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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Igreja: Povo de Deus



Objetivos:


  • Compreender que na Igreja nos reunimos como filhos de Deus;
  • Entender que a Igreja somos nós, os Filhos de Deus.


Recursos:

  • Tijolinhos feitos com caixinhas de papel (pode ser embalagens de sucos, cobertas com papel na cor de tijolo)  para confeccionar uma maquete de Igreja. Obs: Podemos, na montagem, usar um tijolinho em pé para fazer a torre, colocar telhado, cruz, sinos, vitrais, etc.  Enfim, usar a criatividade!);
  • Colocar em cada tijolinho o nome de uma criança.


Ambiente:

  • Crucifixo
  • Bíblia
  • Vela
  • Flores


1. Acolhida e Oração Inicial


  • Receber a turma com entusiasmo. Iniciar o encontro cantando a música "Reunidos Aqui"  (CD do Padre Marcelo Rossi), fazendo a coreografia:
Reunidos aqui, só pra louvar o Senhor (mãos para o alto)
Novamente aqui, em união (segurar as mãos dos colegas)
Ago bom vai acontecer (sinal positivo)
Algo bom Deus tem  para nós (apontar para o céu)
Reunidos aqui, vou abraçar os irmãos (abraçar os colegas)
  • Sossegar a turma para rezar. Fazer o Sinal da Cruz
  • Convidar a turma para invocar a força do Espírito Santo. Erguer as mãos e rezar a oração ao Espírito Santo.
  • Colocar a mão no ombro do companheiro e rezar pedindo que o Espírito Santo o ilumine e o fortaleça. Pode-se repetir com o catequista: "Venha, Espírito Santo, iluminar esse meu colega. Que ele se sinta fortalecido pela sua presença e animado pela sua força. Que ele se torne, sempre mais, um verdadeiro cristão, comprometido com o reino de Jesus. Amém!"
  • Fazer preces espontâneas, pedindo a Deus o que for mais necessário para sermos verdadeiros cristãos. A resposta pode ser: "Fortaleça, Senhor, nossa fé e nosso amor". Algumas preces:
         - "Venha nos dar, Senhor, coragem e força para nos comprometermos com Jesus."
         - "Venha afastar de nós o medo e o desânimo de seguir Jesus.
         - "Jesus, coloque em nosso coração mais entusiasmo para servir aos nossos irmãos".
  • Cantar a música nº 2 do CD do Livro Somos Igreja, do Pe. Orione Silva ou outra à escolha.
  • A seguir, cada criança receberá um tijolinho para que, juntos, montem a maquete da Igreja. O catequista os auxiliam na montagem com os tijolinhos e completa com os detalhes.


2. Desenvolvendo o tema


Em encontro anterior, nós vimos que Jesus, quarenta dias após a Ressurreição, depois de ter aparecido diversas vezes a seus apóstolos e a muitas outras pessoas, foi para o Monte das Oliveiras; que chegando lá, abençoou os apóstolos, distanciou-se deles, elevando-se aos céus.

Vimos  também  que,  antes  de  Jesus  ir  para  o  Céu,  ele deixou seus apóstolos na Terra disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura." (Mc 16,15). Jesus prometeu, também, que enviaria o seu Espírito Santo para ficar conosco; ele nos ajudaria a entender tudo o que ele nos ensinou.

Cinquenta dias, após a Páscoa, estando os apóstolos reunidos em oração, juntamente com Maria, a Mãe de Jesus, a promessa d'Ele se cumpriu: o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos. O Espírito Santo veio sobre os apóstolos em forma de vento e de línguas de fogo. Era o dia de Pentecostes!



A partir daí os apóstolos perderam o medo e começaram a pregar o Evangelho a todos os povos. Então se diz que a vinda do Espírito Santo marcou o início da Igreja.

Os apóstolos obedeceram a Jesus e foram anunciando o amor e a bondade em muitos lugares. Assim sendo, muitos puderam conhecer a palavra de Jesus e todos que a conheceram e aceitaram começaram a viver um novo tipo de vida: O AMOR COMO LEI MAIOR.





Vamos ler, nos Atos dos Apóstolos, como isso se deu:


3. Leitura: At 2,42-47 


(Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia).


"Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Apossava-se de todos o temor, e pelos apóstolos realizam-se numerosos prodígios e sinais. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade  de cada um. Perseverantes e bem unidos, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão pelas casas e tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que eram salvas." 


Partilha:

  • Como Lucas, autor desse texto, descreve a vida nas primeiras comunidades cristãs?
  • Quais as qualidades que mais se destacam?
  • Como os cristãos viviam?
  • O número de cristãos crescia ou diminuía?

Vamos continuar entendendo como surgiu nossa Igreja. Depois que Jesus ressuscitou, os discípulos perceberam que não estavam sozinhos. Uma força especial estava com eles: o Espírito Santo. Então, eles saíram pelo mundo pregando a Palavra de Deus, anunciando a todos que Jesus estava vivo e que era possível construir o seu Reino. Começaram por Jerusalém, mas não ficaram somente lá. Foram levando a pregação para outros lugares , atingindo mais pessoas.



Por onde os apóstolos passavam, anunciavam a boa-nova de Cristo. As pessoas que acolhiam a pregavam e aceitavam Jesus começavam a sentir o desejo de se unirem. Surgiram assim as comunidades cristãs. Eram grupos de seguidores de Cristo, unidos pela mesma fé e pelo compromisso do seguimento de Jesus. Afinal, um dos pedidos de Jesus foi que seus seguidores vivessem sempre em clima de profunda união. A necessidade de se unirem para cultivar e celebrar a fé fez surgirem as comunidades cristãs. 

Nessas comunidades, os cristãos cultivavam muitos costumes que são destacados por Lucas no texto que lemos hoje. Não vamos pensar, porém, que tudo fosse uma perfeição. Onde está o ser humano, aí existem também imperfeições, problemas, egoísmo. Mas Lucas destacou algumas qualidades que continuam sendo importantes para a Igreja até os dias de hoje. Vamos ver quais são?
  • Perseverança nos ensinamentos dos apóstolos.
  • Perseverança na comunhão fraterna.
  • Perseverança na fração do pão.
  • Perseverança nas orações.
  • Temor do Senhor.
  • Numerosos prodígios e sinais.
  • Alegria e simplicidade de coração.

