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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Abraão - O Amigo de Deus




Hoje tivemos o nosso primeiro encontro do ano. Estava com muita saudade da minha turminha, dos meus anjinhos!
Foi muita boa a catequese de hoje! Falamos de Abraão, homem obediente e cheio de fé, escolhido por Deus para ser o pai do povo eleito, de onde nasceu o Salvador Jesus.
Durante as férias, preparei com carinho este encontro. Pesquisei, estudei, fiz os cartazes. Mas, ontem, surgiu uma certa insegurança. Fiquei pensando se saberia expor tudo o que havia programado para falar com as crianças, de uma maneira que eles entendessem (quando isso acontece, sempre lembro das palavras do Senhor a Moisés: "Vai, que eu estarei com tua boca e te ensinarei o que deverás dizer" (Ex 4,12); e a Jeremias: "Eu ponho minhas palavras na tua boca" (Jr 1,9).
Iniciei o encontro com alegria (não antes de ir até ao Sacrário, pedir ao Senhor, sabedoria divina!). E, assim, com o auxílio do Espírito Santo, tudo se desenrolou maravilhosamente bem!  As crianças, muito interessadas, participaram ativamente, e, no final, tive a certeza de que entenderam tudo direitinho! E eu, mais uma vez, fazendo uma auto-avaliação, muito satisfeita com a evolução do meu aprendizado. Tenho notado que, ao passar o que estudei para as crianças, as coisas clareiam, e acabo entendendo mais e até descobrindo alguns pontos (detalhes) que não havia percebido. Como tenho aprendido ensinando! 
Como é bom falar das coisas de Deus para os pequeninos!  
Obrigada, meu Deus, pelo dia de hoje!






Objetivos:

  • Reconhecer Abraão como o pai do povo de Israel;
  • Apresentar o conceito de aliança como compromisso de amor entre Deus e Abraão e, através de Abraão, com todo o povo de Israel;
  • Suscitar o desejo de imitar a fé, a obediência e a confiança de Abrão diante da vontade de Deus.


Ambiente: 

  • Forre a mesa com toalha branca; em seu centro, coloque um crucifixo e uma flor. Deu um lado, coloque uma Bíblia; de outro, uma vela e apenas o Novo Testamento. Faça dois círculos com material chamativo, como, por exemplo, papel crepom. Coloque um na Bíblia e o outro na vela e no Novo Testamento. Enquanto prepara o ambiente, cantar a música nº 21 do CD do Livro Somos Povo de Deus, do Pe. Orione Silva, ou outra à escolha.







1. Acolhida e Oração Inicial


  • Receber a turma carinhosamente, dando atenção a todas as crianças.
  • Disponha as cadeiras em semicírculo.
  • Enquanto prepara o ambiente, cantar a música nº 21 do CD do Livro Somos Povo de Deus, do Pe. Orione Silva, ou outra à escolha.
  • A seguir, dar as mãos, fazendo uma roda. Fazer silêncio.
  • O catequista motiva a oração, dizendo: Este ó nosso primeiro encontro neste ano. É uma alegria muito grande para nós começar nossa catequese assim unidos e permanecer unidos o ano todo. Vamos, então, rezar, pedindo a Deus que nos venha abençoar.
  • Repetir juntos: Ó Deus de amor, nós estamos reunidos para começar mais um ano de catequese. Durante este ano, nós vamos aprender muitas coisas boas para a nossa vida. Por isso, nós pedimos que o Senhor venha nos abençoar, para que tudo corra bem em nossa catequese. E nós prometemos também fazer um grande esforço para aprender tudo o que o Senhor deseja nos ensinar durante este ano. Amém!"


2. Motivação


  • Convidar a turma a se sentar.  Pedir que as crianças localizem na Bíblia o Salmo 1 - Os dois caminhos. Pedir que leiam, cada versículo, na seguinte ordem:

Meninas:

Feliz o homem que não vai ao conselho dos injustos
Não para no caminho dos pecadores,
Nem se assenta na roda dos zombadores.


Meninos:

Pelo contrário, seu prazer está na lei de Deus,
E medita sua lei, dia e noite.


Meninas:

Ele é como árvore plantada junto d'água corrente:
Dá fruto no tempo devido, e suas folhas nunca murcham.
Tudo o que ele faz é bem-sucedido.


Meninos:

Não são assim os injustos! Não são assim!
Pelo contrário, são como palhas que o vento arrebata ...


Meninas:

Por isso os injustos não ficarão de pé no julgamento,
Nem os pecadores na assembléia dos justos.


Todos:

Porque o Senhor Deus conhece o caminho dos justos,
Enquanto o caminho dos injustos perece.



Em seguida, com os catequizandos, reflita um pouco sobre a mensagem:

  • Quem são os injustos no mundo de hoje?
  • Quem são os justos?
  • O que acontece com os ímpios?
  • E com os justos?
  • Qual o caminho que queremos seguir?


3. Desenvolvendo o Tema



Já sabemos muitas coisas sobre Jesus - o Filho de Deus, que veio ao mundo para nos ensinar as coisas bonitas de Deus. Mas, sabemos que muito antes de Jesus nascer, já existia um povo que tinha sede de Deus e sonhava com uma vida melhor. Neste ano, nós vamos conhecer mais um pouco da história desse povo, que viveu antes de Cristo. Essa história começa com Abraão.

  • Acenda a vela e convide os catequizandos a observar a mesa. Em seguida, explique as alianças que Deus fez com a humanidade.

Muitas vezes e de muitos modos, Deus revelou seu amor às pessoas, nas maravilhas da natureza, cuidando de toda a humanidade e falando ao seu povo eleito, os judeus.

Durante muito tempo as pessoas foram transmitindo umas às outras como Deus se manifestava. Faziam isso de forma oral, isto é, através de conversas nas famílias e nos grupos. Depois de alguns séculos, homens guiados pelo Espírito Santo, começaram a escrever a Palavra de Deus, deixando registrada, de outra forma, a revelação que Deus fazia aos homens e a experiência que eles faziam d'Ele. No início, escreviam em folhas de uma planta chamada papiro, ou em rolos de pele de carneiro. Com o passar do tempo, esses rolos foram reunidos e formaram a Sagrada  Escritura ou Bíblia Sagrada, coleção de livros que contém a Palavra de Deus, isto é, a carta de amor e sabedoria que Deus dirige aos homens de todas as épocas.


Na Bíblia temos duas coleções de Livros Sagrados:

Antigo Testamento ou Antiga Aliança, feita antes do nascimento de Jesus. São quarenta e seis livros que contam como Deus preparou os homens para receberem seu Filho Jesus, nosso Salvador.

