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domingo, 14 de setembro de 2014

Na Cruz com Cristo

                     


"Se aos pés da Tua cruz, eu já me encontro, mas mesmo assim não compreendo tanto amor por mim."

Nossa Senhora, que música maravilhosa! Não me canso de ouvir. Sempre me emociono quando a ouço. Fala tudo que eu gostaria de fazer e falar pra Jesus. Como uma internauta comentou no Youtube, o Flavinho estava muito ungido quando fez essa música! Verdade! Só alguém cheio de unção, repleto do Espírito Santo, é capaz de compor uma música tão linda, e de interpretá-la com tanto ardor. Toca profundamente!

 "Não quero estar somente aos pés da cruz, pois me mostraste o quanto mais posso ir..."  Amém! Deus seja louvado!


QUAL É O SIGNIFICADO DA CRUZ PARA OS CATÓLICOS?


Para os católicos e cristãos, o símbolo da cruz tem um grande significado. Embora exista há milhares de anos, ela continua sendo extremamente importante, porque representa a cruz no Calvário, onde Cristo deu tudo o que tinha para o pecado da humanidade e voluntariamente deu sua própria vida.

A 14 de setembro, a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. Essa festa vem dos primórdios da cristandade, porque a morte do Senhor sobre a Cruz é o ponto culminante da Redenção da humanidade. A glorificação de Cristo e a nossa salvação passam pelo suplício da Cruz. Cristo, encarnado na Sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene. 



Algumas pessoas não católicas dizem que a cruz é um símbolo pagão e que não deve ser usada. Mas esta afirmação não está de acordo com o que a Igreja Católica sempre viveu e ensinou desde os seus primórdios e também não concorda com os textos bíblicos, que louvam e exaltam a Cruz de Cristo. Senão vejamos:

Mt 10,38 - Jesus disse: "Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim".

Mt 16,24 - "Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me".

Lc 14,27 - "E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo".

Gl 2,19 - "Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz com Cristo".

Gl 6,12.14 - "Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo".

1Cor 1,18 - "A linguagem da Cruz ... para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus".

1Cor 1,17 - "... anunciar o Evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de que não se torne inútil a Cruz de Cristo".

Prof. Felipe Aquino

"Não foram os pregos que seguraram Cristo na cruz, mas o amor Dele por mim e por ti."
De acordo com a Igreja Católica, Jesus escolheu o caminho da Cruz para salvar a humanidade e manifestar o amor da Santíssima Trindade pelos homens. Com o objetivo de recordar a importância da cruz e venerá-la, a Igreja instituiu a festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada no dia 14 de setembro. 
Para os católicos, a cruz, como lugar do sacrifício de Cristo, é o princípio da salvação dos homens. Por isso, diz o Catecismo Católico, no parágrafo 617, a Igreja a venera professando nela sua esperança: "Salve, ó Cruz, única esperança".
Opondo-se ao que comumente se pensa, padre Júlio César Evangelista Resende, Prior da Ordem da Santa Cruz no Brasil, afirma que a celebração do próximo dia 14 quer lembrar especialmente a glória da Cruz, muito mais que sua impressão de sofrimento e dor.
"A Cruz é vista como a glória de Cristo. A sua glorificação começa na Cruz – sinal da nossa salvação. A cruz tem um profundo significado de obediência e fidelidade de Cristo ao projeto do Pai. Ele esvazia-se de Si e por amor entrega-se à humanidade. A Cruz é também esse grande sinal de entrega de amor que possibilitou a nossa salvação", explicou o sacerdote.
De acordo com padre Júlio, os católicos devem olhar para a Cruz, sobretudo, como sinal de esperança; nisto consiste o seu sentido. Uma esperança que, segundo o sacerdote, culmina na fé na vida eterna. "Este caminho da salvação, por meio de sua morte redentora na Cruz, é a maneira pelo qual Ele [Jesus] nos salva e nos convida a acreditar Nele e ter a vida eterna", enfatizou padre Júlio.
A cruz sem o Crucificado
A cruz em si não tem nenhum sentido, diz padre Júlio, recordando algumas igrejas que têm a cruz, mas sem a imagem do Cristo crucificado. Isso, para o sacerdote, pode favorecer um esvaziamento do verdadeiro significado do crucifixo na vida dos fiéis, visto ser necessário o Cristo para seu completo sentido. 
“Pensar a cruz isoladamente é esvaziar seu primeiro sentido: a Pessoa de Jesus Cristo, em sua morte redentora”, completou.
Como utilizar-se da Cruz no dia a dia?
De acordo o prior da Ordem da Santa Cruz, os católicos não devem usar a cruz como amuleto, de forma supersticiosa, mas como sinal de sua adesão ao discipulado de Cristo.
“A cruz é um sinal da presença salvífica de Deus na minha vida, não um amuleto, mas sinal desse discipulado que assumo com Cristo, de caminhar com ele. E, claro, sinal dessa redenção, dessa morte redentora de Cristo, desse madeiro que se tornou local da sua glória. Não podemos entender como amuleto de sorte, se eu não usar estou desprotegido, mas como sinal da minha adesão a Cristo. Somos convidados a perceber a cruz que carregamos no peito a partir dessa perspectiva", explicou.