Assim viviam as primeiras comunidades. Alegres, cultivavam a união, a fraternidade, a partilha, a fé. E cresciam sempre mais, porque outras pessoas vinham se juntar aos cristãos. Havia dificuldades? Com certeza. Mas os cristãos procuravam enfrentar e vencer com coragem as dificuldades que iam surgindo.


4. Atividades:


  • Fazer um debate sobre a vida comunitária na Igreja hoje. Que qualidades precisamos cultivar para que nossas comunidades eclesiais sejam mais unidas hoje?
  • Que desafios precisamos enfrentar e vencer, para sermos fiéis à nossa fé cristã?
  • Fazer um painel com as sugestões, destacando as qualidades e desafios.
  • Comentar o painel e motivar a turma e cultivar as qualidades lembradas.

Conclusão:

Certamente as primeiras comunidades passaram por muitos problemas. É só continuar lendo os Atos dos Apóstolos e a gente vai ver um monte de coisas ruins acontecendo. Mas não importa. Lucas olha com otimismo para sua comunidade e vê tudo de bom e belo que nela há. E ele acredita que, pela força de Jesus ressuscitado, tudo vai ficar ainda melhor.

E o conjunto de pessoas, lideradas pelos apóstolos, formaram a Igreja - Comunidade dos Filhos de Deus, que até hoje continua divulgando a Palavra de Deus e levando os homens à salvação. Hoje, a Igreja continua e nós nos sentimos felizes de fazer parte dela.

Nos reunimos nas Comunidades para rezar e partilhar o que temos, assim como os primeiros cristãos, como vimos na leitura dos Atos dos Apóstolos. Muitas pessoas participam da Igreja e exercem ministérios e serviços diferentes: catequistas, ministros da Palavra, coordenadores, grupos de cantos, padres, bispos, Papa, freiras etc. Todos devem estar a serviço do bem comum e principalmente dos irmãos mais necessitados, a exemplo de Jesus Cristo. A Igreja deve ser missionária.

Foi Deus quem nos chamou. Por isso, como batizados, queremos estar sempre ao lado de Deus, nunca nos separando dele.

E para estamos unidos a ele, temos de estar unidos com nossos irmãos, pois, como somos uma grande família, temos de nos amar. Deus é o Pai e todos somos iguais como irmãos.





Conversando sobre o assunto:

1. Qual a ordem de Jesus aos seus discípulos antes de ir para o Céu?
2. O que é a Igreja?
3. Igreja é uma família. Quem é o Pai e quem são os filhos?


5. Nosso compromisso


Como já aprendemos, a Igreja somos todos nós, filhos de Deus. A Igreja é a comunidade dos seguidores de Jesus. Deve ser uma comunidade viva, com a finalidade de continuar a missão que Jesus nos deixou. Para que isto aconteça, é necessário que vivamos o amor de Jesus Cristo, a que nos coloquemos a serviço da comunidade.

A Igreja somos todos nós que temos a mesma fé. Não confundir Igreja com a casa que é o local onde a gente se reúne. Ali é igreja (com i minúsculo), templo.

Todos os cristãos batizados formam a Igreja. Nela, todos somos iguais em dignidade. Porém, cada pessoa realiza uma função diferente. 

Em uma casa cada um tem o seu papel. O pai trabalha;  a mãe cozinha, cuida da casa (muito embora, nos tempos de hoje, muitas mães, além do trabalho de casa, ainda trabalham fora); os filhos estudam e assim por diante. Hoje vemos a necessidade do pai também participar dos afazeres do lar, assim como, os filhos também podem ajudar em pequenas tarefas domésticas.

Na grande família de Deus também é assim; todo o mundo tem de trabalhar. Daí temos o Papa, os bispos, os padres, os religiosos, os catequistas e demais leigos. Cada um usa o dom que Deus lhe deu. Um dá catequese, outro canta, outro ajuda na Missa, participa do grupo de jovens, de círculos bíblicos etc (aproveitar para relembrar os dons do Espírito Santo). E mesmo as crianças podem fazer muitas coisas na Igreja.

Devemos ir à missa todos os domingos e, quando não pudermos, em algum dia da semana. 

Mas não podemos ir à missa somente por ir ou para ficar fazendo bagunça. Não! Temos que participar da missa!

  • Devemos rezar com toda a Igreja;
  • Cantar com bastante alegria;
  • Prestar atenção nas leituras;
  • Ouvir o que o padre fala;
  • Levar uma mensagem para vivermos durante a semana.

Além da Missa, temos que participar da Catequese, dos encontros e de tudo o mais que Jesus através da sua Igreja nos oferece.

Perguntar:

  • Na Igreja se trabalha? Como?
  • O que você faz na Igreja?
  • Qual o nome de nossa Diocese? E da nossa Paróquia?
  • Você sabe o nome do Papa atual e do Bispo de nossa Diocese? Como se chamam os padres de nossa Paróquia?
  • Vai vai à Missa todos os domingos? Se não vai, prometa a Jesus que nunca mais vai faltar.

- Agora, cada um vai resolver as atividades da folha,  para ver se entendeu direitinho tudo que ouviu hoje.

                                  (Folha de atividades no final da página).



6. Oração Final e Encerramento


  • Convidar as criança para nos aproximarmos da maquete e, em silêncio, de mãos dadas, pensarmos nos nossos irmãos de comunidade.
  • Rezar juntos, repetindo com o catequista: "Senhor, que entre nós cresça o amor e a união. Que vivendo em comunidade, mostremos para o mundo a força do Evangelho. Amém!"
  • Canta a música "Fico Feliz".

Fico feliz em vir em sua casa
Erguer minha voz e cantar
Fico feliz em vir em tua casa
Erguer minhas mãos e adorar
Bendito é o nome do Senhor
Bendito é o nome do Senhor
Bendito é o nome do Senhor
Pra sempre.