Novo Testamento ou Nova Aliança, feita com os homens através de Jesus. São vinte e sete livros que nos falam da vida e da boa-nova de Jesus Cristo, de sua morte e ressurreição e de como viveram os primeiros cristãos. Jesus  é o centro da Bíblia.

A Bíblia nos apresenta como o plano de Deus se desenvolveu através da História, que, por isso, se chamou História da Salvação.


Para conversar com os catequizandos:

  • Nosso Deus não é um Deus que fica tranquilo, trancado no céu, bem sossegado, sem ligar para a nossa vida e nossos problemas.
  • Deus nos criou para vivermos felizes e unidos a Ele. Nosso Deus vive entre nós.
  • Nem sempre o homem caminha com Deus; às vezes prefere agir sozinho.
  • A Bíblia conta a história do encontro e dos desencontros do homem com Deus.
  • A Bíblia é o livro que conta a nossa história.
  • Deus escolheu pessoas para realizar os seus planos. Tudo isso foi uma longa caminhada, que durou muito tempo.
  • Deus queria viver a própria vida do homem, sentir o que ele sente, chorar, rir, brincar, comer, trabalhar ... como homem e junto os homens.
  • A seguir, mostrar aos catequizandos uma "aliança" de casamento.
  • Deixar que eles falem o que entendem sobre a aliança, o que ela significa.
  • Explicar aos catequizandos que, assim como duas pessoas se casam, se comprometem a unir as suas vidas e caminhar juntas (o uso da aliança é sinal deste compromisso), Deus também fez uma Aliança com seu povo para caminhar com Ele.


    Vamos ver como aconteceu esta Aliança:


Após o pecado de Adão e Eva, Deus não abandonou a humanidade, mas prometeu um Salvador. Este Salvador nasceu de um povo especial, formado por Deus.

A Bíblia nos conta que Deus fez uma aliança com um homem chamado Abraão. Este homem foi chamado por Deus a sair de sua terra para que seus filhos formassem um povo numeroso. Assim começa a história do povo de Israel: Abraão aceitou o convite, o chamado de Deus, e caminhou com a sua família até a Terra Prometida.

Neste ano, nós vamos conhecer um pouco mais da história desse povo, que viveu antes de Cristo. Como disse, essa história começa com Abraão.


- Quem foi Abraão?

Abraão era caldeu, vivia na cidade de Ur, na Caldéia (hoje é a região do Iraque), quando foi chamado por Deus, por volta de 1850 a.C. Em Ur, prestava-se culto aos deuses do céu; as divindades eram identificadas com os astros. Cada cidade, e até cada família, tinha seu deus protetor. Abraão já tinha idade avançada, mas não tinha filho, pois sua mulher Sara era estéril.


- O que Deus pede a Abraão?

Deus pede a Abraão que creia n'Ele, Deus único e verdadeiro. Pede também que deixe sua terra, rompendo com a civilização das ricas cidades comerciais, a fim de se encaminhar em direção à Terra que lhe prometera.


- Qual a promessa que Deus fez a Abraão?

  • Uma descendência numerosa;
  • Uma nova terra onde viverá o povo de Deus.

- Que significado tem essa passagem (Gn 12,1-9) para nós, hoje?

  • Saber que Abraão é o nosso Pai na fé, Pai dos crentes;
  • O grande descendente de Abraão é Jesus, o Filho de Deus;
  • Hoje, o novo povo de Deus é a Igreja;
  • Como Abraão, devemos responder ao plano de Deus com fé, obediência e amor.

Vamos conhecer um pouco sobre a vida de Abraão hoje.



4. História

Gn 12,1-5

Há muitos e muitos anos, numa terra distante daqui, vivia um homem sonhador que se chamava Abraão. Ele tinha uma esposa que se chamava Sara. Os dois estavam bem envelhecidos, mas não possuíam filhos.



Abraão e Sara viviam com seus parentes. Era um povo pobre, que ganhava a vida criando ovelhas. Eles viviam num país que até era bastante rico. Havia muitas pessoas bem de vida. Mas Abraão e seus parentes viviam com dificuldades, principalmente porque não tinham terra com fartura para criar suas ovelhas. E criar ovelhas gasta muita terra, para fazer pastagens.
Então, aquele povo não tinha lugar fixo. Vivia aqui e ali, à procura de terras melhores para abrigar o rebanho. Quando acabava a pastagem num lugar, eles levavam o rebanho para outro. E assim iam vivendo.
Muitos deles, mesmo não estando satisfeitos com aquela vida, acabavam aceitando as coisas do jeito que eram. E pensavam assim: "A vida está difícil, mas é assim mesmo. Pobre não tem vez, a gente tem de aceitar e se conformar."
Mas Abraão era um homem sonhador. Ele não se conformava e vivia pensando em buscar uma vida melhor. Abraão conversava com Sara e dizia que tinha uma grande vontade de melhorar de vida e encontrar uma terra melhor para criar o rebanho.
Naquele tempo, as pessoas não conheciam a Deus. Ninguém distinguia a voz de Deus e não sabia ver os sinais de sua presença no meio do mundo.  Sem conhecer Deus direito, as pessoas adoravam o sol, a lua, as estrelas - achando que essas coisas eram deuses e tinham poderes especiais.
Mas Abraão, mesmo vivendo no meio de um povo que adorava vários deuses, sentiu-se chamado por um deus diferente. Ele entendeu que havia um Deus único e poderoso, que queria se dar a conhecer ao povo. Abraão sentiu que esse Deus único ia guiá-lo em busca de uma vida melhor. E com a bênção de Deus, Abraão haveria de formar um grande povo - um povo que acreditasse no Deus verdadeiro e o amasse de verdade: o povo de Deus. Então, Abraão sentiu no seu coração que Deus o mandava buscar uma vida melhor, dizendo-lhe: "Sai da tua terra e vai para onde te mostrarei".
Abraão ficou sabendo que lá  pras bandas de Canaã havia uma terra muito fértil, perto de um grande rio, chamado Jordão: terra boa, com muita água, lugar ideal para quem vive de criar ovelhas. E Abrão começou a falar em se mudar para a terra de Canaã que, de ser tão boa, ficou conhecida como Terra Prometida.
As pessoas comentavam com Abraão: "Deixa disso. Mudar para longe é muito difícil. Você tem coragem de partir sozinho para um lugar tão distante?" Mas Abraão tinha fé e dizia: "Deus quer o melhor para nós. Se eu deixar este lugar e sair em busca de uma vida melhor, eu sei que Deus vai me abençoar. Vou encontrar essa Terra Prometida. Lá criarei meu rebanho e formarei um povo numeroso, com a bênção de Deus".
Deus, então, aprovou a fé e a coragem de Abraão e abençoou o seu sonho, prometendo que o acompanharia e ajudaria, para que tudo desse certo.
Abraão juntou suas coisas e partiu em viagem, juntamente com sua esposa e alguns parentes, inclusive um sobrinho, chamado Ló. Foram todos em busca de uma nova terra e uma vida melhor. E Deus foi guiando Abraão e sua comitiva naquela longa viagem.
Deus gostou da atitude Abraão, porque ele não se acomodou. Tinha um sonho, queria uma vida melhor e foi à luta. Abraão ficou conhecido como o pai da fé, porque foi o primeiro a acreditar no Deus único e ir atrás do seu sonho, confiando na ajuda de Deus.



