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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Primeira Eucaristia: Como comungar?



Meus catequizandos, e eu também, estamos bem animados, ansiosos por esse momento tão importante na vida deles e na minha! 


Essa é a minha primeira turminha, portanto,  os preparativos para o grande dia são novidades pra mim. Estamos agendando reunião com os pais dos catequizandos  para acertarmos todos os detalhes.   


Neste encontro falamos mais profundamente sobre o Sacramento da Eucaristia. Quase no final, reservei um momento para as crianças falarem sobre suas dúvidas.

Depois,  tivemos momentos de desconcentração: Ceamos juntos, brincamos, batemos muito papo, tiramos fotos, que postei no meu face e no blog. 

Foi muito legal! 

Tudo sobre o nosso encontro, descrevo abaixo:



Está chegando o grande dia!


Motivar: Nós estamos nos aproximando do dia da primeira Comunhão. Vocês vão receber o sacramento da Eucaristia pela primeira vez.  Isso é muito importante. E sempre que estamos às vésperas de um momento importante, precisamos parar um pouco para pensar, para rezar, para preparar nosso coração para este momento. Hoje, vamos entender melhor o sentido e a beleza da Eucaristia e refletir sobre a importância desse  sacramento em nossa vida.

Com isso, percebemos duas coisas muito importantes:
  • A Comunhão é para quem quer ser discípulo de Jesus.
  • A Comunhão não é uma festa para receber a hóstia pela primeira vez. É um compromisso de viver a vida em união com Jesus.

(Conversar um pouco com a turma sobre esses dois itens acima. Ver o que eles acham disso. Deixar que eles falem).

Foi para ficar sempre conosco que Jesus nos deixou o sacramento da Eucaristia, a Comunhão. "Sacramento" quer dizer "sinal": sinal de união do discípulo com o mestre, sinal do amor de Jesus por nós que não quer nos deixar sozinhos. "Eucaristia" quer dizer "ação de graças", ou seja, a alegria do discípulo que agradece a Deus por poder viver unido a Jesus (Frisar bem esses conceitos).

Os sinais são muito importantes. Eles tocam fundo o nosso coração. Uma rosa, por exemplo, pode ser só um flor lá no jardim. Mas, quando ofertada por alguém que ama, é sinal do amor entre as duas pessoas. Um abraço, por exemplo, pode ser só um formalidade. Mas, se acontece entre duas pessoas que se amam e que estavam distantes, ele é sinal de uma grande amizade. E assim vai: um presente pode ser sinal de gratidão, um gesto comum pode ser um sinal especial. Assim, a Eucaristia é sinal da união com Jesus, sinal de seu grande amor por nós e de sua presença nos fortalecendo.

"Agora vejamos: como comungar?

 - A maneira como nos acercamos da Eucaristia e a recebemos - lembremo-nos que não estamos a receber uma coisa, um pedacinho de pão - é clara demonstração de nossa fé. 

Dois profundos sentimentos invadem nosso coração. O primeiro é o de nossa profunda indignidade. Qual criatura, por mais santa que seja, é merecedora de receber o Senhor, nosso Deus? O segundo é o sentimento de alegria e gratidão, uma vez que o próprio Deus quis se entregar a nós, como alimento, para nos comunicar sua Vida, nutrindo-nos como a filhos queridos. 

Famintos, estendemos nossas mãos ao Senhor - "Como os olhos dos escravos olham para a mão de sua senhora" - e abrimos a boca como pequeno pelicano para receber o bocado do Corpo e da Vida do "Pio Pelicano", Jesus Cristo. Como os servos sedentos, aproximamo-nos para nos abeberarmos da Fonte da Vida. 

Discípulos amados, recostamos nossa cabeça no peito de Jesus, como conviva alegre a receber os bocados do verdadeiro Maná descido do céu. (...) 

Nossa presença na Missa deve ser total: corpo, coração, alma. Aquele que bem recebe a comunhão certamente se empenhará em acolher o Espírito de Cristo que nos congrega na Igreja, Corpo de Cristo. "

(Fonte: Liturgia em Foco - Escrito por Dom Paulo Francisco Machado).
http://www.santuarioperpetuosocorro.org.br/



"Você come o Corpo de Cristo, mas é Ele que lhe assimila" - Santo Agostinho 




Comungar o pão e o vinho tem a finalidade de nos tornar unidos em Cristo. "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele" (Jo 6,56), assim como os ramos estão unidos à videira. Uma vez que fomos alimentados por Cristo com o Pão Eucarístico, sejamos transformados por ele num só corpo.

Quando nos reunimos em assembléia para para celebrar a Eucaristia, o sacerdote pede ao Espírito Santo para transformar o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo e, logo em seguida, pede, novamente, para ele transformar o povo que celebra (assembléia litúrgica) no Corpo de Cristo.

Assim, rezamos na Oração Eucarística II: Concedei que alimentando-nos com o corpo e o sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito. E respondemos; Fazei de nós um só corpo e um só espírito.

O Batismo se realiza na Eucaristia. Se formamos o Corpo de Cristo pelo Batismo, a Eucaristia nos alimenta e fortalece com o sacrifício de Cristo, para que vivamos sempre em comunhão, unidos em uma só fé, um só Senhor. Para tanto, precisamos permanecer unidos nele, como galhos à árvore ou os ramos ao tronco da videira.

A videira possui um tronco largo e, a cada ano, produz ramos compridos em que brotam muitos cachos de uva. Cristo é o tronco, nós somos os ramos. Desse modo, formamos sua Igreja. A seiva que vem do tronco e alimenta os ramos é o Espírito de Cristo, que nos fortalece para produzir os frutos. Portanto, para isso, precisamos estar estreitamente unidos a Cristo. Isso ocorre pela Eucaristia. Quais frutos Cristo espera de nós?


Conversa em grupo:

  • Que cuidados precisamos ter para receber bem e devotamente Jesus na Eucaristia?
  • Que frutos a Sagrada Comunhão produz em nossas vidas?

Assim como o alimento fortalece nosso corpo, previne doenças e nos ajuda a crescer e viver melhor, a Eucaristia fortalece nossa vida espiritual, as graças de Deus que recebemos no Batismo.

Também, quando vamos a uma festa, procuramos nos preparar bem. Do mesmo modo, precisamos estar preparados e prontos para receber Jesus na Sagrada Comunhão, procurando ...

  •  acreditar na presença de Jesus na Eucaristia;
  • estar em estado e graça, isto é, sem pecado mortal;
  • guardar uma hora de jejum antes de comungar.  Água e remédios não quebram o jejum.


Através da Santa Comunhão recebemos todas as graças e bênçãos do céu, antecipando a vida eterna que teremos junto a Deus.

A Eucaristia é o sacramento que fortalece a nossa fé e nos faz crescer espiritualmente, especialmente na união com Deus, com os irmãos e irmãs.

A Sagrada Comunhão produz muitos frutos na nossa vida, quando a recebemos bem preparados:

  • aumenta a nossa união com Cristo;
  • apaga os pecados veniais;
  • preserva dos pecados mortais;
  • realiza a união, na Igreja, com todos os filhos e filhas de Deus;
  • compromete a nossa vida com os irmãos mais necessitados.




Esclarecendo questões:


Talvez a turma tenha dúvidas sobre estes assuntos. Eis alguns pontos que costumam gerar dúvidas:

  • É importante falar das questões mais práticas: procissão para receber a comunhão, posição das mãos, silêncio ... É o momento de falar do respeito e da seriedade deste momento e de qualquer celebração da missa, orientando para que se comportem dignamente dentro da Igreja.
  • A Comunhão pode ser recebida na boca ou na mão. O mais comum atualmente é receber na mão. Coloque a mão esquerda por cima da mão direita. O padre colocará a hóstia na sua mão esquerda. Com a mão direita, você pega a hóstia e a coloca na boca, ainda diante do padre ou do ministro. Não saia carregando a hóstia pela igreja a fora. Nem pegue a hóstia diretamente da mão do padre. Estenda a sua mão, e o padre colocará nela a hóstia. Isso evita que a hóstia caia no chão. Se a Comunhão for dada em duas espécies (o corpo e o sangue de Cristo), o padre vai pegar a hóstia e molhar no cálice. Nesse caso, o costume é receber a Comunhão na boca, porque não tem como pegar a hóstia molhada. Diga "amém" e abra a boca. O padre ou  ministro colocará a hóstia diretamente em sua boca.
  • "E se a hóstia grudar no céu da boca?" Não tem problema. Isso pode acontecer. Aja com naturalidade e retire a hóstia com a língua. Melhor do que enfiar o dedo na boca.
  • "E se a hóstia cair no chão?" Se isso acontecer, o padre pegará a hóstia e lhe dará outra. Se a hóstia cair, não é porque a pessoa tenha pecados. É porque, na hora de comungar, às vezes, a mão do padre tremeu ou você não estendeu a mão direito. É comum acontecer, por causa da pressa de comungar. Mas não é sinal de pecado.
  • "E se o padre me der duas hóstias coladas uma na outra?" Comungue as duas, não tem problema. Acontece que as hóstias podem colar uma na outra e não tem como separar. Então, comungue as duas, sem problema.
  • "Posso mastigar a hóstia?" Em geral, a hóstia se derrete facilmente na boca. Mas se a boca estiver seca, ela pode agarrar. Você pode mastigar e engolir, como faz com os alimentos. Mas faça isso discretamente. Não fique mascando, como se fosse chiclete. (Aliás, por falar nisso, nunca se deve participar da celebração mascando chiclete. É uma falta de educação imensa. Ao entrar na igreja, jogue a bala ou chiclete fora).
  • "O que faço depois da comunhão?" Volte para o seu lugar e continue antando. Depois do canto, haverá um momento de oração para agradecer a Deus. Não se deve comungar e ir para a Capela do Santíssimo, até porque, nesse momento, o Santíssimo não está na capela. Também não parece bom comungar e ficar ajoelhado rezando, quando todos estão cantando. O certo é comungar, voltar para o lugar e continuar cantando. Pode ficar assentado mesmo. Depois se faz o momento de oração em silêncio.
  • "O que faço se esquecer algum pecado na Confissão?" É comum esquecer pequenos pecados. Para evitar isso, você pode fazer uma lista por escrito. Mas na Confissão Deus perdoa também os pecados que foram esquecidos. Em geral, quando a gente esquece, é porque o pecado não tinha tanta importância assim. Se tiver esquecido um pecado e achar que é importante, pode voltar e dizer ao padre o que esqueceu. O que não pode é deixar de contar alguma coisa, quando está lembrando, por causa de medo, vergonha ou outra razão. Omitir um pecado, sem esquecimento, é um erro grave. Não precisa ter vergonha. Conte tudo, abra o seu coração, como se estivesse diante do próprio Jesus que acolhe e aconselha a todos.
  • "Toda vez que for comungar eu preciso me confessar antes?" Não. A gente comunga toda vez que participar da celebração da Eucaristia. E só precisa se confessar quando tiver um pecado mais grave. Depois da primeira Comunhão, deve-se comungar sempre. Se tiver cometido apenas pequenos pecados, pode comungar também. Se cometer um pecado mais grave, então procure a Confissão de novo para pedir perdão e renovar o propósito  de vencer as fraquezas.
  • Ao procurar a Confissão novamente, o padre vai perguntar quanto tempo tem que você não se confessa. Tente se lembrar disso antes, O padre quer saber disso para avaliar se você está pecando muito em pouco tempo ou se, tendo passado muito tempo sem se confessar, você tem apenas pecados leves. Isso ajuda a entender como anda a sua vida espiritual, se você precisa para superar algum pecado que venha se repetindo muito. Ao falar do tempo, seja claro: diga quantos meses ou anos você se confessou pela última vez. Procure evitar a expressões vagas, como: "Tem um tempão que não me confesso!" O padre não saberá o que é um tempão ou um tempinho.
  • "Preciso me confessar todo ano?" A Igreja aconselha a fazer a Confissão dos pecados ao menos uma vez por ano. Mas isso se você tiver pecados mais graves. É bom confessar uma vez por ano, ao menos. Mas se você conseguir passar o ano todo sem pecado, ou até mais, não está obrigado a se confessar de novo. Pode continuar comungando.
  • "Se eu estiver com pecado grave, posso comungar?" Não. Nesse caso, procure antes a Confissão, para depois comungar. Pode falar com o padre que você deseja se confessar. Ele vai encontrar um momento para atender você.
  • "A Catequese acaba depois da primeira Comunhão?" Não! Vamos guardar com muito carinho que a Comunhão não é o fim da catequese. Ao contrário, ao comungarmos, assumimos um compromisso com Jesus, Passamos a ter a obrigação de comungar sempre. Todo domingo ou em toda celebração. A Igreja diz que a gente deve participar da missa todo domingo, ou ao menos uma vez na semana. Para quem mora longe, às vezes só é possível participar da missa uma vez por mês. Na falta da missa, se houver celebração na comunidade, deve-se participar e comungar também. Também a catequese continua. Não acaba depois da primeira Comunhão. A gente continua porque tem muita coisa ainda para aprender.








Fonte:
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Liturgia em Foco - Dom Paulo Francisco Machado).
  • Livro somos Igreja do Padre Orione Silva e Solange Maria do Carmo


Partes da Missa




Jesus sabia que nós precisamos de algo forte para nos alimentar na fé. Ele próprio resolveu ser nosso alimento. Sua presença nos alimenta, sua força nos contagia, sua amizade nos revigora. Através da Comunhão, ou seja, da união profunda com Jesus, ele permanece em nós e nós permanecemos nele.

É por isso que é tão importante o sacramento da Eucaristia. A Eucaristia é a presença de Jesus nos alimentando e animando na caminhada. Um discípulo de Jesus não se contenta em fazer a Primeira Comunhão. Ele quer mais: ele quer viver em comunhão profunda com Jesus. Por isso, ele participa sempre da Eucaristia, para fortalecer esses laços de amizade com seu mestre.

Vamos agora conversar sobre a celebração da missa. A gente comunga dentro de uma grande celebração, que chamamos Missa ou Eucaristia. A Missa é dividida em várias partes. Vamos entender melhor?





Participando da Missa Passo a Passo

A Missa é simultaneamente sacrifício de louvor, de ação de graças, de propiciação e de satisfação. Nela se encontra tanto o ápice da ação pela qual Deus santificou o mundo em Cristo, como o do culto que os homens oferecem ao Pai, adorando-o pelo Cristo, Filho de Deus.

A celebração da Eucaristia é uma ação de toda a Igreja, onde cada um deve fazer tudo e só aquilo o que lhe compete, segundo o lugar que ocupa no Povo de Deus.




  • Primeira parte da Missa: RITOS INICIAIS


- Canto inicial
- Sinal da Cruz
- Saudação
- Ato penitencial
- Glória
- Oremos






A missa começa com um canto. A gente, nessa hora, fica em pé. Enquanto todos cantam, entra o padre ou bispo que presidirá a celebração, acompanhado dos ministros e demais pessoas que vão se envolver no desenrolar dos ritos.





O padre começa a missa, fazendo o Sinal da Cruz: "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". A gente responde: "Amém". O Sinal da Cruz é para lembrar que a gente se reúne em nome de Deus. Esse Deus é nosso Pai criador, é Jesus, o filho de Deus, nosso Salvador, e é o Espírito Santo que nos santifica. É Deus quem nos convida para a celebração da Eucaristia, e é por causa dele que estamos ali.

Depois o padre faz uma saudação com palavras tiradas da Bíblia. São palavras mais ou menos assim: "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a força do Espírito Santo estejam com vocês". A gente responde: "Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo". Vejam que bonita a resposta: a gente está louvando a Deus, porque ele nos reuniu no amor e Cristo. É muito bom viver unido com os irmãos no amor de Jesus.

A seguir, o padre convida o povo para um momento penitencial. A gente reconhece que Deus é bom e nos acolhe, para nos ajudar a superar nossas fraquezas. Vamos à missa em busca da força de Deus. Precisamos dessa força, porque somos fracos. Deus sabe disso e quer nos ajudar. O momento penitencial é para a gente invocar a misericórdia e a ajuda de Deus. Nessa hora, pode-se cantar uma música ou fazer orações. Uma oração muito comum nessa hora é aquela em que o padre reza com o povo: "Senhor, tende".

Terminado o canto ou a oração, o padre diz: "Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna". A gente diz:"Amém". Vejam que a gente está lembrando a vida eterna, porque Jesus disse que a gente devia celebrar a ceia eucarística até o dia em que vamos cear com ele no céu. A Eucaristia nos sustenta  enquanto estamos neste mundo, caminhando com fé e esperança para a glória eterna.

Depois desse momento, a gente reza ou canta o glória, que é um hino de louvor a Deus. Se possível, é bom também a gente saber de cor o Hino do Glória, que é uma oração muito antiga de nossa Igreja.

Glória a Deus nas alturas! E paz na terra aos homens por ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deu Pai todo-poderoso. Nós vos louvamos. Nós vos bendizemos. Nós vos adoramos. Nós vos glorificamos. Nós vos damos graças, por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais a direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o santo. Só vós o Senhor. Só vós o Altíssimo, Jesus Cristo. Com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

Depois o padre diz "oremos" e faz uma oração que se chama coleta. Ele recolhe todas as nossas preces e reza a Deus em nosso nome: daí o nome coleta. A gente acompanha em silêncio e responde "amém" no final. Assim terminam os ritos iniciais.



Segunda parte da missa: RITO DA PALAVRA



  • Rito da Palavra:


- Primeira Leitura
- Salmo
- Segunda Leitura
- Aclamação
- Evangelho
- Homilia
- Profissão de Fé
- Preces


O Rito da Palavra é a segunda parte da missa. Ele começa com o povo escutando a Palavra de Deus. São feitas duas ou três leituras da Bíblia, sendo que a última é sempre uma leitura do Evangelho. É a leitura principal da missa. Depois da Primeira Leitura, costuma ser rezado um salmo. O povo fica assentado durante essas leituras, mas se levanta para ouvir o Evangelho, o que simboliza a prontidão necessária para cumpri-lo.

Após as leituras, o leitor diz: "Palavra do Senhor!", e o povo responde: "Graças a Deus!". Após o Evangelho, o leitor diz: "Palavra da Salvação!", e o povo diz: "Glória a vós, Senhor!"

Depois,  o povo se senta, e o padre faz a homilia ou pregação, para ajudar o povo a compreender o sentido das leituras e a mensagem de Jesus para aquele dia. Afinal, é preciso viver a Palavra de Deus! Então, é hora de prestar muita atenção.

Depois disso, o povo se levanta e faz a profissão de fé e as preces. A profissão de fé é para dizer que a gente crê na Palavra de Deus que acabou de ouvir e se compromete com ela. É costume rezar uma profissão de fé que faz um resumo dos pontos mais importantes da nossa fé. É bom até saber de cor:

Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, que foi concebido  pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.


As preces são para a gente pedir a Deus a força para pôr em prática o que ele nos ensinou.

Quando o padre anuncia o Evangelho, é costume a gente fazer três cruzes: uma na testa, outra na boca e outra no peito. Esse gesto é para pedir a Deus que purifique nossa mente, nossos lábios e nosso coração para escutarmos a Palavra que vai ser anunciada no Evangelho. A gente pode fazer as cruzes em silêncio ou dizer:"Purificai, Senhor, a minha mente, os meus lábios e o meu coração, para que eu possa amar, acolher e anunciar vossa Palavra."


  • Terceira parte da missa: RITO SACRAMENTAL


    - Rito sacramental

    - Ofertório
    - Oração Eucarística
  • Prefácio
  • Santo
  • Consagração
  • Intercessões
  • Conclusão

     - Rito da Comunhão
  • Pai-Nosso
  • Oração pela paz
  • Cordeiro de Deus
  • Comunhão
  • Momento de silêncio
  • Oremos

O Rito Sacramental começa com o ofertório. É o momento de ofertar a Deus a nossa vida. Nessa hora, pode-se ficar sentado. Ou fazer a procissão do ofertório, se for esse o costume. Durante o canto, o padre prepara o altar e oferta a Deus o pão e o vinho que serão, depois, consagrados e se tornarão corpo e sangue de Cristo, na comunhão. O padre encerra o ofertório, lavando as mãos, em um gesto simbólico que lembra a pureza de coração. Enquanto lava as mãos, o padre diz assim: "Lavai-me, Senhor, das minhas faltas e purificai-me dos meus pecados". Ele se lembra de que ele também é pecador.

Então, o padre diz: "Orai, irmãos, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso!". O padre está nos convidando a rezar para que Deus aceite com bondade a nossa oração. O sacrifício é o sacrifício de Jesus, que se entregou na cruz por amor a nós. O sacrifício é a Eucaristia toda, que torna presente a entrega de Jesus na cruz. A gente se levanta e diz: "Recebe, ó Senhor, por tuas mãos, este sacrifício, para glória do teu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja!" O povo diz isso para o presidente da celebração, no caso, o padre: "Que o Senhor receba, pelas mãos do padre, a oração que todo o povo apresenta na celebração da Eucaristia".

Aí começa a Oração Eucarística. Primeiro vem o Prefácio, que é a abertura da Oração Eucarística. O padre diz: "O Senhor esteja convosco". O povo responde: "Ele está no meio de nós". O padre: "Corações ao alto". O povo: "O nosso coração está em Deus" O padre: "Demos graças ao Senhor nosso Deus". O povo: "É nosso dever e salvação".

São palavras bonitas que fazem a abertura do Prefácio, lembrando que Jesus está no meio de nós, que nós estamos com o coração no alto, ou seja, em Deus, e que nos sentimos felizes em dar graças, em agradecer ao Senhor nosso Deus. Depois o padre reza o Prefácio e nos convida a cantar ou rezar o Santo.
Trata-se de uma oração antiga para lembrar a santidade e a bondade de Deus. É bom saber de cor:

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas. Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.

"Hosana" é um pedido de ajuda. Significa: "Salvai-nos, Senhor". Foi isso que o povo pediu a Jesus, quando  ele entrou em Jerusalém e o povo o recebeu e festejou com ramos. A gente recorda isso em toda missa. Essa oração lembra que Deus é santo e que ele nos socorre. Jesus é aquele que veio em nome do Senhor, para socorrer o seu povo.





Depois do Santo, vem a Consagração. A gente se ajoelha nessa hora, em sinal de adoração. Nesse momento, o padre invoca o Espírito Santo para que o pão e o vinho se tornem corpo e sangue de Cristo. O padre diz então as palavras de Jesus que estão relatadas nos Evangelhos quando narram a última ceia: "Tomai e comei ... Tomai e bebei ..." Quando o padre ergue a hóstia consagrada, a gente acompanha e reza em silêncio. Se o padre ergue é para que todos olhem. Não é hora de abaixar a cabeça. A mesma coisa se  faz quando o padre ergue o cálice. Ergue para que seja visto. Então, a gente olha e reza em silêncio.





Então, o padre diz ou canta: "Eis o mistério da fé". A gente se levanta e responde, rezando ou cantando, uma oração que lembra o sentido da Eucaristia: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus.

O sentido é simples: celebrando a Eucaristia, fazemos presente a morte e a ressurreição de Jesus e ficamos esperando sua vinda, ou seja, o dia em que vamos cear com ele na eternidade. Há outras respostas, que podem ser cantadas ou rezadas, sempre com o mesmo sentido: lembrar que ao celebrar a Eucaristia a gente faz memória de Jesus que deu a vida por nós, ressuscitou e por isso está vivo junto de nós e no aguarda, para participarmos, um dia, com ele da vida eterna.

A seguir, o padre faz diversas orações, pedindo a Deus pela Igreja, pelo povo, pelos mortos etc. É o que chamamos de Intercessão.

No final, o padre ergue o cálice e a hóstia consagrada e diz: "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, agora e para sempre". O povo diz ou canta o "Amém". É a conclusão da Oração Eucarística.

Começa, agora, o Rito da Comunhão. São orações que preparam nosso coração para receber Jesus na Eucaristia.

O Pai-Nosso, oração que Jesus nos ensinou, lembra que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai e, por isso, devemos estar em comunhão também com as pessoas com quem convivemos. A Eucaristia é comunhão com Jesus e com as pessoas. Depois do Pai-Nosso, quando rezado na missa, não se diz o "amém", porque o padre dá sequência à oração, dizendo: "Livrai-nos, ó Pai, de todos os males ...".  E o povo responde: "Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre ". Quando se reza o Pai-Nosso fora da missa, diz-se o "amém".

Depois o padre reza a oração da paz: "Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: 'eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz'. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja. Dai-lhe, segundo vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo". Todos respondem:  "Amém".

Depois, pode-se fazer uma saudação (abraço da paz) que é facultativa. Quando feita, serve para mostrar que queremos a paz não somente para nós, mas para os outros também.

Depois se reza o "Cordeiro de Deus" - ou se canta, lembrando que Jesus é o cordeiro que se parte e se reparte entre nós. Ele se doa e tira o pecado do mundo.

O padre ergue a hóstia e convida todos, em nome de Jesus, para a Comunhão:"Felizes os convidados para a ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".

E a gente responde: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo". Essa frase é muito importante. Somos convidados por Jesus para participar da ceia da Eucaristia. Diante desse convite, a gente reconhece, com humildade, que nem é digno de participar da ceia com Jesus. Mas ele nos torna dignos. Por maior que seja a nossa fraqueza, para Deus basta uma simples palavra, ou um simples gesto e somos salvos e santificados para participar da Eucaristia.

Depois disso, a gente vai comungar. O padre ou ministro ergue a hóstia e diz: "O corpo de Cristo". A gente diz: "Amém". E recebe a hóstia, na mão ou na boca, e comunga ainda diante do padre ou do ministro. Não é correto sair carregando a hóstia pela igreja afora.



A gente volta para o lugar e continua cantando o canto da Comunhão. Depois do canto, haverá um breve momento de oração em silêncio, para que cada um converse com Deus, renove sua fé, agradeça a Jesus pela presença que fortalece nossa vida.

O padre dirá "Oremos", convidando o povo a rezar. O povo fica em pé. O padre faz uma breve oração, que o povo acompanha em silêncio, dizendo "amém" ao final. Termina aqui o Rito Sacramental.

  • Quarta parte da missa: RITOS FINAIS


- Avisos
- Homenagens
- Bênção final

Os Ritos Finais são o encerramento da Missa. É hora de dar os avisos de interesse da comunidade. É hora de fazer também as homenagens devidas: cantar parabéns para os aniversariantes, por exemplo.





Depois o padre dá a bênção final e sai. Enquanto isso, canta-se. O certo é o povo esperar o padre sair do altar para só então ir embora, sem muita correria.








Fonte:
  • Livro Somos Igreja, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Camo