A T I V I D A D E S


1. Para responder:

a) Como se chama a sua Diocese? E o Bispo?

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b) Como se chama a sua Paróquia? E o Padre?

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c) Como se chama a sua comunidade?

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d) Você conhece algumas pessoas que trabalham na Comunidade? Como se chamam?

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2. Jesus enviou seus discípulos para anunciar sua Palavra a todo o mundo. As pessoas que acolhiam a Palavram começavam a fazer parte da Igreja, pois aceitavam ser batizadas. Jesus disse: "Ide por todo o MUNDO e ANUNCIAI o EVANGELHO para toda a HUMANIDADE. Aquele que CRER e for BATIZADO será SALVO. E eu ESTAREI com vocês até o fim dos SÉCULOS. Descubra no "Caça-Palavras", as palavras que estão em negrito:


       M  E  V  A  N  G  E  L  H  O  F  R  D  D  B  X  S  W  Z

       A  G  E  Q  E   S  T  A  R  E   I  M  U  B  A  Y  C  B  M

       P   I  M  R  F   A  S   F  H  J  K  L  S  B  T  Z  Q  E   T

       U  O  U  L  A   G  D  A  X  H  U  M A  N  I   D  A  D  E

       H  A  N  U  N   C   I  A  I   J   U  J  L  H  Z  R  D  W A

       C  V   D  N  J   R  U W O  K   M  I  V  N  A  H  B  Y  G

       V  T   O  C  R   E  X  S  É  C   U  L  O  S  D  F  G  H  J 

       K   L   P  O  T   R  Y T  R  E  W  Q  A  X  O V  B  N  N













Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Livro Somos Igreja - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo





terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jesus é o Filho de Deus





Objetivos:

  • Apresentar Jesus Cristo às crianças, a partir do contexto do seu nascimento, da sua infância e do seu batismo;
  • Reconhecer João Batista, o primo de Jesus, como o enviado por Deus para preparar os caminhos de Jesus, nosso Salvador;
  • Apontar para a manifestação da Santíssima Trindade no Batismo de Jesus.




Recursos:

  • Gravuras que retratam o nascimento, a infância e o Batismo de Jesus.


Ambiente: 

  • Imagem da Sagrada Família
  • Bíblia
  • Vela
  • Dispor as cadeiras em círculo, sobre as quais serão colocadas as imagens do nascimento, da infância e do batismo de Jesus.



1. Acolhida

  • Acolher as crianças com entusiasmo e alegria. Cantar música bem animada. Que tal a nº 18, do CD do Livro  Conhecendo Jesus, do Pe. Orione Silva?
  • O catequista pede aos catequizandos  que cada um escolha uma das imagens que estão sobre as cadeiras. A seguir, o grupo se reúne em frente à imagem da Sagrada Família. Perguntar se sabem/lembram quem são as pessoas representadas na imagem. Conversar com as crianças e, após suas considerações, convidá-las a cantar uma canção, à escolha. 
  • Acalmar as crianças para rezar. Dar as mãos e repetir com o catequista : Jesus, mais uma vez nos reunimos aqui, para ficar bem pertinho do Senhor. Abençoe  o nosso encontro. Abençoe cada um de nós.  Nós sabemos que o Senhor é o Filho de Deus que veio para nos ajudar e ser nosso amigo. Por isso, queremos que o Senhor fique sempre conosco. Amém!
  • Pode-se encerrar a oração, cantando uma música suave. Pode ser a nº 12 do mesmo CD.
  • O grupo retorna às cadeiras. Pedir a cada criança que apresente a sua imagem e que faça comentários a partir do que observa. O catequista intervém, ampliando as ideias do grupo.


2.  Desenvolvendo o tema


Fazer memória dos encontros passados, em que se falava do amor de Jesus  e de como ele quer que nos amemos como irmãos.

Perguntar com quem Jesus aprendeu a amar.

Jesus aprendeu a amar com Deus, seu Pai, por viver em íntima comunhão com Ele. Jesus, em suas atitudes, palavras e gestos mostra como é o amor do Pai, pois Jesus acolhe a todos, é misericordioso, é bondoso, cuida dos doentes e tantas outras coisas que ele faz. O Pai ama a Jesus a ponto de dizer que  "ele é o seu Filho muito amado".

Antes de Jesus começar a sua missão, alguém preparou o povo para receber o Salvador. Como já vimos, essa pessoa foi João Batista, primo de Jesus e filho de Isabel e Zacarias. Jesus foi batizado no rio Jordão por João Batista. Deus Pai disse a todas as pessoas que lá estavam que Jesus é o seu Filho muito amado.

As histórias de João Batista e a história de Jesus se desenvolveram praticamente ao mesmo tempo. Vamos relembrar como isso aconteceu?

No sexto mês de gravidez de Isabel, Deus enviou  o Anjo Gabriel à cidade de Nazaré para levar um recado a uma jovem chamada  Maria, que iria se casar com um descendente de Davi, chamado José.
 Quando Maria  deu  seu "sim " a Deus para ser a mãe de Jesus, ela recebeu  a notícia de que sua prima  Isabel,  que  tinha idade avançada também estava esperando um filho.

Vocês  sabem o que Maria fez quando soube que sua prima também seria mãe?   Maria  se aprontou e foi com pressa para uma idade da Judéia, na região montanhosa. Entrou na casa de Zacarias  e  cumprimentou Isabel. Quando ouviu a saudação de Maria,  a  criança se mexeu dentro dela  e,   Isabel, cheia do Espírito Santo, falou bem alto: "Você é a mais abençoada de todas as mulheres!   E a criança  que você vai ter é também a mais abençoada!  Quem sou eu para que a  mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que ouvi você me cumprimentar,  a criança  ficou alegre  e   se mexeu  dentro  de   mim!   Você é feliz por acreditar que vai acontecer o que o  Senhor disse!"  Maria louvou o Senhor com o Magnificat





Maria ficou por aproximadamente três meses com sua prima Isabel. Certamente, nesse período, elas sonharam juntas com seus filhos, vivendo a espera na amizade, com gestos concretos de ajuda, fraternidade e oração.







