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quarta-feira, 9 de abril de 2014

A Liturgia da Semana Santa



Na Semana Santa a Igreja celebra os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, encarnado para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, dar a todos os homens a graça da salvação.  
A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos; e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus. A Igreja recorda os louvores da multidão proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 – MT 21, 9). Com este gesto manifestamos nossa fé em Jesus Cristo, Rei e Senhor.  
Na Quinta-feira Santa celebramos a Instituição da Eucaristia. Neste dia cada Bispo reúne o seu clero e celebra a Missa da renovação do sacerdócio, pois neste dia Jesus instituiu o Sacerdócio católico e a sagrada Eucaristia. É feita também a bênção dos sagrados óleos, com a  bênção conjunta dos três óleos litúrgicos (Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos). O motivo  deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. Na Igreja primitiva o Batismo, a Crisma e Primeira Eucaristia acontecia só na Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos: 
Óleo do Crisma – Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma), Para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio (Ordem). A cor que representa esse óleo é o branco ouro.  
Óleo dos Catecúmenos – Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.  
Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos.  Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.  
Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés  Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou noite da quinta-feira santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia: 
1 – Instituição da Sagrada Eucaristia, onde Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.  
2 – Instituição do Sacerdócio – “Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras o Senhor instituiu o sacerdócio católico e deu-lhes poder para celebrar a Eucaristia. 
3 – Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos. É um gesto de humildade e de santidade, um exemplo para os discípulos e para a toda a Igreja. “Eu vim para servir”.No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite. Após a Missa o altar é desnudado; ele é o símbolo do Cristo aniquilado, despojado, flagelado e morto por nossos pecados. 
Sexta-feira Santa Celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Dia de silêncio,  jejum e oração e de profundo respeito diante da morte do Senhor. Não se deve trabalhar, se divertir, etc. Às 15 horas, horário
em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da cruz e Comunhão eucarística. Não adoramos a cruz como um objeto de madeira, mas adoramos o Cristo pregado na Cruz. 
Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.  
Ofício das Trevas Em alguns lugares é realizado este Ofício. É  um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A Igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.  
Sermão das Sete Palavras (facultativo) Lembra as sete últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.  
À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão da Descida da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.
Sábado Santo No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”. Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.  
Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: 1 – a benção do fogo novo e do círio pascal; 2 – a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; 3 – a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; 4 – a renovação das promessas do Batismo e, por fim,5 – a liturgia Eucarística. 

Domingo de Páscoa A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento. Condenado à morte na cruz e sepultado, Jesus ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.
Prof. Felipe Aquino

A Semana Santa


A Semana Santa


O maior acontecimento da História da humanidade é a Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem. Nada neste mundo supera a grandiosidade deste acontecimento. Os grandes homens e as grandes mulheres, sobretudo os Santos e Santas se debruçaram sobre este acontecimento e dele tiraram a razão de ser de suas vidas.
Depois da Encarnação e Morte cruel de Jesus na Cruz, ninguém mais tem o direito de duvidar do amor de Deus pela humanidade. Disse o próprio Jesus que “Deus amou a tal ponto o mundo que deu o seu Filho Único para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3, 16)
São Paulo explica a grandeza desse amor de Deus por nós com as palavras aos romanos:
“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós… Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.” (Rm 5,8-10)
Cristo veio a este mundo para nos salvar, para morrer por nós. Deus humanado morreu por nós. O que mais poderíamos exigir de Deus para demonstrar a nós o seu amor? Sem isto a humanidade estaria definitivamente longe de Deus por toda a eternidade, vivendo o inferno, a separação de Deus. Por quê?
Porque o homem pecou e peca, desde os nossos primeiros antepassados; e o pecado é uma ofensa grave a Deus, uma desobediência às suas santas Leis que rompe nossa comunhão com Ele; e esta ofensa se torna infinita diante da Majestade de Deus que é infinita. Por isso, diante da Justiça de Deus, somente uma reparação de valor Infinito poderia reparar essa ofensa da humanidade a Deus. E, como não havia um homem sequer capaz de reparar com o seu sacrifício esta ofensa infinita a Deus, então, o próprio Deus na Pessoa do Verbo veio realizar essa missão.
Não pense que Deus seja malvado e que exige o Sacrifício cruento do Seu Filho na Cruz, por mero deleite ou para tirar vingança da humanidade. Não, não se trata disso. Acontece que Deus é Amor, mas também é Justiça. O Amor é Justo. Quem erra deve reparar o seu erro; mesmo humanamente exigimos isto; esta lei não existe no meio dos animais. Então, como a humanidade prevaricou contra Deus, ela tinha de reparar essa ofensa não simplesmente a Deus, mas à Justiça divina sob a qual este mundo foi erigido. Sabemos que no Juízo Final Deus fará toda justiça com cada um; cada injustiça que nos foi feita será reparada no Dia do Juízo.
Nisto vemos o quanto Deus ama, valoriza, respeita o homem. O Verbo divino se apresentou diante do Pai e se ofereceu para salvar a sua mais bela criatura, gerada “à sua imagem e semelhança” (Gn 1, 26).
A Carta aos Hebreus explica bem este fato transcendente:
“Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo diz: Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não te agradam. Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade (Sl 39,7ss). Disse primeiro: Tu não quiseste, tu não recebeste com agrado os sacrifícios nem as ofertas, nem os holocaustos, nem as vítimas pelo pecado (quer dizer, as imolações legais). Em seguida, ajuntou: Eis que venho para fazer a tua vontade. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo.Enquanto todo sacerdote se ocupa diariamente com o seu ministério e repete inúmeras vezes os mesmos sacrifícios que, todavia, não conseguem apagar os pecados, Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus. “ (Hebreus 10,5-10).
A Semana Santa celebra todos os anos este acontecimento inefável: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo para a salvação da humanidade; para o seu resgate das mãos do demônio, e a sua transferência para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Estávamos todos cativos do demônio, que no Paraíso tomou posse da humanidade pelo pecado. E com o pecado veio a morte (Rm 6,23).
Mas agora Jesus nos libertou; “pagou o preço do nosso Resgate”. Disse São Paulo: “Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz. Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz. (Col 2, 12-14)
Quando fomos batizados, aplicou-se a cada um de nós os efeitos da Morte e Ressurreição de Jesus; a pia batismal é portanto o túmulo do nosso homem velho e o berço do nosso homem novo que vive para Deus e sua Justiça. É por isso que na Vigília Pascal do Sábado Santo renovamos as Promessas do Batismo.
O cristão que entendeu tudo isso celebra a Semana Santa com grande alegria e recebe muitas graças. Aqueles que fogem para as praias e os passeios, fazendo apenas um grande feriado; é porque ainda não entenderam a grandeza da Semana Santa e não experimentaram ainda suas graças. Ajudemos essas pessoas a conhecerem tão grande Mistério de Amor.
O católico convicto celebra com alegria cada função litúrgica do Tríduo Pascal e da Páscoa. Toda a Quaresma nos prepara para celebrar com as disposições necessárias a Semana Santa. Ela se inicia com a celebração da Entrada de Jesus em Jerusalém, o Domingo de Ramos. O povo simples e fervoroso aclama Jesus como Salvador. O povo grita “Hosana!”, “Salva-nos!”; Ele é Redentor do homem. Nós também precisamos proclamar que Ele, e só Ele, é o nosso Salvador (cf. At 4,12).
Na Missa dos Santos Óleos a Igreja celebra a Instituição do Sacramento da Ordem e a bênção dos santos óleos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Na Missa do Lava-pés, na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja celebra a Última Ceia de Jesus com os Apóstolos onde Ele instituiu a Sagrada Eucaristia e deu suas últimas orientações aos Apóstolos.
Na Sexta-Feira Santa a Igreja guarda o grande silêncio diante da celebração da morte do seu Senhor. Às três horas da tarde é celebrada a Paixão e Morte do Senhor. Em seguida, a Procissão do Senhor Morto por cada um de nós. Cristo não está morto, e nem morre outra vez, mas celebrar a sua Morte é participar dos frutos da Redenção.
Na Vigília Pascal a Igreja canta o “Exultet”, o canto da Páscoa, a celebração da Ressurreição do Senhor que venceu a morte, a dor, o inferno, o pecado. É o canto da Vitória. “Ó morte onde está o teu aguilhão?”
A vitória de Cristo é a vitória de cada um de nós que morreu com Ele no Batismo e ressuscitou para a vida permanente em Deus; agora e na eternidade.
Celebrar a Semana Santa é celebrar a vida, a vitória para sempre. É recomeçar uma vida nova, longe do pecado e em comunhão mais intima com Deus. Diante de um mundo carente de esperança, que desanima da vida porque não conhece a sua beleza, celebrar a Semana Santa é fortalecer a esperança que dá a vida.  O Papa Bento XVI disse em sua encíclica “Spe Salvi”, que sem Deus não há esperança; e sem esperança não há vida.
Esta é a Semana Santa que o mundo precisa celebrar para vencer seus males, suas tristezas, suas desesperanças.
Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Poema a Virgem Maria e Oração a São José de Anchieta



Poema a Virgem - Padre José de Anchieta

(Escrito pelo Padre nas areias da Praia de Iperoig em Ubatuba).



Minha alma, por que tu te abandonas ao profundo sono? 
Por que no pesado sono, tão fundo ressonas?

Não te move à aflição dessa Mãe toda em pranto,

Que a morte tão cruel do FILHO chora tanto?
E cujas entranhas sofre e se consome de dor,
Ao ver, ali presente, as chagas que ELE padece?

Em qualquer parte que olha, vê JESUS,

Apresentando aos teus olhos cheios de sangue.
Olha como está prostrado diante da Face do PAI,
Todo o suor de sangue do seu corpo se esvai.

Olha a multidão se comporta como ELE se ladrão fosse,

Pisam-NO e amarram as mãos presas ao pescoço.
Olha, diante de Anás, como um cruel soldado
O esbofeteia forte, com punho bem cerrado.

Vê como diante Caifás, em humildes meneios,

Aguenta mil opróbrios, socos e escarros feios.
Não afasta o rosto ao que bate, e do perverso
Que arranca Tua barba com golpes violento.

Olha com que chicote o carrasco sombrio

Dilacera do SENHOR a meiga carne a frio.
Olha como lhe rasgou a sagrada cabeça os espinhos,
E o sangue corre pela Face pura e bela.

Pois não vês que seu corpo, grosseiramente ferido

Mal susterá ao ombro o desumano peso?
Vê como os carrascos pregaram no lenho
As inocentes mãos atravessadas por cravos.

Olha como na Cruz o algoz cruel prega 

Os inocentes pés o cravo atravessa.
Eis o SENHOR, grosseiramente dilacerado pendurado no tronco, 
Pagando com Teu Divino Sangue o antigo crime! (Pecado
 Original cometido pelos primeiros pais)

Vê: quão grande e funesta ferida transpassa o peito, aberto

Donde corre mistura de sangue e água.
Se o não sabes, a Mãe dolorosa reclama
Para si, as chagas que vê suportar o FILHO que ama.

Pois quanto sofreu aquele corpo inocente em reparação,

Tanto suporta o Coração compassivo da Mãe, em expiação.
Ergue-te, pois e, embora irritado com os injustos judeus
Procura o Coração da MÃE DE DEUS.

Um e outro deixaram sinais bem marcados

Do caminho claro e certo feito para todos nós.
ELE aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,
Ela o solo regou com lágrimas tremendas.

A boa Mãe procura, talvez chorando se consolar,

Se as vezes triste e piedosa as lágrimas se entregar.
Mas se tanta dor não admite consolação
É porque a cruel morte levou a vida de sua vida,

Ao menos chorarás lastimando a injúria,

Injúria, que causou a morte violenta.
Mas onde te levou Mãe, o tormento dessa dor?
Que região te guardou a prantear tal morte?

Acaso as montanhas ouvirão Teus lamentos?

Onde está a terra podre dos ossos humanos?
Acaso está nas trevas a árvore da Cruz,
Onde o Teu JESUS foi pregado por Amor?

Esta tristeza é a primeira punição da Mãe,
No lugar da alegria, segura uma dor cruel,

Enquanto a turba gozava de insensata ousadia,

Impedindo Aquele que foi destruído na Cruz.
Mãe, mas este precioso fruto de Teu ventre
Deu vida eterna a todos os fieis que O amam,

E prefere a magia do nascer à força da morte,

Ressurgindo, deixou a ti como penhor e herança.
Mas finda Tua vida, Teu Coração perseverou no amor,
Foi para o Teu repouso com um amor muito forte!

O inimigo Te arrastou a esta cruz amarga,

Que pesou incomodo em Teu doce seio.
Morreu JESUS traspassado com terríveis chagas
ELE, formoso espírito, glória e luz do mundo;

Quanta chaga sofreu e tantas LHE causaram dores;

Efetivamente, uma vida em vós era duas! (Natureza 
Humana e Divina do SENHOR)
Todavia conserva o Amor em Teu Coração, e jamais
Evidentemente deixou de o hospedar no Coração,

Feito em pedaços pela morte cruel que suportou

Pois à lança rasgou o Teu Coração enrijecido.
O Teu Espírito piedoso e comovido quebrou na flagelação,
A coroa de espinhos ensanguentou o Teu Coração fiel.

Contra Ti conspirou os terríveis cravos sangrentos,

Tudo que é amargo e cruel o Teu FILHO suportou na Cruz.
Morto DEUS, então porque vives Tu a Tua vida?
Porque não foste arrastada em morte parecida?

E como é que, ao morrer, não levou o Teu espírito,

Se o Teu Coração sempre uniu os dois espíritos?
Admito, não pode tantas dores em Tua vida
Suportar, aguentando se não com um amor imenso;

Se não Te alentar a força do nascimento Divino

Deixará o Teu Coração sofrendo muito mais.
Vives ainda, Mãe, sofrendo muitos trabalhos,
Já te assalta no mar onda maior e cruel.

Mas cobre Tua Face Mãe, ocultando o piedoso olhar:

Eis que a lança em fúria ataca pelo espaço leve, 
Rasga o sagrado peito ao teu FILHO já morto,
Tremendo a lança indiferente no Teu Coração.

Sem dúvida tão grande sofrimento foi à síntese,
Faltava acrescentá-lo a Tuas chagas!

Esta ferida cruel permaneceu com o suplício!

Tão penoso sofrimento este castigo guardava!
Com O querido FILHO pregado a Cruz Tu querias
Que também pregassem Teus pés e mãos virginais.

ELE tomou para SI a dura Cruz e os cravos,

E deu-Te a lança para guardar no Coração.
Agora podes, ó Mãe, descansar, que possui o desejado,
A dor mudou para o fundo do Teu Coração.

Este golpe deixou o Teu corpo frio e desligado,

Só Tu compassiva guarda a cruel chaga no peito.
Ó chaga sagrada feita pelo ferro da lança,
Que imensamente nos faz amar o Amor!

Ó rio, fonte que transborda do Paraíso,

Que intumesce com água fartamente a terra!
Ó caminho real com pedras preciosas, porta do Céu,
Torre de abrigo, lugar de refúgio da alma pura!

Ó rosa que exala o perfume da virtude Divina!

Jóia lapidada que no Céu o pobre um trono tem!
Doce ninho onde as puras pombas põem ovinhos,
E as castas rolas têm garantia de suster os filhotinhos!

Ó chaga, que és um adorno vermelho e esplendor,

Feres os piedosos peitos com divinal amor!
Ó doce chaga, que repara os corações feridos,
Abrindo larga estrada para o Coração de CRISTO.

Prova do novo amor que nos conduz a união! (Amai uns 
aos outros como EU vos amo)

Porto do mar que protege o barco de afundar!
Em TI todos se refugiam dos inimigos que ameaçam:
TU, SENHOR, és medicina presente a todo mal!

Quem se acabrunha em tristeza, em consolo se alegra:

A dor da tristeza coloca um fardo no coração!
Por Ti Mãe, o pecador está firme na esperança,
Caminhar para o Céu, lar da bem-aventurança!

Ó Morada de Paz! Canal de água sempre vivo,

Jorrando água para a vida eterna!
Esta ferida do peito, ó Mãe, é só Tua,
Somente Tu sofres com ela, só Tu a podes dar. 

Dá-me acalentar neste peito aberto pela lança,

Para que possa viver no Coração do meu SENHOR!
Entrando no âmago amoroso da piedade Divina,
Este será meu repouso, a minha casa preferida.

No sangue jorrado redimi meus delitos,

E purifiquei com água a sujeira espiritual!
Embaixo deste teto (Céu) que é morada de todos,

Viver e morrer com prazer, este é o meu grande desejo.





=ORAÇÃO E NOVENA=


"SENHOR, nosso PAI, através do Beato Padre José de Anchieta, evangelizastes o nosso Brasil. Ele amou os pobres e sofredores, amenizando e curando seus males, e soube ser solidário com os índios, ajudando-os a VOS conhecer e amar em seu próprio idioma e costumes".
"Por esta razão, PAI querido, pela intercessão do Beato Padre José de Anchieta, que admiro e estimo, venho VOS suplicar a graça que necessito (faz aqui o seu pedido...), fortalecido pela mediação carinhosa e eficaz de NOSSA SENHORA, que ele também muito amou ao longo de sua existência. Amém".

PAI NOSSO + AVE MARIA + GLORIA + (um ato de piedade, amor ou misericórdia para um pobre necessitado ou doente)
Durante nove (9) dias seguidos.


http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/poevir.html

Oração a São José de Anchieta




Oração a São José de Anchieta




Na manhã desta quinta-feira, 03 de abril, o papa Francisco recebeu em audiência, no Vaticano, o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato. Depois de ouvir o relatório sobre a vida e a obra do “Apóstolo do Brasil”, o pontífice assinou o decreto de canonização do missionário jesuíta. No dia 24, o papa presidirá uma missa em ação de graças pela canonização, na igreja de Santo Inácio, em Roma.
São José de Anchieta, como passa a ser chamado, também é declarado, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como padroeiro dos catequistas.
O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, destaca a importância da vida e missão de São José de Anchieta que optou por uma catequese acessível e aculturada, utilizando da poesia, do teatro e de recursos próprios da época.
“Ele é um modelo de evangelizador e missionário de todos os tempos e todas as épocas. Nos ensinou que o Evangelho, ao ser anunciado, deve ser inculturado, levando em conta a cultura das pessoas ao qual se destina”, disse dom Damasceno.
O primeiro pedido de canonização do padre Anchieta foi feito há exatos 417 anos.
Em outubro de 2013, a CNBB solicitou ao papa Francisco para que analisasse o processo. O pontífice respondeu positivamente ao pedido. “Nos alegramos em ter mais santo de coração brasileiro, a interceder junto de Deus por nós, pela nossa Igreja e por todo o Brasil”, disse o cardeal.
Hoje, o papa Francisco declarou santos outros dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: François de Montmorency-Laval e Maria da Encarnação Guyart.
História

São José de Anchieta foi responsável pela criação do colégio de Piratininga no dia 25 de janeiro de 1554, que deu origem à cidade de São Paulo. O missionário, que chegou ao Brasil em 1553, era natural de Tenerife, nas Ilhas de Canárias, na Espanha. Nasceu no dia 19 de março de 1534.
No decorrer de sua vida, o padre passou por lugares como São Paulo, Espírito Santo e Bahia propagando os ensinamentos do Evangelho. Faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta, no Estado do Espírito Santo) em 9 de junho de 1597.
so jos de anchieta
São José de Anchieta,

Apóstolo do Brasil,
Poeta da Virgem Maria,
Intercede por nós, hoje e sempre.
Dá-nos a disponibilidade de servir a Jesus
Como tu o serviste nos mais pobres e necessitados.
Protege-nos de todos os males
Do corpo e da alma.
E, se for vontade de Deus,
Alcança-nos a graça que agora te pedimos
(pede-se a graça)
São José de Anchieta, Rogai por nós!
Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

CNBB/Rádio Vaticano

quarta-feira, 2 de abril de 2014

São José de Anchieta






Bem-Aventurado José de Anchieta


Nascido nas Ilhas Canárias, pertencente a uma grande família de 12 irmãos, o santo de hoje viveu no século XVI. Por motivos de estudo, foi enviado para Coimbra – Portugal, local onde teve o primeiro contato com a Companhia de Jesus e com o testemunho de São Francisco Xavier. 

Muitas coisas o levaram a discernir seu chamado à vida religiosa, e aos 17 anos diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele fazia o seu compromisso de abandonar tudo e servir a Deus. 

Anchieta entrou na Companhia de Jesus em 1551, fez um noviciado exigente, e mesmo com a saúde frágil fez os seus votos de castidade, pobreza e obediência, em 1553. Neste mesmo ano foi enviado para o Brasil, e chegando na Terra de Santa Cruz ele pôde evangelizar. Ainda não era sacerdote. Estudava Filosofia, Teologia, e sempre evangelizando, dando aulas, indo ao encontro dos indígenas. Respeitava a cultura do povo, conheceu a língua Tupi-Guarani para melhor evangelizar. 

Homem fiel à santa doutrina, à sua congregação e acima de tudo, fiel ao Espírito Santo. Esteve em diversos lugares do Brasil, como São Paulo, Rio de janeiro, Espírito Santo, Bahia etc. 

Consumia-se na missão. José de Anchieta é um modelo para todos os tempos, para uma nova evangelização no poder do Espírito Santo e com profundo respeito a quem nos acolhe, a quem é chamado também a ser inteiro de Jesus. Bem-aventurado José de Anchieta, rogai por nós!

Santo do Dia - Canção Nova





 NASCIMENTO
VINDA AO BRASIL


FAMÍLIA E IDEAL CRISTÃO

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, em San Cristobal de La Laguna, ilha de Tenerife do Arquipélago das Canárias, que pertence à Espanha. Seu pai João Lopez de Anchieta, era natural da Província de Guipuscoa no Vale Urrestilha, na Espanha, homem forte, revolucionário, tomou parte na Rebelião dos Comuneiros contra o Imperador Carlos V, em seu país. Foi condenado à morte, mas salvou-se por interferência de um parente militar ilustre, o Capitão Inigo de Loyola (Inácio de Loiola, mais tarde fundador da Companhia de Jesus). Por precaução, mudou-se para as Canárias. Sua mãe era a senhora Mência Dias de Clavijo y Llarena, natural das próprias Canárias, era neta de judeus convertidos ao cristianismo. De uma família de 12 irmãos, foram consagrados mais dois sacerdotes além do Padre Anchieta: O Padre Pedro Nuñez e Padre Melchior.

Os seus estudos iniciais e o aprendizado de latim foram realizados nas Canárias, oportunidade em que revelou empenho e disposição para aprender. Quando completou 14 anos de idade, em companhia de seu irmão mais velho Pedro Nuñez, pela vontade de seus pais, foi para Portugal a fim de continuar os estudos no Real Colégio das Artes em Coimbra, onde estudou humanidades e filosofia. E novamente, se destacou, mostrando excelente aplicação nos estudos, falando fluentemente o português sem o sotaque espanhol e com facilidade, fazia versos em latim, o que lhe valeu o apelido de “Canário de Coimbra”.

Além de estudante competente, adquiriu o bom hábito de rezar todos os dias, devotando um grande amor a JESUS e a MARIA SANTÍSSIMA, que o estimulou a cultivar com seriedade e afeição o caminho da religião.

Em 1551, aos 17 anos de idade, com a autorização e bênção dos pais, entrou no Seminário da Companhia de Jesus, em Coimbra. Mas, com pouco tempo de Seminário, adoeceu com tuberculose óssea, de difícil tratamento naquela época e que ocasionava uma terrível dor nas costas. Com 18 anos de idade a sua coluna vertebral estava tão curvada que fazia um “S”. Mas com esforço, continuava cumprindo todos os seus afazeres, e até brincava com sua própria infelicidade: “A natureza me preparou para carregar fardos”.

Como vinham para o Brasil muitos missionários com o objetivo de trabalhar na evangelização dos índios, os médicos também concordaram que o clima ameno brasileiro poderia suavizar os efeitos da doença, e por essa razão, recomendaram aos Superiores dos Jesuítas, a sua vinda para cá, pois aqui até poderia ficar curado.


A VIAGEM

Assim, em 1553, depois de ter pronunciado os primeiros votos religiosos no dia 8 de Maio, o Irmão José, como passou a ser chamado, veio para o nosso país na terceira expedição jesuíta, chefiada pelo Padre Luiz de Grã.

Era o dia 13 de julho de 1553, quando Anchieta chegou ao Brasil, ao "paraíso terrestre", como descreviam os historiadores contemporâneos do padre. A Terra de Santa Cruz podia ser considerada um sanatório onde aportavam doentes com tuberculose, varíola e outras doenças contagiosas. Anchieta com 19 anos de idade era o mais jovem dos jesuítas na esquadra do Governador Duarte da Costa, segundo Governador Geral do Brasil. A saúde do noviço jesuíta melhorou sensivelmente durante a viagem, e quando desceu em Salvador, na Bahia, dois meses depois de uma viagem pelo mar, estava praticamente curado.

E se mostrava entusiasmado com a imensa missão que o aguardava. Mas permaneceu pouco tempo na capital baiana, porque logo veio à ordem do Superior dos Jesuítas no Brasil, Padre Manuel da Nóbrega, distribuindo os jesuítas pelas diversas escolas e designando o Irmão José de Anchieta e outros, a seguir com o Padre Leonardo Nunes para São Vicente, (hoje no Estado de São Paulo).


CONSTRUINDO PARA CATEQUIZAR

Foi nesta Vila onde começou de fato a sua missão entre nós. Sob a chefia do Padre Manuel de Paiva, os Jesuítas subiram a serra do Mar e chegaram ao planalto a fim de fundar e dirigir o Colégio Piratininga. Em carta que escreveu em 1554, ao Superior da Ordem Jesuíta Ignácio de Loyola, ele disse:

"Aqui fizemos uma casinha pequena de palha, e a porta estreita de cana. As camas são redes que os índios costuraram; os cobertores para aquecer, o fogo, para o qual, acabada a lição à tarde, vamos buscar lenha no mato e a trazemos às costas, para passarmos a noite. A roupa é pouca e pobre, sem meias ou sapato, no pé as vezes usamos pano de algodão... A comida vem dos índios, que nos dão alguma esmola de farinha e algumas vezes, mas raramente, alguns peixinhos do rio e mais raramente ainda, alguma caça do mato."
Com esforço e dedicação e ajudado pelo português João Ramalho e pelo cacique Tibiriçá, construíram uma cabana de “pau a pique” (em que as paredes são feitas com bambus entrelaçados, e os vãos, e de ambos os lados, cheios com barro) com aproximadamente 90 metros quadrados de área. A choupana foi inaugurada no dia 25 de Janeiro de 1554, data em que se comemora a conversão do Apóstolo Paulo. Por essa razão foi denominado Colégio de São Paulo de Piratininga, onde é hoje o “pátio do Colégio”, e dessa forma, nasceu à cidade de São Paulo. Para marcar a solenidade, o Padre Manuel de Paiva celebrou no local uma Santa Missa, auxiliado pelos outros Jesuítas recém chegados, inclusive o Irmão José de Anchieta.

Naqueles anos do início foi muito difícil, e o barracão servia de dormitório, enfermaria, de colégio, refeitório, cozinha e até de Capela, onde eram celebradas as Missas.

Ao redor do colégio dos padres, logo foi sendo edificada a povoação, surgindo outros barracões, onde foram instaladas oficinas de carpintaria, sapataria, etc., e tudo de pau-a-pique e sapé.

Durante dez anos Anchieta ensinou aos índios, aos filhos dos colonos e aos Noviços da Companhia de Jesus. Como não havia livros ele preparava e copiava as lições, de modo a atender eficientemente a todos os seus alunos. Assim, com boa vontade, superava a natural carência dos recursos necessários ao exercício do magistério. Aprendeu a língua “tupi” e como mestre de gramática começou a estudar a língua falada pelos índios, porque percebeu que os idiomas das diversas tribos indígenas tinham a mesma base linguística. Desse modo, com impressionante empenho, unificou todos aqueles idiomas num único dialeto, o “tupi”, elaborando um “Livro de Gramática da Língua mais falada na Costa do Brasil” (o tupi) com seus princípios e regras. Esta providência ajudou de maneira considerável a comunicação entre os missionários e os nativos, e primordialmente, na catequese.

Também compôs um “Catecismo” simples e objetivo, sob a forma de diálogo, para ensinar e educar os índios nos principais Mistérios da Fé Cristã, sem violentar as tradicionais crenças indígenas, mas amoldando o seu conteúdo a Verdade Cristã.

Estas duas obras, na época foram impressas em Portugal, e representaram um auxílio inestimável a todas as Missões Jesuíticas no Brasil.

Irmão José era incansável, onde se encontrasse, sempre estava disponível para atender uma solicitação ou agilizar alguma providência. Ele se desempenhou de maneira eficiente e brilhante, na função de professor, músico, enfermeiro, sapateiro, taumaturgo, construtor, conselheiro espiritual, e em muitas outras atividades.


PERSEGUIÇÃO E CAPTURA DE ÍNDIOS


Na época, o pensamento europeu, de um modo geral, era totalmente contra a evangelização e educação dos índios, que por muitos eram até considerados sem alma. Vinham embarcações que aportavam as costas brasileiras e transportavam os índios para o trabalho escravo ao longo do continente. Então, os missionários jesuítas, tiveram que alimentar uma tenaz luta pela liberdade e dignidade dos povos indígenas, não só por exigência da própria consciência cristã, mas também porque a posição oficial da Igreja era a favor da igualdade de todos e contra a escravização do homem. Esta realidade tornou-se pública através do documento de Sua Santidade, o Papa Paulo III, a bula “Sublimis Deus”, editada em 1537, que considera todas as raças iguais, inclusive os índios, em face da Redenção do SENHOR.

Numa ocasião, Irmão José fazia uma pregação na cidade de Santos, quando subitamente interrompeu as suas palavras, porque pelo dom da profecia teve a visão de uma expedição que capturava índios no interior de Santa Catarina. Ele revoltado, falou:

“Eu sou o cão da casa do SENHOR (sempre vigilante), não hei deixar de ladrar. Digo-vos, da parte de DEUS, que não deixem sair deste porto uns dois navios, que estão (para transportar índios) para fazer viagem aos Patos, índios que estão de paz conosco e são nossos amigos, (e estão) a cativá-los com suas costumadas e injustas traças (armadilhas) . De outra sorte hão de ver, o que forem (aqueles predadores), a ira de DEUS sobre si, e hão de morrer miseravelmente”.

Mesmo sendo sabedores da advertência do Santo, os terríveis caçadores zarparam com seus navios. Mas havia certo ambiente de intranquilidade dentro das duas embarcações e este fato logo veio ao conhecimento de todos, quando alguns dias depois da partida, um dos homens importantes da expedição, acordou aos gritos. Ele teve um pesadelo, em que se sentia arrastado para o inferno. O demônio com estridentes gargalhadas se apoderava dele. Arrependido de tomar parte naquela expedição convenceu os seus companheiros a voltar e deixá-lo no porto.

Ele ficou e, as duas caravelas seguiram viagem, mas não alcançaram o seu destino. Uma terrível tempestade varreu furiosamente as embarcações, e com exceção de dois tripulantes, todos morreram no naufrágio.


UMA CATEQUESE DIFERENTE


Irmão José de Anchieta, Padre Manuel da Nóbrega e outros missionários jesuítas praticavam a catequese de uma maneira bem agradável e cativante, com canto, poesia e teatro. Na verdade, a iniciativa começou com Anchieta compondo diversos autos, que eram encenados com grande entusiasmo e alegria pelos índios e colonos. E as apresentações eram tão bem feitas e agradavam tanto, que se repetiam em diversos povoados, como São Vicente, Rio de Janeiro, Niterói, Pernambuco e Bahia, com jubilosa participação.

E é interessante realçar que o público era muito variado, com diversas origens, e por isso mesmo, os autos eram escritos nos três idiomas: tupi, português e espanhol, a fim de que todos ouvissem e entendessem as apresentações. Irmão José, inspirado pelo ESPÍRITO SANTO, procurava cativar os índios com a intenção de favorecer o entendimento da mensagem cristã. E para alcançar este objetivo, ele incluía nos autos alguns elementos da cultura indígena, mesclando personagens nativas com personalidades da tradição católica.


PREGADOR QUE SABIA CATIVAR

Ele sempre foi obediente as ordens de seus superiores, as quais cumpria integralmente com perfeição. A única coisa da qual procurava fugir era quando, em algumas ocasiões o Superior Padre Manuel da Nóbrega o mandava subir ao púlpito para fazer uma pregação. Isto porque, não sendo sacerdote, não se julgava com autoridade para realizar uma tarefa tão sublime.

Todavia, aconteceu que numa Semana Santa, Padre Nóbrega adoeceu, e Irmão José de Anchieta teve que substituí-lo. Assumindo a responsabilidade com dignidade, ajoelhou-se diante do altar da VIRGEM e pediu inspiração. Subiu ao púlpito e com muita serenidade e vigor, fez um magnífico sermão, deixando os fiéis emocionados e com lágrimas nos olhos. No dia seguinte, Padre Nóbrega com um sorriso paterno e muito carinho, lhe falou: “Haveis de dar conta a DEUS porque não quisestes pregar até agora”. (reconhecia nele o notável dom da oratória)

http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/nasbra.html

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sábias Palavras

Hoje, dia em que estou ficando mais velhinha, vêm bem a calhar os ensinamentos da sábia senhorinha, que recebi com alegria como presente de aniversário.

Achei tão lindo que quis que outras pessoas conhecessem!





UMA LIÇÃO DE VIDA



Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.

- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…

- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:

1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.

2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.

3- Curta coisas simples.

4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.

5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.

6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.

7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.

8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …

de tanto rir …

de surpresa …

de êxtase …

de felicidade!

Simples assim!!!


Autor desconhecido