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sábado, 12 de abril de 2014

Igreja - Comunidade dos Filhos de Deus




Objetivos:

  • Identificar a Igreja como família e corpo de Deus, onde cada um é membro vivo e atuante;
  • Perceber a ação, os impulsos do Espírito Santo na Igreja de Jesus;
  • Sentir-se responsável em anunciar a boa-nova junto à comunidade;
  • Manifestar a alegria de se sentir membro da Igreja, Família de Deus;
  • Apresentar o Ano Litúrgico e sua estrutura como celebração da obra da salvação realizada por Cristo e em Cristo;
  • Suscitar no catequizando o desejo de participar plena, cônscia e ativamente da liturgia.


Ambiente:

  • Bíblia, vela e flores (como estamos na véspera do domingo de Ramos, levei folhas de palmeira).


                                        

Recursos:

  • Levar as letras para formar a frase A IGREJA SOMOS NÓS. Essas letras serão colocadas uma a uma num painel para formar essa frase. A turma não deverá saber qual é a frase. Só depois da colagem. Levar material para colagem e o papel no qual as letras serão fixadas.  Numerar as letras.
  • Desenhar tijolos em cartolina e recortar: um para cada criança. Cada tijolo deve ter o nome de uma criança e devem ser preparados de modo a formar uma igreja, quando forem ajuntados. Podemos levar outros "tijolinhos" com o nome do pároco, do bispo - também o nome de alguns apóstolos, para montar a igreja.  Faça um tijolo maior para formar a base e escreva nele o nome de Jesus Cristo, o alicerce da Igreja. 
  • Fazer também um desenho de uma torre de igreja, que deverá estar separada do corpo da mesma. 


  • Prepare  um símbolo do Espírito Santo (pode ser a chama dos sete dons ou a pomba irradiando luz).




1. Acolhida e Oração Inicial

  • Receber a turma, dando atenção a todos. Fazer momento de animação, cantando músicas apropriadas.
  • Convidar para montar na frente, melhor se for num painel, a frase formada pelas letras que cada um recebeu. As letras  terão sido distribuídas entre as pessoas da turma. São quinze letras. Cada uma terá atrás um número. As pessoas não deverão saber que frase será formada. Com a ajuda do catequista, os catequizandos vão colando as letras, na ordem numérica, até surgir a seguinte frase: A IGREJA SOMOS NÓS.


  • Enquanto se colam as letras, cantar a música nº  9 do CD do Livro do Padre Orione ou outra à escolha.
  • Terminada a colagem, ler a frase com a turma e comentar: "A Igreja somos nós. Cada um de nós foi escolhido por Jesus para ser apóstolo em sua Igreja. Apóstolo quer dizer missionário, pessoa escolhida para uma tarefa especial, no caso, a tarefa de viver e anunciar a boa-nova de Jesus".
  • Criar clima de concentração para rezar. Fazer o Sinal da Cruz.
  • Motivar: "Vamos iniciar nosso encontro em nome de Deus, lembrando que hoje vamos nos aprofundar mais sobre nossa Igreja. Nesse encontro vamos conhecer melhor a Igreja, e conhecendo melhor, vamos participar mais intensamente de sua vida. Que Deus se faça presente e nos anime nessa tarefa de conhecer a Igreja. Ele nos chama a ser Igreja".
  • "Nessa jornada da fé, não estamos sozinhos. Está conosco o Senhor, que zela por nós, que cuida de nós. Ele está presente junto de nós. Ele não descuida de seus filhos e vive conosco nossas alegrias e vitórias, nossas tristezas e angústias. No seu amor, não dorme nem cochila aquele que nos guarda. Que nossa vida esteja toda nas mãos dele, que nos chama a ser seus discípulos e cuida de todos nós com amor".
  • Vamos rezar juntos: "Jesus, receba minha vida, que hoje coloco em suas mãos com toda confiança. E ajude-me, Senhor, a viver sempre na sua presença, a viver o meu Batismo, como membro da sua Igreja. Amém!"
  • Cantar a música número 16  do CD do Livro do Padre Orione ou outra que fale sobre o tema.
  • A seguir,  entregue a cada catequizando uma bola (dessas de aniversário, conhecidas por alguns como bexigas). Todas elas, ao mesmo tempo, jogam as bolas para cima. As crianças deverão manter a bola no alto sem deixá-las cair. Durante a brincadeira, a catequista vai tirando algumas crianças e, as que ficam no jogo, terão que assumir as bolas daquelas que foram tiradas.

             http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br/

A dinâmica tem  o objetivo de mostrar aos catequizandos que todos nós fazemos falta à Igreja.



2. Desenvolvendo o tema

  • E o que é a Igreja?

A Igreja somos todos nós que temos a mesma fé. Não confundir Igreja com a casa que é o local onde a gente se reúne. Ali é igreja (com i minúsculo), templo.

A Igreja - Povo de Deus - não é uma casa, um templo, uma construção ou um prédio, nem somente seus principais líderes. Ela é a família de Deus que nasceu no Povo de Israel, ao qual Deus falou de modo muito especial, e que hoje somos todos nós. Esse novo povo é conduzido pelo Espírito Santo. Inspira-se nas virtudes e nos princípios e condições propostos por Deus.

O Apóstolo São Paulo apresenta a Igreja como uma família, a família de Deus. Seus membros estão edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos que anunciam a Palavra de Deus. Levam o Evangelho a  todas as nações e criam comunidades formando a Igreja. Cristo Jesus é a pedra angular, a base que dá resistência a todo o edifício, que está em crescimento, isto é, em construção. Todos os batizados são chamados a serem pedras vivas deste edifício espiritual, uma habitação de Deus mediante o Espírito Santo.

A Igreja é um organismo vivo, animado pelo Espírito Santo, que comunica a todo o Corpo a vida e a salvação que vem de Deus por meio de Cristo. Ela está crescendo como um santuário sagrado, onde vivem os filhos de Deus, que semanalmente se reúnem para celebrar as maravilhas que Deus operou por nós em Jesus Cristo.

A Igreja somos todos nós, filhos de Deus. A Igreja é a comunidade dos seguidores de Jesus. Deve ser uma comunidade viva, com a finalidade de continuar a missão que Jesus nos deixou. Para que isto aconteça, é necessário que vivamos o amor de Jesus Cristo, a que nos coloquemos a serviço da comunidade.




Todos os cristãos batizados formam a Igreja. Nela, todos somos iguais em dignidade. Porém, cada pessoa realiza uma função diferente. 