Alguns parentes de Jesus moravam em Nazaré. Mas, outros moravam longe. Isabel e Zacarias moravam bem longe. Maria Gostava muito de Isabel. Mas era muito difícil visitar sua prima. A prima morava tão longe! ...





Jesus foi crescendo, crescendo ... João também foi crescendo ... Foi crescendo longe de Jesus.

José era o carpinteiro de Nazaré. Jesus auxiliava o carpinteiro de Nazaré.





- Estou contente com o meu Jesus! Como trabalha bem este menino! Até parece gente grande! Também já está quase moço! E eu estou ficando velho ... Cada vez mais velho ... Um dia ...    E Jesus completou:  -  Um dia, já sei. Eu vou ser o novo carpinteiro de Nazaré. Não é verdade?

Jesus é o Filho de Deus feito Homem. Mas em Nazaré, quase ninguém sabia disso. E muitos davam a Jesus um apelido. O apelido era: "filho do carpinteiro".

O Menino Jesus foi crescendo, crescendo. Aos poucos ia mostrando seu saber e sua santidade. Era o mais inteligente de todos os meninos. E também o mais santo.





O tempo foi passando, passando ... Jesus ficou logo um moço forte. Por isso trabalhava muito na oficina de carpinteiro. José já estava velho. Cada vez mais cansado e fraco. Por isso, trabalhava pouco.

Um dia, José morreu. Então, Jesus ficou sendo o novo carpinteiro de Nazaré.

Jesus e João eram quase da mesma idade. Mas, cresceram longe um do outro. Eles pouco se encontravam. Quase não se conheciam.

Quando José morreu, Jesus já era moço. Ficou morando com sua mãe, na casa de Nazaré. João já era moço também. E morava num lugar deserto. Nesse lugar havia montanhas. O rio Jordão passava ali perto. João levava uma vida sem conforto. Ele se vestia com pele de camelos. E se alimentava com gafanhotos e mel.

João amava muito a Deus. Ele era um santo homem.

Um dia, Deus falou a João, lá no deserto: -  João, você foi escolhido para dar uma boa notícia. Mas, vá falando pouco a pouco. Vá dizendo ao povo: O Messias já chegou. O Salvador dos homens já está no meio de nós. Jesus já veio à terra. Até agora quase ninguém sabe disso. Mas, daqui a pouco, Jesus vai ficar conhecido. Ele vai ensinar a todos o caminho do céu.

Estava chegando a hora de Jesus ficar conhecido. O primo João devia ir avisando o povo. Ele era precursor de Jesus. Precursor quer dizer: quem vai na frente anunciando. João começou seu trabalho com muito amor. Saiu de sua tenda, lá do alto. E procurou ficar sempre nas margens do rio Jordão. Por aí, passavam muitas pessoas. Eram viajantes que vinham de vários lugares. João batizava as pessoas no rio Jordão. Recomendava a todos que não cometessem pecados. E dizia: - A gente não deve pensar só em gozar a vida. Deve também fazer algum sacrifício, por amor a Deus.




Aos trinta anos, Jesus deixou a casa de Nazaré. Começou a viajar. Agora, Jesus queria ir ao encontro do primo. Ele sabia de tudo quanto João fazia, lá no deserto. Lá no deserto, João começou o seu trabalho. E, pouco a pouco, ia falando de Jesus. João batizava os viajantes no Rio Jordão. E dizia: - Vão se preparando. Depois de mim virá o Salvador. O Salvador vai chegar logo.

João Batista falava a verdade. Jesus até já estava no meio do povo. Tinha vindo com outros viajantes. Mas, esses viajantes não conheciam Jesus. Um dia, Jesus chegou ao rio Jordão. Chegou com outros viajantes. Ele aproximou-se de João Batista e disse: - Eu também quero ser batizado. João Batista olhou firme para aquele viajante.  Ele reconheceu-o no mesmo instante. Era Jesus, o Salvador. Então, João Batista, perplexo, falou:   - Como?! Eu vou batizar o Senhor? Não, isso não. Eu é que deve ser batizado pelo Senhor. Para mim isso é que está certo.Mas, Jesus insistiu: - Faça o que eu estou pedindo. Mesmo que você não entenda. João ficou calado. Obedeceu.

 Assim, Jesus foi batizado.





Conversando com a turma:


Todos os parentes de Jesus moravam em Nazaré? Isabel e Zacarias moravam em Nazaré? Quem era Isabel? Como era o nome do filho de Isabel  e Zacarias? Qual era o grau de parentesco entre João e Jesus? Por que João e Jesus cresceram distante um do outro? Qual era o nome do pai adotivo de Jesus? Qual era a profissão de José? E a de Jesus? Jesus é o Filho de Deus, mas ninguém sabia disso; qual era o apelido que muitos davam a ele? O que aconteceu quando José morreu? Quando José morreu, Jesus já era moço e ficou morando com sua mãe na casa de Nazaré. E João, que também já era moço, onde morava? Como ele se vestia e como se alimentava? O que fazia João no deserto? Por que seu apelido era Batista? Como era João Batista? O que respondia João quando lhe perguntavam se ele era o Salvador prometido de Deus? Quando Maria ouviu as notícias que chegaram a Nazaré, a respeito de Jesus, qual foi a sua atitude? Qual foi a reação de Maria quando Jesus pediu para falar-lhe? Com quantos anos Jesus deixou a casa de Nazaré para viajar? Jesus foi ao encontro do primo; o que aconteceu quando Jesus chegou ao rio Jordão? O que Jesus disse a João Batista? O que João Batista respondeu ao reconhecer Jesus? E Jesus, o que disse a João Batista depois de sua resposta? João batizou Jesus?

Vamos ver na Bíblia o que aconteceu durante o batismo de Jesus? 


