...

...
...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O que é a Preguiça Espiritual?




A preguiça é considerada uma doença espiritual. Como toda doença, para que possa ser curada, é necessário saber o que a motivou, ou seja, a sua causa. O Catecismo da Igreja Católica ensina que ela é também uma tentação e provém de uma outra doença, a presunção; segundo ele, os “Padres espirituais entendem esta palavra [preguiça ou acídia] como uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração”. Em outras palavras, “quanto mais alto se sobe, tanto maior é a queda. O desânimo doloroso é o inverso da presunção. Quem é humilde não se surpreende com sua miséria. Passa a ter mais confiança e a perseverar na constância”. (CIC 2733)
O Catecismo está ensinando que o cristão pode viver dois extremos negativos em sua vida de oração: a presunção, cuja filha é a preguiça, e o desânimo. O primeiro faz com que a pessoa julgue ter alcançado o grau máximo de comunhão com Deus, ou seja, presunçosamente já se considere santa. O segundo está relacionado à aridez espiritual e ocorre quando ‘… o coração está desanimado, sem gosto com relação aos pensamentos, às lembranças, aos sentimentos, mesmo espirituais’ (CIC 2731) e a pessoa acaba prostrada, sem forças, desanimada.
A presunção é a mãe da preguiça espiritual. Jesus sempre insistiu na necessidade de o cristão estar acordado, vigilante, esperando pela volta do seu Senhor. A presunção relaxa ou mesmo acaba com a vigilância. Quem nela se acomoda corre o sério risco de se perder.
A fé exige um esforço porque existe uma tendência no homem de sair da realidade e entrar nas falsas promessas de felicidade contidas em cada tentação, em cada pecado. Por isso, é uma luta a vida do homem sobre a terra (Cf. Jó 7,1).
A preguiça espiritual deve ser combatida com a ascese, a vigilância e o cuidado do coração que se exerce sobretudo na oração, no ouvir a Deus, deixá-Lo falar, mesmo quando o ouvir não seja agradável.
Padre Paulo Ricardo

Trecho extraído do livro: “A Resposta Católica, um pequeno manual para grandes questões”- Ed.Cléofas e Ed. Ecclesiae-p.174-175

domingo, 24 de agosto de 2014

Os milagres de Jesus realmente aconteceram?




Padre Paulo Ricardo

Atualmente, alguns teólogos têm repercutido a ideia de que os milagres de Jesus não aconteceram realmente. Para esses modernos, os milagres descritos nos Novo Testamento teriam sido apenas realidade simbólicas. Para entender de onde surgiu tal pensamento e de como ele adentrou à Igreja Católica é necessário fazer uma retrospectiva.
Um teólogo protestante chamado Rudolf Bultmann, nascido na primeira metade do século XX, bastante influente no período pós-segunda guerra mundial e fortemente influenciado pela filosofia existencialista de Martin Heidegger deu a largada. O pressuposto da filosofia existencialista é o empirismo, ou seja, só é real o que pode ser comprovado por meio de uma experiência sensível. Fora disso, trata-se de metafísica ou de mito.
Nesse viés, ao ler os Evangelhos, Bultmann deduziu que eles estavam permeados pela mentalidade da época, ou seja, mentalidade mitológica que cria em milagres, em seres invisíveis. Deste modo, os primeiros cristãos interpretaram o Jesus histórico a partir da sua visão de mundo (que acreditava em demônios, milagres, contos de fada). Bultmann afirmou, nesse sentido que “é impossível usar a luz elétrica e o rádio ou, quando doente, recorrer ao auxílio da medicina ou das descobertas científicas e, ao mesmo tempo, acreditar no mundo de espíritos e milagres apresentados pelo Novo Testamento”.”
Por isso, assim como os primeiros cristãos interpretaram Jesus histórico a partir de sua hermenêutica, Bultmann diz que essa mesma atitude deve ser tomada hoje, ou seja, para Bultmann, Jesus deve ser interpretado à luz da visão existencialista.
Após a morte de Bultmann, a visão existencialista de Jesus por ele proposta, deu lugar à hermêutica marxista, principalmente nos países da América Latina e pontualmente em alguns países da Europa. Também na linha marxista os milagres de Jesus não podem ser tomados como verdadeiros, pois esperando por eles, o povo de Deus deixaria de lutar, ou seja, se fixaria apenas no transcendente.
Jesus não é uma ficção, uma realidade que cada um interpreta da forma que bem quiser. Não. Jesus é Deus que se fez homem e este é o centro do Evangelho. Deus Todo-Poderoso se fez homem de maneira extraordinária. Veio no ventre de uma Virgem, sem interferência humana. O milagre dos milagres. Não acreditar em milagre faz de qualquer um não-cristão. Não é uma pequena heresia, mas sim a apostasia. Bultman não pode ser considerado cristão, pois ele não crê verdadeiramente no milagre da Encarnação de Jesus, portanto, é um apóstata da fé.
Deus veio em Jesus Cristo de maneira extraordinária e misteriosa. Assim não é possível dizer que Ele não intervém na história. O padre espanhol Torres Queiruga costuma dizer que Deus quando criou o mundo, criou também as suas leis e, portanto, seria uma incoerência Ele as ter criado para depois quebrá-las. Deste modo, não haveria milagres, pois Deus não pode quebrar as leis que criou. Mas, se Deus não pode fazer algo que está fora das suas leis, não pode também ter-se encarnado e nem mesmo ressuscitado, e assim, “vã é a nossa fé” (I Cor 15,2).
Não é de se estranhar, portanto, que em seu livro “Repensar a ressurreição”, o Padre Torres Queiruga afirme que não perderia a fé caso encontrasse o cadáver de Jesus. Para ele, a ressurreição é uma quimera, uma fantasia, um símbolo, mas não uma realidade ocorrida neste mundo. O túmulo vazio de fato aconteceu, e os discípulos creram. Deus não está sujeito às leis que criou. Ele está acima e fora de qualquer lei da natureza. Deus é onipotente e soberano.
Sobre os milagres de Jesus no Novo Testamento, deve-se considerar que fundamentalmente eles contém algo de histórico e pode ser que, para transmitir o fato junto com o significado, os evangelistas tenham feito adaptações na narrativa deles, para que não fossem somente a descrição crua de um acontecimento, mas um sinal que levasse as pessoas à fé. Então, é possível que, ao narrarem os milagres do Novo Testamento, os evangelistas tenham feito pequenas adaptações para tornar claro aos leitores que aquelas intervenções divinas que, realmente aconteceram historicamente possuíam significados que iam além dos pequenos gestos, por extraordinários que fossem.
Os milagres de Jesus realmente ocorreram e são sinais que apontam para verdade de Deus, a qual transcende àqueles momentos históricos e atinge todas as gerações de todos os séculos, seja qual for a mentalidade da época. Trata-se de uma mensagem sempre válida que deve ser acolhida com fé.

https://padrepauloricardo.org/episodios/os-milagres-de-jesus-realmente-aconteceram?


As Lições de Madre Teresa de Calcutá



Qual  é  ...


O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? O medo
O erro maior ainda? Abandonar-se
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais
O mistério maior? A morte
O pior defeito? O mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
O sentimento pior? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A estrada mais rápida? O caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
O resguardo mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? O amor.



Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.
Madre Teresa de Calcuta



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A Missão do Catequista


"Teu projeto eu já tracei: Vá ao povo  que eu te ensinarei o jeito certo
de me anunciar. Basta que me peças que eu te ajudo a não errar."
Jesus Cristo

http://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/a-missao-do-catequista/


Quando se fala em catequese, muitos pensam naquela que prepara as crianças para a Primeira Eucaristia ou a Crisma. Engana-se quem acha que catequese é o mesmo que “dar catecismo”, pois ela faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina, como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.

Segundo o documento de Puebla e a afirmação dos Bispos do Brasil, a catequese é um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente.

A finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: ‘Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou’ (Jo 7,16)” (NCIC, 426-427).

Em sua origem, o termo “CATEQUESE” diz respeito à proclamação da Palavra. O termo se liga a um verbo que significa “Fazer”, “Ecoar” (gr. Kat-ekhéo). Assim, a ela tem por objetivo último fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus. A catequese faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina como também da vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.

A missão do catequista mais do que passar as regras, a doutrina, é promover entre a Pessoa de Jesus e o catequizando um encontro pessoal. A verdadeira catequese promove um encontro com Jesus.


“Se um catequista se deixa dominar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranquilo, ele acaba sendo uma estátua de museu; se um catequista é rígido, se torna encarquilhado e estéril. Pergunto a vocês: alguém quer ser um covarde, estátua de museu ou estéril?”
Papa Francisco
Oração do Catequista:



Concedei-me, Senhor, o dom da sabedoria que provém
do vosso Santo Espírito. 
Dai-me o entendimento de vossa verdade para que eu possa vivê-la e comunicá-la a tantas pessoas que desejam conhecê-la. 
Iluminai-me com a luz da verdadeira fé para que eu possa
 transmiti-la aos corações sedentos de autenticidade.
Jesus, Mestre Divino, que formastes os apóstolos 
segundo os princípios do vosso Evangelho, 
conduzi-me sempre pelos caminhos de vossa verdadeira ciência.
Ajudai-me, Senhor, a assumir o compromisso de minha missão
de catequista e fazei que eu me torne capaz de orientar muitos outros
no caminho da verdadeira felicidade.
Que eu me deixe envolver profundamente pelo amor do Pai 
e possa comunicar esse amor aos meus irmãos e irmãs. 
Amém.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O demônio existe, lembra o Papa




Em sua homilia matinal, o Santo Padre recordou a existência do demônio e pediu para os cristãos não "relativizarem" a luta contra o mal.


Em homilia hoje na Casa Santa Marta, o Papa Francisco lembrou a existência do diabo e pediu que os fiéis não "relativizassem" a luta contra as potências do mal.
O Evangelho da Missa narra que "Jesus estava expulsando um demônio" (Lc 11, 14). O Santo Padre comentou: "Há alguns padres que quando leem esta passagem do Evangelho, esta e outras, dizem: 'Mas Jesus apenas curou uma pessoa que tinha uma doença psíquica'. Não leram isso aqui, não é? É verdade que naquele tempo podia confundir-se a epilepsia com a possessão do demônio; mas também é verdade que havia o demônio!"
O Papa disse que "não temos o direito de simplificar tanto as coisas". E frisou: "A presença do demônio está na primeira página da Bíblia e a Bíblia acaba também com a presença do demônio, com a vitória de Deus sobre o demônio".
Mais adiante, São Lucas escreve: "Quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou" (11, 22). Francisco pediu aos cristãos que se examinassem. "Podemos perguntar-nos: 'Eu vigio-me, vigio o meu coração, os meus sentimentos, os meus pensamentos? Guardo o tesouro da graça? Guardo a presença do Espírito Santo em mim? Ou deixo-o assim, seguro, com a certeza que está tudo bem?'".
Sua Santidade lembrou a importância de "vigiar o nosso coração, porque o demônio é astuto". Ele "nunca é expulso para sempre! Só no último dia o será".
Ainda no Evangelho de hoje, Jesus fala: "Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa" (11, 23). O Santo Padre repetiu o ensinamento de Cristo e advertiu: "Não se pode ficar a meio caminho".
O Papa invocou a Deus a graça de levar a sério estas coisas. "'Mas, Padre, o senhor é bocado antiquado, está a assustar-nos com estas coisas...' Não, eu não! É o Evangelho! E isto não são mentiras, é a Palavra do Senhor! (...) Ele veio lutar pela nossa salvação. Ele venceu o demônio! Por favor, não façamos negócios com o demônio! Ele tenta voltar para casa e tomar de posse de nós... Não relativizar, vigiar! E sempre com Jesus!"

Por Equipe Christo Nihil Praeponere | Fonte: Rádio Vaticano



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A Oração dos Cinco Dedos da Mão


Papa Francisco ensina a oração dos cinco dedos


1 – O polegar é o que fica mais próximo de nós. Assim comece rezando pelas pessoas que ficam mais próximas. Elas são as mais fáceis de lembrarmos. Ore pelos seus entes queridos: cônjuge, filhos, pais, irmãos, parentes e amigos.

2 – O dedo seguinte é o indicador. Reze por aqueles que ensinam, instruem e curam. Isto inclui os professores, médicos e sacerdotes (pelo papa e pelos bispos). Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção certa para os outros. Mantenha-os em suas orações.

3 – O próximo dedo é o mais alto. Ele lembra nossos líderes. Reze pelo presidente, governador, prefeito e demais autoridades. Essa gente dirige a nação e precisa da direção de Deus. Lembre-se que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.

4 – O quarto é o anelar. Para surpresa de muitos, este é o nosso dedo mais fraco, como pode atestar qualquer professor de piano. Ele deve nos lembrar de rezar pelos que são fracos, que estão em aflição ou dor. Essas pessoas precisam de nossa oração permanentemente.

5 – O quinto e último é o dedinho mínimo, o menor de todos. É dessa forma que devemos nos colocar diante de Deus. O mindinho deve nos lembrar de rezar por nós mesmos. Após ter rezado pelos outros quatro grupos, nossas próprias necessidades terão sido colocadas na perspectiva correta e seremos capazes de rezar por nós de forma mais eficaz. Amém!


Sempre que olhar para sua mão, portanto, lembre-se de rezar.





Assunção de Nossa Senhora, a Mãe de Deus


Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.
É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova - Santo do Dia