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quinta-feira, 27 de março de 2014

Aprendendo com a Natureza



"Só Deus é capaz de criar, de produzir algo a partir do nada. Deus criou o céu, a terra, o sol, a lua, as estrelas, a água, o mar, a erva verde com sementes, as árvores frutíferas, os répteis, as aves, os peixes, os animais domésticos, os animais selvagens e, finalmente, criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, como a obra mais perfeita e grandiosa.

Deus, em seu amor, criou o universo inteiro de modo inteligente e organizado. Criou todas as maravilhas que vemos, pensando em nós, em nossa felicidade. 

Deus criou o o ser humano à sua semelhança e lhe confiou o mundo. Ao criar o ser humano, Deus o abençoou de um modo todo especial e confiou a ele toda a criação, para que cuidasse dela com amor.





A natureza é uma bela obra de Deus; toda ela foi feita para nós num gesto de amor do Senhor. Sendo divina, a natureza está repleta de beleza, harmonia, cores e lições que nos ensinam a viver. Jesus a usava sempre em Seus ensinamentos. "Olhai os lírios do campo!", "Veja a semente da mostarda", "Olhe os pastores e as ovelhas". Olhai para os campos, onde todas as coisas falam do amor, onde os ramos se abraçam, as flores dançam, os pássaros namoram, onde a natureza toda glorifica o Espírito.

Galileu disse que a natureza é um documento escrito nas linguagens matemáticas. Tudo nela é preciso, ordenado e belo. Os elétrons giram em torno do núcleo do átomo com leis precisas; os planetas giram todos em torno do sol, obedecendo as três leis precisas que Kepler descobriu. Todos os corpos caem em queda livre com a mesma aceleração da gravidade que Torricelli determinou fazendo experiências na Torre de Pisa.

Você pode não receber flores todos os dias em sua casa, mas Deus as manda pela natureza quando você vai para o trabalho. A natureza é séria, calma, silenciosa, severa, sempre verdadeira. Os erros é que são nossos.





Um provérbio diz que "Deus perdoa sempre, o homem de vez em quando, a natureza nunca". Ela não tem raciocínio e não tem coração, mas vive dentro de sua perfeição mineral, vegetal e animal. Cabe a nós cuidarmos dela para podermos desfrutar bem de suas dádivas. Na natureza não há recompensa ou castigos. Há apenas consequências. A primeira lição que ela nos dá é que Deus existe. A natureza não poderia existir com tanta beleza e perfeição se não houvesse um Criador poderoso e bondoso. Como disse o francês Voltaire, não pode haver um relógio sem um relojoeiro.

Nunca acredite no acaso, por favor, pois acaso é o apelido que dão a Deus aqueles que não têm coragem de pronunciar o Seu nome. Esses são infelizes, porque renegam o próprio Criador e jamais experimentarão a verdadeira felicidade.

Olhe, por exemplo, para as vacas e lembre-se de que os maiores cientistas nunca descobriram como tirar leite do capim. Gratuitamente, a natureza faz isso para nós. Nenhum prêmio Nobel, até hoje, jamais conseguiu compreender o que é a vida de uma simples formiga.

Padre Antônio Vieira disse que ser mestre, na fé, nos faz discípulo da natureza. De fato, a natureza é mestra. O pesquisador inglês Eddington dizia que "nenhum ateu é admirador da natureza".

O mundo natural é lento e seguro, mas não para. É um lema de vida: viver de maneira lenta, mas sem parar, pois a pressa é inimiga da perfeição. Quanto mais complexo é um trabalho, mais devagar ele deve ser feito. O tempo destrói tudo o que é construído sem a sua colaboração.






Em um mosteiro, um jovem discípulo questionou seu mestre: "Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais ou são ignorantes, outras são indiferentes. Sinto ódio dos mentirosos, sofro com as pessoas que caluniam e não suporto as falsas e invejosas." "Viva como as flores!", advertiu o mestre. "Como é viver como as flores?", perguntou o discípulo. "Repare nas flores", continuou o mestre, apontando os líricos que cresciam no jardim. "Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permite que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas".





É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não nossos. Se não são nossos, não há razão para nos aborrecermos. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

Olhe para o mar, majestoso e belo. Ele é grande, porque aceitou humildemente ficar alguns milímetros abaixo de todos os rios da terra; por isso é imenso. Todos podem vê-lo, porque ele permite que todos os rios – grandes e pequenos – nele deságuem e lhes tragam as suas riquezas. Muitos homens excluem com facilidade os outros e deixam de receber suas riquezas. O mar interliga as nações, une os povos, aceita a simples canoa do pescador e também o gigantesco transatlântico. Ele não discrimina nada nem ninguém, é "pobre de espírito", por isso é muito rico. O oceano está pronto a dar seu peixe ao pobre pescador e à grande companhia de pesca que o desbrava. Ele só faz mal a quem não conhece a sua natureza e desrespeita a suas leis.





Olhe para o céu. Ele nos ensina muitas maravilhas! Antes de tudo, é imenso, maior do que a terra e o mar, e não pode ser medido. Os cientistas se angustiam procurando os seus limites insondáveis. Eles sabem que o universo se expande com uma velocidade fantástica! Ninguém sabe onde ele termina. Penso que Deus o fez assim, incomensurável, para nos deixar uma pequena amostra de Sua infinitude, a fim de que ninguém jamais duvide de Sua grandeza e de Seu poder."




Prof. Felipe Aquino





Aprendendo com a natureza






"Deus é o criador de tudo, nada existe sem que tenha sido criado por Ele; toda a natureza é obra do seu amor, sabedoria e bondade. São Tomás de Aquino dizia que: “Aberta a mão pela chave do amor, as criaturas surgiram”. Por isso, a Liturgia reza na Missa: “os Céus e a Terra proclamam a Vossa Glória”; e mais: “Tudo o que criastes proclama o Vosso louvor”; por isso é “nosso dever e salvação dar-Vos graça em todo tempo e lugar  Pai Santo…”
A Sagrada Escritura diz que: “No princípio, Deus criou o céu e a terra” (Gn 1,1). “Foi pela fé que compreendemos que os mundos foram formados por uma palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas” (Hb 11,3). “No princípio era o Verbo… e o Verbo era Deus… Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” (Jo 1,1-3).

Como toda a natureza (mineral, vegetal, animal, humana) é obra de Deus, então, ela traz em si sinais da perfeição de Deus. O nosso Catecismo diz no § 293: “Eis uma verdade fundamental que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: “O mundo foi criado para a glória de Deus”; não para aumentá-la, mas para manifestá-la. O salmista canta: “Quão numerosas são as tuas obras, Senhor, e todas fizeste com sabedoria!” (Sl 104,24).
Os Apóstolos São Pedro e São Paulo compararam o Reino de Deus a uma lavoura, por isso passei a observá-las. Na minha casa eu tenho uma pequena horta onde cultivo couves, alfaces e espinafres. Nos intervalos do trabalho vou ali e descanso cuidando das plantas, e aprendo com a natureza.
Sem molhar bastante o canteiro não consigo retirar as ervas daninhas com a raiz; e se não for assim, a erva logo renasce. Então aprendi que também para retirar as ervas daninhas das almas, os pecados, com a Confissão, é preciso molhar bastante o terreno da alma com orações e meditações, senão a erva daninha não sai com a raiz. Não podemos fazer uma conversão apressada, na base da emotividade, às pressas, sem “molhar profundamente a alma” com a água da graça de Deus, senão a erva do pecado volta a crescer e mata a boa planta.
Aprendi também que é preciso estar atento porque a cada dia nascem novas ervas más e é preciso arrancá-las na raiz. Um provérbio chinês diz que não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça do lavrador.
Aprendi também que a boa plantinha nasce muito pequena e frágil e que é preciso cuidá-la com muito carinho, não deixando de regá-la todos os dias. 
Assim também é na evangelização; se as almas abertas a Deus não forem “regadas” diariamente pela oração, vida sacramental, meditação da Palavra de Deus, etc., a plantinha da fé não sobrevive. Não adiante molhar muito planta apenas uma vez por semana; é preciso regá-las todos os dias. Mozart disse que quando ele ficava um dia sem tocar seu piano, no dia seguinte ele notava que estava pior; quando ficava dois dias sem tocar, os mais íntimos notavam; quando ficava três dias sem tocar, toda a plateia notava.
Aprendi também que se o canteiro não for bem preparado, a terra bem afofada, as pedras retiradas, o adubo colocado, a planta não cresce. Fiquei pensando na evangelização: se não houver uma terra bem preparada a semente não brota; e se brota, não cresce; e se cresce, não dá fruto; e se dá fruto, é minguado. É por isso que Jesus caminhou três anos com os Apóstolos, molhando a terra de suas almas, afofando o chão duro dos seus corações, adubando com as orações, pregações, milagres, paciência, amor, etc.

Este é um pequeno exemplo de que podemos aprender muito com a natureza, porque ela é divina, como disse um grande cientista: a criação é uma obra de arte que Deus escreveu na linguagem matemática. Observe o seu silêncio, a sua perfeição, a sua  beleza… e você verá que “tudo o que criastes proclama o Vosso louvor”.

Prof. Felipe Aquino






Onde está Deus?

Onde está Deus?", pergunta o cientista , "ninguém O viu jamais. Quem Ele é?" Responde às pressas o materialista: "Deus é somente uma invenção da fé!", o pensador dirá, sensatamente: "- Não vejo Deus, mas sinto que Ele existe! A natureza mostra claramente em que o poder do Criador consiste". Mas o poeta dirá, com segurança de quem afirma porque tem certeza: "- Eu vejo Deus no riso da criança, no céu, no mar, na luz da natureza! Contemplo Deus brilhando nas estrelas, no olhar das mães fitando os filhos seus. Nas noites de luar claras e belas, que em tudo pulsa o coração de Deus! Eu vejo Deus nas flores e nos prados, nos astros a rolar pelo infinito. Escuto Deus na voz dos namorados e sinto Deus na lágrima do aflito! Percebo Deus na frase que perdoa; contemplo Deus na mão que acaricia; escuto Deus na criatura boa; e sinto Deus na paz e na alegria! Eu vejo Deus no médico salvando; pressinto Deus na dor que nos irmana; descubro Deus no sábio procurando compreender a natureza humana! Eu vejo Deus no gesto de bondade; escuto Deus nos cânticos do crente; percebo Deus no sol, na liberdade e vejo Deus na planta e na semente! Eu vejo Deus, enfim, por toda parte, que tudo fala dos poderes seus. Descubro Deus na expressão da arte; no amor dos homens também sinto Deus! Mas onde sinto Deus com mais beleza, na sua mais sublime vibração, não é no coração da natureza, é dentro do meu próprio coração."

Dr. Agnaldo Bahia Monteiro









sábado, 21 de setembro de 2013

Somos Filhos de Deus


    No encontro anterior falamos sobre as maravilhas de Deus, de como tudo foi criado. Vimos que a pessoa humana é a mais perfeita e a mais importante de todas as coisas que Deus criou, pois fomos criados à sua imagem e semelhança.  Hoje conhecemos mais sobre o amor de Deus e refletimos sobre quais atitudes devemos ter para retribuir esse amor. Entendemos como podemos viver como filhos de Deus.
    Estava aqui pensando na resposta que me foi dada por uma criança, quando perguntei à turma se existia diferença entre ser filho de Deus e viver como filho de Deus, e se todos viviam como filhos de Deus.
    Embora todos falassem juntos, querendo mostrar que sabiam a resposta, deu para ver que todos haviam entendido a diferença. Uma menina, depois que todos falaram, disse assim: "Tia, nem todos vivem como filhos de Deus, tem gente que não tá nem aí pra Deus, vive da maneira que quer.  E outros, nem acreditam que Deus existe!"  Então, eu disse que mesmo assim, mesmo não obedecendo, Deus ama a todos os seus filhos, com suas qualidades e defeitos, porque o amor de Deus não é como o nosso, que é cheio de limitações; o amor de Deus é perfeito!  Durante o encontro fui falando para eles, de como Deus nosso Pai é bondoso e que nos ama com amor infinito. Disse-lhes também que,  para sermos felizes, devemos viver bem unidos a Deus, ouvindo o que ele nos ensina por meio de sua Palavra e praticando seus ensinamentos. Sendo o nosso Deus tão bom, não temos razões para nos afastar dele!






Objetivos:

  • Ressaltar a grandeza do ser humano, máxima criação de Deus; a complementaridade do homem e da mulher, que juntos revelam a imagem e semelhança de Deus;
  • Reconhecer o amor  de Deus por todas as pessoas, criadas à sua imagem e semelhança;
  • Identificar o Anjo da Guarda como o amigo que Deus dá a cada um de nós para ajudar a fazer o bem.

Ambiente:  Bíblia, vela e flores.


Recursos: Um coração grande, feito de cartolina; bonequinhos de papel, lápis de cor e cola.




1. Acolhida e Oração Inicial
  • Receber a turma com muita animação.  (Ouvimos uma música que fala sobre São Francisco de Assis, para relembrar o encontro anterior).
  • Convidar cada um para acolher os companheiros com um forte abraço, desejando-lhes a paz de Deus, pois somos todos irmãos.
  • Criar clima de silêncio para conversar com Deus.
  • Fazer o sinal da cruz.
  • Colocar a mão no ombro da pessoa da direita e repetir juntos: Senhor, Deus, mais uma vez, estamos aqui, com o coração cheio de paz e de alegria. Estamos felizes, pois sabemos que o Senhor é um pai bondoso, que sempre cuida de nós com amor. Por isso, queremos viver como seus filhos amados, sempre unidos ao Senhor. Amém!

Relembrando:

      No encontro anterior falamos sobre as maravilhas de Deus, de como Deus criou o mundo. Vimos que Deus criou tudo com muito amor e viu que tudo era muito bom. Deus criou um mundo maravilhoso, pensando em nós, em nossa felicidade. Hoje vamos conhecer mais sobre o amor de Deus e vamos refletir sobre quais atitudes devemos ter para retribuir esse amor. Vamos entender como podemos viver como filhos de Deus.

      Como já dissemos, só Deus é capaz de criar,de produzir algo a partir do nada. Deus criou o céu, a terra, o sol, a lua, as estrelas, a água, o mar, a erva verde com sementes, as árvores frutíferas, os répteis, as aves, os peixes, os animais domésticos, os animais selvagens e, finalmente, criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, como a obra mais perfeita e grandiosa.

        Perguntar aos catequizandos:
  • Se nessa semana eles se lembraram de Deus ao olhar as coisas que nos rodeiam.
  • Para quem Deus fez tantas coisas bonitas?
  • Por que o homem é diferente das plantas e dos animais?
          (Deixar que falem).


2. Introdução

      Como já dissemos, Deus, em seu amor, criou o universo inteiro de modo inteligente e organizado. e criou a vida para ser bela. Criou todas as maravilhas que vemos, pensando em nós, em nossa felicidade. Deus criou o o ser humano à sua semelhança e lhe confiou o mundo. Ao criar o ser humano, Deus o abençoou de um modo todo especial e confiou a ele toda a criação, para que cuidasse dela com amor.



        


     Depois  do que falamos, o que você acha que é mais importante para Deus, o homem ou os animais? É certamente o homem, porque ele é semelhante a Deus. No meio de todas as criaturas, o ser humano ocupa um lugar especial. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, isto quer dizer que o homem tem algumas coisas que o animal não tem. 

     Somos semelhantes a todos os seres vivos e a toda a natureza, pois fomos criados por Deus, como todas as coisas que existem. Tudo é obra de arte de Deus. Nós também. Comemos e bebemos, como fazem outros animais. Dormimos e acordamos, respiramos o mesmo ar. Mas em nós há algo de especial: Deus nos fez à sua imagem e semelhança. E porque somos semelhantes a Deus, somos capazes de amar, de pensar e de decidir.




Para pensar:

    O  homem e a mulher são a máxima criação de Deus,  porque têm inteligência, vontade, consciência e liberdade. Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito e o homem se tornou um ser vivente (Gn 2,7). Deus sopra o seu espírito de vida no ser humano, que traz consigo o espírito divino, o traço divino que marca a sua alma, o princípio espiritual e imortal de sua vida.

     O homem "não foi feito de barro". Na Bíblia, esta linguagem é poética. Explica que Deus colocou tudo de si, que foi modelando como o oleiro (ver Is 29,15-16; 45,9-13; Jr 18,1-10).

     Deus viu que não era bom que o homem estivesse só. Deus criou o homem à sua imagem (...) homem e mulher ele os criou (Gn 1,27). A unidade homem e mulher forma a imagem e semelhança de Deus. 

    Diz-se também que  mulher nasceu da costela de Adão (Gn 2,21-23). Segundo a mentalidade dos judeus, esse modo de contar revela a condição de igualdade entre a mulher e o homem. Ela não lhe é superior, porque não nasceu de sua cabeça; nem lhe é inferior, porque não lhe foi tirada dos pés.

    Enfim, o homem reconhece que ela é "carne de minha carne". Os dois foram constituídos igualmente em dignidade, direitos, deveres e capacidades. Homem e mulher formam a imagem de Deus; Deus criou o homem à sua imagem (...) homem e mulher ele os criou (Gn 1,27). Por isso foram constituídos igualmente em dignidade, direitos, deveres e capacidades.


3. Desenvolvendo o Tema

      Vimos que a pessoa humana é a mais perfeita e a mais importante de todas as coisas que Deus criou. Deus pensou com amor em cada um de nós. Deus nos amou e quis que existíssemos. Preparou para nós as coisas bonitas do mundo e cuida pessoalmente de cada um. Cada pessoa é muito importante ao coração de Deus.

     Todo esse mundo que vemos, terra e tudo o que ela contém, são coisas dadas por Deus, como um pai que dá presentes a seus filhos. Mas, o presente maior que Deus nos dá é o seu amor a cada pessoas.

     O amor é aquilo de que a gente mais precisa para ser feliz. Toda pessoa gosta de se sentir amada, bem-aceita, bem acolhida por todos. Seria horrível se ninguém gostasse de nós. Nós nos sentiríamos desprezados e sem valor. Mas quando nos sentimos amados, nosso coração fica em paz.

   Precisamos do amor dos nossos familiares, dos nossos amigos, da paciência e compreensão das pessoas com quem convivemos. Mas há um amor muito especial em nossa vida: o amor de Deus. Deus nos ama profundamente, mais que qualquer pessoa. Ele nos ama com um amor tão grande e tão forte que nada pode nos separar dele. Sentir esse amor de Deus é muito importante para a nossa felicidade. O amor de Deus nos traz paz e tranquilidade e nos faz sentir felizes.

      Vamos ouvir, agora, a leitura de um texto da Bíblia que no fala do amor de Deus:


4. Texto: Is 49, 14-16

      Houve um tempo em que o povo estava sofrendo muito. Era um tempo de grandes dificuldades. As pessoas se sentiam abandonadas, tristes e confusas. Então, elas começaram a reclamar da vida, dizendo: "Deus nos abandonou. Ele se esqueceu de nós".  Deus, então, disse ao povo: "Pode uma mãe esquecer-se de seu filho e não ter carinho por aquele que ela gerou? E mesmo que isso acontecesse, eu jamais abandonaria vocês. O nome de vocês está guardado em meu coração. Eu estarei por perto, para socorrê-los nas horas difíceis".

         - Palavra do Senhor.
         - Graças a Deus.


Partilha:

  • Como o povo  se sentia diante das dificuldades? O que as pessoas começaram a pensar?
  • Qual foi a resposta de Deus para o seu povo?
  • Vocês acham que é comum a mãe se esquecer dos seus filhos?
  • E Deus, será que ele esquece de seu povo?

Aprofundamento:
  • O texto de Isaías - um grande profeta que viveu há muito tempo - nos fala do amor de Deus. Isaías estava observando que as pessoas, de tanto sofrer na vida estavam pensando que ninguém as amava nem cuidava delas. As pessoas estavam duvidando do amor de todo mundo, até do amor de Deus. Então, Isaías, que era muito amigo de Deus e que sabia que Deus não deixa de nos amar, encontrou um modo profundo de falar do amor de Deus para aquela gente. Ele comparou o amor de Deus com o amor da mãe. Dizem que o amor da mãe é a forma de amor mais profunda que pode haver neste mundo. 
  • Mas Isaías foi além. Ele fez questão de mostrar que o amor de Deus é ainda maior que o amor de uma mãe. Por isso, disse: ainda que uma mãe abandone um filho seu - o que é raro, mas infelizmente pode acontecer - Deus  jamais nos abandonaria.
  • Deus nos ama muito. Mais que nosso pai. Mais que nossa mãe. Mais que tudo e que todos. O amor das pessoas é maravilhoso, mas limitado e fraco. Nossa mãe pode até perder a paciência conosco e ficar nervosa, quando estiver cansada. Deus, porém, nunca perde a paciência, nem fica nervoso, nem se cansa. Seu amor por nós é especial. Ele nunca nos abandona, nunca nos despreza. Ao contrário, fica sempre ao nosso lado, como um amigo fiel de todos os momentos.
  • Quando falamos do amor de Deus, estamos falando de um amor todo especial. Nós também amamos muitas pessoas, mas o nosso amor é cheio de limitações. Nós costumamos amar as pessoas que nos amam e fazemos cara feia para outras pessoas. Por qualquer razão, deixamos de amar alguém e ficamos de mal, se essa pessoa nos aborrecer. Nosso amor é muito limitado. Mas o amor de Deus é infinitamente superior ao nosso. É um amor perfeito. Por isso, dizemos que Deus nos ama do jeito que somos. Com as nossas qualidades e os nossos defeitos.
  • É uma alegria imensa saber que temos esse alguém que nos ama de um jeito todo especial e quer nos ver felizes. Ainda que, às vezes, a gente passe por momentos difíceis; ainda que a gente se sinta triste e aborrecido; a gente tem certeza de sempre contar com o amor de Deus. Esse cuidado nunca vai nos faltar. Podemos ter uma certeza absoluta e inabalável: existe alguém que nos ama de um jeito muito especial. Esse alguém é Deus. Não o vemos, não o tocamos com nossas mãos. Mas pela fé podemos experimentar o seu amor por nós.
  • Depois de aprender que Deus é amor e de ver que ele tudo criou por amor e nos fez semelhantes a ele, cheios de qualidades e virtudes, e nos deu uma vida cheia de possibilidades, entendemos agora por que chamamos Deus de Pai. Ele é o autor da vida. O criador das coisas. Está sempre junto de nós, como um pai que cuida com carinho de seus filhos.

Perguntar:
  • O que vocês acham da ideia de ser filho de Deus?
  • Existe diferença entre ser filho de Deus e viver como filho de Deus? Será que todo mundo vive como filho de Deus? 
  • Como podemos viver como bons filhos de Deus?

     Se Deus é nosso Pai, somos filhos de Deus. E então precisamos viver unidos a ele, como um filho gosta de viver unido a seu pai, principalmente quando se trata de um pai tão especial como Deus. Seremos bons filhos de Deus, quando vivemos bem unidos a ele, ouvindo o que ele nos ensina por meio de sua Palavra, praticando seus ensinamentos, trazendo-o conosco em nossos corações. Se Deus é tão bom, não teremos razões para nos afastar dele.

       A Palavra de Deus nos mostra também que ele ainda tem muita coisa boa para realizar em nossa vida. Quem vive sempre unido a Deus, como filho dedicado e atento, conquista toda essa felicidade que ele nos promete, mesmo em meio às dificuldade da vida, que sempre vão existir. Deus não promete um mar de rosas para ninguém, mas promete seu carinho e cuidado de pai.

      Deus é nosso Pai, e nos ama com amor infinito. Para retribuir esse amor, precisamos obedecer e viver de acordo com a sua vontade. Deus nos criou à "sua imagem e semelhança", por isso somos inteligentes, capazes de fazer o bem e livres para amar a Deus e aos irmãos e irmãs. Deus ama todos e cada um dos homens e quer que nós amemos como irmãos uns aos outros. Todas as pessoas são meus irmãos e irmãs. É muito fácil amar aqueles que nos amam e que são parecidos conosco. Mas o complicado é amar aqueles que não nos querem bem, aqueles que são diferentes de nós. Sabemos que muitas vezes não é fácil ser bom. Mas não estamos sozinhos. Além do amor de Deus, temos um Anjo da Guarda que nos ajuda a andar no caminho do bem. Precisamos pedir seu auxílio todos os dias.





5. Atividades

  • Colar em um painel um grande coração. Explicar que representa o coração de Deus, que nos ama de modo especial. Escrever no painel a frase: DEUS NOS AMA DE UM JEITO ESPECIAL.
  • Repartir com a turma bonequinhos de papel que depois possam ser colados no painel. Cada criança colore o seu boneco e escreve nele o seu nome. 
  • Depois, fazer a montagem do painel. Cada criança vai à frente e cola o seu boneco no grande coração, que representa o coração de Deus.
  • Cantar a música No Coração de Deus (CD do Livro Deus é Amor), que fala justamente o que estamos comentando, ou outra apropriada.




Concluindo:

      Alguém nos ama de um jeito especial. É Deus que, na bondade do seu coração, acolhe a todos nós. Estamos meditando, em nossa catequese, essa primeira e grande verdade da nossa fé: Deus nos ama. Por isso, vamos ao encontro de Deus, buscando e encontrando nele o amor que necessitamos para ser felizes e realizados em nossa vida. É por isso que tanto se diz que a fé nos ajuda a ser felizes. Quem crê em Deus e entende que Deus é amor  será mais feliz. Em nossa vida, vamos experimentar esse amor maravilhoso de Deus. Esse é o primeiro fundamento de nossa fé. Vamos acabar com aquela visão de que Deus é alguém que fica nos vigiando, que nos pune e castiga e fica cobrando um montão de coisas. Vamos guardar apenas isto: Deus, nosso Pai, nos ama de um modo muito especial.


6. Oração Final e Encerramento

  • Ensinar a turma a dialogar com Deus, nosso Pai, agradecendo o amor especial que ele tem por todos nós. Fazer preces espontâneas. A resposta pode ser: "Obrigado, Senhor, por seu amor." O catequista pode começar com preces assim:
          - Nós te agradecemos, ó Deus, porque o teu amor   é   importante  para  a   nossa vida.
          - Nós te agradecemos, Senhor, porque o teu amor nos anima.
          - Nós te agradecemos, ó Deus, porque o teu amor nos torna mais felizes.

  • Depois, repetir juntos: Ó Deus, cheio de bondade e de amor, nós estamos felizes, porque sabemos que tu nos amas e nos tratas de um modo especial. Teu amor alegra nossa vida. Por isso te agradecemos e pedimos: cuida sempre de nós com muito amor. Amém!















Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Livro do Catequista: Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)
  • Deus é Amor - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
  • Anuncio uma grande alegria - Arquidiocese do Rio de Janeiro
  • Comunidade Viva (Ed. Paulinas)
  • Iniciação à Eucaristia (Nucap)





         

        



domingo, 15 de setembro de 2013

As Maravilhas de Deus


    Como sempre, nosso encontro de hoje foi tudo de bom! O tema foi "As  Maravilhas de Deus". 
    Preparei tudo durante a semana e no programa incluí para o momento das atividades, um filme infantil que conta como Deus criou o mundo.  Levei a TV e o DVD para a sala, mas não deu para passar o filminho,  porque esqueci o controle da TV em casa.  Ainda bem que quando separei o DVD para levar, encontrei um CD que fala sobre a Criação, e juntei ao material de hoje. Eu ainda não havia ouvido esse CD, mas resolvi levar por levar, não custava nada!
    Como não foi possível ver o filme (as crianças disseram que não dava pra ligar a TV  sem o controle),  eu resolvi colocar o CD  para tocar. Qual não foi a minha surpresa!  Logo no início percebi que as crianças ficaram atentas e interessadas no que ouvia. 
     Iniciava assim: Duas crianças, de nomes Bruno e Luciana, brincavam no quintal. Elas implicavam uma com a outra, como irmãos costumam fazer.  As vozes eram de crianças pequenas (a menina tem seis anos e o menino parece ter um pouco mais). Corriam, brincavam, subiam em árvores, sempre um provocando o outro. De repente, a menina disse que não queria mais brincar porque já estava cansada; o menino ficou bem zangado e reclamou com a mãe. A mãe os convida para entrar, dizendo que preparou um suco para eles. Eles começam a conversar com a mãe, fazendo a brincadeira do "Hoje é domingo do pé de cachimbo ....", que termina com a frase "acabou-se o mundo!". Aí a menina  pergunta à mãe se o mundo vai acabar mesmo e diz que  tem muito medo disso acontecer. 
     Então a mãe conversa com eles dizendo que isso não vai acontecer e explica porque. Eles querem saber como tudo começou.  O menino argumenta, falando da ciência, com o que aprendeu na escola. A mãe fala que existem várias explicações sobre o início da criação, que cada povo tem um modo de contar como tudo foi criado e dá como exemplo, o entendimento dos índios. Depois ela os convida para irem até a sala, para que conheçam um livro que conta a História da Criação. A mãe pega a Bíblia e fala com as crianças o que ela contém, ressaltando a história da criação. Depois, ela sugere que, usando a imaginação, eles viajem até o início de tudo. Eles fecham os olhos e são levados até o momento em que tudo foi criado. Lá chegando, ficam cheios de medo da escuridão.
      Ouve-se então uma voz grossa, mas suave (como imagino a voz Deus), que diz: "Ei, tem alguém aí? Eeeeei! Tem alguém aí? Claro que não! Eu estou sozinho!"  Aí Deus faz um comentário sobre o eco que ele criou. Depois tropeça no escuro. E continua falando, até que diz que está tendo um ideia brilhante, e decide criar a luz.  E Deus continua tendo suas ideias divinas e vai criando coisas. Eles ouvem aquela voz e falam também coisas entre eles, até que são descobertos ali, ao falarem "saúde" depois dos espirros de Deus.  Ao dizer que vai criar mais alguma coisa, a menina diz que ele antes de qualquer coisa, precisa cuidar da saúde, porque está com uma gripe daquelas! (rs) Foi quando Deus mandou que as  águas se ajuntassem num mesmo lugar, deixando secos os outros lugares.
     As crianças conversam animadamente com Deus, encantados com tudo que Deus vai criando. É muito engraçada a conversa deles! O menino, vendo tudo o que lhe encantava, exclamou: "Meu Deus!" Deus responde: "Alguém me chamou?" (rs)  O menino responde: "Não! É só um maneira de falar!"  Num outro momento, o menino disse que estava achando tudo "um barato!". Aí Deus disse: "Não fale isso, que me arrepio todo! " As crianças perguntam: "Por que?" Deus então cria a barata. Aí o menino diz:  "Ah, já sei! O Senhor criou as baratas para assustar as mulheres!" Deus ri e diz: "Não,  a barata veio antes da mulher!" 
      E Deus cria tudo o que existe diante dos três, que participam extasiados com tudo que vêem. Tudo criado, chega o momento de Deus descansar. Eles falam que também estão cansados e que chegou a hora de voltar. Eles se despedem de Deus e voltam para casa. Em casa, quando o pai chega do trabalho, eles contam tudo o que viveram. E o pai canta com eles uma canção que fala das maravilhas criadas por Deus.
     É muito interessante o CD! É muito mais do que eu descrevi aqui. Reforçou o que eu havia falado para eles no encontro, tudo numa linguagem que eles entendem, com brincadeiras de crianças e diálogos comuns entre irmãos. E o mais importante, é que a conversa de Deus com os três (com a mãe e as crianças), confirma a imagem do nosso Deus, amoroso, carinhoso, muito próximo e preocupado com a nossa felicidade. 
     Amei! Que bom que não consegui  passar o filminho para eles!  Não foi por acaso! É coisa de Deus mesmo, gente!
    Muitas outras coisas bacanas aconteceram durante o nosso encontro! Abaixo conto mais detalhes.





Objetivos:

  • Ressaltar que a natureza e tudo o que nossos sentidos percebem de belo e bom é criação de Deus;
  • Incentivar o catequizando a amar e cuidar de tudo o que foi criado por Deus.


Ambiente:  


  • Bíblia, Velas e Flores


Recursos:
  • Providenciar alguns objetos que representam a criação (um copo com água, algumas flores, plantas, estrelas, sol, lua, bonequinhas simbolizando pessoas), bichinhos de pelúcia etc.


1. Acolhida e Oração
  • Receber a turma com alegria e satisfação.
  • Cantar uma música que relembre o encontro anterior.
  • Convidá-los a formar um cenário no centro da sala, com os objetos que representam as coisas criadas por Deus.
  • Silenciar a turma para a oração.
  • Peça aos catequizandos para que formem um círculo em volta dos objetos que se encontram no centro da sala.
  • Motivar: Vocês lembram o assunto do encontro passado? (Deixar que falem). No nosso último encontro falamos sobre um dos mais belos segredos de Deus: o Mistério da Santíssima Trindade. Vimos que nosso Deus é comunidade de amor: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. São Três Pessoas num só Deus. Sempre que fizermos o sinal da cruz, ao pronunciar as palavras: "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", devemos pensar: "Pertenço ao Deus Uno e Trino. A Santíssima Trindade habita em mim". Vamos começar o nosso encontro com o sinal da cruz. Vocês sabem por que fazemos o sinal da cruz? É para lembrar a presença de Deus junto de nós. Nós nos reunimos em nome de Deus,  porque sabemos que ele está presente em nosso meio. Esse é o sentido do sinal da cruz: lembrar a presença amiga de Deus em nosso encontro.
  • Fazer o sinal da cruz: "Estamos reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!" 

2. Desenvolvendo o tema

Pedir aos catequizandos que olhem para os objetos que se encontram no centro da sala e que observem atentamente o cenário. Questione-os sobre a beleza das flores e a importância da água, essencial para a vida de todos os seres. 






  • Perguntar: Quem foi o criador de beleza tão perfeita? Dê alguns minutos para que reflitam sobre isso.

  • Fazer com as crianças uma lista de coisas feitas pelo homem. Após essa listagem, perguntar: 

     - Observando a natureza em nosso bairro, descobrimos que existem coisas que não foram feitas pelo homem. Que coisas são estas? (Preparar outra listagem).  Ao final, perguntar novamente: Quem fez as coisas que homem nenhum consegue fazer?

Só Deus é capaz de criar, produzir algo a partir do nada. Os Anjos, o céu, a terra, o sol, as estrelas, as plantas, os animais, os rios, os mares, as montanhas... Tudo foi feito por Deus e o seu trabalho é maravilhoso.

Na Bíblia lemos a história de como Deus criou o mundo. Perguntar: Quem sabe em que livro está escrita a história da Criação? (Aguardar a resposta). O relato da história da criação encontra-se no primeiro livro da Bíblia, o "Gênesis",  que quer dizer "origens" do mundo e do homem.

Deus, em seu amor, criou o universo inteiro de modo inteligente e organizado. E criou a vida para ser bela. O texto de hoje, que narra a história de como Deus criou o mundo, vai mostrar por que somos pessoas tão especiais aos olhos de Deus. No meio de todas as criaturas, o ser humano ocupa um lugar especial.



3. Texto: Gn 1, 1-31

No princípio, Deus criou  o céu e a terra. A terra estava sem forma e vazia, envolvida em trevas. Deus disse: "Faça-se a luz". E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz "dia" e às trevas, "noite". Sobreveio a tarde e depois a manhã. Foi o primeiro dia.

Deus disse: "Faça-se a atmosfera, com ar puro envolvendo toda a terra". E assim se fez. Sobreveio a tarde e depois a manhã. Foi o segundo dia.

Deus disse: "Que as águas se ajuntem num mesmo lugar, deixando secos os outros lugares". E assim se fez. Deus chamou os lugares secos de "terra" e o ajuntamento de água de "mar". Deus viu que isso era bom e disse: "Que a terra produza todo tipo de plantas e árvores frutíferas". E assim foi feito. Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a noite. Foi o terceiro dia.

Deus disse: "Façam-se luzeiros - astros e estrelas - para iluminar o céu e a terra". E assim se fez. Apareceram o sol, a lua e as estrelas.  E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã. Foi o quarto dia.

Deus disse: "Que as águas se encham de seres vivos e voem aves sobre  terra". Deus criou as multidões de seres vivos que vivem na água e as que voam pelos ares. E Deus viu que isto era bom. Sobreveio a tarde  e depois a manhã. Foi o quinto dia.

Deus disse: "Que a terra produza animais de todos os tipos: domésticos, répteis e selvagens". E assim se fez. Deus viu que isto era bom.

Então, Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra". Deus criou o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou, dizendo: "Cresçam  e se multipliquem, encham a terra e a governem. Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra". E assim se fez. Deus contemplou toda a sua obra  e  viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã. Foi o sexto dia.

Assim foram feitos o céu, a terra e todos os seus habitantes. Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho. Ele abençoou o sétimo dia e o consagrou, porque nesse dia repousara de toda a obra da criação.

Esta é a história da criação do céu e da terra.

                                      - Palavra do Senhor.
                                      - Graças a Deus!



Conversando:

Neste momento, vamos esquecer as modificações, transformações e poluições que o homem realizou. Há muita coisa destrutiva, mas há também muita coisa boa.


Temos o sol que produz luz e calor e que ajuda as plantas a crescer; e quantas frutas gostosas: manga, acerola, laranja, banana, mamão e tantas outras! (Perguntar se conhecem outras e deixar que falem). E as variedade de flores que possuímos, suas cores maravilhosas! E a água limpa que mata a nossa sede!

Devemos cuidar muito dos animais, das plantas e dos pássaros. Como é interessante observar a vida dos animais, sua pele, seus hábitos: a preguiça com seu movimento dócil; a raposa com sua pele muito bonita; o preá corre cheio de vida. Você conhece outros animais? (Deixar que falem). Muitas espécies de aves, de animais e de peixes já desapareceram. Vamos respeitar a natureza.


E quem fez tudo isso para nós? Quem criou, enfim, tudo e todas as coisas que existem no mundo? Foi Deus que criou e nós sempre devemos dizer-lhe: "Muito obrigado, Senhor!"


Agradecemos a Deus por todas as coisas vivas, pela terra e pela água.Vamos agradecer a Deus, também, pela criação do homem e da mulher.


Deus criou o céu, a terra, o sol, a lua, as estrelas, a água, o mar, a erva verde com sementes, as árvores frutíferas, os répteis, as aves, os peixes, os animais domésticos, os animais selvagens e, finalmente, criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, como a obra mais perfeita e grandiosa.


Somos semelhantes a todos os seres vivos e a toda a natureza, pois fomos criados por Deus, como todas as coisas que existem. Tudo é obra de arte de Deus. Nós também. Comemos e bebemos, como fazem outros animais. Dormimos e acordamos, respiramos o mesmo ar.  Mas em todos nós há algo de especial. Deus nos fez à sua imagem e semelhança. Por enquanto, vamos ressaltar  três semelhanças mais importantes: a capacidade de amar, de pensar e de decidir. Temos desejo de amar e nos sentir amados. Para nós, é muito importante o afeto, o carinho, a ternura, a amizade. Herdamos de Deus, que é amor, a capacidade de amar. Mas não é só isso. Não somos só afeto e emoção. Temos uma inteligência que pensa, que constrói, que realiza coisas maravilhosas. Herdamos de Deus, que é criador, essa inteligência criativa, que nos faz transformar a natureza, arquitetar planos, estudar, aprofundar. E somos também um ser livre, capaz de decidir, de escolher. E isso herdamos também de Deus, que é livre: nada e ninguém obriga Deus a fazer alguma coisa. Por exemplo: ninguém obriga Deus a nos amar. Ele, que é amor, escolheu nos amar, escolheu nos criar. Então, somos muito parecidos com Deus, como um filho é parecido como pai: somos capazes de amar, de pensar e de escolher. E isso é muito bom!


Deus criou o ser humano à sua semelhança e lhe confiou o mundo. Ao criar o ser humano, Deus o abençoou de um modo todo especial e confiou a ele toda a criação para que cuidasse dela com amor. É maravilhoso saber que tudo que Deus criou foi pensando em nós, em nossa felicidade!




                            

Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para cultivar e o guardar (Gn 2,15). Eis a grande responsabilidade do ser humano: proteger e cuidar de toda a criação, como missão divina que lhe foi confiada. Dominar a natureza significou para muitas gerações apenas destruir e gastar as reservas naturais para grupos econômicos obterem lucros e vantagens.

Hoje, tornou-se imprescindível valorizar a água, proteger os mananciais e não poluir os rios com esgotos e detritos da cidade, além de tentar diminuir a emissão de gás causador do efeito estufa, para que a camada de ozônio continue a nos proteger dos raios ultravioletas, evitando o aquecimento global.


Deus criou, por amor, tudo o que existe; criou tudo com perfeição e carinho. Deus quer que cada um de nós colabore para que o mundo se torne  cada vez melhor. Como você pode ajudar a Deus, tornando este mundo mais bonito e melhor de se viver?




4. Atividades


  • CD Nos Tempos da Criação (Paulinas);
  • Resolver as atividades do Livro do Catequizando.


5. Oração Final e Encerramento


  • Estando a turma em silêncio, meditar: Deus criou tudo com muita sabedoria, para o nosso bem. E viu que tudo era bom e útil para a nossa felicidade. A terra, a água, o ar, as plantas, os animais, a inteligência e a liberdade humanas - tudo é importante para a nossa felicidade.
  • Convidar a turma para rezar o Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis (distribuir a oração, para ser rezada em dois coros).

                                 Altíssimo, onipotente e bom Senhor.
                                 A ti louvor, glória e toda bênção!
                                 Só a ti ele convêm, ó Altíssimo,
                                 e nenhum homem é digno de te nomear.

                                 Louvado sejas, meu Senhor, em todas as criaturas,
                                 especialmente em nosso irmão Sol, 
                                 por quem nos dás o dia, a luz;
                                 ele é belo, radioso, de grande esplendor.

                                 Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Lua e pelas Estrelas!
                                 No céu as formastes, claras, preciosas e belas.
                                 Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmãos Vento.
                                 E pelo Ar e pelas Nuvens, pelo azul do céu, 
                                 e por todos os tempos através dos quais sustentas toda criatura.

                                 Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Água,
                                 tão útil e tão humilde, preciosa e pura!
                                 Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão Fogo,
                                 através do qual iluminas a noite!
                                 Ele é belo e jubiloso, indomável e forte!

                                 Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa mãe, a Terra.
                                 Que nos apóia e nutre, que produz a infinidade de frutos,
                                 com as flores e as folhas.

                                 Louvai e bendizei ao meu Senhor,
                                 dai-lhe graças e servi-o com toda a humildade.


  • Depois da oração, o catequista diz: Louvado sejas, meu Senhor! O catequizando completa espontaneamente  frase. O catequista poderá iniciar, fornecendo o modelo. Por exemplo: "Eu te louvo, Senhor,  pelo ar que respiramos".
  • Encerrar a oração, cantando uma música que fale do tema.










Fontes:

  • Bíblia Sagrada
  • Fé - Vida - Comunidade (Ed. Paulus)
  • Deus é Amor - Pe. Orione Silva e Solange Maria do Carmo
  • Iniciação à Eucaristia - Nucap (Paulinas)