5. Leitura: Mc 1,9-11


"Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João, no rio Jordão. Logo que saiu da água, viu o céu rasgar-se e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. E do céu veio uma voz: "Tu és o meu Filho amado; em ti está o meu agrado."




Durante o batismo de Jesus os céus se abriram e o Espírito de Deus desceu como pomba e pousou sobre Jesus e uma voz do céu disse: "Tu és o meu Filho muito amado ...".

Por que Deus, o Pai de Jesus o chama de "Filho muito amado"?

O Pai ama Jesus, seu Filho. Jesus também ama a Deus, seu Pai. Jesus o chama de Papai (na língua de Jesus é Abba). Foi Jesus que nos ensinou a chamar Deus de Pai. E nos deixou como herança uma bonita oração onde também nós chamamos a Deus de Pai nosso. Assim, nós também somos filhos de Deus.

Assim como Jesus, nós também somos muito amados por Deus. Aquela frase bonita que Deus disse no dia do batismo de Jesus vale para nós também. Nós somos os seus filhos amados em quem ele põe todo o seu carinho e seu afeto. A partir do nosso batismo, nós assumimos este compromisso de viver como filhos queridos de Deus, buscando sempre o que é bom e deixando para trás o que não presta, pois, agora, também nós estamos cheios do Espírito Santo de Deus, que é sua força em nosso coração. Pelo Batismo, estamos bem unidos a Jesus e nada pode nos separar dele.


6. Oração Final e Encerramento


  • No formato de uma via-sacra, o grupo passará pela sequência dos fatos do nascimento até o batismo de Jesus. É solicitado que uma criança por vez reconte o fato a cada imagem, ao que todos proclamam o refrão da canção realizada no momento da oração.
  • Ao final, todos de mãos dadas rezam o Pai-Nosso.







Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Livro, Conhecendo Jesus - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
  • Livro do Catequista - Fé - Vida - Comunidade (Paulus)



  • OBS:  Ao preparar este encontro, transcrevi conteúdo de livro que não possuo mais, em razão de alagamento decorrente de chuvas, em que perdi grande quantidade de material de catequese.  Estou repondo esse material e, tão logo adquira o referido livro, editarei para indicar o nome da obra e o nome do autor. 










segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Jesus ensina como ser amigo




Objetivo:

  • Compreender a importância de expressar, em gestos concretos, o respeito pelos outros, para ser amigo de Jesus.

Ambiente:

  • Imagem de Jesus
  • Bíblia
  • Vela

Recursos:

  • Dois grandes elásticos;
  • Gravuras ou desenhos dos personagens principais da história;
  • Gravura de uma criança.



1. Acolhida e Oração Inicial


  • Acolher a turma com simpatia e bom humor.
  • Cantar a música nº 1 do CD do Livro Jesus, nosso salvador, do Pe. Orione Silva, ou outra à escolha, que tenha a ver com o tema.
  • Rezar uns pelos outros, suplicando a Jesus, paz e alegria para os colegas. Colocar a mão no ombro da pessoa ao lado e repetir juntos: Ó Jesus, Filho de Deus Pai, o Senhor veio ao mundo para trazer paz e alegria a todos os corações. Olhe com amor para todos nós, especialmente para este colega, e dê a ele sua salvação, toda paz e alegria que ele tanto deseja. Ilumine sua vida e faça-o feliz. Amém! 
  • Abraçar os colegas e desejar-lhes a paz de Jesus.
  • Cantar música apropriada. 


2. Dinâmica


  • Formar duas filas com a mesma quantidade de crianças (se for número ímpar, uma criança da fila menor participa duas vezes). Os primeiros de cada fila recebem um elástico e terão que passá-lo pelo corpo, da cabeça aos pés, em seguida, entregarão o elástico para a criança de trás, que faz o mesmo e assim por diante. Vence a fila que terminar primeiro.
  • Nesta dinâmica, as crianças ficam torcendo para que seus colegas sejam rápidos, mas pode haver discussão por parte de alguns, pois algumas crianças são mais "lentas" e acabam "atrapalhando" o grupo. O catequista deve aproveitar para trabalhar sobre o ritmo diferente de cada um e sobre o respeito de um pelo outro.
  • Convidá-los a ouvir a história  de Carlos, um menino que não sabia respeitar seus coleguinhas.


3. História: "Carlos, o amigo de todos".



Carlos morava em um prédio com muitos apartamentos. Era briguento e xingava todo mundo. As brincadeiras dele eram: riscar carro, andar de skate em lugares proibidos, estragar plantas, jogar água pela janela, apertar todos os números do elevador. Quando Carlos agia assim, algumas crianças achavam graça e riam muito. Mas nem todas concordavam com o que Carlos fazia, pois o achavam mal educado.

Um dia, Carlos foi viajar e as crianças puderam finalmente se divertir tranquilamente no parquinho. E começaram a conversar sobre ele: "Será que um dia Carlos vai mudar?" Então Márcia teve uma ideia, e falou: "Quando Carlos fizer de novo essas brincadeiras de mau gosto, nós poderíamos não achar nenhuma graça. Assim ele aprenderia que estava agindo errado e mudaria de comportamento". Quando Carlos chegou de viagem fizeram como haviam combinado. Dito e feito. Carlos passou a perceber que seu comportamento não agradava a todos e mudou.

Um dia as crianças chamaram Carlos para ir ao salão de festas e ele entrou desconfiado, O salão estava todo enfeitado com balões, bem no alto havia uma grande faixa escrita: "Carlos, você é um menino muito especial, todos nós gostamos de você". Deram a ele de presente um certificado de síndico-mirim para que ele ajudasse a cuidar do prédio. Hoje, ninguém mais se lembra do antigo Carlos, todos gostam muito dele e ele é amigo de todos.


Conversando com a história:

Como agia Carlos? O que seus colegas achavam do comportamento dele?  Enquanto Carlos viajava, o que as crianças combinaram? O que aconteceu depois que Carlos mudou de comportamento? Refletir com os catequizandos sobre como eles se comportam junto com seus colegas.

Afirmar que as novas amizades de Carlos fizeram com que ele ganhasse novos amigos, tornando-se mais queridos por todos e, assim, também ser líder respeitado.