Em uma casa cada um tem o seu papel. O pai trabalha;  a mãe cozinha, cuida da casa (muito embora, nos tempos de hoje, muitas mães, além do trabalho de casa, ainda trabalham fora); os filhos estudam e assim por diante. Hoje vemos a necessidade do pai também participar dos afazeres do lar, assim como, os filhos também podem ajudar em pequenas tarefas domésticas.

Na grande família de Deus também é assim; todo o mundo tem de trabalhar. Daí temos o Papa, os bispos, os padres, os religiosos, os catequistas e demais leigos. Cada um usa o dom que Deus lhe deu. Um dá catequese, outro canta, outro ajuda na Missa, participa do grupo de jovens, de círculos bíblicos etc (aproveitar para relembrar os dons do Espírito Santo).  E mesmo as crianças podem fazer muitas coisas na Igreja.

                                


  • Como surgiu a Igreja?


Já vimos que Jesus viveu toda a sua vida fazendo o bem, realizando a vontade seu Pai. Mesmo assim, a inveja dos poderosos fez com que Jesus sofresse e fosse morto.




Antes, porém, de sua morte, ele celebrou a Páscoa com seus discípulos, para agradecer a Deus o que fez para o povo de Israel, quando conseguiu sair do Egito, onde era escravo. (Lc 22, 7-20). Nessa reunião, Jesus celebra a primeira missa e os apóstolos fazem a primeira comunhão. Nesse dia é, portanto, instituída a Eucaristia com as seguintes palavras de Jesus: "Tomai e comei todos vós, isto é meu corpo que é dado por vós. Tomai e bebei todos vós, este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que é derramado por vós e por todos os homens para o perdão dos pecados. Fazei isto para celebrar a minha memória" (Lc 22,19).

Ele deu aos padres o poder de tornar presente, através dos tempos, este seu grande gesto de amor, para que todos os homens possam entender o seu grande amor por todos compreendendo que é preciso amar uns aos outros (Jo 15,9.12-14).

Na última ceia também, Jesus lavou os pés dos seus apóstolos, mostrando que mesmo sendo seu mestre, era capaz de servir, e da mesma forma, os apóstolos são chamados à humildade e ao serviço.




Jesus,  celebrando a última ceia:
  • institui a Eucaristia
  • institui o sacerdócio
  • celebra a primeira missa



Isto aconteceu na quinta-feira santa, antes da morte de Jesus, e até hoje nós celebramos este dia como fundamental na história da Igreja.

Jesus veio ensinar aos homens a verdade. Por isso teve de ser firme, mostrar o erro das pessoas e dizer coisas que não agradavam aos seus contemporâneos (pessoas que viviam no seu tempo). Então muitos achavam que Cristo estava atrapalhando o povo, colocando na cabeça daquela gente ideias que não estavam de acordo com o que eles pensavam.

Jesus não deixou de dizer a verdade pelo fato de ser ameaçado de morte. ele mesmo falou: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos" (Jo 15,13). E ele quis dar aos homens esta grande prova de amor. Aceitou a morte, porque a sua morte iria dar vida a toda a humanidade.

Quando Jesus foi enterrado, tudo parecia estar fracassado e o que Ele queria em breve seria esquecido. Mas tal coisa não aconteceu. Ele ressuscitou, venceu a morte, porque Deus sempre quer a vida dos homens. Não somente esta vida, mas a vida eterna que é a mais perfeita.

A Ressurreição de Jesus ocorreu no terceiro dia, no domingo de Páscoa. Por isso, a Páscoa é a maior festa do povo cristão, pois Jesus ressuscita. É a vitória da liberdade sobre a escravidão, do bem sobre o mal, da vida sobre a morte.

Depois da ressurreição, Jesus apareceu algumas vezes aos apóstolos. Na última vez, levou seus apóstolos com Maria até o Monte das Oliveiras e disse assim: "Todo o poder me foi dado no céu e na terra; ide pois, anunciai o evangelho a todos os povos, batizando-os, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, eu estarei sempre convosco, até o fim do mundo". (Mt 28,18-20). E Jesus, pelo seu poder de Deus, sobe aos céus de corpo e alma (o mistério da subida de Jesus ao céu chama-se ascensão).




Por isso, a Igreja continua até hoje, pois foi Jesus quem enviou os apóstolos e envia hoje o Papa, os Bispos, os padres e cada um de nós. Pois ele quer que todo homem o conheça e possa por ele ser salvo.


                                           


Partilha
  • Qual a maior festa do povo cristão? Por que?
  • O que é o mistério da ascensão de Jesus
  • Pela ordem de Jesus só os apóstolos deveriam evangelizar ou também nós? Explique o que você pensa.


  • O início da Igreja

                              


Depois da Ascensão de Jesus, os apóstolos ficaram com medo de serem mortos pelos judeus e se trancaram num quarto chamado cenáculo, esperando a chegada do Espírito Santo que Jesus prometera enviar.

Estavam os apóstolos reunidos com Nossa Senhora e mais alguns cristãos, quando ouviram o barulho de um forte vento e viram o aparecimento de línguas de fogo sobre a cabeça deles. E todos ficaram cheios do Espírito Santo (At 2,1-4). 

A partir daí os apóstolos perderam o medo e começaram a pregar o Evangelho a todos os povos. Então se diz que a vinda do Espírito Santo marcou o início da Igreja, porque a partir dela os apóstolos perderam o medo e começaram a pregar o Evangelho a todos os povos.

Assim sendo, muitos puderam conhecer a palavra de Jesus e todos que a conheceram e aceitaram começaram a viver um novo tipo de vida. E o conjunto dessas pessoas, lideradas pelos apóstolos, formaram a Igreja - Comunidade dos Filhos de Deus que até hoje continua divulgando a palavra de Deus e levando os homens à salvação.

                                          

Partilha:
  • O que foi o Pentecostes?
  • Por que dizemos que o Pentecostes marca o início da Igreja?
  • O que é a Igreja?
  • Como viviam os primeiros cristãos?



                                      


Vamos abrir o Bíblia no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos 46-47.

Ler ou pedir a um dos catequizandos que faça a leitura.

Vimos como foram formadas as primeiras  comunidades cristãs - um exemplo de Igreja:  "Unidos de coração, frequentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo" (At 2,46-47).

Assim eram os primeiros cristãos, homens e mulheres de fé, que viviam na unidade, no amor e faziam o bem às pessoas. E a Igreja foi crescendo, se desenvolvendo e chegou até hoje.


A nossa Igreja é a católica, apostólica e romana. 


Vamos aprender o que isso significa.

A nossa Igreja é católica porque é aberta e dirigida a todos os povos, de todos os tempos, de todas as raças, de todas as culturas. 

Apostólica porque se baseia na pregação e no testemunho dos primeiros doze apóstolos.

Romana,  porque se preocupa muito com a unidade da fé e, para garantir essa unidade, mantém comunhão com o bispo de Roma, que chamamos carinhosamente de Papa.


Nossa Igreja é comunhão ministerial:


Ela é comunhão porque é formada por muitos membros unidos na mesma missão; e é ministerial porque cada membro é chamado a desempenhar uma função ou assumir um ministério. Vamos entender isso melhor consultando a Bíblia.

Texto: 1 Cor 12,12-27


Partilha
  • Paulo faz, nesse texto, uma comparação entre a Igreja e um corpo. Costumamos chamar a Igreja de corpo de Cristo. E dizemos que Cristo é a cabeça e nós somos os membros. Que conclusão podemos tirar desse texto de Paulo.
  • De acordo com o texto, é correto dizer que todos os membros da Igreja são iguais? E, em geral, mesmo fora do âmbito da Igreja, será que as pessoas são realmente iguais? Como entender isso?
  • Paulo não estaria discriminando pessoas, ao dizer que  os membros da Igreja são diferentes, uns mais fracos, outros mais honrosos?
  • O fato de os membros serem diferentes significa que uns são mais importantes que os outros ou valem mais que os outros?
  • Por que Paulo afirma que não deve haver divisão no corpo, mas, pelo contrário, os membros devem ser solícitos uns com os outros?
  • Como podemos cultivar união ou comunhão se somos tão diferentes?


Aprofundamento:

  • A comparação de Paulo é muito oportuna para entender a Igreja e até a sociedade em geral. Somos como um corpo, formado de muitos membros. Os membros de um corpo são diferentes, e é fácil entender a razão. É que cada membro  tem uma função. O olho tem a função de enxergar, o pé tem a função de sustentar o corpo e caminhar, e por aí vai. O fato de os membros serem diferentes não significa que esteja havendo uma discriminação preconceituosa entre eles. Cada um é importante na função que exerce. Cada um tem toda a dignidade.
  • Isso ajuda a compreender a Igreja. Dizemos que ela é uma comunhão, ou seja, uma união de muitos membros, diferentes entre si , mas cada qual dotado de toda a dignidade e encarregado  de alguma função.
  • Não parece bom dizer que as pessoas são iguais. Na verdade, cada um é único. Ninguém é igual a ninguém. O melhor é dizer que, apesar das diferenças, somos dotados da mesma dignidade de filhos de Deus. Isso é bom para aprendermos a respeitar as diferenças, conviver com os que são diferentes de nós, pensam diferente de nós, agem diferente de nós. A ideia de que as pessoas precisam ser iguais geram a intolerância. A intolerância nasce da dificuldade de respeitar as diferenças. A aceitação das diferenças gera a comunhão. Somo diferentes, temos dons, capacidades, características diferentes; mas em Cristo somos um. Essa é a grande mensagem de Paulo.
  • Sendo diferentes, mas fazendo parte do mesmo corpo, temos funções distintas. Na Igreja chamamos essas funções de ministérios. Por isso, dizemos que nossa Igreja é ministerial. Cada membro tem sua função e deve exercer o seu papel para o bem de todo o corpo, sem que ninguém se julgue mais importante que o outro. Do mesmo modo que o corpo precisa de todos as pessoas, cada uma fazendo o que lhe é próprio, o que consegue por seus dons e suas capacidades. Cada um dando o melhor de si para o bem de todos. Isso é comunhão ministerial. É união de esforços para um Igreja mais saudável, assim como os membros todos colaboram para que o corpo esteja saudável.
  • Daí, concluímos como é importante na Igreja a vivência fraterna entre irmãos que se unem em torno de uma causa comum e que  se unem a Jesus  ressuscitado para viver a mesma fé, comum a todos nós.  Nossa Igreja deseja  ser unida, vivendo em comunhão. E deseja que cada um  assuma o seu ministério, sem  ilusão de que um ministério ou vocação é mais importante que outro.
  • Sobre isso, vale a pena conferir outro texto de Paulo, dessa vez escrevendo aos romanos: "Como, num só corpo, temos muitos membros, cada qual com uma função diferente, assim nós, embora muitos, somos em Cristo um só corpo e, cada um de nós, membros uns dos outros. Temos dons diferentes, segundo a graça que no foi dada. É o dom da profecia? Profetizemos em proporção com a fé recebida. É o dom do serviço? Prestemos esse serviço. É o dom de ensinar? Dediquemo-nos ao ensino.  É o dom exortar? Exortemos" (Rm 12,4-8a). Pois bem! O apóstolo de Paulo sabia das coisas. Uma Igreja ministerial, que vive em comunhão, onde cada um se põe a serviço do outro, vale mais que uma Igreja cheia de gente importante, onde cada um quer ser servido.





O Tempo Litúrgico na Igreja 


A Igreja tem como uma de suas tarefas mais importantes celebrar a Sagrada Liturgia. A Liturgia é a ação por excelência da Igreja, da qual derivam e ordenam todas as outras ações. Por ela os homens revivem o mistério pascal de Cristo.

Jesus, depois de morrer na cruz e ressuscitar, antes de ir para o céu deu uma missão aos seus apóstolos: "testemunhar que o Messias devia sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que, em seu nome, fosse proclamada a conversão para a remissão dos pecados a todas as nações" (Lc 24,46s).

Depois destes acontecimentos os apóstolos, com grande alegria, frequentavam o Templo, louvando a Deus. O livro dos Atos dos Apóstolos 2,42-47 descreve as primeiras comunidades dos cristãos: "Eles se mostravam assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações".

Celebrar Deus, com hinos e cânticos, louvando e agradecendo seus dons gratuitos é costume antigo em muitos povos. Jesus celebrou as festas as festas de seu povo. Jesus participava das celebrações e peregrinações no Templo: aos doze anos, quando ficou com os  doutores e perdeu-se de sua mãe (Lc 2,41-52). Quando tomou o rolo de Isaías e lei na Sinagoga (Lc 4,16-24). Jesus celebrou a Páscoa com seus discípulos (Lc 22,1).

Hoje, na Igreja, nós celebramos Deus com Jesus, no Espírito Santo. As celebrações com salmos, hinos, orações, leituras da Palavra de Deus e catequese fazem parte da liturgia.

A Igreja tem como uma de suas tarefas mais importantes celebrar a Sagrada Liturgia. A Liturgia é a ação por excelência da Igreja, da qual derivam e ordenam todas as outras ações. Por ela os homens revivem o mistério pascal de Cristo.

Liturgia é a forma de expressar a nossa fé em Deus, na comunidade. A vida de Cristo é cheia de fatos importantes. No dia 25 de dezembro, Ele nasceu; no dia 1º de janeiro recebeu o nome de Jesus; no dia 6 de janeiro os reis magos o visitaram; e assim por diante.

Depois vieram os sofrimentos de sua Paixão e Morte pelos quais nos salvou; depois a Ressurreição, a Ascensão, o Pentecostes. Cada ano a Igreja celebra a passagem desses fatos. Quanto mais importante é o fato, mais solene é  a festa.

As festas mais importantes são Natal e Páscoa. Essas duas são preparadas por muitos dias. No tempo do Advento (4 semanas) nos preparamos para o Natal e na Quaresma (40 dias) nos preparamos para a Páscoa.

Além dessas festas de Cristo, há também festas de Nossa Senhora e dos Santos.
Todas as festas do ano, juntas, se chamam Ano Litúrgico.

Pelas cores das estolas sabemos se a festa é de alegria (branco) ou de penitência (roxo). Vermelho é quando a festa é do Espírito Santo (fogo) ou de Mártir (Sangue). Nos domingos comuns a estola é verde.

A Liturgia é muito rica. Mas se torna cada vez mais rica, à medida que os cristãos a enriquecem com a presença e participação.

  • Como se chama o conjunto de todas as festas do ano?
  • Como se chama o tempo de preparação para o Natal e para a Páscoa?
  • Quais as cores das estolas, quando são usadas?


Perguntar aos catequizandos: Que acontecimento importante a Igreja celebra amanhã?

Amanhã começa a Semana Santa. A nossa Igreja celebra o Domingo de Ramos. 




A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”

Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19).

Em muitas denominações cristãs, o Domingo de Ramos é conhecido pela distribuição de folhas de palmeiras para os fiéis reunidos na igreja. Em lugares onde é difícil consegui-las por causa do clima, ramos de diversas árvores são utilizados.

Vamos ler o trecho de Mateus 21,7-11.

Durante o tempo da quaresma, um período de 40 dias, nós rezamos bastante, fazemos penitência e algum tipo de jejum. Uma semana antes de Jesus morrer, ele entrou na cidade de Jerusalém, o lugar em que iria acontecer a Páscoa, e as pessoas mostraram a alegria de ver Jesus, balançando os ramos assim como as pessoas fazem hoje em procissão.

Jesus entrou em Jerusalém montado num jumento. Gesto de humildade, atitude de serviço, e não de poder. Durante três anos, ele percorreu a Judéia e a Galiléia anunciando o projeto do Pai. Muitos fatos e situações contribuíram para várias discussões com escribas e fariseus que foram preparando o desenlace final. Mas ele enfrentou com amor todo o sofrimento de sua Paixão. Ele sabe que veio para servir e não para ser servido. É a eterna misericórdia.



3. Nosso compromisso


Hoje, nós somos chamados à mesma santidade, à mesma unidade e ao mesmo amor que fez com que os primeiros cristão perseverassem. Portanto, o futuro da Igreja depende de nós, à medida que fizermos a nossa parte, participando da Igreja, trabalhando e assumindo o nosso papel de cristãos, a Igreja será melhor. 


Os sucessores dos apóstolos são os bispos, padres, mas nós somos chamados, junto com eles a "prosseguir decididamente" rumo à realização da vontade do Pai (Fl 3,16).


Para isso, temos os movimentos: Catequese, Legião de Maria, Comunidade Eclesial de Base, Círculos Bíblicos, Pastoral da Juventude, do Batismo, ... para que de uma forma ou de outra trabalhemos.


Deus não quer cristão de enterro ou de missa de formatura ou casamento, mas quer cristão comprometido e engajado na Igreja.


A Igreja Católica é a única fundada por Jesus. Ele mesmo disse ao seu apóstolo Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18). O Papa é sucessor de São Pedro, os Bispos sucessores dos apóstolos, e os padres, participam desse serviço de levar os homens ao amor.


Juntos: papa, bispos, padres e povo são o sinal visível da presença de Cristo na Terra. Por isso, temos de amar a nossa Igreja, valorizá-la, pois, ela é verdadeira e segue os ensinamentos de seu Mestre, Jesus.


Se somos católicos, não podemos participar da igreja protestante ou da adventista ou ainda do espiritismo. Temos de ser uma coisa ou outra.


Não cabe a nós julgar as outras religiões ou seitas, temos de respeitá-las, mas nem por isso precisamos ser as duas ou mais coisas ao mesmo tempo. Jesus quer que sejamos firmes: "Ou quente ou frio, morno eu vomitarei" (Ap 3,16).


Não podemos andar em duas barcas. Vou à missa  domingo, ao culto quarta e ao terreiro sexta. Isto é errado. 


É dever do católico participar da sua Igreja. ajudá-la nas suas falhas e fazer tudo para que a mesma cresça e se desenvolva cada vez mais.



Partilha



  • Como eram os primeiros cristãos?
  • Por quem é formada a Igreja?
  • Qual o nosso papel de cristãos?
  • Quem fundou a Igreja católica?
  • Se sou católico, posso participar de outras religiões?
  • Você assume a Igreja ou acha que é dever do padre?

Concluir:


A Igreja tem uma longa história: mais de dois mil  anos de vida. Está presente nos recantos mais distantes do mundo, por meio de pessoas que acreditam em Jesus e se tornam portadoras de sua mensagem de vida nova. Tudo isso não surgiu de um minuto para outro. Foi construído lenta e pacientemente. A pedra mais importante dessa construção - a pedra angular - foi e é Jesus. Depois dele, muitas outras pessoas - bilhões! - já deram um pouco de si nessa construção da Igreja. E a Igreja ainda está em construção. Hoje, somos nós que a construímos. Nós somos pedras vivas na construção da Igreja de Jesus, porque essa Igreja não se constrói com concreto e madeira, mas com pessoas dispostas a ser povo santo de Deus.


Esta Igreja vive a sua missão onde quer que se encontrem os cristãos:


a) Na família: que é chamada "Igreja doméstica". A família cristã é a Igreja de Jesus na forma de um lar. O cristão procura dar testemunho de sua fé mesmo dentro de casa.


b) Na paróquia: a família de Deus se reúne para, em cada missa, celebrar a Eucaristia que nos alimenta e ajuda a viver em missão. É na comunidade paroquial que os cristãos se organizam e se preparam espiritualmente para colocar em prática os ensinamentos de Jesus, através das variadas pastorais que existem na comunidade. Desde o início do cristianismo, os cristãos se reuniam em comunidade. Vamos Ler no livro dos Atos dos Apóstolos como os primeiros cristãos viviam; Ler At 2,42-47.


c) Na sociedade: os cristãos aprenderam com Jesus a manifestar sua fé na sociedade em que vivem. E a anunciar o Evangelho em todos os lugares e situações. Desde o dia de Pentecostes até hoje, o Espírito Santo continua chamando os cristãos de todas as nações e de todas as raças e a todos distribui os seus dons para que, juntos, sejam fiéis testemunhas de Jesus no mundo.


Os dons do Espírito Santo são sete:





  • Sabedoria - contemplar as verdades da fé;
  • Inteligência - luz que nos dá a certeza sobre o valor da Palavra de Deus;
  • Conselho - discernimento para tomar decisões;
  • Fortaleza - robustece a nossa vontade de praticar o bem;
  • Ciência - faz-nos ver que as afirmações da fé são dignas de crédito, mesmo diante dos argumentos contrários;
  • Piedade - é a espera filial, confiante e amorosa em Deus;
  • Temor a Deus - respeito que devemos a Deus, é o fundamento dos outros dons. É amar o Eterno Amor. 



Os frutos do Espírito Santo são 12: caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade (desprendimento, generosidade, magnanimidade e nobreza), bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade (cf. Gl 5,22-23).

O cristão verdadeiro procura servir a Cristo através do testemunho de comunhão, através de serviço, através do diálogo amigo e sincero com pessoas de outras culturas e através do serviço prestado à sociedade.Vocês também querem ser missionários de Jesus?




4. Atividades



      • Chamar cada catequizando pelo nome. O catequizando responderá: "Aqui estou, Senhor. Envia-me!"

      • A seguir, colocará o seu "tijolinho" na Igreja que está desenhada na cartolina, de tal modo que a parede da Igreja seja formada com o nome de todos.






      • Após a "convocação" de cada um, o catequista falará que Jesus nos chama a fazer parte de sua família, a Igreja. E é o Espírito Santo que conduz a Igreja a viver a missão de Jesus. 
      • Convidar a turma para rezar uns pelos outros, invocando o Espírito Santo para os companheiros. Explicar que a força do Espírito Santo nos sustenta e nos anima para perseverarmos unidos, formando a Igreja de Jesus. Sem essa força, a gente se dispersa e a Igreja desmorona.
      • Rezar primeiro pelo colega da direita, depois pelo da esquerda.  Colocar a mão sobre os ombros do colega e repetir breve oração com o catequista: "Abençoa e fortalece, Jesus, esse meu amigo, para que ele seja uma pedra viva da sua Igreja. Amém!"
      • Cantar de novo a música anterior ou outra equivalente. Pode ser a nº 16.
      • Dar um abraço nos companheiros, desejando-lhes a paz e a força de Deus.


      5. Encerramento e Oração Final


      • Oremos: "Deus nosso Pai, acompanhai-nos em toda a nossa vida, assistindo-nos sempre com a força do Espírito Santo, para que, assim animados, nos tornemos pedras vivas na construção da Igreja de Jesus. Isso vos pedimos em nome de Jesus, que vive convosco e caminha conosco, na unidade do Espírito Santo. Amém!"

      • Motivar para o próximo encontro.



      Fontes:
      • Bíblia Sagrada
      • Catecismo da Igreja Católica
      • Livro Caminhando com Jesus, de Gabriel Benedito e Isaac Chalita (Editora Santuário)
      • Livro Somos Igreja, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
      • Livro A Caminho da Eucaristia, de Maria de Lourdes Mezzarina Pincinato  (Ed. Vozes)










      quinta-feira, 10 de abril de 2014

      A Diferença Entre Provação e Tentação




      "Estás disposto a servir ao Senhor? Prepare-se para as provações!" (Padre Reginaldo Manzotti)
      É perfeitamente normal um cristão ter de enfrentar tentações durante sua caminhada, até porque isso faz parte. Na Bíblia podemos ver vários exemplos de homens e mulheres de Deus que enfrentaram tentações. Alguns resistiram, mas outros, infelizmente caíram.

      Muitas pessoas, por falta de conhecimento sobre o assunto, confundem tentação com provação. Mas existe uma enorme diferença entre as duas: A provação vem de Deus e a tentação procede de satanás, como podemos ver lá em Gênesis, no episódio onde Eva é tentada pelo diabo através de uma serpente.

      "Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência".

      Tiago 1,13-14




      A provação é bem diferente da tentação. A provação vem para nos fazer crescer espiritualmente, crescer na presença de Deus. Já a tentação é algo que vem com a finalidade de nos fazer pecar, de nos fazer cair.



      A diferença entre provação e tentação

      A receita para identificar os objetivos desses sentimentos.


      Padre Eliano Luiz, neste Podcast, nos apresenta a “receita” para identificarmos as diferenças e os objetivos que nos levam à tentação e à provação quando somos alcançados por elas.

      Precisamos entender que a provação é uma situação de aflição e sofrimento. Esse aspecto é tratado em Tiago 1,3. Quando falamos desse assunto [provação], estamos tocando na origem, falando daquele de quem vem a ação. Somente Deus nos prova na intenção de nos fazer alcançar uma fé madura e, diante dessa dimensão, vamos perceber que a provação contempla fins que nos leva à perfeição. Entretanto, podemos correr o risco de, diante de uma provação, cair num sentimento de revolta contra Deus. Há necessidade de aproveitar desse momento [de provação].


      Enquanto que a tentação tem origem no demônio. É uma atração para fazer o mal no intuito de buscar o prazer, egoísmo ou o lucro. Há situações de tentação que são culpa de nossa própria concupisciência. São as nossas tendências que nos levam à decadência que o tentador deseja: o afastamento de Deus.

      Como instrumento contra a tentação precisamos rezar, estar vigilantes para que a graça venha em favor daqueles que são tentados. É também nosso dever socorrer aqueles que caem envolvidos pelas armadilhas do tentador. Ainda assim, na tentação podemos aprender a partir de nossos limites, das nossas fraquezas e assumir cada vez mais nossa dependência de Deus.


      Francisco aos catequistas: sejam criativos, não tenham medo de romper os esquemas para anunciar o Evangelho

        27/09/2013


        O Papa encontrou na tarde desta sexta-feira, na Sala Paulo VI, os participantes do Congresso Internacional sobre a Catequese organizado no âmbito do Ano da Fé. Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que “a catequese é um pilar para a educação da fé”. “É preciso bons catequistas!”, exclamou, agradecendo aos presentes por esse serviço “à Igreja e na Igreja”. “Mesmo se por vezes pode ser difícil, há muito trabalha, se esforça e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Talvez seja a melhor herança que podemos dar: a fé! Educar na fé” para que cresça.

        Ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educacionais mais bonitas, se constrói a Igreja! ‘Ser’ catequistas! Não trabalhar como catequistas, eh! – observou. Isso não serve! Eu trabalho como catequista porque gosto de ensinar… Mas se você não é catequista, não serve! Não será fecundo! Não será fecunda! “Catequista é uma vocação: ‘ser catequista’, essa é a vocação; não trabalhar como catequista. Vejam bem,não disse ‘trabalhar como catequista, mas sê-lo’, porque envolve a vida. E assim se conduz ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho”.

        Francisco convidou a recordar aquilo que Bento XVI disse: “A Igreja não cresce por proselitismo. Cresce por atração”. “E aquilo que atrai – precisou o Papa – é o testemunho. Ser catequista significa dar testemunho da fé; ser coerente na própria vida. E isso não é fácil! Não é fácil. Nós ajudamos, conduzimos ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho.”

        Em seguida, recordou aquilo que São Francisco de Assis dizia a seus confrades: “Preguem sempre o Evangelho e se fosse necessário também com as palavras”. Mas antes vem o testemunho: “que as pessoas vejam o Evangelho em nossa vida. E ‘ser’ catequistas requer amor, amor sempre mais forte a Cristo, amor a seu povo santo. E esse amor não se compra nas casas comerciais; não se compra nem mesmo aqui em Roma. Esse amor vem de Cristo! É um presente de Cristo!

        É um presente de Cristo! E se vem de Cristo parte d’Ele e nós devemos partir novamente de Cristo, desse amor que Ele nos dá. O que significa esse partir novamente de Cristo, para um catequista, para vocês, também para mim, porque também eu sou um catequista? O que significa?

        O Papa respondeu com três coisas. Em primeiro lugar, partir novamente de Cristo significa ter familiaridade com Ele. Mas ter familiaridade com Jesus: Jesus o recomenda com insistência aos discípulos na Última Ceia, quando se aproxima a viver a doação mais alta de amor, o sacrifício da Cruz.

        Jesus utiliza a imagem da videira e dos ramos e diz: permaneçam em meu amor, permaneçam junto a mim, como os ramos na videira. “Se estivermos unidos a Ele – observou Francisco – podemos dar fruto, e essa é a familiaridade com Cristo. Permanecer em Jesus!” É um permanecer apegado a Ele, “com Ele, falando com Ele: mas, permanecer em Jesus”.

        “A primeira coisa para um discípulo – prosseguiu – é estar com o Mestre, ouvi-lo, aprender d’Ele. E isso vale sempre, é um caminho que dura a vida inteira.”

        O Papa contou um episódio: “Numa de minhas saídas, aqui em Roma, numa missa aproximou-se um senhor, relativamente jovem e me disse: ‘Padre, prazer conhecê-lo, mas não creio em nada! Não tenho o dom da fé! Entendia que era um dom… ‘Não tenho o dom da fé! O que me diz?’ ‘Não desanime. Cristo lhe quer bem. Deixe-se olhar pelo Senhor! Nada mais que isso’.

        E isso digo a vocês: deixem-se olhar pelo Senhor! – exortou o Santo Padre:
        “Entendo que para vocês não è tão simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de calma. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer todos do mesmo modo; na Igreja há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isso se pode, é possível em qualquer estado de vida.”

        O Papa acrescentou o segundo elemento: “partir novamente de Cristo significa imitá-lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Essa é uma experiência bonita, e um pouco paradoxal. Por qual motivo? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo, se descentra! Quanto mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da sua vida, mais Ele o faz sair de si mesmo, o descentra e abre você aos outros.

        “O coração do catequista vive sempre esse movimento de ‘sistole – diastole’: união com Jesus – encontro com o outro. Sistole – diastole. Se falta um desses dois movimentos, não bate mais, não pode viver.”

        O terceiro elemento, que está sempre nessa linha: “partir novamente de Cristo significa não ter medo de ir com Ele às periferias”. De fato, o Pontífice exortou a não ter medo de caminhar com Jesus às periferias: “Se um catequista se deixa tomar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranqüilo acaba por tornar-se uma estátua de museu; se um catequista é rígido torna-se estéril. Pergunto-lhes: alguém de vocês quer ser covarde, estátua de museu ou estéril?”

        Francisco pediu criatividade e nenhum medo de sair dos próprios esquemas: isso caracteriza um catequista. Quando permanecemos fechados em nossos esquemas, nossos grupos, nossas paróquias, nossos movimentos – explicou – ocorre o que acontece a uma pessoa fechada em seu quarto: adoecemos.

        A certeza que deve acompanhar todo catequista – acrescentou Francisco é que Jesus caminha conosco, nos precede. “Quando pensamos ir longe, a uma periferia extrema, Jesus está lá.”

        Não Tenha Medo de Responder "Sim" a Deus




        Deus te chama para sua messe... Porque te ama, quer contar com você! Não tenha medo de dizer "sim".

        Você já parou para pensar em “qual é a sua vocação”? Você não precisa inventar uma vocação, pois a vocação não é minha, é Deus quem dá, é um chamado que vai se descobrindo à medida que ficamos íntimos de Deus. Ele começa a falar conosco através de situações, de pessoas, da Palavra e também nos nossos momentos de oração. Eu sou muito feliz por ter descoberto minha vocação e hoje poder viver assim como missionária na Canção Nova, onde sou muito realizada e feliz.

        A vocação requer renúncia, como o deixar a família, a saudade, o desapego das coisas materiais, e muitas vezes até abandonar sonhos, mas o mais lindo disso é ver o quanto Deus nos preenche quando temos a coragem de dizer sim. Se realmente acertamos na nossa vocação, conseguimos suportar todas as dificuldades, Deus abençoa você para que consiga, assim como eu, descobrir qual é o chamado que Deus tem pra você, um chamado de amor, porque Deus só sabe amar!


        Com carinho 

        Deia


        Fonte: Canção Nova

        Como viver bem a Semana Santa



        A Semana Santa é um tempo forte de oração e reflexão para os cristãos no mundo todo, com tradições diferenciadas para cada região, porém, todas com o mesmo objetivo: celebrar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Muitos podem ser atraídos e evangelizados pelas peças teatrais e encenações da Via-Sacra; outros serão alcançados pelos sermões da Grande Semana; outros ainda poderão ter os corações tocados pelo arrependimento dos pecados e no sacramento da confissão ao se encontrarem com a própria Misericórdia

        Somos convidados a participar verdadeiramente de todas as celebrações litúrgicas da mais importante festa cristã, porque todas elas são ricas em palavras e símbolos por apresentarem o mistério de nossa salvação. Ao participarmos destas celebrações, precisamos ficar atentos às palavras pronunciadas pelos sacerdotes e a todos os rituais, porque a Igreja celebra este mistério de fé para que nós consigamos compreender o significado do mistério de nossa salvação e do infinito amor de Deus por nós, que nos salvou.

        Todos os cristãos devem participar das celebrações da Semana Santa, exceto aqueles que, por algum motivo sério, estejam impossibilitados de fazer isso. É recomendavel que procuremos saber os horários das celebrações em nossa cidade, para que esta Semana Maior da Igreja seja vivenciada em uma comunidade paroquial.

        Praia, churrasco, festas, compras e relaxamento não são os contextos indicados para vivenciarmos essas celebrações, que são o centro da nossa fé. A Semana Santa não pode ser para nós cristãos mais um 'feriadão'! Teremos outras tantas chances de descansar e nos divertir, o que é necessário e muito saudável. No entanto, essas práticas [praia, churrascos, festas, etc.] não combinam com a profundidade dos mistérios que são celebrados nestes dias.

        É preciso estar com o coração aberto para acolher o Cristo Ressuscitado na sua vida, na sua família, no seu ambiente de trabalho e em todos os lugares que estiver, pois quem toca o nosso coração é o próprio Deus.

        A única exigência para isso é que sejamos filhos de Deus, e nós o somos pelo batismo! Entretanto, precisamos resgatar sempre essa consciência de filiação divina, para experimentamos Deus, que nos fala e nos ama, como um verdadeiro Pai

        www.cancaonova.com

        quarta-feira, 9 de abril de 2014

        Epifania: A Manifestação do Senhor




        Epifania significa “manifestação”. Jesus se dá a conhecer. Embora Jesus tenha aparecido em diferentes momentos a diferentes pessoas, a Igreja celebra como Epifanias três eventos:
        • Epifania aos Reis Magos (Mt 2, 1-12);
        • Epifania a São João Batista no Jordão;
        • Epifania a seus discípulos e começo de Sua vida pública com o milagre em Caná.
        A Epifania que mais celebramos no Natal é a primeira.

        A festa da Epifania tem sua origem na Igreja do Oriente. Diferentemente da Europa, no dia 6 de janeiro tanto no Egito como na Arábia se celebra o solstício, festejando o sol vitorioso com evocações míticas muito antigas. 

        Epifanio explica que os pagãos celebravam o solstício invernal e o aumento da luz aos treze dias desta mudança; nos diz também que os pagãos faziam uma festa significativa e suntuosa no templo de Coré. Cosme de Jerusalém conta que os pagãos celebravam uma festa muito antes dos cristãos com ritos  noturnos nos quais gritavam: “a virgem deu à luz, a luz cresce”.

        Entre os anos 120 e 140 dC os gnósticos trataram de cristianizar estes festejos celebrando o batismo de Jesus. Seguindo a crença gnóstica, os cristãos de Basílides celebravam a Encarnação do Verbo na humanidade de Jesus quando foi batizado. Epifanio trata de dar-lhes um sentido cristão ao dizer que Cristo demonstra assim ser a verdadeira luz e os cristãos celebram seu nascimento.
        Até o século IV a Igreja começou a celebrar neste dia a Epifania do Senhor.

        Assim como a festa de Natal no ocidente, a Epifania nasce contemporaneamente no Oriente como resposta da Igreja à celebração solar pagã que tentam substituir. Assim se explica que a Epifania no oriente se chama: Hagia phota, quer dizer, a santa luz.

        Esta festa nascida no Oriente já era celebrada na Gália a meados do séc. IV onde se encontram vestígios de ter sido uma grande festa para o ano 361 dC. A celebração desta festa é um pouco posterior à do Natal.


        Os Reis Magos

        Enquanto no Oriente a Epifania é a festa da Encarnação, no Ocidente se celebra com esta festa a revelação de Jesus ao mundo pagão, a verdadeira Epifania. A celebração gira em torno à adoração a qual foi sujeito o Menino Jesus por parte dos três Reis Magos (Mt 2 1-12) como símbolo do reconhecimento do mundo pagão de que Cristo é o salvador de toda a humanidade.


        De acordo com a tradição da Igreja do século I, estes magos são como homens poderosos e sábios, possivelmente reis de nações ao leste do Mediterrâneo, homens que por sua cultura e espiritualidade cultivavam seu conhecimento do homem e da natureza esforçando-se especialmente para manter um contato com Deus. Da  passagem bíblica sabemos que são magos, que vieram do Oriente e que como presente trouxeram incenso, ouro e mirra; da tradição dos primeiros séculos nos diz que foram três reis sábios: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano de 474 d.C seus restos estiveram na Constantinopla, a capital cristã mais importante no Oriente; em seguida foram trasladados para a catedral de Milão (Itália) e em 1164 foram trasladados para  a cidade de Colônia (Alemanha), onde permanecem até nossos dias.

        Trazer presentes às crianças no dia 6 de janeiro corresponde à comemoração da generosidade que estes magos tiveram ao adorar o Menino Jesus e trazer-lhe presentes levando em conta que “o que fizerdes a cada um destes pequenos, a mim o fazeis” (Mt. 25, 40); às crianças fazendo-lhes viver formosa e delicadamente a fantasia do acontecimento e aos adultos como mostra de amor e fé a Cristo recém nascido.

        Fonte: www.acidigital.com



        Organização do Ano Litúrgico





        Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.

        Da necessidade de se organizar as comemorações religiosas, foi estabelecido um calendário de datas a serem seguidas, que ficou sendo denominado de “Ano Litúrgico” ou “Calendário Litúrgico”.
        O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.
        Antes, porém, vale a pena lembrar que o Ano Litúrgico é composto de dias, e que esses dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pela Liturgia das Horas. Por esses dias serem santificados, eles passam a ser denominados dias litúrgicos. A celebração do Domingo e das Solenidades, porém, começa com as Vésperas (na parte da tarde) do dia anterior.
        Dentre os Dias Litúrgicos da semana, no primeiro dia, ou seja, no Domingo (Dia do Senhor), a Igreja celebra o Mistério Pascal de Jesus, obedecendo à tradição dos Apóstolos. Por esse motivo, o Domingo deve ser tido como o principal dia de festa.
        Cada rito litúrgico da Igreja Católica tem o seu Calendário Litúrgico próprio, com mais ou menos diferenças em relação ao Calendário Litúrgico do Rito romano, o mais conhecido. No entanto, para todos os ritos litúrgicos é idêntico o significado do Ano litúrgico, assim como a existência dos diversos tempos litúrgicos e das principais festas litúrgicas.
        A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma seqüência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A lêem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.
        Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo, os católicos, de três em três anos, se acompanharem a liturgia diária, terão lido quase toda a Bíblia.
        O Ano Litúrgico da Igreja é assim dividido:
        1. Ciclo da Páscoa
        2. Ciclo do Natal
        3. Tempo comum
        4. Ciclo santoral
        Este Ano litúrgico da Igreja tem leituras bíblicas apropriadas para as comemorações de cada santo em particular, perfazendo um total de 161 comemorações. Destas, apenas 10 têm leituras próprias. Aí também estão as 15 solenidades e 25 festas, com leituras obrigatórias, as 64 memórias obrigatórias e 94 memórias facultativas, com leituras opcionais. O Calendário apresenta também 44 leituras referentes à ressurreição de Jesus Cristo, além de diversas leituras para os Santos, Doutores da Igreja, Mártires, Virgens, Pastores e Nossa Senhora.

        Tempo do Natal

        Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da aparição divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, mãe de Jesus e do Batismo de Jesus.

        Tempo da Quaresma

        O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, as imagens ficam veladas com tecidos roxos, com exceção da cruz, que só é velada na Semana Santa, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina no Lava Pés .

        Tríduo Pascal

        O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.
        Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”.
        Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer ato litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.
        Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

        Tempo Pascal

        A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinqüenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.

        Tempo Comum

        Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança, de acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. 


        O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos de Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.


        Tempo Comum (primeira parte)

        Início: Primeiro dia logo após a Festa do Batismo do Senhor.

        O Tempo Comum é interrompido pela Quaresma. Com isso, essa primeira parte vai até a Terça-feira de Carnaval, pois na Quarta-feira de Cinzas já começa o Tempo da Quaresma.
        Cor: Verde

        Espiritualidade do Tempo Comum: Escuta da Palavra de Deus.

        Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus. 



        Tempo Comum (segunda parte) 

        O Tempo Comum, que havia sido interrompido pela Quaresma, reinicia na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes. No domingo seguinte, celebra-se a Solenidade da Santíssima Trindade. Nesse dia a cor é branca. 

        Na quinta-feira, após o domingo da Santíssima Trindade, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo ("Corpus Christi").

        O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado por celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos. 

        O Tempo Comum também é chamado "Tempo Durante o Ano".

        A duração do Tempo Comum, contando desde a primeira parte, é de 34 semanas. Na semana, mais especificamente na véspera do primeiro domingo do Tempo do Advento, termina aquele Ano litúrgico, devendo, portanto, iniciar o outro como o primeiro domingo do Tempo do Advento..


        Festas de Guarda

        Baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica estipula que todos os católicos são obrigados a irem à missa em todos os domingos e festas de guarda. Por isso, esta obrigação está também presente nos Cinco Mandamentos da Igreja Católica. A maior parte das festas de guarda calham sempre num domingo (ex: Domingo de Ramos, Pentecostes, domingo de Páscoa, Santíssima Trindade, etc.), que já é o dia semanal obrigatório de preceito ou guarda. Então, as festas de guarda que podem não ser no domingo são apenas dez:
        • 1 de Janeiro - Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus;
        • 6 de Janeiro - Epifania
        • 19 de Março - Solenidade de São José
        • Ascensão de Jesus (data variável - quinta-feira da sexta semana da Páscoa)
        • Corpus Christi (data variável - 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade)
        • 29 de Junho - Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.
        • 15 de Agosto - Assunção de Maria
        • 1 de Novembro - Dia de Todos-os-Santos
        • 8 de Dezembro - Imaculada Conceição de Maria
        • 25 de Dezembro - Natal
        Porém, nem todos os países e dioceses festejam e guardam estes dez dias de preceito, porque, "com a prévia aprovação da Sé Apostólica, [...] a Conferência Episcopal pode suprimir algumas das festas de preceito ou transferi-los para um domingo".

        Cores Litúrgicas

        altar, o tabernáculo, o ambão, a estola e a casula usadas pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor, que varia ao longo do ano litúrgico. Na verdade, a cor usada num certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário litúrgico, fica estabelecida uma determinada cor (a excepção vai para as igrejas que celebram naquele determinado dia o seu santo padroeiro).
        Desta forma, concluiu-se que as diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis:

        Branco
        - Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria, de São João Evangelista (apóstolo) e dos Santos, excepto dos mártires e dos apóstolos. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

        Vermelho
        - Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas do Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

        Verde
        - Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

        Roxo
        - Usado na Quaresma. No Advento também se usa, a par de uma variante, o violeta. É símbolo da penitência, da serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

        Rosa
        - O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

        Preto
        - Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.

        Azul
        - Privilégio concedido pela Santa Sé a Portugal e representa o Manto azul de Nossa Senhora, simbolizando a pureza e a beleza. Usado na Solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal (Dia 8 de Dezembro).

        Cálculo do Atual Ano Litúrgico


        O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C.
        A cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C. A organização das leituras próprias para cada ano possibilita ao católico estudar toda a Bíblia, desde que participe de todas as missas diárias ou estude a Liturgia Diária nesse período de três anos. Para saber de que ciclo é um determinado ano, parte-se deste princípio: o ano que é múltiplo de 3 é do ciclo C.
        Para saber se um número é múltiplo de 3, basta somar todos os algarismos, e se o resultado for múltiplo de 3, o número também o é.
        Exemplo:
        • 1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C
        • 1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A
        • 2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B
        • 2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C
        • 2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A
        ....
        • 2008 é 2+0+0+8 = 10 (9+1) = Ano A
        • 2009 é 2+0+0+9 = 11 = Ano B
        Atualmente estamos no ano A : 2014 é 2+0+1+4 = 7 (6+1) = Ano A.