http://noticias.cancaonova.com/entenda-o-verdadeiro-sentido-da-cruz-para-os-catolicos/

                         Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!
                         Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!
É preciso compreender de imediato que o poder salvífico da Cruz não está simplesmente no fato de ela ser uma Cruz. Sua força de vida e salvação, de bênção e santidade, não está nas duas traves encaixadas em forma de Cruz. O que lhe dá o novo significado é o fato de Jesus, Filho de Deus, tê-la abraçado livremente, carregado com paciência e de ter sacrificado Sua Vida, entregando-Se à morte de Cruz. Quem dá o novo sentido à Cruz é Jesus crucificado e ressuscitado. Desvinculada da Pessoa de Jesus, a Cruz não tem o menor significado, e nenhum poder.
O crucifixo pendurado ao pescoço não é um amuleto, com força mágica para afastar o mal e atrair o bem. Trazer o crucifixo ao pescoço deve significar uma profissão de fé em Jesus vivo, que pelos méritos de Sua Morte na Cruz e por Seu Amor pessoal para conosco, quer salvar-nos, quer nos libertar dos males e tentações, enfim deseja nos abençoar. 



Papa Francisco ressalta o significado da Cruz na vida dos católicos


As 14 estações da Via-Sacra da JMJ Rio 2013, fizeram uma alusão às questões do mundo de hoje, revelando o sofrimento de Jesus em meio “às dores” presentes na sociedade atual. Em seu discurso, o Papa Francisco, falou sobre o sentido da Cruz de Cristo e da Cruz peregrina, símbolo da Jornada Mundial da Juventude, que passou por todos os estados do país.

"Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o Apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do Imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: "Para onde vais, Senhor?". E a resposta de Jesus foi: "Vou a Roma para ser crucificado outra vez". Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na Cruz.

Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida (cf. Jo 3,16).

E assim podemos responder à segunda pregunta: o que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar.

Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele (cf. Carta enc. Lumen fidei, 16)! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.

O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de "Terra de Santa Cruz". A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres... Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cireneu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é?  Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?

Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a Cruz de Cristo; encontraremos um Coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!"





sábado, 13 de setembro de 2014

O Simbolismo dos Números na Sagrada Escritura


"Muitos dos números usados nas Escrituras têm um significado e importância definidos, de modo que muitas vezes o próprio número indicará o assunto geral do contexto em que é usado. Essa é só mais uma das muitas provas infalíveis de que Deus não faz nada descuidadamente ou por mero acaso, mas que tudo é feito de modo que fique em harmonia com o grande e totalmente abrangente plano e programa de Deus."
Pr. Davis W. Huckabee


NÚMEROS NA BÍBLIA

Devemos prestar muita atenção ao valor dos números na Bíblia, sobretudo no texto hebraico, pois estamos diante de uma mentalidade diferente da nossa. Os números, na maioria das vezes, não querem transmitir uma quantidade exata, um dado preciso, mas sim expressar uma realidade, um valor teológico, um dado simbólico.
Vejamos o significado dos principais números e alguns exemplos interessantes, assim como algumas passagens bíblicas onde o número aparece:

1 (um): Deus é Um (Dt 6,4; Zc 14,9)

2 (dois): É o par perfeito. Dos animais puros, Noé levará para a arca sempre pares (Gn 7,2). É o dobro e pode significar "de sobra", como em Is 40,2; 61,7; Ap 18,6.

3 (três): Número da unidade e da Trindade. É usado para reforçar ou dar ênfase a uma expressão. Assim, quando se quer dizer que Deus é Santo, repete-se três vezes: «Deus é Santo, Santo, Santo» (Is 6,3; Ap 4,8). Deus abençoa três vezes (Nm 6,24-26). Três são os mensageiros que anunciam o nascimento de Isaac (Gn 18,1ss). É o número da plenitude (Ap 21,13) e da santidade (Ap 4,8).

4 (quatro): Número da totalidade: os quatro cantos da terra; quatro evangelhos; quatro Seres vivos (Ap 4,6; 7,1; 20,8). Os quatro elementos do universo: terra, fogo, água e ar. Quadrangular (Ap 21,16). Representa sinal de plenitude.

5 (cinco): Cinco dedos da mão. O primeiro bloco da Bíblia (a Lei) tem 5 livros, o Pentateuco. No Apocalipse pode ser negativo.

6 (seis): Número imperfeito, não chegou à perfeição, que é o número 7. No Apocalipse (13,18) é repetido três vezes, por isso o número da besta é 666. Imperfeição total!

7 (sete): É a soma de 4 + 3. Por isso é o número perfeito, indica o máximo da perfeição (Nm 23,4; Mt 15,36); grande quantidade (Is 30,26; Pr 24,16; Mt 18,21); totalidade (Ap 1,4); indica séries completas como no Apocalipse: 7 Cartas (Ap 2-3); 7 Selos (Ap 6,1-17); 7 cabeças (Ap 12,3). O Cordeiro imolado recebe 7 dons (Ap 5,12). O sábado é o sétimo dia; Deus fez a Criação em 7 dias; a festa de Pentecostes acontece 7 vezes 7 dias depois da Páscoa. Cada sétimo ano é sabático (descanso para a terra e libertação dos oprimidos – Lv 25) e depois de 7 vezes 7 anos vem o Jubileu. Não se deve perdoar 7 vezes, mas 70 vezes 7 (Mt 18,22). É importante ver que no Apocalipse aparece a metade de 7, isto é 3,5 (Ap 11,9). Às vezes diz-se: um tempo, dois tempos, meio tempo (Ap 12,14; Dn 7,25), isto é três anos e meio. Também pode ser 42 meses (Ap 11,2), é igual a 1.260 dias (Ap 12,6), isto é, sempre a metade de 7. É a duração limitada das perseguições. É o tempo controlado por Deus.

8 (oito): É sete mais um, é como que o transbordar da plenitude. As bem-aventuranças em Mateus são sete mais uma (Mt 5).

10 (dez): Indica grande quantidade (Gn 31,7) ou é simplesmente um número redondo (Mt 25,1). Indica também listas completas. Pelos dez dedos das mãos é fácil lembrar a lista. Indica um tempo limitado; curta duração (Dn 1,12.14; Ap 2,10). Pode indicar também imperfeição: a besta só tem 10 chifres (Ap 12,3).

12 (doze): É o resultado de 4 vezes 3, isto é um número bem completo. É o número da escolha: 12 tribos no AT; 12 Apóstolos no NT; 12 legiões de anjos (Mt 26,53). Os anciãos são 24, isto é: 2 X 12 (Ap 4,4). Os que serão salvos (Ap 7,4) serão 144.000, isto é 12 X 12 X 1000! Número de totalidade (Ap 21,12-14).

40 (quarenta): Número que indica um tempo necessário de preparação para algo novo que vai chegar: 40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn 7,4.12); 40 dias e 40 noites passa Moisés no Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10); 40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4, etc.); Jesus jejuou 40 dias antes de começar o seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2); a Ascensão de Jesus acontece 40 dias depois da Ressurreição (Act 1,3). Quando alguém errava, era corrigido com 40 chicotadas (Dt 25,3) e Paulo também recebeu cinco vezes as 40 chicotadas menos uma (2Cor 11,24).