Partilha:

  • Como se chamava o homem sonhador de nossa história? E sua esposa? E seu sobrinho?
  • Como era a vida de Abraão junto de seus parentes? Eram pobres ou ricos? Em que eles trabalhavam? Qual era a maior dificuldade deles?
  • O que muitas pessoas daquele povo pensava pensavam diante das dificuldades?
  • Qual era a grande vontade, o grande sonho de Abraão?
  • Para onde Abraão resolveu se mudar?
  • O que as pessoas acharam da ideia dele?
  • Abraão desanimou por isso? O que ele fez?
  • O sonho de Abraão de buscar uma vida melhor agradava a Deus?
  • O que a gente aprende com essa história?


Gn 13; 14;1-16; 21,1-8


Abraão tinha saído em viagem, com sua esposa e alguns parentes, à procura de um lugar melhor para viver. A viagem era difícil e cansativa. Como não havia carros, eles andavam a pé mesmo. à noite, armavam uma barraca e descansavam. No dia seguinte, prosseguiam o caminho.
Depois de muitos dias, chegaram à região de Canaã. A terra era mesmo muito boa e fértil. Parecia um lugar bom de se viver e trabalhar. A primeira coisa que Abraão fez ao chegar foi agradecer a Deus. Ele construiu um altar e rezou, juntamente com sua família. Depois, era preciso encontrar um lugar para se fixar e criar o rebanho.
Naquela terra já moravam alguns povos. E era muito comum eles brigarem entre si por causa de terra. Cada um queria ficar com o melhor pedaço de chão. Abraão possuía muitas ovelhas. Ló também tinha um rebanho numeroso. Os dois não podiam, então, ficar morando no mesmo lugar. Cada um precisava escolher o seu terreno.
Abraão, vendo como era feio aquele costume dos pastores a agricultores de se desentenderem por causa de terra, disse ao seu sobrinho Ló: "Eu queria que não houvesse discórdia entre você e eu, pois somos parentes. Aqui há muita terra. Você pode escolher a sua, depois eu escolho a minha. Se você for para a direita, eu vou para a esquerda. Se você for para a esquerda, eu vou para a direita."




Ló ergueu a vista e, examinando cuidadosamente, gostou da terra que ficava às margens do rio Jordão. Era uma terra plena e com fartura de água.  Então, ele reuniu seu rebanho e foi ocupar aquela planície de terra boa.
Abraão, então, foi na outra direção, mais para o lado das montanhas de Canaã. E fixou-se ali com seu rebanho. A terra não era boa. Mas abraão estava feliz por poder repartir a terra sem brigas. Ele não quis o melhor para si, mas deixou seu sobrinho escolher.
Deus gostou muito daquele jeito de Abraão, pois ele soube repartir a terra com os outros, sem ficar querendo tudo de bom só para si. Deus abençoou Abraão e prometeu ajudá-lo a construir um grande povo.
O tempo ia passando. Ló viu crescer o seu rebanho às margens do rio Jordão. Abraão ia cuidando de sua vida nas montanhas de Canaã, do outro lado. Deus o abençoava, de modo que seus negócios prosperavam. Abraão agia em tudo com muita bondade de coração e muita fé em Deus.
Mas, um dia, houve uma grande revolta nas terras em que Ló trabalhava com sua família. Os proprietários das terras - que eram muitos - ficaram revoltados com um rei forte e poderoso que morava ali por perto e vivia explorando o povo. Esse rei fazia os proprietários de terra pagarem altas quantias de dinheiro para continuarem morando na região. Isso era um abuso. Aquele rei estava desrespeitando os direitos do povo, só porque era mais forte e mais rico.
Então, os donos da terra se uniram e foram reclamar com o rei. Mas o rei achou aquilo um desaforo e resolveu fazer uma guerra contra os donos da terra.
Aquele rei explorador reuniu seus soldados. Os soldados pegaram armas e foram atacar os donos da terra. E houve uma guerra feia. Como os soldados eram mais fortes e estavam, eles prenderam os donos da terra e os levam como prisioneiros para o palácio do rei. Até Ló foi preso.
Alguém, então, foi correndo contar a Abraão o que estava acontecendo. Ao saber da história, Abraão ficou chateado e pensou: "Que desaforo esse rei invadir nossa terra com essa violência e prender nossa gente! Isso não pode ficar desse jeito!".
Abraão era um homem justo. Por isso, não concordava de modo algum com as atitudes daquele rei injusto e explorador. Resolveu, então, fazer alguma coisa. Reuniu seus empregados e toda a gente que trabalhava com ele, e foram juntos atrás daquele rei. Eles se organizaram e partiram para a luta. E, quando encontraram o rei, houve briga mesmo. Mas conseguiram libertar os prisioneiros e trazê-los de volta para suas terras. E aquele rei explorador nunca mais mexeu com os donas da terra.
Abraão voltou feliz para suas terras. E todo o povo ficou satisfeito de ver que Abraão era um homem justo.
Abraão já tinha conquistado muitas coisas, depois de sair de sua terra. Tinha conquistado uma terra melhor, uma vida melhor. Seu rebanho tinha crescido. As pessoas o respeitavam como um homem de bem e de paz, um homem de fé em Deus. Só faltava uma coisa. Ele e Sara não tinham filhos. Que coisa! Estavam juntos havia tanto tempo! Já nem eram tão novos. Mas  o grande sonho deles era ter filhos, ao menos um, se possível fosse. Sara vivia pensando nisso.  Queria ser mãe. Abraão também pensava nisso e pedia a Deus que os ajudasse. Para que a alegria fosse completa, era preciso ter um filho.
Um dia, Abraão recebeu uma visita muito importante. Três homens passavam pela estrada, em pleno calor do dia. Abraão os convidou para chegar e serviu a eles um bom lanche. Eles comeram e descansaram. Depois perguntaram por Sara, esposa de Abraão.  Ela estava dentro de casa, arrumando as coisas. Os homens disseram a Abraão: "Você nos acolheu muito bem. Deus há de retribuir. Daqui a um ano, passaremos aqui e sua esposa já terá um filho". Sara ouviu lá de dentro e deu risada. Ela já havia quase perdido a esperança de ter filhos. Mas Abraão confiava em Deus e acreditou naquela promessa.




