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sábado, 27 de setembro de 2014

O que é ser Coroinha?


Desde uma tenra idade estes adolescentes são convidados a doar tempo da sua vida em testemunhar Jesus Cristo e viver em intimidade com Ele no serviço ao altar, nas celebrações eucarísticas. São convidados a dar testemunho da sua missão também na família, na escola, no grupo de catequese e assim por diante.

Ser coroinha é algo muito importante, pois se presta um serviço à Igreja, ao sacerdote e, principalmente, à Deus. O coroinha ou a coroinha ajudam o padre a celebrar a missa e outras cerimônias da igreja, em toda a sua liturgia. Embora possam ser realizadas pelo celebrante ou até por um ministro, o acólito tem a seu cargo todas as tarefas da missa, desde que esteja devidamente preparado.

As tarefas de um acólito podem ir desde a correta preparação do altar, ao correto manuseamento do missal romano, todo o trabalho a realizar na credência, recepção das oferendas, etc. e também - em celebrações mais solenes – o manuseamento do turíbulo, o transporte da Cruz, das velas e do Evangelho ou todas as demais tarefas que ‘aparecem ocasionalmente’ devido o tempo Litúrgico que se vive.


Responsabilidade dos Coroinhas
  1. Participar das reuniões; missas e demais compromissos assumidos.
  2. Seja pontual.Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
  3. Seja organizado. Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, calçados e roupas bem arrumados.
  4. Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar.
  5. Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto divino.
  6. Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado.
  7. Durante os atos litúrgicos evite conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações evitar circulações no presbitério).
  8. Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia.
  9. Dedique-se ao estudo da liturgia,a fim de celebrar cada vez melhor.
  10. Observe o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente antes de começar o ato litúrgico.

O que é preciso para ser coroinha?
Basta ter boa vontade; ser disponível para Deus e para sua comunidade; esforçar-se para ser bom, procurando viver o que Jesus viveu.


O que se exige de um coroinha?

Chegando ao templo: Ao chegar a Igreja, o coroinha deve dirigir-se à capela do Santíssimo Sacramento, ou ao altar em que o sacrário contempla Jesus sacramentado. Aí deve fazer uma genuflexão e permanecer em oração por alguns instantes, numa conversa com Jesus Cristo. Só então ele deverá dirigir-se á sacristia, para iniciar as atividades da celebração.
Do coroinha exige-se piedade, postura, respeito para com os ministérios, respeito para com o sacerdote, e atenção para com os fiéis da assembléia, respeito com o templo.
Juntos os coroinhas formam um grupo muito importante, no qual poderão encontrar união, compreensão, confiança e estima, coisa de que tanto precisam. O Pároco deverá, dentro do possível, acompanhar cada um deles em sua realidade pessoal, ajudando-os no que for possível. Ser coroinha exige responsabilidade, e devem assumir todos juntos, e cada um em particular, com amor, este serviço a Cristo e sua Igreja.

O que o coroinha deve conhecer?
  • A santa missa, parte por parte;
  • Os lugares da igreja;
  • Os livros sagrados;
  • Os utensílios usados na celebração;
  • As vestes litúrgicas;
  • O que a igreja ensina.
Fonte:
Paróquia Santa Clara de Assis 

Os 10 mandamentos do coroinha 

1. Ser responsável e assíduo. Quase que este é o mandamento principal do Coroinha: deve ser uma pessoa altamente responsável com a função que exerce; deve ter um cuidado especial com todos os objetos litúrgicos que manuseia. Quando for escalado, não deve faltar à Celebração. Deve também evitar faltar ou chegar atrasado aos encontros, pois para servir no Altar, não basta só estar no Grupo, deve-se seguir este e os outros mandamentos que nós veremos a seguir.

2. Ser disponível. O Acólito exerce um Ministério dentro da Igreja. Ou seja, faz um serviço que nenhuma outra pessoa é capaz ou está autorizada a fazer. Por isso, quando o Acólito for escalado para alguma Celebração, ele deve prontamente dizer SIM, EU VOU. Salvo se o Coroinha tiver outro compromisso que não puder desmarcar naquele momento, caso em que estará dispensado.

3. Ser atencioso. Acolitar significa servir; no nosso caso, servir no altar durante as Celebrações da Missa. Desta maneira, o Acólito deve ficar atento a todas as necessidades do Celebrante do decorrer da Missa.

4. Ter um comportamento exemplar. O Acólito, pela sua função no Altar, é uma pessoa altamente visualizada por toda a comunidade. Desta forma, automaticamente, o Acólito vira uma espécie de modelo de criança ou adolescente, para todas as pessoas da comunidade. Assim sendo, o Coroinha deve honrar esse grande papel que está exercendo na comunidade, comportando-se dignamente.

5. Ter cuidado com as vestimentas, a postura e os gestos. O Acólito é obrigado a ter um cuidado especial com estes três itens. As vestimentas dos acólitos devem ser dignas; durante os encontros deve-se evitar vir de bermuda, mini-saia, roupas curtas ou imprópria ao ambiente da Igreja. E para as Celebrações nem se fala, o Acólito tem que se vestir o mais discreta e compostamente possível. Já a postura e os gestos também devem ser condizentes com o Ministério de Acólito. O Coroinha deve evitar passar a mão no cabelo, nariz, ouvido, garganta e outras partes do corpo, pois o Coroinha manuseia objetos que contêm, além do Corpo e Sangue de Jesus, alimento que será consumido pela comunidade. Com relação aos gestos, deve-se evitar todos aqueles de natureza obscena ou que sejam desrespeitosos.

6. Ser Estudiosos. O Coroinha é uma pessoa diferente, que tem que ser bom em tudo que faz, inclusive na escola. Então, para servir no Altar, o Coroinha tem que ser um bom aluno, ou seja, precisa tirar boas notas; tem que tirar notas acima da média. Caso tenha algum conceito insuficiente será suspenso das suas funções, e dependendo das notas poderá ser até ser convidado a sair do Grupo de Acólitos.

7. Considerar e honrar a sua família. O Acólito deve ser um modelo exemplar também dentro da sua família. Ninguém vive sadiamente sem família. As pessoas que não têm família, possuem na maioria das vezes algum problema de ordem psicológica. E muitas vezes, mesmo tendo em casa a nossa família, nós não a tratamos com a devida importância e respeito, gerando dessa forma muitos problemas que, com o passar do tempo, não podem ser mais consertados.

8. Respeitar todas as pessoas. O mundo em que vivemos não está restrito à nossa família, à escola ou à igreja. Nós, seres humanos necessitamos de gente, muita gente mesmo, para brincar, jogar, conversar ..., ou seja, viver decentemente. Para isso temos de respeitar, tratar bem, ser educado com todas as pessoas de quem nós gostamos, e também com aquelas que não gostamos. Porque dizia Jesus: Perdoar um amigo é fácil; quero ver você perdoar um inimigo.

9. Ser um amigo verdadeiro. Umas das grandes qualidades do Acólito é passar todos os seus conhecimentos para os Coroinhas mais novos. Dentro do Grupo de Acólitos deve existir uma amizade verdadeira entre os componentes. Devem-se evitar fofocas, disse-me-disse, brigas, discussões ou qualquer outra ação que venha desencadear a desunião do Grupo. Caso o Acólito não se enquadre nesse esquema será convidado a sair do Grupo.

10. Nunca esquecer a oração. Este é o principal mandamento do Acólito. A Oração é o combustível do Católico. Sem ela, o nosso tanque de gasolina secará, e nós pararemos no meio do caminho, igual a um carro. Com ela, nós conseguimos ter os mais íntimos contatos com Deus Pai. Devemos recorrer à oração em todos o momentos de nossas vidas. Para agradecer, interceder, suplicar, ou para simplesmente conversar com Deus. Não podemos desperdiçar nenhuma oportunidade, temos que abraçar todas. Quando rezamos de maneira correta e consciente, ao terminar, ficamos com o gostinho de quero mais. Podemos rezar em qualquer lugar, sozinhos ou acompanhados. Entretanto, a Oração mais poderosa que existe na face da Terra é a Celebração da Santa Missa, onde o Coroinha participa dela de camarote. E pode ter certeza muita gente tem uma certa inveja da localização dos Coroinhas dentro da Missa; por isso aproveite este privilégio que não são todos que têm. 


O Uso do Incenso na Liturgia Católica


O uso do incenso para o culto é antiquíssimo, pré-cristão. Recorramos à Bíblia para compreender melhor. No Templo de Jerusalém - já antes em torno da Arca da Aliança - o rito de incenso era clássico. No capítulo 30 do Êxodo estabelece-se como será o altar do incenso. Outra passagem podemos ler no Evangelho de Lucas 1, 8-9. O profeta Isaías anunciou que na nova era de Jerusalém viriam reis do oriente com ouro e incenso em honra do Senhor (Is 60,6). O evangelho vê  a profecia cumprida nos dons que os magos do oriente ofereceram ao Menino Divino: ouro, incenso e mirra.

Elegantemente e solenemente, o uso do incenso dentro da Celebração Litúrgica expressa o respeito e a reverência ao Senhor nosso Deus. Quem não se rejubila ao ver, nas solenidades litúrgicas, elevarem-se dos turíbulos aquelas ondas que impregnam de suave perfume todo o recinto sagrado? Perfeita imagem da oração que sobe como oblação de agradável odor até o trono de Deus. Nas Sagradas Escrituras incenso e prece são apresentados como termos reversíveis um no outro: “Que minha oração suba à tua presença como incenso” (Sl 140, 2). Na mesma linha, lê-se no livro do Apocalipse: “Depois veio outro anjo e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro. Foram-lhe dados muitos perfumes, a fim de que oferecesse as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono de Deus” (8, 3-4). 

O incenso, cheio de perfumes que sobe aos céus, simboliza a fé, o amor, a adoração e sobretudo a atitude de oferenda e sacrifício dos fiéis diante de Deus.

Devemos ter consciência de que o verdadeiro perfume agradável a Deus - do qual o incenso é sinal exterior - é a nossa vida como oferta e sacrifício de louvor. Nos exorta o apóstolo Paulo: vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós em oblação de vítima, como perfume de agradável de odor (Ef 5,2). Os ritos de incensação querem indicar nossa própria vida como um sacrifício agradável a Deus e perfume benfazejo para os demais.



Uma história de mais de três mil anos

A utilização dessa essência no culto divino provém de uma prescrição feita pelo Senhor a Moisés, na mesma ocasião em que Este lhe entregou, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei. O próprio Deus lhe ditou como deveria ser feito: “Toma aromas: estoraque, ônix, gálbano de bom cheiro, incenso lucidíssimo, tudo em peso igual. Farás um perfume composto segundo a arte de perfumador, manipulado com cuidado, puro e digníssimo de ser oferecido. E, quando tiveres reduzido tudo a um pó finíssimo, pô-lo-ás diante do tabernáculo do testemunho, no lugar em que eu te aparecer. Este perfume será para vós uma coisa santíssima” (Ex 30, 34-36).

Deus não deixa a menor dúvida de que essa essência odorífera deveria ser usada exclusivamente para o esplendor do culto divino: “Todo homem que fizer uma composição semelhante para gozar de seu cheiro, perecerá no meio do seu povo” (Ex 30,38).

Assim, obedecendo ao que Deus determinou a Moisés, o povo eleito queimou durante vários séculos, pela manhã e pela tarde, em homenagem ao Senhor um incenso de suave fragrância.

No Novo Testamento, ele surge já nos primeiros dias do Menino Jesus. Entrando os Reis Magos na casa onde estava Ele com sua Mãe, prostraram-se e O adoraram, em seguida abriram seus tesouros e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. “O incenso era para Deus, a mirra para o Homem e o ouro para o Rei”, diz São Leão Magno (Sermão n. 31). Portanto, dos três dons oferecidos, o de maior valor simbólico era o incenso.


A serviço do esplendor da Liturgia

Devido ao fato de os povos pagãos costumarem queimar todo tipo de perfumes em seus cultos idolátricos, por cautela a Igreja demorou certo tempo em admitir seu uso nas cerimônias litúrgicas.

Logo, porém, que a Liturgia começou a se desenvolver, ele fez seu aparecimento. Assim, nas primeiras décadas do quarto século, o Imperador Constantino ofereceu à Basílica de Latrão dois incensórios, feitos de ouro puro, os quais provavelmente permaneciam fixos em seus lugares e eram usados para perfumar o lugar santo.

O Papa Sérgio I (687-701) mandou dependurar na igreja um grande incensador de ouro para que, “durante as Missas solenes, o incenso e o odor de suavidade se elevassem mais abundantemente para o Deus Onipotente”.

Surgiu depois o turíbulo, mas, de início, sua utilização consistia apenas em ser levado pelo subdiácono à frente do cortejo litúrgico, perfumando o percurso do celebrante na entrada e na saída da Missa, e na procissão do Evangelho.

No correr do tempo, com o aperfeiçoamento das celebrações, instituiu-se a incensação no momento do Evangelho, depois no Ofertório e, por fim, no séc. XIII, na elevação da hóstia e do cálice.

Atualmente a incensação durante a Missa é facultativa, podendo ser feita durante a procissão de entrada, no início da Celebração, na proclamação do Evangelho, no Ofertório, e na elevação da hóstia e do cálice após a Consagração (cf. IGrMR, 235).


Efeitos e finalidades

O celebrante põe incenso no turíbulo e o benze com o sinal-da-cruz. Essa bênção faz dele um sacramental, isto é, um “sinal sagrado” mediante o qual, imitando de certo modo os sacramentos, “são significados principalmente efeitos espirituais que se alcançam por súplica da Igreja” (CIC nº 1166).

Um desses efeitos pode ser verificado no motivo da incensação do altar e das oferendas, na Missa. Incensa-se o altar para purificá-lo de qualquer ação diabólica, e as oferendas para torná-las dignas de serem usadas no Mistério Eucarístico.

O incenso é primordialmente um ato de homenagem a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como aos homens e objetos consagrados ao culto divino.

Segundo São Tomás de Aquino, a incensação tem duas finalidades. A primeira é fomentar o respeito ao sacramento da Eucaristia, já que ela serve para eliminar, com um perfume agradável, os maus odores que poderiam existir no lugar. A segunda, representar a graça, da qual, como um bom aroma, Cristo estava cheio.

Por fim, o carvão aceso no turíbulo e o perfume que se evola servem também para nos advertir que, se queremos ver nossas orações subirem assim até o trono de Deus, devemos nos esforçar para ter o coração ardente com o fogo da caridade e da devoção.

Fonte: Paróquia Nossa Senhora Rainha


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Onde está Deus?


"Onde está Deus?", pergunta o cientista , "ninguém O viu jamais. Quem Ele é?" Responde às pressas o materialista: "Deus é somente uma invenção da fé!". 

O pensador dirá, sensatamente: "- Não vejo Deus, mas sinto que Ele existe! A natureza mostra claramente em que o poder do Criador consiste". 

Mas o poeta dirá, com segurança de quem afirma porque tem certeza: 
"- Eu vejo Deus no riso da criança, no céu, no mar, na luz da natureza! Contemplo Deus brilhando nas estrelas, no olhar das mães fitando os filhos seus. Nas noites de luar claras e belas, que em tudo pulsa o coração de Deus! Eu vejo Deus nas flores e nos prados, nos astros a rolar pelo infinito. Escuto Deus na voz dos namorados e sinto Deus na lágrima do aflito! Percebo Deus na frase que perdoa; contemplo Deus na mão que acaricia; escuto Deus na criatura boa; e sinto Deus na paz e na alegria! Eu vejo Deus no médico salvando; pressinto Deus na dor que nos irmana; descubro Deus no sábio procurando compreender a natureza humana! Eu vejo Deus no gesto de bondade; escuto Deus nos cânticos do crente; percebo Deus no sol, na liberdade e vejo Deus na planta e na semente! Eu vejo Deus, enfim, por toda parte, que tudo fala dos poderes seus. Descubro Deus na expressão da arte; no amor dos homens também sinto Deus! Mas onde sinto Deus com mais beleza, na sua mais sublime vibração, não é no coração da natureza, é dentro do meu próprio coração."

Dr. Agnaldo Bahia Monteiro 

Papa pede que cristãos não se deixem levar pela vaidade


Tomar cuidado com a vaidade que afasta o homem da verdade e o faz parecer uma “bolha de sabão”. Esse foi o alerta deixado pelo Papa Francisco na Santa Missa desta quinta-feira, 25, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou em sua homilia que, mesmo quando fazem o bem, os cristãos devem fugir da tentação de aparecer, de fazer-se ver.
vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Vaidade quer dizer, de acordo com o dicionário, “desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros”.

"Senhor, quem entrará no santuário pra te louvar? Quem tem as mãos limpas, e o coração puro, quem não é vaidoso, e sabe amar." Vemos que o vaidoso não entrará no Reino dos Céus. A Igreja Católica apresenta o orgulho ou vaidade, conhecido como soberba, como um dos sete pecados capitais. A soberba é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade.
Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas.

Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada e invejada.

É preciso parar para refletir sobre os sempre sábios ensinamentos do nosso querido Papa, perguntando a nossos mesmos: Tenho o desejo de ser vista, de ser admirada? Tenho consciência de que o dom que recebi é graça que Deus me concedeu para ser usado em favor dos meus irmãos? Estou consciente de que sozinha, que sem Jesus, nada posso fazer? Será que tudo que tenho feito tem sido para a honra e glória do Senhor, ou estou buscando glórias para a minha pessoa?

Por causa do serviço que prestamos à Igreja, estamos continuamente expostos a essa fraqueza. Admito que muitas vezes, ao receber elogios sobre algum trabalho ou alguma ideia que apresentei,  fiquei feliz pelo reconhecimento. Mas sempre lutei contra a vaidade e sempre estive consciente de que nada fiz sozinha, que sem o Espírito Santo, sem a sua inspiração, sem a sua força, eu não conseguiria fazer nada. "A alma necessita do Espírito Santo, sem o qual não se encontra em nós qualquer bem. A santa Igreja adverte-nos que não pode existir nada de inocente no homem que não tenha em si o Espírito Santo. E São Paulo ensina-nos que sem o auxílio do Espírito Santo não podemos sequer invocar o santo Nome de Jesus."

"Sem Jesus, nada podeis fazer"; não podemos esquecer nunca disso! Em segundo lugar, é preciso entender que fomos criados com um objetivo, o de glorificar a Deus. Jesus em suas últimas palavras aos seus discípulos pediu a eles que pregassem o evangelho e fizessem discípulos. Quando damos muitos frutos, glorificamos a Deus e nos tornamos seus discípulos, ou seja, quando damos muito fruto, é como se estivéssemos carimbando um documento que ali consta como registro este servo tem feito à vontade de seu Senhor. 

Somos apenas servos! Muito sábia Madre Teresa, ao dizer que a vaidade é sempre ridícula. "Quantas iniciativas ficam prejudicadas pelos egos inflamados! Quantas pessoas passam a se considerar melhores e mais importantes, por causa de elogios recebidos – elogios, diga-se de passagem, nem sempre sinceros! Tais pessoas melhor fariam se lessem ao menos o primeiro capítulo do Livro do Eclesiastes (250aC), que começa assim: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade” (Ecl 1,1b). Em outras palavras: se alguma coisa conseguirmos com nossos trabalhos, decisões e iniciativas, digamos ao Senhor: “Senhor, sou apenas teu jumentinho. Que ninguém perca tempo prestando atenção em mim; que todos olhem para ti e te aclamem. Tu que és importante!” (Dom Murilo S. R. Krieger -Arcebispo de São Salvador da Bahia / Primaz do Brasil).


Que Ele cresça e eu desapareça

Abaixo, um texto do Professor Felipe Aquino: 
São João Batista, melhor do que ninguém, expressou com sua vida e palavras como deve ser um mensageiro do Senhor. Todo aquele que luta pelo reino de Deus na terra, deve dizer, como João “Importa que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30), como complemento ao versículo anterior: “Nisso consiste a minha alegria, que agora se completa” (Jo 3,29c). João Batista se referia, é claro, a Jesus, Ele era o que o profeta anunciara “a voz que clama do deserto” (cf. Is 40,3), o precursor de Jesus, “a fim de preparar o Seu caminho” (cf. Mc 1,2).

João soube exatamente o seu lugar no serviço de Deus; jamais a menor sombra de vaidade ou orgulho tomou conta do seu coração. Fez tudo o que lhe fora mandado por Deus, discretamente, sem ofuscar a passagem do Senhor. “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (citação livre de Jo 3,30). Ninguém na terra mereceu um elogio de Jesus tão grande como o que João recebeu: “Em verdade vos digo, entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista” (Mt 11,11).

João Batista é um exemplo exato de como deve ser quem quer servir ao Senhor: fazer tudo por Ele e para Ele, unicamente por amor a Jesus, fugindo diligentemente de tudo quanto possa alimentar a menor secreta vaidade. Também no trabalho da Igreja corremos o risco de ficar “inchados” com alguns aplausos e elogios. A verdadeira humildade exige que reconheçamos que, se fazemos algo de bom, é simplesmente por obra e graça da bondade de Deus, e que por nós mesmos de nada somos capazes.
“Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5c). “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vem de cima: desce do Pai das luzes” (Tg 1,17a).
Por isso, não há razão alguma para que nos sintamos vaidosos de alguma boa ação. Tudo é dom de Deus!
As pessoas mais úteis para Deus são aquelas que buscam unicamente a Sua glória, com reta intenção, buscando, como João Batista, “desaparecer”, para que a glória de Deus não seja ofuscada pela nossa vaidade inconveniente e mesquinha.
Muitas de nossas boas ações não têm mérito perante Deus porque elas visam mais à nossa própria glória do que à de Deus. É importante lembrarmo-nos sempre daquela palavra de Jesus no sermão da montanha: “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de Vosso Pai que está no céu” (Mt 6,1).
Portanto, “que Ele cresça e eu desapareça”.
O melhor de servir
“Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo” (João 15,11).
    Não podemos negar que quando vemos tudo dar certo, uma felicidade invade os nossos corações. É muito bom ver os frutos do nosso trabalho feito com amor e dedicação,é prazeroso constatar que vale a pena toda luta, todo cansaço, que o nosso empenho em dar o melhor de nós na obra do Senhor sempre vale muito a pena. Com certeza, uma vida ligada à videira é uma vida de constante alegria.

    É certo que há momentos difíceis, que seriam mais ainda, se não tivéssemos Deus ao nosso lado, como o sepultamento de um parente, a perda de um emprego, uma decepção no que tange a relacionamentos. Mas quando Jesus nos fala em gozo completo, Ele esta falando de coisas eternas que já foram conquistadas e que ninguém pode tomar de nós.

    Quando sentimos essa felicidade e esse prazer de estar fazendo o melhor que sabemos, isso não é vaidade. Essa satisfação em servir, esse desejo que arde em nossos corações de fazer sempre o melhor, essa dedicação e carinho pelas coisas de Deus, não é futilidade. Sabemos que é sentimento puro, porque dá alegria. Devemos desconfiar que algo está errado, quando recebemos elogios por nossos feitos e a nossa própria consciência nos acusa de que estamos buscando glória para nós mesmos. Isso é fácil de identificar, pois o que é de Deus traz paz ao nosso coração, enquanto que o que buscamos para satisfazer o nosso ego nos traz inquietação, nos torna infelizes. Precisamos estar atentos!




    Papa Francisco destaca que cristãos vaidosos são como bolhas de sabão: belas por pouco tempo.

    QUINTA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2014, 7H40

    Partindo da Primeira Leitura, retirada do Livro do Eclesiastes, o Santo Padre falou sobre o perigo da vaidade, uma tentação não só para os pagãos, como também para os cristãos. Ele recordou que Jesus repreendia a todos que se vangloriavam e lhes dizia que não se deve rezar para que os outros vejam. O mesmo deve acontecer, afirmou o Papa, quando ajudamos os pobres: fazê-lo de forma oculta, pois é suficiente que Deus veja.

    “O vaidoso vive para aparecer. ‘Quando você faz jejum – diz o Senhor – por favor não fique triste ali, para que todos percebam que você está jejuando; não, faça jejum com alegria; faça a penitência com alegria, que ninguém perceba’. E a vaidade é assim: é viver para aparecer, viver para fazer-se ver”.

    Sua Santidade destacou que os cristãos que vivem assim – que vivem para aparecer – parecem “pavões”; são pessoas que se vangloriam de terem uma família cristã, de serem parentes de um padre ou de uma freira. E questionou como é a vida dessas pessoas nas obras de misericórdia, se, por exemplo, elas visitam os doentes.

    O Santo Padre recordou, então, que Jesus sempre disse que é preciso construir a “casa”, ou seja, a vida cristã, sobre a rocha, sobre a verdade. Os vaidosos, em vez disso, constroem a “casa” sobre a areia e então a vida cristã cai, escorrega, porque eles não são capazes de resistir às tentações.

    “Quantos cristãos vivem para aparecer. A vida deles parece uma bolha de sabão. É bela a bolha de sabão! Tem todas as cores! Mas dura um segundo, e depois? Também quando olhamos para alguns monumentos fúnebres, pensamos que é vaidade, porque a verdade é voltar para a terra nua, como diz o Servo de Deus Paulo VI. Espera-nos a terra nua, esta é a verdade final. Nesse meio de tempo, em me gabo ou faço alguma coisa? Faço o bem? Procuro o bem? Rezo? As coisas consistentes. E a vaidade é mentirosa, é fantasiosa, engana a si mesma, engana o vaidoso”.

    Francisco explicou que é isso que acontecia com o tetrarca Herodes, como narra o Evangelho do dia. Herodes se perguntava com insistência sobre a identidade de Jesus. O Papa disse que a vaidade semeia inquietação ruim, tira a paz; é como aquela pessoa que coloca maquiagem demais e depois tem medo de tomar chuva e borrar tudo. “A vaidade não nos dá paz, somente a verdade nos dá paz”.

    A única rocha sobre a qual se pode edificar a vida é Jesus, afirmou o Sumo Pontífice. O próprio Cristo foi tentado no deserto, lembrou o Papa, acrescentando que a vaidade é uma doença espiritual muito grave. “Peçamos ao Senhor a graça de não sermos vaidosos, de sermos verdadeiros com a verdade da realidade e do Evangelho.”

    "Vamos cuidar da vaidade, porque o vaidoso acha que tudo que  existe é pra ele, é para o bem estar dele, é para que ele usufrua. Cuidemos disso no coração daquele que não tem nada de vaidade, Nosso Senhor Jesus Cristo, O servo." (Por Ricardo Sá - Canção Nova)



    terça-feira, 23 de setembro de 2014

    Fica Senhor, comigo! - Padre Pio

                           

    "Fica Senhor, comigo! Preciso da tua presença, para não te ofender! Sabes quão facilmente, sou fraco e te abandono. Preciso de ti para não cair."


    Hoje, 23 de setembro, a Igreja comemora o dia de São Pio de Pietrelcina, exemplo de vida e fé para nós cristãos. 

    Tive a graça de assistir ao filme sobre a vida do Padre Pio de Pietrelcina e fiquei encantada com a história desse Santo! Por isso, resolvi abrir uma página no meu blog para registrar tudo o que eu encontrar sobre a sua vida.

    Na verdade, não abri só uma página, esse é o meu segundo post no blog (o anterior é a "Novena de São Pio de Pietrecina").

    Neste vídeo, cenas do filme com a música Fica Comigo, Senhor!, na voz da grande cantora católica, Celina Borges! Muito lindo!

    “Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gál 6, 14).




    FICA  COMIGO, SENHOR!

    Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.
    Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
    Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
    Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
    Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade.
    Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga.
    Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
    Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel.
    Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.
    Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.
    Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
    Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti.
    Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
    Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
    Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
    Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais.
    Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. 

    Amém.

    Padre Pio


    domingo, 21 de setembro de 2014

    O Significado e a Maneira Correta de Fazer o Sinal da Cruz



    Sonhei essa noite que estava participando de uma Missa em minha Paróquia. Depois da procissão de entrada, como de costume, logo no início, toda a Igreja rezava cantando o Sinal da Cruz. Reparei que algumas pessoas cantavam acrescentando mais algumas palavras à letra, causando total desarmonia no canto. Não perdia o sentido, mas a letra era mais extensa, complexa.

    Acordei pensando nisso e fiquei durante o restante do dia matutando sobre o sonho que tive, e o que vinha na minha mente era sempre a imagem da cruz. Foi quando veio a ideia de escrever sobre o Sinal da Cruz.

    Lembrei da minha primeira turminha de Catequese. Eram crianças bem pequenas. Notei, logo nos primeiros encontros, que todas sabiam fazer o Sinal da Cruz, porém não sabiam o seu significado, sendo que algumas erravam o lado do ombro quando rezavam. Então, passei a ensiná-las a maneira correta e sempre explicava o significado de cada gesto. Cheguei a preparar cartazes mostrando como rezar o Sinal da Cruz. Ficaram bem bonitos e decoraram a parede de nossa salinha! Vou postar no final da página fotos dos referidos cartazes.

    Penso que o Sinal da Cruz é a primeira oração que os pais ensinam a seus filhos, pois lembro que foi a primeira que aprendi, ainda muito pequena. 

    Segundo o Padre Marcelo Rossi, "o Sinal da Cruz é uma oração muito importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz  de seu Divino Filho, nos proteja durante o dia. Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos".

    Aprendi muito mais hoje sobre o Sinal da Cruz lendo os textos abaixo, o primeiro, com os sábios ensinamentos do Professor Felipe Aquino e o segundo, também muito interessante, que retirei do Blog Família em Jesus, publicado em 24.05.2013.


    Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

    "A liturgia usa muito a linguagem dos sinais, dos gestos e das posições. O primeiro sinal o mais importante e o mais conhecido é o Sinal da Cruz. Já no catecismo da Primeira Comunhão aprendemos que o Sinal da Cruz é o sinal do Cristão, lembra-se?
    O Sinal da Cruz é riquíssimo em significado. Por Ele expressamos, anunciamos três verdades ou dogmas fundamentais da nossa religião: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte de Jesus Cristo. Quando você diz: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. Quando você leva a testa as pontas do dedo da mão direita aberta, dizendo”: “Em nome do Pai”… você desse com a mão na vertical e toca na altura do estômago continuando: “…e do Filho”, você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao ceio da virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo (e do Espírito…”) você completa a cruz tocando o ombro direito (“…Santo…”), você está indicando a morte de Jesus na Cruz.
    Mas, veja bem: Jesus morreu numa cruz e a cruz é formada por uma haste vertical e uma haste horizontal, não é? O sinal da cruz de muita gente parece mais um espanador ou coisa que o valha. o indivíduo dá uma “espanada”, umas “voltinhas” com a mão direita na frente do peito, depois de Ter dado uma apontada com o indicador para cima… mas do que um sinal é um trejeito da Cruz. E depois termina dando um beijinho nos dedos; ou, se quiser, um tapinha na boca. Olhe Cristo não morreu pregado num espanador , mas numa Cruz.




    Façamos o sinal da cruz com a mão direita aberta, toque a testa com a ponta dos dedos, dizendo: “Em nome do Pai …” desça em linha vertical até a altura do estômago: “…e do Filho…” leve a mão ao ombro esquerdo: “…e do Espírito”…, leve a mão ao ombro direito e conclua: “Santo. Amém”. E não precisa dar o “tapinha na boca” nem beijar os dedos. Devemos sempre através de nosso exemplo de Cristãos autênticos buscar corrigir nossos irmãos que ainda não conhecem e ensiná-los o significado importantíssimo do sinal da cruz, usando é claro, o bom senso para não ferir nem magoar ninguém. Sinal este que hoje, muitas vezes, passa despercebido seu verdadeiro significado.


    Persignação

    Nós cristãos temos este belo costume de persignar-se, ato ou efeito de benzer-se, fazendo três cruzes com o dedo polegar da mão direita, uma na testa outra na boca e outra no peito. Existe uma piedosa explicação que nos diz que a cruz na testa é para Deus nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações. Mas existe um sentindo Litúrgico mais abrangente e expressivo para o verdadeiro cristão autêntico na fé e na boa nova do Evangelho: A cruz na testa, lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado por todos os que acreditam que Cristo ressuscitou. Também o Cristão que for fazer a proclamação e leitura da Boa Nova, deve fazer a cruz na leitura do Evangelho a ser lido, indicando com isso que cada palavra pronunciada seja um despertar para cada cristão ser luz e sal para o mundo.
    O momento em que geralmente fazemos o persignar-se é na liturgia da palavra, quando nos preparamos para ouvir a Palavra de Deus. Devemos com isso também estarmos de Pé, indicando com essa posição, que estamos prontos para seguir, dispostos a marchar com Jesus para onde Ele nos levar.
    Fonte: Livro ”Os Sacramentos” – Prof. Felipe Aquino
     



    Conheça sua história e a forma correta de fazê-lo:

    “O sinal da cruz é um sacramental, seja na forma reduzida como na mais ampla, que deve ser usado abundantemente”, afirma padre Paulo.

    "O sinal da cruz no limiar da celebração, assinala a marca de Cristo naquele que vai pertencer-lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos proporcionou por sua cruz". Esta é a explicação que o Catecismo da Igreja Católica (cf. CIC nº 1235) dá para o gesto que acompanha os cristãos há séculos como sinal da fé que professam.

    Os primeiros registros da prática devocional do sinal da cruz estão no escrito De corona militis de Tertuliano. O texto diz: "Em cada caminhada e movimento, em cada entrada e saída, no vestir, no calçar, no banho, no estar à mesa, no acender as luzes, no deitar, no sentar, no lidar com qualquer ocupação, marcamos a testa com o sinal da cruz" (3,4. PL 2, 80A).

    De acordo com o padre Paulo Ricardo, sacerdote na Arquidiocese de Cuiabá, Tertuliano apresenta algo que já era tradicional para a Igreja na época, por volta do início do século III. No entanto, explica o padre, esse sinal provavelmente era o pequeno sinal feito na testa, visto que este tem registros nas profecias bíblicas.

    No Livro de Ezequiel (Ez 9,4), o profeta tem uma visão de Deus falando ao anjo: "passa no meio da cidade, no meio de Jerusalém e marca com um Tau (sinal da cruz) na testa dos homens que gemem por tantas abominações que nela praticam". Segundo padre Paulo, o sinal, fundamentado da Bíblia, não demorou para ser reconhecido pela Igreja como sinal da cruz de Cristo.

    "Por causa dessa relação, o sinal da cruz pequeno foi se estendendo. Até que se chegou na controvérsia cristológica do monofisismo (Jesus, uma só natureza), algumas pessoas, para atestar a fé de que em Jesus existem duas naturezas, passaram a fazer o sinal da cruz com dois dedos e ampliaram o sinal, para que os dois dedos foram notados", relatou o sacerdote. 





    A Simbologia do Sinal da Cruz

    Conforme explicação de padre Paulo, o "pequeno sinal da cruz" passou a ser feito da testa ao peito, do ombro esquerdo para o direito, com os dois dedos. Passados os anos, com a intenção de simbolizar a Santíssima Trindade, os cristãos traçavam o sinal da cruz com três dedos e dois recolhidos, lembrando as duas naturezas de Cristo. A riqueza deste sinal fez com que este se estendesse por toda a Idade Média, inclusive no Ocidente.

    O Papa Inocêncio III escreveu sobre o assunto e explicou como o sinal da cruz deveria ser feito pelos cristãos da época. "O sinal da cruz deve então ser feito com três dedos, pois ele assinala sob a invocação da Trindade; a respeito da qual disse o profeta: "quem pendurou com três dedos a massa da terra?’ (Isaías 40,12). É assim que se desce do alto para baixo, e da direita se passa à esquerda, pois Cristo desceu do céu à terra e dos Judeus passou para os gentios. Alguns [sacerdotes], porém, fazem o sinal da cruz da esquerda para a direita, pois devemos passar da miséria para a glória, assim como Cristo passou da morte para a vida e do inferno para o paraíso, para que eles assinalem a si mesmos e os outros em uma só direção”.

    No entanto, padre Paulo Ricardo esclarece que, atualmente, a legislação para o Ocidente com relação ao sinal da cruz está contida no Cerimonial dos Bispos. Na nota de nº 81, no número 108, verifica-se uma citação do antigo ritual romano para a celebração da Missa, que diz:
    "Ao benzer-se, volta para si a palma da mão direita com todos os dedos juntos e estendidos, faz o sinal da cruz da fronte ao peito do ombro esquerdo ao direito. Quando abençoa os outros ou benze outras coisas, [o bispo] volta o dedo mínimo para aquilo que abençoa e ao abençoar estende a mão direita mantendo os dedos juntos e unidos."

    De acordo com o padre, a rica simbologia nesta forma de fazer o sinal da cruz está na representação das chagas de Cristo. “Os cinco dedos estendidos, representam as cinco chagas de Cristo, que são o sinal da cruz. Cristo, com a sua cruz, tira toda a condenação do homem (por isso, da esquerda para a direita).”




    Como termina o Sinal da Cruz?

    Sobre a maneira que se deve finalizar o sinal da cruz, padre Paulo explica que, liturgicamente, o correto é terminá-lo com as mãos juntas ou postas.

    "Antigamente, tinha-se o costume de fazer o sinal da cruz com o terço na mão direita. Ao concluir o gesto, beijava-se a cruz. No entanto, com o passar dos anos, o mesmo gesto continuou sendo feito, porém, sem o terço, ou seja, as pessoas faziam o sinal da cruz e beijavam a mão, sem o terço", explicou. Essa tradição atravessou as gerações e chegou até os tempos atuais. Mas, segundo o padre, a maneira litúrgica, o correto é terminar o sinal da cruz com as mãos postas, frente ao peito. 

    Por fim, padre Paulo ressalta que fazer o sinal da cruz com devoção não é um ato supersticioso, mas uma verdadeira entrega da própria vida à cruz salvadora de Cristo. "O sinal da cruz é um sacramental, seja na forma reduzida como na mais ampla, que deve ser usado abundantemente", afirmou.

    Blog Família em Jesus
    Publicado em 24.05.2013

    Esses foram os primeiros cartazes que fiz na Pre-Catequese, para ensinar as crianças como rezar o Sinal da Cruz: