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domingo, 20 de outubro de 2013

Celebração Com as Crianças da Catequese e Seus Familiares





Nesse sábado, tivemos Celebração da Palavra com os catequizandos e seus familiares. Terminada a celebração, fomos para o salão paroquial, onde fizemos uma pequena confraternização em homenagem ao Dia das Crianças; comemoração atrasada em razão do feriado da semana passada, em que nossa Paróquia participou da romaria na Igreja Nossa Senhora do Pilar, aqui em nossa cidade.
Foi um encontro muito legal! Ficamos muito felizes!

Vou descrever abaixo tudo o que fizemos e postar algumas fotos que tiramos.




  • Com uma semana de antecedência, enviamos aos familiares dos pequeninos um convite muito especial, conforme abaixo:





Graças a Deus, convite aceito pela maioria dos familiares!



CELEBRAÇÃO DA PALAVRA COM AS CRIANÇAS DA CATEQUESE




C - Bom dia irmãos e irmãs! Sejam bem vindos à nossa Celebração, em que estaremos em comunhão com todos os missionário e em especial, com todas as crianças do mundo inteiro.

Canto inicial : 

"Eis-me aqui Senhor! Eis-me aqui Senhor! ..."


C - Neste mês, celebramos o apelo da Igreja Missionária. Muitas pessoas gastam suas vidas levando a mensagem cristã para as outras. É o próprio Espírito Santo que está presente na ação missionária, desde que haja em cada um atitude de gratuidade, de fé e fidelidade ao ensinamento de Jesus.

D - Com o coração cheio de fé, estamos reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (podemos cantar: Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui! Para louvar e agradecer, bendizer e adorar ... ).

T - Amém!

D - Que a paz de Jesus, nosso Salvador, o amor do Pai e a alegria do Espírito Santo estejam com todos vocês!

T - Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ato Penitencial:

D - Vamos pedir a Jesus que nos perdoe e, arrependidos de nossos pecados, rezemos juntos:

  • Senhor, pelas vezes que, por preguiça, não participei da Catequese, tende piedade de nós.
     T - Senhor, tende piedade de nós.

  • Cristo, pelas vezes que não respeitei meus pais e meus professores, tende piedade de nós.
      T - Cristo, tende piedade de nós.

  • Senhor, pelas vezes que briguei com emu irmão, esquecendo o ensinamento de Jesus, tende piedade de nós.
       T - Senhor, tende piedade de nós.

Oração:


C - Vamos acolher, com muita alegria, a Palavra de Deus:

Canto: 

"Tua Palavra é! Luz do meu caminho. Tua Palavra é! ..."

(Entram as crianças com a Palavra e as velas).

Primeira Leitura: 

(Rm 4,13.16-18)

Responsório: 

(Sl 104)

Aclamação:

(Jo 15,26b.27a)

Canto: 

"Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia! ... Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia!
O Espírito Santo, a verdade, de mim irá testemunhar,
E vós minhas testemunhas sereis em todo lugar.
Aleluia, aleluia ..."


Evangelho:

(Lc 12, 6-12)


Preces:

C - Vamos agora, apresentar a Deus  as nossas preces:

  • Nós vos pedimos, Senhor, que em nossa casa reine o amor, a confiança e o respeito. Rezemos ao Senhor.
      T - Senhor, escutai a nossa prece.
  • Senhor, nós vos pedimos, abençoa a nossa Igreja, formada pelo povo de Deus espalhado por toda a terra. Rezemos ao Senhor.
  • Nós vos pedimos, Senhor, que aumenteis cada dia mais o nosso desejo de viver com Jesus. Rezemos ao Senhor.
  • Ó Senhor, que vosso amor afaste de nossos corações o medo e o desânimo. Rezemos ao Senhor.
  • Senhor, fazei que todas as crianças tenham casa, pão, educação e saúde. Rezemos ao Senhor.
  • Senhor, sustentai nossa comunidade na vivência do amor e no serviço a todos. Rezemos ao Senhor.
  • Nós vos pedimos, Senhor, chamai muitas crianças para participarem da catequese. Rezemos ao Senhor.
  • Senhor, prepara nosso coração para receber Jesus no sacramento da Eucaristia. Rezemos ao Senhor.

Ofertório:

(Entram duas crianças, com o pão e o vinho).

 Louvor: 

D - Oremos.
(Estender as mãos sobre a turma e rezar): Deus Pai misericordioso, pelo poder de Jesus, guiai esses vossos filhos em sua missão. Fortalecei sua fé para que sejam no mundo uma presença marcante em favor da vida e no trabalho  do Vosso reino. Assim seja!