Não demorou muito e Sara ficou esperando um filho. Foi uma alegria geral. Quando a criança nasceu, Abraão deu-lhe o nome de Isaac, que significa "motivo de alegria". Quando o menino tinha oito dias de vida, Abraão o consagrou a Deus. Era um garoto muito saudável e querido. E todo o povo festejou o nascimento daquele menino tão esperado por Sara e Abraão. 
Aquela criança completou a alegria de Abraão e Sara. Sara era uma mãe muito cuidadosa. E Abraão era um pai excelente. Ele tratava seu filho com todo o carinho. Com isso, Abraão conquistou todas as coisas com que havia sonhado; terra boa, povo unido, fé no coração e um filho. Era tudo o que ele desejava. Por isso, ele ficou muito feliz e agradeceu a Deus.





Partilha:

  • Como Abraão dividiu as terras conquistadas com o seu sobrinho Ló? Ele ficou com o melhor para si?
  • Como Abraão agiu, quando um rei injusto atacou Ló e outros trabalhadores daquelas terras?
  • Por que o povo gostava de Abraão?
  • Qual era o sonho que Abraão ainda queria realizar?
  • Que nome Abraão e Sara deram ao seu filho?
  • O que significa o nome Isaac?
  • Quais as grandes conquistas de Abraão?
  • Será que valeu a pena ele ter saído de sua terra e lutado por uma vida melhor?

  

Conclusão:


Abraão tinha um sonho. Queria ter uma vida melhor. Queria se mudar com sua família para uma terra boa, para um lugar bom de se viver. Ele então se esforçou, foi à luta e partiu em viagem. E Deus abençoou a iniciativa de Abraão. É muito importante a gente ter bons sonhos, querer coisas melhores. Deus sempre abençoa nossos esforços, se agente quer melhorar na vida e luta para isso. Assim começa a história do povo de Deus - uma história de muitos sonhos, muitas lutas e muitas conquistas. Tudo isso aconteceu muitos e muitos anos antes de Jesus nascer.
Abrão morava num país onde muitos adoravam deuses falsos, mas ele era bom e conheceu e adorou o único Deus verdadeiro. Deus prometeu que lhe daria um filho, mesmo em sua velhice. Desse filho surgiria o povo eleito de Deus, no qual nasceria o Salvador do mundo, Jesus. Prometeu também que este povo teria uma terra boa para se viver.
Obediente e cheio de fé, Abraão põe-se a caminho da terra prometida, levando sua mulher Sara, seu sobrinho Ló, seus empregados e seus animais.
Deus fez com Abrão uma aliança, um compromisso de amor. A Bíblia nos diz: "Faço Aliança contigo e com tua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que Eu seja  o Teu Deus e o Deus de tua prosperidade." (Gn 17,57).
Deus celebra a Aliança, pois quer estar com seu povo, caminhar com ele e ser o seu Deus. O povo de Deus começou a se formar por volta de 1850 a.C, há quase 4 mil anos. Com a família de Abraão e Sara, inicia-se uma grande nação, um grande povo: o povo de Deus.
Abrão acreditou em Deus e Deus o abençoou. Por ter acreditado nele, Abrão teve seu nome mudado para Abraão, que significa Pai de muitos povos. Com a família de Abraão e Sara, inicia-se uma grande nação, um grande povo: o povo de Deus.




Naquela época, eram constantes as migrações dos caldeus, rumo ao norte da Mesopotâmia. Essa situação foi vivida por muitas outras famílias. Abraão, homem justo e cheio de fé, foi escolhido por Deus para selar uma aliança. Com Sara, teve um filho, Isaac, que se casou com Rebeca, com quem teve dois filhos: Esaú e Jacó.
Jacó, chamado depois Israel, teve duas esposas e também se relacionou com duas escravas. Fazia parte da cultura daquela época ter mais de uma mulher para gerar muitos filhos filhos e garantir a descendência.



  JACÓ e LIA               JACÓ e ZELFA                      JACÓ  e                       JACÓ e BALA
   (6 filhos)                (escrava de Lia)                    RAQUEL                        (escrava de
                                      2 filhos                          (2 filhos)                           Raquel)
                                                                                                                  2 filhos
______________________________________________________________________________

   Rubem                           Gad                               José                                Dan
   Simeão                           Aser                               Benjamim                       Neftali
   Levi
   Judá
   Issacar
   Zabulon
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Seus doze filhos deram nome às doze tribos de Israel. Surge um povo novo, o povo de Israel. Seus líderes foram chamados de patriarcas (Abraão, Isaac, Jacó) e de matriarcas (Sara, Raquel, Lia). Recebemos deles a fé no Deus vivo. Não é um Deus de gesso ou madeira, mas sim, aquele que caminha junto com seu povo, porque o ama e quer o seu bem.
Abraão, Isaac e Jacó são os patriarcas, isto é, os primeiros pais do povo de Israel.
Abraão foi chamado por Deus para ser o Pai do Povo Escolhido, de onde nasceu o Salvador Jesus. Deus fez uma aliança de amor com Abraão e, por ele, com todos os seus descendentes.



5. Oração Final e Encerramento


  • Refletir e cantar uma música que fale do Povo de Deus.
  • Fazer uma celebração da Aliança. Apresentar um símbolo da Aliança, como: anel, papel com algum escrito ("palavra de honra, eu prometo, de verdade ...").
  • Colocar  esses símbolos em cima de uma Bíblia aberta, prometendo fidelidade a Deus.
  • Motivar: Deus prometeu a Abraão uma grande descendência. Ele foi o pai de um Povo - O povo de Israel. Depois de muitos séculos, deste povo nasceu Jesus de Nazaré. Isto nos revela que muitos séculos antes Deus já estava preparando os caminhos para vir morar em nosso meio! Vamos fazer as nossas preces agradecendo e pedindo a Deus para nos ajudar a nos manter fiéis a ele.

C - Senhor, Abraão ouviu a sua voz.

T - Ajude-nos a ouvir o que o Senhor deseja para a nossa vida!


C - Senhor, Abraão recebeu uma promessa e acreditou.

T - Ajude-nos a acreditar nas suas promessas!


C - Abraão foi o pai de uma grande nação na qual nasceu Jesus

T - Obrigado, Senhor, porque fazemos parte deste povo, pois somos irmãos e amigos de Jesus!


C - Senhor, muitas pessoas deixam a sua terra e vão  para lugares distantes.

T - Ajude essas pessoas em seu caminho e também aqueles que não têm onde morar!


C -As famílias precisam ser como a família de Abraão.

T - Ajude nossos familiares a serem amigos e amigas de Jesus!


C - As caminhadas e as procissões têm o sentido de fazer-nos experimentar que somos povo da aliança a caminho da casa do Pai, por isso ele nos protege e está conosco sempre. Lembremo-nos de que, na celebração eucarística, acontecem três procissões: entrada dos ministros, apresentação dos dons do pão e do vinho e comunhão.

T - O Senhor nosso Deus é o único Senhor,
portanto amarás o Senhor teu Deus
com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Senhor, abençoa nosso desejo de caminhar contigo.
Ajuda-nos a te procurar sempre.
Que o teu olhar esteja sempre voltado para nossa família,
assim como nós estaremos voltados para vós. Amém!

  • De mãos dadas, rezar a oração que Jesus nos ensinou.












 Fontes:


  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista - Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Livro Somos Filhos de Deus - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo( com trechos transcritos da obra).
  • Livro Iniciação à Eucaristia (Nucap)
  • Livro Que alegria encontrei Jesus! (Arquidiocese do Rio de Janeiro)




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Igreja: Povo de Deus



Objetivos:


  • Compreender que na Igreja nos reunimos como filhos de Deus;
  • Entender que a Igreja somos nós, os Filhos de Deus.


Recursos:

  • Tijolinhos feitos com caixinhas de papel (pode ser embalagens de sucos, cobertas com papel na cor de tijolo)  para confeccionar uma maquete de Igreja. Obs: Podemos, na montagem, usar um tijolinho em pé para fazer a torre, colocar telhado, cruz, sinos, vitrais, etc.  Enfim, usar a criatividade!);
  • Colocar em cada tijolinho o nome de uma criança.


Ambiente:

  • Crucifixo
  • Bíblia
  • Vela
  • Flores


1. Acolhida e Oração Inicial


  • Receber a turma com entusiasmo. Iniciar o encontro cantando a música "Reunidos Aqui"  (CD do Padre Marcelo Rossi), fazendo a coreografia:
Reunidos aqui, só pra louvar o Senhor (mãos para o alto)
Novamente aqui, em união (segurar as mãos dos colegas)
Ago bom vai acontecer (sinal positivo)
Algo bom Deus tem  para nós (apontar para o céu)
Reunidos aqui, vou abraçar os irmãos (abraçar os colegas)
  • Sossegar a turma para rezar. Fazer o Sinal da Cruz
  • Convidar a turma para invocar a força do Espírito Santo. Erguer as mãos e rezar a oração ao Espírito Santo.
  • Colocar a mão no ombro do companheiro e rezar pedindo que o Espírito Santo o ilumine e o fortaleça. Pode-se repetir com o catequista: "Venha, Espírito Santo, iluminar esse meu colega. Que ele se sinta fortalecido pela sua presença e animado pela sua força. Que ele se torne, sempre mais, um verdadeiro cristão, comprometido com o reino de Jesus. Amém!"
  • Fazer preces espontâneas, pedindo a Deus o que for mais necessário para sermos verdadeiros cristãos. A resposta pode ser: "Fortaleça, Senhor, nossa fé e nosso amor". Algumas preces:
         - "Venha nos dar, Senhor, coragem e força para nos comprometermos com Jesus."
         - "Venha afastar de nós o medo e o desânimo de seguir Jesus.
         - "Jesus, coloque em nosso coração mais entusiasmo para servir aos nossos irmãos".
  • Cantar a música nº 2 do CD do Livro Somos Igreja, do Pe. Orione Silva ou outra à escolha.
  • A seguir, cada criança receberá um tijolinho para que, juntos, montem a maquete da Igreja. O catequista os auxiliam na montagem com os tijolinhos e completa com os detalhes.


2. Desenvolvendo o tema


Em encontro anterior, nós vimos que Jesus, quarenta dias após a Ressurreição, depois de ter aparecido diversas vezes a seus apóstolos e a muitas outras pessoas, foi para o Monte das Oliveiras; que chegando lá, abençoou os apóstolos, distanciou-se deles, elevando-se aos céus.

Vimos  também  que,  antes  de  Jesus  ir  para  o  Céu,  ele deixou seus apóstolos na Terra disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura." (Mc 16,15). Jesus prometeu, também, que enviaria o seu Espírito Santo para ficar conosco; ele nos ajudaria a entender tudo o que ele nos ensinou.

Cinquenta dias, após a Páscoa, estando os apóstolos reunidos em oração, juntamente com Maria, a Mãe de Jesus, a promessa d'Ele se cumpriu: o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos. O Espírito Santo veio sobre os apóstolos em forma de vento e de línguas de fogo. Era o dia de Pentecostes!



A partir daí os apóstolos perderam o medo e começaram a pregar o Evangelho a todos os povos. Então se diz que a vinda do Espírito Santo marcou o início da Igreja.

Os apóstolos obedeceram a Jesus e foram anunciando o amor e a bondade em muitos lugares. Assim sendo, muitos puderam conhecer a palavra de Jesus e todos que a conheceram e aceitaram começaram a viver um novo tipo de vida: O AMOR COMO LEI MAIOR.





Vamos ler, nos Atos dos Apóstolos, como isso se deu:


3. Leitura: At 2,42-47 


(Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia).


"Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Apossava-se de todos o temor, e pelos apóstolos realizam-se numerosos prodígios e sinais. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade  de cada um. Perseverantes e bem unidos, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão pelas casas e tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que eram salvas." 


Partilha:

  • Como Lucas, autor desse texto, descreve a vida nas primeiras comunidades cristãs?
  • Quais as qualidades que mais se destacam?
  • Como os cristãos viviam?
  • O número de cristãos crescia ou diminuía?

Vamos continuar entendendo como surgiu nossa Igreja. Depois que Jesus ressuscitou, os discípulos perceberam que não estavam sozinhos. Uma força especial estava com eles: o Espírito Santo. Então, eles saíram pelo mundo pregando a Palavra de Deus, anunciando a todos que Jesus estava vivo e que era possível construir o seu Reino. Começaram por Jerusalém, mas não ficaram somente lá. Foram levando a pregação para outros lugares , atingindo mais pessoas.



Por onde os apóstolos passavam, anunciavam a boa-nova de Cristo. As pessoas que acolhiam a pregavam e aceitavam Jesus começavam a sentir o desejo de se unirem. Surgiram assim as comunidades cristãs. Eram grupos de seguidores de Cristo, unidos pela mesma fé e pelo compromisso do seguimento de Jesus. Afinal, um dos pedidos de Jesus foi que seus seguidores vivessem sempre em clima de profunda união. A necessidade de se unirem para cultivar e celebrar a fé fez surgirem as comunidades cristãs. 

Nessas comunidades, os cristãos cultivavam muitos costumes que são destacados por Lucas no texto que lemos hoje. Não vamos pensar, porém, que tudo fosse uma perfeição. Onde está o ser humano, aí existem também imperfeições, problemas, egoísmo. Mas Lucas destacou algumas qualidades que continuam sendo importantes para a Igreja até os dias de hoje. Vamos ver quais são?
  • Perseverança nos ensinamentos dos apóstolos.
  • Perseverança na comunhão fraterna.
  • Perseverança na fração do pão.
  • Perseverança nas orações.
  • Temor do Senhor.
  • Numerosos prodígios e sinais.
  • Alegria e simplicidade de coração.

Assim viviam as primeiras comunidades. Alegres, cultivavam a união, a fraternidade, a partilha, a fé. E cresciam sempre mais, porque outras pessoas vinham se juntar aos cristãos. Havia dificuldades? Com certeza. Mas os cristãos procuravam enfrentar e vencer com coragem as dificuldades que iam surgindo.


4. Atividades:


  • Fazer um debate sobre a vida comunitária na Igreja hoje. Que qualidades precisamos cultivar para que nossas comunidades eclesiais sejam mais unidas hoje?
  • Que desafios precisamos enfrentar e vencer, para sermos fiéis à nossa fé cristã?
  • Fazer um painel com as sugestões, destacando as qualidades e desafios.
  • Comentar o painel e motivar a turma e cultivar as qualidades lembradas.

Conclusão:

Certamente as primeiras comunidades passaram por muitos problemas. É só continuar lendo os Atos dos Apóstolos e a gente vai ver um monte de coisas ruins acontecendo. Mas não importa. Lucas olha com otimismo para sua comunidade e vê tudo de bom e belo que nela há. E ele acredita que, pela força de Jesus ressuscitado, tudo vai ficar ainda melhor.

E o conjunto de pessoas, lideradas pelos apóstolos, formaram a Igreja - Comunidade dos Filhos de Deus, que até hoje continua divulgando a Palavra de Deus e levando os homens à salvação. Hoje, a Igreja continua e nós nos sentimos felizes de fazer parte dela.

Nos reunimos nas Comunidades para rezar e partilhar o que temos, assim como os primeiros cristãos, como vimos na leitura dos Atos dos Apóstolos. Muitas pessoas participam da Igreja e exercem ministérios e serviços diferentes: catequistas, ministros da Palavra, coordenadores, grupos de cantos, padres, bispos, Papa, freiras etc. Todos devem estar a serviço do bem comum e principalmente dos irmãos mais necessitados, a exemplo de Jesus Cristo. A Igreja deve ser missionária.

Foi Deus quem nos chamou. Por isso, como batizados, queremos estar sempre ao lado de Deus, nunca nos separando dele.

E para estamos unidos a ele, temos de estar unidos com nossos irmãos, pois, como somos uma grande família, temos de nos amar. Deus é o Pai e todos somos iguais como irmãos.





Conversando sobre o assunto:

1. Qual a ordem de Jesus aos seus discípulos antes de ir para o Céu?
2. O que é a Igreja?
3. Igreja é uma família. Quem é o Pai e quem são os filhos?


5. Nosso compromisso


Como já aprendemos, a Igreja somos todos nós, filhos de Deus. A Igreja é a comunidade dos seguidores de Jesus. Deve ser uma comunidade viva, com a finalidade de continuar a missão que Jesus nos deixou. Para que isto aconteça, é necessário que vivamos o amor de Jesus Cristo, a que nos coloquemos a serviço da comunidade.

A Igreja somos todos nós que temos a mesma fé. Não confundir Igreja com a casa que é o local onde a gente se reúne. Ali é igreja (com i minúsculo), templo.

Todos os cristãos batizados formam a Igreja. Nela, todos somos iguais em dignidade. Porém, cada pessoa realiza uma função diferente. 

Em uma casa cada um tem o seu papel. O pai trabalha;  a mãe cozinha, cuida da casa (muito embora, nos tempos de hoje, muitas mães, além do trabalho de casa, ainda trabalham fora); os filhos estudam e assim por diante. Hoje vemos a necessidade do pai também participar dos afazeres do lar, assim como, os filhos também podem ajudar em pequenas tarefas domésticas.

Na grande família de Deus também é assim; todo o mundo tem de trabalhar. Daí temos o Papa, os bispos, os padres, os religiosos, os catequistas e demais leigos. Cada um usa o dom que Deus lhe deu. Um dá catequese, outro canta, outro ajuda na Missa, participa do grupo de jovens, de círculos bíblicos etc (aproveitar para relembrar os dons do Espírito Santo). E mesmo as crianças podem fazer muitas coisas na Igreja.

Devemos ir à missa todos os domingos e, quando não pudermos, em algum dia da semana. 

Mas não podemos ir à missa somente por ir ou para ficar fazendo bagunça. Não! Temos que participar da missa!

  • Devemos rezar com toda a Igreja;
  • Cantar com bastante alegria;
  • Prestar atenção nas leituras;
  • Ouvir o que o padre fala;
  • Levar uma mensagem para vivermos durante a semana.

Além da Missa, temos que participar da Catequese, dos encontros e de tudo o mais que Jesus através da sua Igreja nos oferece.

Perguntar:

  • Na Igreja se trabalha? Como?
  • O que você faz na Igreja?
  • Qual o nome de nossa Diocese? E da nossa Paróquia?
  • Você sabe o nome do Papa atual e do Bispo de nossa Diocese? Como se chamam os padres de nossa Paróquia?
  • Vai vai à Missa todos os domingos? Se não vai, prometa a Jesus que nunca mais vai faltar.

- Agora, cada um vai resolver as atividades da folha,  para ver se entendeu direitinho tudo que ouviu hoje.

                                  (Folha de atividades no final da página).



6. Oração Final e Encerramento


  • Convidar as criança para nos aproximarmos da maquete e, em silêncio, de mãos dadas, pensarmos nos nossos irmãos de comunidade.
  • Rezar juntos, repetindo com o catequista: "Senhor, que entre nós cresça o amor e a união. Que vivendo em comunidade, mostremos para o mundo a força do Evangelho. Amém!"
  • Canta a música "Fico Feliz".

Fico feliz em vir em sua casa
Erguer minha voz e cantar
Fico feliz em vir em tua casa
Erguer minhas mãos e adorar
Bendito é o nome do Senhor
Bendito é o nome do Senhor
Bendito é o nome do Senhor
Pra sempre.









A T I V I D A D E S


1. Para responder:

a) Como se chama a sua Diocese? E o Bispo?

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b) Como se chama a sua Paróquia? E o Padre?

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c) Como se chama a sua comunidade?

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d) Você conhece algumas pessoas que trabalham na Comunidade? Como se chamam?

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2. Jesus enviou seus discípulos para anunciar sua Palavra a todo o mundo. As pessoas que acolhiam a Palavram começavam a fazer parte da Igreja, pois aceitavam ser batizadas. Jesus disse: "Ide por todo o MUNDO e ANUNCIAI o EVANGELHO para toda a HUMANIDADE. Aquele que CRER e for BATIZADO será SALVO. E eu ESTAREI com vocês até o fim dos SÉCULOS. Descubra no "Caça-Palavras", as palavras que estão em negrito:


       M  E  V  A  N  G  E  L  H  O  F  R  D  D  B  X  S  W  Z

       A  G  E  Q  E   S  T  A  R  E   I  M  U  B  A  Y  C  B  M

       P   I  M  R  F   A  S   F  H  J  K  L  S  B  T  Z  Q  E   T

       U  O  U  L  A   G  D  A  X  H  U  M A  N  I   D  A  D  E

       H  A  N  U  N   C   I  A  I   J   U  J  L  H  Z  R  D  W A

       C  V   D  N  J   R  U W O  K   M  I  V  N  A  H  B  Y  G

       V  T   O  C  R   E  X  S  É  C   U  L  O  S  D  F  G  H  J 

       K   L   P  O  T   R  Y T  R  E  W  Q  A  X  O V  B  N  N













Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Livro Somos Igreja - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo





terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jesus é o Filho de Deus





Objetivos:

  • Apresentar Jesus Cristo às crianças, a partir do contexto do seu nascimento, da sua infância e do seu batismo;
  • Reconhecer João Batista, o primo de Jesus, como o enviado por Deus para preparar os caminhos de Jesus, nosso Salvador;
  • Apontar para a manifestação da Santíssima Trindade no Batismo de Jesus.




Recursos:

  • Gravuras que retratam o nascimento, a infância e o Batismo de Jesus.


Ambiente: 

  • Imagem da Sagrada Família
  • Bíblia
  • Vela
  • Dispor as cadeiras em círculo, sobre as quais serão colocadas as imagens do nascimento, da infância e do batismo de Jesus.



1. Acolhida

  • Acolher as crianças com entusiasmo e alegria. Cantar música bem animada. Que tal a nº 18, do CD do Livro  Conhecendo Jesus, do Pe. Orione Silva?
  • O catequista pede aos catequizandos  que cada um escolha uma das imagens que estão sobre as cadeiras. A seguir, o grupo se reúne em frente à imagem da Sagrada Família. Perguntar se sabem/lembram quem são as pessoas representadas na imagem. Conversar com as crianças e, após suas considerações, convidá-las a cantar uma canção, à escolha. 
  • Acalmar as crianças para rezar. Dar as mãos e repetir com o catequista : Jesus, mais uma vez nos reunimos aqui, para ficar bem pertinho do Senhor. Abençoe  o nosso encontro. Abençoe cada um de nós.  Nós sabemos que o Senhor é o Filho de Deus que veio para nos ajudar e ser nosso amigo. Por isso, queremos que o Senhor fique sempre conosco. Amém!
  • Pode-se encerrar a oração, cantando uma música suave. Pode ser a nº 12 do mesmo CD.
  • O grupo retorna às cadeiras. Pedir a cada criança que apresente a sua imagem e que faça comentários a partir do que observa. O catequista intervém, ampliando as ideias do grupo.


2.  Desenvolvendo o tema


Fazer memória dos encontros passados, em que se falava do amor de Jesus  e de como ele quer que nos amemos como irmãos.

Perguntar com quem Jesus aprendeu a amar.

Jesus aprendeu a amar com Deus, seu Pai, por viver em íntima comunhão com Ele. Jesus, em suas atitudes, palavras e gestos mostra como é o amor do Pai, pois Jesus acolhe a todos, é misericordioso, é bondoso, cuida dos doentes e tantas outras coisas que ele faz. O Pai ama a Jesus a ponto de dizer que  "ele é o seu Filho muito amado".

Antes de Jesus começar a sua missão, alguém preparou o povo para receber o Salvador. Como já vimos, essa pessoa foi João Batista, primo de Jesus e filho de Isabel e Zacarias. Jesus foi batizado no rio Jordão por João Batista. Deus Pai disse a todas as pessoas que lá estavam que Jesus é o seu Filho muito amado.

As histórias de João Batista e a história de Jesus se desenvolveram praticamente ao mesmo tempo. Vamos relembrar como isso aconteceu?

No sexto mês de gravidez de Isabel, Deus enviou  o Anjo Gabriel à cidade de Nazaré para levar um recado a uma jovem chamada  Maria, que iria se casar com um descendente de Davi, chamado José.
 Quando Maria  deu  seu "sim " a Deus para ser a mãe de Jesus, ela recebeu  a notícia de que sua prima  Isabel,  que  tinha idade avançada também estava esperando um filho.

Vocês  sabem o que Maria fez quando soube que sua prima também seria mãe?   Maria  se aprontou e foi com pressa para uma idade da Judéia, na região montanhosa. Entrou na casa de Zacarias  e  cumprimentou Isabel. Quando ouviu a saudação de Maria,  a  criança se mexeu dentro dela  e,   Isabel, cheia do Espírito Santo, falou bem alto: "Você é a mais abençoada de todas as mulheres!   E a criança  que você vai ter é também a mais abençoada!  Quem sou eu para que a  mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que ouvi você me cumprimentar,  a criança  ficou alegre  e   se mexeu  dentro  de   mim!   Você é feliz por acreditar que vai acontecer o que o  Senhor disse!"  Maria louvou o Senhor com o Magnificat





Maria ficou por aproximadamente três meses com sua prima Isabel. Certamente, nesse período, elas sonharam juntas com seus filhos, vivendo a espera na amizade, com gestos concretos de ajuda, fraternidade e oração.







Alguns parentes de Jesus moravam em Nazaré. Mas, outros moravam longe. Isabel e Zacarias moravam bem longe. Maria Gostava muito de Isabel. Mas era muito difícil visitar sua prima. A prima morava tão longe! ...





Jesus foi crescendo, crescendo ... João também foi crescendo ... Foi crescendo longe de Jesus.

José era o carpinteiro de Nazaré. Jesus auxiliava o carpinteiro de Nazaré.





- Estou contente com o meu Jesus! Como trabalha bem este menino! Até parece gente grande! Também já está quase moço! E eu estou ficando velho ... Cada vez mais velho ... Um dia ...    E Jesus completou:  -  Um dia, já sei. Eu vou ser o novo carpinteiro de Nazaré. Não é verdade?

Jesus é o Filho de Deus feito Homem. Mas em Nazaré, quase ninguém sabia disso. E muitos davam a Jesus um apelido. O apelido era: "filho do carpinteiro".

O Menino Jesus foi crescendo, crescendo. Aos poucos ia mostrando seu saber e sua santidade. Era o mais inteligente de todos os meninos. E também o mais santo.





O tempo foi passando, passando ... Jesus ficou logo um moço forte. Por isso trabalhava muito na oficina de carpinteiro. José já estava velho. Cada vez mais cansado e fraco. Por isso, trabalhava pouco.

Um dia, José morreu. Então, Jesus ficou sendo o novo carpinteiro de Nazaré.

Jesus e João eram quase da mesma idade. Mas, cresceram longe um do outro. Eles pouco se encontravam. Quase não se conheciam.

Quando José morreu, Jesus já era moço. Ficou morando com sua mãe, na casa de Nazaré. João já era moço também. E morava num lugar deserto. Nesse lugar havia montanhas. O rio Jordão passava ali perto. João levava uma vida sem conforto. Ele se vestia com pele de camelos. E se alimentava com gafanhotos e mel.

João amava muito a Deus. Ele era um santo homem.

Um dia, Deus falou a João, lá no deserto: -  João, você foi escolhido para dar uma boa notícia. Mas, vá falando pouco a pouco. Vá dizendo ao povo: O Messias já chegou. O Salvador dos homens já está no meio de nós. Jesus já veio à terra. Até agora quase ninguém sabe disso. Mas, daqui a pouco, Jesus vai ficar conhecido. Ele vai ensinar a todos o caminho do céu.

Estava chegando a hora de Jesus ficar conhecido. O primo João devia ir avisando o povo. Ele era precursor de Jesus. Precursor quer dizer: quem vai na frente anunciando. João começou seu trabalho com muito amor. Saiu de sua tenda, lá do alto. E procurou ficar sempre nas margens do rio Jordão. Por aí, passavam muitas pessoas. Eram viajantes que vinham de vários lugares. João batizava as pessoas no rio Jordão. Recomendava a todos que não cometessem pecados. E dizia: - A gente não deve pensar só em gozar a vida. Deve também fazer algum sacrifício, por amor a Deus.




Aos trinta anos, Jesus deixou a casa de Nazaré. Começou a viajar. Agora, Jesus queria ir ao encontro do primo. Ele sabia de tudo quanto João fazia, lá no deserto. Lá no deserto, João começou o seu trabalho. E, pouco a pouco, ia falando de Jesus. João batizava os viajantes no Rio Jordão. E dizia: - Vão se preparando. Depois de mim virá o Salvador. O Salvador vai chegar logo.

João Batista falava a verdade. Jesus até já estava no meio do povo. Tinha vindo com outros viajantes. Mas, esses viajantes não conheciam Jesus. Um dia, Jesus chegou ao rio Jordão. Chegou com outros viajantes. Ele aproximou-se de João Batista e disse: - Eu também quero ser batizado. João Batista olhou firme para aquele viajante.  Ele reconheceu-o no mesmo instante. Era Jesus, o Salvador. Então, João Batista, perplexo, falou:   - Como?! Eu vou batizar o Senhor? Não, isso não. Eu é que deve ser batizado pelo Senhor. Para mim isso é que está certo.Mas, Jesus insistiu: - Faça o que eu estou pedindo. Mesmo que você não entenda. João ficou calado. Obedeceu.

 Assim, Jesus foi batizado.





Conversando com a turma:


Todos os parentes de Jesus moravam em Nazaré? Isabel e Zacarias moravam em Nazaré? Quem era Isabel? Como era o nome do filho de Isabel  e Zacarias? Qual era o grau de parentesco entre João e Jesus? Por que João e Jesus cresceram distante um do outro? Qual era o nome do pai adotivo de Jesus? Qual era a profissão de José? E a de Jesus? Jesus é o Filho de Deus, mas ninguém sabia disso; qual era o apelido que muitos davam a ele? O que aconteceu quando José morreu? Quando José morreu, Jesus já era moço e ficou morando com sua mãe na casa de Nazaré. E João, que também já era moço, onde morava? Como ele se vestia e como se alimentava? O que fazia João no deserto? Por que seu apelido era Batista? Como era João Batista? O que respondia João quando lhe perguntavam se ele era o Salvador prometido de Deus? Quando Maria ouviu as notícias que chegaram a Nazaré, a respeito de Jesus, qual foi a sua atitude? Qual foi a reação de Maria quando Jesus pediu para falar-lhe? Com quantos anos Jesus deixou a casa de Nazaré para viajar? Jesus foi ao encontro do primo; o que aconteceu quando Jesus chegou ao rio Jordão? O que Jesus disse a João Batista? O que João Batista respondeu ao reconhecer Jesus? E Jesus, o que disse a João Batista depois de sua resposta? João batizou Jesus?

Vamos ver na Bíblia o que aconteceu durante o batismo de Jesus? 


5. Leitura: Mc 1,9-11


"Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João, no rio Jordão. Logo que saiu da água, viu o céu rasgar-se e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. E do céu veio uma voz: "Tu és o meu Filho amado; em ti está o meu agrado."




Durante o batismo de Jesus os céus se abriram e o Espírito de Deus desceu como pomba e pousou sobre Jesus e uma voz do céu disse: "Tu és o meu Filho muito amado ...".

Por que Deus, o Pai de Jesus o chama de "Filho muito amado"?

O Pai ama Jesus, seu Filho. Jesus também ama a Deus, seu Pai. Jesus o chama de Papai (na língua de Jesus é Abba). Foi Jesus que nos ensinou a chamar Deus de Pai. E nos deixou como herança uma bonita oração onde também nós chamamos a Deus de Pai nosso. Assim, nós também somos filhos de Deus.

Assim como Jesus, nós também somos muito amados por Deus. Aquela frase bonita que Deus disse no dia do batismo de Jesus vale para nós também. Nós somos os seus filhos amados em quem ele põe todo o seu carinho e seu afeto. A partir do nosso batismo, nós assumimos este compromisso de viver como filhos queridos de Deus, buscando sempre o que é bom e deixando para trás o que não presta, pois, agora, também nós estamos cheios do Espírito Santo de Deus, que é sua força em nosso coração. Pelo Batismo, estamos bem unidos a Jesus e nada pode nos separar dele.


6. Oração Final e Encerramento


  • No formato de uma via-sacra, o grupo passará pela sequência dos fatos do nascimento até o batismo de Jesus. É solicitado que uma criança por vez reconte o fato a cada imagem, ao que todos proclamam o refrão da canção realizada no momento da oração.
  • Ao final, todos de mãos dadas rezam o Pai-Nosso.







Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro, Conhecendo Jesus - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
  • Livro do Catequista - Fé - Vida - Comunidade (Paulus)



  • OBS:  Ao preparar este encontro, transcrevi conteúdo de livro que não possuo mais, em razão de alagamento decorrente de chuvas, em que perdi grande quantidade de material de catequese.  Estou repondo esse material e, tão logo adquira o referido livro, editarei para indicar o nome da obra e o nome do autor.