70 (setenta): Jogo de números 10 X 7. Moisés comunica o espírito profético aos 70 anciãos (Nm 11,16-17.24-25). O exílio na Babilónia é interpretado como a duração de 70 anos (Jr 25,11; 29,10; 27,7; 2Cr 36,21; Dn 9). A tradução da Bíblia hebraica para o grego foi feita por 70 escribas e por isso recebeu o nome de LXX ou Septuaginta.

1000 (mil): Uma quantidade tão grande que não se pode contar. Prazo de tempo completo e comprido. Reino de mil anos (Ap 20,2). Ver as combinações: 7 X 1000 (Ap 11,13; 12 X 1000 (Ap 7,5-8); 144 X 1000 (Ap 7,4). É interessante também notar como os hebreus faziam combinações de números. Por exemplo: Abraão fez a Aliança com Deus quando tinha 99 anos (Gn 17,24), assim a Aliança completou o número 100. É o sábado que dá valor aos demais dias da semana, assim transforma os 6 dias (imperfeitos) em 7 dias (perfeito). O único dia da semana que tem um nome. Outro exemplo: seis povos habitavam a Terra Prometida (Ex 3,8). Mas são imperfeitos. Israel será o sétimo povo, aquele que tornará a terra perfeita (7). Ver também o jogo num rico feito na elaboração de alguns provérbios (Pr 6,16-19; 30,15-33).

                                    
Fonte:
Autor: Frei Acílio Mendes, ofm cap Cúria Provincial dos Franciscanos Capuchinhos LISBOA (Portugal) www.capuchinhos.org

Postado por 
Comunidades em Rede - Paróquia São José
Gravataí/RS

A Catequese é um Pilar para a Educação da Fé





Para o Papa, “a catequese é um pilar para a educação da fé”. 

Papa Francisco lembra que ser catequista é vocação - que a vocação é ser catequista e não trabalhar como catequista. “Ser catequista, essa é a vocação; não trabalhar como catequista. Vejam bem, não disse 'trabalhar como catequista, mas sê-lo', porque envolve a vida. E, assim, se conduz ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho", ressaltou.

Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim "vocare"(chamar). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta e responde.

Ser catequista é uma vocação! É um chamado da parte de Deus para uma missão. Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi (JO 15, 16).

“O chamado a SER CATEQUISTA não é algo pessoal, mas obra divina, graça. A missão do catequista está na raiz da palavra ‘catequese’, que vem do grego ‘katechein’ e quer dizer ‘fazer eco’”.




"Antigamente, a palavra catequese era escrita com “ch”: Catechese. Os franceses e italianos (ainda hoje) escrevem a palavra “catequese” com “ch”: “cathéchèse” (em francês), “catechesi” (em italiano). Por que será? E o que isso tem a ver com o assunto? 

A palavra “catequese” é uma palavra, no fundo, de origem grega: katá (a partir de) + echos (voz, fala, eco), resultando: kat’echesis. Por isso que antigamente, em português, se escrevia “catequese” com “ch”. 

Todos sabemos o que é um “eco” (antigamente se escrevia assim: “echo”, com “ch”!) e o Todos sabemos o que é um “eco” (antigamente se escrevia assim: “echo”, com “ch”!) e o que significa “ecoar”... Pois é! Por dentro da palavra “catequese” se esconde a palavra “eco”. Ou melhor, esconde-se o “ecoar de algo”. Este “algo”, na nossa tradição cristã, é a Palavra divina que “ecoou” sobre o nosso planeta terra na pessoa de Jesus Cristo... E continua “ecoando” aos nossos ouvidos nas celebrações litúrgicas, quando fazemos memória do mistério pascal pelos Sacramentos, pelo Ofício divino e tantos outros tipos de celebrações litúrgicas... O “estrondo” da Páscoa, que “ecoou” pelo mundo afora e para todos os tempos, continua “ecoando” (vibrando) hoje a partir da Liturgia vivida e celebrada. 

Cristo foi aquele que fez ecoar de modo mais forte e mais profundo o “eco” do projeto salvífico do Pai. Ele foi um Cat’echista eminente! Depois vêm os apóstolos que, cheios da energia do Espírito, a partir da experiência pascal revivida na escuta da Palavra e na “fração do pão”, fizeram “ecoar” para todos os recantos do mundo de então a grande novidade do Reino de Deus. 

E os apóstolos transmitiram aos seus sucessores este importante ministério, a saber, o de serem um permanente “eco” da presença viva do Ressuscitado, para que todos pudessem ter o privilégio de participar plenamente da vida nova que a Páscoa inaugurou. Estes, por sua vez, se fizeram rodear de inúmeros colaboradores diretos no ministério “catequético”, isto é, de “fazer ecoar” a Boa-nova, na e a partir da experiência pascal vivida na Liturgia.

Os catequistas na tradição cristã antiga eram os bispos, presbíteros, diáconos e outras tantas pessoas que faziam “ecoar” aos ouvidos e ao coração dos ouvintes iniciantes e iniciados o mistério pascal vivenciado na Liturgia.  O “eco” mais significativo que ressoa em nossas comunidades é este: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”! Assim, toda a assembléia, anunciando a morte salvadora do Senhor, desempenha um ministério “catequético”. E nós catequistas hoje? Onde ficamos nessa história? (...)

(Frei José Ariovaldo da Silva, OFM, com algumas adaptações) Por: http://catequistabr.dominiotemporario.com/doc/CBV-CATEQUISTA-FORMACAO-DIO-PA-08.pdf 


" (...) Evidentemente, o modelo perfeito de “catequista é o próprio Jesus. Ele sabia cativar as pessoas, entrar nas casas e nos corações. Sabia ser meigo e misericordioso, mas também, quando precisava, era forte e decidido; sem medo de ir na contramão da opinião comum ou, diríamos hoje, aquela “politicamente correta”, que agrada à maioria, mas nem sempre corresponde ao bem e à verdade.

Um exemplo desta catequese de Jesus aparece claramente no evangelho deste domingo. Talvez, falar de porta estreita e de esforço para entrar, possa parecer uma contradição com outros ensinamentos de Jesus. Na realidade a explicação está na necessidade de praticar a justiça. Quem pensava de ter algum privilégio por ter sentado à mesa com Jesus, está sendo alertado que isso não vai servir para entrar no Reino dos céus. Os que tiveram a possibilidade de ouvir Jesus falar em suas praças deviam ser os primeiros a entender a necessidade da conversão e não querer aproveitar desta oportunidade achando-se íntimos do Senhor e seu preferidos. Quem não soube, ou não quis, acolher as palavras de Jesus, como incentivo à mudança de vida para o bem e a justiça, não poderá apresentar  desculpas. Perdeu a oportunidade. Outros virão de todos os recantos da terra, merecedores de entrar no Reino porque se esforçaram de vivenciar – conscientemente ou não – os ensinamentos do Mestre. 

Ser catequista não é um privilégio para ter algum abatimento no compromisso cristão ou algum atalho para o Reino dos céus. É o contrário. A primeira “lição” que um catequista ou uma catequista oferece, muitas vezes sem perceber, é a sua própria vida. Dizia S. Antão: “Nunca, jamais, proponha aos outros o que você mesmo não tiver antes praticado e experimentado”. Isto porque a fé cristã não é simplesmente um conjunto de verdades sobre Deus a serem explicadas. A fé é algo que mexe com a vida inteira da pessoa: orienta os seus sonhos, motiva os seus valores, sustenta as suas esperanças. Para esta vida e para a outra também, se acreditarmos mesmo no Deus da Vida. Talvez seja por isso que ser catequista é comprometedor e faltam catequistas sobretudo para jovens e adultos que precisam de acompanhamento específico ao aproximar-se pela primeira vez da comunidade cristã ou ao voltar para ela, após ter dado algumas voltas na vida.

Talvez, para serem bons catequistas, alguns entre nós, precisem somente jogar fora a pedra da timidez, da acomodação, da falsa humildade. Esforçar-nos para testemunhar e comunicar a nossa fé deve ser uma alegria, não um peso. Sem dúvida é um desafio que precisa de preparação. No entanto, vale a pena, sobretudo quando os discípulos se tornam melhores que os mestres."

Dom Pedro José Conti, Bispo 



“O bom catequista é aquele que ensina esta “verdade que salva”, que Cristo depositou no coração da Igreja para ser o remédio contra todos os males”.

Desde o início do cristianismo a Catequese foi a base da formação do povo. O catecumenato durava três anos para os adultos, sendo os catecúmenos batizados na vigília pascal. Ela é o meio básico da Igreja para “fazer discípulos de Jesus”, para ajudar os homens a crerem que Jesus é o Filho de Deus, e por meio da fé, ter a vida em Seu nome, formando o Corpo de Cristo.

A catequese é a educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, de maneira orgânica e sistemática, para levar à  vida cristã. É o primeiro anúncio do Evangelho para suscitar a fé; ensinando as verdades básicas contidas no Credo, os Sacramentos, a moral cristã baseada nos Dez Mandamentos e a espiritualidade nas orações. O Catecismo é o texto básico para os catequistas.

O Papa Bento XVI disse um dia que o pior problema do povo católico é a ignorância religiosa. Muitos católicos não conhecem a bela doutrina católica e por isso muitos são enganados pelas seitas e igrejas que não foram fundadas por Jesus Cristo. Temos uma bela doutrina de dois mil anos, revelada por Cristo, amadurecida no sangue dos mártires, nas orações dos santos, na sabedoria dos doutores, dos papas, etc., mas muitos não a conhecem.

No passado os filhos aprendiam o Catecismo com os pais em primeiro lugar, porque eles são “os primeiros catequistas dos filhos”; mas hoje, infelizmente, muitas crianças são criadas sem um dos pais ou com pais que também não conhecem a “sã doutrina da fé” (Tt 1,9; 2,1; 1 Tm 4,6; 6,20), que leva à salvação. O nosso Catecismo afirma que “a salvação está na verdade” (n.851) e São Paulo revela que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1 Tm 3,15).

Então, o bom catequista é aquele que ensina esta “verdade que salva”, que Cristo depositou no coração da Igreja para ser o remédio contra todos os males. Portanto, ninguém pode ensinar às crianças, jovens e adultos o que quer, mas o que a Igreja ensina. Nenhum de nós ensina por própria conta e risco, não, somos todos enviados por Cristo através da Igreja.

O Papa João Paulo II disse um dia que: “A preocupação constante de todo o catequista, seja qual for o nível das suas responsabilidades na Igreja, deve ser a de fazer passar, através do seu ensino e do seu modo da comportar-se, a doutrina e a vida de Jesus Cristo. Assim, há de procurar que a atenção e a adesão da inteligência e do coração daqueles que catequiza não se detenha em si mesmo, nas suas opiniões e atitudes pessoais; e sobretudo não há de procurar inculcar as suas “opiniões e opções pessoais”, como se elas exprimissem a doutrina e as lições de vida de Jesus Cristo. Todos os catequistas deveriam poder aplicar a si próprios a misteriosa palavra de Jesus: “A minha doutrina não é minha mas d’Aquele que me enviou” (João 7,16). É isso que faz São Paulo, ao tratar de um assunto de grande importância: “Eu aprendi do Senhor isto, que por minha vez vos transmiti» (1 Cor 11,23).

O Catecismo da Igreja – disse o Papa João Paulo – é o “texto de referência” da fé católica para quem quer conhecer o que a Igreja crê e ensina. Ele contém de modo orgânico o ensino da Sagrada Escritura, da Tradição viva da Igreja e do Sagrado Magistério que Cristo deixou para preservar a “sã doutrina” de ser deturpada. Ele nos traz dois mil anos de vida da Igreja, ensinamento dos santos e santas, dos papas e doutores, com toda a inspiração do Espírito Santo.

O catequista hoje é alguém mais do que nunca fundamental na vida da Igreja para sobretudo formar as crianças e jovens, mas também recuperar o atraso do povo de Deus em conhecer aquilo que Cristo nos ensina. 

Prof. Felipe Aquino





"Ser Catequista é anunciar o Evangelho e testemunhar a nossa experiência com Deus. É ter um amor tão grande por Jesus, um amor tão intenso, que ao falar Dele com os catequizandos, eles reconheçam em você verdadeiro instrumento de Deus."

"O catequista deve levar a criança não só gostar de Jesus, mas ainda a conhecer a bem a  vida e a mensagem de Cristo, com todas as suas exigências e a saber as verdades da fé."

"Ser Catequista é ensinar e aprender ao mesmo tempo."

"O Catequista hoje, mais do que um pedagogo, deve ser um mistagogo.

"O catequista é uma pessoa de fé, em busca de profunda espiritualidade (o mistagogo). Deixa-se evangelizar e fala mais pelo exemplo que pela palavra."





DEZ COISAS QUE OS CATEQUISTAS DEVERIAM SABER ANTES DE COMEÇAR NA CATEQUESE:
1ª – Você está sendo convidado para uma missão e não para uma simples tarefa que qualquer um executa. Encare a catequese como algo sério, comprometedor, útil. Suas palavras e suas ações como catequista terão efeito multiplicador se forem realizadas com ânimo e compromisso;

2ª – Sorria ao encontrar seus catequizandos. Um catequista precisa sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Execute sua tarefa com alegria e não encare os encontros de catequese como um fardo e ser carregado;

3ª – Se no primeiro contratempo que aparecer você desistir, é melhor nem começar. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar o barco na primeira situação adversa;

4ª – Torne os pais de seus catequizandos aliados e não inimigos. Existem muitos pais que não querem nada com nada na catequese. Mas procure centrar o seu foco naqueles que estão empolgados, interessados e são participantes ativos. Não fiquei apenas reclamando as ausências. Vibre com as presenças daqueles que são compromissados com a catequese e interessados pela vida religiosa de seus filhos;

5ª – Lembre-se sempre que você é um catequista da Igreja Católica. Por isso você precisa defender as doutrinas e os ensinamentos católicos. Alguns catequistas que se aventuram da tarefa da catequese, as vezes, por falta de preparo, acabam fazendo, nos encontros, um papel contrário aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso é incoerência das maiores;

6ª – Não esqueça da sua vida pessoal. Por ser catequista, a visibilidade é maior. Então cuide muito dos seus atos fora da Igreja. Não precisa ser um crente, mas é preciso falar uma coisa e agir da mesma forma. A incoerência nas ações de qualquer cristão, passa a ser um tiro no pé;

7ª – Saiba que você faz parte de um grupo de catequistas e não é um ser isolado no mundo. Por isso, se esforce para participar das reuniões propostas pela equipe da sua catequese. Procure se atualizar dos assuntos discutidos e analisados nestas reuniões. Esta visão comunitária é essencial na catequese. Catequista que aceita a mudar catequese e acha que o seu trabalho é apenas com os encontros, está fora de uma realidade de vivência em grupo;

8ª – Freqüente a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuniões e retiros de catequese e cobramos que os jovens e os pais não freqüentam as celebrações no final de semana. O pior é que muitos catequistas também não vão à missa. Como exigir alguma coisa se não damos o exemplo?

9ª – Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso não significa ser flexível demais. Tenha regras de conduta, acompanhe a freqüência de cada um de seus jovens, deixe claro que você possui comando. Fale alto, tenha postura corporal nos encontros, chegue no horário marcado, avise com antecedência quando precisar se ausentar, mantenha contato com os pais pelo menos uma vez por mês. Você é o catequista e, através de você, o reino de Deus está sendo divulgado. Por isso, você precisa não apenas “aparentar”, mas ser catequista por inteiro;

10ª – Seja humilde para aprender. Troque idéias com os seus colegas catequistas. Peça ajuda se for necessário. Ouça as sugestões e nunca pense que você é o melhor catequista do mundo. Não privilegie ninguém e trate todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. É Ele quem opera quem nos conduz e, através de nós, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a sua missão.



Tudo com Jesus ...Nada sem Maria!
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Por que Nossa Senhora insistiu tanto para que rezemos o Rosário?




A Palavra Rosário significa "Coroa de Rosas".

Todas as vezes que dizemos uma Ave-Maria é como se déssemos a Nossa Senhora uma linda rosa; com cada Rosário completo Lhe damos uma coroa de rosas.

O Santo Rosário é considerado uma oração completa, porque traz em síntese toda a história da nossa salvação.

Ela previu também um grande castigo, caso não houvesse essa conversão.Por isso, os insistentes pedidos de recitação do Terço, feitos por Nossa Senhora de Fátima, precisam ser atendidos. E, conforme a própria Mãe de Deus indicou, devemos rezar o Terço em reparação às ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria e ao Sagrado Coração de Jesus.


Veja o que diz o grande apóstolo do Santo Rosário, São Luiz Maria Grignion de Montfort (1673-1716):

Em todas suas aparições, em Fátima, Nossa Senhora pediu aos três pastorinhos para que rezassem o terço todos os dias. Este pedido de Nossa Senhora confirma o que disseram grandes Santos sobre os benefícios dessa devoção.

Mas, qual a razão dessa insistência? A salvação das almas, a conversão dos pecadores e a paz no mundo.

"Quem rezar o Rosário fiel e devotamente, até o fim da vida, ainda que seja grande pecador, pode crer que receberá uma coroa de glória que jamais fenecerá".

"... A Santíssima Virgem aprovou e confirmou esse nome de Rosário, revelando a vários devotos seus que Lhe apresentariam tantas e agradáveis rosas quantas Ave-Marias recitassem em sua honra; e tantas coroas de rosas quantos fossem os Rosários por eles rezados."

"Com efeito, sem a meditação desses Sagrados Mistérios da nossa salvação, o Rosário seria quase um corpo sem alma, uma excelente matéria sem a forma que é a meditação. É isto que o distingue das outras práticas de piedade".

"Para bem rezar o Rosário, não há necessidade de gosto, nem de consolação, nem de suspiros, nem de arroubos, nem de lágrimas, nem de aplicação contínua da imaginação. São suficientes a fé pura e a boa intenção".

http://goaguavivajanuaria.blogspot.com.br/2012/10/por-que-nossa-senhora-insistiu-tanto.html


Veja a humildade de uma devota de Maria Santíssima.


Havia uma senhora muito simples que vendia verduras na vizinhança. Certo dia, Tia Joana, conhecida por toda vizinhança, foi vender suas verduras na casa de um protestante e perdeu o terço no jardim da casa dele. Passados alguns dias, Joana voltou novamente àquela casa. 
O protestante veio logo zombar da Tia Joana, e dizia para ela:
 - "Você perdeu o seu Deus"? 
Ela humildemente respondeu: - "Eu, perder o meu Deus? Nunca"!
Ele, então, pegou o terço e disse: - "Não é este o seu Deus?
Ela humildemente respondeu: - "Graças a Deus o senhor encontrou o meu terço. Muito obrigada". 
Ele disse: - "Por que você não troca este cordão com estas sementinhas pela Bíblia?"
Ela disse: -"Porque a Bíblia não sei ler, e com o terço eu medito toda a Palavra de Deus e a guardo no coração."
Ele disse: -"Medita a Palavra de Deus? "Como assim? Poderia me dizer? 
Respondeu Tia Joana, pegando o terço: -"Posso sim. Quando eu pego na cruz, lembro-me que o Filho de Deus deu todo o Seu sangue, pregado numa cruz, para salvar a humanidade. Esta primeira conta grossa me lembra que há um só Deus onipotente. Estas três contas pequenas me lembram as três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Essa conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou, que é o Pai Nosso. O terço tem cinco mistérios que fazem as cinco chagas do Nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem dez Ave-Marias, que me fazem lembrar os Dez Mandamentos que o Senhor mesmo escreveu na tábua de Moisés. O Rosário de Nossa Senhora tem quinze mistérios, que são: os cinco gozosos, os cinco dolorosos e os cinco gloriosos. De manhã, quando me levanto para iniciar a luta do dia eu rezo os gozosos, lembrando-me do humilde lar de Maria de Nazaré. No meio dia, no meu cansaço e na fadiga do trabalho eu rezo os mistérios dolorosos, que me fazem lembrar da dura caminhada de Jesus Cristo para o calvário. Quando chega o fim do dia, com as lutas todas vencidas, eu rezo os mistérios gloriosos, que me fazem lembrar que Jesus venceu a morte para dar a salvação a toda humanidade.
E agora, me diga onde está a idolatria?"
Ele depois de ouvir tudo isso disse: - "Eu não sabia disso. Ensina-me, Tia Joana, a rezar o terço"!

Fonte:
Extraído do boletim "Salve Maria" da congregação Mariana
N. Sa. do Carmo, Itu SP, março/98.
http://www.igrejaparati.com.br/UM%20TESTEMUNHO%20VER%C3%8DDICO.htm


“Jamais se ouviu dizer no mundo que alguém tenha recorrido com confiança a essa Mãe Celeste e não tenha sido prontamente socorrido.” (São João Bosco)