Fazer uma procissão levando a Bíblia, velas, a imagem de Jesus e a gravura de uma criança para que os catequizandos observem.

Após, escutar a Palavra de Deus.


4. Leitura: Jo 15, 9-17


"Vocês são meus amigos se fizerem o que eu estou mandando."


Conversando:


Deus não nos criou para a solidão, mas para o amor. Amor a ele, a nós mesmos, e ao próximo.

Nós, como filhos e filhas de Deus, somos chamados a viver em família e em comunidade. Somos criados por Deus e gerados por nossos pais para viver no amor, na comunhão, na partilha e na fraternidade. Jesus também precisou dos discípulos e amigos para formar uma comunidade e mostrar que sozinhos nada somos e nada podemos. Precisamos uns dos outros, porque queremos amar e ser amados.

Jesus quer muito ser nosso amigo. Para isso precisamos fazer o que Ele nos pede: respeitar e amar todas as pessoas.

Temos a capacidade e podemos, de hoje em diante, valorizar e respeitar mais as outras pessoas. Somos chamados e chamadas a amar mais quem está próximo de nós. Devemos: não colocar apelidos, não xingar, não brigar, ouvir o que o outro tem a nos dizer, colaborar com todos, ser gentil ... Assim devem ser nossas atitudes diante dos colegas da escola, da catequese, dos nossos pais, dos nossos irmãos e demais parentes.

Jesus quer ser nosso amigo, será que estamos sendo amigos de Jesus? O que precisamos fazer para sermos amigos de Jesus?

Precisamos amar como Jesus amou.







5. Atividades


  • Preparar uma cruz de papelão e estrelas de papel colorido de aproximadamente 5 cm, uma para cada catequizando.
  • Pedir aos catequizandos para que, em silêncio, pensar em uma atitude que possa fazer para ser amigo de Jesus. A seguir, escrevê-la na estrelinha.


6. Oração Final e encerramento


  • Cada catequizando, espontaneamente, vai até a cruz e lê a atitude que quer assumir com Jesus.
  • Motivar para que façam preces espontâneas, uns pelos outros.
  • O catequista poderá concluir, pedindo a Jesus para dar forças a cada um, a fim de cumprirem esses compromissos e atender seu mandamento que diz: "amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês."
  • Os catequizandos deverão levar a estrela para casa para lembrá-los do compromisso que assumiram com Jesus. O catequista poderá combinar com eles onde deverão colocar a estrela.










Fontes:


  • Bíblia Sagrada
  • Livro, Jesus, nosso salvador - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo

  • OBS:  Ao preparar este encontro, transcrevi conteúdo de livro que não possuo mais, em razão de alagamento decorrente de chuvas, em que perdi grande quantidade de material de catequese.  Estou repondo esse material e, tão logo adquira o referido livro, editarei para indicar o nome da obra e o nome do autor. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Jesus nos traz a alegria e a lliberdade de filhos de Deus




Objetivos:


  • Conhecer os sinais que Jesus apresentou aos seus discípulos e ao povo para demonstrar o seu amor e para provar que Ele é o enviado do Pai.
  • Entender que o valor e a dignidade das pessoas estão em primeiro lugar e que devem ser reconhecidos e respeitados.

Ambiente:

  • Bíblia
  • Vela
  • Flores


1. Acolhida e Oração Inicial

  • Acolher as crianças com entusiasmo e alegria. Cantar música bem animada.
  • Criar clima de silêncio para rezar.
  • Fazer o sinal da cruz.
  • Motivar: Estamos conhecendo melhor a missão de Jesus: o que ele fez, o que ele ensinou, o Reino que ele inaugurou. Esse Reino de Jesus acontece quando nós o deixamos guiar nossa vida. Nós acolhemos Jesus, ele passa a ser o nosso Rei e toda a nossa vida vai ganhando novo sentido.
  • Convidar a turma a acolher Jesus e seu Reino, cantando a música nº 9 do Livro Jesus, nosso Salvador, do Pe. Orione Silva.
  • De mãos dadas, repetir juntos: Ó bom Jesus, nós sabemos que o Senhor quer ter muitos amigos. Por isso, estamos aqui. Queremos ser seus amigos. Queremos seguir seus passos. Queremos ouvir sua Palavra. Venha, Jesus, nos abençoar, para vivermos sempre em sua presença. Amém!
  • Encerrar, cantando música  suave, à escolha.



2. Motivação


No encontro anterior, vimos que depois do Batismo, Jesus saiu para realizar a sua missão. ara auxiliá-lo, resolveu formar um grupo. Para isso, convoca doze pessoas (Apóstolos), são eles: Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu e João, seu irmão; Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago,  Tadeu, Simão e Judas Iscariotes (Mt 4,18-25). 


Jesus realizou muitos milagres:  O servo do centurião (Mt 18,5-13), cura de um leproso (Mc 1,40-45), ressuscitou a filha de Jairo (Lc 8,41-56) ...





Tudo isso, fazia Jesus para demonstrar o seu amor pelo povo e para que todos pudessem crer na paternidade e no poder de Deus.

O primeiro milagre de Jesus foi numa festa de casamento em Caná da Galiléia; sua mãe Maria, percebeu que tinha acabado o vinho da festa e pediu a Jesus que fizesse algo. Jesus mandou que os servos enchessem os potes  com água e a transformou em vinho   (Jo 2,1-11). 



Outro milagre muito significativo de Jesus foi quando estava pregando o Evangelho para uma multidão  de cinco mil pessoas onde ninguém tinha o que comer; Jesus pediu aos apóstolos que recolhessem o que o povo tinha. Acharam entre eles cinco pães e dois peixes. Jesus com apenas esse alimento, saciou toda a multidão sobrando ainda doze cestos (Mt 14,13-21).




Esse milagre vem mostrar que Jesus não se preocupava só com o espiritual do homem; mas ao mesmo tempo que pregava o Evangelho, ensinando a todo o povo, dava-lhes de comer. Isso é um exemplo a nós: devemos falar de Jesus, mas também ajudar a quem tem fome. Acolher o necessitado e viver nesta vida os mandamentos de Jesus, resumidos neste: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amo." (Jo 15,12).



