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domingo, 16 de março de 2014

O Anúncio Querigmático



"Completou-se o tempo, o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa Nova" (Mc 1,15). O anúncio do Reino de Deus se faz, a exemplo de Jesus Cristo, por meio de uma pregação contínua e incansável da Palavra de Deus. Por isso, se faz necessário, um anúncio querigmático, explícito e claro, de Jesus, sua pessoa e missão.

A Igreja, na sua história, nos apresenta uma riquíssima e exemplar forma de evangelizar: a experiência de fé, o testemunho do evangelizador e da comunidade cristã. Sem a palavra e o exemplo de cristãos tocados no mais profundo de suas vidas pelo encontro com Jesus Cristo, os métodos mais detalhados e sofisticados podem significar muito pouco.

É uma exigência e uma necessidade que a Palavra do Evangelho se torne palavra encarnada na vida daqueles que abraçaram a fé em Jesus Cristo, e o anunciam missionariamente. Somente uma vida pautada pelo seguimento de Cristo e pelo anúncio de Seu nome é que pode despertar outros para o mesmo seguimento.

É a partir do discipulado e da missão em Jesus, que o cristão, assumindo a ação evangelizadora da Igreja, faz a proclamação do querigma e o testemunha para a sociedade. A linguagem do querigma tem que expressar a novidade de um encontro que transforma e dá sentido à existência dos discípulos missionários de Jesus Cristo.

O que é o Querigma?

É a proclamação da história e salvação de Jesus e o anúncio de sua vida.

É o anúncio de que Jesus de Nazaré é o Filho de Deus que se fez homem, morreu e ressuscitou para a salvação de todos. Este anúncio ultrapassa os limites de tempo e espaço, envolve toda a humanidade, oferendo aos homens uma esperança viva de salvação.

É o anúncio do nome, do ensinamento, da vida, das promessas, do Reino e do mistério pascal de Jesus de Nazaré - o Filho de Deus, que acompanha todo o processo de evangelização.

É o anúncio para suscitar a fé nos ouvintes, para que acolhendo Jesus, Senhor e Salvador, participem da sua própria vida, da vitória sobre a morte, e alcancem a vida eterna (cf. Jo 20,31).

É o anúncio pelo qual se atualiza a ação do Espírito Santo que transforma a face da terra e converte os corações.
O anúncio e a experiência da fé se baseiam "no poder de Deus e não na sabedoria humana" (1Cor 2,5).

O querigma nos anuncia esta realidade na história: a salvação é oferecida por Deus a cada um de nós. É o anúncio da chegada do Reino de Deus na pessoa de Jesus, realizando o ideal da justiça desejado pela humanidade.

A soberania de Deus, cheia de misericórdia, se manifesta em Jesus Cristo e se traduz no amor aos pecadores, aos pobres e àqueles que se reconhecem necessitados.

Acolher o querigma significa abrir-se ao mistério de Cristo, que vem ao encontro da pessoa como Senhor e Salvador, reconhecendo somente a sua soberania. A adesão ao querigma introduz o discípulo no Reino de Deus. A proclamação do querigma faz parte doa ato de comunicar a Boa Nova de Jesus Cristo.

O Diretório Geral para a Catequese identifica três formas de ato de comunicação:

  • O primeiro anúncio que desperta a fé (querigma);
  • O primeiro anúncio que desperta a fé (querigma);
  • O conhecimento sistemático e a adesão progressiva a Jesus (catequese e ensino);
  • A dimensão litúrgica da proclamação da Palavra, relacionando as dificuldades da vida e as circunstâncias quotidianas (homilia).

O querigma é o primeiro anúncio que desperta a fé inicial em Jesus Cristo como o Senhor.

O conteúdo do querigma não é um simples discurso ou uma exortação moral; é a proclamação de um acontecimento de vida e de salvação que se dá agora, na vida dos ouvintes.

Este conteúdo proclama uma pessoa, Jesus Cristo; esta proclamação provoca e abre caminhos para uma experiência de encontro pessoal e apaixonado por Ele.

Este conteúdo não é a  simples explicitação de conceitos. É uma experiência que toca a liberdade, reorienta as escolhas e dá sentido verdadeiro à vida.

O querigma alcança a pessoa como acontecimento de salvação, ilumina-a e transforma sua vida e o ambiente no qual ela vive.

O anúncio é uma proposta de libertação atual e real (Rm 6,4) que se comunica por meio daquele que proclama o nome de Jesus, fonte do perdão dos pecados para todas as pessoas e povos (Mt 12,21).

É a comunicação da presença de Cristo, em vista da salvação de todos. A proclamação do querigma tem um lugar específico na vida da Igreja. É no processo dinâmico gradual e permanente da fé que se faz o anúncio querigmático. Também é feita sua proclamação na ação litúrgica da Palavra (homilia). E, ainda, aos que não tem fé, ou aos que se afastaram dela e não a consideram uma experiência que interesse à própria vida.

A acolhida do querigma produz a salvação e a mudança das pessoas; foi o que aconteceu aos Apóstolos, com Zaqueu, com Madalena e com muitos outros.

Acolhendo o Nome, a Pessoa e o Poder de Cristo, a vida muda e, progressivamente, quem O acolheu torna-se verdadeiro cristão. O anúncio do nome de Jesus não é palavra vazia, mas proporciona o contato com o Salvador e produz uma profunda mudança de vida.

Como no início da pregação apostólica, hoje também é necessário dar testemunho do Senhor que toca a vida, a transforma, enchendo-a de alegria e de paz.  A resposta e acolhida do anúncio querigmático se expressa na conversão, que implica uma adesão à pessoa de Jesus Cristo e na disposição de segui-Lo. A conversão se expressa no arrependimento dos pecados, na aceitação do Batismo, que marca o ingresso na  Igreja, comunidade dos discípulos de Cristo, incumbida do anúncio e testemunho do Evangelho.

O encontro com Jesus Cristo suscita uma profunda experiência de fé, que confere aos discípulos uma insuperável inteligência da verdade e do amor de Deus. Uma compreensão nova ilumina suas vidas e os insere no coração amoroso de Jesus redentor (cf. Mc 15,33-39; Lc 24,13-35; Jo 20,19-29).

Só pode fazer, com eficácia e fecundidade, o anúncio querigmático quem experimenta a alegria de ser discípulo missionário; aquele que compreende que ser cristão não é ser um peso, mas um dom, pois o querigma é a Boa Nova da Vida.

Sua alegria não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e o capacita para anunciar a Boa Nova do amor de Deus.

"Conhecer Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber: tê-Lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-Lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria" (DAp. 29).






Fonte: Anúncio Querigmático e Evangelização Fundamental. CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Subsídios Doutrinais - 4ª Edição CNBB

Postado em 16/06/2012
Blog "Cristo Rei"


sábado, 15 de março de 2014

A Transfiguração


"Eu quero entrar nesta nuvem Senhor, sentir seu amor tomando conta de mim. Ouvir sua voz me dizendo assim,  a tenda eu fiz e é o seu coração. É só viver pensando em mim, imagem e semelhança templo onde eu quis morar. Se come o meu Corpo e bebe o meu Sangue, em mim pode se transformar". (Transfiguração - Dunga)


TRANSFIGURAÇÃO

Por: Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG
www.bispado.org.br


Todas as pessoas são transeuntes e passageiras pela terra. A vida passa, mas a sua dinâmica deve ser de construir uma sociedade de justiça e de paz. A injustiça e a guerra infalivelmente matam, eliminando de sua história as bênçãos divinas. Não é este o projeto do Criador porque a humanidade passa a se esquivar da real responsabilidade diante das propostas de Deus.

Não podemos entender a vida como um “ninho” de proteção e de bem-estar, sem compromisso social e de responsabilidade com o outro. É por isto que a palavra “transfiguração”, como está no cenário bíblico, implica mudança de atitudes para fazer acontecer o bem e a harmonia desejados por todos, isto é, uma vida com dignidade e respeito, de valor humano e divino.

Em tempo de quaresma, as pessoas são convidadas a ouvir atentamente o som da fraternidade, da conversão e da transformação de vida. E sabemos que não é saudável investir na realização do mal e na violência, sendo desonesto uns com os outros. Esta é uma política de destruição, trazendo consequências drásticas para a vida pessoal e social.

Interrogando-nos, como é o nosso estilo de vida, de cidadãos, de políticos, de lideranças etc.? Temos o senso e a prática da liberdade no seu verdadeiro teor, rompendo com determinadas ações egoístas, apegos exagerados em valores que não são importantes? Podemos estar construindo uma vida contra nós mesmos!

Um mundo transfigurado deve estar apoiado na certeza da não exploração e voltado para a mobilização e construção de uma sociedade totalmente nova. Isto exige perseverança das lideranças bem intencionadas, não se deixando sucumbir diante das dificuldades e nem podem ficar tímidas no cumprimento de suas verdadeiras tarefas.

A pessoa transfigurada consegue irradiar confiança e passa a agir de modo permanente e corajoso para construir a sociedade almejada. O transcurso disto se faz na simplicidade, na confiança e não no espírito de derrota. Isto significa dizer que a vida triunfa sobre a morte, porque ela é um permanente caminhar sem egoísmo e sem acomodação.


quarta-feira, 12 de março de 2014

Os Dez Mandamentos





Objetivos:

  • Compreender que, embora o homem e a mulher tenham dito não, Deus resgata o ser humano e faz Aliança com ele.
  • Entender que os mandamentos não podem ser compreendidos apenas como proibição, mas sim como projeto de uma vida saudável e frutuosa.
  • Perceber que o maior mandamento é o amor. 

Ambiente:

  • Crucifixo
  • Bíblia
  • Velas

Recursos:

  • 20 bolas de aniversário;
  • 20 tiras de papel (10 com os mandamentos e 10 com sugestões diversas);
  • Uma faixa com os dizeres: "Se amares teu Deus, se andares em seus caminhos, se observares seus mandamentos, suas leis e seus costumes, viverás e te multiplicarás". (Dt 30,16)


1. Acolhida e Oração Inicial 

  • Receber a turma com alegria e pontualidade. Fazer momento de animação, cantando músicas apropriadas.
  • Criar clima favorável para rezar. Fazer o sinal-da-cruz, lembrando que rezar é conversar com Deus.
  • Motivar: No começo de mais um encontro, lembrando o trato que fizemos no encontro passado de seguir os ensinamentos de Deus, vamos pedir a ele que nos dê força para não nos afastarmos de seus caminhos.
  • Erguer as mãos e rezar juntos: Venha, Senhor, nos fortalecer e iluminar. Venha nos dar disposição para seguir sua Palavra. Que ela nos guie no caminho da paz e nos faça felizes e fortes na fé. Venha nos proteger e guiar, para que nenhum se afaste de seus caminhos. Amém!
  • Cantar música à escolha.

2. Motivação:

  • Organize uma breve conversa entre os catequizandos sobre: o que são leis, que leis conhecem, se as leis são importantes e por que, se as leis ajudam as pessoas a serem felizes e como isso acontece, quais as leis que devemos seguir em nosso dia-a-dia e outras questões que surgirem no decorrer da conversa.
  • Ajude os catequizandos a perceber que dependendo do ambiente e situação em que nos encontramos existem "leis", regras de conduta, que devemos seguir, que nem sempre estão escritas.
  • Converse sobre as "leis" mais fáceis e mais difíceis de seguir, pedindo aos catequizandos para que deem exemplos práticos. 
  • Oriente os catequizandos para que, cada um escolha e escreva cinco leis que julgam mais importantes para que as pessoas vivam felizes
  • Peça aos catequizandos para que partilhem o que escreveram em seus livros com os colegas.

Terminada a partilha, explicar aos catequizandos que as leis não são produzidas somente pelas pessoas. Sabemos que Deus também elaborou leis, que são conhecidas como os Dez Mandamentos. Elas existem e são seguidas há mais de 2.500 anos.

Para entrarmos no nosso tema de hoje, vamos fazer uma breve recordação dos nossos últimos encontros. 

Vimos em encontro anteriores que Deus sempre suscitou pessoas para estarem à frente de seu povo e que Moisés foi uma dessas pessoas chamadas por Deus para ser mediador da libertação do Povo de Israel, após ter feito uma profunda experiência com Deus na sarça ardente.

Este povo, "Povo de Deus", marchou para a Terra Prometida. Atravessou o Mar Vermelho e andou pelo deserto. Muitas vezes, este povo duvidou da ação de Deus, temendo morrer de fome e de sede pelo caminho. Moisés foi um intercessor que sempre pediu para que não faltasse o auxílio divino.

Saindo do Egito, os hebreus atravessaram o Mar Vermelho e caminharam pelo deserto, permanecendo nele quarenta dias. Durante esta caminhada para a Terra Prometida, Deus esteve sempre presente, mas agora, de modo especial, quer fazer aliança com todo o povo, através de Moisés.

No Monte Sinai, cinquenta dias após a primeira Páscoa, aconteceu um fato muito importante: Moisés recebeu as Tábuas da Aliança, ou seja, os Dez Mandamentos. Deus se manifestou a Moisés e ao povo, dando-lhes os Dez Mandamentos que constituem a Sua Lei, a lei do amor a Deus e ao próximo.

Deus renovou o acordo com seu povo: "Eu serei vosso Deus e vós serei o meu povo!"

O povo fez uma aliança com Deus - ou seja, um compromisso - prometendo seguir os mandamentos divinos. Será que o povo sempre conseguiu cumprir direito os mandamentos de Deus? Sabemos que prometer é fácil, porém, cumprir o que se promete costuma ser bem mais difícil.


Depois de fazer aliança com Deus, prometendo seguir seus mandamentos, o povo seguiu viagem pelo deserto. Ainda ia demorar um pouco para chegar à Terra Prometida. Talvez demorasse bastante. Ninguém sabia com certeza quanto ia demorar. E, nessa incerteza, às vezes o povo ficava bastante desanimado. Num desses momentos de desânimo, enquanto Moisés subiu à montanha para rezar, o povo de Deus vacilou e trocou Deus por um bezerro de ouro (Ex 31-36,6).


O povo tinha feito um trato de seguir os mandamentos de Deus. Mas fez o trato, virou as costas e se esqueceu de cumprir a promessa. Moisés chamou a atenção do povo, mostrando seu grande erro. Deus era a pessoa mais importante para o povo. Como o povo podia ter abandonado Deus para ficar dançando diante de um bezerro feito de ouro? Mas o povo percebeu o erro que havia cometido e Deus perdoou.


Guiados pela aliança e pela lei, o Povo de Israel entrou na Terra Prometida, como vimos, não sem muitas lutas  e  até infidelidades. O povo errava, ficava infeliz; arrependido, pedia perdão, e Deus perdoava.


A gente precisa ficar de olho atento, senão a gente também trocar Deus por outras coisas e se afasta dele. E quando a gente erra, é bom consertar, aprendendo com os nossos próprios erros. Vendo o erro feio que o povo de Deus cometeu no deserto, a gente precisa ficar de olhos bem abertos. A amizade com Deus vale mais que qualquer coisa deste mundo. Sem Deus a gente jamais conquista a verdadeira felicidade.


Os mandamentos expressam a Vontade de Deus para o homem, isto é, mostram de que modo Deus quer que os homens vivam, para sermos santos e felizes.

Na semana passada começamos a falar sobre os mandamentos. Hoje vamos conhecer cada um dos mandamentos e compreender a importância da Lei de Deus em nossa vida.


3. Desenvolvendo o tema


A Lei de Deus está inscrita no coração de cada pessoa. Fomos criados por Ele e a nossa vida consiste  em buscá-lo e encontrá-lo sempre. Deus deixou em nós suas marcas  para que possamos nos governar no caminho do bem e ao mesmo tempo nos acompanha com sua graça para nos auxiliar nas escolhas pela liberdade e a felicidade verdadeira.

Deus fez um pacto de amizade, uma aliança com seu povo e, entregando a Moisés, que era o líder do povo, as tábuas contendo os mandamentos. Essas palavras resumem a lei dada por Deus ao povo de Israel no contexto da aliança. Essa lei indica o caminho seguro e feliz para viver bem e em paz com Deus, com o próximo, com a natureza e consigo mesmo.

Ao apresentar os mandamentos, traça, para cada um de nós, em particular, o caminho de uma vida livre da escravidão do pecado. Os mandamentos não podem ser compreendidos apenas como proibição, mas sim como projeto de uma vida saudável e frutuosa.

Os três primeiros falam do nosso encontro, da nossa relação com Deus. Nos sete restantes, Deus nos ensina como viver em paz e em fraternidade.

  1. Amar a Deus sobre todas as coisas. (Somente Deus deve ser adorado e ocupar o primeiro lugar na nossa vida. Ele é o Criador. Só Deus é absoluto, tudo o mais é relativo).
  2. Não tomar seu santo nome em vão. (O nome de Deus é santo, não deve ser pronunciado à toa).
  3. Guardar domingos e festas de guarda. (Participar das missas para comunhão com Deus e os irmãos. Deus está sempre à nossa espera).
  4. Honrar pai e mãe (Respeitar os pais e cuidar deles, especialmente quando estiverem idosos).
  5. Não matar (Respeitar a vida, dom gratuito de Deus. Devemos também ter cuidado para não "matar" com palavras, atitudes e omissões).
  6. Não pecar contra a castidade. (O respeito pelo próprio corpo e pelo do próximo nas relações de amizade, namoro e casamento faz o amor crescer e tornar-se verdadeiro).
  7. Não furtar (Respeitar o que é do outro. Leia a regra de ouro - Mt 7,12).
  8. Não levantar falso testemunho. (Não fale mentira, não levante calúnia, mas procure ajudar o próximo - Leia Lc 17,3-4; 19,1-10; 10,25-28).
  9. Não desejar a mulher (nem o homem) do próximo. (Respeitar o casamento, a família é o porto seguro do ser humano. Leia Lc 16,18).
  10. Não cobiçar as coisas alheias. (Admire o que é do próximo e aceite o que você tem).

Os mandamentos encontram-se no livro de Êxodo 20,2-17 e Deuteronômio 5,6-21. (O catequista pode pode comparar a formulação dos dez mandamentos que está em Ex 20 e Dt 5 e a forma que a Igreja usa hoje). Há pequenas diferenças, mas o conteúdo permanece o mesmo, tal  importância dessas leis. 

Jesus Cristo foi fiel à Lei de Deus manifestada nos Dez Mandamentos. Ele reconheceu que ela nasceu do coração de seu Pai e que estava presente ao mesmo tempo no coração de cada pessoa, por isso Ele disse: "Eu não vim abolir a Lei, mas levá-la ao cumprimento" (Mt 5.17). Assim, o que Ele fez  foi assumi-la e colocá-la no plano do amor ao doar a sua vida na cruz por nós, configurando a Nova e Eterna Aliança.


Vivenciar os mandamentos hoje significa seguir a própria orientação que Jesus Cristo deu quando lhe perguntaram sobre o maior mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo (cf. Mc 12,30-31).

Se nos amamos de fato, não queremos fazer nada que nos prejudique. Se amamos o próximo como a nós mesmos, jamais lhe faremos algo que o magoe, o machuque ou o humilhe. Sendo assim, façamos um exame de consciência para percebermos quais mandamentos não estamos praticando com eficácia. E quais os que não estão sendo vivenciados na sociedade. 



4. Atividades

  • Recorte mais ou menos 20 tiras de papel ofício e escreva em 10 deles os Mandamentos da Lei de Deus. Nos outros 10 você poderá escrever algumas atividades, como:
         1.  Os Mandamentos não estão por aqui. Continue tentando.
         2.  Você está quase perto.
         3.  Está morno. Por isso você vai ganhar uma balinha.
         4.  Leia na Bíblia o capítulo 20 de Êxodo e diga o nome do monte onde 
              Moisés recebeu os Mandamentos. Se acertar todos vocês ganharão
              um marcador de Bíblia.
         5.  Do que falam os três primeiros mandamentos?
         6.  Do que falam os sétimos últimos mandamentos?           
         7.  O que Jesus respondeu quando lhe perguntaram qual era o maior
              mandamento?
         8.  Ao apresentar os Dez Mandamentos, quais as condições que Deus 
              indica para uma vida liberta da escravidão do pecado e como um 
              caminho de vida?  
          
              Em duas fitinhas eu repeti o 1 e o 2.

(Não esqueça de partilhar as balinhas ou qualquer outro mimo com todos).

  • Resultado: Até aqui você tem 20 tiras de papel ofício. 10 delas estão marcadas com os 10 Mandamentos da Lei de Deus e as outras 10 com algumas questões ou situações, para dar continuidade ao jogo.
  • Agora você coloca essas tirinhas dentro de bolas de gás e depois enche-as, amarre-as e arrume, onde ficar melhor, no seu ambiente de encontro. Providencie um painel bem bonito. Pode ser feito de cartolina, papel 40 K, papel pardo ou outro de sua preferência, para montar um painel bem enfeitado, onde o tema deverá ser: Os Dez Mandamentos da Lei de Deus. E abaixo, numerado com dez linhas.




Explicando a dinâmica:
  • A turma deverá estar sentada em círculo. O painel deverá ficar ao lado das bolas cheias, com os papéis dentro ... Você vai pedir um catequizando para levantar e estourar a bola. Ele vai ler o que está escrito. Se for algum Mandamento, dê parabéns para ele e depois presenteie com algum mimo de sua preferência, que pode ser uma balinha ou docinho. Você vai no painel, com uma letra bem visível, e escreva o mandamento na numeração correta .... Chame o próximo catequizando, e assim sucessivamente, até que se complete o mural dos mandamentos. A ideia é que este mural fique sempre exposto, em todos os encontros, em lugar bem visível, para que todos possam ter acesso.
  • No final, explicar que gravar os Mandamentos em ordem é importante, mas o essencial é tê-los no coração, sempre respeitando os mandamentos de Deus para nossa vida!

         (Essa dinâmica eu copiei do blog de Elaine Catequista, fazendo pequenas adaptações).







5. Oração Final e Encerramento


  • Motivar: Quando o povo de Deus errou, trocando Deus por um bezerro de ouro, todos se arrependeram e Deus perdoou, para que o povo não errasse mais. Vamos, então, rezar pedindo perdão pelas vezes em que nós erramos e trocamos Deus por outras coisas.
  • Colocar a mão no coração e repetir juntos: Deus de amor, queremos pedir que o Senhor nos perdoe por todas as vezes em que trocamos o Senhor por outras coisas, em que deixamos de rezar, em que deixamos de dar valor ao Senhor. Queremos também que o Senhor coloque em nossos corações um amor muito grande e muito forte, para que nunca nos afastemos do Senhor. Amém!
  • Motivar a turma para o próximo encontro.





Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Livro Jesus, nosso Salvador (Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo)
  • Livro Iniciação à Eucaristia (Nucap)
  • Livro Nossa Vida com Jesus - Diocese de Joinville (SC) - Ed. Paulus

terça-feira, 11 de março de 2014

A Nova Aliança





Objetivo: 
  • Refletir sobre a Nova Aliança.

Ambiente:
  • Bíblia
  • Vela
  • Crucifixo

Recurso:
  • Uma aliança


1. Acolhida e Oração Inicial
  • Receber a turma com muita animação.
  • Convidar cada um para acolher os companheiros com um forte abraço, desejando-lhes a paz de Deus, pois somos todos irmãos.
  • Criar clima de silêncio para conversar com Deus.
  • Fazer o sinal da cruz.
  • Todos permanecem em pé e em silêncio. O leitor 1 e o leitor 2 proclamam o Evangelho (Lc 22,7-13) - Preparativos da ceia pascal.
  • Leitor 1: Jesus celebrou a Páscoa. Memorial da libertação em que os judeus foram libertos da escravidão do faraó e atravessaram o mar a pé enxuto. O sangue do cordeiro sacrificado foi utilizado para marcar as portas das casas dos judeus e, assim afastou a ira do anjo exterminador, também o sangue do cordeiro imolado selou a aliança que Moisés estabeleceu com Deus em nome do povo eleito.
  • Leitor 2: Jesus dá um novo significado para a Páscoa. Ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo, que sela uma nova aliança entre Deus e a humanidade com seus braços abertos na cruz.
  • Todos: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. (bis) Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.


2. Motivação

  • Mostrar aos catequizandos uma aliança de casamento.

Deixar que falem o que sabem sobre o significado das alianças que os noivos trocam quando se casam).




Nos casamentos, os noivos trocam alianças entre si, como sinal do acordo firmado, comprometendo-se as duas partes em viver o amor e a fidelidade.

  • Colocar no quadro uma faixa com os dizeres: "Eu sou o teu Deus e vocês são o meu povo".

Explicar aos catequizandos que, assim como duas pessoas se casam, se comprometem a unir suas vidas e caminhar juntas (o uso da aliança é sinal deste compromisso), Deus também fez uma Aliança com seu povo para caminhar com Ele.

Nos casamentos, os noivos trocam alianças entre si, como sinal do acordo firmado, comprometendo-se as duas partes em viver o amor e a fidelidade.




Deus também gosta de fazer acordos com o seu povo: desde o princípio, Deus se comunicou, revelou o seu amor, a sua graça e a sua vontade, pedindo a fidelidade aos seus mandamentos. O mesmo nome dado ao anel de uma pessoa casada é aplicado ao acordo que Deus realiza, ou seja, a aliança.





Vejamos as alianças de Deus com o povo:

  • A Criação, apesar de não receber o nome de aliança, foi a primeira manifestação do amor de Deus para com a humanidade. Deus ofereceu tudo o que foi criado ao homem e mulher (Gn 1,28ss). Mas já no princípio, percebemos o que seria uma marca da História da Salvação: apesar da benevolência de Deus, o ser humano nem sempre seria fiel com o Projeto de Deus e, desde então, a história humana foi marcada pelo pecado (Gn 3).
  • Deus fez uma aliança com Noé, permitindo que os seus filhos formassem as nações do mundo e prometendo não mais devastar a terra com o dilúvio (Gn 9,8-17).
  • No Livro do Gênesis, Abraão se comprometeu em guardar a aliança , recebendo a promessa de uma multidão de nações (Gn 17,1-14).
  • Deus estabeleceu uma aliança com Moisés. Pediu a observância de suas leis (Dez Mandamentos) e prometeu ter o seu povo como nação escolhida: "Agora se realmente ouvirdes minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida entre todos os povos" (Ex 19,5).




Quando lemos o Antigo Testamento vemos que apesar de todo o empenho de Deus, o povo não cumpriu a sua parte. Muitas foram as infidelidades. Mas, Deus sempre dá uma nova oportunidade e nunca desiste dos seus.

Duas ideias muito importantes devem ficar claras quando tratamos da aliança e das histórias dos grandes personagens da Bíblia:
  1. Relação de diálogo entre Deus e as pessoas: Deus sempre toma a iniciativa. Deseja sempre mostrar o seu amor e a sua vontade para que sejamos felizes; Ele está do nosso lado e se compromete com a nossa vida. Sempre podemos estar abertos ao diálogo e à amizade com Deus. Isto está na base  de qualquer aliança divina.
  2. A aliança é um dom e uma tarefa: ao mesmo tempo em que a aliança revela a iniciativa e a bênção divina, exige de cada um de nós um esforço para cumprirmos aquilo que Deus nos propõe.


3. Desenvolvendo o tema

Conforme já vimos, durante muito tempo, Deus foi preparando o seu povo para receber Jesus, o Salvador. Chamou algumas pessoas, que se tornaram suas amigas, para que falassem em seu nome. Deus fez aliança com os patriarcas: a Abraão, prometeu uma descendência maior que o número de estrelas no céu! Através de Moisés, libertou o povo do cativeiro do Egito e deu sua Lei!

Dentre esses amigos, alguns foram Profetas que falavam em nome de Deus e anunciavam a vinda do Salvador. Depois dos patriarcas, Deus enviou os profetas para anunciarem sua palavra ao povo.

Depois que o povo israelita voltou para a Palestina, a Terra Prometida, o povo de Israel passou por momentos de união, de lutas e até de divisão do próprio reino.

O povo tentou libertar-se das dominações estrangeiras, mas nada conseguiu. A sua única esperança estava baseada na promessa da vinda do Messias. Ele deveria ser o enviado de Deus para libertar o seu povo. Sendo consagrado (ungido) pelo próprio Deus, deveria ter força e poder.

No tempo de Jesus, os habitantes da Palestina esperavam a chegada do Messias que devolveria à nação, o esplendor dos tempos de Davi e Salomão.

Deus cumpriu a promessa de enviar seu Filho ao mundo para nos salvar. Após uma longa preparação de seu povo, Deus escolhe uma virgem chamada Maria e envia o Anjo Gabriel para anunciar que ela seria a Mãe do Salvador.

Jesus, o Salvador da humanidade, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Ele, o Filho Eterno do Pai, se encarnou no seio da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo e viveu sua vida humana, semelhante a nós em tudo, menos no pecado.

A narração da vida de Jesus, seus ensinamentos, milagres, paixão,morte e ressurreição, encontram-se nos quatro Evangelhos: o de Mateus, de Marcos, de Lucas e de João.

Os Evangelhos pertencem ao Novo Testamento. Eles nos falam da nova e eterna aliança que Deus fez com seus filhos, através de Jesus Cristo.

Nenhum acordo entre Deus e o seu povo se igualou com a aliança feita em Jesus Cristo. Nele foi estabelecida "uma nova e eterna aliança" como o padre diz na missa, na consagração do sangue de Cristo (Lc 22,20;  Mt 26,27;  Mc 14,24). 

Jesus é o mediador da nova aliança (Hb 9,15). Agora o ser humano foi totalmente fiel a Deus, ou seja, Jesus Cristo - que é Deus feito homem - cumpriu toda a vontade do Pai até o fim, doando a sua vida, derramando o seu sangue. Depois desta aliança, não é necessária nenhuma outra. Em Jesus Deus disse e fez tudo, o máximo, deu a vida pela nossa salvação.


Aprofundamento:

  • Retome a celebração da Páscoa antiga e explique que Jesus a celebra e lhe dá um novo sentido. Situe a morte de Cristo no contexto pascal, em que sua vida nos é dada para a salvação da humanidade. É o memorial do seu amor levado às últimas consequências, por isso, é igualmente sinal do amor, doação e ajuda ao outro, até o ponto de ser humilhado lavando os pés dos seus discípulos.
  • Jesus seguindo o costume de seus irmãos judeus, todos os anos celebrava a Páscoa como memória dos acontecimentos do Êxodo, em que se deu a fuga da  escravidão do Egito. A celebração ritual da Páscoa judaica é substituída pela eucaristia: Fazei isto em memória de mim. Esta é a celebração sacramental nova, memorial do novo êxodo pascal de Cristo.
  • Jesus celebrou a Páscoa com um novo sentido. Ele tomou os elementos da Páscoa e aplicou-os a si mesmo. Isso aconteceu às vésperas de ser entregue e condenado à morte. Antecipadamente, ele celebrou em forma de ceia pascal o que iria acontecer no calvário no dia seguinte.
  • Nessa ceia se bendisse a Deus sobre o pão sem fermento que era partido e distribuído. Jesus viu nesse gesto o sacrifício do seu corpo imolado na cruz e dado como alimento. Nela, tomava-se vinho e comia-se o carneiro sacrificado, cujo sangue selou a primeira aliança entre Deus e o povo, além de ter poupado da morte os primogênitos. Jesus é o novo cordeiro que tira o pecado do mundo, seu sangue redentor derramado na cruz perdoa todo o pecado.
  • Sua morte é Páscoa, mostra a intervenção do Pai que salva a humanidade pelo amor de seu filho levado às últimas consequências. Jesus, o Filho de Deus encarnado, entende a sua vida e a sua missão como serviço de amor à humanidade. Ele se doa inteiramente. Essa doação é a concretização do seu amor. Antes da festa da Páscoa, sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 13,1).





4. Leitura: 1 Cor 11,25; Mt 26,26-29

Como vimos, Jesus todos os anos celebrava a Páscoa como memória dos acontecimentos do Êxodo, seguindo o costume de seus irmãos judeus.

A antiga festa da Páscoa celebrava não apenas o aniversário da saída da escravidão do Egito, mas também a Aliança feita no Monte Sinai, quando Deus deu os Dez Mandamentos. 

Agora Jesus celebra a Páscoa com um novo sentido. Às vésperas de ser entregue e condenado à morte, ele tomou os elementos da Páscoa e aplicou-os a si mesmo. Ele celebrou em forma de ceia pascal o que iria acontecer no calvário no  dia seguinte. 

Ao celebrar Nova Páscoa, com seus amigos, os apóstolos, Jesus faz uma Nova Aliança com o povo.


Esta aliança de Jesus com a humanidade teve seu ponto alto com sua morte e ressurreição. Esta á a Páscoa de Jesus, que trouxe para toda a humanidade a passagem da escravidão do pecado para a liberdade de filhos de Deus, muito maior e mais profunda do do que a Páscoa dos hebreus.

Na Nova Aliança, celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. 

Celebramos também a Nova Aliança, feita por Jesus, selada com seu sangue. Esta Aliança é feita para sempre e para toda a humanidade, sem distinção de nação (país), de raça e de cor.

Apesar desta Nova Aliança, nós, muitas vezes, nos afastamos de Jesus, esquecemos o seu amor e nos tornamos escravos uns dos outros.

Vivemos no meio de tantas divisões e injustiças:
  • ricos e pobres, desempregados, gente passando fome, doentes sem dinheiro para comprar remédios, muitas crianças sem escolas porque não podem comprar material escolar ...
  • e muitas vezes, nós nos afastamos das pessoas que sofrem, não querendo ser amigos delas ... às vezes, temos até condições de ajudar as pessoas, mas não queremos ajudá-las.

Conversando:

Páscoa é a passagem da morte à vida. Significa morrer para o comodismo, a preguiça e a mentira, doando a própria vida, como Jesus. Assim, vamos nos esforçar para sermos mais solidários com os colegas, ter espírito, ter vontade e atitudes de colaboração e serviço. Nossos pais trabalham muito para que não nos falte o necessário em casa. E nós, em que contribuímos? Jesus vai adiante de nós e doa toda a sua vida. 

Anualmente, na Quinta-Feira Santa, a Igreja celebra a missa da Ceia do Senhor, na qual comemoramos Jesus que nos entrega o mandamento e o sacramento do amor.


5. Atividades


  • Dividir a turma em dois grupos. Confeccionar dois cartazes, um com as alianças unidas e outro com as alianças separadas. Pedir para os catequizandos escreverem no cartaz das alianças unidas, as coisas que nos fazem manter a aliança com Deus. E no cartaz com as alianças separadas, coisas que nos fazem "quebrar" a aliança com Deus.
        (Copiei essa ideia no Blog "Jardim da Boa Nova". Achei interessante!)


6.  Oração Final e Encerramento


Catequista:  Ó Pai querido, como é grande a nossa alegria, pois Tu amas todas
                   as pessoas do mundo e és muito bom para nós.

Todos       :  Louvado seja o Pai que nos ama e quer bem!

Catequista:  Queremos agradecer, acima de tudo e  em  primeiro lugar,  porque 
                   nos  deste  Teu Filho  Jesus  Cristo,  nosso  Salvador.  Ele  veio  ao
                   mundo, porque as pessoas se afastaram de Ti  e  não se  entendem
                   mais. Iniciemos nossa celebração cantando:

                   (canto à escolha)

Criança 1  :  Jesus  veio  para  nos  salvar:   curou   os   doentes,   perdoou   os
                   pecadores.  Mostrou  a  todos  o  Teu  amor,  ó   Pai:   acolheu    e 
                   abençoou as crianças.

Todos       :   Louvado seja Teu Filho Jesus, amigo das crianças e dos pobres.

Criança 2  :  Ele veio nos ensinar a amar a Ti,  ó Pai,  como  filhos  e  filhas   e
                   amar-nos uns aos outros, como irmãos e irmãs.

Todos        :  Estamos alegre, ó Pai e te agradecemos.

Criança 3   :  Jesus veio tirar do coração  a  maldade  que  não  nos  deixa  ser 
                    amigos e amigas e viver o amor que  faz  a  gente  ser  feliz.  Ele 
                    prometeu  que  o  Espírito  Santo  ficaria  sempre  em  nós  para 
                    vivermos como filhos e filhas de Deus.

Todos         :  Bendito sejas, Senhor Jesus!

Catequista  :  Por tudo isto, queremos vos agradecer, cantando (o mesmo canto
                     ou outro, à escolha do grupo). 

                    






Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Livro Somos Povo de Deus, do Padre Orione Silva e Solange Maria do Carmo. 
  • Livro Que alegria, encontrei Jesus! (Arquidiocese do Rio de Janeiro)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Deus Caminha com a Gente






Objetivos:

  • Perceber que Deus caminha conosco, com a nossa família, com as comunidades;
  • Entender o que é um pacto de amizade e aliança;
  • Falar da Aliança que Deus fez com o povo para libertá-lo da escravidão.


Ambiente:

  • Bíblia
  • Vela
  • Flores


Recursos:

  • Uma aliança;
  • Preparar faixas com as seguintes frases:
  1. Deus criou o mundo bonito e cheio de coisas lindas e nele colocou o homem e a mulher.
  2. O homem e a mulher se afastaram de Deus pelo pecado, e nasceu a desunião.
  3. Deus não abandona o ser humano; escolhe Abraão para ser o Pai de seu povo.
  4. O Povo de Deus sofre opressão; Deus o liberta por meio de Moisés.
  5. Para que o povo não seja mais escravo, Deus faz com ele uma Aliança e lhe dá os Dez Mandamentos.
  6. O povo se esquece de Deus e peca. Volta a opressão. O povo chora e se arrepende. Deus escolhe homens para libertar o povo: Juízes e os Profetas.
  7. João Batista prepara o caminho para o Messias que quer morar em nosso meio.
  8. Deus escolhe Maria, uma mulher simples, do povo, para ser a Mãe do Salvador.


1. Acolhida

  • Acolher a todos com alegria. Cantar música animada. Sugerimos a nº 6 do CD do Livro Deus é Amor, do Padre Orione Silva.
  • Convidar para a oração inicial, criando clima de silêncio.
  • Convidar para fazer preces espontâneas, pedindo a Deus que abençoe a todos, dando paz, alegria e tudo o que é importante para a gente ser feliz. Fazer preces em forma de ladainha. Cada criança lembra alguém que precisa dos cuidados de Deus e todos respondem: "Toma conta, Senhor! Sugerimos:
           - De nossas famílias;
           - De nossos amigos;
           - De todas as crianças;
           - De todos os que sofrem;
           - De todos os idosos etc.
  • Repetir todos juntos, de mãos erguidas: Ó Deus de amor, Pai de Jesus e nosso Pai querido, cuida de todas as pessoas. Que que todas tenham muita paz e muita alegria, e que todas se sintam amadas pelo Senhor.  Estamos felizes, pois sabemos que o Senhor é um pai bondoso, que sempre cuida de nós com amor. Por isso, queremos viver como seus filhos amados, sempre unidos ao Senhor.  Nós confiamos ao Senhor nossa vida e pedimos força para a nossa caminhada na catequese. Amém!"
  • Cantar algo animado. Pode ser a nº 4 do Livro Somos Igreja, do Padre Orione Silva.


2. Motivação

  • Mostrar aos catequizandos uma aliança de casamento. Deixar que eles falem o que entendem sobre a aliança, o que ela significa.
  •  Para entender melhor o que é Aliança, vamos ouvir uma história.


3. História: A Aliança

(Pode ser feita uma encenação com a história).

Um dia, Fafá estava na cozinha e observou sua mãe que estava cozinhando, de repente, pegou a mão da mãe e disse:

Fafá - Mãe, o que é isto?

Mãe - Isto é uma aliança.

Fafá - Uma aliança?

Mãe - Claro! Cada vez que olho para ela penso no seu pai que está trabalhando longe daqui, para que a gente tenha o que comer ...

Fafá - Foi o papai que te deu esta aliança?

Mãe - Sim ... E eu também dei uma aliança para ele. É para a gente se lembrar um do outro.

Fafá - E quando foi que você deu esta aliança para o papai?

Mãe - Foi no dia do nosso casamento. Eu disse para ele: "João, recebe esta aliança como sinal de meu amor e de minha fidelidade". E ele me disse: "Maria, recebe esta aliança como sinal do meu amor e de minha fidelidade".

Fafá - Mãe, você nunca quis tirar esta aliança do dedo?

Mãe - Claro que sim. Às vezes fico com raiva porque seu pai foi trabalhar tão longe ... mas depois penso que ele fez isso por amor a gente. Então, esta aliança me ajuda ... e é como se ele estivesse aqui, bem perto da gente.

Fafá - Você vai ficar sempre com esta aliança?

Mãe - Claro que sim. Mas tem pessoas que esquecem o  dia do seu casamento, esquecem desta promessa de amor e de fidelidade, e um dia deixam o esposo ou a esposa e o seus próprios filhos para ir atrás de outras pessoas ... Parece até que elas copiam as novelas da televisão.

Fafá - Mãe, você não vai deixar a gente, não é?

Mãe - Claro que não!






3. Desenvolvendo o tema


Como vimos na história, a aliança representa um compromisso de amor e fidelidade entre duas pessoas que se amam.

Assim como duas pessoas se casam, se comprometem a unir suas vidas e caminhar juntas (o uso da aliança é sinal deste compromisso), Deus também fez uma Aliança com seu povo para caminhar com Ele.

Vamos ver como aconteceu essa Aliança:

Nós já vimos que o nosso Deus não é um Deus que fica tranquilo, trancado no céu, bem sossegado, sem ligar para a nossa vida e nossos problemas. Deus nos criou para vivermos felizes e unidos a ele. Nosso Deus vive entre nós. Mas nem sempre o homem caminha com Deus; às vezes prefere agir sozinho.

Após o pecado de Adão e Eva, Deus não abandonou a humanidade, mas prometeu um Salvador. Este Salvador nasceu de um povo especial, formado por Deus. Para começar este povo, Deus chamou um homem. Seu nome era Abrão.

Abrão morava num país onde muitos adoravam deuses falsos, mas ele era bom e conheceu e adorou o único Deus verdadeiro. Deus prometeu que lhe daria um filho, mesmo em sua velhice. Desse filho surgiria o povo eleito de Deus, no qual nasceria  o Salvador do mundo, Jesus. Prometeu também que este povo teria uma terra boa para se viver.





Obediente e cheio de fé, Abrão põe-se a caminho da terra prometida, levando sua mulher Sara, seu sobrinho Lot, seus empregados e seus animais.

Deus fez com Abrão uma aliança, um compromisso de amor. A Bíblia nos diz: "Faço Aliança contigo e com tua prosperidade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que Eu seja o Teu Deus e o Deus de tua prosperidade." (Gn 17,57).

Abrão acreditou em Deus e Deus o abençoou. Por ter acreditado nele, Abrão teve o seu nome mudado para Abraão, que significa "Pai de muitos povos". Abraão e Sara tiveram um filho chamado Isaac. Isaac casou-se com Rebeca e teve dois filhos: Esaú e Jacó. Jacó teve doze filhos que deram origem ao povo hebreu, o povo de Israel.

Abraão, Isaac e Jacó são os patriarcas, isto é, os primeiros pais do povo de Israel.

Abraão foi chamado por Deus para ser o Pai do Povo Escolhido, de onde nasceu o Salvador Jesus. Deus fez uma aliança de amor com Abraão e, por ele, com todos os seus descendentes.

O povo hebreu, iniciado com Abraão, Isaac e Jacó, continuou a crescer. Algum tempo depois, este povo deixou a Terra Prometida para morar no Egito, onde se multiplicou muito e, por isto, foi escravizado, sendo obrigado a executar trabalhos pesados e sofrendo muito. O povo orava, pedindo a Deis que o libertasse da escravidão. Deus ouviu a oração do Seu povo e escolheu Moisés, um israelita, para ajudar o Seu povo a sair do Egito.

Um dia, Moisés estava no deserto, quando viu um espinheiro que queimava, mas não se consumia. Foi diante desta sarça ardente que Deus falou a Moisés: "Moisés, Moisés! Não te aproximes daqui! Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa. Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, de Isaac e o Deus de Jacó." (Ex 3,4-6).





Moisés foi ao Faraó, rei do Egito, pedir a libertação de seu povo. O Faraó não concordou em deixar o povo partir.





Depois de muitos sinais do poder de Deus, chegou o momento da partida do povo hebreu.






No dia marcado para a saída, Deus pede que eles façam uma ceia, matando um cordeiro por família, para alimentar-se, e que usem o sangue para marcar suas portas. Diz ainda que o Anjo de Deus passará pelo Egito para manifestar o poder de Deus que salva o oprimido.





Na noite da passagem do Anjo, aconteceu a Páscoa dos judeus. E todos os anos eles ainda comemoram a Páscoa, lembrando a passagem da escravidão do Egito para a liberdade, rumo à Terra Prometida.

Saindo do Egito, os hebreus atravessaram o Mar Vermelho e caminharam pelo deserto, permanecendo nele quarenta anos.






Durante esta caminhada para a Terra Prometida, Deus esteve sempre presente, mas agora, de modo especial, quer fazer aliança com todo o povo, através de Moisés.

Cinquenta dias após a primeira Páscoa, no Monte Sinai, Deus se manifestou a Moisés e ao povo, dando-lhes os Dez Mandamentos que constituem a Sua lei, a lei  do amor a Deus e ao próximo. Os mandamentos expressam a Vontade de Deus para o homem, isto é, mostram de que modo Deus quer que os homens vivam, para serem santos e felizes.







Os mandamentos da lei de Deus são:

I - Amar a Deus sobre todas as coisas.
II - Não tomar seu santo nome em vão.
III - Guardar domingos e festas de guarda.
IV - Honrar pai e mãe.
V - Não matar.
VI - Não pecar contra a castidade.
VII - Não furtar.
VIII - Não levantar falso testemunho.
IX - Não desejar a mulher do próximo.
X - Não cobiçar as coisas alheias.


No dia seguinte, Moisés celebrou a aliança de Deus com o seu povo.

Moisés foi escolhido por Deus para libertar o povo e conduzi-lo à grande aliança com Deus.

Depois que o povo israelita voltou para a Palestina, a Terra prometida, muitas coisas aconteceram. Houve o tempo dos Juízes, dos Reis, dos Profetas. O povo de Israel passou por momentos de união, de lutas e até de divisão do próprio reino.

Sofreram perseguição de outros povos, mas Deus lhes dava a certeza de que estava sempre com eles.

Toda essa história do povo de Israel, que está na Bíblia, chama-se História da Salvação. No Antigo Testamento vemos como Deus preparou os homens para receberem o seu Filho Jesus, nosso Salvador.

Tudo o que a Bíblia conta e aconteceu antes da vinda de Jesus, chama-se Antigo Testamento ou Antiga Aliança. São quarenta e seis da Bíblia que falam da preparação do povo hebreu para a vinda do Salvador.

Toda a história do Antigo Testamento é conduzida para Jesus Cristo. O Antigo Testamento, portanto, prepara o caminho de Cristo. Jesus é o centro da Bíblia.

O povo de Israel esperava um Salvador, pois nunca viveu livre dos inimigos. Então, Deus cumpre todas as promessas  do Antigo Testamento, enviando Seu Filho Jesus ao mundo, não só para libertar o povo de Israel, mas toda a humanidade da escravidão do pecado.

A narração da vida de Jesus, Seus ensinamentos, milagres, paixão, morte e ressurreição, encontram-se nos quatro Evangelhos: o de Mateus, de Marcos, de Lucas e de João.

Os Evangelhos pertencem ao Novo Testamento. Eles nos falam da nova e eterna aliança que Deus fez com os seus filhos, através de Jesus Cristo. Jesus veio ao mundo para nos salvar. Deus cumpre sua promessa enviando seu Filho Jesus ao mundo, não só para o povo de Israel, mas como Salvador de toda a humanidade. Assim, depois de Jesus, não é necessário nenhuma nova aliança.

Esta aliança de Jesus com a humanidade teve seu ponto alto com sua morte e ressurreição. Esta á a Páscoa de Jesus, que trouxe para toda a humanidade a passagem da escravidão do pecado para a liberdade dos filhos de Deus, muito maior e mais profunda que a Páscoa dos hebreus.



4. Leitura: Ag 2,5



"Prometi que o meu Espírito moraria entre vocês, por isso não fiquem com medo."







Conclusão:

Deus quer fazer uma Aliança com o seu povo, isto é, deseja reunir o povo para caminhar com Ele, para que, nunca mais o povo seja escravo de ninguém. Deus se compromete a ajudar seu povo: "Eu serei o teu Deus e tu serás o meu povo." (Ex 6,7)

O homem, por sua vez, aceita a amizade de Deus e promete aderir à sua vontade.

Na Bíblia encontramos o que aconteceu com a Aliança. Ela nos mostra duas coisas:



- Deus nunca falha. Sempre ama a gente apesar de esquecermos da Aliança.


- O homem falha, desobedece, quebra a Aliança. Por isso:
  • Se afasta de Deus, se faz escravo e escraviza outros homens;
  • provoca divisões: ricos, pobres, brancos, negros, jovens e velhos ...;
  • mata ou maltrata os irmãos;
  • mata as crianças inocentes ... (ver exemplos de hoje).

- nosso compromisso:
  • Procurar não perder a amizade de Deus (o catequista deverá explicar como isto se realiza).
  • Observar as coisas no bairro, na escola e em outros lugares: ver o que faz perder a amizade de Deus.



Finalizando, distribuir para os catequizandos as  frases já preparadas.


5. Atividades

  • Pedir aos catequizandos que façam um desenho de acordo com a frase que receberam.
  • Fazer cartazes com os desenhos dos catequizandos.
  • Copiar as frases dos cartazes e escrever uma frase sobre o Encontro de hoje.
  • Escolher oito catequizandos e pendurar neles as oito frases preparadas no início.
  • Deixar que eles mesmos se organizem, conforme a sequência da História da Salvação. Os que ficarem fora da brincadeira deverão observar o jogo.


6. Oração Final e Encerramento

  • Refletir e cantar: "O povo de Deus, no deserto andava ...".
  • Fazer uma celebração da Aliança. Apresentar um símbolo da Aliança, como: anel, papel com algum escrito ("palavra de honra", "eu prometo", "de verdade" ...).
  • Colocar esses símbolos em cima de uma Bíblia aberta, prometendo fidelidade a Deus.
  • Agradecer a Deus as graças que recebemos na catequese e agradecer os nossos pais por nos terem batizado, tornando-nos cristãos.
  • Terminar rezando a oração que Jesus nos ensinou.








Fontes:


  • Bíblia Sagrada
  • Livro Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)
  • Livro Somos Povo de Deus (Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo)