do Magistério são reticentes, desconfiados das conclusões advindas da psicologia e de outras ciências, e marcados pelo rigor doutrinal, às vezes bastante duros. Se, por um lado, a realidade cobra cada vez mais atitudes pastorais de solicitude e acolhida plena àqueles(as) que são homossexuais, por outro lado a continuidade histórica do ensinamento da Igreja exige dela que seja prudente no que ensina (às vezes gerando morosidade e inflexibilidade). Chegar a uma harmonia entre o “esplendor da verdade” e o “esplendor do amor” é o grande desafio!"






Muito esclarecedor o texto abaixo, de autoria do Padre Anderson Marçal da Comunidade Canção Nova:



Todos somos heterossexuaisk



A Igreja, que é mãe e mestra, acolhe cada pessoa como Jesus as acolhe, aceitando o pecador, mas não o pecado.

A homossexualidade pode ser definida como uma atração sexual prevalente e estável por pessoas do próprio sexo. Sendo simplesmente uma atração (inclinação, tendência…), como outras tendências (musicais, esportivas, alimentares…), independente da identidade da pessoa, a homossexualidade não constitui o aspecto essencial e não é, portanto, a natureza, a condição ou o estado dessa pessoa.












Pode-se afirmar, a rigor de lógica, que não existem homossexuais, mas pessoas com orientações homossexuais. É fundamental distinguir entre a tendência homossexual e a pessoa que prova essa tendência. Pode-se considerar a homossexualidade um problema, desaprovar as uniões homossexuais e considerar imoral tais atos; mas nos confrontos dessas pessoas são necessários compreensão e respeito. Do mesmo modo, uma atitude crítica em relação à homossexualidade não significa “homofobia” nem desprezo com pessoas que possuem essa tendência.

A homossexualidade não é determinada pelo comportamento sexual. Existem, de fato, pessoas com tendências homossexuais absolutamente castas ou que possuem relações heterossexuais, assim como existem pessoas com uma orientação heterossexual, mas que, por diferentes motivos, experimentam comportamentos homossexuais, sem que estes modifiquem sua orientação sexual.
A homossexualidade não diz respeito apenas e exclusivamente à orientação sexual. Sua raiz se coloca como a identidade de gênero, ou seja, a consciência do papel que os indivíduos do próprio sexo desenvolvem na sociedade. O fundamento da homossexualidade – como evidenciou Alfred Abner (1870-1937) e foi confirmado mais recentemente por Irving Bieber (1908-1991) – é que os homens que provam tendências homossexuais não se percebem à altura dos outros homens, capazes de poder satisfazer as exigências que a sociedade faz aos representantes do próprio gênero, dotados daquelas características viris que, na realidade, cada homem deve fastidiosamente construir. Esses admiram, invejam e, portanto, sentem-se atraídos por outros homens que veem mais desejosos de si.
Isso implica que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, heterossexuais com problemas de identidade de gênero. Não existem, portanto, “homossexuais latentes”, porque não existe uma natureza homossexual que possa não se manifestar, nem existe uma tendência homossexual se ela não é advertida; e mais ainda, pode-se afirmar que as pessoas com tendências homossexuais são, na realidade, “heterossexuais latentes”.
Outra distinção importante é aquela entre as pessoas com tendências homossexuais e os gays: enquanto a palavra “homossexualidade” indica simplesmente uma atração ou tendência, a palavra “gay” indica uma identidade sócio-política. Nem todas as pessoas com tendências homossexuais se reconhecem na identidade gay; a maior parte deles não é orgulhoso dessa inclinação e, por isso, sofrem muito, nem mesmo consideram a homossexualidade positiva para si e para a sociedade. Uma das questões mais debatidas sobre o argumento homossexual é se a homossexualidade é algo natural. A questão nasce de um equívoco de fundo: não é de fato natural tudo que existe, nem mesmo tudo que fazem os animais. O termo “natural” indica aquilo que deveríamos ser, aquilo que seremos se o nosso desenvolvimento não encontrasse obstáculos. Em uma palavra, é o nosso projeto vital.
Da mesma forma que a obesidade existe, mas não é natural, também a homossexualidade não é natural, porque todas as pessoas são heterossexuais, a não ser que algo intervenha, elimine a sua identidade de gênero e faça surgir um sentido de inferioridade, de diversidade e dificuldade em relação às outras pessoas.
Os ativistas gays fortemente sustentam a hipótese de que a homossexualidade tenha uma causa biológica. No imaginário comum, de fato, tudo aquilo que é biológico é facilmente identificado como alguma coisa de inelutável, e que, portanto, deve ser aceito. Todavia, estudos científicos excluem a possibilidade de uma causa biológica da homossexualidade: independente de títulos jornalísticos tanto de grande circulação como não tanto, não existe um “gene gay”, um “cérebro gay” ou um “hormônio gay”; no máximo – mas sem nenhuma certeza científica – pode-se fazer hipótese de uma predisposição biológica que é bem diferente de uma causa biológica. Mas, com certeza, há influências ambientais (familiar, social, experiência de vida etc.) que determinam um sentido de inferioridade em relação às pessoas do mesmo sexo, e, portanto, o desenvolvimento da homossexualidade.
A título de conclusão: é possível que uma pessoa com tendências homossexuais mude sua orientação sexual? Sim. Há testemunhos de experiências clínicas (Nicolosi, van den Aardweg, Bieber, Spitzer…) como também de associações de pessoas que mudaram sua orientação sexual. Existe também uma vastíssima bibliografia, seja em português ou em outras línguas, principalmente em inglês e francês, muito importantes, como a carta que Joseph Ratzinger escreveu: CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL 
DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS.
Antes de darmos um juízo final sobre tal comportamento ou tendência, saibamos que por trás de cada um existe uma história, e que a Igreja, que é mãe e mestra, acolhe cada pessoa como Jesus as acolheu, aceitando o pecador, mas não o pecado. Ajudemos a cada um desses nossos irmãos e irmãs com nossa oração e caridade.


E, para estarmos preparados para responder e esclarecer perguntas que porventura surgirem, por parte de nossos catequizandos, peçamos ao Espírito Santo que nos ilumine, que nos dê discernimento, para que saibamos responder e esclarecer as dúvidas dos pequeninos com a sabedoria que vem de Deus. Que possamos ter os nossos olhos, ouvidos e coração atentos à voz do Senhor! 

Abaixo, sábios ensinamentos da nossa Igreja, nas palavras do saudoso Cardeal Dom Eugênio Sales:


Dom Eugênio: A Igreja e o homossexualismo

Diante de manifestações favoráveis ao homossexualismo, parece-me oportuna uma abordagem do assunto, tranquila e serena, dirigida aos católicos à luz dos ensinamentos da Igreja nessa matéria. Esse tema, por vezes, provoca reações apaixonadas. Prevalece, no entanto, o dever de proclamar a verdade!

Ao tratar do sexto mandamento da lei de Deus, o “Catecismo da Igreja Católica” (nº 2357) assim se expressa: “A homossexualidade designa relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, e exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada”. O Catecismo não pretende propor uma explicação sobre as causas que dão origem ao homossexualismo, pois isto não é função do Magistério da Igreja, mas da Ciência, cujas conclusões estão longe de ser definitivas. Ao mesmo tempo não teme afirmar que os atos daí decorrentes são intrinsecamente desordenados. Com isso não tenciona ferir ninguém, mas simplesmente cumprir a missão de ser fiel às Sagradas Escrituras e à Tradição. A Revelação divina apresenta uma inequívoca condenação à atividade homossexual. Essa atitude relatada nos Livros Sagrados não pode ser entendida como mera acomodação a um contexto social ultrapassado. 

O livro do Gênesis (19,1-29) descreve a destruição de Sodoma e Gomorra. A prática ali vigente, contra a moral, era muito difundida e tomou o nome da cidade: sodomia. Era abominável aos israelitas e punida com a morte (Levítico 18,22; 20,13). O texto sagrado não admite dúvidas: “O homem que se deita com outro homem como se fosse uma mulher ambos cometeram uma abominação, deverão morrer”. Esse mal era difundido entre outros povos (Levítico 20,23 e Juízes 19,22 ss). No Novo Testamento, São Paulo escreveu na Epístola aos Romanos (1,24-27): “Por isso Deus os entregou a paixões aviltantes: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmos a paga de sua aberração”. 

Há diversas outras citações bíblicas na mesma orientação doutrinária. Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, o Magistério eclesiástico sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados” (“Persona humana”, 8). Alguns documentos emanados da Congregação para a Doutrina da Fé têm tratado amplamente do assunto. Sob o titulo “Persona Humana”, publicado em 1975, surgiram diretrizes precisas. Posteriormente, a 1º de outubro de 1986, veio a lume a “Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais”. O ensinamento do Magistério está sinteticamente exposto no “Catecismo da Igreja Católica” (n. 2358 e ss). Aborda diversos aspectos do problema. Assim “são contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (“Catecismo”, nº 2357).

Devemos distinguir entre tendência e atos homossexuais. A simples inclinação não leva necessariamente à ação, pois não se pode ignorar a liberdade humana. Esta confere à pessoa a capacidade de resistir. Jamais faltará a graça de Deus a quem a busca. Assim, um homem violento, reconhecendo suas más inclinações, usa dos meios para conservar o autocontrole. Quantos sentem uma tentação para o roubo, a desonestidade, mesmo o homicídio e conseguem superar esse momento de crise! Para alcançar tal resultado, o cristão não conta apenas com suas forças porque é assistido pela ajuda divina. Possuir a tendência ao homossexualismo não significa algo ofensivo a Deus e aos homens. O pecado está no ato livremente praticado. A ofensa ao Senhor está em ceder a esse impulso, pois não falta auxílio do Altíssimo a quem o procura, para observar a ordem moral por Ele estabelecida. 

A “Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais”, aprovada e publicada por ordem do Santo Padre João Paulo II, nos ensina que Deus ama o homossexual e a Igreja o vê como pessoa, para além das distinções relativas à sexualidade. A prática de atos homossexuais não é motivo de orgulho, pois eles ofendem ao Senhor. Diz o “Catecismo da Igreja Católica” (nº 2359): “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”.

Preciosas as diretrizes contidas nesta “Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais” (nº 10): “É de se deplorar firmemente que as pessoas homossexuais tenham sido e sejam ainda hoje objeto de expressões malévolas e de ações violentas. Semelhantes comportamentos merecem a condenação dos pastores da Igreja, onde quer que aconteçam (...). Todavia, a necessária reação diante das injustiças cometidas contra as pessoas homossexuais não pode levar, de forma alguma, à afirmação de que a condição homossexual não seja desordenada”.

Toda a campanha em favor do homossexualismo, bem estruturada e muito difundida, não ajuda a resolver os males resultantes. Pelo contrário, agrava-os. Os sofrimentos decorrentes de atitudes anti-cristãs, infelizmente ainda existentes, em alguns ambientes, por vezes tornam-se mais acentuados. Propor solução não correta pode criar outros problemas. Por exemplo: elevar a união de homossexuais ao nível do matrimônio, a adoção de crianças ... Nós, cristãos, devemos combater a discriminação promovendo a dignidade da pessoa humana, amada por Deus.

Este é o ensinamento da Igreja, em nome de Cristo, transmitido a seus fiéis e às pessoas de boa vontade.

D. Eugênio de Araújo Sales
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro



Paz e bem!



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O homem que Deus escolhe





Deus abençoe o nosso querido Padre Marcelo, homem de Deus, instrumento do Senhor! 

Padre Marcelo faz parte da minha história. Embora tenha sido toda a minha infância e parte da minha adolescência na Igreja, teve um momento da minha vida em que fiz como a ovelha desobediente que se afastou do rebanho. Com todos os valores distorcidos, queria desmentir tudo aquilo que havia aprendido na minha família. Sofri horrores com uma vida vazia, sem sentido, buscando razão para viver.

Lembro como se fosse hoje. Num programa de televisão, vi aquele jovem bonito, enorme, com cara de anjo, ajoelhado, orando com todo fervor, falando coisas que acalmavam o coração, que nos davam a certeza de que tínhamos um Deus que amava a cada um de nós com amor infinito, que nos aceitava com nossas misérias e que estava sempre de braços abertos para nos acolher. Imaginem vocês, que nessa ocasião eu já nem sabia mais ajoelhar para rezar!

E esse jovem bonito dançava e cantava com alegria canções que falavam de Jesus.  Uma alegria que só conhece aqueles que têm Deus no coração. As crianças, os jovens, os adultos, todos se encantavam com essa maneira nova de pregar o Evangelho!

E aí voltei para a minha Igreja ... a ovelha perdida volta para o seu Pastor! E nunca mais quis sair do redil! rs

Não posso negar, foi através do Padre Marcelo que teve início esse meu processo de conversão. Foi ele o instrumento que Deus usou para me resgatar. E muitas outras almas esse querido sacerdote trouxe de volta para Deus. A sua fé contagia a todos!

Padre Marcelo é muito amado, é um servo de Deus muito especial, muito querido, e agora chegou a hora de demonstrarmos todo o nosso amor por ele, retribuindo tudo de bom que ele nos trouxe com as nossas orações, para que ele saia logo desse momento difícil, que temos certeza que é passageiro. O mundo precisa muito desse mensageiro de Deus, desse sacerdote do Senhor! 

Quando ouço o Padre Marcelo nos contando sobre o que está passando, lembro do poema abaixo, que gosto muito, que nos mostra como Deus faz com os seus escolhidos, para "que eles se tornem um vaso segundo o Seu propósito soberano" (Jr 18,4).






O homem que Deus escolhe

Quando Deus quer disciplinar um homem,
e quebrantar um homem, e habilitar um homem;
Quando Deus quer moldar um homem
para que use o que tem de melhor;
Quando Ele deseja de todo o coração
tornar o homem grandioso e ousado
de tal modo que o mundo fique admirado -
Veja o que Ele faz,
veja como o faz!
Como Ele aperfeiçoa sem compaixão
a quem Ele escolhe, como se fosse o maior!
Como Ele o martela, como o machuca,
e com poderosos golpes o cutuca,
dobrando-o,
modelando-o,
num vaso de barro que somente Deus entende.
O seu aflito coração chora
e levantando as mãos, implora!
Deus dobra, não quebra jamais
quando retira algo do homem.
Muito Ele usa a quem tem amor.
O Senhor tem um alvo que não se compreende,
mas tudo o que faz leva o homem
a experimentar o seu grande esplendor!
Deus sabe o que faz!
(Anônimo)