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terça-feira, 20 de maio de 2014

Fica comigo, Senhor!



Como a Juliana, eu tive a graça de assistir ao filme sobre a vida do Padre Pio de Pietrelcina, no Curso de Italiano, ministrado pelo Padre Lucio, um dos sacerdotes de nossa Paróquia, e a Profª. Camila. Também, como ela, fiquei encantada com a história do Santo Padre Pio! Por isso, resolvi abrir uma página no meu blog para registrar tudo o que eu encontrar sobre a vida desse santo, exemplo para todos os cristãos.




PADRE PIO EM MINHA VIDA
Escrito por Juliana Moraes
Missionária da Comunidade Canção Nova


"Assim como muitos católicos, sempre tive o desejo de ser devota de algum santo, porém não tinha intimidade com nenhum a ponto de dizer: “Sou devota desse ou daquele santo”. Até que, um dia, tive a graça de assistir ao filme de Padre Pio e fiquei encantadíssima com sua história: um homem que tinha traços de santidade desde criança e enfrentou terríveis batalhas contra o demônio por amor a Deus e a sua vocação. A partir daí, comecei a pesquisar mais sobre a história desse lindo santo através dos livros e devocionários.

Passei a cultivar uma experiência de amizade e intimidade com Padre Pio. Rezava muito com um devocionário, o qual continha diversas orações desse santo, de modo especial aquela oração que Celina Borges traduziu de uma forma tão bela na canção: “Fica, Senhor, comigo”. O mais bonito é que eu o sentia muito próximo de mim.

Estava em discernimento vocacional no ano de 2008. Tinha o desejo de ingressar na Comunidade Canção Nova e sofri terríveis combates espirituais nesse tempo. Foi Padre Pio quem me ajudou a viver essa fase com sua presença e intercessão.

Nesse mesmo ano de 2008, tive a graça de conhecer a cidade que Padre Pio viveu a maior parte de sua vida religiosa: São Giovanni Rotondo. Por ocasião do Reconhecimento Pontifício da Canção Nova, fiz essa viagem com vários missionários da comunidade. Lembro-me que o meu coração estava cheio de dúvidas em relação a minha vocação, pois eu estava com uma vida profissional muito bem encaminhada, estava bem engajada na paróquia, minha família estava crescendo com o nascimento da minha sobrinha Luiza. Como deixar tudo isso para trás? Ao mesmo tempo que eu tinha o desejo de ser toda de Deus, meu coração ficava apertado ao saber que eu teria que abrir mão de pessoas e coisas tão preciosas para mim.

Assista: Conheça São Giovanni Rotondo, a cidade de Padre Pio

Nessa minha visita a São Giovanni Rotondo, tive a graça de conhecer a igreja onde Padre Pio viveu seu apostolado. Seus pertences se encontravam nela: túnicas, estolas, livros, escritos… Mas o que mais me encantou foi ver o quarto onde ele dormia. Era de uma simplicidade extraordinária! Lembro-me da cama, do seu chinelinho ao lado dela, uma escrivaninha, uma cadeira. Fiquei ali parada durante um bom tempo contemplando aquele lugar. De dentro de mim vinha a pergunta: “Como pode alguém viver de forma tão simples e ser tão feliz?”.

Aquele lugar retratava um coração livre, desapegado de tudo por amor a Deus. Continuei a caminhar e vi o confessionário onde Padre Pio passava horas do seu dia a atender confissões, resgatando assim muitas almas para Deus. Mais adiante, o mais impactante momento: assisti a um vídeo que mostrava um pouco da história dele, com cenas reais de sua vida. Eram destacados momentos marcantes de sua história.

Esse vídeo nos preparava para irmos até o local onde estava o corpo do santo. Sim, havia sido feita a exumação do corpo de Padre Pio e, com isso, todos os peregrinos que por ali passavam podiam contemplar esse homem de Deus praticamente intacto. O clima do ambiente era sobrenatural. Contemplar o rosto de um santo, a serenidade que transfigurava naquela face, a paz que tomava conta daquele lugar me fez entrar numa profunda reflexão. Foi ali que pedi o socorro a ele, pedi que ele tomasse conta da minha vocação.

Mais tarde, na Santa Missa, ele respondeu ao meu pedido. Senti tão forte a presença deste santo ao meu lado que não pude conter as lágrimas. Foi na Santa Missa que ele me disse claramente que estava me assumindo como filha espiritual e que iria cuidar da minha vocação. Ele me deu a inspiração de que, todas as vezes que eu fosse receber Jesus Eucarístico, me colocasse de joelhos e rezasse sempre a sua oração: “Fica, Senhor, comigo. Preciso da Tua presença para não Te ofender. Sabes quão facilmente sou fraca e Te abandono, preciso de Ti para não cair…”

Desde então, passei a viver essa rica experiência de amizade e profunda admiração a esse tão lindo santo. Ingressei na Comunidade Canção Nova no dia 10 de janeiro de 2010. Como toda vocação é provada, é claro que comigo não seria diferente. Porém, com o auxílio de Padre Pio, aprendi a olhar para a cruz com amor e docilidade, pois ela é fonte de sabedoria. Se Padre Pio foi fiel até o fim, é porque ele aprendeu a amar a cruz.

Com alegria renovo o meu ‘sim’ a cada dia, no desejo sincero de ser fiel até o meu último suspiro, assim como Padre Pio.

São Padre Pio, rogai por nós!




Beatificação Padre Pio da Pietrelcina


“Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gál 6, 14).

Tal como o apóstolo São Paulo, São Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória.

Abrasado de amor por Nosso Senhor Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito em seguir e imitar Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado, que poderia ter dito: “Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gál 2, 19).
E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério sacerdotal, servindo os que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.
Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi batizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.
Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.
Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.
Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direção espiritual dos fiéis, da confissão e da celebração da Santa Missa, sempre no rito tridentino(tradicional).
O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, percebiam a sua união com Deus.
Empenhou-se em ajudar ao próximo
A par da atual estritamente espiritual, esforçou-se por aliviar os padecimentos físicos e materiais de tantas famílias, principalmente com a fundação da “Casa Sollievo della Sofferenza” (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.
O Santo Padre Pio tudo desejava e tudo fazia à luz da virtude da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus.
Dizia: “Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus”. A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.
Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele.
O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade.
A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, ve-mo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto.
Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando.
E como era virtuoso!
Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus.
O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito.
Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas.
Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigaçõespor parte de superiores eclesiástico com ideias modernistas (condenadas por São Pio X), sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação.
Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência.
Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver.
Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento.
Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predileção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto.
Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: “Quero ser apenas um pobre frade que reza”.

A Partida do Santo Padre
Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Faleceu, serenamente, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.
No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Padre Pio, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele:
“Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento”.
Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas.
Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, espalhando-se por todo o mundo e todas as categorias de pessoas. Foi beatificado em 2 de maio de 1999 e canonizado em 16 de junho de 2002.
Fonte: vatican.va


FICA COMIGO SENHOR!



Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.
Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade.
Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga.
Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel.
Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.
Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.
Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti.
Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais.
Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. 

Amém.


Padre Pio







sábado, 17 de maio de 2014

O Nosso Compromisso com Jesus Cristo


"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura".  (Mc 16, 15-20)


Objetivos:

  • Entender que a fé é um dom que nos foi dado por Deus, mas que precisa ser cultivado por nós.
  • Falar das atitudes dos primeiros cristãos diante das dificuldades internas; ver como a Igreja aprendeu a lidar com as fraquezas e divergências desde o começo.
  • Explicar o que é perseverança e  refletir sobre as atitudes que devemos ter diante dos erros e problemas que com certeza surgirão, visto que somos humanos.
  • Compreender que o discípulo precisa ter um compromisso verdadeiro com Jesus.

Ambiente:

  • Crucifixo, Bíblia, vela, flores


1. Acolhida e Oração Inicial
  • Acolher a turma com alegria e disposição. Fazer momentos de animação, cantando músicas apropriadas.
  • Preparar a turma para rezar. Fazer o Sinal da Cruz.
  • Erguer as mãos e rezar a oração ao Espírito Santo.
  • Cantar a música número 7 do livro "Somos Igreja" ou outra que tenha a ver com o tema.
  • Convidar cada um a declarar seu amor por Jesus, sem medo, sem vergonha, como fizeram os seguidores de Jesus, dando a vida por ele.
  • Colocar a mão no ombro do companheiro e invocar a presença do Espírito Santo, repetindo junto com o catequista: "Derrama, Senhor, teu Espírito Santo em nossos corações. Ajuda-nos a te amar cada vez mais, a nos entregar à tua causa, a nos dedicar à construção de seu reino, a nos empenhar no serviço da Igreja. Que teu Espírito traga novo ardor, nova força, nova coragem a cada um de nós. Assim renovados, queremos ocupar nosso lugar na Igreja de Jesus, unindo-nos sempre mais a essa grande família que segue os passos do nosso Salvador. Amém!".
  • Cantar de novo a música anterior, se oportuno.

Motivação

Todas as pessoas gostam de festa. Ela proporciona alegria e expectativa. Há pessoas que se preparam com  muita animação para festas, celebrações e comemorações.

Quando celebramos datas, acontecimentos e, em especial, quando vamos receber os sacramentos, que é a manifestação da predileção e do amor de Deus, é importante preparar bem o coração. A festa marca a vida da pessoa quando esta se prepara bem e prepara bem a festa.

O Batismo que recebemos é um grande dom do amor de Deus, que nos fez mergulhar  na vida de Jesus. A preparação que agora vivemos é para recebermos pela primeira vez a Eucaristia. 

A Eucaristia, como já falamos, é ação de graças.  Ação de graças por tudo o que Deus fez de bom, de belo e de justo na criação e na humanidade.  A Eucaristia é ação de graças ao Pai, a maneira pela qual a Igreja exprime  o seu reconhecimento a Deus por todos os benefícios d'Ele recebidos, por tudo o que Ele realizou por meio da criação, da redenção e da santificação. 

A Eucaristia significa, portanto, ação de graças. Faz crescer a união com  o Deus Trino e a comunhão fraterna. A comunhão fraterna  está intimamente ligada à comunhão eucarística. O amor fraterno se manifesta no bem-querer, na compreensão pelas falhas e fraquezas dos outros. Significa amar a todos indistintamente. 

Com o sacrifício de Jesus realiza-se a nova e a eterna aliança de Deus com a humanidade. Jesus Cristo se fez alimento que não se acaba; é a própria vida de Jesus que se oferece como o Pão da Vida como força para a nossa missão. 

O pão e o vinho são símbolos da vida que representam todos os alimentos necessários para continuarmos vivendo. Jesus disse: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre" (Jo 6,51).  "E o pão que eu vou dar é minha própria carne, para que o mundo tenha vida" (Jo 6,35). Os sinais do pão e do vinho simbolizam a vida inteira de Jesus doada e entregue pela salvação do mundo.

Participar da Eucaristia á assumir as motivações mais profundas de Jesus, é entrar no coração da sua entrega a Deus Pai pela redenção da humanidade. A Ceia é a experiência mais íntima que temos com Jesus Cristo e, por Ele, com Deus Pai. 

No centro da  celebração aclamamos: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!" Quem anuncia é quem celebra: todo o povo de Deus. O anúncio da morte e ressurreição de Jesus é o sentido verdadeiro e único do Mistério da fé. Participar da missa é fazer esse anúncio com a própria vida e com a celebração. Essa aclamação, feita de pé, nos recorda que com Cristo "experimentamos muitas mortes", mas escapamos de todas pela ressurreição de Jesus. Estar de pé é sinal da ressurreição. A aclamação nos situa dentro do mistério do próprio Jesus vencedor.

Assim, a Eucaristia celebra a morte e ressurreição de Jesus. Celebrar a ressurreição de Jesus é celebrar a vida. Jesus veio para trazer a vida nova da graça conquistada por sua morte e garantida por sua ressurreição. Essa nossa vida em Jesus Cristo é alimentada pela Eucaristia.





2. Desenvolvendo o tema

Perguntar:
  • Por que a Eucaristia é importante para a minha vida?
  • Eu quero, do fundo do coração, ser discípulo de Jesus?
  • Por que vou fazer a Primeira Comunhão?
A Primeira Eucaristia é uma festa que marca a vida de todos nós. Há pessoas que pensam que ela é ponto final na vida cristã. Porém, ela é ponto de partida para vivermos uma vida de mais amor a Deus e aos irmãos.

Alguns logo se esquecem de que a vida cristã é para ser vivida todo dia. Só procuram a Deus nas horas difíceis quando querem conseguir alguma coisa. Outros pensam que basta usar uma medalhinha, fazer novena ou rezar o terço. Há quem só frequente a Igreja em certas ocasiões, como em procissões ou comemorações.
  • Como podemos viver e dar força à nossa vida de amizade com Deus e de seguimento a Jesus?
Depois da Primeira Eucaristia, podemos continuar cuidando e alimentando nossa vida cristã pela:
  • oração diária, isto é, conversa cheia de amor com Deus;
  • atitude de respeito e carinho na minha família;
  • vida de comunidade na prática da união e do perdão;
  • escuta e estudo da Palavra de Deus e dos ensinamentos da Igreja;
  • participação frequente aos Sacramentos da Penitência e Eucaristia;
  • prática da caridade, fazendo o bem aos mais empobrecidos.


A fé cristã é nossa resposta livre e pessoal à Palavra de Deus. É a adesão da vontade de Deus e da inteligência do homem ao plano de Deus.  

A fé é um dom que nos é dado por Deus!

A carta  aos Hebreus, no capítulo 11, define a fé como a certeza a respeito das coisas que nós não vemos. A fé é um dom de Deus e que nós precisamos pedir a Ele. Mas a fé também depende do homem, o homem precisa alimentar a sua fé. Podemos comparar a fé como uma semente plantada na terra, que precisa ser cultivada com muito cuidado. Se não cultivamos a nossa “planta da fé” com muito cuidado e dedicação, ela morre. E assim, muitos perderam a fé porque não a cuidaram.

Ter fé significa acolher o apelo de Deus nas coisas, nos acontecimentos e nas pessoas. A fé cristã no desejo de cumprir a Vontade de Deus, não é apenas individual, mas comunitária. A fé do cristão cresce, enquanto o cristão caminha com a comunidade. 

  • Podemos entender as coisas de Deus somente com a cabeça?


Não se pode entender as coisas de Deus somente com a cabeça, é preciso abrir o coração ao Espírito Santo. Foi o que afirmou o Papa Francisco, na Missa desta terça-feira, 13, na Casa Santa Marta. O Pontífice também destacou que a fé é um dom do Senhor, mas que não pode ser recebido se a pessoa vive “separada” do povo de Deus, da Igreja.

A partir das leituras do dia, Francisco elencou dois grupos de pessoas: aquelas que são dóceis ao Espírito Santo e aquelas que se pautam pelo orgulho, pelas próprias ideias, e, assim, fecham o coração ao Espírito. Como exemplo dos que são dóceis, ele citou os perseguidos após a morte de Estêvão, pessoas que levaram consigo a semente do Evangelho.

“Este povo não disse ‘vamos primeiro aos judeus, depois aos gregos, aos pagãos, a todos’. Não! Deixou-se levar pelo Espírito Santo! Foi dócil a Ele. Uma coisa vem após a outra e eles terminam abrindo as portas a todos. Este é o primeiro grupo de pessoas, aquelas que são dóceis ao Espírito Santo”.

Já os doutores da lei são exemplos do povo fechado, pois acreditavam que a religião era feita só de leis, consideravam somente o intelecto. “Estes não abrem o coração ao Espírito Santo! Acreditam que também as coisas de Deus podem ser entendidas somente com a cabeça, com as próprias ideias. São orgulhosos. Acreditam saber tudo”.

Francisco recordou as palavras de Jesus para esse grupo de pessoas: “Vocês não acreditam, porque não fazem parte das minhas ovelhas!” Ele explicou que essas pessoas tinham se separado do povo de Deus e, por isso, não podiam acreditar n’Ele. “A fé é um dom de Deus! Mas a fé vem se você está com seu povo”.

Diante desses dois grupos, Francisco convidou os fiéis a pedirem a graça da docilidade ao Espírito. “Peçamos a graça da docilidade, e que o Espírito Santo nos ajude a nos defendermos desse outro espírito da suficiência, do orgulho, do fechamento de coração ao Espírito Santo”.

Não é possível entender as coisas de Deus somente pela nossa cabeça, é preciso abrir-se ao Espírito Santo, saber ouvir a voz de Deus, como fez Maria; é preciso ser dócil como Nossa Senhora, que ouviu e rendeu-se à vontade de Deus em sua vida. 

A fé é um dom de Deus, mas para recebê-la precisamos estar com o Seu povo. A fé do cristão cresce, enquanto o cristão caminha com a comunidade.

Perguntar: 
  • Vocês acham que é fácil viver em comunidade? 
Desde que a Igreja começou a existir, sempre houve muita coragem e dedicação por parte dos cristãos. Mas também houve fraquezas e divergências. E não podia ser diferente. Onde está o ser humano, aí estão as fraquezas que o acompanham. Vamos ver como a Igreja aprendeu a lidar com as fraquezas desde  seu começo.

Texto: At 6, 1-6

Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia.

Partilha:
  • O número de cristãos crescia e começaram a surgir queixas e reclamações. Quem estava reclamando?
  • Por que os fiéis de língua grega reclamavam dos fiéis de língua hebraica?
  • O que estava acontecendo com as viúvas, parentes dos gregos?
  • O que fizeram os apóstolos para resolver a questão?
  • Que decisão tomaram? Qual foi a solução encontrada?

Aprofundamento

Começou a haver reclamação e desentendimentos na Igreja, na comunidade de Jerusalém.  Acontecia o seguinte: as comunidades tinham o bom costume de recolher donativos, principalmente alimentos, para socorrer as pessoas mais necessitadas. Naquele tempo, as viúvas viviam muito desamparadas e eram elas que mais recebiam ajuda dos cristãos. Só que, na hora de distribuir os alimentos arrecadados, parece que não havia muita organização. Desse modo, algumas viúvas recebiam mais e outras ficavam esquecidas.

Havia principalmente uma rixa entre os gregos - ou fiéis de língua grega - e os hebreus - ou fiéis de língua hebraica.  Os gregos eram judeus que moraram fora do país e depois voltaram falando grego. Os hebreus eram judeus que nunca moraram fora. Os gregos começaram a pensar que suas viúvas estavam sendo esquecidas na hora de distribuir os alimentos, talvez até de propósito. Surgiu a discussão.

Estamos, então, diante de dois problemas: 1º) Quem distribui os alimentos faz seu serviço de qualquer jeito, privilegia uns e prejudica os outros. É uma fraqueza preocupante na Igreja. Cristãos fazendo coisas malfeitas e prejudicando pessoas inocentes. 2º) Grupos de cristãos brigando entre si por causa da divergência de ideias, até por causa do erro de outros. A Igreja de Jesus já nasce enfrentando dificuldades internas.

Os apóstolos, então, vão ajudar a resolver os problemas. Eles propõem duas coisas: 1º) Eles - os apóstolos - estão muito ocupados com a pregação da Palavra e a divulgação da fé. Portanto, não parece oportuno deixar de pregar a Palavra para distribuir donativos, apesar de ser muito importante repartir alimentos. Deve haver outra solução. 2º) Se o problema é que as pessoas estão distribuindo mal os alimentos, então é o caso de escolher, na comunidade, pessoas sérias e responsáveis que se encarreguem honestamente da distribuição de alimentos às viúvas, sem prejudicar nenhuma delas.

A solução agradou a todos e escolheram sete homens honestos e de total confiança, que foram chamados de diáconos. A palavra "diácono" significa "aquele que serve". São eles: Estêvão, Felipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau. Todos esses nomes são de origem grega, o que indica que os sete diáconos escolhidos eram representantes dos gregos que reclamaram da distribuição dos alimentos. Isso significa que quem reclama está fazendo  uso de seu direito. Todo mundo deve mesmo reclamar e apontar os erros da Igreja, mas também deve estar disposto  a procurar uma solução e assumir sua tarefa. Não adianta reclamar e depois tirar o corpo fora. Esses sete homens assumiram a distribuição dos alimentos entre as viúvas, organizaram tudo sem prejudicar ninguém e não houve mais reclamação. Resolvido o problema.

Podemos concluir duas coisas 1ª) Entre os cristãos, também há fraquezas  e divergências. Ninguém é perfeito só por ser cristão. Por isso, a Igreja sempre há de conviver com fraquezas e dificuldades internas. 2ª) As fraquezas se resolvem organizando melhor a vida da Igreja, buscando soluções inteligentes, dialogando e entrando em acordo.

Não é possível evitar toda fraqueza, nem se deve fazer de conta que fraquezas não existem na Igreja. Ao contrário, é preciso reconhecer as fraquezas e buscar soluções, sem se acomodar. A Igreja nasce e cresce, mas não está livre de fraquezas, já que é formada de pessoas e pessoas são mesmo frágeis.


3. Atividades (do livro Somos Igreja, da Padre Orione Silva)

Sugestão:
  • Convidar a turma para analisar alguns casos concretos que acontecem entre os cristãos nos tempos de hoje. Dividir a turma em quatro grupos. Cada grupo receberá uma folha com um caso concreto de fraqueza e proporá uma solução pacífica para o caso, levando em consideração que é preciso tratar com caridade cristã todas as pessoas envolvidas, sem deixar que a fraqueza prejudique a a vida da Igreja. Frisar bem isto: nunca se pode faltar com a caridade, mesmo que a pessoa esteja dominada pela fraqueza. É preciso haver soluções inteligentes, criativas, mas caridosas. Sugerimos dois casos a seguir e propomos que dois grupos discutam  o primeiro, e os outros dois discutam o segundo.

1º Caso:

Carlos é um menino muito participativo em sua comunidade. Ele está com onze anos, frequenta a catequese e ajuda na Igreja como coroinha.
Sua família o incentiva muito na fé, pois sabe que é importante cultivar a fé desde cedo. Carlos conhece os ensinamentos de Jesus, pois, além de ver o testemunho de seus pais, faz experiências muito importantes na catequese.
Mas, outro dia, na escola, Carlos acabou se desentendendo com um colega, que  o insultava, porque seu time havia perdido o jogo.  E foi tanto insulto que Carlos ficou fora de si. Chamou o colega para a briga e houve pancadaria. No meio da confusão, uma pedra foi  jogada e quebrou o vidro da janela da escola. E foi Carlos quem jogou, querendo atingir o colega que o insultava. 
As pessoas ficaram admiradas com Carlos e diziam: "Nossa, o que está acontecendo com esse menino? É um garoto tão bom! A gente sempre o vê na Igreja, ajudando no altar! De repente, ele avança no colega, começa uma briga feia, joga pedra, quebra vidraça na escola ... cruz credo!
Alguns acharam até que Carlos não devia mais ser coroinha, depois disso tudo.

E agora, como vamos resolver isso?

2º caso:

Maria é uma menina dedicada e cheia de qualidades. Ela está com doze anos e já ajuda no coral da Igreja. Pega o microfone e canta sem medo, porque tem uma bela voz e muita vontade de ajudar.
Nas missas, Maria se destaca. Está sempre animando as celebrações com seu canto bonito e afinado.
Se tem casamento na Igreja, ela é convidada para cantar. E faz isso com muito gosto e dedicação.
O problema é que, em casa, as coisas não andam bem. Maria tem uma irmã mais nova. Os pais saem para trabalhar e deixam a caçula, com cinco anos apenas, por conta de Maria. Outro dia, a irmã caçula fez a maior birra. Maria, sem saber o que fazer, acabou dando uns tapas na irmã mais nova e xingou a irmã. A mãe de Maria chegou, viu a confusão e, também nervosa, deu uns tapas em Maria. O pai de Maria foi chegando do trabalho, viu a confusão e deu uns tapas na esposa, que tinha dado uns tapas em Maria, que tinha dado uns tapas na irmã caçula.
A vizinhança ouviu o barulho e correu para acurdir. Alguém ligou para o Conselho Tutelar.
Uns diziam: "Nossa, essa menina já está  bem grandinha, com doze anos, para fazer um escândalo desses. Vejam, ela agrediu a irmã caçula! Depois dá  uma de santa cantando na Igreja. Isso não pode ser! Pra que serve cantar na Igreja, se depois fica brigando em casa? Vejam que ela causou uma confusão para a família inteira, envolvendo até os pais, que chegam em casa cansados do serviço. Agora eles terão que se acertar com as autoridades. O Conselho Tutelar vai fazer uma ocorrência. Que vergonha!".


E agora, como resolver essa questão?
  • Depois do trabalho em grupo, fazer um debate. Um dos grupos que refletir sobre o 1º caso apresenta o caso e as soluções. O outro grupo complementa e debate. A turma participa. O catequista orienta. Outro grupo apresenta o 2º caso e as soluções. Faz-se a mesma coisa. O catequista fica  de olho para que a turma perceba a importância de buscar soluções caridosas e criativas. O catequista tratará com cuidado especial soluções que não levarem em conta esses dois princípios. Para ajudar o catequista, vamos comentar cada caso:

1º caso:

 O fato de Carlos ter perdido a cabeça não significa que ele não possa ser mais coroinha. Para resolver isso direito, seria bom conversar com Carlos. Ele precisa aprender a perder no jogo, sem perder a cabeça, Será preciso também conversar com o colega. O fato de ter ganho o jogo não lhe dá o direito de insultar os colegas que perderam. Todos precisam aprender a se controlar na hora da raiva, saber ganhar e saber perder. Faz parte da vida. E ainda tem o vidro da escola para consertar. Não podemos sair por aí quebrando tudo só porque estamos com raiva. Que tal convencer Carlos e o colega a consertar o vidro da janela, envolvendo nisso até os pais, já que na verdade os dois meninos estão errados no caso? E os dois podem consertar os erros e ainda aprender com isso. Carlos pode até convidar o colega para ser coroinha também. Daí pode brotar uma grande amizade.


2º caso:

Maria está com problemas na família. Não são problemas tão graves, mas tudo  o que envolve família é delicado. Irmãos precisam combinar bem. Pelo menos fazer um esforço para isso. Há um agravante nessa situação, com relação aos pais.  Maria não tem maturidade ainda para cuidar sozinha de uma irmã tão nova. Irmãos mais novos  costumam ser difíceis mesmo. Por que será que os pais de Maria a deixam sozinha com uma irmã dessa idade? Isso precisa ser levado em conta. Os vizinhos em vez de criticar, precisam ajudar essa família a encontrar uma solução. Os pais precisam trabalhar, mas sem deixar de cuidar dos filhos. Além disso, se os filhos brigaram, não adianta os pais brigarem também. Essa violência toda só complica as coisas. Maria precisa fazer as pazes com a irmã e continuar cantando na Igreja. E os pais dela precisam de ajuda para encontrar um modo de não deixar uma criança cuidando de outra. Afinal, ela perdeu o controle diante de uma situação para a qual ela não tem obrigação de ter controle. Os pais estão errados ao agir com violência. Por isso, o Conselho Tutelar entra em cena. Ele é o Órgão que deve mesmo ser chamado quando há violência contra crianças ou adolescentes. Se fosse apenas uma briguinha de criança, nem precisaria do Conselho Tutelar. Mas a coisa piorou porque tanto o pai quanto a mãe de Maria agiram com violência. Isso precisa ser olhado com atenção. Eles são adultos e precisam saber que a violência só complica as coisas.

  • Ampliar o debate, perguntando se a turma deseja comentar outras fraquezas que podem ocorrer na vida da Igreja ou que tenham ocorrido mesmo. Debater o assunto e buscar soluções.

Observação importante:

  • Às vezes a turma tem na memória tristes acontecimentos envolvendo a Igreja. É hora de botar isso para fora, conversar, superar. Com o auxílio do catequista, isso é possível. Fique claro que pessoa, por mais cristã que seja, às vezes erra e erra feio. Os jovens erram, os adultos também, os padres erram e até os bispos e o papa erram. Ninguém está livre disso! A fraqueza faz parte do ser humano.

Conclusão:
  • O fato de pertencer a determinada Igreja não significa que nunca mais vai ter fraquezas ou incorrer em algum erro. O fato de alguém ser católico e participar assiduamente da Igreja não significa que já seja perfeito e esteja livre de qualquer possibilidade de erro. A Igreja é formada por pessoas e pessoas cometem erros. O que fazer? Não adianta condenar as pessoas, nem julgar, nem criticar. O que se deve fazer é ajudar a encontrar soluções para as fraquezas e erros. Errar é humano. Enfrentar os erros e buscar soluções inteligentes e caridosas é mais humano ainda e ajuda no nosso crescimento. Não devemos esconder os erros e fazer de conta que eles não existem. Devemos enfrentá-los, procurando sempre soluções justas e caridosas.
  • Há fraquezas na Igreja, pois as pessoas não são perfeitas. Mas não só de fraqueza vive  a Igreja. Há muitas coisas boas entre os cristãos, muita força, muita coragem, muita luta, muitas qualidades e muita fé.
  • Muita coisa bonita vem sendo realizada dentro da Igreja, por pessoas de fé e enorme generosidade. A Igreja nasceu para ser um espaço em que se cultivam esses valores: a solidariedade, o amor ao próximo, o seguimento de Jesus, a união e tantas outras coisas. Há na Igreja, como em qualquer lugar, muitas fraquezas. Mas há - e com um peso muito maior - muita força, coragem e dedicação da parte de pessoas que acreditam na força do bem e dão a vida nessa causa. Quando vemos tantas pessoas de todas as classes unidas em torno da missão de evangelizar e fazer o bem, não podemos deixar de reconhecer a importância de tudo quanto é feito em nome da fé plantada pela Igreja. A Igreja nasceu para tornar sempre presente o sonho de Jesus. À medida que esse sonho se vai concretizando em todos os cantos do mundo, a gente vai compreendendo a importância da Igreja.

Nosso compromisso:

(Novamente em círculo, convidar para um segundo momento, também muito importante: uma breve reflexão sobre sobre a vida dos seguidores de Jesus).
  • Nós somos discípulos de Jesus. Mas como vivem os discípulos de Jesus? Ser discípulo de Jesus é viver de qualquer modo ou os amigos de Jesus têm um modo próprio de vida, um estilo de vida de acordo com os ensinamentos do mestre? Vamos ver na Bíblia um bonito relato sobre a vida dos seguidores de Jesus. Esse texto vai nos a perceber as características dos discípulos de Jesus. 

(Ler At 2,42-47: primeiro alguém proclama o texto em voz alta, depois cada um pode ler de novo em silêncio).

  • A primeira característica dos seguidores de Jesus que o texto dos Atos dos Apóstolos nos mostra é a perseverança. De nada adianta receber Jesus pela primeira vez, se não for para perseverar na amizade com ele. Essa é uma qualidade muito importante que os seguidores de Jesus precisam ter. O texto fala principalmente da perseverança no ensinamentos de Jesus. Isso significa que o discípulo nunca aprendeu tudo do mestre. Ele é um eterno aprendiz. Ele deve continuar sempre procurando se aprofundar nas coisas do mestre. A caminhada de seguidores de Jesus não é como um curso, quando a gente recebe um diploma e já é doutor naquilo que estudou. No seguimento de Jesus, somos sempre discípulos e não mestres, somos aprendizes, somos pessoas sempre abertas a aprender mais e mais, pois a vida é cheia de desafios que cessam de apresentar a nós. Por isso é tão importante perseverar na catequese depois da Primeira Comunhão. Não estamos formados. Não terminamos um curso. Começamos uma caminhada de discipulado com Jesus, e é preciso perseverar nesse caminho, sem desanimar.
  • Outra característica dos apóstolos era a comunhão deles com a comunidade de fé. Eles participavam das reuniões em que se celebrava a fração do pão, que é a Eucaristia. Quem faz a Primeira Comunhão precisa continuar em comunhão, por isso precisa participar da missa sempre, pelo menos uma vez por semana. Não adianta comungar uma vez e depois desaparecer. A frequência na comunidade é muito importante.
  • Os discípulos tinham outra característica importante: eram pessoas de oração. Estavam sempre unidos rezando com seus irmãos de fé ou rezando em suas casas, no silêncio de seu quarto ou com suas famílias. A oração é uma forma de melhorar nosso diálogo com Deus e estreitar mais nossa amizade com ele. É muito importante  rezar sempre para manter a comunhão com Jesus.
  • Os discípulos eram também pessoas generosas, fraternas, que partilhavam suas vidas e seus bens. Para seguir Jesus, é preciso saber partilhar a vida como ele mesmo fez. Quem se fecha em seu egoísmo e só pensa em si não consegue seguir Jesus. Sente-se um estranho no grupo, porque a fraternidade é a marca dos seguidores de Jesus. Partilhar nossos bens e nossos dons não é uma obrigação; é uma graça que nos foi dada. Ver os amigos e irmãos vivendo felizes sem passar necessidades é uma alegria incomparável. É por isso que o texto termina  dizendo que eles viviam felizes, louvando a Deus pela sua amizade. E cada dia mais gente queria viver assim: sendo discípulo de Jesus.


4. Oração Final e Encerramento
  • Convidar a turma para rezar, pedindo a Deus que fortaleça e confirme na fé todas as pessoas comprometidas com o bem, dentro e fora da Igreja, para que continuem a realizar seus trabalhos com amor e dedicação.
  • Fazer motivação: "Como já dissemos, é muito importante nos prepararmos para a primeira Comunhão, pois ela marca nossa caminhada de compromisso com Jesus. Nossa vida inteira deve estar entregue nas mãos de Deus com muita confiança, pois neste caminho da vida não estamos sós: Jesus está conosco nos iluminando e animando nossa vida".
  • Cantar a música número 3 do CD do livro "Somos Igreja" ou outra à escolha.
  • Convidar para rezar, entregando a vida a Deus com muita confiança. Fazer preces espontâneas. A resposta poderá ser: "Recebe, Senhor, toda a minha vida".
  • Cantar novamente a música anterior.


Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Livro Somos Igreja, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
  • Livro Nossa Vida com Jesus - Diocese de Joinville - SC (Ed. Paulus) 
  • Livro do Catequista Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)


terça-feira, 13 de maio de 2014

Os Segredos de Fátima








1°, 2° e 3º  segredos de Fátima


1º segredo - A visão do inferno: Muitas pessoas não acreditam que existe… Contudo, as crianças videntes ao vê-lo, ficaram impressionadas e apavoradas. Viram homens e mulheres, jovens e velhos, se debatendo num mar incandescente, devorados pelas chamas eternas. Davam gritos terríveis e vociferavam abomináveis imprecações.

A propósito da forte impressão que o Inferno lhe causou, irmã Lúcia escreveu numa carta ao Bispo de Leiria: “Esta visão foi num momento, e graças à nossa boa Mãe Celeste, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu. Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor”. Ela explica na carta, que o Inferno é formado por um imenso mar de chamas onde os condenados flutuam e onde as suas almas pecadoras são devorados pelas labaredas eternas, queimando e elevando como fagulhas de um grande incêndio.

Também faz parte do Primeiro Segredo um aviso de Nossa Senhora sobre a Guerra: “A 1ª Grande Guerra Mundial vai acabar… todavia Deus quer a conversão da humanidade, caso contrário acontecerá uma outra guerra muito pior” (…).






2º segredo – É divido em duas partes:

2.1 – Instituição da devoção ao Imaculado Coração de Maria – Nossa Senhora revelou que DEUS quer a instituição da Devoção ao seu Imaculado Coração, através da Comunhão Reparadora. As pessoas em estado de graça, deverão comungar durante 5 (cinco) primeiros sábados de cada mês, seguidamente, rezar um Terço e fazer 15 minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento, para consolo e desagravo de todas as maldade, ofensas e pecados que diariamente são cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Aqueles que acolherem a solicitação, não morrerão em pecado mortal e na hora da morte, receberão a visita consoladora da Mãe de Deus.

2.2 – Consagração da Russia ao Imaculado Coração – Ela pediu que todos os Bispos do mundo unidos ao Santo Padre, o Papa, fizessem a “Consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração”.

NOSSA SENHORA prometeu, se atenderem estes dois pedidos, a Rússia se converterá, muitos pecadores farão penitência e o mundo viverá um período de paz. Caso contrário, o mal crescerá, os dirigentes da nação comunista espalharão os seus erros e o materialismo ateu por todas as partes, crescerá a “apostasia” e nascerá a “impiedade”. Acontecerá uma devastadora Guerra Mundial (a Segunda) onde morrerão muitas pessoas e nações serão dizimadas.


3º segredo – A Íntegra do Terceiro Segredo de Fátima

Esta é a terceira parte do segredo revelado no dia 13 de julho de 1917 às três crianças na caverna de Iria, na cidade de Fátima, e transcrito pela Sóror Lucia no dia 3 de janeiro de 1944.

“Escrevo em obediência ao senhor, meu Deus, que me ordena fazê-lo por intermédio de Sua Excelência Reverendíssima, o Senhor Bispo de Leiria e da Santíssima Madre sua e minha”.

“Depois das duas partes que já expusemos, vimos, no lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais para o alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; brilhando soltava chamas que pareciam incendiar o mundo; mas se apagavam no contato com o esplendor que Nossa Senhora irradiava com sua mão direita na direção do anjo, que disse, apontando para a terra com a sua mão direita: penitência, penitência, penitência!

E vimos uma imensa luz que é Deus: ‘algo semelhante a como as pessoas se veem quando passam diante de um espelho’. ‘Vimos um bispo vestido de branco e tivemos o pressentimento de que fosse o Santo Padre’.

Também vimos outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subirem uma montanha íngreme, em cujo topo havia uma grande Cruz de madeira simples; o Santo Padre, antes de chegar até ela, atravessou uma grande cidade em ruínas, tremendo e com um passo vacilante, com um semblante pesado de dor e pena, rezando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegando no alto do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que dispararam vários tiros de arma de fogo e flechas; e do mesmo modo morreram, uns atrás dos outros, os bispos, os sacerdotes, os religiosos, as religiosas e diversas pessoas do povo, homens e mulheres de distintas classes e posições.

Sob os dois braços da Cruz, havia dois anjos, cada um deles com uma jarra de cristal na mão, com as quais recolhiam o sangue dos mártires, e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.

Felipe Aquino









quarta-feira, 7 de maio de 2014

Vocação e Missão do Profeta




♫ "Sinto queimar dentro em mim, a chama do Eterno Amor.
Sinto sua voz dentro em mim, me chamando a profetizar." ♫ 

(Neblim - Banda Iahweh)


Linda demais essa música!  Coloquei esse CD pra tocar no carro (amo essa Banda!) e ouvi não sei quantas vezes essa canção! Durante o dia sempre me pego pensando na letra e fico cantarolando o  texto acima. Por coincidência (será mesmo coincidência?), ontem o Papa falou sobre a necessidade do cristão ser testemunho de  Jesus. 

Por isso, resolvi pesquisar e escrever mais alguma coisa sobre a missão do Profeta.



Vocação e missão do Profeta 


Profeta:

Homem cheio do Espírito de Deus, que à luz da fé enxerga a situação em que vive. Anuncia a Palavra de Deus e denuncia o pecado. Ser profeta não é profissão e cargo. É vocação e missão na comunidade.

Ângelus: “O verdadeiro profeta não obedece ninguém mais que Deus e põe-se ao serviço da verdade”.


Todo cristão é um profeta


Prof. Felipe Aquino


O mundo de hoje, cada vez mais, vai se dividindo entre os que amam e servem a Deus e aqueles que vivem “como se Ele não existisse”, como disse o Papa João Paulo II. Para o mundo – “que jaz no maligno” -  já não há lugar para Deus e para a vivência de suas leis. A imoralidade cresce avassaladoramente, derrubando os pilares da civilização cristã do Ocidente. A moral católica é desprezada, a dignidade divina do homem é pisoteada, o desrespeito a Deus é acintoso. O homem moderno quer o lugar de Deus, quer ser o seu próprio Deus, e vai construindo uma nova Babel onde impera a confusão, o desentendimento e a angústia moderna.

Por outro lado, o maligno vai espalhando as mãos cheias de joio no meio do bom trigo do Senhor; cada vez mais, falsas doutrinas e falsas religiões afastam  o povo da verdadeira Redenção; e, dentro da Igreja floresce também o secularismo e o relativismo moral, contestando abertamente ao Papa e ao Magistério sagrado da Igreja. João Paulo II disse que os falsos profetas fizeram escola no século XX.
São Paulo alertou a São Timóteo, o seu bispo primeiro, de Éfeso,  sobre essa ousadia dos “iluminados”: “O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos aos espíritos sedutores e doutrinas diabólicas”(1 Tim 4,1). “Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas?” (2 Tim 4,2-4). É o que vemos hoje: “falsos profetas”, “doutrinas diabólicas”, “multidão de mestres”, milhares de “fábulas”… povo enganado. O profeta Oséias anunciou bem: “O meu povo perece por falta de doutrina” (Os 4,6).
O Plano de Deus para salvar a humanidade é este: o Pai enviou o Filho, e o Filho enviou a Igreja; isto é, os Apóstolos e seus sucessores (cf. Mt 10, 16ss; Jo 20,21-23), com a missão de pregar o Evangelho em toda a terra e lhes prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mateus 28,20).
A Igreja continua a missão de Cristo na Terra. Cristo veio para “tirar o pecado do mundo” (Jo 1, 29) como um Cordeiro imolado. A missão da Igreja é a mesma em todos os tempos, denunciar o pecado do mundo, para que este possa se converter e ser salvo; pois, como disse São Paulo: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23).
Se a Igreja não denunciar o pecado do mundo ela estará traindo o seu Senhor, deixando de cumprir sua missão. O profeta Ezequiel destaca isso: “Se digo ao malévolo que ele vai morrer, e tu não o prevines e não lhe falas para pô-lo de sobreaviso devido ao seu péssimo proceder, de modo que ele possa viver, ele há de perecer por causa de seu delito, mas é a ti que pedirei conta do seu sangue.  Contudo, se depois de advertido por ti, não se corrigir da malícia e perversidade, ele perecerá por causa de seu pecado, enquanto tu hás de salvar a tua vida” (Ez 3,18-19).
Se a Igreja não denunciar hoje os pecados dos homens, como João Batista fez com Herodes Antipas, ela será culpada diante do seu Senhor. É claro que isso gera perseguição aos filhos da Igreja; pois Jesus é “sinal de contradição”, como disse o velho Simeão a Maria e a José. Nunca a Igreja deixou de ser caluniada, atacada e perseguida em toda parte; e é isso que a faz semelhança a seu divino autor e redentor, como disse São João: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam…”.
Nunca vimos tanta imoralidade campear em nosso mundo como hoje: tenta-se legalizar a prostituição, distribui-se a pornografia por todos os meios; a prática homossexual é propagada e incentivada às crianças e aos jovens; defende-se o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões humanos e seu uso criminoso como se não fosse gente, incentivo ao suicídio, distribuição farta e vergonhosa da “camisinha”; propagação da “identidade de gênero” para negar que o ser humano foi criado sexuado por Deus, enfim, nega-se radicalmente a moral cristã, cospe-se no rosto de Cristo.
E a Igreja não pode se calar diante de tanta ofensa a Deus. Se nos calarmos as pedras clamarão. Quando os enviou, Jesus deixou claro que os seus seriam perseguidos: “Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. Cuidai-vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas sinagogas. Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos… Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.”(Mt 10,16-22. Mas Jesus prometeu uma grande recompensa:
Penso que esteja na hora de meditar seriamente nessas palavras de Jesus: “Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus.  Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.” (Mt 10,32-33). Negar a doutrina de Jesus, negar o que ensina a Igreja, é negar Jesus Cristo diante dos homens."

A vida e o ensinamento dos profetas se tornaram Palavra de Deus para os povos de ontem e de hoje. O próprio Jesus se inspirou muito nos profetas, sobretudo em Isaías para assumir sua missão.

Aquele que é chamado a ser profeta recebe  vocação, não em proveito próprio, mas ele é profeta para a comunidade. O profeta anuncia uma notícia e denuncia uma situação que oprime, que escraviza e que mata. Todos nós somos chamados a ser profetas, pelo Batismo.

Na nossa família, na comunidade, no bairro, na escola, em todo lugar onde estivermos  somos convidados a ser profetas. Procurar ver com os olhos de Jesus os acontecimentos, e procurar perceber os projetos de Deus para aquela situação. Ajudar os que estão perto de nós a enxergar com menos egoísmo e mais amor. Somos convidados a usar a nossa língua para anunciar a Palavra de Deus e denunciar aquilo que oprime, que esmaga os mais pequeninos.

No final da Missa, após a bênção, vamos embora. A missa terminou. A nossa missão tem início, missão de ser profeta. Missão de anunciar a Palavra de Deus que recebemos na celebração. Levar a bênção de Deus para os que não puderam estar na celebração. Não podemos guardar só para nós o que Deus  de graça nos dá: "de graça recebestes, de graça dai" (cf. Mt 10,8).

Gesto concreto: ser profeta, na família, na escola e na comunidade.

O profeta para ser profeta, primeiro escuta a Palavra de Deus para si mesmo. O profeta tem um ouvido afinado e aberto. Ouvido aberto e olhos atentos para perceber a mensagem de Deus transmitida através dos acontecimentos e das pessoas que convivem com ele.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Como ser cristão testemunha de Jesus Cristo?





"O cristão que não dá testemunho se torna estéril, afirmou o Papa Francisco na Missa desta terça-feira, 6, na Casa Santa Marta, onde reside no Vaticano. O Santo Padre se concentrou no martírio de Santo Estêvão, lembrando que a Igreja não é uma universidade de religião, mas o povo que segue Jesus. Só deste modo, enfatizou, a Igreja é fecunda e mãe.

Na homilia, Francisco retomou o caminho que levou à morte do primeiro mártir da Igreja e explicou que o martírio de Estêvão é um modelo do martírio de Jesus. No martírio, disse o Papa, é possível ver claramente esta luta entre Deus e o demônio.

Francisco explicou que a “martírio” é a tradução da palavra grega que também significa “testemunho”. Dessa forma, pode-se dizer que, para um cristão, o caminho segue os passos de Jesus para dar testemunho Dele e, muitas vezes, esse testemunho termina dando a vida.

“Não se pode entender um cristão sem testemunho. Nós não somos uma ‘religião’ de ideias, pura teologia, de coisas bonitas, de mandamentos. Não, nós somos um povo que segue Jesus Cristo e dá testemunho – mas quer dar testemunho de Jesus Cristo – e este testemunho algumas vezes chega a dar a vida”.

Após a morte de Estêvão, lê-se no Ato dos Apóstolos que começou uma violenta perseguição contra a Igreja de Jerusalém, fazendo com que o povo fosse para longe. Mas lá onde chegava, esse povo explicava o Evangelho, dava testemunho de Jesus e assim começou a missão da Igreja.

“O testemunho, seja na vida cotidiana, seja com algumas dificuldades e, também, seja na perseguição, com a morte, sempre é fecundo. A Igreja é fecunda e mãe quando dá testemunho de Jesus Cristo. Em vez disso, quando a Igreja se fecha em si mesma e acredita ser – digamos assim – uma ‘universidade de religião’, com tantas belas ideias, belos templos, belos museus, belas coisas, mas não dá testemunho, torna-se estéril. Com o cristão acontece a mesma coisa”.

O Pontífice concluiu destacando que não se pode dar testemunho sem a presença do Espírito Santo. Pensando em Estêvão, que era cheio do Espírito e sofreu com o martírio, e nos cristãos que fogem por causa da perseguição, o Papa propôs que cada fiel pense em como é seu testemunho.

“Sou um cristão testemunha de Jesus ou sou um simples número dentre os cristãos? Sou fecundo porque dou testemunho, ou permaneço estéril porque não sou capaz de deixar que o Espírito Santo me leve adiante na minha vocação cristã?”."

Comentário de Ironi Spuldaro








Somos testemunhas de Jesus Cristo quando vivemos de modo  a refletir seus ensinamentos. Nossa aparência, nosso modo de agir, de falar e até mesmo de pensar devem ser reflexo dele e de seus caminhos. 

Somos testemunhas de Jesus Cristo quando falamos de nossos sentimentos a respeito dele, quando vivemos com uma perspectiva feliz que demonstra nossa fé nele, quando prestamos testemunho às pessoas e as ajudamos a aprender com ele e a segui-lo. 




Santo Agostinho nos lembra algo relevante sobre o testemunho: "as palavras convencem, porém os testemunhos arrastam".

"Apresentamos Jesus ao próximo quando evangelizamos, e quando damos bons exemplos: perdoando, ajudando, suportando, não criticando, não falando mal dos outros, corrigindo, aconselhando, não incentivando suas atitudes incorretas, não ignorando, não prejudicando, não ofendendo, não humilhando, não excluindo, etc." (Blog Liturgia Diária Comentada)