Abraço da Paz:


D - Agora, cheios de alegria, vamos nos cumprimentar desejando a paz de Cristo.

Canto:

"Vamos cantar, a paz do meu Senhor Jesus! ..."



Partilha:


Bênção Final:

D - O Senhor esteja convosco!
T - Ele está no meio de nós!

D - Desça sobre todos vocês a bênção e a proteção de nosso Deus amoroso, Pai, Filho e Espírito Santo.
T - Amém!

D -  Que ele sustente nossa fé e nos dê firmeza e paz.


T - Amém!






Estou postando abaixo, algumas fotos que tiramos para registrar esse grande momento!




(foto 1)


(foto 2)


(foto 3)


(foto 4)


(foto 5)


(foto 6)



(foto 7)


(foto 8)


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(foto 18)



Lembrancinhas que foram distribuídas para as crianças, no final da celebração:


(foto 19)


(foto 20)


Nossa confraternização, no salão paroquial. 
Muito cachorro-quente e bolo de chocolate! 


(foto 21)


(foto 22)


(foto 23)


(foto 24)


(foto 25)



Foi uma manhã maravilhosa! Louvado seja Deus!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Entrevista com a Mãe do Salvador



Hoje encontrei nos meus guardados, uma filmadora antiga, e lembrei de um encontro, na Pré- Catequese, em que falei para aos pequeninos sobre a nossa Mãezinha do Céu.
A ideia surgiu depois da leitura de um texto num Livro de Catequese da Arquidiocese do Rio de Janeiro, cuja atividade eram perguntas em forma de entrevista à Nossa Senhora. Fiquei pensando, como seria legal fazer uma encenação com essa entrevista, então combinei com a turma que faríamos naquele dia um programa de televisão e que teríamos uma convidada muito importante.





Escolhi uma menina para representar a repórter,  um menino para ser o câmera-man e outro para ser o fotógrafo.

Quando estavam todos preparados para o início do "programa", anunciei a entrevistada. Uma menina, vestida de Maria, entrou e sentou-se numa cadeira que estava em lugar de destaque. Um menino fingia estar filmando tudo e o outro, fingia fotografar (pena que não fotografamos de verdade).  O restante da turma era a plateia.

Aí a repórter começou a entrevistar a nossa convidada especial:


REPÓRTER:
- Meu nome é Kailane e participo da Catequese na Paróquia Nossa Senhora das Graças. A Senhora poderia responder a algumas perguntas?

MÃE DO SALVADOR:
- Sim, com muito carinho.

REPÓRTER:
- Como se chama?

MÃE DO SALVADOR:
- Maria.

REPÓRTER:
- Só Maria?

MÃE DO SALVADOR:
- Sim, mas se quiser pode me chamar de Maria de Nazaré ou de algum outro nome com que o povo de Deus gosta de me chamar. Embora sendo uma só pessoa, os meus filhos me chamam de muitas formas carinhosas.

REPÓRTER:
- A Senhora é a mesma Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora Aparecida, Virgem de Guadalupe e Nossa Senhora das Dores?

MÃE DO SALVADOR:
- Isso mesmo. Me chamam também de Virgem Santíssima,  Nossa Senhora do Rosário, Imaculada Conceição ...

REPÓRTER:
- Por que Imaculada Conceição?

MÃE DO SALVADOR:
- Porque, pela vontade de Deus, eu nasci sem pecado, pura de coração, para que pudesse ser a Mãe  de Jesus.

REPÓRTER:
- Em que lugar viveu?

MÃE DO SALVADOR:
- Em Nazaré, na Galiléia.

REPÓRTER:
- Como se chamavam seus pais?

MÃE DO SALVADOR:
- Ana e Joaquim.

REPÓRTER:
- Como se chamava seu noivo, que foi escolhido para ser pai adotivo do Filho de Deus, nosso Salvador?

MÃE DO SALVADOR:
- Meu noivo era um homem muito bom, chamado José, um carpinteiro.

REPÓRTER:
- Qual foi o melhor presente que a Senhora recebeu de Deus?

MÃE DO SALVADOR:
- Ter sido a escolhida para ser mãe do Filho de Deus, que se fez homem, para trazer a esperança e salvação para todos os homens. 

REPÓRTER:
- Nossa Senhora das Graças é a nossa Padroeira. É a Senhora também?

MÃE DO SALVADOR:
- Sim. Um dia o Anjo de Deus me chamou "cheia de Graça" e eu tenho muitas graças para derramar sobre todos os meus filhos aqui na terra, mas é preciso que eles me peçam.

REPÓRTER:
- Ah ... Então foi a Senhora que apareceu para a Santa Catarina Labouré?!

MÃE DO SALVADOR:
- Sim. Isso aconteceu na França, na Congregação das Filhas da Caridade.

REPÓRTER:
- É esse o tema do nosso encontro de hoje. Nós estamos curiosos para saber como isso aconteceu, pois nesse mês vamos comemorar o seu dia, porque a Senhora é a Padroeira da nossa Paróquia. Foi muito bom conhecer um pouco de sua vida. Nós queremos lhe agradecer por ter dito sim a Deus e ter nos dado o Salvador. E agradecemos a Jesus por nos ter dado a Senhora como nossa Mãe.  Fica aqui conosco, junto com Jesus, e nos faça companhia!

MÃE DO SALVADOR:
- Com muito prazer!

REPÓRTER:
- Obrigada, Mãe querida! 

CATEQUISTA:
- Todos juntos, vamos cantar: "Tudo com Jesus, nada sem Maria! ... "


Ao final, rezar:  Ave-Maria ....



Depois contei para eles a história da aparição de Nossa Senhora à Santa Catarina Labouré.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Jesus fala do Reino de Deus por meio de Parábolas






Objetivo:

  • Refletir  sobre as Parábolas: a metodologia catequética de Jesus.

Ambiente: 

  • Imagem do Bom Pastor
  • Bíblia
  • Vela

Recursos:

  • Uma caixa com vários objetos que simbolizam as parábolas.
  • Canetas coloridas e folhas para desenho para cada catequizando.
  • Envelopes contendo o nome da parábola a ser estudada e as citações bíblicas.


1. Acolhida e Oração Inicial:

  • Receber  a turma conforme o costume. Fazer momento de animação, cantando músicas apropriadas.
  • Colocar no centro da sala a caixa com os objetos que simbolizam as parábolas.
  • Iniciar relembrando o nosso último encontro:

Aos pouquinhos estamos conhecendo Jesus. A vida de Jesus - seu amor, sua tolerância e carinho com todos - nos ensina um novo jeito de viver. É o jeito do Reino de Jesus. Vimos no encontro anterior um discurso muito bonito de Jesus. Quem lembra como é conhecido esse discurso de Jesus? O que quer dizer Bem-Aventurança?  Nesse discurso, conhecido como Sermão da Montanha ou Discurso das Bem-Aventuranças, Jesus nos ensina algumas coisas importantes para a nossa felicidade. Bem-Aventurança quer dizer felicidade. A felicidade está na bondade, na simplicidade, na capacidade de perdoar, na busca da paz, na luta contra o  sofrimento. Nessas coisas, o povo encontra o caminho para ser feliz. Ser feliz não é só ter dinheiro, conforto e muitos bens materiais. Muita gente tem tudo isso e não é feliz. Jesus ensina o verdadeiro jeito de ser feliz. 


Podemos, agora, dizer que conhecemos o jeito de Jesus. Essa parte do Sermão da Montanha resume para nós o que é o Reino de Jesus. É algo que acontece quando se vive as bem-aventuranças. As bem-aventuranças podem ser um desafio. Mas ninguém duvida que vivê-las é infinitamente mais inteligente que se acomodar nas mal-aventuranças. Ainda que a gente não consiga pôr em prática todas essas atitudes de uma só vez, é melhor estar nesse caminho do que se acomodar para sempre. Jesus está aí revelando a nós o segredo de seu Reino. É um jeito novo de viver. E é só para pessoas que querem ser especiais. O mundo está cansado de pessoas vazias e iguais. As pessoas se tornam vulgares porque imitam o vazio da vida dos outros.

Portanto, existem dois modos bem distintos de viver a vida: um é o modo que Jesus nos ensinou e outro é o modo acomodado de ver as coisas, próprio de quem é egoísta e só pensa em si. Quem vive como Jesus viveu torna-se uma luz para este mundo, que vive nas trevas do egoísmo e da indiferença com o outro. Mas não foi assim que Jesus nos ensinou a fazer o bem e a iluminar o mundo com a nossa bondade.

  • Oração: Convidar os catequizandos a ficarem de pé e em círculo.

Catequista: Coloquemo-nos em atitude de oração (continua de forma bem tranquila). Sintamos a nossa respiração, inclinemos a cabeça para baixo, demo-nos as mãos e fechemos os olhos (alguns instantes de silêncio).

Leitor 1:  O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo. Um homem o acha e torna a esconder e, na sua alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo (Mt 13,44).

Leitor 2:  Senhor, é grande a nossa alegria, porque encontramos em vós o nosso verdadeiro tesouro. Queremos amar-vos acima de qualquer outra coisa. Vós sois a pessoa mais importantes de nossas vidas.

Leitor 1:  O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que anda em busca de pérolas finas. Ao achar uma pérola de grande valor, vai, vende tudo o que possui e compra-a (Mt 13,45).

Leitor 2: Senhor, ainda não sois o bem maior de nossas vidas. Estamos presos a muitas coisas que nos impedem de amar-vos de verdade. Temos o coração apegado aos bens deste mundo. Preferimos outros divertimentos, que tantas vezes nos separam do vosso amor.

Catequista: Ó Deus, Pai de misericórdia, voltai o vosso olhar sobre nós, que queremos conhecer vosso Filho Jesus e descobrir o que ele nos ensinou. Ajudai-nos a ter um coração grande, capaz de amar, verdadeiramente, o nosso irmão e colaborar, sempre, com aqueles que precisam de nossa ajuda, que o Espírito Santo nos ilumine e nos fortaleça nesta decisão. Amém.



2. Motivação:


Vamos conhecer hoje algumas belas parábolas de Jesus. Parábolas são histórias que Jesus contava para ensinar ao povo coisas importantes. Em vez de falar de modo difícil, Jesus preferia contar histórias, pois, desta forma, o povo entendia com mais facilidade. De cada história, o povo aprendia algo importante para a vida. Assim, vamos fazer também nós. Vamos ouvir a parábola do semeador. É a história de alguém que sai pelos campos semeando coisas boas. Joga semente para todo lado. Vamos ver o que vai acontecer com as sementes. Esse semeador representa Jesus, que passou pelo mundo semeando o bem em todos os corações. Mas cada um acolheu os ensinamentos de Cristo de um modo.



3. História: (Mt 13, 1-23)


Certo dia, Jesus se sentou à beira de um lago e a multidão se amontoou ao redor dele. Todo mundo queria ouvir as coisas bonitas que ele costumava dizer. Então, Jesus contou para eles a seguinte história:

Era uma vez um semeador. Um dia, ele saiu semeando muitas sementes. Foi andando pelas estradas, pelos campos, por todo lado. E, por onde ele passava, jogava suas sementes.

Uma parte das sementes caiu na beira da estrada. Os passarinhos vieram voando e viram as sementes caídas ali, por cima da terra. Eles estavam famintos e, mais do que depressa, comeram as sementes. As sementes nem chegaram a nascer.

Outra parte das sementes caiu num terreno cheio de pedras. Havia mais pedra do que terra naquele campo. As sementes começaram a nascer, mas não criaram raízes, porque havia muita pedra. Então, veio o sol e queimou as plantinhas e elas não puderam crescer, pois o chão só tinha pedra. Foi assim que elas murcharam.

Outras sementes foram cair num lugar onde havia muito mato, muitos espinhos. As sementes nasceram e começaram a crescer. Mas o mato cresceu muito mais e sufocou as plantas. Elas não conseguiram crescer o bastante e logo, logo morreram.

 Por fim, algumas sementes caíram numa terra muito boa. Era uma terra bem preparada para fazer o plantio, sem pedras, sem matos, macia e bem fofinha, bem estercada e bem molhada. As sementes brotaram logo e foram crescendo, crescendo, crescendo até produzir muitos frutos.

Ouvindo o que Jesus dizia, os seus amigos lhe perguntaram o que ele queria com aquela história. Jesus lhes disse:

Esta semente que o semeador saiu a semear representa a minha palavra que é semeada no coração de vocês. Eu sou esse semeador. Planto minha palavra no coração de todos. Mas nem todos os corações deixam a palavra produzir frutos. Isso vai depender do coração de cada um.

Existe gente que não acolhe direito a minha palavra. Faz pouco caso dela e não recebe em seu coração. A palavra fica como as sementes que caíram na beira da estrada: nem chegaram a entrar na terra. Por isso, os pássaros as comeram. E não sobrou nada. quando a pessoa não acolhe direito  minha palavra, qualquer coisa desvia a sua atenção e a afasta de meus ensinamentos. É como o menino que estava começando a se interessar por minha palavra, tinha começado a frequentar a catequese, as os colegas o convidaram para fazer outras coisas e ele se afastou de mim.

Existe gente que tem o coração duro como pedra, como a terra dura em que as sementes caíram. Numa terra dura, a semente não cria raízes. Quando vem o sol, seca a plantinha. Também minha palavra não cria raízes num coração duro. Não se desenvolve. Quando ela começa a crescer, vem uma dificuldade e acaba com tudo. É como o menino que começou todo animado na catequese, ouvindo e praticando minha palavra, mas, depois, veio uma dificuldade qualquer e ele desanimou.

Existe gente que acolhe minha palavra com alegria. Mas não tem tempo para praticar meus ensinamentos. Está tão preocupado e envolvido com outras coisas, que essas coisas sufocam a minha palavra, como os espinhos sufocaram a plantinha que estava nascendo. É como a pessoa que começou animada na catequese, mas depois começou a fazer tanta coisa, a ter tantos compromissos, que esses outros compromissos tomaram todo o tempo. E a pessoa deixou de lado a minha palavra.

Por fim, existem aqueles que têm um coração bom. Esses acolhem a minha palavra e a praticam com alegria, de modo que ela produz muitos frutos em seu coração e em sua vida. Acontece, então, igualzinho aconteceu com as sementes que caíram em terra boa. Quando minha palavra encontra uma pessoa de bom coração, animada e disposta, então ela produz muitos frutos. E os frutos que ela produz são a alegria, a paz, o amor, a união, a bondade e muitos outros, dependendo do esforço de cada pessoa.


Partilha:
  • O que aconteceu com as sementes que caíram na beira da estrada?
  • O que aconteceu com as sementes que caíram no terreno cheio de pedras?
  • O que aconteceu com as sementes que caíram no meio dos espinhos?
  • O que aconteceu com as sementes que caíram em terra boa?
  • O que Jesus quer nos ensinar com isso?
  • Quando somos terra boa e fértil?
  • Quando somos espinhos e pedras?

4. Desenvolvendo o tema:


Acabamos de ouvir uma das mais belas parábolas de Jesus.

Essa história mostra um semeador diferente. Geralmente, quando alguém vai semear alguma coisa, primeiro escolhe uma terra boa, prepara um bom canteiro, aduba e, só depois, lança a semente. Na história, o semeador lança semente em todo tipo de terreno. É que esse semeador da história representa Jesus semeando sua palavra em todos os corações. E Jesus não semeia só nos corações mais bem preparados. Ele faz questão de lançar sementes no coração de todo mundo. Se a semente vai produzir fruto ou não, depende de como cada um vai cuidar da Palavra de Deus em sua vida. Jesus semeia, mas é a gente que cuida. Essa é a grande mensagem da parábola. Quem cuida bem colhe muitos frutos bons. Quem cuida mal deixa a fé morrer em seu coração. Por isso, é importante cada um de nós acolher, do melhor modo, a Palavra de Deus, que é lançada em nosso coração como a semente na terra.


Conclusão:

Jesus queria explicar realidades muito profundas, como o Reino de Deus, utilizava as parábolas, que são pequenas histórias que levam o ouvinte a refletir e decidir sobre o que é contado. É uma interatividade. Jesus usa muito a participação do público na sua pregação.

As parábola são proferidas para todos, mas somente quem tem fé, isto é, quem confia, consegue compreender sua mensagem. Jesus escolheu esse modo de transmitir os ensinamentos para que os tesouros do Reino sejam dados somente aos que abrem o coração para Deus entrar em sua vida.

É nosso papel descobrir o que está subentendido nas parábolas. Entretanto, Jesus revela o sentido delas somente aos que têm fé. É importante compararmos as situações de nossa vida com a maneira que Cristo nos ensina a viver, assim como fazermos uma analogia dos elementos utilizados nas parábolas com o que Jesus quis dizer. Por exemplo: semente de mostarda refere-se ao Reino; joio, as más ações; trigo, as boas ações.


5. Atividades:


Entregar um envelope para cada criança, que deve abri-lo e ler a parábola indicada. Em seguida, reconta-a com suas palavras e faz uma interpretação de sua mensagem.

Sugestões de parábolas:

       O semeador: Mt 13, 5-8
       O joio: Mt 13, 24-30
       O grão de mostarda: Mt 13, 31-32
       O fermento: Mt 13,33
       O tesouro escondido: Mt 13,44
       A pérola: Mt 13, 45-46
       A vela e o candelabro: Lc  11,33ss
       A rede: Mt 13, 47-50
       A semente: Mc 4, 26-29
       A dracma perdida: Lc 15, 8-10
       As dez moedas: Lc 19, 12-27
       A ovelha perdida: Lc 15, 4-7



  • Cada criança é convidada a pegar da caixa os objetos que simbolizam a parábola. Os outros vão ilustrá-la, lançando mão das canetas e cartolinas. Posteriormente, cada um contará a parábola para a turma, com suas próprias palavras e com apoio do cartaz que ilustra a história. O catequista ajuda a aprofundar o sentido da parábola.



O tesouro escondido.


6. Oração final e encerramento:


Leitor 1:  Disse Jesus: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida pelas suas ovelhas (Jo 10,11).

Leitor 2:  Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem. Eu dou a minha vida pela minhas ovelhas (Jo 10,14.15b).

Leitor 3:  Proclama Lc 15,4-7 (A ovelha perdida).

(Alguns instantes de silêncio).

Todos: O Senhor é o meu pastor, nada me falta, em verdes pastagens me faz repousar. Para as águas tranquilas me conduz e restaura minhas forças. Ele me guia por caminhos seguros. Ainda que eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei, pois estás junto a mim. Teu bastão e teu cajado me deixam tranquilo (Sl 23, 1-4).

Catequista: O Senhor esteja convosco.

Todos: Ele está no meio de nós.

Catequista: Abençoe-vos o Deus todo Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo.

Todos: Amém.

  •  Motivar a turma para o próximo encontro.



Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá
 a vida pelas suas ovelhas.  (
Jo 10,11)


Fontes:

Bíblia Sagrada
Livro do Catequista: Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)
Livro Iniciação à Eucaristia (Nucap)
Livro Seguindo Jesus (Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Deus Nos Perdoa: Parábola do Pai Bondoso





Objetivo:

  • Entender que Deus, que é Pai, ama e recebe com carinho todo aquele que se afastou dele e volta arrependido.

Ambiente:

  • Bíblia
  • Vela

Recurso: 



  • Uma caixa para colocar as tirinhas de papel para a atividade.





1. Acolhida e Oração Inicial:


  • Preparar bem o ambiente. Acolher a turma com simpatia. Cantar a música "Meu Coração é Terra Boa" (CD do Livro Seguindo Jesus, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo), para recordar o encontro anterior.
  • Fazer silêncio, criando clima de oração. Fazer o sinal da cruz.
  • No encontro anterior, nós entendemos o que são parábolas e vimos algumas parábolas de Jesus. Conhecemos a Parábola do Semeador, uma das mais belas parábolas de Jesus. Vimos que, se acolhermos os os ensinamentos de Jesus com amor e carinho, muitos frutos bons irão crescer em nossas vidas.
  • Vamos repetir juntos: Ó bom Jesus, queremos acolher sua palavra com muito amor, para que ela produza bons frutos em nosso coração. queremos manter nosso coração sempre puro, alegre e animado, para que sua palavra encontre em nós um bom terreno e produza os melhores frutos. Amém!

2. Motivar:


  • Vocês  conhecem alguém que saiu de casa porque não queria mais morar com seus pais? Qual seria o motivo?
  • Será que, em nossa comunidade, em nossa catequese, alguém se afastou? E nós já procuramos saber por que?
  • Jesus também nos contou uma história de um rapaz que saiu de casa. Essa parábola é conhecida como Parábola do Pai Bondoso ou Parábola do Filho Pródigo. Pródigo quer dizer, gastador, esbanjador. É uma história que Jesus contou para mostrar que Deus é um pai que nos ama muito.


3. História:  Lc 15, 11-32


     Era uma vez um homem que tinha dois filhos. Viviam felizes trabalhando numa fazenda. Um dia, o filho mais novo resolveu sair de casa. Procurou o pai e lhe disse: "Estou pensando em sair de casa. A vida aqui na fazenda não me agrada. Quero ajuntar minhas coisas e ir para um cidade grande, onde eu possa me divertir bastante e ter uma vida fácil e mais confortável".
     O pai ficou triste com a ideia do filho. Mas, como o filho insistisse muito, deixou-o partir. O filho ajuntou suas coisas, fez sua trouxa e viajou para a cidade.
    Chegando lá, fez muitos amigos e começou a se divertir como sempre havia sonhado. A vida na cidade estava ótima: havia muito conforto, muito movimento, muita diversão. Tudo era maravilhoso. Sem pensar muito no futuro, aquele jovem foi gastando todo o dinheiro que o pai lhe dera. Esbanjou tudo com os amigos e com muita diversão.
     Com o passar do tempo, veio uma terrível crise e o filho se viu numa enorme dificuldade, numa grande confusão. Seu dinheiro foi se acabando. Os amigos foram se afastando. E ele começou a passar necessidade. Sozinho, naquela enorme cidade, não tinha ninguém para socorrê-lo.
     Começou, então, a procurar emprego. Mas não achava. Depois de muito procurar, um senhor ofereceu-lhe um serviço do qual ele não gostava: tratar de porcos. Era um serviço de roça. Ele detestava mexer com porco. Mas, não tendo outra solução, aceitou o emprego. E passou um bom tempo cuidando de porcos, num enorme chiqueiro, todo lambuzado.





     Foi então que começou a pensar na vida: "Vejam só!" - pensava ele - "eu saí de casa querendo uma vida fácil e aqui estou sozinho, sem dinheiro, sem amigos, sem o carinho da família e, ainda por cima, cuidando de porcos! Que coisa boba que eu fiz. Como estou arrependido!"
     Aquele jovem ficou mesmo arrependido e com muita vergonha do que havia feito. E resolveu voltar para casa. Juntou o pouco que ainda lhe restava e tomou o caminho de casa. No caminho, vinha pensando: "E agora? Com que cara vou voltar para casa? Como será que papai vai me receber? Será que vai ficar bravo? Será que vai me castigar? E se ele não me quiser mais como filho? Será que me aceita ao menos como um empregado?"

    (Interromper a história e perguntar as crianças como elas acham que o pai vai receber o filho e por quê).

     Então, todo sem jeito, o filho foi se aproximando de casa. O coração batia forte e depressa. Estava com medo e desconfiado.
     O que o filho não imaginava é que, todos os dias, seu pai se lembrava dele e ficava na varanda da casa olhando para a entrada na esperança de que seu filho voltasse. Então, quando ainda estava longe, o pai avistou o filho. E, porque era um pai amoroso, seu coração encheu-se de alegria: "É meu filho!" - gritou feliz - "É ele que está voltando!"




      Saiu, então, correndo e foi se encontrar com o filho. O filho viu seu pai vir correndo e seu coração bateu ainda mais depressa. Mas o pai vinha sorrindo e tinha os braços abertos para acolher o filho de volta. Feliz, o pai abraçou o seu caçula e lhe beijou no rosto, contente por vê-lo de volta. E, sem querer ouvir as explicações do filho, foi logo dizendo: "Que alegria! Esse meu filho estava perdido e agora está de volta. Eu achei que você tivesse morrido, mas, graças a Deus, você está vivo!"
      E os dois, abraçados, voltaram para casa.
    Naquele dia, houve festa n fazenda. O pai vestiu no seu filho as melhores roupas e mandou fazer um banquete para festejar sua volta. O filho ficou impressionado com todo o amor e compreensão que o pai lhe mostrara. E pensou consigo: "Nunca mais vou me afastar de quem me ama de verdade!"




      Enquanto isso, o filho mais velho vinha chegando da roça, cansado do trabalho, e ouviu barulho de festa.      Perguntou a um empregado da fazenda: "Que festa é esta? O que está acontecendo?" O empregado lhe explicou: "É seu irmão mais novo que voltou para casa. Seu pai ficou tão feliz com a volta dele que mandou fazer  uma grande festa! Até matou um novilho gordo para festejar ...".
     O filho mais velho, porém, em vez de ficar feliz com a volta do irmão, ficou contrariado e com ciúmes. E foi dizendo ao pai: "É assim, papai? Esse meu irmão sai de casa, bota todo o dinheiro com farras, depois volta sem nada e é recebido com festa? E eu, que estou trabalhando duro o tempo todo, nunca recebi uma festa dessas ... Isso não é justo!"
     Mais o pai explicou ao filho mais velho: "Filho, o seu irmão estava perdido e foi reencontrado. Eu achava que ele estava até morto e ele apareceu de novo. Não é um bom motivo para a gente comemorar? Quanto a você, todos sabem que você é um ótimo filho, honesto, trabalhador, tem muito juízo. Tudo o que é meu é seu também. Podemos fazer muitas festas ainda para você. Mas, agora, vamos receber com carinho esse seu irmão que fez, sim, coisas erradas. Mas voltou são e salvo e isso é motivo de alegria. Vamos dar a ele mais uma chance".
     Então o filho mais velho compreendeu o amor daquele pai e resolveu aceitar seu irmão de volta. Pensou consigo: "Graças a Deus que eu não saí de casa para fazer besteira! Melhor assim!" E foram festejar a noite toda.


Partilha:
  • O que  vocês acharam da história?
  • O que acharam do jeito com que o pai acolheu o filho pródigo?
  • O que acharam da atitude do filho de voltar para casa?
  • O que acharam da atitude do irmão mais velho?
  • O que Jesus quis ensinar com essa parábola?


Conclusão:

     O pai bondoso da história representa Deus. O filho que saiu de casa representa a gente quando se afasta de Deus. Jesus contou essa história para nos incentivar a confiar sempre em Deus. O filho jovem foi precipitado ao sair de casa e gastar todos os seus bens com farras. Ficou tão iludido que acabou fazendo muitas coisas erradas. Mas ele teve coragem e voltou a procurar sua casa, porque confiou na bondade do pai. Jesus quer que a gente sempre confie na bondade de Deus. E, mesmo que a gente acabe fazendo alguma coisa errada pela vida afora, Deus está sempre disposto a nos acolher, perdoar e nos dar outra chance, porque Deus é um pai cheio de amor. O filho mais velho representa, nesta história, as pessoas que têm dificuldade de entender esse grande amor de Deus por todos. Há quem ache que Deus devia tratar algumas pessoas com mais amor e outras com menos carinho. Mas Deus é pai de todos e quer tratar a todos com o mesmo amor. Essa é a grande lição da parábola do filho pródigo.


4. Atividade:


     Colocar as perguntas abaixo em tiras de papel dobradas, numa caixinha. Colocar a turma em círculo, ir passando a caixinha, enquanto se canta uma música, à escolha. A um sinal combinado, parar a caixinha. Quem estiver com ela, retira uma pergunta. Se preciso, ajudar a ler a pergunta. A criança responde. Se não souber, outra da turma responde. Aproveitar para ir ressaltando, por meio das perguntas, o conteúdo principal da história.

  • Quantos filhos tinha o pai de nossa história?
  • Onde moravam o pai com seus filhos: numa fazenda ou numa cidade grande?
  • Qual dos dois filhos quis sair de casa: o mais velho ou o mais novo?
  • Por que o filho quis sair de casa?
  • Onde o filho mais novo queria morar?
  • O que o filho esperava encontrar na cidade grande?
  • Como o pai se sentiu ao saber que seu filho queria sair de casa?
  • No começo, como era a vida do filho mais novo na cidade?
  • O que aconteceu ao filho quando veio a crise na cidade?
  • Qual foi o emprego que o filho arrumou na cidade?
  • Por que o filho resolveu voltar para sua casa?
  • Por que, ao voltar para casa, o filho está com medo?
  • O que o pai sentiu quando avistou o filho voltando para casa?
  • Como o pai recebeu seu filho em casa?
  • Por que fizeram uma festa, quando o filho pródigo voltou para casa?
  • Como foi a reação do irmão mais velho, quando ouviu o barulho da festa?
  • O que o pai explicou ao irmão mais velho, quando este ficou contrariado com a festa que o pai fazia para comemorar a volta do filho pródigo?
  • O que significa mesmo a palavra pródigo?

Conclusão:

     O pai acolhe com amor o seu filho que está voltando para casa. O pai cheio de amor representa Deus, que nos acolhe e nos convida a viver sempre junto dele. Não foi bom para aquele filho afastar-se de sua casa. Também não é bom para nós nos afastar de Deus. Sempre que alguém se aproxima de Deus, isso é motivo de alegria. O irmão mais velho teve dificuldade de entender isso. Mas o pai contornou a situação. Afinal, a gente deve querer o amor de Deus não só para nós, mas para todas as pessoas.


5. Oração Final e Encerramento:


  •  Cantar a música "A gente tem um lugar" (CD do livro Seguindo Jesus, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo),  para  no lembrar que o amor de Deus nos une e faz de nós todos irmãos, como se formássemos uma família. Nessa família, todos são amados por Deus. Devemos ficar felizes de saber que Deus nos ama e aos nossos colegas também.
  • De mãos dadas, repetir: Obrigado, é Deus, nosso Pai, porque o Senhor ama todos nós. O Senhor nos trata com carinho e perdoa os nossos erros. O Senhor nos acolhe e fica feliz quando estamos em sua presença. Obrigado, Senhor, por em amar e por amar todos os meu colegas e todas as pessoas do mundo. Amém.
  • Motivar para o próximo encontro. Cantar, à escolha.




Fontes:
  • Bíblia Sagrada
  • Livro Seguindo Jesus, do Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
  • Livro do catequista: Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)