3. Desenvolvendo o Tema


Nós já aprendemos que as pessoas têm muito valor. Todos os seres vivos, tudo o que existe tem valor. Mas o ser humano é imagem e semelhança de Deus. Tem ainda mais valor do que as outras coisas. Porém, quando Jesus veio ao mundo, encontrou situações estranhas em que as pessoas eram tratadas como se não tivessem valor.

No tempo de Jesus, havia umas leis muito severas. Por exemplo, no dia de sábado, ninguém podia fazer nada. O sábado era um dia de repouso absoluto. Todos tinham de ficar quietos, sem fazer nada. E mesmo que surgisse alguma emergência, era preciso esperar passar o sábado para resolver a questão no dia seguinte. O sábado era sagrado - assim dizia a lei.

Coitado de quem precisasse de ajuda nesses dias, porque, no sábado, ninguém podia ajudar ninguém. Se alguém estivesse morrendo no meio da rua, ninguém podia ajudar. Se alguém adoecesse, ninguém podia ajudar.  Qualquer coisa que acontecesse, não se podia fazer nada, porque a lei era dura e dizia que o sábado era dia de não fazer nada. Então, era torcer para que não acontecesse nada em dia de sábado.

Mas acontecia, principalmente quando Jesus estava por perto. As pessoas, vendo Jesus, nem ligavam para o sábado. Corriam atrás dele e iam pedir socorro, não importando o dia da semana. Quando Jesus passava, o povo se reunia. Vinham doentes para serem curados, pecadores para serem perdoados, aflitos para serem consolados. Na hora do aperto, todos se esqueciam de que o sábado era dia de não fazer nada.

O próprio Jesus não se preocupava com certos costumes daquele povo. Ele pensava: "Que ideia é essa de ficar descansando o sábado inteiro, mesmo sem estar cansado?"

E saía pela cidade afora, atendendo e socorrendo a quem precisasse, porque, afinal, todo dia é dia de fazer o bem.

Então, algumas pessoas que não compreendiam a bondade de Jesus  começaram a ficar de olho nele, para ver o que ele fazia em dia de sábado. Começaram até mesmo a seguir Jesus, só para implicar com tudo o que ele fazia no sábado.

Certa vez, Jesus entrou no templo e encontrou um homem muito doente. Ele tinha a mão seca. Sua mão não se mexia e não servia para segurar as coisas, por isso ele não podia trabalhar e sofria muito com aquilo.

Acontece que era dia de sábado. Havia muita gente no templo, entre elas as pessoas que andavam implicando com Jesus. Segundo o costume do povo, Jesus não podia curar aquele homem naquele dia. Mas Jesus era bom e gostava de fazer o bem, não importava o dia que fosse.

Então, Jesus chamou o homem doente para o meio do templo e perguntou, em alta voz, ao povo, que o olhava atentamente: "O que vocês acham que devemos fazer no sábado: o bem ou o mal? Devemos socorrer quem está doente ou deixá-lo sofrer só porque é sábado?".

Todos ficaram calados. Ninguém respondia nada. Jesus até ficou triste com a dureza de coração daquelas pessoas que não queriam vê-lo fazendo o bem no sábado, mas não se importou. Aproximando-se do homem disse: "Estende tua mão!" O homem estendeu a mão e ela imediatamente ficou curada.

Mc 3, 1-10


Então foi aquela aquela confusão. O homem, vendo sua mão curada, ficou radiante de felicidade e saiu pulando de alegria e contando para todo mundo. Muitas pessoas que viram aquele milagre também se encheram de alegria e compreenderam que era preciso fazer o bem todos os dias, principalmente no sábado, que era um dia santo, dedicado a Deus. Mas um grupinho de pessoas ciumentas fez cara feia para Jesus e saiu dali indignado, pensando em arranjar um jeito de impedir Jesus de fazer curas no sábado. Eles queriam até prender Jesus, para ver se assim ele sossegava.




Mas Jesus seguia em frente e não ligava para aquelas coisas. Saindo do templo, foi para a beira do mar. Uma multidão enorme foi atrás dele. Sem se preocupar se era sábado, Jesus atendeu a todos, curou a muitos e fez o bem a quantos necessitavam de sua ajuda. Aquelas pessoas que tinham bom coração compreenderam que o bem deve ser feito todo dia. Deus ama sempre o seu povo, todos os dias da semana. E não existe essa história de que há dia certo para fazer o bem e amar as pessoas. Todo dia é dia de fazer o bem!



Conversando:

  • Qual era o costume do povo a respeito do sábado?
  • O que Jesus achava desse costume?
  • Jesus deixou de fazer o bem em dia de sábado?
  • O que Jesus fez, quando encontrou no templo, o homem de mão seca?
  • O que as pessoas acharam disso?


4. Leitura: Lc 13,10-17


Estava Jesus ensinando na sinagoga em um sábado. Havia ali uma mulher que, há dezoito anos, vivia num estado de espírito que a deixava doente: andava curvada e não podia, de modo algum erguer-se. Ao vê-la, Jesus a chamou e lhe disse: "Você está livre de sua doença". Ao mesmo tempo, Jesus lhe impôs as mãos e, no mesmo instante, ela se endireitou e começou a glorificar a Deus.






Mas o chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado - o que era proibido pela lei - disse ao povo: "São seis os dias em que se deve trabalhar. Venham, pois, nesses dias para se curarem, mas não em dia de sábado".

Então, Jesus retrucou: "Hipócritas! Cada um de vocês não desamarra, no sábado, seu boi ou seu jumento, para os levar a beber? Então, essa filha de Deus, que estava oprimida há dezoito anos, não devia ser libertada em dia de sábado?"

Ao proferir essas palavras, todos os seus adversários se encheram de confusão, ao passo que todo o povo se entusiasmava, observando tudo o que Jesus realizava.


       - Palavra da Salvação.
       - Glória a vós, Senhor!



Partilha:

  • Onde Jesus estava no dia em que curou a mulher? Vamos lembrar para que serviam as sinagogas? (Eram lugares onde o povo se reunia, principalmente aos sábados, para estudar a Palavra de Deus).
  • Quem Jesus encontrou na sinagoga precisando de ajuda?
  • Há quanto tempo aquela mulher estava doente? Qual era a doença dela?
  • O que Jesus fez para ajudar a mulher encurvada?
  • Como foi a reação do povo, diante do gesto de Jesus? Todos gostaram?


Conversando:


Nem todos gostaram do gesto de Jesus. Era um gesto bom. Jesus estava devolvendo a saúde a uma mulher doente. Era para todo mundo aplaudir. Mas não foi assim. Vamos entender melhor o texto:

A mulher vivia encurvada: Há dezoito anos, vivia doente. A mulher encurvada é o símbolo das pessoas que vivem sob o peso da opressão. Os males pesam em nossas costas e nós, não conseguindo vencê-los, nos curvamos por causa deles. O ser humano não foi feito para se curvar diante do mal, seja qual mal for. Mas, quando os problemas pesam muito, a gente fica como que encurvado, precisando de ajuda para vencer. Essa mulher encurvada representa aqui todas as pessoas que quase não estão aguentando mais o peso que carregam: seus problemas, suas preocupações, suas doenças e tudo o mais que pesa sobre os seus ombros.

Jesus a ajudou: Jesus ajuda a mulher a vencer o mal que a oprimia e a fazia sofrer.  Ela se endireitou. Isso significa que, com a ajuda de Jesus, ela conseguiu superar suas dificuldades. Ele veio para ajudar.

Mas o chefe da sinagoga protestou: Ele pensava: "A sinagoga é um lugar para rezar e não para fazer curas". Além do mais, o chefe da sinagoga pensava que, no dia de sábado, não se podiam fazer curas. O sábado era um dia santo, no qual todo mundo devia descansar e rezar. Nada de curas ou qualquer outra atividade diferente dessas. Para Jesus, porém, ajudar aquela mulher era mais importante, ainda que fosse sábado e em plena sinagoga. O chefe da sinagoga representa aqui as pessoas que não ligam muito para os outros. Para ele, tanto fazia se aquela mulher estava curvada ou endireitada. O mais importante para ele era cumprir o costume, mesmo que o costume fosse desumano, porque infelizmente existem alguns costumes que são desumanos.

Mas Jesus retrucou: Jesus mostra a contradição do costume daquele tempo. Ele diz que, se um boi precisar de ajuda no sábado, o dono do boi sai de casa e vai ajudá-lo. Mas, se uma pessoa precisar de ajuda, as pessoas pensam que não se deve ajudar. Esse jeito de pensar é bastante estranho, pois não coloca o bem das pessoas em primeiro lugar.

Os adversários ficaram confusos; o povo ficou entusiasmado. O povo ficou dividido. Uns gostaram da atitude de Jesus, porque concordaram que a pessoa vale mais que um boi ou jumento e, por isso mesmo, as leis e os costumes devem existir para o bem das pessoas. Mas houve quem ficasse contrariado, porque Jesus, nesse caso, não seguiu os costumes do povo.

E, com isso, Jesus nos dá um grande ensinamento: as pessoas têm valor. É preciso respeitar a dignidade das pessoas. As leis e os costumes devem existir para ajudar as pessoas e não para atrapalhar. Jesus coloca a pessoa humana em primeiro lugar. Esse é um ensinamento que a gente nunca pode esquecer.




5. Atividades


Sugestão:
  • Cantar a música "A mulher encurvada", fazendo os gestos sugeridos pela letra (Música 10 do CD do Livro Seguindo Jesus, do Pe. Orione Silva).
  • Separar os catequizandos em duplas. Distribuir uma folha de papel para cada dupla, para que escrevam sete coisas que fazem a pessoa ficar encurvada e dominada pelos males e sete coisas que ajudam a pessoa a se libertar dos males e enfrentar a vida com alegria.
  • Escritas as palavras, conferi-las e comentá-las.

Conclusão:

Jesus enfrenta um costume muito desumano de seu tempo, para ensinar que as pessoas têm valor.  Mesmo que seja uma pessoa simples, pobre e doente  -  como a mulher encurvada -, ela não pode ser desprezada nem tratada com pouco caso. As pessoas precisam de ajuda para superar seus males e suas dificuldades. O ensinamento de Jesus é muito claro. Ele não somente ajuda a mulher, mas quer que a gente aprenda a ajudar os outros, reconhecendo a dignidade de todas as pessoas. A dignidade e o valor das pessoas são coisas tão importantes que até as leis devem levar isso em conta. E, se houver, em algum lugar, algum costume ou alguma lei que não reconheça a dignidade das pessoas, isto precisa ser repensado. As leis e os costumes devem existir para proteger e ajudar as pessoas, e não para atrapalhar a vida delas.



6. Oração Final e Encerramento

  • Cantar várias vezes a música 5 (CD do Livro), até a turma interiorizar a mensagem. Por fim, cantar bem baixinho. Enquanto isso o catequista vai conduzindo a reflexão: Deus é bom e mandou seu filho Jesus para nos salvar. Jesus nos ensinou que toda pessoa tem valor e deve ser respeitada. Se alguma vez a gente desprezou alguém, maltratou algumas pessoas, ofendeu outra, então é preciso pedir perdão. Humilhar os colegas, desrespeitar os companheiros, agredir os mais fracos, ignorar o sofrimento de alguém não são atitudes que fazem parte do Reino de amor que Jesus veio trazer.  Vamos pedir perdão e prometer melhorar (silêncio).
  • Cantar de novo a música anterior. Encerrar rezando o ato de contrição, que eles já devem saber de cor. Senão, repetir uma prece de perdão com o catequista.
  • Motivar a turma para o próximo encontro.









Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro do Catequista - Fé - Vida - Comunidade (Paulus)
  • Livro Seguindo Jesus - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo