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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Minha Primeira Turminha

A minha primeira turminha de Catequese era de crianças que tinham de sete a nove anos. Era a Pré-Catequese ou Sementinha, como chamavam antes. 
Foi muito bom começar com os menorzinhos, pois aprendi muito com eles. Foi uma escola para mim também.
Eu, que nunca havia feito nenhum trabalho manual, descobri que tinha talentos que não sabia ter. Eu me surpreendi; fiz muitos cartazes (crianças nessa faixa de idade gosta de desenhos, de gravuras). Modéstia à parte, eram lindos! Todos que viam, gostavam!
Fui me familiarizando com a Palavra de Deus e a cada encontro eu ia percebendo que Deus estava me preparando cada vez mais. Sentia que as crianças gostavam de ir ao encontro, que ficavam felizes juntos, que amavam falar das coisas de Deus. Procurava sempre levar uma novidade para os pequeninos (teatro,  dinâmicas interessantes, músicas e de vez em quando, festinhas para comemorar datas especiais). 
Eles eram bem pequeninos, vi alguns trocarem os dentinhos da frente. Tenho até foto de alguns com "janelinhas"! rsrsrsrs
Quando todos estavam na idade de Catequese, eu não quis trocar de turma e pedi para ficar com eles.  Agora, junto com outras crianças que chegaram depois, estão se preparando para a Primeira Eucaristia, que deverá acontecer, se Deus quiser, no ano que vem.
O meu presente de aniversário para cada um, no primeiro ano, foi uma Bíblia.  Sempre    mostrava para eles onde estava escrito o que estávamos falando. E assim foram aprendendo a manusear a Palavra de Deus.  Hoje, todos os meus catequizandos sabem localizar os livros da Bíblia, encontrar os capítulos e versículos. E gostam de ler! É um problema quando tenho que escolher um para fazer a leitura, pois todos querem ler!  Aí eu digo que o meu coração me disse que seria aquele que leria naquele dia! rsrsrs
Todos os nossos encontros são diferentes, posso até repetir um tema, mas não sai igual ao primeiro. É muito bom! É uma alegria quando nos encontramos! Saio dali muito feliz e com a sensação   de  que   não  sou    a mesma que chegou ali. A cada dia aprendo mais! Quanto mais falo de Jesus para eles,   mais  me   apaixono por Ele, pois fico conhecendo-O mais e assim me tornando cada vez mais íntima Dele. E tudo que quero,   o meu objetivo maior, é contagiar os meus catequizandos com a minha fé, é fazê-los perceber o  grande  amor que sinto por Jesus, para que eles também se apaixonem por Ele de tal maneira que não queiram  mais   sair de perto\Dele. 
Obrigada, Jesus, por ser luz na minha vida! Obrigada, Jesus, pelo grande presente que  o  Senhor  me   deu, que é a Catequese! 


                               ENCONTRO PARA PREPARAÇÃO PARA O NATAL - 2012,

                                                       REALIZADO AQUI EM CASA
















O Bom Pastor


Gosto muito dessa imagem. Sempre que a observo,  fico me imaginando no colo de Jesus. Penso que sou essa ovelhinha! Fecho os olhos e consigo sentir o calor, o aconchego desse abraço, sinto até o cheirinho bom de Jesus! 
A carinha dessa ovelha é de quem está se sentindo protegida, segura. É assim que nos sentimos quando estamos juntinhos de Jesus.
Falei para as crianças que elas são as ovelhinhas e que eu sou a "ó velhinha!" rsrs  Elas acharam graça. Mas logo expliquei para elas, que para Jesus não importa a idade, que ele se preocupa com cada um de nós e trata a todos com muito carinho, pois cada um é muito importante para ele. Jesus sabe que somos frágeis como as ovelhinhas e que precisamos ser cuidados por ele.
Do mesmo modo que o bom pastor da parábola cuidava das ovelhas,  Jesus cuida de nós. E ele, que sabe dos perigos que nos cercam, nos convida a viver unidos, como ovelhas de seu rebanho.
Com Jesus estaremos sempre protegidos. Ele cuida de nós até mais do que aquele pastor da parábola cuidava de suas ovelhas, pois ele nos ama com amor infinito; amor que é capaz de dar a vida por cada um de nós.


O bom Pastor (oração) - ágape


Senhor,
Tu és o Bom pastor
Eu sou a Tua ovelha.
Em alguns dias, sujo;
Em outros,estou doente.
Em alguns dias me escondo;
Em outros, me revelo.
Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Eu conheço a Tua voz.
É que as vezes a surdez toma conta de mim.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Não permita que eu me perca,
Que eu me desvie do Teu rebanho.
Mas se eu me perder, eu te peço, Senhor,
Vem me encontrar.
Amém!

Fonte: Ágape Musical (Pe. Marcelo Rossi, Guto Graça Mello, Tutuca Borba)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Meu Sonho

Olha eu aí, com parte da minha turminha! Foi na Pré-Catequese! A nossa salinha era toda colorida, cheia de cartazes! As crianças eram bem pequeninas; muitas eu vi com "janelinhas" (trocando os dentinhos da frente). rs 

 Eu sonhava em ser catequista, mas achava que não estava preparada. Comecei a participar dos encontros de catequistas e dos cursos de formação ministrados aqui em nossa Paróquia. Lia tudo o que se referia ao assunto. Passava nas livrarias católicas e ficava um bom tempo folheando os livros para escolher aqueles que achava mais interessantes. Fazia uma seleção de tudo e ia anotando em um caderno, separando por temas. Já tinha bastante material, mas continuava com medo de assumir o compromisso. 

A Coordenadora sempre me convidava, mas eu sempre achava que ainda não havia chegado a hora. Foi então que ela sugeriu que eu ficasse junto com outra catequista, auxiliando. Fiquei um tempo com essa colega e depois com outra,  como se estivesse fazendo um estágio. Na verdade, o que eu queria era adiar o momento de iniciar, porque estava com medo.

Um dia, uma das colegas catequistas me pediu que ficasse com a sua turminha no sábado, porque ela não ia poder comparecer, em razão de um compromisso em seu trabalho. Ela não aceitou minhas desculpas esfarrapadas e insistiu dizendo que eu daria conta do recado. Isso aconteceu na sexta-feira, então fiquei até tarde preparando o encontro que aconteceria no dia seguinte, cujo tema seria O Bom Pastor.

Pesquisei, estudei, fiz cartaz, desenhei e recortei ovelhinhas. Convidei um amigo, que é seminarista, para tocar violão. 

Lembro que chegamos mais cedo e ficamos esperando as crianças. Foram chegando, uma a uma. Eu tremia e suava muito. Eles se sentavam e ficavam me olhando e eu sem saber como começar. Então, resolvi me soltar e ser eu mesma. 


Contei a história de uma ovelhinha que se chamava Lila, que era desobediente e que tinha muito medo de chuva. Que Lila, um dia, resolveu se afastar do seu pastor e que acabou se perdendo. Caiu um temporal e Lila ficou tremendo de frio e de medo. Que o bom pastor foi atrás de Lila e a resgatou.

Ao final,  fiz perguntas sobre a história e eles responderam direitinho.

Desenvolvi o tema, explicando-lhes a parábola do Bom Pastor. Não sei em que momento, mas lembro que perguntei às crianças se queriam ser ovelhinhas de Jesus, ao que elas responderam sim, com muita alegria.

A seguir, entreguei a cada catequizando uma ovelhinha de cartolina, cola e algodão, para que eles a enfeitassem. Sugeri que cada um desse um nome à sua ovelhinha e contasse para os colegas o nome escolhido. Quando terminaram, pedi que colocassem suas ovelhinhas em uma caixa que eu havia preparado antes. Depois pedi que cada um retirasse uma ovelhinha da caixa e guardasse com ele,  para rezar durante a semana  pelo coleguinha, dono da ovelhinha (se tirasse a sua, recolocava na caixa e tirava outra).
Ao final do encontro, cantamos, dançamos, rezamos. Foi muito bom!


Algum tempo depois, uma dessas crianças, que era da turma da minha colega, ao me encontrar, disse que lembrava do nosso encontro em que falamos do bom pastor e da ovelhinha perdida e que tinha sido muito legal! Fiquei muito feliz e entendi que era uma resposta às minhas dúvidas. Compreendi que o primeiro passo havia sido dado e que não dava mais pra voltar. Agora era seguir em frente!  



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Oba! Criei meu blog!




Oba! Consegui criar o meu blog! Estou fazendo tudo sozinha, passo a passo. Apanhando um pouco, mas com o tempo sei que vou aprimorá-lo.
Agora, um pouco de mim: Sou catequista na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Xerém. 
Amo falar das coisas de Deus para os pequeninos!
Quero usar esse meio de comunicação para falar das minhas experiências e trocar ideias com outros catequistas.
Os encontros com os meus catequizandos são realizados aos sábados, na matriz de nossa Paróquia. É uma alegria! Saio de lá sempre muito feliz com o resultado. É muito bom ficarmos juntos para rezar, conversar e brincar.
Estou sempre buscando novidades para animar os nossos encontros. Gosto muito de escrever, e quero usar muito esse recurso para registrar os momentos da nossa caminhada...
Hoje eu vou parar por aqui, porque nem sei se tudo está dando certo. rs